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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Sei Lá...



Sei lá. Porque "lá" hei de saber. Sei lá. Porque, enquanto estou cá, sei apenas em parte. Sei lá. Porque "lá" saberei plenamente. Sei lá. Porque "lá" já estou mas, em percepção, ainda estou cá. Sei lá. E que o amor seja maior que a fé e a esperança por "lá". Sei lá. Porque - e me desculpem os religiosos e os que fazem suas apostas por "lá"! -, sem amor, de nada vale a fé na fé ou a esperança em causa própria. Sei lá. Porque não se chega "lá" sem o amor.


Alexandre Nunes de Sá in Revista Ultimato

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Celebrar a Páscoa é Afirmar a Vida

Os cristãos do primeiro século escandalizaram o mundo afirmando que Deus se fez carne, padeceu e morreu no corpo, e no corpo ressuscitou. O Credo Apostólico ecoou no mundo antigo e reverbera até hoje: Creio na ressurreição do corpo, o que acarreta uma absoluta revolução na vida desde aqui e para a eternidade. A respeito disso, Paulo Brabo comenta a obra de Alan F. Segal, Life After Death, que discorre sobre a geografia e a história da vida após a morte na cultura ocidental, e também a respeito da radical diferença entre o pensamento grego e o pensamento judaico-cristão.

Os gregos acreditavam que a essência do ser humano é a alma. O corpo é uma prisão, disse Platão. Acreditavam que o corpo era perecível e efêmero, diferente da alma, imperecível e eterna.
Mas a Bíblia Sagrada ensina diferente. Os primeiros cristãos sabiam que o corpo seria preservado para a vida eterna, pois não somente a alma, mas também o corpo é parte essencial do que somos.

Os gregos falavam da vida eterna em termos de imortalidade da alma; os judeus e os primeiros cristãos falavam da vida eterna em termos de ressurreição do corpo, comenta Paulo Brabo. O ser humano é indissociável do corpo. Não é correto dizer que temos um corpo, pois na verdade, somos um corpo. A morte física não é, portanto, a oportunidade de nos livrarmos da prisão do corpo, pois é na ressurreição que é redimido e encontra finalmente sua plenitude. Paulo, apóstolo, ensina que, na ressurreição do corpo, o que é mortal é revestido de imortalidade, e o que é corruptível é revestido de incorruptibilidade. A esperança cristã é claríssima: a morte não implica a reencarnação, nem tampouco a dissolução do corpo (e do espírito e da alma) no todo etéreo imaterial. A morte não é a última palavra, pois vivemos na esperança da ressurreição: Se esperamos em Cristo apenas nesta vida, somos os mais miseráveis dos homens, disse o apóstolo Paulo.

Não deve causar espanto, portanto, o fato de Jesus ter dado tanta importância ao corpo. Seus milagres se concentraram na restauração do corpo. Isso pode ser entendido de duas maneiras. Primeiro como denúncia profética da condição humana que resulta da rejeição a Deus. As curas de Jesus são de fato uma dramatização exterior da restauração da identidade humana. A sabedoria judaica diz que a idolatria é um caminho de desumanização: os ídolos têm boca, mas não falam; olhos, mas não vêem; pés, mas não andam. O poeta bíblico diz que todos os que adoram ídolos acabam se tornando iguais a eles, isto é, desumanizados, coisificados, sem vida. Paulo, apóstolo, diz que o que nos confere identidade humana é o sopro divino, e que, uma vez que trocamos a glória do Criador pela glória das criaturas – ídolos, perdemos nossa identidade humana. Quando Jesus cura um cego, um homem mudo, um aleijado ou um leproso, está não apenas mostrando o que nos tornamos, como também e principalmente mostrando o que podemos e devemos nos tornar quando redimidos e reconciliados com Deus.

As curas físicas operadas por Jesus apontam também para o fato de que a redenção é essencialmente o resgate da plena identidade humana, o que necessariamente implica a redenção também do corpo. Isso não significa, como entendiam os gregos, que, ao realizar curas físicas, Jesus se rebaixou aos cuidados do corpo. Muito ao contrário, ao curar o corpo Jesus aponta exatamente a elevação do corpo como imprescindível constituinte da verdadeira, ou integral, identidade do que se pode chamar humano.
Não é pouco, portanto, celebrar a Páscoa como festa da ressurreição. Os cristãos, em todos os tempos, afirmam algo singular: cremos que Deus se fez carne; cremos que padeceu, morreu e ressuscitou em carne; cremos na ressurreição do corpo.

Celebrar a Páscoa como ressurreição de Jesus é afirmar a vida em sua plenitude e o ser humano em sua totalidade. Celebrar a Páscoa como ressurreição é afirmar o corpo como sagrado. Celebrar a Páscoa como ressurreição é afirmar a esperança da vida eterna!




Fonte:  René Kivitz

domingo, 8 de janeiro de 2012

Cristo Reina !




...Para mim, crer que Jesus está reinando significa que, quando reflito nas verdades do mundo — com todas as complexidades imprevisíveis da rotina internacional, as afirmações e controvérsias e os posicionamentos e arrogâncias do poder militar e da dominação económica —, preciso constantemente me perguntar como e onde vejo sinais do reino de Deus em Cristo no meio  disto tudo.

Contudo, não será uma tarefa difícil no meio do nosso mundo louco e desordenado?

Provavelmente não mais difícil do que teria sido nos dias dos profetas, quando a Assíria, a Babilónia e a Pérsia pareciam governar o mundo. Ou nos dias de Jesus e dos apóstolos, quando o Império Romano dominava o mundo sendo a única superpotência, impondo a sua vontade por meio de uma mistura ambígua de superioridade militar implacável, interesse económico e boas realizações. Pouca coisa mudou. Porém, no meio de toda esta ambiguidade, somos chamados a afirmar que “nosso Deus reina, Jesus é o Senhor (e não César ou seus sucessores)!”. Nisso ponho a minha confiança e esperança.[...]


Christopher J. H. Wright in Revista Ultimato

domingo, 17 de abril de 2011

Bendito o que vem em Nome do Senhor




No dia seguinte, as grandes multidões que tinham vindo à festa, ouvindo dizer que Jesus vinha a Jerusalém,
tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o rei de Israel !

( Lucas 12:12,13 ) 


Não era a primeira vez que Jesus estava em Jerusalém mas agora o Senhor sabia que iria ser diferente, alguns dias depois do domingo que passaria para a tradição cristã como o domingo de ramos, esta glorificação que lhe era prestada pelas multidões à entrada da cidade redundaria em sacrifício e morte para Cristo.

O trajecto terreno de Jesus teria terminado cinco dias depois de Ele ter acedido a Jerusalém e a história dos hebreus registaria apenas, se registasse,  que por aqueles dias,  um  jovem rabi, com um grande dom de oratória e que até operara  alguns  milagres,  fora  considerado culpado por blasfemar do nome de Deus e que o Sinédrio o teria enviado aos romanos para que estes validassem a sua condenação e o  crucificassem. 

O dia que o cristianismo celebra hoje não existiria no calendário cristão se aquilo que se passou entre o domingo de ramos e o  domingo de páscoa fosse apenas  um mero episódio na história de um povo do médio oriente como tantos outros povos que por lá existem. O ministério de Jesus, pese embora a vontade dos judeus de então, não se quedou engulido por um sepúlcro. Cristo ressurgiu no domingo de páscoa e apareceu ressurrecto a muitos discípulos. Jesus não era apenas um simples rabi que falava muito bem e operara alguns milagres; Ele era o próprio Deus que tomara a forma de um homem para se dar em sacrifício vivo por todos os homens. 

A partir desse momento,  da ressurreição de Jesus, a história da humanidade mudaria para sempre. O relacionamento de Deus com os homens não voltaria a ser o mesmo; a páscoa  não mais seria apenas uma festa de ritualização, uma passagem.

Este tempo pascal que vivemos  faz parte da vida dos cristãos e indica a permanência do sangue de Cristo  naqueles que o aceitam como Salvador . E isto muda tudo; desde logo porque o acesso de todos os homens a Deus se passou a fazer sem a necessidade de qualquer intermediário. Ou seja: passámos, todos, a ter acesso directo a Deus num relacionamento íntimo e pessoal falando com Ele acerca de tudo o que faz parte da nossa vida e das nossas preocupações.

Cristo vive, aleluia, e isso é motivo de júbilo para todo o povo de Deus. Não precisamos usar mais de "vãs repetições" para com Ele porque o Senhor compreende a nossa linguagem e entende tudo aquilo que nos está na alma, mesmo até o que não lhe falamos. Não precisamos ter medo d'Ele, temos um Pai amoroso que conhece a nossa natureza. Temos um Senhor que tudo fez para se aproximar de nós e  devemos entender isso como uma Graça particular de Alguém que nos ama profundamente. Afinal, foram as suas mãos que nos modelaram. O salmista disse: "As tuas mãos me fizeram e me formaram; dá-me entendimento para que aprenda os teus mandamentos". É isto que Deus requer de nós, o entendimento da sua obra, da Sua Palavra que se projecta em cada ser humano. Foi por isto que Cristo foi à cruz, morreu e ressuscitou. A páscoa cristã, não é apenas um episódio histórico, é a verdadeira história e operação de Deus em movimento e que ninguém poderá parar, mesmo que a queiram negar.


Jacinto Lourenço



quinta-feira, 31 de março de 2011

No Sossego e na Confiança...


O dia de hoje reservou-me, num dos devocionais que habitualmente leio, a reflexão abaixo, de Spurgeon,  que me parece bastante a propósito dos momentos pelos quais o mundo, em particular a Europa e em especial Portugal,  com os seus problemas económicos e sociais, está a passar; mas também muitos países do Norte de África, cujas populações aspiram a uma verdadeira democracia e a direitos cívicos e sociais. Não sabemos onde tudo isto nos conduzirá  mas, como cristãos, precisamos ser gente com um nível de estabilidade espiritual e emocional que terão que  radicar no Senhor das  nossas vidas. Ele é a fonte de toda a vida, de  todas as certezas, de toda a estabilidade. Como dizia o Salmista, "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam".  É por isso que nesta hora de grandes incertezas e de todas as dúvidas, o cristão deve mostrar, no seu círculo de influência, responsavelmente, a proveniência das suas certezas e o caminho para a Fonte de águas tranquilas. "Voltando e descansando, sereis salvos; no sossego e na confiança estará a vossa força" ( Isaias 30:15 ).


Jacinto Lourenço







Não temas o pavor repentino nem a assolação dos ímpios quando vier. Porque o Senhor será a tua esperança, e guardará os teus pés de serem presos.

( Provérbios 3:25,26 )


Quando Deus sai para juízo, não que que o Seu povo tenha temor, porquanto Ele não sai para danificar, mas para defender os justos.
Ele quer que mostrem o seu valor. Os que gozamos da presença de Deus, deviamos manifestar presença de ânimo e, porque o Senhor pode vir de repente, não devemos mostrar surpresa por qualquer acontecimento repentino. A serenidade sob o ímpeto e o estrondo de males inesperados é um precioso dom do amor divino. O Senhor quer que os seus escolhidos tenham discernimento para ver que a ruína dos ímpios não é uma calamidade para o universo. Somente o pecado é mau; o castigo que o segue é como sal preservativo que guarda a sociedade da corrupção. Devíamos indignar-nos mais contra o pecado, que merece o inferno, do que contra o inferno que é o resultado do pecado.

Assim mesmo, o povo do Senhor deverá mostrar grande quietude de espírito. O diabo e a sua semente estão cheios de todo o engano, porém os que andam com Deus não serão tomados nos seus braços enganosos. Segue adiante crente em Jesus e deixa Deus ser a tua confiança.

C.H. Spurgeon

terça-feira, 29 de março de 2011

Que Cristianismo Vivemos ?




Pr. Martin Luther King, Robert Raikes, William Wilberforce, Dietrich Bonhöeffer, Pr. Jaime Wright, Missionário Manoel de Mello, Dom Oscar Romero e Dom Paulo Evaristo Arns. Qualquer estudioso que se preze chamaria estes homens de fé de heróis da humanidade.



Olho pra todos os lados, para as páginas dos jornais, para o noticiário frenético da televisão, para a tela fria das redes sociais, e o meu coração só consegue exprimir uma única pergunta ao Deus Todo Poderoso: “O que fizeram com o Cristianismo?”.





Na esteira da indigência cultural de uma geração despreparada para pensar e argumentar, cresce a aceitação de livros e artigos de ateus militantes como Richard Dawkins, Daniel Bennet, Sam Harris, Christopher Hitchens, entre tantos outros. Na leitura de suas diatribes, tão agressivas quanto infantis, não reconheço o Deus de que estão falando, contra cuja existência se apresentam tão irados. O Deus cuja menção provoca ira nestes ateus é um carrasco, misógino, e quando eventualmente fala de amor, não está nem mesmo sendo original, porque repete o que outros já haviam dito antes. Um tipo de Deus que os faz concluir que o mundo, refém de guerras religiosas e fanatismos vários, ficaria melhor sem Ele. De onde tiraram isso? Quando foi que a mensagem cristã, o Evangelho de Jesus começou a ser associado ao obscurantismo, ao atraso?



Eu me faço esta pergunta, mas no fundo, sei a resposta. Sim, sim, eu também conheço o Deus de quem falam estes ateus. Eu o vejo por aí, na pregação não menos histriônica e infantil de líderes religiosos pretensamente cristãos. Como esperar que um europeu pós-moderno veja algo de bom num Deus propagado por padres pedófilos? Como esperar que um sul-americano minimamente honesto não sinta sua inteligência agredida quando fica claro que o pastor mantém o padrão de vida de um executivo ás custas da contribuição dos fiéis, que passa a ser apresentada como uma “semente”, na maior empulhação teológica dos últimos tempos? Como esperar que um homossexual acredite que Deus ama o pecador apesar do seu pecado, quando líderes influentes do segmento evangélico os tratam com evidente desamor, agravando ainda mais a sua já tão dura rejeição social? Como apresentar um Deus de amor se a imagem que se revela é de líderes egoístas, autocentrados, manipuladores, despóticos e hipócritas na sua intimidade?



Este não é o meu Deus! Do fundo do meu coração, este não é o meu Cristianismo! Não é esta a fé que a Bíblia Sagrada me mostra. A Palavra Revelada apresenta um Deus que emancipa e promove o homem, não um deus que o massacra, o restringe, o manipula.



O Evangelho em que creio fala de um Emanuel, um “Deus-conosco” que aceitou jantar na casa de um político corrupto chamado Zaqueu, que já apanhava o suficiente dos fariseus e não havia mudado, mas encontrou no amor de Jesus uma motivação para transformar sua vida completamente. Um Deus que supera o simples moralismo, de antes e de hoje.



O Evangelho que eu li fala de um Jesus que comia na casa de um fariseu (sim, de um fariseu!) e que acolheu o gesto desesperado de uma prostituta derramando óleo de nardo, perfume caríssimo, provavelmente comprado com o dinheiro do pecado, a seus pés. Alguém que finalmente viu o desespero de uma mulher que se entregou a tantos porque estava em busca de amor, e foi liberta justamente quando Ele disse que ela “muito amou”.



O meu Cristianismo é o que inspirou John Milton e Willian Wilberforce a lutar pelo fim da escravidão na Inglaterra. É a mensagem que motivou o jornalista metodista Robert Raikes a alfabetizar filhos de operários usando a Bíblia Sagrada em plena Revolução Industrial, criando a primeira Escola Bíblica, mãe do ensino público fundamental na Europa.



O meu Cristianismo moveu homens na luta contra regimes autoritários. Dietrich Bonhöeffer e Martin Niemöller na Alemanha nazista, Dom Oscar Romero em El Salvador, e figuras como o cardeal católico Dom Paulo Evaristo Arns, o pastor presbiteriano Jayme Wright e o missionário pentecostal Manoel de Mello na ditadura militar do Brasil.



O Cristianismo em que eu creio motivou uma mulher negra chamada Rosa Parks a não ceder seu lugar a um branco no ônibus, dando o primeiro passo para a marcha liderada por Martin Luther King. Num tempo de ódio e revanchismo incitado por Malcolm X, o sonho de King incluía negros e brancos lado a lado.



A fé em que creio sempre caminhou semeando mudanças que nos levaram adiante. Não reconheço a mensagem da Cruz neste pseudo-evangelho triunfalista, reduzido apenas à moralidade. Deste “outro evangelho”, Hitchens, Dawkins e outros que tais, podem falar à vontade. Que eu até ajudo.



Fonte: pr. Cláudio Moreira no  Genizah 

domingo, 13 de março de 2011

Ser discípulo de Jesus...

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Andar sobre as águas é fácil para quem é impulsivo, mas caminhar na terra seca como discípulo de Jesus Cristo é diferente. +

+ Oswald Chambers + + + +
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+ + Pregue a Palavra. Se for necessário, use palavras + +

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S. Francisco de Assis

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Navegação...

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Não se pode navegar ancorado. Se o barco for à vela, temos que puxar a âncora, içar as velas, e deixar que o vento impulsione nossa navegação. +
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... A ordem é avançar, cumprir a nossa vocação. Porém, para isso, é preciso esquecer, desvencilhar-se do que passou, e prosseguir para o alvo, “pelo prémio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:14).
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Repare nisto: a vocação é soberana. Já nascemos com ela, e ela nos acompanhará até ao último minuto. Em Romanos 11:29, Paulo diz que os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.
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Lutar contra isso é perda de tempo. Não se trata de algo que recebemos ao nos converter. É como aquele item que já vem de fábrica. O conselho de Paulo é que “cada um fique na vocação em que foi chamado” (1 Co.7:20). Ninguém terá sua vocação alterada ao se converter a Cristo.
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Mas não basta insistir em nossa vocação, é necessário que andemos de maneira digna da vocação com que fomos chamados (Ef.4:1). Temos que honrar nossa chamada, e buscar corresponder às expectativas de quem nos vocacionou.
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E finalmente, temos que procurar “fazer cada vez mais firme” a nossa vocação e eleição, para que nunca tropecemos (2 Pe.1:10).
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O que faz muita gente titubear e tropeçar é a falta de certeza daquilo que quer.
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A vocação não é fruto de nossas escolhas. É aquilo para o qual Deus nos escolheu. Portanto, trata-se de eleição divina e soberana. E enquanto não a cumprirmos, não nos sentiremos satisfeitos.
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A única maneira de nos sentirmos satisfeitos é actuando naquilo para o qual Deus nos chamou.
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Não existem vocações sagradas e outras seculares ou profanas. Todas as vocações são divinas. Se Deus te chamou para o ministério, Ele mesmo lhe habilitará para exercê-lo. Mas se Ele te chamou para actuar em outro campo, seja qual for, Ele também te capacitará. Porém, para tornar mais firme nossa vocação, devemos buscar aprimorar-nos naquilo que fazemos, aplicando-nos, estudando, esmerando-nos no afã de alcançarmos a excelência.
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Deixe-se atrair para o futuro. Abrace o desafio que lhe está proposto, e siga o seu destino, sem se distrair com nada, sem olhar para direita ou para esquerda.
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Espiritualidade e Ética

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A espiritualidade cristã não é mecânica, do tipo faça isso que acontece aquilo. A espiritualidade cristã não é mágica, do tipo manipulação de poderes espirituais. A espiritualidade cristã é ética: amar o próximo com/no amor de Cristo.
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Ed René Kivitz
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tesouro em Vasos de Barro

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Um cristão não tem que andar sempre a sorrir. Numa leitura, ainda que breve, da biografia do Apóstolo Paulo descrita na segunda carta aos Coríntios (1:8-9; 4:7-10; 6:4-10; 12:7-10), percebe-se facilmente que o grande mensageiro da graça de Deus era um homem comum. Um homem cheio de tribulações, tristezas, angústias, lutas, oposições e mesmo contradições. Na sua carta à Igreja em Roma, ele partilha que tinha "grande tristeza e contínua dor no meu coração." (Romanos 9:2)
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Paulo era um homem que vivia aquilo que Watchman Nee designou por "paradoxo inerente": «ser um cristão é ser uma pessoa em quem há uma inconsistência fundamental. O cristão é aquele quem existe um paradoxo inerente. Esse paradoxo vem de Deus. Algumas pessoas pensam que no viver cristão só existe o tesouro e não o vaso de barro.» O Apóstolo Paulo tinha consciência clara da sua própria fragilidade e fraqueza e que o poder e a excelência eram de Deus. E os cristãos de hoje? Que dizer daqueles que enganam o povo dizendo que a vida cristã é um contínuo mar de facilidades, um jorrar ininterrupto de conquistas, vitórias, saúde e de prosperidade financeira?
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A verdade é que um cristão, como qualquer outra pessoa, também atravessa na sua vida aflições, tristezas, angústias inconsistências e mesmo dúvidas. Ele sabe que não está sozinho. Deus está no seu caminho. Mas estas coisas sucedem, para que se lembre que precisa confiar mais no Tesouro-Deus, e menos em si próprio (2ªCoríntios 1:9).
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O poder, a força e a glória pertencem somente a Deus. O único tesouro é Ele. Nós, somos apenas barro. Somos pó, que se pode tornar valioso na suas divinas mãos. Pela excelência do seu grande poder e misericórdia.
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“Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” (2ª Coríntios 4:7-10).
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Amor de Deus

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Deus ama-nos não por aquilo que somos ou que fizemos, mas por aquilo que Deus é. A graça flui para todos aqueles que a aceitam. Jesus perdoou uma adúltera, um ladrão na cruz, um discípulo que o negou, mesmo conhecendo-o. A graça é absoluta e abrange todas as coisas. Ela estende-se inclusive para as pessoas que pregaram Jesus na cruz: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" está entre as últimas palavras que Ele disse aqui na terra (Lucas 23:34).
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(Philip Yancey, Alma sobrevivente, Mundo Cristão, Pg. 152)

O que não é o Cristianismo

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"O cristianismo não é primariamente um sistema ético, um sistema de ritual, um sistema social, ou um sistema eclesiástico - ele é uma pessoa, ele é Jesus Cristo, e ser um cristão é conhecer a Jesus, é segui-Lo e acreditar nEle." + + +
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John Stott

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Não Esquecer o Mais Importante...

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Conta a lenda, que certa vez uma mulher pobre com uma criança ao colo, ao passar diante de uma caverna, escutou uma voz misteriosa que lá de dentro dizia: "Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não esqueça o principal. Lembre-se porém de uma coisa: depois de você sair, a porta se fechará para sempre! Portanto, aproveite a oportunidade, mas não esqueça o principal..." A mulher entrou na caverna, e lá encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar ansiosamente tudo o que podia no seu avental. A voz misteriosa então, falou novamente: "Você só tem oito minutos." Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou... Lembrou-se então, que a criança ficara lá dentro e que a porta estava fechada para sempre! A riqueza durou pouco, e o desespero durou para toda a vida. Pois é, o mesmo acontece às vezes connosco. Temos muitos anos para vivermos neste mundo e uma voz sempre nos adverte: "Não esqueça o principal!" E o principal são os valores espirituais, a oração,a vigilância, a família, os amigos, a vida! Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais nos fascinam tanto, que o principal vai ficando sempre de lado... Assim, esgotamos o nosso tempo aqui e deixamos de lado o essencial: “Os tesouros da alma”. [...] +
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Pessoas Perfeitas não São Confiáveis

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Sem transparência, sem confissão, não é possível experimentar a plenitude da comunhão, porque comunhão implica aceitação e quando eu não sou verdadeiro, inteiro diante do outro, o outro não me aceitará, porque nesse caso, a aceitação se torna uma impossibilidade; o máximo que o outro poderá fazer, enquanto me esforço para parecer ser o que de facto não sou, é aceitar aquilo que eu quero parecer ser.
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Só quem se expõe sabe o que é ser amado. Apenas quem se expressa com autenticidade pode conhecer a genuína experiência de ser aceite. Se eu me escondo, me disfarço, dissimulo, me protejo, no fundo sempre saberei que o amor que porventura alguém me dedique é, na verdade, dirigido a uma outra pessoa, virtual, ilusória, falsa, inexistente.
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Outra consequência da nossa resistência a sermos verdadeiros e transparentes, mesmo que isto implique expor facetas do nosso carácter, do nosso temperamento e da nossa história, das quais não nos orgulhamos, é que adoecemos. Adoecemos na alma, ficamos cansados, esgotados mesmo, perdemos a alegria, o prazer de viver, de conviver, tamanha a energia dispensada para parecer o que não somos, tamanho o esforço mental exigido para forjarmos uma atitude, um tom de voz, uma expressão, um sorriso, tamanha a fortaleza que precisamos erguer e defender para manter fora do alcance e da vista dos outros e, portanto, nas trevas, aquilo que, julgamos, seria motivo de nos rejeitarem, desprezarem e deixarem de confiar em nós.
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Esquecemos que pessoas perfeitas não são confiáveis; não são confiáveis simplesmente porque não existem. Verdadeiramente atraentes são as pessoas perdoadas. Tornam-se atraentes por terem a leveza de quem se libertou da “opressão da opinião humana”, como diz Dallas Willard, atraentes por estarem livres do pecado do orgulho, atraentes por causa da alegria de simplesmente ser, atraentes porque livres do medo que acua, intimida e gera agressividade, atraentes pois, na medida em que simplesmente são, permitem que os outros simplesmente sejam.
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Fonte: Claudio Manhães***Via Laion Monteiro

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Uma Questão Esclarecedora...

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Quem é que já ouviu falar de um marxista que no leito de morte tenha pedido que lhe fosse lido O Capital?
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( Stephen Travis )
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" A Importância da Oração"

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"Teu desejo é a tua oração; se o desejo é contínuo, também a oração é contínua. Não foi em vão que o Apóstolo disse: Orai sem cessar (I Ts. 5.17). Ainda que faças qualquer coisa, se desejas aquele repouso do Sábado eterno, não cesses de orar. Se não queres cessar de orar, não cesses de desejar."
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Agostinho de Hipona (354-430 d.C)
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

O Tempo de Deus

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Deus não tem pressa. Aliás, desconfio que ele não tenha relógio. Mas, ao contrário do que possa parecer, a frase "Deus tarda, mas não falha" também não lhe diz respeito.
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Acompanhe o que talvez seja a segunda proposta de trabalho de Deus ao homem. É bom lembrar que a primeira — feita a Noé —, da ideia à realização, levou não menos do que cem anos. Agora, trata-se de um projeto novo. Uma espécie de PAC (Plano Ancestral de Crescimento) da humanidade: "Quando Abrão estava com noventa e nove anos de idade o Senhor lhe apareceu e disse: ‘Eu sou o Deus todo-poderoso; ande segundo a minha vontade e seja íntegro. Estabelecerei a minha aliança entre mim e você e multiplicarei muitíssimo a sua descendência’" (Gn 17.1-2).
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O leitor sabe do que Deus está falando. E não é a primeira vez que o Todo-Poderoso toca no assunto. Cinquenta anos antes, Deus havia sugerido uma mudança radical na vida do velho e manso Abraão. E, até agora, nada. Mas Deus repete as suas intenções.
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Aqui, volto ao argumento inicial. Nós temos pressa — necessidade intensa de alcançar um objetivo. Não nos contentamos com o “enquanto”. A travessia não nos interessa, queremos chegar “lá”. No entanto, Deus não é assim. Ou você faria um contrato de longo prazo com alguém de 99 anos de idade? Mas, ao conversar com Abraão, como se fosse necessário, Deus relembra também quem ele [Deus] é. Depois, como se falasse a um bando de adolescentes com hormônios à flor da pele, reclama obediência e integridade. E, por último, com fina ironia, fala dos seus planos, claro, para o futuro...
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Deus não tem pressa. Melhor, Deus tem tempo. E, graças a ele, mesmo sem saber exatamente que horas são, nós cabemos nos seus planos. Nesses dias corridos e em meio aos imprevistos, não há melhor consolo do que escutar: “Ainda dá tempo”... (Sl 90). Nas palavras de C. S. Lewis, "a Deus pertence o nosso futuro, não importa se o deixamos em suas mãos ou não".
+ + + + + In Revista Ultimato ( Título original: Deus não tem pressa )

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Azeite, Vinho e Fermento

...Encontramos o azeite no Velho Testamento na botija da viúva endividada; no reservatório do candeeiro da Casa do Senhor. Na unção de David, ainda adolescente, no quinto verso do Salmo 23, e, entre tantos outros, na visão do profeta Zacarias. Azeite fala de sabedoria; azeita pode ser um rosto brilhando pelo perdão de Deus; azeite é uma bênção surpresa quando tudo o mais se acabou. Azeite é o gosto da vitória; azeite é a unção da promessa de Deus.
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Na parábola do samaritano o vinho foi usado para limpar as feridas.
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Azeite e vinho falam de solidariedade, de compaixão, de cuidados. Azeite e vinho são as atitudes do cristão verdadeiro que vai além das palavras; além da teologia. A sequência de uso é azeite e vinho. Primeiro a unção do Espírito, de seguida a alegria do Espírito. O azeite amacia e refresca um coração ferido e o vinho lava as impurezas e a maldade do pecado. Para adquirir deste azeite e deste vinho é preciso ir à fonte da misericórdia e da compaixão. É preciso depender de Jesus.
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Quem ama vai atrás, busca e procura até achar. Quem tem azeite e vinho anda na presença de Deus e navega como um barco cuja vela se faz cheia sob o vento da vontade do Espírito Santo. Isto não se aprende com a leitura de compêndios e comentários. Não vem anexo a um canudo de teologia, mas em andar com o Senhor.
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O fermento é a substância que incha, estufa, azeda, que enche de vento uma massa. O fermento, para fazer efeito, precisa ser misturado. Espiritualmente falando o fermento é o mundo misturado com o coração do cristão. O fermento é a hipocrisia. É uma santidade de aparências. É uma vida cristã falsificada, mascarada.
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O sacerdote e o levita viram o ferido, mas a sua religião estava acima de qualquer coisa. Sabiam o sagrado, mas não tinham mais o Espírito de Deus. Eram vazios de sentimentos, de compaixão. O sacerdote e o levita eram como barcos cujas velas já tinham apodrecido pela falta de uso.
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Coisa interessante. Esta parábola é muito actual. Está surpreendentemente contextualizada no nosso tempo e país. Uma geração de sacerdotes e levitas têm trabalhado nas nossas Igrejas. Eles estão muito ocupados com o que acontece no mundo. Estão encantados com o poder, com a política, com o dinheiro. O fermento já arruinou a sua vida espiritual. Não têm mais tempo para a compaixão. Não se preocupam mais com os feridos nem com os perdidos, pois já não há mais sinal de azeite e vinho nos seus corações. O Espírito Santo já foi apagado das suas vidas, com tantas atitudes mesquinhas, avarentas, falsas aparências. O óleo da unção já não brilha nas suas faces. É muito provável que também estejam perguntando: E quem é meu próximo? Já se esqueceram.
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E se eu não tomar cuidado, posso tornar-me hipócrita da mesma forma. Por isso o exercício da compaixão deve ser sempre lembrado, praticado. Não basta ter uma biblioteca cristã na cabeça, é preciso muito mais que isso para ser um bom samaritano: manter a alegria de servir, de visitar, de sorrir e chorar junto, de ajudar, de amar, de perdoar pela presença do Espírito Santo.
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Chorar com os que não Choram

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Chorar com os que choram é uma forma de carregar a cruz. No entanto, muito mais que isso é chorar pelos que não choram. Foi nesse nível que Jesus se solidarizou com a vida humana indiferente e empedernida. O discípulo deve ser o nervo exposto dos que não têm sentimentos.
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

"O evangelho da lei e o evangelho da prosperidade"...

Reflexões sobre o verdadeiro evangelho
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"Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal. Nasceram-lhe sete filhos e três filhas.Possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas; era também mui numeroso o pessoal ao seu serviço, de maneira que este homem era o maior de todos os do Oriente".

( Job 1:1-3 )

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Há dois evangelhos populares que concorrem nas igrejas com o evangelho de Cristo: o evangelho da lei e o evangelho da prosperidade. Paulo era um autêntico herdeiro da mensagem de Jesus e por isso combatia os dois veementemente. Combateu o primeiro especialmente na sua Carta aos Gálatas e na sua Carta aos Romanos, como Jesus o combateu especialmente diante dos fariseus. Combateu o segundo especialmente nas suas cartas aos coríntios, como Jesus o combateu quando desafiou os ricos e a classe sacerdotal. O combate era interno, isto é, dentro do povo de Deus, cada um citando as suas fontes bíblicas, o que faz o combate complicado. A solução também não era simples. Por isto temos as cartas densas que Paulo escreveu detalhadamente. Mas o resumo da solução, a alternativa que Paulo apresentou, pode ser dita em apenas quatro palavras: o evangelho da cruz. Para Paulo, anunciar Cristo significava a adoção do evangelho da cruz. Os outros evangelhos podem ser trabalhados a partir do Antigo Testamento. É fácil fazê-lo e é frequente. Os escritores do Novo Testamento, graças à liderança de Paulo que atribuia isto à revelação de Deus e à inspiração pelo Espírito Santo, entenderam que a leitura do Antigo Testamento que resulta ou no evangelho da lei ou no evangelho da prosperidade, era equivocada. Isto é essecialmente o assunto da Epístola aos Hebreus. Sua mensagem é que à luz de Cristo o evangelho da lei e o evangelho da prosperidade não são propriamente “cristãos” e por isso não podemos voltar para trás. [...]
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