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quinta-feira, 28 de maio de 2009

"Pink Gospel" - ou o "Cristianismo Cor de Rosa"

Que vivemos numa civilização em constante mudança já todos sabemos. Que a Igreja tanto na sua manifestação universal como na sua componente local foi "apanhada" por esta mutação generalizada parece-nos óbvio. O "mundo" paulatinamente conquistou a Igreja e teve tempo demais para isso. [...]
Continuar a ler In Sip of Glory

terça-feira, 26 de maio de 2009

Vale Tudo na Igreja ?

Consagrei a segunda-feira desta semana à publicação de alguns textos, no Ab-Integro, que versam temas relacionados com igreja e, naturalmente, com a preocupação dos seus autores quanto aos problemas que a mesma enfrenta na actualidade.
Hoje, ao dar uma saltada ao Canto do Jo, verifiquei que o Jorge Oliveira, tinha uns rascunhos para possíveis Posts, não publicados, porque não desenvolvidos, desafiando-nos ( eu senti-me desafiado ) a que “agarrássemos” algum deles levando-o até onde a imaginação nos permitisse, interpreto eu.
Como sou cristão de formação, génese e combate, pela Graça de Deus, há já uns bons anitos, sempre que falo de igreja há como que uma onda que me varre o espírito e a mente e me impele a botar opinião sobre o assunto. Mas meu querido irmão em Cristo, Jorge Oliveira, está criada, com o seu rascunho, uma dificuldade dialéctico-filosófica ( o palavrão é meu ) que se prende com essa coisa simples de sabermos, hoje, sobre o que falamos quando falamos de igreja ?
Sempre me conheci como parte integrante da igreja desde os meus tenros 17 anos de vida ( a Palavra de Deus diz-nos que somos membros de um corpo do qual Cristo é a cabeça ). Passei por muitas fases do seu desenvolvimento, ( e do meu ) participando activamente ou assistindo interessadamente ao seu crescimento ( e ao meu ) em Portugal e no que isso lhe trouxe de bom e de mau.
Tenho, pelo que deixo dito , uma experiência, não acomodada, de trabalho cristão. Cruzei fronteiras conhecidas e desconhecidas no mais íntimo da minha denominação, sempre a mesma desde o primeiro momento. Atravessei desertos mais ou menos longos e experimentei oásis espirituais mais ou menos densos. Pousei tanto nuns como noutros aprendendo a viver e sobreviver em ambos . Combati, desde sempre, aquilo que Paulo designou como o Bom Combate, sem que a minha carreira tenha ainda terminado, salvo se o meu Deus assim o determinar. Considero que, apesar de tudo, não sou melhor cristão que qualquer outra pessoa que tenha igualmente entregue a sua vida nas mãos de Jesus Cristo e dele tenha passado a depender. Sem nenhuma falsa modéstia, continuarei sempre a achar que não sou o melhor dos cristãos. Sou apenas uma pessoa, sem grandes préstimos, a quem Jesus tem abençoado apenas por mercê da Sua imensa misericórdia.
Habituei-me a ouvir-me dizer aos meus filhos e esposa, e a todos os amigos que me são mais próximos, que a igreja era a “nossa casa”. Quando lá entrávamos, deixávamos cair todas as nossas defesas, as mesmas que levantávamos quando, diariamente, saiamos para os nossos trabalhos seculares ou sempre que tínhamos que nos relacionar com alguém de fora da igreja. Não que tivéssemos a ilusão de que só havia gente boa e confiável dentro da igreja ( se assim fosse, não era necessária a igreja ). Somos cristãos serenos e maduros.
Temos certezas quanto à nossa fé, e estas baseiam-se no Grande Amor de Deus por nós e menos no nosso amor por Ele, já que falhamos, nesta área, quais filhos pródigos, mais vezes do que aquelas que desejávamos. Mas acumulámos dúvidas, nos últimos dois para três anos, quanto à igreja ou áquilo a que ainda chamamos igreja.
Não é o conceito bíblico de igreja que nos suscita dúvidas. É o conceito humano de igreja que nos causa arrepios. Curiosamente, tenho hoje grandes e sérias reticências quanto à vantagem de baixar as nossas defesas, quando entramos em algumas igrejas afim de podermos usufruir, supostamente, da comunhão cristã e da fraternidade espiritual no interior das mesmas.
Confesso que as experiências mais amargas, de todos os pontos de vista, e as maiores desilusões que tenho sofrido, têm vindo de dentro da igreja cristalizada e rendida ao fariseísmo militante que a povoa, e em particular a muitos dos seus dirigentes para quem o Amor de Deus não passa de uma metáfora que justifica tudo.
Sou eu perfeito ? Não distingo argueiros de traves ? Gosto de estar na roda dos apedrejadores ? Tenho a pretensão de ser o melhor cristão ? Não a tudo, é a resposta !
Há filhos de Deus dentro das igrejas, mesmo das que são habitadas por pessoas da mesma estirpe que João identificou em Mateus 3:7 ? Claro que sim !
As lutas que tenho travado pelo Evangelho e pelo Reino de Deus têm sido fundamentais na minha edificação cristã. Saio delas muito mais forte. Sou hoje um filho de Deus com uma muito maior auto-estima ( se é que posso aplicar esta palavra aqui ) e certeza da minha fé e com uma muito maior clareza sobre quais os grandes objectivos e prioridades que sustentam a Obra de Deus , em que estou absolutamente envolvido, até que os tempos da Sua visitação se cumpram. E isso não foi negociável para o meu Senhor e não é negociável para mim.
Pagarei qualquer preço que for necessário, sempre que esteja em causa a Verdade contra a Mentira. O Bem contra o mal. A Bondade contra a Maldade. O Amor contra o Ódio. A Ética e a Moral cristã contra a ausência delas. Principalmente dentro da Igreja. Vou insurgir-me, SEMPRE, contra os que imaginam que a igreja é sua propriedade, e pronunciar-me , SEMPRE, por uma IGREJA onde os Santos não sejam uma espécie em vias de extinção. Uma igreja em que valha a pena habitar, mantendo as defesas em baixo, porque nela habita o Amor de Deus que aperfeiçoará, dia a dia, todos os que, como eu, têm a certeza de que não são perfeitos. Uma igreja em que AMOR e COMUNHÃO, FRATERNIDADE, PERDÃO, RECONCILIAÇÃO, VIDA, MISERICÓRDIA, não sejam parábolas que ilustrem um tempo passado , mas lastro para aqueles que sentem ser a IGREJA a sua “casa” até à vinda do Mestre.
Essa é a minha Igreja! A Igreja que vale !
É disto que eu falo, quando falo de Igreja !
Sucedâneos de Igreja não são aceitáveis, mesmo que tenham algumas semelhanças com a Original.
Jacinto Lourenço

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A Igreja na Linha da Frente

A igreja cristã deve retomar seu papel profético no mundo e denunciar com veemência as injustiças sociais, os sistemas de opressão e toda e qualquer legitimação da exclusão dos pobres. Antes todavia, a "comunidade dos salvos" deve ser capaz de enfrentar em seu próprio seio, o egoísmo materialista, a alienação sócio-histórica e a letárgica omissão, que constituiem-se reais tentações para milhões de cristãos. Uma igreja militante deve orientar-se através de todo o seu poder dimensional (conforme propõe a teologia da Missão Integral). Isto é, a dimensão koinonica, didática, diaconal, kerigmática e profética. Koinônica. Devemos lutar pela criação de uma comunidade eclesiástica verdadeiramente cristã, onde não reinem as injustiças sociais. Uma comunidade que não seja o reflexo de uma sociedade caída, mas a antítese da mesma. A comunhão (koinonia) entre os cristãos deve ser orientada por um projeto semelhante a da igreja primitiva conforme relato de Atos 2.44-47. Didática. Em tempos de relativismo ético e moral, a igreja deve assumir um projeto de ensinar à sociedade e a igreja uma ética que seja solidária e comunitária. Um ensino que seja evidenciado pela práxis cristã fraternal. Diaconal. É o servir, praticar a filantropia. A igreja é o lugar dos que servem, quem quer ser servido encontre outro lugar. Servir é encarnar a mensagem do Bom Samaritano, seguindo seu exemplo. É exercer a compaixão conforme nos ordena Jesus em Mateus 25. Kerigmática. Levar a mensagem de salvação e libertação. Mensagem esta que tem como objetivo transformar as realidades do mundo em que vivemos e não se conformar com ele (Rm.12.2). Profética. Denunciar os sistemas de opressão, as perversas leis do mercado capitalista, a maligna ordem de exclusão social e egoísmo crescente no coração do homem. Como podemos ver, esta dimensão eclesiástica integral é muito mais do que apenas atenuar os efeitos nocivos da injustiça, como propõe a filosofia assistencialista. A igreja deve ir além, e procurar através de sua função multidimensional, destronar as causas deste mal chamado injustiça social. O mal metafísico, isto é, as realidades espirituais da maldade(Efésios 6). O mal pessoal, que age no coração do homem desviando-o do caminho da justiça. E por fim, o mal estrutural, que são sistemas sócio-político-econômico de opressão.
"Corra, porém, o juízo como as águas, e a justiça como o ribeiro impetuoso." (Amós 5: 24).
Por Daniel Grubba

Brasil e Portugal. Lá como Cá. Voltar ao Amor de Deus é Urgente.

Sou um jovem obreiro da Vinha do Senhor, hoje com 32 anos, casado e pai de um menino lindo. Entrei no Seminário teológico aos 17 anos, conclui aos 20. Fui ordenado ao Ministério com 27 anos, e mesmo antes disso já desenvolvia diversas funções na estrutura da igreja. Sou neto de pastor (tanto por parte de mãe quanto de pai), meu pai era presbítero da igreja (dirigiu várias igrejas), sobrinho de pastor, irmão de pastor... Enfim, sou a terceira geração dentro da igreja. O Senhor me deu o privilégio de ter uma formação Teológica sólida e em escolas de excelente qualidade. Meus diplomas não são comprados pela internet. Escrevi seis livros, publiquei artigos (inclusive no Mensageiro da Paz). Tenho o privilégio de servir ao Senhor em uma excelente igreja com um excelente Pastor presidente e lá desenvolver a vocação que o Senhor me concedeu. Estou escrevendo estas informações pessoais para dizer que, embora jovem, possuo raízes profundas. Talvez quando os meus cabelos embranquecerem, eu olhe para trás e leia este artigo e então perceba que na juventude deveria ter sido mais ponderado em minhas palavras... Mas o fato é que neste momento em que escrevo estas palavras, sentado na cadeira apertada deste avião, percebo que não é somente os espaços diminutos das cadeiras que incomodam as minhas pernas, mas o aperto que sinto no meu coração é mais apertado e incômodo do que estas cadeiras. Estou voltando da 39ª AGO da CGADB no estado do Espírito Santo. Volto desta AGO com marcas profundas. Sinceramente, não sei se em minhas orações peço a Deus para que apague estas marcas ou para que as deixe para que eu nunca mais me esqueça do que aconteceu, dos sentimentos que tive sentado naquele auditório. Não seria elegante de minha parte relatar algumas das palavras ditas (bem feias, diga-se de passagem) e nem algumas cenas deploráveis que presenciei. Talvez alguém diga: “ele ficou assim porque o vencedor do pleito não foi o que ele votou”. Tenha certeza, esse não é o problema. As marcas com que saí desta AGO me dizem que está banalizado o Ministério Pastoral. Todos nós somos pecadores e estamos sujeitos ao erro. Não foram poucos os erros apresentados naquela plenária, sobre tudo em relação a balanços financeiros “maquiados”, informações falsas, e que ficou comprovado. Mesmo assim não houve nem um pedido de desculpas, perdão. Nem uma palavra como: “por favor, em nome de Jesus me perdoem, foi um erro acidental, não uma prática comum”. Nada disso. Pelo contrário. Fomos brindados com uma “pérola”: “isso é prática comum nas convenções e presidência de ministérios”! Só se na convenção ou ministério de quem disse isso!! Na igreja em que trabalho não!!! Na Mesa, nem uma palavra sobre isso. Assistiam a tudo imóveis (pelo menos essa era a impressão que se tinha do plenário); nem um pedido de perdão, desculpas... Talvez para eles pastor pedir perdão não seja ético. No final, 80% da chapa foi eleita. Sem desculpas, sem maiores explicações... mas a culpa não é deles... talvez estejam certos... talvez realmente seja prática comum... a maioria aprovou a continuidade... e uma continuidade a mais de 20 anos... é... talvez realmente seja prática comum. Tão comum que a maioria nem se espanta quando nem uma retratação pública é feita. […]
Versão Integral do Texto, Ler Aqui. Pr. Eduardo Leandro Alves

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A Igreja por Detrás da Máscara

Em Mateus 16, do verso 13 ao 20, Jesus, enquanto caminhava para Cesaréia, aldeia ao norte da Galiléia, administrada por Filipe, perguntou aos seus discípulos sobre o que o povo pensava dele. Queria saber que identidade lhe atribuiam. A gente sempre se relaciona com o outro a partir da identidade que lhe atribuimos, independente dessa identidade atribuída corresponder ou não com a identidade assumida pelo outro. O povo atribuiu ao Senhor a identidade de profeta. É verdade que o compararam aos profetas mais contundentes que Israel já conheceu: Elias, Jeremias e João Batista. Mas profeta. O povo errou, entretanto, Jesus não fez nenhum comentário. O povo não sabia quem era Jesus, mas não se importava muito com isso, porque buscava o que Cristo lhes pudesse fazer, não, necessariamente, o que tivesse a lhes dizer. Tanto que Jesus teve de orientar os discípulos a ter sempre um barquinho à mão caso ele fosse comprimido pelo povo (Mc 3.9,10). Porque, como o povo percebera que bastava tocar em Jesus para ser curado, muitos arrojavam-se sobre ele para o tocar. Iam ao encontro de Jesus para buscar uma benção. De fato, ao invés de irem ao encontro de Jesus, iam-lhe de encontro. Jesus, então, foi obrigado a se proteger do povo que queria abraçar. Acho que podemos chamar a esse ajuntamento de A Igreja da Multidão. A igreja que não sabe quem é Jesus, só sabe e só se importa em saber o que Jesus lhe pode fazer, como lhe pode ser útil. Hoje, cada vez mais, há igrejas que parecem ter o mesmo perfil da multidão: sua mensagem acaba por incentivar um relacionamento utilitário com Jesus. Em contrapartida há a Igreja dos Discípulos. Pedro, à mesma pergunta, respondeu: Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo. Resposta perfeita, porque diz que Jesus era o Messias esperado, mas era mais do que se esperava, pois aguardava-se o maior de todos os profetas (era o que criam os mestres de Israel na época), entretando, Deus mesmo veio em carne e osso para salvar a humanidade. Essa Igreja sabe quem Jesus é. E o sabe porque o próprio Pai o revelou, como afirmou Jesus a Pedro. A Igreja dos Discípulos é a Igreja que o Pai deu para o Filho, porque pertence a ela aqueles a quem Jesus, pelo Pai, foi apresentado (Jo 6.44). A Igreja dos Discípulos sabe que a única maneira de relacionar-se corretamente com Jesus é através da adoração. A um líder a gente segue; a um chefe a gente obedece; a um profeta a gente ouve; de um mestre a gente aprende; a Deus a gente adora. Essa é a Igreja que o Filho edifica, porque esta fica sobre a Pedra, que é Jesus reconhecido como Deus que veio em carne e osso para nos salvar. E como nos ensinou o apóstolo Paulo, adorar a Jesus é imitá-lo (1 Co 11.1). E isso é fruto do desejo de ser igual a Jesus, e quanto mais a gente anda em direção a esse desejo, mais o Espírito Santo o torna realidade em nossas vidas (2 Co 3.18). A Igreja da Multidão está à cata das bençãos. Do tipo que até o adversário pode dar. A Igreja dos Discípulos está à cata das palavras de vida eterna; essas que só Jesus tem (Jo 6.68). A Igreja da Multidão busca crescer a todo custo, e para isso lança mão de todo e qualquer esquema. A Igreja dos Discípulos vai buscar as ovelhas de Cristo, as que reconhecerão a sua voz, para que haja um só rebanho e um só pastor (Jo 10.16); e, para isso insiste na exposição da verdade que liberta. A Igreja da Multidão promete o fim do sofrimento e bençãos materiais. A Igreja dos Discípulos promete a vida abundante e a ressurreição. A Igreja da Multidão convoca indivíduos a serem individualistas: a terem tudo o que, pela fé, possam conseguir. A Igreja dos Discípulos convoca indivíduos a serem pessoas comunitárias: a doarem tudo o que a fé, que liberta das posses, permite doar. A Igreja da Multidão exorta as pessoas a desfrutarem o mundo. A Igreja dos Discípulos exorta as pessoas a, irmanadas, transformarem o mundo. A igreja dos Discipulos está querendo mais da vida de Jesus para, na vida, ser cada vez mais como Jesus. Cada pessoa que se diz seguidora de Cristo; cada pessoa que se considera pregadora do evangelho; cada comunidade que se diz cristã precisa se submeter a esse gabarito, para descobrir de que referencial faz parte, ou de qual se aproxima mais: da Igreja da Multidão ou da Igreja dos Discípulos. Todos seremos tentados a buscar o que busca a Igreja da Multidão, mas não nos esqueçamos: o tesouro é Cristo e, com ele, vem tudo o que precisamos para ser como ele: gente como gente deve ser. No Reino de Deus Jesus é tudo em todos os súditos; e tudo o que os súditos do Reino querem ser é todo Jesus.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

7 Passos para o Fracasso

Paul Krugman ganhou o Prêmio Nobel de Economia em 2008. Depois, passou a escrever para o jornal “The New York Times”. Em “A Desintegração Americana” (Editora Record), Krugman relata os caminhos que levaram uma economia próspera à bancarrota. A orelha do livro avisa que Krugman “examina como a exuberância cedeu lugar ao pessimismo, como a era dos heróis empreendedores foi substituída pela dos escândalos corporativos e como a responsabilidade fiscal entrou em colapso”. Publicado originalmente em 2003, parece um mapa para o fracasso que agora assombra o mundo inteiro.

O capítulo 1 começa com um texto de 29 de dezembro de 1997, que pergunta o que o mercado andava tramando. Busca saber como “homens e mulheres inteligentes -- e devem ser inteligentes, porque se não fossem, como ficariam ricos? -- podiam fazer tanta bobagem”. Krugman previu que o andar da carruagem da economia acabaria no barranco. E, ironicamente, sugeriu sete posturas para precipitar o mercado no despenhadeiro. Ei-las:
1. Pense a curto prazo. Não projete, não raciocine, para cinco anos. Descarte esse tipo de projeção como excessivamente acadêmica, portanto, desprezível no mundo dos negócios.
2. Seja ambicioso. Tenha como objetivo ganhar e ganhar. Não considere que existam limites para a subida de ações na bolsa. Tente abocanhar os mínimos percentuais das pequenas variações do mercado.
3. Acredite que existe sempre alguém mais tolo do que você. Despreze os outros. Há pouco tempo o mundo corporativo trabalhava com a lógica de que suas estratégias eram seguras porque “sempre haverá alguém suficientemente estúpido para só perceber o que está acontecendo quando for tarde demais”.
4. Acompanhe a manada. Não ouça as vozes discordantes. Pelo contrário, “as poucas e tímidas vozes antagônicas” precisam ser ridicularizadas e silenciadas. 5. Generalize sem limites. Crie preconceitos. Gere reputações. Condene ou louve instituições e pessoas por critérios difusos e subjetivos.
6. Siga a tendência. Procure ver o que está dando certo, copie acriticamente e espere que os resultados se repitam com você.
7. Jogue com o dinheiro dos outros. Preserve sua carreira e tente progredir com o capital alheio.
Os sete pontos de Krugman valem para qualquer outra atividade humana, inclusive a religiosa. Ao detalhar a rota do desastre, ele talvez não tenha atinado para sua pertinência entre os evangélicos. Nem todos os líderes são lobos predadores; muitos não passam de vítimas de um sistema perverso que conspira contra eles. Como cordeiros equivocados, caminham para um matadouro armado pelo sistema que a Bíblia chama de mundo.
Evangelismo a curto prazo compromete a próxima geração. Diversos pastores, ávidos por sucesso, agem como pescadores predatórios. Existem diversas maneiras de pescar: tarrafa, rede, anzol. Cada jeito produz diferentes resultados. Talvez o mais eficaz seja com dinamite: localiza-se o cardume, detona-se a bomba e logo boiarão milhares de peixes. O problema com esse tipo de pesca é que ela destrói o rio para a próxima geração. O barco fica cheio, mas o neto do pescador não conseguirá tirar seu sustento do rio. A sede de lotar o auditório pode transformar o pastor em um pragmático irresponsável, que repetirá: “Não é possível que esteja errado, crescemos como nenhuma outra igreja”. As patacoadas milagreiras, a repetição enfadonha de chavões, as bizarrices sobrenaturais que se observam em muitas igrejas não passam de dinamite que garante o barco repleto no próximo domingo, mas o rio religioso estará vazio no futuro.
Ambição não se restringe à esfera financeira. Alexandre, o Grande, Hitler e tantos outros falharam porque não souberam dizer “basta”. Cobiça existe inclusive entre os sacerdotes. A pretensão de alcançar o mundo, tornar-se o evangelista famoso que afeta uma geração é luciferiano na essência. Muitos pastores perderam a alma nesta busca.
Ao acreditar que só os ingênuos procuram os ambientes religiosos, eles desprezam os auditórios. Pastores repetem as mesmas ilustrações, narram histórias fantásticas inventadas como milagres e pregam sermões ralos. Porém, se permitem este desdém porque se acham mais espertos que os seus ouvintes. Mal sabem que, nas conversas em pizzarias, são ridicularizados pelos jovens.
Acompanhar a manada significa contentar-se com o “status quo”. A posição morna dos muristas que Deus vomitará de sua boca. O mimetismo religioso acontece porque muitos têm preguiça de perguntar a verdade que alicerça o que está sendo feito.Criam-se fronteiras para definir com precisão quem está dentro e quem está fora. Os que estão fora são tratados com desprezo. Preconceitos se formam para que não haja culpa quando for preciso apedrejar.
Ao seguir tendências, modismos passam a ser tratados como projetos que deram certo devido à aplicação de “princípios universais”. Indolentes, repetem o chavão: “Nada se perde, nada se cria, tudo se copia”. Da mesma maneira que os financistas que atolaram o mundo nesta crise, muitos sacerdotes não se dispõem a apostar seu capital nas muitas empreitadas em que se metem. Mobilizam o povo a pagar a conta de seu ufanismo desvairado.
O mundo corporativo e financeiro foi irresponsável por anos. Deflagrou uma crise econômica sem precedentes, queimou trilhões de dólares com socorro a bancos e colocou milhões de trabalhadores na rua, provocando mais miséria. Muitas igrejas seguem os mesmos passos, que talvez gerem um desastre igual ao do mercado financeiro.
Soli Deo Gloria.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

As Coisas em que Cremos

Em tempos de tanta confusão teológica por que passa a igreja cristã […], não é aconselhável professar o cristianismo sem afirmar com clareza aquilo em que se crê. A igreja de Cristo sempre foi uma igreja confessante, porque a genuinidade da nossa fé tem que ser evidenciada naquilo em que cremos e confessamos. Temos que ter a ousadia de afirmar clara e abertamente e, de preferência, de forma escrita, as coisas em que cremos.
Heber Carlos de Campos

Via Frases Protestantes

terça-feira, 19 de maio de 2009

A Igreja tem Motivos para Festa ?

Disse J.I.Packer, "Put Holiness First", em Christian Life, maio de 1985, p.46:
"No final das contas, sobre o que é que pregamos e ensinamos e produzimos programas de TV e fitas de vídeo uns para os outros em nossos dias? A resposta geral à minha pergunta parece ser: sucesso e euforia ; obter de Deus saúde, prosperidade, ausência de preocupação e constantes sensações alegres." O que mais me dói quando leio obras de homens e mulheres realmente usados por Deus é que parecem serem ditas ao vento. Estou lendo René Padilha (Missão Integral) - e seu texto de 75, refletindo um problema atual (em seus dias), infelizmente continua ainda mais atual hoje. O mesmo se dá com Moltmann (64 - teologia da Esperança), com Tozer (qualquer coisa, década de 60), e por aí vai.Packer, assim como outros é atualíssimo, pois há uma enxurrada de "palavra" sendo pregada, uma verborragia, nas palavras de Padilha, com resultados pífios. Mas em nome do pragmatismo, e do proselitismo descarado (com frases do tipo: "aqui Deus cura..." - está na hora de curar teu orgulho, caro "apóstolo"), em nome de templos cheios (de dizimistas, e números - "sucesso ministerial" - vaidade das vaidades), em nome do interesse espúrio e falso, vemos uma pregação vazia de prática e autenticidade; e tão verdadeira quanto uma nota de R$2,50. [ nota Ab-Integro : +- € 00,83 ] Uns podem dizer que estou errado. Não vou discorrer muito sobre a questão, mas apenas 3 pontos: 1- Se o "evangelho" está crescendo, e o número de convertidos aumentando, por que o nível de analfabetismo, não diminui? Por que o número de crimes não diminui? Por que o número de políticos cristãos com testemunho de moral elevada não aumenta? Por que não se gasta menos em programas de televisão, som de igrejas e ar-condicionado de templos, e se investe mais em ação social? Quem separou o evangelho da ação social? Cristo, muito mais que anunciando o evangelho, mostrou-se sempre solidário com os necessitados; 2- Se o número de evangélicos está crescendo, e estes não são só nominais, o famoso crente de carteirinha, mas sim de praticantes dignos do adjetivo: cristão, por que mais e mais o testemunho cristão coletivo sofre por causa de iniciativas nada ortodoxas (para não dizer: vulgar, hipócrita, ladra e lasciva), de membros, pastores e de pessoas que não se contentam com o título pastor e se auto-intitulam algo a mais? Quem separou o cristianismo do testemunho pessoal e do bom testemunho dos de fora? Quem separou o evangelho da moral e da ética? Cristo incomodou muitos, mas não se achou dolo algum em Seus atos e palavras; 3- Se o número de templos evangélicos está crescendo, e estes querem impactar realmente a sociedade, por que não há mais ações de e em comunidade? Quem fez a separação litigiosa entre a igreja e o mundo? Orou Jesus: "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou." João 17.15-16. Não pertencemos ao mundo, mas estamos no mundo, e é ao mundo que deveremos levar a mensagem do evangelho. Mensagem completa: Senhorio de Cristo, arrependimento, salvação, santificação e obras (não como fim de salvar, mas como o fim do que é salvo). Por que a igreja não pode limpar um parque ao invés de ajudar a sujar as ruas com folhetos? Por que a igreja não pode levar canções e amor a um asilo ou orfanato, ao invés de ser multado pelo alto volume do som de seus templos? Por que não vemos mais ações de visitar os doentes, os enfermos, os presos, os pecadores onde eles estão (ruas, prostíbulos, bocas, danceterias, etc)? Somos sal de saleiro, sem uso, envelhecendo? Somos luz guardada para uma emergência maior? Não basta a catástrofe em que vive a humanidade caída?Não sou especial, em quase tudo descrito acima, participo errando também (senão em tudo). Não há uma denominação errada, há uma geração errada, perdendo o kairós (o tempo certo) de se manifestar o kerygma (anúncio de Cristo), a diakonia (serviço), a martúria (testemunho), e se esquecendo que há uma parousia (segunda vinda de Cristo), onde prestaremos conta de nossos atos, independentes de sermos salvos ou não. Eu quero mudar! Eu quero fazer mais para que Cristo seja glorificado. Eu quero berrar ainda mais para que o evangelho não seja envergonhado! E você?
Ave Crux, Unica Spes!
Alberto M de Oliveira, In Ecclesia reformanda.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

No Passo do Boi

No passo do boi. Ouvi esta frase, muitas vezes, da boca de um pastor nosso que já está com o Senhor, desde 2001. Ele era da geração dos antigos pastores que se gastavam em oração pelas madrugadas orando por "A" ou por "B" de acordo com a voz do Espírito.

Pr. Luiz Vicente, mas conhecido por Luiz Branco, era filho de portugueses. Portugueses evangélicos, coisa rara de se ver [ nota Ab-Integro: felizmente que hoje já não é assim tão raro, querido irmão João Cruzué. Claro que os cristãos evangélicos, em Portugal, não ascendem aos números do Brasil, mas, apesar de tudo, são já em numero significativo por forma a fazer ouvir a sua voz, embora não tanto como gostaríamos, nem como desejávamos ]. Nas reuniões de obreiros, do Sector Seis, uma vez por mês , domingo pela manhã, foram uma das melhores oportunidades que tivemos para estar ouvindo aquele homem de Deus. Ele costumava dizer que "nem sempre tinha pão no balcão da padaria" ao referir-se à falta de mensagem que poderia acontecer na rotina de um pastor em suas lides.

Mas não me lembro de ter faltado "pão" nos ensinos do Pr. Luiz.

Antes de ir ao assunto do "passo do boi" seria muito razoável que registrasse um testemunho que ele contava sobre uma experiência de oração do seu pai, crente português. Contava o Pr. Luiz que sua mãe estava morrendo de câncer no intestino. E que o pai ao ver o médico pressionando o ventre da esposa para eliminar muito pus, se indignou e tomou uma firme atitude .

O velho português desceu ao porão de sua casa e passou a manhã inteira orando. Quando acabou-lhe a voz, atravessou a tarde gemendo. A esposa não morreu. Só tempos bem mais tarde, porque do câncer ela foi curada na força de uma atitude de oração.

Este testemunho sempre nos comoveu, pois ele me diz que muitas coisas deixam de acontecer em nosso redor por falta de uma atitude firme. Quanto ao passo do boi, é um ensino bem interessante. O Salmo 39, fala do cavalo e da mula. O cavalo, o símbolo da rapidez e da pressa; a mula já é um animal de carga, e montaria confiável para viagens longas. No quadro de Pedro Américo, o da Independência do Brasil, Dom Pedro I foi retratado sobre um belo cavalo branco. Mas a subida de Santos para São Paulo não era feita em cavalos, mas em lombo de burros e mulas. Dom Pedro, na ocasião, viajava em uma mula. Mas as mulas têm um detalhe ruim: são dadas a empacar. Quando teimam em não prosseguir, nem empurrando ou puxando, modificam sua atitude de teimosia.

O andar do boi é diferente do cavalo e da mula. Ele caminha devagar, mas firme. O passo do boi retrata a paciência, a moderação, a discrição e a constância. Seu andar calmo não chama atenção. Isso pode ser traduzido para nossa vida espiritual da seguinte forma: o importante daquilo que vamos fazer não é a velocidade da partida, mas atravessar a linha de chegada. "Porém muitos primeiros serão derradeiros, e muitos derradeiros serão primeiros. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?" Dois excertos do Evangelho. É claro que o sentido literal desses dois versículos não é o mesmo do assunto do passo do boi. Mas, que tem alguma relação isso tem.

Nosso desejo de ser apreciados, elogiados, entronizados, famosos é um inconveniente que servirá de barreira para concluírmos com êxito o cruzar a linha de chegada. Por outro lado, a pressa em realizar as coisas sem a mínima oração foi a cova que engoliu Saul, o primeiro rei de Israel. Lidar com a própria vaidade é difícil.

Quantos casamentos são feitos de forma apressada e desfeitos mas rapidamente ainda? Será que as pessoas estão mesmo preocupadas com o próprio futuro ou querem apenas copiar o pensamento consumista do mundo: "O importante, é viver o momento"?

Não! Não posso concordar com isso. O cristão não deve se apressar para casar-se, nem para ser grande no ministério, nem para atingir o ápice da carreira na vida secular. Na pressa, ele pode escolher errado, vender os irmãos para chegar mais rápido a um cargo ministerial ou "pisar" no pescoço dos colegas de trabalho. Uma conquista mal estabelecida é efêmera. Andar no passo do boi, segundo o saudoso Pastor Luiz Branco, significava ir devagar e sempre até alcançar o objetivo - uma conquista perene, perfeitamente de acordo com o Salmo 40.

Por João Cruzué

Via Olhar Cristão

domingo, 3 de maio de 2009

Igreja labiríntica...

“Nas Escrituras, Deus nos deixou a igreja como instituição para servir um propósito digno e verdadeiro. No entanto, a ansiedade por programas e actividades da igreja de hoje mais parece uma combinação entre programação de clube de golfe, sociedade de boliche campeonato de escola dominical, culto inspirativo, mensagem-comunhão-propaganda sobre Jesus e máquina de fazer crescer-tudo numa coisa só. Não lembra muito a instituição sobre a qual lemos no Novo Testamento. Na maioria das vezes, o nível de ensino é tão superficial, repetitivo e sem valor, que tende a ser mais destrutivo do que benéfico.”

Frank Schaeffer em Viciados em Mediocridade

Via Laion Monteiro

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O Desencanto com a Noiva

Há um ar de desapontamento com a Igreja no nosso país. Ouço vozes esmorecidas e vejo olhares que não brilham mais. É o desencanto com a Noiva. Noto que a desilusão vem pela tristeza ao ver cenários onde o louvor e a pregação se transformam em fonte de lucro e não consequência de corações transbordantes. Pela proliferação de igrejas cada vez mais cheias, porém aparentemente tão vazias, menos comprometidas com a Palavra, sem sêde de santidade e paixão pelos perdidos. Segue pela ténue linha que por vezes parece não distinguir muito bem Igreja e mundo, especialmente quando o binómio interesse e finanças se apresenta, e ainda pela dificuldade em identificar a Igreja de Cristo em meio aos movimentos religiosos. O desencanto faz o povo olhar para o passado e relembrar os velhos tempos. Comenta-se sobre os pastores à antiga e dias quando a Igreja ainda via simplesmente na Palavra razão suficiente para o santo ajuntamento. Tempos quando o constrangimento por ser crente era resultado da discriminação, porém jamais identificação com o injusto e o desonesto. Por fim suspira-se desanimado. Em momentos assim é preciso lembrar que Jesus jamais perdeu o absoluto controle sobre a história da Igreja. Jamais foi surpreendido por coisa alguma em todos estes anos. Jamais deixou de ser Senhor. Apesar das fortes cores de desalento a Noiva está sendo conduzida ao altar e o dia de brilho há de chegar.

Um amigo fez recentemente uma comparação entre a Igreja, a Noiva, e nossas noivas, nossas esposas. Levou-me a pensar no dia de meu casamento. Foi em 9 de dezembro de 1989. Já namorava Rossana há 4 anos e, apaixonados, chegamos ao grande dia. Apesar do amor e alegria pelo dia chegado tudo parecia fadado ao fracasso absoluto. As flores foram encomendadas erroneamente, a ornamentação do templo parecia jamais ter fim, o vestido apresentou defeitos de última hora, a maquilagem transcorria em um quarto apertado e com incrível agitação. A noiva chorou pelos desencontros do dia. O andar de cima da casa de meu sogro onde ela se arrumava tornou-se, aos meus olhos, em um pátio de guerra. Pessoas entrando e saindo apressadas, faces carregadas de ansiedade e um tom sempre apocalíptico a cada nova notícia. Ao longo dos anos percebi que os casamentos são parecidos neste ponto. A balbúrdia que cerca a noiva antecedendo seu momento de brilho é emblemática. Aos olhos do passante que vê a agitação sem fim, nada parece ter esperança. Fui para a cerimónia esperando o pior. Jamais seria possível contornar todos os imprevistos, e o impensado poderia acontecer: a noiva não estaria pronta! Enquanto pensava nisto, ali no altar, eis que ela chega. Estava linda, uma verdadeira princesa. O rosto sorridente, o caminhar lento e seguro, o vestido alvo como a neve, simplesmente perfeita . A música, a ornamentação, as palavras, tudo se encaixava. Que milagre poderia transformar um dia de caos em um momento de brilho tão belo? As horas de luta, as lágrimas derramadas, os desencontros e desalento foram rapidamente esquecidos e um só pensamento pairava naquele saguão: a Noiva estava linda. Talvez vivamos hoje dias melancólicos ao visualizar a Igreja quando manchas e mazelas tentam levar nossa esperança para o cativeiro da desilusão crónica. A casa está desarrumada, o vestido da Noiva não nos parece branco, há graves rumores de que ela não ficará pronta.

É, porém, em momentos assim que Deus intervém. Lava as vestes do Seu povo, levanta o caído, renova o profeta, purifica a Igreja e nos dá sonhos de alegria. Chegará o dia, e não tarda, que seremos tomados por Jesus. Neste dia há de se dizer: Eis o Noivo, é o Senhor que conduz a Igreja. Jamais a deixou só. Como é fiel! E creio que todos nós também pensaremos, extremamente admirados: Eis a Noiva, como está linda!

“Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória; porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se preparou”. Apocalipse 19:7

Ronaldo Lidório

Via Púlpito Cristão