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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Rosto de Deus

Rafael, Michelangelo e vários outros pintores tentaram retratar o rosto de Deus. Foram infelizes. Como mostrar na tela quem nunca foi visto? Com a proximidade do Natal, mais artistas procuram esboçar o que imaginam ser o rosto de Deus.
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Ele se parece com uma criança? É o frágil bebé das manjedouras? Talvez; o reino do céu pertence aos pequeninos, aos que mamam. Ao tentar desenhar o mistério, o artista termina com um ídolo.
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O rosto de Deus, entretanto, pode ser experimentado nos sem-teto que perambulam pelas ruas e dormem nos viadutos das grandes cidades. Quando Jesus nasceu, a família estava sem moradia certa, não possuía recursos para pagar uma hospedaria e viu-se obrigada a refugiar-se em um estábulo.
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O rosto de Deus pode ser percebido em vítimas de preconceito e em injustiçados. Sobre o menino que nasceu em Belém pairou uma dúvida: ele era de facto filho de José? O casal não inventara aquela história toda para se safar de um rolo?
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O rosto de Deus se revela nos desprezíveis, nos que foram condenados à margem da história. Quando o menino nasceu, ninguém notou ou escutou o alarido dos anjos. A trombeta que anunciou paz na terra pela boa vontade de Deus passou desapercebida da grande maioria. Apenas um punhado de pastores foi sensível para presenciar o momento mais importante da história.
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Qual o rosto de Deus? Ele não se parece com os cartões postais ou com o menino de barro das lapinhas. Deus é igualzinho a Jesus. E Jesus é bem parecido com o vizinho do lado, com a mulher que pede socorro na delegacia do bairro e com a família que chora a morte do filho no corredor do ambulatório.
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Não é preciso muito para encontrar Deus, basta um coração de carne, humano.
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Soli Deo Gloria
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segunda-feira, 31 de maio de 2010

" A Redenção das Sete Artes: A Pintura"

A identidade da arte está na criação, assim como todos os valores humanos. Deus fez o ser humano criativo e concedeu-lhe a capacidade de ver, conhecer, conceber e reinterpretar com criatividade. Como os demais valores humanos, o processo criativo também foi afectado pela queda. A arte produzida ficou atrelada às funções do sistema. Nos impérios Romano e Napoleónico a arte serviu o poder; na Idade Média e no Renascimento, serviu a religião com o apelo pela captação de fiéis que sustentavam a posição ociosa do clero; no modernismo, afirmou o pensamento iluminista do cepticismo, se transformando numa arte rasa e niilista. Não ousaremos negar que os valores da arte enquanto técnica são belos e refinados; em todos os períodos da história podemos contemplar obras admiráveis. No entanto, a arte em quase todo o tempo estava -- e está -- presa a funções. Somente na Reforma Protestante ela se faz livre. No século 16, os artistas que se convertiam ao protestantismo questionavam a posição da Igreja em relação às artes e passavam a buscar outros caminhos. Se aperfeiçoavam na pintura de retratos, naturezas mortas, naturalismo; pintavam cenas quotidianas como aldeões, trabalhadores do campo, casamentos etc. Até quando representavam episódios da Bíblia faziam-no com sinceridade ao representar os personagens, a vestimenta e os lugares; a arte era despretensiosa e não visava anunciar nenhum tipo de poder, nem mesmo o do próprio artista. Os artistas da Holanda protestante foram os precursores dos novos caminhos da arte para o resto da Europa e se tornaram os grandes mestres inovadores da pintura nos séculos 16 e 17. Entre eles estão Rembrandt, Peter Bruegel, Vermeer e Frans Hals. Segundo Hans Rookmaaker, académico das artes, protestante e fundador do L’Abri1 (Holanda, 1971), “A arte não precisa ser justificada e sim apreciada pela experiência estética que é enriquecedora da vida. A arte foi criada por Deus e tem sua dignidade própria. Não é a função que a faz ser válida; a arte é uma modalidade da vida criada por Deus e tem a função de trazer beleza e enriquecer a vida e não de ser reduzida a funções sistemáticas”. A arte cristã deve refletir a identidade criacional. Deve haver dimensão sensitiva, unidade na diversidade, fenómeno de estilo e até dimensões éticas. Até a representação do “feio” pode ter sua complexidade, porque ela faz parte da dimensão da vida e tem um sentido dentro da distorção da criação. Um exemplo são as obras do pintor Hieronymus Bosch (século 15), que retratava cenas de pecado e tentação, recorrendo à utilização de figuras simbólicas complexas, originais, imaginativas e caricaturais, muitas das quais eram obscuras, mesmo em seu tempo. A realidade da vida e do contexto cultural do artista está inserida na obra; não é obrigatório o artista cristão representar cenas bíblicas, mas ele deve voltar os olhos para a criação e perceber que tudo o que é belo em sua complexidade, sublime e digno de valores faz parte do plano de Deus para a humanidade.
1.) O L’Abri (o abrigo, em francês) é uma organização cristã fundada por Francis Schaeffer e sua esposa, Edith, na Suíça, em 1955. Eles abriram sua casa como um ministério para os viajantes curiosos e como um fórum para discutir as crenças filosóficas e religiosas.
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Por Rafaela Coelho *** Via Revista Ultimato

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

"Arte, Liberdade de Expressão, e Deus"

Um dos meios mais significantes de expressão é a arte. E quando me refiro à arte, pretendo abarcar todo o leque de manifestações artísticas, desde as artes cénicas, passando pelas artes plásticas, pela música, literatura, etc. Ao dotar o ser humano de sensibilidade artística, o Criador estava imprimindo nele um dos Seus traços mais marcantes. Deus é o Supremo Artista. Toda a Sua criação é uma grande obra de arte. Em Efésios 2:10, o apóstolo Paulo diz que“somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. A palavra grega traduzida como “feitura” é poiema, que também poderia ser traduzida por “poema”. Que interessante: somos o poema de Deus. Somos uma expressão artística de Deus. João Calvino, o grande reformador protestante do século XVI, defendia que a arte é um dom de Deus, e que deveria ser usada para glorificá-Lo. E mesmo quando a arte se rebaixa para tornar-se o instrumento de mero entretenimento para o povo, Calvino afirma que este tipo de prazer não lhe deveria ser negado. Quanto mais o homem se aprofunda nas “artes liberais” e investiga a natureza, mais se aproxima “dos segredos da divina sabedoria”. [...]
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Por Hermes Fernandes *** Continuar a ler Aqui no Genizah