Mostrar mensagens com a etiqueta astronomia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta astronomia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 5 de janeiro de 2013

2013, um Ano de Cometas.

( Grande Cometa de 1680 sobre Roterdão - Lieve Verschuier )


Oxalá pudesse prever-se, com segurança, o aparecimento de um cometa no céu e assim converter-se  isso num verdadeiro espectáculo. Por muitos anos que passem sem que apareça um Grande Cometa, os apaixonados da Astronomia não desvanecem as suas expectativas [...]. Preparem então a vossa agenda de 2013 e tomem nota das datas, sobretudo mais para os finais do ano, quando se poderá avistar o cometa ISON, ou na primavera com o avistamento do cometa PanSTARRS. Quem sabe...

Javier Armentia in jornal El Mundo - Ler texto integral AQUI

( Tradução livre do Castelhano por Ab-Integro )

domingo, 3 de junho de 2012

É Certo: Via Láctea vai Chocar de Frente com Andrómeda.



A colisão e consequente fusão de Andrómeda com a nossa Via Láctea acontecerá dentro de 4 mil milhões de anos, segundo cálculos efetuados por cientistas que utilizaram o telescópio Hubble para fazer as medições mais precisas até hoje realizadas.


A Via Láctea vai chocar frontalmente com a sua vizinha Andrómeda, que se encontra a uma distância de cerca de 2,5 milhões de anos luz. Como resultado da colisão, as duas galáxias acabarão por se fundir numa só. A esta conclusão chegou um grupo de cientistas que mediram com grande precisão a velocidade e distância de Andrómeda com a ajuda do telescópio espacial Hubble. Segundo os cálculos dos cientistas, o Sol não será destruído pela colisão, mas acabará por ocupar uma posição diferente da atual, seguramente mais afastado do centro da galáxia.
segundo avança o jornal "El País", as duas galáxias estão a aproximar-se devido a uma mútua atração gravitacional e a sua colisão já está prevista há muito tempo, mas para calcular, com precisão, como e quando a mesma acontecerá, é preciso uma medição muito rigorosa da distância de Andrómeda da Via Láctea. Foi o que fez agora o cientista Roeland van der Marel e os seus colegas do Instituto do Telescópio Espacial, em Baltimore, que publicaram os resultados dos seus estudos na revista Astrophysical Journal. Até agora, não se sabia se a colisão entre as duas galáxias seria frontal ou se apenas roçariam uma na outra.
Andrómeda está a aproximar-se da Via Láctea a uma velocidade de 400 mil quilómetros por hora, explica a NASA em comunicado. "Houve sempre grande especulação acerca do futuro de Andrómeda e da nossa Via Láctea, mas finalmente temos um panorama claro de como se irão desenrolar os acontecimentos nos próximos milhões de milhões de anos", afirmou Sangmo Tony Sohn, também cientista no Instituto do Telescópio Espacial.
Segundo os cálculos dos investigadores, após a colisão, passarão mais dois milhões de anos até que as duas galáxias se fundam completamente, formando uma só, de forma elíptica e com um núcleo. É possivel que um terceiro conjunto estelar, uma pequena companheira de Andrómeda, a chamada galáxia do Triângulo, acabe também por colidir e fundir-se com as outras duas.
Este tipo de colisões e fusões são raras no universo, sendo mais correntes no cosmos primitivo, mais pequeno que o atual.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Última Noite para observar a Chuva de Estrelas


Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), esta chuva de meteoros (estrelas cadentes) é observável de 7 a 17 de Dezembro, mas a melhor altura é mesmo a madrugada de quarta para quinta-feira. 

Estes meteoros são o "fenómeno luminoso resultante da entrada na atmosfera da Terra de um corpo sólido proveniente do espaço", mais concretamente de meteoróides (corpos mais pequenos do que os asteróides), de acordo com o Observatório. 

Todos os anos em meados de Dezembro, a Terra atravessa o caminho dos destroços do Faetonte, que os astrónomos ainda não chegaram a um consenso sobre se é um cometa extinto ou um asteróide. As Gemínidas são restos de destroços desse misterioso objecto celeste. O OAL informa que o número médio de meteoros por hora é de 120.[...]





Fonte: jornal Público

terça-feira, 3 de maio de 2011

O Lado de Lá da Última Fronteira

Lançadas em 1977, as sondas da NASA estão na fronteira do sistema solar, onde nenhum engenho humano chegou antes

 


A sua missão era olhar de perto pela primeira vez os gigantes do sistema solar (Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno). Cumprido o objectivo, que deu origem a várias descobertas, as sondas Voyager prosseguiram caminho. Agora, 33 anos depois de terem sido lançadas, as Voyager 1 e 2 chegaram à última fronteira do sistema solar, e estão em vésperas de passar para o lado de lá: o meio interestelar. Pela primeira vez, dentro em breve, os cientistas da NASA vão poder ter acesso directo a esse "lá fora" da bolha de influência solar, a heliosfera.





sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Kepler Descobre Seis Planetas fora do Sistema Solar

+
+
O telescópio espacial Kepler detectou seis planetas que orbitam em redor de uma estrela similar ao sol. Além disso, descobriu mais de mil possíveis novos planetas fora do sistema solar.
+
+
O anúncio foi feito [...] quarta-feira, numa conferência de imprensa, onde os cientistas se referiram a esta como a mais importante descoberta na busca por exoplanetas (aqueles que orbitam à volta de estrelas que não o Sol) nos últimos 15 anos.
+ O novo sistema planetário foi encontrado pelo satélite Kepler, da Nasa, ao redor de uma estrela batizada de Kepler-11, situada a 18,92 quatrilhões de km (2 mil anos-luz) da Terra.
+ Cinco dos planetas agora descobertos estão muito próximos da sua estrela e percorrem a sua órbita completa em 10 a 47 dias. Muito quentes, estão longe de oferecer condições propícias à vida. O sexto planeta, mais longe da estrela, percorre a sua órbita em 118 dias.
+ Na conferência de imprensa, a Nasa anunciou ainda que o telescópio Kepler registou mais de mil possíveis planetas fora do nosso sistema solar. Quer isto dizer que o número de exoplanetas pode duplicar: até hoje sabe-se da existência de 500. A existência desses exoplanetas ainda não foi confirmada, mas a expectativa é que 90 por cento sejam confirmados.
+ Lançado em 2009 pela Nasa, o telescópio espacial Kepler tinha como missão procurar planetas irmãos da Terra susceptíveis de sustentar vida, ao observar mais de 100 mil estrelas parecidas com o Sol.
+
+
+
In Diário de Notícias de 02 de Fevereiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Telescópio Hubble encontrou galáxia mais Distante e Antiga jamais vista no Universo

Esta galáxia ter-se-á formado quando o Universo tinha apenas 480 milhões de anos - hoje terá cerca de 13,7 mil milhões de anos. A galáxia terá existido quando o Universo teria apenas quatro por cento da sua idade actual, precisa Rychard Bouwens, astrónomo da Universidade da Califórnia que estuda a formação e evolução de galáxias, e a sua equipa, que publicaram o estudo na revista “Nature” de ontem.
+
A luz da galáxia, captada através da câmara de infravermelhos do telescópio, terá sido emitida há 13,2 mil milhões de anos. Ainda assim, os astrónomos são prudentes e falam da sua descoberta no condicional. “Este resultado está no limite das nossas capacidades. Mas passámos meses a fazer testes que o confirmaram e agora estamos seguros”, comentou Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia e um dos autores do estudo.
+
Os astrónomos ainda não sabem ao certo quando é que apareceram as primeiras estrelas no Universo mas começam a compor o quadro de quando as estrelas e as galáxias começaram a surgir, depois do Big Bang.
+
“Esta última descoberta do Hubble vai aprofundar o nosso conhecimento do Univerno”, salientou Charles Bolden, administrador da NASA, em comunicado publicado no site da agência norte-americana.
+
Para chegar mais longe e vislumbrar o período em que se formaram as primeiras estrelas e galáxias, os astrónomos vão precisar do sucessor do Hubble, o telescópio espacial James Webb, que tem lançamento previsto para 2014. Por enquanto, os primeiros 500 milhões de anos da existência do Universo continuam a ser o capítulo que falta.
+
O Hubble, lançado há 20 anos, é um projecto internacional fruto da cooperação entre a NASA e a Agência Espacial Europeia.
+
+
+
In jornal Público de 27 de Janeiro de 2010

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Descoberto 1.º Planeta Rochoso fora do Sistema Solar

A NASA, agência espacial norte-americana, anunciou a descoberta do primeiro planeta rochoso fora do sistema solar, do tamanho quase da Terra, graças à ajuda da sonda espacial Kepler.
+
+
+
Em órbita à volta de uma estrela a uma distância que não lhe permite ser habitado, este exoplaneta, baptizado de Kepler-10b, é o primeiro que é rochoso em cerca de 500 descobertas fora do sistema solar desde 1995, sendo os anteriores essencialmente gasosos.
+
O Kepler-10b é também o planeta cujo tamanho mais se aproxima do da Terra, com um diâmetro 1,4 vezes maior, precisaram os astrónomos da missão Kepler. O Kepler-10b está a cerca de 560 anos-luz da Terra, sendo que um ano-luz equivale a 9.460 mil milhões de quilómetros.
+
"A descoberta do Kepler 10-b é uma etapa importante na procura de planetas irmãos da Terra", afirmou, em comunicado, Douglas Hudgins, um cientista do programa Kepler, da NASA, citado pela agência AFP.
+
+
+
In Diário de Notícias de 11 de Janeiro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A Estrela de Belém: Uma Explicação Astronómica

( Foto Jornal El Mundo )

No seu famoso ensaio "A Estrela de Belém", Isaac Asimov examina várias alternativas no sentido de ligar a Estrela a um fenómeno astronómico real. Estas alternativas foram reconsideradas e ampliadas posteriormente por vários astrónomos nomeadamente Patrick Moore e Mark Kidger do Centro Científico da Agência Espacial Europeia em Madrid. As hipóteses mais viáveis são as seguintes:...
+
+
Ler texto integral AQUI, em Castelhano, no jornal El Mundo

domingo, 21 de novembro de 2010

Descoberto Primeiro Planeta de outra Galáxia

( Imagem D.N. )
Planeta orbita estrela de uma galáxia anã, que foi engolida pela Via Láctea.

+

+

Desde que o primeiro planeta extra-solar foi descoberto em 1995 pelo suíço Michel Mayor, várias equipas de astrónomos, incluindo de Portugal, já conseguiram identificar quase 500 destes novos mundos, todos eles nativos da nossa própria galáxia. Agora, astrónomos europeus descobriram pela primeira vez um mundo que é mesmo do outro mundo. Trata-se de um planeta extra-solar que também é extra-galáctico. Embora o HIP 13044b, como foi designado, esteja dentro da Via Láctea, ele é oriundo de uma outra galáxia que há mais de seis mil milhões de anos foi engolida pela nossa. A descoberta é publicada hoje na revista Science.[...]
+
+
+
Ler texto integral AQUI no jornal Diário de Notícias online de 19 de Novembro de 2010

sábado, 6 de novembro de 2010

NASA avista "Cometa Amendoim"

( Foto D.N. )
Pela primeira vez uma sonda chegou perto deste cometa e recolheu dados. É rugoso e apresenta uma forma curiosa, semelhante a este fruto
+ +
Pela primeira vez uma sonda da NASA, agência espacial norte-americana, detectou imagens do cometa Hartley 2, que já recebeu a alcunha de "cometa amendoim" por se assemelhar a este fruto. A sonda Deep Impact participava na missão EPOXI e passou ontem a 700 quilómetros do corpo, uma distância que permite observar atentamente as suas características: um objecto com cerca de 1,5 quilómetros de comprimento, com bastante relevo e jactos de gases a serem expelidos da superfície. A maior aproximação ao Hartley 2 ocorreu pouco antes das 14.00 (hora portuguesa). A sonda viajava a uma velocidade relativa de 12,5 quilómetros por segundo. A passagem da sonda pelo Hartley 2 ocorreu a 23 mil quilómetros da Terra e foi apenas a quinta vez que uma nave conseguiu aproximar-se de um cometa. A NASA já avisou que vai demorar muitas horas a recolher toda a informação enviada pelas câmaras de luz visível e um sensor de infravermelhos da Deep Impact. Mas as primeiras imagens que chegaram à Terra dão uma visão fascinante do corpo gelado do cometa.[...]
+
+
+
Ler texto integral AQUI no Diário de Notícias online

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

As Brilhantes e Inéditas Auroras de Saturno

( Imagem jornal El Mundo )
Um novo filme e imagens colhidas pela Sonda Cassini mostram as Auroras brilhantes de Saturno durante um período de 10 dias. De acordo com os especialistas estas auroras brilhantes ajudam a explicar a razão das "impressionantes representações de luz" de alguns objectos que se encontram no nosso sistema solar. [...]
+
+
+
Ler todo o texto, em Castelhano, AQUI no jornal El Mundo

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Gregos Avistaram Cometa de Halley

( Imagem D.N. )
****
Astrónomos gregos terão visto o cometa Halley 226 anos antes dos chineses, segundo documentos antigos agora revelados
****
A observação de um cometa feita pelos gregos em 466 antes de Cristo (a. C.) poderá ser o mais antigo avistamento do cometa Halley documentado até hoje, de acordo com a tese de um grupo de investigadores agora divulgada pela revista New Scientist. O Norte da Grécia terá sido atingido por um meteorito no período temporal entre os anos de 466 e 468 a. C. e, segundo um artigo publicado no Journal of Cosmology pelo filósofo Daniel Graham e o astrónomo Eric Hintz, ambos da Universidade Brigham Young (EUA), documentos antigos de astrónomos gregos referem a existência de um cometa no céu quando o meteorito caiu. Este detalhe não tinha merecido grande destaque até ao momento, mas, segundo o artigo do Journal of Cosmology, citado pela revista New Scientist, o cometa teria sido visível durante cerca de 80 dias em 466 a. C., na região de Hellespon, no Norte da Grécia. Se as novas descobertas forem confirmadas, os investigadores vão fazer recuar a data da primeira observação documentada do Halley em 226 anos. Até à data, o registo mais antigo que existia era referente a um visionamento datado do ano 240 a. C. feito por astrónomos chineses. Os relatos feitos nos documentos dos antigos gregos falam sobre a queda de uma rocha do espaço durante o dia e, pelas descrições, com o tamanho aproximado de uma carruagem de mercadorias. O objecto, descrito como tendo uma cor "queimada", tornou-se numa atracção turística durante mais de 500 anos. Para conferir um mínimo de credibilidade aos relatos feitos pelos documentos gregos, Eric Hintz e Daniel Graham reconstituíram a rota mais provável do cometa Halley, de modo a tentar perceber se ele coincidia com as observações efectuadas. Segundo os cálculos feitos pelos dois investigadores, o Halley pode ter sido visível durante cerca de 80 dias entre o início de Junho e final de Agosto do ano 466 antes de Cristo, dependendo das condições atmosféricas e da escuridão do céu. Os dois investigadores frisam que "é difícil voltar tão atrás no tempo". "Não é como um eclipse, que é muito previsível", salienta Eric Hintz à BBC News. Frisando, no entanto, que a equipa se sente bastante confiante sobre as suas conclusões. "Se a observação de 240 a. C. foi aceite, esta também tem possibilidades bastante sólidas para o ser." Acrescentando que, se esta teoria for aceite, ela terá ocorrido "três órbitas antes da observação feita pelos chineses". Questionado se é possível que a queda do meteorito e a passagem do cometa Halley estejam relacionadas, Eric Hintz mostra-se céptico. "Seria realmente interessante se estivessem ligados, se fosse um pedaço do Halley que caiu. Mas a nossa impressão é que se trata apenas de uma curiosa coincidência", sublinha o investigador.
***

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Prepare-se para Observar a Chuva de Estrelas esta Madrugada

Nas madrugadas de 12 e 13 de Agosto, quinta e sexta-feiras, [ hoje e amanhã ] vai ser possível observar uma chuva de perseidas (assim denominadas por surgirem na constelação de Perseus) que se desenvolve quando a Terra, no seu movimento de translação em redor do sol, atravessa a órbita do cometa Swift-Tuttle, fazendo com que este último se divida em fragmentos rochosos (meteoros). O fenómeno acontece todos os anos por esta altura e pode ser visto entre a meia-noite e o amanhecer no hemisfério norte. As perseidas podem atingir velocidades de entrada na atmosfera de 59 quilómetros por segundo. Espera-se para estas duas noites a queda de 50 meteoros por hora a 61 quilómetros por segundo. Na Europa, as estrelas cadentes são também conhecidas como “lágrimas de São Lourenço”, já que a chuva de meteoros decorre numa data próxima de 10 de Agosto, dia do mártir espanhol queimado em Roma no ano de 258.
****

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Vem aí um Pico de Actividade Solar

( Foto D.N. )
Erupção solar no início da semana poderá dar hoje origem a auroras boreais intensas nas latitudes mais a norte.
***
Hoje, nas latitudes mais altas do hemisfério norte, deverá ser possível ver o espectáculo colorido das auroras boreais. O motivo vem do Sol. Depois de um período de sonolência um pouco mais longo do que o habitual, ele acordou na segunda-feira com uma enorme erupção na superfície. O resultado poderá ser uma aurora boreal intensa. O plasma composto de átomos ionizados dessa erupção foi ejectado pelo Sol na direcção da Terra e, à chegada aqui - o que está agora em curso - deverá dar origem a esse espectáculo de luzes verdes e vermelhas no céu. "Esta erupção vem direita a nós e deve chegar ao início do dia 4", explicou, citado pela Science Daily, o astrónomo Leon Golub, do centro Harvard--Smithsonian de astrofísica, sublinhando que "esta é a primeira grande erupção solar que vem na direcção da Terra desde há bastante tempo". A erupção foi apanhada no retrato pela sonda da NASA Solar Dynamics Observatory (SDO), lançada em Fevereiro para órbita exactamente para estudar o Sol, a sua estrutura e os seus humores. "Temos uma imagem linda desta erupção", disse o astrónomo, antecipando que ela pode "dar origem a outras, se desencadear auroras boreais". O mecanismo que está na origem deste fenómeno tem a ver com estas ejecções de plasma na superfície do Sol. Quando esses gases ionizados vêm direitos à Terra, interagem com o seu campo magnético (que protege o planeta de radiações cósmicas) e podem dar origem a uma tempestade geomagnética. As partículas solares "es- corregam" ao longo desse campo magnético, na direcção dos pólos, e, quando colidem com átomos de nitrogénio e oxigénio da atmosfera, estes brilham em tons de verde e vermelho. Esta erupção sucede a um período de sonolência do Sol, que em 2001 registou mínimos de actividade. Os ciclos de actividade solar duram em média 11 anos, e esta erupção mostra que ele está a entrar num novo pico máximo.
***

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Em 2182 um Asteróide pode Colidir com a Terra

( Foto D.N. )
Há uma possibilidade em mil de o 1999 RQ36 embater na Terra daqui a 172 anos.
***
O asteróide 1999 RQ36 foi descoberto, como centenas de outros, no âmbito de um rastreio de asteróides e outros pequenos corpos do sistema solar com potencialidade para um dia virem direitos à Terra. O último cálculo, em relação ao RQ36, publicado na revista científica Icarus, aponta agora uma probabilidade e uma data: existe uma possibilidade em mil de ele atingir a Terra em 2182. Ou seja, daqui a 172 anos. Identificado em 1999, como o próprio nome diz, este RQ36 tem estado desde então debaixo de olho porque faz parte desses corpos que podem no futuro atravessar-se no caminho da Terra. Por isso é regularmente observado por telescópios terrestres e observatórios espaciais, para se caracterizar o melhor possível a sua órbita. Agora, com base em todas essas observações e num modelo matemático, um grupo de astrónomos de vários países calculou que a probabilidade de aquele corpo com meio quilómetro de comprimento vir despenhar-se por cá é de uma em mil, daqui a mais ou menos nove gerações. Este tipo de conhecimento, defendem os cientistas, pode ser importante para ajudar a conceber formas de desviar estes potenciais "inimigos", se tal se mostrar necessário. O potencial de impacto deste asteróide "pode ser estimado em 0,00092, o que é aproximadamente uma possibilidade em mil, mas o que foi mais surpreendente foi que mais de metade [do valor] desta possibilidade corresponde ao ano de 2182", explicou, citada pela Science Daily, a astrónoma Maria Eugenia Sansaturio, da universidade de Valladolid, em Espanha. Ela está entre os autores do estudo, que contou também com a participação de investigadores da universidade de Pisa, em Itália, e do Jet Propulsion Laboratory (JPL), da NASA, nos Estados Unidos. A órbita deste asteróide está hoje bem calculada, graças a todas as medições já feitas: 290 observações ópticas e 13 medições por radar. No entanto, estes corpos mais pequenos do sistema solar sofrem pequenos desvios no seu percurso em torno do Sol devido à forma como absorvem a energia que lhes chega da estrela e como devolve parte dela para o espaço sob a forma de calor. O estudo publicado agora inclui estes desvios nos cálculos e faz contas para várias datas. 2182 é o ano que ganha nas probabilidades.
***

quinta-feira, 22 de julho de 2010

"Uma Estrela que é 300 Vezes Maior que o Sol"

( Foto D.N. )

*** A partir de agora, os astrónomos têm de rever todos os seus livros sobre estrelas. É que, ao contrário do que pensavam, o tamanho máximo que uma delas pode alcançar não é 150 vezes a massa do Sol. A R136a1, agora descoberta a 165 mil anos-luz da Terra, é 265 vezes maior que a nossa estrela. E quando nasceu pode ter sido 320 vezes maior que ela. "Ao contrário dos humanos, estas estrelas nascem pesadas e perdem peso à medida que envelhecem", disse Paul Crowther, professor de Astrofísica da Universidade de Sheffield, responsável pela descoberta. "Tendo um pouco mais que um milhão de anos, a maior estrela, R136a1, é já de meia-idade e ultrapassou um grande programa de emagrecimento, perdendo um quinto da massa inicial ao longo do tempo, mais de 50 vezes a massa do Sol", acrescentou. A partir de novas observações do Very Large Telescope, no Chile, e de antigas leituras do telescópio espacial Hubble, a equipa liderada pelo britânico estudou duas regiões conhecidas por serem berços de novas estrelas - a NGC 3603 e a RMC 136a. Foi nesta última que detectaram a estrela gigante, que não é a única com massa superior ao que os astrónomos pensavam ser possível. A equipa encontrou estrelas com temperaturas superficiais sete vezes mais quentes que o Sol, dezenas de vezes maiores e milhões de vezes mais brilhantes. "A existência destes monstros, milhões de vezes mais luminosos que o Sol, que perdem peso através de ventos muito poderosos, poderiam proporcionar a resposta à incógnita de quão massivas podem ser as estrelas", explicou o Observatório Espacial Europeu.

****

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O Nascimento de Estrelas na Galáxia "Remoinho"

***
Ler artigo AQUI, em castelhano, no jornal El Mundo

quinta-feira, 24 de junho de 2010

"Cometa McNaught C/2009 R1 está a Passar por Aqui"

( Imagem D.N.)
***
Foi descoberto em Setembro de 2009 e está a 170 milhões de km da Terra

***

Para o ver, é necessário madrugar e, de preferência, ter um par de binóculos à mão. De outra maneira, o cometa McNaught C/2009 R1, que por estes dias está a passar por aqui, a caminho do seu periélio (o ponto mais próximo a que ficará do Sol, na sua vertiginosa órbita), não será mais do que um pressentimento vago, antes da primeira luz da manhã. Nesta altura, o cometa, que está cerca de 170 milhões de distância da Terra, tem apenas um brilho de magnitude 5, o que está no limite do visível a olho nu. Talvez depois do dia 2 de Julho, nas semanas que vão seguir-se, o McNaught C/2009 R1 se torne mais brilhante e possa ser observado sem binóculos. Mas nessa altura, será já ao início da noite. Descoberto a 9 de Setembro do ano passado pelo astrónomo Robert H. McNaught, a partir do observatório australiano de Siding Spring Observatory, o cometa que leva o seu nome, juntamente com a sigla C/2009 R1, está visível ainda nos próximos dias, antes do amanhecer, para os observadores do hemisfério Norte. Depois, à medida que se for aproximando mais do Sol, o cometa apaga-se sob a luz intensa da estrela. No dia 2 de Julho, o cometa atinge o ponto mais próximo a que ficará do Sol, a pouco menos de 75 milhões de quilómetros dele. Depois volta a afastar-se, já do outro lado da estrela, tornando-se novamente visível, nessa altura ao anoitecer. Ontem o McNaught C/2009 R1 "era visível junto da estrela Capela, na constelação de Auriga", explicou ao DN o astrónomo Carlos Santos, do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL). Com a aproximação ao Sol "está prestes a deixar de ser visível", adiantou. Mas para o ver, nesta altura, é preciso olhar na direcção do Norte, antes de amanhecer. Aí, mesmo junto ao horizonte - "o cometa está baixo no céu", nota Carlos Santos - estará o McNaught C/2009 R1. Durante Julho, e isso poderá acontecer ao longo de três ou quatro semanas ainda, o McNaught C/2009 R1 troca as voltas aos seus observadores e passará a ser visível ao início da noite. Poderá tornar-se ainda mais brilhante, ou não. "É sempre difícil fazer esse tipo de previsão", sublinha o astrónomo do OAL. Nas últimas semanas, muitos astrónomos profissionais e amadores têm seguido com atenção a sua progressão no céu, observando-o e fotografando-o. A olho nu, em locais sem poluição luminosa e com um pouco de sorte, o cometa não passará de um pontinho branco um pouco acima do horizonte. Nas fotografias mais espectaculares ele tem uma longa cauda brilhante e um núcleo em tom esverdeado. Esta cor tem a ver, certamente, com a sua composição. Os cometas são corpos viajantes (os que vemos por aqui fazem uma órbita à volta do Sol, que pode levar milhares de anos a percorrer) e a composição é sempre uma mistura de rochas, poeiras e gelo.
***

terça-feira, 13 de abril de 2010

Uma Maternidade de Estrelas...

( Foto jornal El Mundo )
A última imagem do Telescópio Espacial Europeu Herschel revela uma formação de grandes estrelas desconhecidas até agora, cada uma com uma massa até dez vezes superior à do sol.
São os astros que ditarão o lugar e o aparecimento da próxima geração de estrelas.
A nebulosa Roseta encontra-se a cerca de 5.000 anos-luz da terra e é uma nebulosa tão grande que contém pó e gás suficiente para criar o equivalente a 10.000 estrelas como o Sol. A imagem do Herschel mostra metade da nebulosa Roseta e a maior parte da nebulosa Escarapela. [...]
****
Continuar a ler AQUI, em Castelhano, no jornal El Mundo

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Plutão cada vez mais Vermelho

( Foto El Mundo )
O planeta Plutão está a tornar-se cada vez mais vermelho, ainda que a temperatura da sua superfície não pareça estar a aumentar, mantendo-se nos 233º abaixo de zero. As novas e detalhadas imagens captadas pelo telescópio espacial Hubble mostram a cor real de Plutão para além de permitirem aos cientistas da NASA realizar estes cálculos.
Mesmo tratando-se das fotografias mais detalhadas conseguidas até agora, estas ainda não permitem observar se na superfície de Plutão existem crateras ou montanhas, apesar da grande variedade de cores nela observáveis. [...]
***
Continuar a ler texto AQUI, em castelhano, no jornal El Mundo