segunda-feira, 4 de junho de 2012
A Música da Bíblia
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Entender o Apocalipse
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Decifrar os Mistérios da Bíblia
[ Titulo original do autor: "Decifrando os mistérios da Bíblia" ]
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“Agora vemos em espelho, de maneira obscura; então veremos face a face. Agora conheço em parte então conhecerei como também sou conhecido” (1 Coríntios 13:12).
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
"A Semiótica Narrativa dos Objectos de Gideão"
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Leitura Pós-Moderna do Texto Bíblico
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Portugal Vende 100 mil Bíblias por Ano
domingo, 25 de outubro de 2009
A Bíblia e Deus...
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
BÍBLIA, BÍBLIA, BÍBLIA...
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Saramago Instado a Renunciar à Cidadania Portuguesa
domingo, 18 de outubro de 2009
Robô Copista, Copia Novo Testamento em Lisboa - Ouvir Notícia na TSF
Robô Copista Escreve Novo Testamento em Lisboa
sábado, 17 de outubro de 2009
"A Bíblia para todos"
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Hebreus, uma Epístola Historiográfica
terça-feira, 7 de julho de 2009
Manuscrito «Aleph»
Uma antiga Bíblia cristã, conhecida como Manuscrito «Aleph», foi disponibilizada agora à comunidade online. «Abriu uma nova janela para o desenvolvimento precoce do cristianismo», afirmou um dos conservadores da Biblioteca Britânica, Scot McKendrick. As novas tecnologias permitiram a publicação de cerca de 800 páginas do Código Sinático, que data do século IV e foi encontrado no sopé do Monte Sinai, sendo considerado um dos maiores tesouros escritos e o único Novo Testamento completo. O pergaminho, escrito em grego e encadernado com pele de vitelo, foi conservado na Biblioteca Nacional Russa até 1933 e comprado por 100 mil libras esterlinas pela Biblioteca Britânica. O documento foi trabalhado por instituições do Reino Unido, Alemanha, Egipto e Rússia. O lançamento online é assinalado com uma exposição na Biblioteca Britânica, que inclui uma colecção de itens históricos e artefactos ligados ao Código Sinaico. sexta-feira, 15 de maio de 2009
A Bíblia «protestante» entra em Espanha via Lisboa
«La Bíblia en España. Los Viages, Aventuras y Prisiones de un inglés en su intento de Difundir las Escrituras por la Península Ibérica», tradução do original inglês e, salvo erro, não editado em Portugal, é mais do que um clássico da literatura de viagens com um século e meio de existência. Não obstante esta distância cronológica ainda une Portugal e Espanha no mesmo estigma de países que foram, num passado recente, reaccionários, contra-reformistas, perseguidores de homens e mulheres que professavam a confissão protestante e viajavam pelo país vendendo a Bíblia.
O escritor, livreiro, ateu convertido a Cristo, pescador de almas, George Borrow, que escreveu no prefácio da sua obra « não sou turista nem autor de novelas ou de livros de viagens», descreve todavia essas viagens de finalidade religiosa com uma linguagem empolgante e original. O livro é assim um imenso quadro de itinerários percorridos e uma autobiografia considerada como tal na História da Literatura Inglesa. É a narrativa de uma via dolorosa de tribulações, presídios, testemunhos morais, sobretudo um encontro do autor com a sociedade espanhola da época, tendo por missão levar a Bíblia dita protestante a todo o povo, ciganos, toureiros, foragidos da justiça, contrabandistas, flibusteiros, policias, camponêses. […]
Versão integral do texto, Ler Aqui
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Cristianismo e Paulo: Cultura de Rotura
O património da Europa ao fundar-se em valores do respeito pela dignidade humana, da liberdade, da democracia, funda-se fundamentalmente sobre valores religiosos e estes valores são matéria do Cristianismo.
A fundação da Cultura do Cristianismo pelo apóstolo Paulo não está, porém, cativa de um passado remoto. Na segunda metade do Primeiro Século – a partir do ano 50 a.D - já essa Cultura, essa Nova Luz, a Idade do Ouro que até Virgílio, o poeta latino, vaticinou (Bucólica Quarta), se preparava para ser coluna no futuro.
Tolerada ou sentida com temor pelas instâncias do poder romano(Actos 24,25) e «reconhecida» nos seus fundamentos pela curiosidade do espírito cultural grego (Actos 17 ), ajudaria a conduzir da Patrística à Reforma o Pensamento dos cristãos, e a despeito de muita dialética materialista no século XX, um autor como Harold Bloom teria que colocar Paulo como um autor bíblico fundacional a par de Dante e Shakespeare. Para o autor do Cânone Ocidental, Paulo esteve também na base da ontologia do Ser.
Obviamente sabemos de que novo ser humano Paulo falava, o apóstolo escreveu aos Coríntios sobre aqueles que, se estão em Cristo, são novas criaturas. É a experiência da redenção, que torna o crente nova criatura em Cristo, que também é a base da Cultura do Cristianismo. Esta ergueu-se bastante, em relação aos outros apóstolos de Jesus, sobretudo globalmente, em torno da obra e da vida do apóstolo Paulo.
Este começou por estruturar essa Cultura dentro das balizas da cultura do judaismo. Na referência biográfica que faz de si próprio nas epístolas aos Coríntios e aos Filipenses, não enjeita suas origens, as quais eram motivo de orgulho no tempo anterior ao Caminho de Damasco. Na perspectiva estritamente hebreia, Paul perdeu o seu presente, enquanto descendente da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus, fariseu, etc., mas ganhou o futuro, pela influência que exerceu na amplíssima comunidade cristã do seu tempo, e a eternidade do ponto de vista do Cânone Sagrado e da Teologia.
Assim, imensamente por causa do trabalho missionário de Paulo, que abarcou o Oriente e o Ocidente, a remota Ásia Menor e a Europa, a Cultura do Cristianismo foi uma cultura de rotura. Tal cultura, porém, não agiu autonomamente, só numa divulgação do pensamento cristão desligado de um organismo, por exemplo como acontecia com o gnosticismo, essa cultura estava intimamente ligada à Igreja Primitiva, às igrejas que Paulo foi fundando de Roma a Antioquia.
A cultura de rotura com os valores, com a amoralidade e a imoralidade, do secularismo, começou a ser veiculada pelas Comunidades dos cristãos, pela Igreja. E sem excepção, as Epístolas de Paulo, não excluindo como é óbvio as cartas dos demais apóstolos, contribuiram para tal cultura de rompimento. Paulo confirmou doutrinariamente toda a historicidade do relato de Lucas nos Actos, Paulo tornaria o Cristianismo num Facto histórico, resgatando-o da ideia da época de ser uma seita do judaismo. Desde um ponto de vista histórico o cristianismo supõe o principal aportamento do povo hebreu e uma das mais importantes influências semíticas junto com o alfabeto – no âmbito geo-cultural ocidental. Já se escreveu que «a religião cristã foi um factor primordial na hora de formar o sentido da identidade europeia.»
Esta identidade europeia, que é laica obviamente, mas estruturada nos valores judaico-cristãos, assenta de resto numa vasta e fundacional Literatura, predominando o Novo Testamento.
Evangelhos canónicos e apócrifos, as Cartas de Paulo e os Actos dos Apóstolos, de Lucas. Tais obras foram escritas –na sua maioria- entre finais do século I e os começos do século II d.C. Actualmente, textos como o Papiro Egerton (S. II d. C.) e outros seus contemporâneos como P1 e o P2, o Manuscrito de Nag Hammadi (S. IV d.C.),o Manuscrito Sinaítico (S. IV d.C.), o Códice Vaticano (S. IV d.C.), o Códice Benzae Cantabrigensis (S. V d.C.), o Códice Alexandrino (S. V d.C.), o Códice Washingtoniano (S. V d.C.), o Códice Ephraemi Rescriptus ( S. V d.C.), são os testemunhos directos mais antigos que se conservam como referência a Jesus Cristo e ao Cristianismo. A Igreja bíblica está fundada sobre a Doutrina dos Apóstolos, a Europa subtraída às hostes da barbárie tem nas suas fundações os veios auríficos dos valores imbatíveis dessa Doutrina.
Assim o Cristianismo não pode ser visto apenas como a Religião, é também a Identidade.
J.T.Parreira
Via Papéis na Gaveta



