Cá, onde o puro Amor não tem valia,
Que a Mãe, que manda mais, tudo profana;
Cá, onde o mal se afina, o bem se dana,
E pode mais que a honra a tirania;
Cá, onde a errada e cega Monarquia
Cuida que um nome vão a Deus engana;
O espelho partiu / a moldura ficou
*
*
*
. *
O espelho divide-nos
* . bocados
* . nossos pelo chão
* . enquanto os dedos
* . sangram pela fúria
* . do vidro
*
*
: . . Um espelho partido
* . ramos
* . do mesmo inteiro rosto
* . disperso na prata
*
*
. . . A cerejeira
* . da moldura está
* . intacta.
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. . .
12/01/2010
*
. João Tomaz Parreira
*
. - Colaborador -
Senhor,
.
se neste novo tempo
.
não me deres novas coisas
.
para viver
.
dá-me então um olhar novo
.
sobre tudo
.
o que já conheço.
.
Obrigado.
***
Brissos Lino 31/12/09
Via A Ovelha Perdida
Del aire al aire, como una red vacía
. iba yo entre las calles y la atmósfera
.
Pablo Neruda
.
No silêncio agudo dos condores
. o azul plana, as casas pousam
. Nas correntes de ar
. pousam sobre o planeta
. As pedras pousadas
. como pássaros
. Tudo recomeça verde
. a cada dia, só as sombras
. trepam trémulas
. pela noite.
.
.
João Tomaz Parreira
.
- Colaborador -