quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Sobre o amar e o ouvir
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Nobreza no Olhar
Alguém, dentre todos, viu em mim alguma nobreza. Uma lisonja capaz de levar-me muito próximo ao desconforto. Percebo agora, é muito mais leve o peso da fama de um adorável trapalhão esculachado e rude em relação ao peso da fama de nobre. Há dor tremenda na oferta de um desprezador. O desprezo é o oposto do afecto. Não sei bem como, mas cheguei a esta etapa da vida e ela me deu novas directrizes. Meu actual script, paradoxalmente, é menos falante e mais observador. Meu papel actual inclui escutar e ler, em detrimento do falar. Até o escrever me angustia. Recebi a incumbência de ser mais conciliador e cordato. Duro é começar a ver mais, mesmo vendo menos, consequência da diminuição de palavras vertidas. Ao passar por uma rua pela primeira vez, não sabia o que eram aquelas portas e, tão pouco, conhecia o destino das transversais e vielas. Hoje, quando passo pelas mesmas ruas, surpreendo-me com a experiência, pois ela responde-me a essas perguntas, antes sem respostas. Sei agora quando escutar ou não e, sobretudo, quando lembrar ou não. Descobri o quão belo é esquecer um pecado ou uma afronta recebida, tempos atrás. Estou abraçando mais e melhor as pessoas. Meu aperto de mão se não tem o mesmo vigor, ganhou em sinceridade. Meus olhares são mais respeitosos e sensíveis. Ainda me irrito no retalho, mas estou bem mais longânimo no atacado. Talvez fique mais perto da perfeição quando galgar um grau acima. Por enquanto, não estou apto a receber o presente de quem não me tem nenhum afecto. Não que isso possa acontecer facilmente, se a vida me pregar uma peça dessas ou, de novo, vier uma traição qualquer, com a chegada de algo assim às minhas mãos, devolverei ao traidor ou desafecto. Então, olhando firme em meus olhos, pelo espelho, perguntarei a mim mesmo: Serei eu um nobre?segunda-feira, 20 de julho de 2009
Descobertas...
O Dia em que Você Acorda
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Pessoa e a Vida
Tenho tanto sentimento Que é freqüente persuadir-me De que sou sentimental, Mas reconheço, ao medir-me, Que tudo isso é pensamento, Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos, Uma vida que é vivida E outra vida que é pensada, E a única vida que temos É essa que é dividida Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira E qual errada, ninguém Nos saberá explicar; E vivemos de maneira Que a vida que a gente tem É a que tem que pensar
Fernando Pessoa
Ildo Meyer / Bom Líder Via Solomon 1
Emoção e Sentimento
Emoção e sentimento não são sinónimos. Pelo contrário, são processos muito diferentes. O que sentiu ao ver o seu filho dar os primeiros passos? Qual foi a emoção? Talvez seja difícil exprimir em palavras. Emoção pode ser definida como um impulso nervoso que provoca um conjunto de reações psico-fisiológicas. Chorar, tremer, transpirar, vomitar, corar, fugir, sorrir, gritar, desmaiar, coração disparar… Independem da vontade, geralmente são de curta duração e muita intensidade, sendo difícil de esconder, pois apresentam manifestações externas e públicas. Podem jorrar a qualquer momento, sofrendo grande influência dos instintos e da não racionalidade.
Sentimento já é algo mais elaborado; envolve racionalização, livre-arbítrio, espiritualidade, bom senso. É a reação que não entendemos (emoção), sendo integrada no nosso ser. Uma emoção madura. Diferente das emoções, sentimentos são privados; os outros só ficam sabendo se existir o desejo de partilhá-los. Amor, paz, alegria, medo, tristeza, esperança, orgulho…
Imagine o corpo humano envolvido por uma membrana impermeável. Somente palavras e emoções poderiam penetrar em seu interior e ali sofreriam transformações.
A emoção/palavra que conseguir penetrar no interior do corpo e ser integrada, ou no mínimo percebida e interpretada, transforma-se em sentimento. A emoção que penetrar e não for sentida, será apenas uma emoção, e deixará como lembrança a dramatização ocorrida do lado de fora. A palavra que não for sentida pode ser intelectualizada sob a forma de pensamento ou também ficar diluída, pelo menos a nível consciente. Assim, teríamos no interior do corpo pensamentos e sentimentos, e do lado de fora, emoções e palavras.
Há um incontável número de coisas que acontecem e são confundidas ora com sentimento, ora com emoção e ora com palavras. Pessoas que não conseguem demonstrar emoções podem ser acusadas de ausência de sentimentos e pessoas muito emotivas podem ser interpretadas como sensíveis. Isto nem sempre é verdadeiro, pode causar constrangimentos afetivos, guerras e até mesmo separações.
O que realmente expressamos para nós mesmos e para o mundo? Emoções? Sentimentos? Palavras?
Comecemos pelas palavras. Por melhor que seja a intenção, dizer não é o mesmo que sentir. Ao dizer, altera-se o que se sente. Só o estar sofrendo diz o que é sofrer. Além disto, com palavras pode-se mentir, dissimular…
Emoções podem demonstrar sentimentos, mas como saber se aquelas lágrimas são a via de saída de um sentimento ou apenas o processo de entrada para o interior do corpo?
Nem sempre sentimos o que queríamos sentir ou o que os outros esperavam que sentíssemos. Agarramo-nos então a padrões sentimentais pré-estabelecidos (despedida-choro, falecimento-tristeza) que nos deixam confusos, isolados, sem palavras ou emoções, e às vezes, alienados da realidade.
Como as emoções, sentimentos também fogem de nosso controle, com a diferença de que não são fugazes, ficam no interior de nossos corpos remoendo, marcando, lembrando.
Amor é sentimento; paixão é emoção. Na paixão estamos presos, somos ruidosos, ansiosos, ciumentos, febris, egoístas, inseguros. O amor liberta, desprende, traz paz. Ao contrário do que muitos pensam, amor não mata; a paixão é que pode matar.
Alegria é um sentimento, euforia e gargalhadas são emoções. Medo é um sentimento, pânico e desespero são emoções. Raiva é um sentimento, ódio é uma emoção.
Emoções são instintivas. Palavras podem ser racionais demais. Sentimentos podem ser o ponto de equilíbrio.
Palavras não controlam desequilíbrio emocional, não funcionam na irracionalidade. Sentimentos têm esta força. Amparam, acodem e podem até transformar mágoa em alegria, pavor em coragem e ódio em amor.
No clamor das emoções e das palavras se fazem as guerras, no discernimento dos sentimentos é que se busca a paz.
Como encontrar e ter acesso aos sentimentos? Fácil! Estão no mesmo lugar desde que nascemos. Sentimentos são internos. Estão lá dentro de nossos corpos, esperando para crescer e amadurecer.
Ildo Meyer / Bom Líder Via Solomon 1
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Definir Felicidade
O Rabino Harold Kushner disse que a felicidade é como caçar uma borboleta, quanta mais você corre para pegá-la, mais ela se afasta, quando você se preocupar com outras coisas ela pode pousar em seus ombros. Assim é a felicidade, não precisamos persegui-la, precisamos viver com significado, então, a felicidade torna-se o resultado dessa maneira de viver e parece que esse significado habita os momentos mais simples da existência.
fonte: Confraria - viLLy fOmiN
Via Laion Monteiro
domingo, 19 de abril de 2009
Pessoas de Sucesso
O Drauzio Varella conta que quando trabalhava com pacientes terminais ninguém se lamentava, na hora da morte , por não ter comprado o apartamento dos seus sonhos ou por ter aplicado o dinheiro em acções, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida. E se, ao invés de grandes projectos, a felicidade for feita de coisas pequenas?
O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Para mim, as pessoas de sucesso são aquelas que trabalham para realizar seus projectos de vida e seus sonhos, não para impressionar os outros, mas para ficar bem consigo mesmas.
Por Timilique!
Via PavaBlog