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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Extremistas Judeus


Grupos de haredim defendem a exclusão de mulheres em autocarros e na via pública, demonstrando no fundo aquilo que realmente são: cretinos e intolerantes. Eles são uma minoria no país, mas o número suficiente para causar distúrbios sobretudo em Jerusalém.

Sempre desconfiei de gente demasiadamente religiosa, há algo de falso e sombrio naqueles cabeçinhas, e este pessoal para além de possuir estes atributos, é gente que não trabalha, não produz, não cumpre serviço militar.

Vivem às custas do estado hebraico, privilégios não lhes faltam e ainda por cima dão-se ao luxo de causar distúrbios. Israel não é o Irão, não gostam, boa viagem.


Fonte: Por Terras de Sefarad

terça-feira, 3 de maio de 2011

A Beatificação de João Paulo II na Perspectiva de um Católico


Foi-me dado falar pessoalmente, no Vaticano, com o Papa João Paulo II. A impressão que me ficou foi a de um homem não propriamente afectivo, mas antes afirmativo e duro, ao contrário do cardeal Joseph Ratzinger, que me pareceu tímido e afável.

Se admirei João Paulo II? Admirei e admiro. Era um homem de convicções, corajoso, crente no Deus de Jesus; afirmou e reafirmou os Direitos Humanos; contribuiu para a queda do Muro de Berlim; escreveu uma grande encíclica sobre os direitos dos trabalhadores (Laborem exercens); perdoou àquele que quis assassiná-lo; reuniu em Assis os representantes das religiões mundiais para a oração; fez o possível para evitar a invasão do Iraque; foi um lutador incansável pelo que considerava ser a sua missão; viajou pelo mundo como mensageiro da Paz.

Foi dos homens mais populares do seu tempo. O mundo agradeceu-lhe, despedindo-se dele com milhões de pessoas no funeral. E o povo gritou que queria vê-lo rapidamente canonizado: "Santo subito."

Mas João Paulo II era apenas um homem, um homem do seu tempo, que vinha do leste e tinha uma certa visão da Igreja. Daí que não faltem vozes críticas quanto à sua actuação e, consequentemente, quanto à sua beatificação precipitada. Ele viveu grandes contradições, como, por exemplo, pediu perdão pelas culpas da Igreja ao longo da História ao mesmo tempo que continuou a condenar um grande número de teólogos, defendeu os Direitos Humanos para o mundo ao mesmo tempo que reprimiu quem dissentia das suas concepções doutrinais e teológicas. Pôs travão a horizontes abertos pelo Concílio Vaticano II, foi incapaz de rever algumas normas de ética sexual, opôs-se tenazmente a uma reflexão sobre a obrigatoriedade do celibato eclesiástico, recusou debater de modo sério o lugar da mulher na Igreja, pôs termo à teologia da libertação.

O facto é que a Igreja está numa crise profunda e muitos fiéis estão a abandoná-la ou encontram-se em autogestão da fé. Sobretudo, João Paulo II deixou uma herança dramática por causa do modo como terá lidado com os abusos de menores por parte do clero e com a figura perversa do fundador dos Legionários de Cristo, Marcial Maciel.[...]


Prof. Anselmo Borges in Diário de Notícias Online

quinta-feira, 31 de março de 2011

EFEMÉRIDES

A 31 de Março de 1492, é assinado o decreto de expulsão dos judeus de Espanha.







A 31 de Março de 1821, data da extinção da Inquisição em Portugal.



Fonte: Por Terras de Sefarad

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Deus nunca estará nisto

Um impressionante vídeo amador de uma mulher, no Sudão, a ser chicoteada pela polícia em nome da lei da moral Sharia, por estar a usar calças debaixo das vestes muçulmanas, foi parar à Internet e está a gerar polémica. No vídeo, não aconselhável a pessoas impressionáveis, vê-se a mulher rodeada de homens, aos gritos, pedindo clemência, enquanto pelo menos dois deles, supostamente agentes policiais, a chicoteiam sem piedade. Segundo o editor internacional do canal britânico SkyNews, que também divulgou o vídeo, estas são imagens raras de um acontecimento que é mais frequente do que se pensa.
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In Diário de Notícias Online de 14 de Dezembro de 2010

domingo, 28 de novembro de 2010

"A Igreja [católica] e os Sinais dos Tempos"

..."Precisamente por isso, penso que será necessário perguntar se a Igreja não terá de rever outras questões. Se, por exemplo, a paternidade e a maternidade responsáveis não implicam a abertura aos anticonceptivos "artificiais", superando uma concepção biologista da natureza. Se não se deverá colocar termo à lei do celibato, pois não é bom impor como lei o que Jesus entregou à liberdade. Se não se deverá tirar as devidas consequências da afirmação papal: os homossexuais "merecem respeito" e "não devem ser rejeitados por causa disso". Se não é necessário repensar a proibição da comunhão aos divorciados que voltaram a casar. Se as mulheres, a partir do comportamento de Jesus, que levou à declaração paulina: "já não há judeu nem grego, nem senhor nem escravo, nem homem nem mulher, pois todos são um só em Cristo", não devem ser tratadas na Igreja sem discriminação, por exemplo, no acesso à presidência na celebração da Eucaristia. Mais tarde ou mais cedo - é preferível mais cedo -, a Igreja deverá ter um pronunciamento lúcido e claro sobre estas matérias. Para não dar a impressão de que ela lá vai indo, mas aos empurrões, e quando, entretanto, muitos a foram abandonando. Não foi por acaso que a revelação sobre o uso do preservativo apareceu no mesmo dia em que o Papa impôs o barrete a mais 24 cardeais. No dia seguinte, lembrou-lhes que devem estar sempre junto de Cristo na cruz. Mas cá está! No meio de todo aquele aparato do Vaticano, há aqui uma contradição entre a pompa e a cruz. Há aquele texto do filósofo dinamarquês Sören Kierkegaard, que diz mais ou menos assim: vai Sua Excelência Reverendíssima o Bispo de Copenhaga, revestido de paramentos com filamentos de ouro e um báculo e uma mitra debruados de pedras preciosas, com todo o seu séquito em esplendor, senta-se num cadeirão de prata e dá início à sua homilia sobre a pobreza. E ninguém se ri !... A alguém que se sentisse irritado com estas perguntas lembro um texto de Joseph Ratzinger, no qual escreveu que, se hoje se critica menos a Igreja do que na Idade Média, não é porque se tem mais amor à Igreja, mas a si e à carreira."[...]
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Prof. Anselmo Borges.
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Ler texto integral AQUI, no Diário de Notícias Online

terça-feira, 11 de maio de 2010

A Incomodidade da Cruz de Jesus...

...dão que pensar as razões que O levaram à morte. Morreu como blasfemo, condenado pela classe sacerdotal, e como socialmente perigoso. Foram os interesses de Jerusalém e de Roma em coligação que o crucificaram.[...] a pergunta decisiva não é então se Jesus é de direita ou de esquerda, mas quantos católicos tentam ser cristãos.
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Prof. Anselmo Borges
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Ler todo o artigo AQUI no Diário de Notícias Online

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Cristãos na Cidade de Belém

[ Título original do artigo : Apenas 2% são cristão em Belém, cidade onde Jesus nasceu ]

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O número de cristãos em Belém, cidade considerada o local onde Jesus nasceu, está diminuindo. Há cem anos, cerca de 40% da população da cidade era cristã, agora são 2%. E, de acordo com algumas previsões, os últimos cristãos deverão deixar a cidade antes de 2025. "Creio que em alguns dos vilarejos o número de cristãos é zero", disse à BBC Simon Azazian, integrante da Sociedade Bíblica Palestina. "Em Birzavit, por exemplo, 100% eram cristãos, depois (a porcentagem) caiu para 60%, agora são 40% e esse número continua baixando." Alguns cristãos dizem que esse êxodo se deve ao fundamentalismo islâmico. "Eles introduzem na nossa cultura e na nossa sociedade uma visão da religião que não tem nada a ver com o nosso contexto nem com a nossa história", disse à BBC o sacerdote luterano Mitri Raheb. "Isto não é apenas uma ameaça para a comunidade cristã palestina, mas também para toda a sociedade palestina, já que tentam mandar-nos de volta para a Idade Média", acrescentou. Outros cristãos ressaltam que a decisão de ficar em Belém ou ir embora depende de vários factores. "Depende da situação política, que afecta a situação económica", afirmou George Sa'ada, da Igreja Ortodoxa Grega. "Antes, estimulávamos os jovens a ficar e trabalhar aqui, mas agora, lamentavelmente, não podemos obrigá-los a ficar porque querem ganhar a vida. Se não têm oportunidade aqui, claro que vão emigrar e procurar uma vida melhor fora", explicou. Alguns temem que, dentro de 15 anos, os únicos cristãos de Belém serão os milhares de peregrinos que chegam durante o período de Natal.
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Via Genizah

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Estudo sobre Genética dos Judeus Sefarditas

A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) reprovou um projeto destinado a traçar pela genética a história dos judeus sefarditas, alegando que este estudo levantaria "sérios problemas a todos os níveis".

O coordenador do projeto, António Amorim, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto defendeu que a equipa de investigadores não aceita nem a decisão da FCT nem os argumentos do júri. António Amorim realçou que este "chumbo" pode pôr em causa um estudo inovador sobre comunidades judaicas de Bragança, cujos resultados preliminares foram publicados recentemente no American Journal of Physical Anthropology.

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In Diário de Notícias Online

sábado, 23 de janeiro de 2010

Insólito: pastor cristão-evangélico Brasileiro converte-se ao islamismo

[ Titulo original do texto: o pastor que virou muçulmano ]
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Na segunda semana de janeiro fui surpreendido com uma notícia angustiante: “Pastor da Assembleia de Deus converte-se ao islamismo”. Fiquei chocado! Triste, angustiado, revoltado... Enfim, fiquei sem entender. Passados alguns dias desde que esta notícia se tornou pública e correu o Brasil, resolvi manifestar-me. Vamos aos factos. O senhor João de Deus (esse é o seu nome próprio) iniciou a sua vida ministerial na Assembleia de Deus da cidade de Itabaiana, interior da Paraíba a mais de 20 anos atrás. Por volta do final dos anos 90, juntamente com um grupo de pastores saiu da Assembleia de Deus Missão (como é denominado aqui nessa região as igrejas ligadas a CGADB) e se filiou a Assembleia de Deus Ministério de Madureira, com sua sede no bairro do Cristo Redentor. Em pouco tempo alguns destes pastores que foram para a Assembleia de Deus de Madureira, formaram ministérios autônomos ligados a Convenção Nacional de Madureira, inclusive João de Deus que fundou a “Assembleia de Deus Ministério de Madureira, campo Deus é fiel”. A filha de João de Deus, segundo consta, se mudou para Dubai, Emirados Árabes, e lá se casou com um árabe muçulmano bem abastado financeiramente. Ao visitar sua filha, voltou com algumas ideias diferentes. Segundo membros da igreja, quando ainda era o pastor da igreja proibiu o irmãos a exercerem os dons espirituais, o que causou um esfriamento na igreja – segundo relatos de irmãos desta referida igreja. Antes deixar a liderança da igreja (a informação que foi passada para a igreja é que ele iria morar com a filha em Dubai, e por isso estaria entregando a direção da igreja), João de Deus, firmou um acordo no qual receberia uma quantia de dinheiro por 36 meses (uma espécie de indenização). Porém, ainda não havia se declarado muçulmano (embora já o fosse no coração). Quando passou a igreja a outro pastor, então declarou-se muçulmano. Os irmãos da igreja se sentem traídos, pois, no mínimo ele agiu de má fé ao firmar esse acordo financeiro já sendo muçulmano. Bem, estes são os factos que são largamente conhecidos na cidade de João Pessoa, inclusive por uma carta feita pelo próprio João de Deus e lida na sua antiga igreja. Bem, então vejamos: Conheci João de Deus já no campo "Deus é fiel", participamos em algumas reuniões na associação de pastores da cidade. Também nos encontrámos no treinamento do Projecto " Minha Esperança", onde ela era o representante da Convenção de Madureira na Paraíba. A impressão que tive dele foi a de um homem de pouca expressão, pouco carisma, e de pouca argumentação (digo argumentação no sentido de ter base para se criar um argumento sólido e clareza nas posições). Ainda há aqueles que o conhecem bem e dizem que na verdade ele não foi seduzido pela doutrina islâmica, mas pelos “petrodólares” oferecidos depois que ele se tornasse um líder muçulmano. A verdade é que João de Deus apostatou da fé, pois nega a divindade de Cristo, a sua volta iminente, a Trindade, e assim como Alexandre e Demas, que, como disse Paulo, amou o presente século, nos tem causado muitos males. João de Deus foi um obreiro inexpressivo, de palavras inexpressivas e posso dizer sem convicção. Pois na sua entrevista para um jornal da cidade ele disse que sempre teve problemas com a data do Natal ser 25 de dezembro! Ora, qualquer crente sabe que tanto faz a data que se comemora o nascimento de Jesus, pois o que importa é o dia em que Ele veio ao nosso coração e mudou a nossa vida. O que importa é que um dia Deus interveio na história humana e enviou o Seu Filho para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16). Quando passar essa surpresa inicial, ele continuará sendo uma pessoa inexpressiva e o campo que ele enganou e abandonou, com a graça de Deus crescerá (o que não aconteceu quando ele liderava), ele será esquecido e a igreja seguirá caminhando, pois disse Jesus: “...sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).
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Por Eduardo Alves, em Terra de Gigantes. *** Via PavaBlog

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O Lugar de Maria...

Antes de morrer o papa João Paulo II, recebeu inúmeros pedidos para que assinasse um novo dogma em que a Igreja reconheceria Maria como co-redentora juntamente com Jesus. O líder desse movimento é o Sr. Miravalle, 41 anos, professor de Mariologia numa das mais conservadoras universidades católicas da Itália. Desde então, o papa recebeu mais de seis milhões de assinaturas de 148 países solicitando que ele conceda a Maria a mais alta promoção. Além disso, o Sr. Miravalle recebeu o apoio de 550 bispos e 42 cardeais, incluindo o Cardeal John O’Connor e a Madre Teresa de Calcutá antes de suas mortes.Segundo Miravalle: O Papa João Paulo II usou o título de co-redentora pelo menos em seis ocasiões. Em sua homilia em Guayaquil, Equador, em janeiro de 1985, João Paulo II declarou que Maria estava "crucificada espiritualmente com seu Filho crucificado" e que "seu papel como Co-redentora não cessou depois da glorificação de seu Filho".Caro leitor, a afirmação dos católicos romanos de que Maria é co-redentora juntamente com Cristo é blasfêmia. A salvação dos homens se dá pela fé no Filho de Deus. Somente por Ele, somos libertos do domínio do adversário das nossas almas. Jesus Cristo afirmou que Ele é o caminho, a verdade e a vida e que ninguém pode ir ao Pai se não for por Ele. Junta-se a isso, o fato inquestionável de que como qualquer mortal, Maria foi concebida em pecado, e como pecadora que era, só pôde ser salva mediante sua fé em Cristo Jesus. Afirmo sem titubeios que ainda que tenha possuído virtudes incontáveis, Maria não foi imaculada, nem tampouco perfeita em seus caminhos. Afirmo também que a tradição católica de que ela foi assunta aos céus é herética, e anti-bíblica e que como qualquer pessoa que morre em Cristo não pode interceder pelos vivos, e que esta função de interceder junto ao Pai pelos santos de Deus, cabe exclusivamente ao Senhor Jesus.Isto posto, concluo que em Cristo, com Cristo e por intermédio de Cristo é que somos SALVOS e que Maria não pode fazer absolutamente nada pela humanidade.
Solus Christus!
Renato Vargens

sábado, 17 de outubro de 2009

Uma Nova Versão da Inquisição. Agora nos USA

Igreja baptista planeia queimar livros e música no Dia das Bruxas
Uma igreja baptista de Canton, na Carolina do Norte, está a planear queimar livros e música que considera satânicos, por ocasião do Dia das Bruxas. Além de livros da saga Harry Potter e obras como “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin, também cópias da Bíblia serão queimadas – excepto a versão “King James”, a única tomada em conta pela igreja baptista e considerada “infalível”.De acordo com a revista “Examiner”, o encarregado desta igreja, o pastor Marc Grizzard, disse que todas as outras versões da Bíblia são “satânicas” e “perversões” da palavra de Deus. Além destas obras, também discos de música considerada satânica serão queimados por Grizzard e 14 outros membros da igreja. Entre os estilos, contam-se o Country, Rap, Rock, Pop, Heavy Metal, Western, Jazz e Soul.Este deverá ser, no entanto, um serão bem passado. O site da igreja (agora indisponível), informa que vai haver churrasco de frango e que “toda a gente será servida”.
In jornal Público de 16 de Outubro de 2009
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Ultrajante, Repugnante e Aviltante
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Não é desta forma que se ganham os homens para Cristo.
Quase que nem dá para acreditar !!
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É por coisas como esta que os evangélicos norte-americanos passam a imagem que passam, de si próprios, para o exterior dos Estados Unidos.
A Europa assistiu a isto na idade média, designada também "idade das trevas". Na altura quem o fazia era a "Santa Inquisição" e o Tribunal do Santo Ofício, braços "armados" do obscurantismo da Igreja Católica.
Sobre esta ideia, tão feia e tão rasca, não faço mais comentários. Este "pastor" e esta "igreja" deviam ter vergonha e pudor, no mínimo, por envergonharem desta forma o nome de Cristo.
JL

sábado, 10 de outubro de 2009

Uma em cada Quatro Pessoas é Muçulmana

Uma em cada quatro pessoas em todo mundo é muçulmana, de acordo com um dos mais completos estudos feitos até hoje sobre o assunto. A pesquisa feita pela organização Pew Forum on Religion and Public Life, com sede em Washington, levou três anos para ficar pronta e analisa dados de 232 países e territórios. O estudo concluiu que apenas 20% dos muçulmanos vivem no Médio Oriente e no norte da África, regiões tradicionalmente mais associadas com a religião. Os números pesquisados indicam também que há mais muçulmanos na Alemanha do que no Líbano e menos na Jordânia e na Líbia somadas do que na Rússia.
Estudos futuros:
Cerca de 60% dos estimados 1,57 bilhão de muçulmanos do mundo vive na Ásia. Os países com o maior número dos seguidores da religião são Indonésia (202,9 milhões), Paquistão (174 milhões), Índia (161 milhões), Bangladesh (145,3 milhões), Nigéria (78 milhões) e Egito (75,5 milhões). O estudo indica que mais de 300 milhões de muçulmanos vivem em países onde o islamismo não é a religião mais seguida. Entre 87% e 90% são da vertente sunita e entre 10% e 13% da corrente xiita. As maiores populações de xiitas vivem no Irã, Paquistão, Índia e Iraque. No continente americano, o país com o maior número de seguidores da religião é os Estados Unidos, com pouco menos de 2,5 milhões de pessoas. O Brasil é o terceiro país no continente, com cerca de 191 mil muçulmanos, bem menos do que os 784 mil da Argentina. A Pew Forum diz acreditar que o estudo pode fornecer bases para futuras pesquisas sobre o crescimento de populações muçulmanas.
Fonte: BBC

domingo, 27 de setembro de 2009

A Expansão das Religiões até 2050

A profecia repetida do fim da religião não se confirma. De facto, quando se olha para o planeta e não apenas para a Europa, constata-se que Deus não morreu nem está em vias de desaparecer da consciência da imensa maioria da Humanidade. É o que mostra um estudo independente elaborado pelo grupo La Vie e o diário Le Monde, agora acessível também em espanhol: El Atlas de las religiones. Como escreve Rémy Michel, na apresentação, "é inegável que as religiões estão profundamente ancoradas no espaço geográfico que marcaram com as suas pegadas e que ordenam segundo as representações próprias de cada credo", mas acrescenta que "as religiões não são estáticas, evoluem, conquistam territórios, deslocam-se". Daí a importância de uma visão geopolítica da sua dinâmica para a compreensão das sociedades. Assim, a socióloga R. Azria sublinha que o judaísmo "figura entre as grandes religiões do planeta menos pelo número, insignificante, de judeus no mundo do que por ter legado a mensagem bíblica ao Ocidente e desempenhado um papel importante no surgimento das outras duas grandes religiões monoteístas: cristianismo e islão". Segundo as projecções para 2050, precisamente estas duas religiões continuarão a crescer. Segundo o Atlas, o cristianismo continuará a ser a primeira religião, passando dos 1.747 milhões em 1990 (hoje os cristãos são uns 2.000 milhões) para 3.052 milhões. Mas será o número dos muçulmanos, que eram 962 milhões (hoje são 1.200 milhões), que mais aumentará, alcançando os 2.229 milhões. O crescimento do hinduísmo e do budismo será mais moderado: os hindus passarão de 900 milhões para 1.175 milhões, e os budistas, de 323 milhões para 425 milhões. Os judeus, de 13 para 17 milhões. O cristianismo atravessa uma mudança geográfica: caminha para o Sul. A Europa, que durante séculos foi o seu centro, não tem hoje mais do que uns 25% dos seus fiéis, e os católicos europeus - à volta de 25% do catolicismo mundial - não serão mais de 16% em 2050. A imensa maioria dos cristãos situa-se na América: uns 275 milhões na América do Norte e 530 milhões na América Latina. O catolicismo tem na América metade dos seus fiéis. É no continente africano que o cristianismo cresce mais rapidamente: uns 300 milhões de fiéis numa população de 800 milhões. Embora muito minoritário, crescerá na Índia e na China, mas tende a desaparecer lá onde nasceu: a Terra Santa. Na América e na Ásia, o protestantismo evangélico vive "um crescimento espectacular". A razão fundamental para o islão ser a religião que, proporcionalmente, mais se expande está no crescimento demográfico. Ao contrário da ideia corrente, a maioria dos muçulmanos não vive no Médio Oriente, mas na Ásia. Metade da comunidade islâmica vive em 4 países: Indonésia (o país com mais muçulmanos), Paquistão, Índia e Bangladesh. Na África, tem um terço da população. Na Europa, vivem 16 milhões e, nos Estados Unidos, 4 milhões. Importante é a observação de Olivier Roy, do CNRS, ao fazer notar que se operou uma mudança geopolítica no mundo muçulmano, pois "já não é percebido como um território cujas fronteiras é preciso defender, mas como uma comunidade mundial". O hinduísmo é a religião da sexta parte da Humanidade, sendo amplamente maioritário na Índia, com 83% da população. Também maioritário no Nepal, tem minorias importantes no Paquistão, Bangladesh e Sri Lanka. O budismo não ganhou fiéis na proporção do espaço que algumas das suas práticas alcançaram no mundo. Como escreve F. Midal, "a violência do niilismo" levou a que "em certo sentido, o Ocidente se torne em grande parte budista, sem o saber e sem que isso se exprima em conversões". Dominique Borne, presidente do Instituto Europeu de Ciências das Religiões, sublinha que o fim do socialismo real e do ateísmo militante revelou que "o religioso, que se pensava desaparecido, sempre esteve presente". Exemplos demonstrativos: a Rússia e o Vietname. Espera-se que o diálogo interreligioso contribua decisivamente para a paz no mundo.
Prof. Anselmo Borges
In Diário de Notícias de 26 de Setembro de 2009

domingo, 20 de setembro de 2009

Confissões Religiosas com Programa na Rádio Pública

Doze minutos de segunda a sexta, 50 minutos ao domingo, repartidos pela Igreja Católica e outras 12 confissões religiosas.

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A RTP e a Comissão do Tempo de Emissão das Confissões Religiosas assinaram um acordo que regula a emissão de programas religiosos no serviço público de Rádio em Portugal, prevista na Lei de Liberdade Religiosa.O documento estabelece um programa diário de segunda a sexta-feira, com 12 minutos de duração, e um semanal, ao domingo, com 52 minutos.O programa adopta o mesmo nome do que já existe na RTP 2 – A Fé dos Homens – e no qual participam 13 confissões religiosas. Nos dias úteis, a partir das 22h47, haverá nove minutos da responsabilidade da Igreja Católica, enquanto os restantes três são assumidos pelas outras confissões, em rotatividade.Aos domingos – os tempos são repartidos pela própria comissão inter-religiosa –, a Igreja Católica fica com 39 minutos e os restantes credos com 13 minutos, também rotativos, depois das seis da manhã. O critério da Comissão do Tempo de Emissão na divisão dos tempos teve em conta a representatividade das diferentes confissões.
In Jornal Público de 18 de Setembro de 2009

sábado, 19 de setembro de 2009

Religiosos

"...A única classe de pessoas que fazia Jesus perder a paciência e a compostura era, formidavelmente, a dos religiosos."

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de Setembro de 2001. Um Dia a Não Esquecer, pelas Piores Razões !

Oito anos depois do 11 de Setembro, norte-americanos assinalam tragédia com jornada de solidariedade

Oito anos após os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos, os norte-americanos assinalam hoje o dia à escala nacional graças a legislação assinada em Abril pelo Presidente Barack Obama, instaurando uma jornada de solidariedade. Desde então, o dia 11 de Setembro foi definido como "Dia Nacional de Oração e Memória", estando todos os norte-americanos convidados a "trabalharem para uma causa comum com amigos e aliados para se criar um mundo mais seguro e mais brilhante para as gerações actuais e do futuro". Em memória das vítimas e ao abrigo desta legislação, estão previstas campanhas de ajuda por todo o país, como por exemplo em Seattle, onde cerca de 4.000 funcionários da Microsoft vão trabalhar em projectos de restauração de casas pobres e renovar um centro infantil.
(Agência Lusa )
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Confesso que ainda hoje tenho duvidas sobre o que realmente aconteceu no fatídico dia 11 de Setembro de 2001.
Mas independentemente das minhas duvidas, a verdade é que uma data assim nunca mais se esquece, por muitos anos que vivamos. Sabemos sempre e exactamente onde estávamos, o que fazíamos naquele momento, com quem estávamos e como nos chegou a notícia pela primeira vez levando a que nos precipitássemos para as televisões para, incrédulos, contemplarmos em directo uma elegia à loucura dos homens que, em nome de deus, de um deus menor, acabavam de assassinar mais de 3000 pessoas. Perguntamo-nos, ainda hoje, como é que foi possível ? ! Julgo que, o diálogo inter-religioso entre as nações do islão e as nações cristãs do ocidente, por muitos anos, terminou ali no "Ground Zero", perdido por entre a poeira das torres gémeas e os restos de seres humanos que se lhe juntaram. Nunca mais, até hoje, foi possível ensaiar uma aproximação séria e honesta a esse diálogo, do ponto de vista das relações internacionais.
Há duas coisas fundamentais para restabelecer a confiança entre as pessoas e os povos: Perdoar e ser Perdoado. Ora aí é que reside o "busilis" da questão. Nem as nações do islão estão dispostas a aceitar pedir perdão, nem as nações ditas cristãs, estão igualmente dispostas a isso. E sobre perdoar, estamos conversados, porque uma coisa implica a outra.
Entretanto, enquanto escrevemos este texto, o nome de Deus continua a ser usado para justificar a matança de seres humanos de um e de outro lado da fronteira religiosa.
"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize." João 14:27
Jacinto Lourenço

domingo, 6 de setembro de 2009

Ética e Religião

Desde o Eutífron, de Platão, que, nesta relação de ética e religião, se coloca o famoso dilema: os mandamentos são bons porque Deus os prescreve ou Deus prescreve-os porque são bons? Na segunda hipótese, Deus não seria absoluto, já que subordinado a normas e valores independentes dele. Na primeira, poderia mandar o arbitrário, como afirmou o voluntarismo medieval: segundo Ockam, "Deus pode ordenar que a vontade criada o odeie". Mas o dilema tem solução. O Homem é um animal ético e a moral é autónoma. Ao contrário dos outros animais, o Homem vem ao mundo por fazer e tem de fazer-se, realizar-se a si mesmo. E qual é o critério da acção humana boa senão precisamente a adequada e plena realização do ser humano? A exigência moral não surge do facto de se ser crente ou ateu, mas da condição humana de querer ser pessoa humana autêntica e cabal, plenamente realizada, de tal modo que o teólogo Andrés Torres Queiruga pode escrever, com razão: se se pensar fundo, "não existe nada que no nível moral deva fazer um crente e não um ateu, contanto que tanto um como o outro queiram ser honestos". Se dissentirem em muitas opções, isso não acontecerá propriamente por motivos religiosos, mas morais, devido à dificuldade em saber qual é muitas vezes a decisão correcta. Então, por paradoxal que pareça, autonomia e teonomia coincidem.[...]
Anselmo Borges
Continuar a Ler Aqui no Diário de Notícias de 05 de Setembro de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A religião do Socioeconómico

Por muito que procurem evidenciar o contrário na estrutura religiosa e popular do seu discurso, existem hoje «igrejas» que ao designarem-se como centros de ajuda espiritual, querem governar Deus. -«Vamos buscar esse Deus- proclamam-, preparem o copo de água». Nos seus conceitos ditos cristãos, nem Deus, nem Jesus Cristo estão no centro da Revelação, a importância revelacional vai toda para o que é socioeconómico, para não falar de ícones periféricos ( isto é, copos de água, fogueiras santas, monte de Sinai, cruz de fogo, etc.), como transferências do profano para o sagrado ou a necessidade de uma presença «sagrada» visível e palpável, no dizer de Roger Caillois.[...]
João Tomaz Parreira

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terça-feira, 28 de julho de 2009

ASSISTÊNCIA RELIGIOSA NOS HOSPITAIS

Ao longo de anos, muitos têm sido os casos de pastores e outros ministros que têm encontrado dificuldades no acesso aos hospitais quando pretendem visitar doentes das suas igrejas. Por vezes, o acesso é recusado, por vezes é apenas condicionado a um certo horário ou ao acompanhamento pelo capelão católico romano. É convicção da Aliança Evangélica Portuguesa que os casos que têm chegado ao nosso conhecimento não são mais do que "a ponta do iceberg" e a AEP deseja dar a conhecer a Sua Excelência a Ministra da Saúde a dimensão real do problema da discriminação de que quer os doentes quer os ministros de culto das confissões minoritárias vêm sendo objecto. Por favor, seja qual for a sua confissão religiosa, se se sentiu discriminado em virtude da sua opção religiosa em matéria de assistência religiosa num estabelecimento de saúde público ajude-nos a conhecer e a dar a conhecer a realidade da discriminação no nosso país. Relate-nos o seu caso com referência a locais, datas e tanto quanto possível identificando as pessoas envolvidas. Relatos anónimos não poderão ser validados. Pode enviar o relato para geral@portalevangelico.pt ou para Aliança Evangélica Portuguesa, R. Barjona de Freitas, 16-B (1500-204) Lisboa.Obrigado por colaborar com a Aliança Evangélica Portuguesa na luta contra a discriminação religiosa em Portugal.
In Portal Evangélico