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sexta-feira, 6 de março de 2009

"Um Amor Maior do que a Idade"

I showed my heart to the doctor: he said I just have to quit.

Leonard Cohen

Abri o meu coração para o médico, gráficos

atropelando as batidas do sangue- o médico disse

Que embora os exames

não mostrassem indícios

Havia solidão, ele mostrou o perigo

de se ter um amor maior do que a idade

a que podemos chegar Por fim

mostrou-me como trabalha

Ainda o sopro divino

Poema de J.T.Parreira

Via Confeitaria Cristã

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O Estranho Amor de Deus

Fico constantemente confuso com a estranha forma como Deus escolhe os seus amigos.

Deus faz algumas escolhas que considero muito engraçadas, ou seja, escolhas que eu não faria necessariamente. Repare, sempre pensei que Deus tinha uma casa enorme em que as pessoas que lhe obedeciam poderiam morar, louvar e ter comunhão com Ele. Do lado de fora ficariam os outros, os que não lhe obedeciam. Eu, é claro, entraria porque sempre fiz a sua vontade, ou pelo menos procurava fazer. Achava que a minha sinceridade podia ser o “passe” para entrar. Mas estava errado.

Deus disse a Moisés em Êxodo 33:19: “Diante de ti farei passar toda a minha bondade, e diante de ti proclamarei o meu nome: O Senhor. Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão.” Dito de outra forma, Deus escolherá os seus amigos e ponto final.

Isto sempre me incomodou. Sou provavelmente tão religioso como qualquer outra pessoa que você possa conhecer . Talvez até mais religioso. Dou aulas de religião num curso de pós-graduação. Coloco-me perante milhares de pessoas e falo sobre assuntos religiosos. Escrevo livros religiosos, faço seminários e programas de rádio religiosos.

Sou muito religioso.

O que me incomoda é que Deus escolhe amar pessoas que não são religiosas, ou que não são tão religiosas quanto eu. Tenho visto que Deus faz, de acordo com o meu julgamento, escolhas estranhas. Ele ama pessoas que eu detesto e tem misericórdia de pessoas pelas quais eu jamais seria capaz de nutrir tal sentimento. Ele move o seu Espírito para além de instituições religiosas e faz amizade com pessoas de quem eu nunca seria amigo.

Whoopi Goldberg, que diz não acreditar em Deus, não é uma das minhas referências como pessoa. Você já assistiu ao filme “Do Cabaret para o Convento” ? É sobre uma mulher, cantora de clubes nocturnos, que está em fuga porque alguns marginais a querem matar. O que faz dessa fuga algo único é o facto de que ela se esconde num convento Católico. A cantora disfarça-se então de freira e torna-se a regente do coral, ensinando as demais freiras a cantar músicas mais animadas e divertidas do que as que geralmente cantavam no convento.

O que chamou a minha atenção nesta história é que, no início do filme, a igreja do convento é velha e composta por pessoas idosas e muito religiosas. A partir do momento em que a cantora/freira começa a dirigir o coral, diversas pessoas marginalizadas (prostitutas, viciados e outras personagens estranhas) começam a frequentar a igreja e a esgotar a sua lotação.

Quando vi esta cena pela primeira vez, comecei a chorar (Quase nunca choro. Sou homem, percebe ?). A minha esposa estava comigo e o seu olhar dizia-me claramente: “Pára com isso! Isto é uma comédia. Não vês que toda a gente no cinema se está a rir por te ver a chorar? Vou-me sentar noutro lugar e fingir que não te conheço.”

No entanto, eu não conseguia deixar de chorar. Quando o filme acabou, questionei Deus sobre a minha reacção peculiar e senti que a sua resposta dizia que o meu choro era sua responsabilidade. Ele estava a falar comigo por intermédio daquela cena.

Resmunguei e disse: “Mas Senhor, logo Whoopi Goldberg ? Não podias ter falado comigo através de Billy Graham ou do papa ?” Não obtive resposta. Tenho muitas vezes o sonho de que estou em casa, enfim, no céu, sentado à mesa do Senhor preparado para as Bodas do Cordeiro. Ali estão também presentes todo o género de pessoas . Lá está o clero, alguns líderes da igreja e até um ou dois pastores tele-evangelistas. Mas quando olho à minha volta, reparo em adúlteros e vejo também mentirosos e ladrões. Antigas prostitutas e prostitutos, cobradores de impostos e bêbedos. Também vejo ex-homosexuais e pessoas que eu conhecia como viciados em sexo. E, francamente, fico chocado.

Então, nesse meu sonho, ouço uma voz vinda do trono e palavras que me são dirigidas. É a voz Deus, que me pergunta: “ Como é que achas que pudeste vir para aqui ?”. Julgo que Ele está a brincar comigo, mas não tenho a certeza. Geralmente acordo antes de descobrir.

Costumava pensar que o amor de Deus poderia ser logicamente explicado e mensurado. Agora compreendo que o amor de Deus é muito mais profundo do que podemos tentar imaginar.

Houve um tempo em que eu tinha a certeza que podia explicar e defender Deus. Descobri, no entanto, que Ele está além de qualquer explicação e que não precisa de defensores. Ele estava muito bem antes de eu chegar, e ficará muito bem depois de eu me ir embora. Mas, por alguma razão, este grande, assustador e confuso Deus, que escolhe amigos estranhos, resolveu amar-me . Vejo o seu amor em tudo, sem excepção. A questão não é: “Onde está o amor de Deus?”, mas sim “Onde não está o amor de Deus?”.

Por Steve Brown In Cristianismo Hoje

Adaptado ao português usado em Portugal por Ab-Integro

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Um Murro no Estômago ou A suprema Excelência do Amor

Mais do que tudo, por estes dias, o que verdadeiramente me assusta, não é a economia, a queda das bolsas mundiais, o casamento gay, a eutanásia, o imobiliário, a religião, a política, as fraudes fiscais, a violência urbana ou social em geral, o desamparo dos idosos, o abandono de crianças, a fome, a perseguição, a injustiça, a perda, a saúde, o insucesso profissional ou escolar. Também não me assustam a crise da família nem a violência doméstica, tal como não me assusta a perda de empregos, a bancarrota de países, ou o encerramento de empresas. O que me assusta, em definitivo, é o encerramento dos corações, a ausência do Amor, a desistência de amar e ser amado.

Ontem, quando chegava a casa, após mais uma jornada de trabalho, olhei, por breves instantes, para o aparelho de televisão que debitava informação na minha cozinha, com o jornal da tarde, qual ave de rapina, a recortar-se no crepúsculo do dia, pendurado este no suave dealbar das últimas luminiscências que apressadamente insistiam em se esconder, antes que as trevas as alcançassem.

Não teria sentido tanto e tão profundamente a dor, caso me tivessem dado um murro no estômago, como quando ouvi uma brevíssima entrevista a um jovem adolescente institucionalizado numa casa de reeducação.

Foram duas as perguntas da jornalista, simples, directas e fáceis de responder, embora o jovem não tivesse percebido o alcance de cinquenta por cento do que lhe foi perguntado:

- Já alguma vez te sentiste amado ?

- Não !

- Já alguma vez amaste ?

- Não, tirando “umas curtes”…

Isto sim, assusta-me; assusta-me verdadeiramente a indignidade percebida do ferrete aquecido ao rubro na fogueira da crueza bruta das breves respostas, que não deixam portas abertas, e que nos marca a epiderme da alma, estigmatizando, infinitamente, mais do que podemos imaginar . E, ao contrário do que se pretenda fazer passar, eis aqui, redundantemente exposto, o “drama mater” que cria, sustenta e condiciona todas as crises , pessoais, humanas, particulares, sociais, geracionais, nacionais ou globais, qualquer que seja a escala.

Chegaram então à minha memória diversas citações bíblicas sobre o amor, e o Amor de Deus em particular, e a sua operação no coração de todos os seres humanos, mesmo os que dizem não possuir o dom da fé. Deixo-vos com o capítulo 13 da Primeira Epístola de Paulo aos cristãos de Corinto. O tema é a suprema excelência do Amor:

1-Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

2- E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

3- E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

4- O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, näo se ensoberbece.

5- Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

6- Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

7 -Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

8- O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

9 -Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

10 -Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

11- Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

12- Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face;

agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

13 -Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

Utopia de Deus, dirão uns. Loucura dos homens, dirão outros.

Digamos nós o que dissermos, Só o Amor edifica, só ele produz resultados no coração dos homens.

Só a Cardiologia de Deus faz vacilar e recuar crises!