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quinta-feira, 30 de abril de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Aumenta Lixo Espacial

Simulação do lixo espacial que existe na actualidade ao redor da Terra ( ESA )

A Nasa detectou um aumento de 9,05 % de lixo espacial no último trimestre do corrente ano, depois da colisão dos dois satélites, no passado dia 10 de Fevereiro, de acordo com o último boletim informativo trimestral dos Serviços do Programa da NASA para os desperdícios orbitais ( Nasa Orbital Debris Program Office ).

Constata-se que mais 1.154 objectos artificiais, passando por foguetões e lançadores até a restos de “lixo espacial”, orbitam a terra, desde o início de 2009 até à actualidade. Concretamente, dos 13.987 corpos espaciais, a maior quantidade de lixo pertence à “Commonwealth of Independent States” (CIS), com um total de 5.018 objectos, seguido dos Estados Unidos com 4.550 e a China com 2.932 (…).

Versão Integral do texto, em Castelhano. Ler Aqui

In Jornal El Mundo de 20 de Abril de 2009

Tradução deste excerto por Ab-Integro

terça-feira, 21 de abril de 2009

Uma Fábrica de Estrelas

A Constelação de Orion armazena no seu interior uma enorme fábrica de jovens estrelas que lançam repuxos de gás em todas as direcções.

Segundo anunciaram os astrónomos do Joint Astronomy Center en Hawai, uma nebulosa que se encontra na zona conhecida como “a espada de Orion” contém uma enorme zona repleta de estrelas imaturas.

Estas jovens estrelas lançam repuxos de moléculas de hidrogénio para biliões de quilómetros no espaço, segundo informam os autores da descoberta, que apresentarão os resultados obtidos durante a reunião anual de Astronomia do Reino Unido.

“A investigação sobre a formação de estrelas é fundamental para compreender como a nossa própria estrela , o Sol, e os planetas que o orbitam se formaram. Muitas das estrelas que estão a nascer agora em Orion evoluíram exactamente como o nosso Sol. Algumas, inclusive, poderiam possuir planetas similares à terra, à sua volta”, assegurou Thomas Stanke, do Observatório Europeo Austral en Garching , na Alemanha, que participou no estudo.

Para conseguir chegar a esta descoberta, a equipa internacional de astrónomos utilizou imagens do Telescópio de infravermelhos do Reino Unido, no Hawai, do Telescópio IRAM em Espanha e do Telescópio espacial Spitzer.

In Jornal El Mundo, edição de 20 de Abril de 2009

Tradução Ab-Integro

sábado, 18 de abril de 2009

Mais um Alerta

Um estudo científico sobre as variações do nível dos oceanos durante o último período interglaciar mostra que a subida das águas, devido à descongelação das calotas polares, pode ter atingido os três metros em poucas décadas, escreve a Lusa.

O estudo, a publicar esta quinta-feira na revista «Nature», conclui que um cenário assim, que levaria ao alagamento das zonas costeiras, «é uma possibilidade real nos próximos cem anos», explicou Paul Blanchon, geofísico da Universidade Nacional do México e principal autor da investigação, à Agência France Presse.

Dezenas de cidades ameaçadas

Em 2007, o Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Evolução do Clima (Giec) apontara para um aumento máximo de 59 centímetros no nível dos mares até 2100, não tendo em conta a expansão natural do volume das águas oceânicas devido ao seu aquecimento nem o acréscimo de água resultante do derretimento dos gelos da Gronelândia.

E se o aumento de meio metro já teria graves consequências nos pequenos estados insulares e nos grandes deltas dos rios, em especial na Ásia, uma elevação rápida de três metros na superfície dos oceanos ameaça dezenas de metrópoles, como Xangai, Calcutá, Nova Orleães, Miami ou Nova Iorque.

De acordo com Paul Blanchon, «os cientistas pensavam que a subida do nível dos mares no período interglaciar de há 120 mil anos ocorrera de forma progressiva mas, afinal, não foi assim».

Provas descobertas por acaso

As provas de uma subida rápida das águas foram descobertas quase por acaso na península mexicana do Iucatão, durante trabalhos de terraplanagem destinadas a um parque temático.

Paul Blanchon e três colegas do Instituto Leibniz das Ciências Marinhas, na Alemanha, encontraram vestígios de recifes de coral que lhes permitiram medir com grande precisão as flutuações do nível do mar.

Utilizando como referência as cristas dos recifes - a zona que fica mais à superfície da água - os investigadores detectaram que o aumento de três metros no nível do mar se registou em apenas 50 anos.

A Península do Iucatão é uma das raras regiões do mundo onde, devido à ausência de actividade sísmica há várias centenas de milhar de anos, é possível obter medidas precisas sobre o nível dos oceanos.

In IOL Portugal Diário

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Halley não Viveu para Ver...

Por ocasião do Ano Internacional da Astronomia, Rafael Bachiller, director do Observatório Astronómico Nacional [ Espanha ], convida-nos para uma visita através das etapas fundamentais de quatro séculos de história do telescópio. Em 1687 Newton havia assegurado que os cometas estavam sujeitos à lei da Gravitação Universal e que, por essa razão, orbitavam o Sol, aparecendo à vista de forma periódica. Depois de estudar registos históricos, Edmond Halley colocou a hipótese de que os cometas que haviam sido observados em 1531, 1607 e 1682, deviam ser o mesmo objecto que era avistado a cada 76 anos e previu o seu próximo aparecimento à vista para 1758. Uma grande expectativa precedeu o regresso do cometa. Halley não viveu para o poder ver, no entanto a reaparição do “seu” cometa deu-se efectivamente em 25 de Dezembro de 1758, passando pelo periélio [ ponto da órbita em que um objecto se acha mais próximo do Sol ] em 1759. O regresso do cometa de Halley, em 1759, constituiu-se num espectacular triunfo para a teoria que Newton tinha formulado. Ainda hoje, aquela reaparição – como a de todos os cometas – é considerada como uma das mais belas ilustrações da capacidade predictiva da ciência.

Foto e texto de Jornal El Mundo

Tradução: Ab-Integro
Versão integral do texto ( em Castelhano ) Ler Aqui

domingo, 5 de abril de 2009

Dormir para Aprender

Sono limpa o cérebro para dar lugar a novas aprendizagens

Uma equipa de investigadores norte-americanos concluiu que o sono ajuda a limpar o cérebro de informações desnecessárias e a dar lugar a novas aprendizagens, num trabalho hoje publicado pela revista Science.

Paul Shaw e a sua equipa de investigadores na University School of Medicine de Saint Louis, que estudam a mosca da fruta, começaram por querer saber quantas ligações neuronais ou uniões de células se alteram durante o dono.

Para os neurologistas, a criação de novas ligações entre neurónios (sinapses) é uma forma fundamental do cérebro codificar recordações e aprendizagens, mas como estas não podem manter-se indefinidamente, é aí que o sono desempenha o seu papel.

Neste sentido, a função principal do sono seria libertar o cérebro das informações irrelevantes registadas no dia anterior.

Segundo os investigadores, é possível seguir a criação de novas sinapses no cérebro da mosca da fruta num momento de aprendizagem e mostrar como o sono diminui o número de sinapses.

Os cientistas vêem nestas moscas um bom modelo para estudar o sono nos humanos, já que, como as pessoas, estes insectos precisam de seis a oito horas de sono por noite e mostram sinais físicos e mentais de privação quando não dormem o suficiente.

"Muito do que aprendemos num dia não precisamos de memorizar", afirmou outra autora do estudo, Chiara Cirelli, da Universidade de Wisconsin-Madison, acrescentando: "Se usarmos todo o espaço, não podemos aprender mais sem limpar o lixo do cérebro".

A descoberta reforça a ideia de que é essencial dormir bem de noite para consolidar as memórias importantes da véspera e eliminar as que estão a ocupar espaço desnecessariamente.

Já se sabia que o sono promove a aprendizagem, mas esta equipa chegou à conclusão de que "a aprendizagem aumenta a necessidade de dormir".

"Actualmente, muitas pessoas estão preocupadas com os seus empregos e com a economia, e algumas delas estão a dormir pouco por causa disso", disse Paul Shaw.

Porém, "estes dados sugerem que o melhor a fazer para estar em forma e aumentar as hipóteses de manter o emprego é dar alta prioridade a dormir o tempo necessário", concluiu.

In Jornal Diário de Notícias Online de 03 de Abril de 2009

sábado, 4 de abril de 2009

Árctico a Derreter !

Novo estudo aponta para prazo de 30 anos

Árctico pode ficar sem gelo três vezes mais cedo do que se previa
O oceano Árctico pode ficar todo azul, quase sem gelo, três vezes mais cedo do que se previa, diz um novo estudo de cientistas norte-americanos. Uma nova análise de modelos computorizados, reunida com as mais recentes medições da quantidade de gelo que resta durante o Verão no Pólo Norte, indica que o Árctico pode perder a maior parte da sua cobertura gelada durante o Verão já daqui a 30 anos. “O Árctico está a mudar mais rapidamente do que se antecipava”, comentou James Overland, um dos autores do artigo que em breve será publicado na revista científica “Geophysical Research Letters”. “Isto acontece devido à combinação da variabilidade natural com uma subida na temperatura do ar e do mar, causada pelo aumento da concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera”, diz Overland, citado num comunicado de imprensa da União de Geofísica Americana, que publica esta revista. Mas o gelo não desaparecerá completamente na estação mais quente. Será é muito reduzido. No fim do Verão de 2037, a área coberta por gelo no Árctico pode ser apenas um milhão de quilómetros quadrados, quando hoje se estende por 4,6 milhões de quilómetros quadrados. E em que é que isto nos afecta? Por um lado, abrir-se-ão rotas para os navios de mercadorias, poupando milhares de quilómetros nas rotas que fazem a travessia do Pacífico para o Atlântico. E poderá ser mais fácil chegar a alguns recursos naturais nas zonas costeiras, como minerais e gás natural, ou petróleo. Mas provocará também grandes mudanças nos ecossistemas: por exemplo, desaparecimento de alguns recursos pesqueiros, que se movem mais para Norte. Mas isso também pode ser uma bênção, para os países que pescam mais para o topo do mundo. Outras plantas e animais, como os ursos polares, podem é ter neste desaparecimento dos gelos o seu momento final. Estas novas projecções baseiam-se na análise dos 23 modelos dos efeitos do aquecimento do planeta usados pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, um grupo que trabalha sob a égide das Nações Unidas). Desses, foram escolhidos seis, que representam de forma mais próxima da realidade o que se poderá passar com o gelo, explicou Muyin Wang, a principal autora do estudo. Esses foram comparados com as medições mais recentes do gelo no Árctico, de forma a calibrar as projecções. Os seis modelos mostram que, quando a extensão de gelo se resume a 4,6 milhões de quilómetros quadrados no Verão (em 2007 até chegou a 4,3 milhões), começa a diminuir acentuadamente a acumulação do gelo. Fazendo uma média das previsões dos seis modelos, dentro de 32 anos o Árctico estará praticamente livre de gelo dentro de 32 anos.
In Jornal Público Online de 03 de Abril de 2009

quarta-feira, 1 de abril de 2009

100 Horas de Astronomia

Portugal com 28 eventos nas '100 Horas de Astronomia'

Os astrónomos portugueses vão realizar 28 eventos em todo o país, entre quinta-feira e domingo.

Portugal torna-se, assim, um dos países europeus mais dinâmicos no quadro da iniciativa '100 Horas de Astronomia'.

Esta iniciativa, que se integra no Ano Internacional da Astronomia, pretende fazer com que, no mundo inteiro e ininterruptamente durante 100 horas, as pessoas possam observar o Universo através de um telescópio, assistir a uma palestra ou ver uma sessão num planetário.

A adesão foi grande e estão programados mais de 1.500 eventos em quase uma centena e meia de países, o que o torna o maior evento científico de sempre aberto ao público, estimando os promotores que cerca de um milhão de pessoas participem nas várias iniciativas.

Portugal contribui com 28, de Trás-os-Montes ao Algarve, o que o torna um dos países mais dinâmicos da Europa, ao nível da Suiça, Alemanha e França.

Uma das iniciativas programadas denomina-se 'E agora eu sou Galileu', na qual os astrónomos amadores são convidados a disponibilizar os seus telescópios em locais públicos, permitindo que o maior número possível de pessoas possa observar o céu nocturno.

A 'Volta ao Mundo em 80 Telescópios' é outra iniciativa integrada nas '100 Horas de Astronomia', permitindo ligações em directo aos mais importantes observatórios astronómicos do mundo, em locais como o Chile, as Canárias ou a África do Sul.

Entre muitas outras iniciativas, merece referência a que vai decorrer no Centro Multimeios de Espinho, onde será possível passar uma noite diferente de sábado para domingo.

Equipados com sacos-cama, pais e filhos poderão passar a noite 'ao relento' no planetário, decorrendo ao longo da noite diversas actividades pedagógicas vocacionadas para os mais novos.

Nos Açores, a Escola Secundária Domingos Rebelo, em Ponta Delgada, organiza um congresso internacional de astronomia.

O Ano Internacional de Astronomia é organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Fundação Calouste Gulbenkian, Ciência Viva e Sociedade Europeia de Astronomia

In Jornal Diário de Notícias Online de 31 de Março de 2009