oriundos do norte de África. No entanto é um erro referir-se genericamente os judeus norte-africanos e dos países árabes como sefardim. Os judeus mais antigos destes países são chamados Mizrachim (de Mizrach, o Oriente), ou seja, orientais.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Os Judeus Sefarditas
oriundos do norte de África. No entanto é um erro referir-se genericamente os judeus norte-africanos e dos países árabes como sefardim. Os judeus mais antigos destes países são chamados Mizrachim (de Mizrach, o Oriente), ou seja, orientais.
sábado, 17 de março de 2012
Os Livros de Jobe
sábado, 9 de julho de 2011
Uma Comunidade Científica Judaica no Alto Alentejo
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Curiosidade Judaica
Fonte: Por Terras de Sefarad
quinta-feira, 3 de março de 2011
"Carnem Levare"...
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sábado, 11 de dezembro de 2010
"O Grito da Semente" - Novo livro do Poeta e escritor Brissos Lino lançado Hoje às 16h em Lisboa
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Manuscritos do Mar Morto disponíveis Online
quarta-feira, 5 de maio de 2010
A Fé e a Razão
É triste, mas a maioria dos cristãos ainda mantém o péssimo hábito de colocar uma separação entre a devoção piedosa a Deus e a ortodoxia do pensamento. Costumam dizer-nos que a fé e a razão são antagónicas e não podem dividir o mesmo espaço. Mas houve um tempo em que não era assim. A história do cristianismo está cheia de exemplos de cristãos fervorosos que eram intelectuais de primeira grandeza, ao mesmo tempo que nutriam grande devoção a Deus. Podemos citar Agostinho, Lutero, Calvino, Jonathan Edwards, e muitos outros.
Penso que se desejamos ser luz do mundo e sal da terra em nosso tempo, então uma coisa não pode existir sem a outra. Uma fé de grande devoção e afectos apaixonados que não busca profundidade de pensamento pode tornar-se uma fé “água com açúcar”. Assim como um pensamento de amplitude exponencial, sem a chama do Espírito, é semelhante ao vapor que logo se desvanece. O emocionalismo e o intelectualismo são dois extremos que devemos evitar caso tenhamos em nossos corações o desejo de sermos adoradores que adoram em espírito e em verdade. O pastor e teólogo John Piper resume bem o que quero dizer. Ele diz:
"A adoração precisa ter coração e cabeça. Ela tem de envolver as emoções e o pensamento. Verdade sem emoção produz ortodoxia morta e uma igreja cheia de admiradores artificiais. Por outro lado, emoção sem verdade produz agitação vazia e cultiva pessoas superficiais que rejeitam a disciplina do raciocínio exacto. A adoração verdadeira, porém, vem de pessoas com emoções profundas, grande amor e doutrina sadia. Afeições fortes por Deus, arraigadas na verdade, são ossos e medula da adoração bíblica".
"Notas para uma Leitura de Paulo"
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
UM PRÓDIGO EPIDIANO
"Pequenina, mas insistente, como uma mosca –parafraseando o início de um conto de Albert Camus-, voando num espaço fechado, mantinha-se ainda a imagem do pai na mente do Pródigo.
Um rosto onde a alegria do sol resvalava nas rugas, fatigado e triste, um corpo curvado, avançando a custo, debilmente com a luz da manhã, parecendo querer alcançar o filho que partia. Quando acordou, no dia seguinte, o Pródigo pensou nisso, mas o sol da nova cidade a detalhar a sua sombra na rua desconhecida, mas fervente de uma vida livre, cosmopolita, há muito desejada, fê-lo esquecer o pai e pensar no que haveria de fazer com o dinheiro da herança. Era assim que começaria um conto sobre o Filho Pródigo, não fosse o caso de pretender tão-só pensar no peso que os bens da herança exerceram sobre o jovem e o influenciaram a deixar a casa paterna.
Do ponto de vista social, neste caso parece que o filho mais novo recebeu apenas dinheiro ou bens móveis. Era o que poderia reclamar o filho por lei, ao atingir a maturidade, quer entre os antigos romanos e os sírio-fenícios, como um costume, seguido também pelos judeus.
À parte a teologia evangélica da parábola do Pródigo, para a altura em que Jesus Cristo a contou, e depois a exegese sob o prisma da sotereologia (a doutrina da Salvação), seria uma parábola com um cunho de incontornável modernidade.
Jamais nas relações patriarcais semitas, um filho deveria ter tomado uma decisão tal de afrontamento ao pai, ao patriarca da família, exceptuando aqui, por exemplo, a história de Absalão e David.
Neste aspecto é uma história de ideias. Um filho que tomou uma atitude, por assim dizer, que ficaria entre o Édipo, que lhe era muito anterior, e Freud que viria quase vinte séculos depois.
As rupturas com o progenitor -sobretudo na segunda infância- são do foro do Édipo. Do mal-entendido que Sófocles criou, partindo da lenda, e não da figura mitológica que decifra o enigma lançado pela Esfinge. Como sabemos, na psicanalise é hoje um complexo, o complexo de Édipo. O sentimento que temos perante a atitude do Pródigo é do completo desejo da ausência do pai, embora não da punção criminosa contra o progenitor, como é óbvio.
Não foi esse o objectivo da parábola, nada se nos revela antes do subconsciente, menos ainda do inconsciente do filho pródigo, quanto às razões contra o velho e bondoso Pai. Jesus quer colocar ali a situação universal do homem-criatura de Deus que se revolta contra o Criador. Mas, na verdade, o jovem pródigo «rebela-se» contra o pai, porque este representa os limites, a educação patriarcal, a obediência, as regras e os valores do Lar. O jovem tem uma errada ideia de liberdade. «E, poucos dias depois, o filho mais novo,ajuntando tudo, partiu» (Lc,15,13)
E a ausência do pai proporciona-lhe a realização dessa ideia de ser livre. Em casa, o desfructe da herança, digamos do dinheiro, estava marcado ainda pela presença do pai, na sua consciência representava limitações. Podia usar os bens herdados, mas não o livre arbítrio, a liberdade plena para os gastar. Os olhos do pai estavam em todo o lado, na percepção do filho. Por essa razão partiu.
Era preciso criar um abismo, e o filho pródigo fê-lo, moral e fisicamente. Não vejamos nisso nenhum desespêro sentimental, a comandar esse sentimento de fuga, havia o aspecto utilitário - o como poder gastar o dinheiro, sem embaraços morais. Havia também aqui o que a filosofia designaria por necessidade, isto é, o que deveria ser diferente para a rotina do Pródigo. «Partiu... para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente» (Lc, 15, idem ). Ao invés do irmão mais velho, que sempre serviu o pai, «sem nunca transgredir» (Lc,15,29).
Roland Barthes, filósofo da linguagem francês, escreve sobre as crianças des-socializadas pela pobreza; assim, apreciado a esta luz moderna, o filho pródigo desfamiliarizou-se, todavia ao contrário, pela riqueza, como tantos jovens do nosso tempo, submetidos ao relativismo moral, hedonismo e materialismo."
Por João Tomaz Parreira In Blogue "Papéis na Gaveta"





