“ O Apóstolo e a Bispa que fundaram a igreja Renascer”.
"Estevam e Sonia Hernandes.O casal, que desenvolveu um verdadeiro império em redor da igreja que fundou nos anos de 1980, continua a presidir às orações a partir de Miami.Detidos em Janeiro de 2007 por entrarem nos EUA com dinheiro não declarado, só a partir de Junho terão autorização de saída.”
"A sala do apartamento da família Hernandes, em Vila Olímpia, São Paulo, foi o primeiro templo da igreja Renascer, mas cedo se tornou pequena para acolher tantos fiéis…Versão integral do texto.LER AQUI.
Desde que me conheço como gente,sempre me interessou o fenómeno “religioso”, e não somente o que formata a cultura ocidental, esculpida estapela tradição Judaico-Cristã e apadrinhada por um leque de ritos sincréticos pagãos de antanho,cujo cruzamento notamos ainda hoje nas práticas litúrgicas de algum catolicismo menos esclarecidoou mais subjugado aos ditames secularesde enraízamentos populares profundos,quantas vezes reveladores de conjugações antropomórficas. Mas o Professor Moisés Espírito Santo, seria capaz de nos explicar tudo isto muito bem explicado e seguramente muito melhor do que eu.
Tal como Lutero, Calvino e outros tantos reformadores, pensei sempre que precisávamos de outra igreja, uma igreja conforme a matriz bíblica,e não de acordo comas “modas” ou “exegeses” de ocasião ditadas por uns quantos “pregadores de banha da cobra”, hoje modernamente cognominados com pomposas designações , como “apóstolo”, “bispo”, etc.
Vá lá saber-se até onde a criatividade é capaz de levar o oportunismo, desfaçatez,e falta de carácter ( ou falta de vergonha, se preferirem ) desta nova classe de “sincretistas” bíblicos que, debaixo de uma capa de de “eminência” espiritual,estão a levar o povo simples de volta amedievais práticas religiosas, mesmo que estas venham agora “embrulhadas” em atractivos e modernos “pacotes evangélicos”.
Já o disse, e volto a repetir: Sou Cristão e, quanto muito, aceito tambéma designação de “protestante”,porque essa,sim,remete-me para aquilo que é a minha marca identitária e pela qual se bateram também os reformadores: “salvação pela fé”.
É claro que lamentamos a morte de pessoas em qualquer situação em que ocorra, e daqui endereço o meu mais profundo sentimento de pesar pelas vidas ceifadas debaixo do telhado da igreja “Renascer”no Brasil.Mas talvez não fosse má ideia o “apóstolo” e a “bispa”, para além de “orações”,enviarem alguns milhares de dólares, dos que carregaram para os USA, e sabe-se lá mais para onde( certamente espoliados aos seus fiéis ), para reconstruir as vidas daqueles que foram afectados por esta tragédia e que ficaram vivos.Os que pereceram, quero acreditar que estavam em Cristo. Quem está em Jesus, diz a Palavra de Deus, de modo nenhum será deixado de fora
Hoje, continuo a pensar que , para além de precisarmos de “outra” igreja, precisamos de uma Igrejaque nos liberte de homens e mulheres sem carácter: “apóstolos”, “bispos” e “bispas”, ou outra qualquer designação que chamem a si, mesmo que retirada da “nomenclatura bíblica”.Mais do que “a nomenclatura” ou “eminência” que reclamem para si próprios, interessa-me ver o Amor de Deuse a Paixão de Cristo nas suas vidas.Sou Cristão, Protestante.
O étimo “evangélico”, pode, hoje, ter tantos significados, que, para não me deixar embaraçar pelas suas traiçoeiras subtilezas, afirmo aqui e agora: NÂO SOU EVANGÉLICO!! Sou Cristão, Protestante, Filho de Deus, Salvo pela Fé em Cristo Jesus. Só Isso!
“Foi em Gaza que Sansão destruiu o Templo, num acto suicida em que matou 3000 Filisteus. Mas foi também em Gaza que Judeus, Cristão e Muçulmanos coexistiram e se tornaram “os melhores produtores de vinho”.
Deixem de chamar Santa a esta terra e talvez a Paz seja possível”
“(...) Amós (1:7), (...) deixou uma ameaça: "Assim fala o Senhor: (...) 'Porei fogo aos muros de Gaza.' O qual devorará os seus palácios. Exterminarei os habitantes de Azot [Ashdod]. E o que tem na mão o ceptro de Ascalon [Askhelon]."
A primeira referência bíblica a Gaza está no Livro de Génesis (10:19), definida como fronteira de Canaã, "na direcção" de Sodoma e Gomorra. Inicialmente uma "guarnição egípcia", Gaza foi uma das cinco cidades (Pentápolis) dos filisteus, navegadores e guerreiros de origem indo-europeia que chegaram e se instalaram, por volta de 1180 a.C. Cobiçada por muitos, fosse o rei David (o que matou Golias) ou Herodes, Pompeu ou Napoleão, assírios ou aqueménidas, hasmoneus ou selêucidas, por aqui passaram vários povos que deixaram marcas. (…)
O problema é que judeus e muçulmanos sacralizaram a sua terra. Quando isto acontece, a situação torna-se muito complicada. Porque sacralizar é fazer com que uma terra se torne numa ideologia religiosa. É considerar que a terra, sendo sagrada, não pode ser dividida por dois povos. E isso é verdade não só para os fundamentalistas islâmicos como para os judeus ultra-ortodoxos fundamentalistas, estejam eles em Israel ou na América." (…)
Muito depois de Sansão, Gaza voltou a conhecer destruição quando, em Outubro de 332, depois de três a cinco meses de cerco (há as duas versões), a cidade foi conquistada por Alexandre, o Grande, no avanço das forças macedónias em direcção ao Egipto.
Como castigo pela não rendição do governador local, toda a população masculina foi massacrada. As mulheres e as crianças foram vendidas como escravas. A região foi posteriormente repovoada com beduínos (nómadas) em áreas circundantes.
Gaza, que gozava de relativa independência, não queria ceder o controlo do comércio - era uma importante rota na costa do Mediterrâneo (a 15 quilómetros do mar), ligando o Norte de África (Egipto) ao Levante (Síria). Só à terceira investida contra a cidade fortificada, e depois de um grave ferimento no ombro, Alexandre saiu vitorioso.
Batis, o governador persa, teve o mesmo destino que Aquiles deu a Hector, príncipe de Tróia. Amarraram-lhe uma corda aos tornozelos e foi arrastado, vivo, preso a uma quadriga, pelas ruas da cidade. Ainda que Alexandre gostasse de ser misericordioso com os adversários, terá ficado furioso porque o eunuco Batis não se ajoelhou, permanecendo silencioso e numa atitude de desprezo.
Os egípcios, exultantes com a derrota dos inimigos persas - ainda hoje Cairo e Teerão disputam a influência em Gaza -, acolheram Alexandre como rei e entregaram-lhe o trono dos faraós. Com a coroa do Alto e Baixo Egipto, ele era visto como a incarnação de Rá e Osíris.
Cruzados e otomanos,
britânicos e israelitas
Em 1100, a Gaza dos muçulmanos fatimitas (xiitas) caiu nas malhas dos Cruzados que nela provocaram, segundo diversos relatos, "uma grande devastação". Em 1517, a cidade foi integrada no Império Otomano e assim permaneceu durante 400 anos, prosperando com os negócios de especiarias, azeite, ouro e incenso.
Ao contrário dos cruzados, que massacraram a pequena comunidade hebraica, os otomanos acolheram em Gaza os judeus fugidos da Inquisição na Península Ibérica, permitindo que eles e os samaritanos produzissem "os melhores vinhos regionais". Também exportavam cevada para cervejarias na Europa.
Sob os turcos, a convivência entre judeus, cristãos e muçulmanos era pacífica. Em 1965, proveniente de Salónica, chegou a Gaza o falso messias Sabbatai Zevi. O primeiro discípulo chamava-se Natan e a cidade rapidamente atraiu um movimento messiânico.
Durante a I Guerra Mundial, Gaza tornou-se campo de batalha. Os otomanos resistiram a dois ataques ingleses, em 1916 e em 1917, mas neste ano foram derrotados pelas tropas do general Allenby. Após o colapso da Sublime Porta, a administração da Palestina (incluindo Gaza) foi entregue aos britânicos, no âmbito de um mandato da Liga das Nações. Em 1947, depois de sangrentos motins e confrontos envolvendo grupos árabes, milícias judaicas e as autoridades mandatárias, a recém-criada ONU dividiu o território em dois estados - um judaico e um árabe (...)"
In Revista Publica de 18 de Janeiro, 2008 / Texto de Margarida Santos Lopes
“Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus (…)” (Romanos 1:1a)
O grande apóstolo dos gentios, Paulo, apresenta-se na introdução da sua epístola aos cristãos da cidade de Roma, a capital do grande império, desta forma exemplar.
Antes de mais, identifica-se como “servo”, que significa escravo (gr. doulos) de Jesus Cristo. O termo doulos enfatiza a ideia de escravidão, de pertencer a outra pessoa. Só depois menciona a sua função apostólica no corpo de Cristo, e ainda assim faz questão de referir que foi “chamado” para tal ministério e responsabilidade. E continua sem perder de vista qual é o seu alvo: ser um obreiro da mensagem das boas novas (evangelho) de Deus, esclarecendo que para tal foi separado.
Seria bom que todos os cristãos tivessem uma atitude idêntica. Por um lado humildade, alinhados com o exemplo de Cristo, e por outro a noção de que somos chamados por Ele para o desempenho de uma tarefa, não é decisão nossa. Por fim, nunca perder de vista que o nosso alvo é sempre a proclamação do “evangelho de Deus”, isto é, trazer às pessoas as boas notícias do amor do Pai.
Galileu nasceu em Pisa, Itália, a 15 de Fevereiro de 1564,e vem a morrerem 08 de Janeiro de 1642. O seu túmulo encontra-se na Igreja da Santa Croce na cidade de Florença em Itália, e eu próprio já tive a oportunidade de o visitar.
De entre a sua obra, salientamos aqui os primeiros estudos do “movimento uniformemente acelerado” e do “movimento pendular”. Descobriu o príncipio da Inércia e outros conceitos associados a este, que haveriam de vir a estar na base de algumas ideias de Newton.Mesmo não tendo sido o inventor do telescópio, melhorou-o substancialmente e foi pioneiro na sua utilização para estudos astronómicos.Foi desta maneira que descobriu as manchas do Sol e as montanhas na Lua. As fases de Vénus, alguns satélites de Júpiter bem como alguns anéis de Saturno. Pode dizer-se, com toda a verdade, que os seus estudos e descobertas foram precursores da moderna ciência e do método científico que, naquele tempo, ainda “bebia” muito da fonte Aristotélica.
Pode igualmente, e muito justamente, considerar-se Galileu como o “Pai da ciência moderna” sem que isso retire ou acrescente algo aos que o precederam ou sucederam na defesa e desenvolvimento em todos os campos do saber.
Curioso, sem dúvida, é o facto de Galileu nunca ter sentido necessidade de abdicar da sua fé cristã para poder ser cientista.Outros importantes cientistas, de todos os séculos, o têm feito, de igual maneira, encontrando no seu trabalho de investigação mais motivos, e mais fortes, para consolidação da sua fé.
Pessoalmente, a verdade é que quanto mais me interesso por ciência, mais me aproximo de Deus e dos seus insondáveis mistérios criativos.
J.L.
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Sobre Galileu Galilei - texto 2
“A Herança de Galileu”
“Quando em 1609 Galileu apontou o seu telescópio para o céu mudou a face da astronomia, mas também o mundo: da ciência à religião. Agora, 400 anos depois, o Ano Internacional da Astronomia (IYA2009) comemora essa data, e sobretudo, a influência desta ciência na sociedade e cultura. É esse o tema do simpósio internacional que ontem começou em Paris.
"Galileu revolucionou a nossa percepção do universo e isso teve impacto na ciência, mas também na filosofia, na literatura, até na religião", lembra Pedro Russo, o português responsável pelo IYA2009.
Os céus estrelados dos quadros de Van Gogh, a música electrónica de Jean Michel Jarre, grande parte da ficção científica no cinema e na literatura, com todo um imaginário ligado ao espaço, são alguns dos exemplos da influência da astronomia citados por Pedro Russo. "Desde sempre as pessoas olharam para o céu à procura de respostas e isso reflecte-se em tudo", explica o astrofísico.
Também João Fernandes, presidente da Comissão Nacional do Ano Internacional, considera que a astronomia teve "um papel fundamental na estruturação do pensamento científico". "Copérnico, Galileu, Newton mudaram a ciência", diz.
Mas o impacto sente-se ainda em aspectos práticos, lembra João Fernandes, especialmente na área da fotografia e medicina. A listas de tecnologia desenvolvida na exploração do espaço transferida para o dia-a-dia "é infindável": é utilizada nas máquinas fotográficas digitais, para detectar lesões oculares, para construir próteses mais fortes e mais leves ou nas telecomunicações. "A exploração espacial empurra a tecnologia para novas fronteiras", diz Pedro Russo.
Na conferência, organizada pela União Astronómica Internacional e pela Unesco (e que decorre desde ontem e até sexta-feira), astrofísicos juntam-se a arqueólogos, biológos e gente das artes para discutir o tema - as comunicações podem ser vistas no site do simpósio (http/iaus260. obspm.fr).”
Urbano VIII [ Papa ], que chegou a afirmar que "a Igreja não tinha condenado e não condenaria a doutrina de Copérnico como herética, mas apenas como temerária" e tinha sido testemunha de defesa no processo de 1616, recebe Galileu no Vaticano, em seis audiências, e oferece-lhe honrarias, dinheiro (pensões, promoção académica, apoio científico)e recomendações.No entanto o Papa não aceita o pedido de Galileu para revogar o decreto de 1616 contra o heliocentrismo. Pelo contrário, encoraja Galileu a continuar os seus estudos sobre o mesmo, mas sempre como sendo ainda uma hipótese matemática útil porque simplificava os cálculos das órbitas dos astros e significava um avanço científico que contudo não estaria ainda suficientemente maduro para a época.
É neste contexto que Galileu escreve “Dialogo di Galileo Galilei sopra i due Massimi Sistemi del Mondo Tolemaico e Copernicano”, por vezes abreviado para “Dialogo sopra i due massimi sistemi del mondo”(Diálogo sobre os dois grandes sistemas do mundo) completado em 1630 e publicado em 1632, onde voltou a defender o sistema heliocêntrico e a utilizar como prova a sua teoria, incorrecta, das marés. É um diálogo entre três personagens, Salviati (que defende o heliocentrismo), Simplício (que defende o geocentrismo e é um pouco tonto) e Sagredo (um personagem neutro, mas que acaba por concordar com Salviati). Esta obra serviria de base ao processo da Inquisição contra Galileu.
O Papa tinha sugerido a Galileu que escrevesse um livro em que os dois pontos de vista, o heliocentrismo e o geocentrismo, fossem defendidos em igualdade de circunstâncias, bem como poderia ainda expôr as suas opiniões pessoais, aceitando em troca disso conceder-lhe, o “Imprimatur” [Imprimatur, no Latim, significa qualquer coisa como”publique-se” e era uma autorização valiosa para a época ] . Estariam assim abertas as possibilidades de levar o heliocentrismo por diante, eliminando as rivalidades académicas e disputas universitárias.Ao mesmo tempo isso permitiria outras abordagens teológicas mais compatíveis… Em 1630, terminada a obra, Galileu viaja até Roma para a apresentar pessoalmente ao Papa.Estando muito ocupado, este faz apenas uma leitura brevíssima e entrega-a aos censores do Vaticano para avaliação e verificação face ao decreto de 1616. Mas várias vicissitudes e, em particular, a ignorância dos censores em astronomia, levaram a um grande atraso nesta avaliação.O livro, tal como as ideias de Galileu, encalhariam em aspectos levantados pela facção dosdefensores do geocentrismo.
Por sua vez, o Papa também suspeitava que o "tolo" personagem da obra de Galileu era uma caricatura dele próprio, não seria essa certamente a intenção de Galileu, mas mesmo assim, Urbano VIII sentiu-se traído na confiança que tinha depositado no sábio . Galileu perde então o mais poderoso dos seus aliados. Contudo,estas conclusões são apenas especulações, porque não há registos nem provas científicas que levem a afirmações peremptórias.
Galileu era um cristão fervoroso, mas tinha um temperamento conflituoso. Tendo vivido numa época atribulada, na qual a Igreja Católica endurecia a sua vigilância sobre a doutrina para fazer frente às derrotas que sofria às mãos da Reforma Protestante, o Papa sentiu que a aceitação do modelo heliocêntrico era uma “ferramenta” da Reforma e chamou Galileu a Roma para ser julgado, apesar de este se encontrar bastante doente na altura. Após um julgamento longo e atribulado foi esteobrigado a abjurar publicamente o seu pensamento e condenado a prisão por tempo indefinido.Os livros de Galileu foram incluídos no Index, censurados e proibidos, porém publicados nos Países Baixos, onde o protestantismo tinha já substituído o catolicismo e consequentemente libertado essa região da censura do Santo Ofício.Conta a lenda que, ao sair do tribunal, após a sua condenação, fez uma afirmação que se transformaria numa frase célebre: "Eppur si muove!", ou seja, "contudo, ela move-se", referindo-se à Terra.
Mais tarde, Galileu Galileiconseguiu que a sua pena fosse comutada de prisão efectiva para domiciliária, cumprida esta, primeiro no Palácio do Embaixador do Grão-duque da Toscana em Roma, depois na casa do arcebispo Piccolomini em Siena e mais tarde ainda na sua própria casa de campo em Arcetri.
Em 1638, quando já estava completamente cego, publicou “Discorsi e Dimostrazioni Matematiche Intorno a Due Nuove Scienze” em Leiden, na Holanda, a sua obra mais importante.Nela discute as leis do movimento e a estrutura da matéria.
Sobre a forma como Galileu morreugerou-se muita confusão, contudo não foi ele, ao contrário do que muitos afirmam, a ser queimado vivo pelasua concepção heliocêntrica, mas sim Giordano Bruno (1548-1600), condenado à morte, por heresia, às mãosdo tribunaldo Santo Ofício,por defender idéias semelhantes a Galileu. Este viria a morrer, sim, em Arcetri, rodeado pela sua filha e pelos seus discípulos. O seu túmulo encontra-se na Basílica de Santa Croce em Florença, onde também estão os de Machiavelli e Michelangelo ".
Com o decorrer dos séculos, a igreja católica viria a rever as suas posições em relação a Galileu.Em 1846 são retiradas do Index todas as obras que se inspiravam no modelo de Copérnico. Em 1992, mais de três séculos passados após a sua condenação, é iniciada a revisão do seu processo e, finalmente, decidida a sua absolvição.Convém realçar que a revisão da sentença a que Galileu havia sido condenado,não teve nada a ver com o sistema heliocêntrico, porque esse nunca foi objecto dos processos.”
Artigo in wikipédia. Adaptado e revisto por Jacinto Lourenço
Hoje,pela manhã,acordei melhor. Respirei melhor. Fiquei um pouco mais tranquilo. Hoje, pelo menos hoje, haverá uma luz que se acende e que iluminará mais intensamente os homens de Boa-Vontade.Hoje, o discurso do Pastor e activista pelos direitos cívicos nos Estados Unidos da América, assassinado há quase quarenta e um anos atrás, fez mais sentido para mim.Pena que o Pastor Luther Kingjá não esteja fisicamente entre nós para poder assistir à posse do Presidente Barack Obama.Apenas posso imaginar as torrentes de emoção quelhe percorreriam a alma nesse instante, mesmo que não pudesse ainda descortinar o que seria (será) o futuro a partir desse momento.
Graças a Deus pelos Construtores de Paz, como Luther King.Que Obama, a América e o mundo, se façam dignos de viver o “Sonho” do homem bom que foi King.
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Resumo do discurso de Martin Luther King pronunciado em frente do Lincoln Memorial, em Washington a28 de Agosto de 1963. (ver vídeo abaixo)
"Estou contente por me juntara vós hoje, o dia que entrará para a história como o da maior manifestação pela liberdade da própria história da nossa nação.
Há cem anos atrás, um grande americano,sob cuja sombra simbólica nos encontramos, assinou a Proclamação da Emancipação. Esse decreto fundamental foi como um raio de luz de esperança para milhões de escravos negros que tinham sido marcados a ferro quente nas chamas de uma vergonhosa injustiça. Esse documento chegou como uma aurora feliz para terminar a longa noite do cativeiro (…).
Cem anos mais tarde, a vida dos negros é ainda lamentavelmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação. Cem anos mais tarde, os negros continuam a viver numa ilha de pobreza, no meio de um extenso oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, os negros ainda definham àmargem da sociedade Americana, exilados na sua própria terra.
Por isso, encontramo-nos aqui hoje para, dramaticamente, mostrarmos esta miserável condição. De certo modo, estamos aqui, na capital do nosso país, para cobrar algo. Quando os construtores do nosso país redigiram aspalavras da Constituição Norte-Americana e da Declaração de Independência, estavam a assinar uma herança de que cada cidadão americano se faria herdeiro.
Estes documentos eram uma promessa de que todos os homens veriam garantidos os direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à procura da felicidade. É óbvio que a América ainda não cumpriu essa promessa no que respeita aos seus cidadãos de cor (…).
Viemos igualmente a este lugar sagrado para lembrar à América a urgência do momento aurgência do “já”. Não é o momento paraadiamentos, nem para nos prometerem que devagar lá chegaremos. É o momento para transformar em realidade as promessas da Democracia. É o tempo de sair do vale escuro e desolado da segregação para o iluminado caminho da justiça racial.É o momentopara abrir as portas da oportunidade para todos os filhos de Deus.É o momento de retirar o nosso país das teias da injustiça racial paraa solidez da fraternidade.
Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência do momento e desvalorizar as legítimas aspirações dos cidadãos negros (…). 1963 não é um fim, mas um início (…).
Esta extraordinária união que envolveu a comunidade negra não nos deve fazer desconfiar de todas as pessoas brancas, pois muitos dos nossos irmãos brancos, como se pode ver pela sua presença aqui, estão conscientes de que os seus próprios destinos estão ligados ao nosso destino, e que a sua liberdade está intimamente ligada à nossa liberdade.
Não podemos caminhar sozinhos, e quando caminharmos, teremos que caminhar sempre em frente . Não poderemos voltar para trás. Há quem nos pergunte: "Quando é que ficarão satisfeitos?"Não ficaremos satisfeitos enquanto os negros forem vítimas dos horrores da brutalidade policial (…). Nunca poderemos estar satisfeitos enquanto um negro do Mississipi não puder votar e um negro de Nova Yorque achar que não há nada porque valha a pena votar. Não, não, não estamos satisfeitos, e só ficaremos satisfeitos quando a justiça correr como a água e a rectidão como uma corrente poderosa.
(…) Regressem ao Mississipi, voltem para o Alabama, para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, para o Louisiana, voltem para as bairros de lata e para os guetos das modernas cidades, com a certeza de que esta situação pode e será alterada. Não nos perderemos no vale do desespero.
Garanto-vos hoje, meus irmãos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. E é um sonho profundamente enraizado no “sonho americano”.
Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado da sua fé : " quetodos os homens nascem iguais".
Eu tenho um sonho que um dia, nas montanhas vermelhas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão sentar-se à mesa e comer juntos como irmãos.
Eu tenho um sonho de que um dia, o estado do Mississipi, um estado sufocado pelo calor da injustiça e da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho de que osmeus quatro filhos pequenos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu carácter.
Eu tenho um sonho, hoje.
Eu tenho um sonho, de que um dia, o estado do Alabama seja transformado local onde rapazes negros e raparigas negras possam dar as mãos aos rapazes brancos, e raparigas brancas, e caminharão juntos, lado a lado, como irmãos e irmãs.
Eu tenho um sonho, hoje.
Eu tenho um sonho de que um dia todos os vales serão elevados, todas as montanhas e encostas serão rebaixadas, os sítios agrestes serão polidos, e os lugares tortuosos se tornarão direitos, e a glória do Senhor será então revelada, e todos os seres, em conjunto, assistirão a isso.
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com a qual regresso para o Sul. É com esta fé que seremos capazes de arrancar da montanha do desespero uma pedra de esperança. É com esta fé que poderemos transformar as discórdias do nosso povo numa bonita e harmoniosa sinfonia de fraternidade.É com esta fé que iremos poder trabalhar juntos, orar juntos, lutar juntos,ir para a prisão juntos e ficarmos juntos no respeito pela liberdade, sabendo que um dia seremos efectivamente livres.
Esse será o dia em que todos os filhos de Deus elevarão as suas vozes num cântico com um novo significado: "O meu país é teu, doce terra de liberdade, de ti eu canto. Terra onde morreram meus pais, terra de orgulho de peregrinos, que de cada local se ouça a liberdade" (…).
Quando deixarmosque a liberdade se ouça, quando a deixarmos ecoar em cada aldeia ou vila, em cada cidade e cada estado, seremos capazes de fazer despontar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção negra:
"Liberdade finalmente! Liberdade finalmente! Louvado seja Deus, Todo Poderoso, estamos livres, finalmente.
Quando faltam algumas horas apenas para que Barack Obama tome posse como 44º Presidente dos Estados Unidos da América e, com o olhar do mundo ( mergulhado este numa da piores crises económicas das últimas décadas ) repousado sobre si e dependente do que o presidente irá fazer, mas essencialmente, como irá fazer, é interessante ouvir e perceber a sua visão e o que ele pensa sobre Cristianismo, pluralidade religiosa e as intersecções da fé com o quotidiano dos cidadãos Norte-Americanos.Nesta, como noutras matérias ( como comprova a história recente), para o bem e para o mal, na presente hora, somos todos mais "americanos" do que possamos imaginar, com a " pequeníssima" diferença de não termos direito a voto.
Meu nome é Achmed Assef, sou palestino e vivo no Brasil atualmente.
Desde que iniciou novamente os conflitos no Oriente Médio, não se fala em outra coisa a não ser nesta guerra infeliz que tanto vem fazendo vitimas dos dois lados.
Nasci na Palestina, um pais que ainda não existe oficialmente e quando a situação ficou insustentável para minha família, tivemos o feliz e sagrado convite de um amigo de meus pais a virmos ao Brasil, e desde meus 5 anos de idade, moro neste lindo pais acolhedor.
Quando digo que a situação na Palestina ficou insustentável, não estou me referindo aos inúmeros conflitos com o exercito de Israel ou os religiosos judeus que mantinham suas casas lindas em território palestino, e que hoje essas mesmas casas foram tomadas a força pelos terroristas, mas sim de uma insustentabilidade provocada pelos próprios "governantes" palestinos em todos esses anos.
Para quem está no Brasil ou qualquer outro lugar do mundo, na segurança de seu lar e de sua vizinhança não vai conseguir imaginar nunca o que é viver em Gaza. Somente de lembrar minha breve infância nas cidades em que vivi, me da aperto no coração e vontade de chorar, porem, ninguém que esta no conforto de seus lares também recebendo milhares de informações, fotos e noticias do atual conflito pode imaginar também o que é sentir-se traído por aqueles que se intitulam lideres palestinos.
Os lideres palestinos nunca quiseram um Estado. E eu posso falar isso em alto e bom tom, porque é uma verdade. Se quisesse teriam criado antes de 1948, quando ainda não existia o Estado de Israel, se quisessem o teriam feito em 48 também quando a ONU decidiu pela criação de dois Estados, mas nossos grandes Líderes preferiram incitar o povo a violência de lutar contra os judeus do local a fazer lobby por um Estado palestino viável.
Não quiseram também os lideres palestinos quando os territórios, chamados "ocupados por Israel" e que hoje estão em sua grande maioria em nosso domínio, criar um Estado palestino. O que dizer então da mais recente escalada de violência, quando ocorreu a segunda intifada causada pelo grande líder Arafat que em 2000 rejeitou o melhor acordo de paz de todos os tempos propostos pelo premie israelense Ehud Barak e mais uma vez incitou o povo palestino a violência e a brutalidade através de homens-bomba, enquanto a família do Sr. Arafat vivia com regalias, mordomias e riquezas em Paris, tudo fruto de doações dignas estrangeiras mas que nunca chegaram ao povo sofrido da Palestina.
Ao invés de comprar comida, água, remédios e oferecer uma vida digna e boa ao povo palestino, nossos lideres preferiram o caminho da violência, da brutalidade e da estupidez de promover o ódio e a discriminação contra o povo judeu, que se não são anjos, também não são demônios como pregam nossos lideres.
As mesmas crianças que hoje morrem inocentemente no colo de suas mães, são as mesmas que recebem a criação e educação militar desde cedo a odiar Israel e o povo judeu, sabendo atirar com armas pesadas com menos de 5 anos de idade e ainda recebem a lavagem cerebral de se tornarem mártires explodindo-se para causar ainda mais vitimas do outro lado.
Os lideres palestinos não possuem nenhum sentimento humanitário como se espera para uma população cansada e calejada de sofrimento. Pois se tivessem, não mandariam para o suicídio seus parentes e suas crianças, enquanto esses covardes assassinos escondem-se em outros paises ou ate mesmo utilizando escudos humanos dentro da população civil, como vemos hoje na faixa de Gaza.
O Hamas, que há muito tempo vem promovendo barbáries dentro e fora de Gaza, desde que em seu único ato inteligente na historia, transformou-se em partido político somente para dar legitimidade ao seu terrorismo praticado diariamente nas ruas de Gaza, matou, perseguiu, torturou e aniquilou todos os "inimigos" do Fatah, o partido moderado que hoje é representado pelo incapaz Mahmoud Abbas.
Senhores, como pode um grupo terrorista, dizendo-se líder do povo palestino matar nossos irmãos? Como entender que eles não estão defendendo nosso povo, mas sim seus próprios ideais que não refletem a opinião da maioria desse meu povo palestino? Matar palestinos somente porque não concordam com seus atos e idéias é arcaico e acima de tudo terrorista. Sobrou a Cisjordânia para o Fatah e que se não tomarem cuidado, servira de base para mais atos de violência dos terroristas do Hamas.
Vocês podem argumentar que os terroristas do Hamas praticam atos sociais e de solidariedade, mas não acreditem em tudo que vêem na mídia e muito menos em tudo que ouvem. Para que vocês consigam compreender, faço uma analogia com os traficantes no Rio de Janeiro, pois é legitimo o que eles fazem? Aliciar crianças inocentes para o trafico de drogas, colocando armas pesadas em suas mãos? Acredito que não, mesmo que os traficantes promovam atos sociais e atos solidários com os moradores dos morros onde estão alojados. Continuam desrespeitando o direito de crianças crescerem com educação saudável e não para a guerra, como os terroristas do Hamas fazem hoje.
Amigos brasileiros que tanto respeito e tanto quero bem, faço um apelo como palestino, como muçulmano, mas acima de tudo como um ser humano que não agüenta mais ver a ignorância e a falta de conhecimento por parte de muitas pessoas neste lindo Brasil:
Parem de atacar Israel, parem de atacar os judeus e também parem de achar que o povo palestino é somente de terroristas. Há muita gente boa, inocente e que não quer mais conflitos com os israelenses e não os odeiam, assim como não odeiam os americanos.
Muita gente la, incluindo minha família está cansada de tanta dor e sofrimento e sabemos que devemos ter uma convivência pacifica com Israel, afinal, é de Israel que vem nossa água, nossa comida, nosso trabalho e nosso dinheiro.
Israel inclusive nos oferece ajuda militar sabiam? Quando houve acordo com a Autoridade Palestina no governo de Arafat, a policia de Israel treinou muitos de nossos homens que não queriam envolvimento com o conflito para que pudessem trabalhar na ordem de nossas cidades. Israel ofereceu treinamento para seus supostos inimigos, inclusive com armamento para que tivéssemos nossa própria segurança.
Terroristas que tentaram e não conseguiram se explodir nas cidades de Israel, receberam atendimento medico nos hospitais israelenses!! E muitas das escolas em Israel promovem a educação igualitária com alunos palestinos e judeus, convivendo em perfeita harmonia e recebendo educação sadia e de respeito ao próximo. Diferentemente do que acontece em Gaza, por exemplo.
Se nossos lideres não fossem tão burros e estúpidos, nosso povo sofrido não teria mais o que reclamar, pois em Israel estão as maiores oportunidades para um palestino que vive em gaza ou Cisjordânia e quem tem um mínimo de inteligência la sabe que não vai conseguir nunca varrer Israel do mapa ou exterminar todos os judeus, como apregoam certos lideres maníacos do nosso lado.
Quanto ganharíamos se estivéssemos do lado de Israel e dos judeus? Por que aqui no Brasil a convivência entre os dois povos sempre foi motivo de orgulho e quando estamos em sociedade ganhamos em tudo?
Meu tio recebeu visto de trabalho em Israel. Todos os dias levantava cedo e ia trabalhar em Israel e voltava de noite para sua casa em Gaza. Quando o Hamas tomou o poder à força e iniciou seus diários ataques as cidades israelenses, meu tio perdeu o emprego e a fronteira foi fechada. A culpa é de Israel? Do meu tio que nunca odiou os judeus? Não, a culpa é dos terroristas do Hamas. Meu tio hoje continua não odiando os israelenses nem os judeus. Vive na Síria, onde a situação não é das melhores, mas la não ha. grupos terroristas como o Hamas ou o Hezballah que somente acabam com a vida dos cidadãos de bem.
O povo palestino foi expulso de diversos paises chamados "amigos dos palestinos", incluindo Jordânia, Líbano, Síria e Líbia. O Egito fecha sua fronteira com Gaza porque não nos querem por la, inclusive no tratado de paz com Israel, na devolução do Sinai ao Egito, foi oferecido por Israel devolver Gaza também e os egípcios não quiseram porque chamaram de terra sem lei e o pior lugar do mundo para se viver.
Por que paises fortes e com um território gigantesco como Arábia Saudita, Jordânia, Irã e outros não tão grandes, mas muito ricos, como Kweit, Emirados Árabes ou Catar não nos recebem de braços abertos? Preferem somente financiar atentados terroristas e mandar todo seu dinheiro para lideres palestinos terroristas e que não pensam no bem estar da população, mas somente em enriquecimento próprio e incentivo ao ódio e intolerância?
Por isso, meus amigos, escrevo esta mensagem. Sei que esta carta não vai fazer nenhum dos dois lados pararem com o atual conflito e muito menos mudar o pensamento dos lideres que hoje determinam o rumo do meu povo palestino, mas se servir para fazer o povo brasileiro pensar nisso e entender que não precisamos importar um conflito que não serve pra nada aqui e também para que todos vocês realmente entendam quem são os principais responsáveis pela matança generalizada que ocorre atualmente em Gaza, fico feliz.
Israel não é culpado, esta se defendendo dos irresponsáveis lideres terroristas palestinos que diariamente ataca nosso vizinho com seus nada caseiros foguetes para depois se esconderem atrás de mulheres e crianças, colocando toda a culpa nos israelenses, enquanto esses terroristas que infelizmente também são palestinos covardemente se escondem em áreas altamente populosas para causar ainda mais mortes e ganharem fotos sensacionalistas nos jornais do mundo todo.
O povo palestino também não é culpado, o povo palestino, tirando esses terroristas que são minoria quer a paz, quer o convívio pacifico com Israel e com os judeus. Quer uma vida digna e viver em seu território chamando-o de lar, sem precisar fugir para qualquer outro país maravilhoso como o Brasil como eu fiz, pois a Palestina é o melhor lugar para viver um palestino.
Pensem nisso antes de escolher algum lado no conflito, mas acima de tudo, escolham o lado da paz, da tolerância e do respeito com quem quer que seja.
Grato,
Achmed Assef”
In Blogue "Práxis Cristã" publicado por Maurício Abreu de Carvalho
Campanha ateísta em Londres já influencia outros países; na Espanha, grupo reage com mensagem a favor da fé em Deus.
Depois da Inglaterra, agora é a vez de a Espanha inaugurar a sua campanha a favor do ateísmo. A exemplo de Londres, três linhas de ônibus (autocarro) de Barcelona, a principal cidade da região da Catalunha, já estão circulando com a frase “Probablemente, Dios no existe. Deixa de preocuparte y disfruta la vida”, a versão espanhola de “Provavelmente, Deus não existe. Pare de preocupar-se e aproveite a vida”, já estampada em quase mil ônibus ( autocarros) na Grã-Bretanha.“Nosso objetivo é tornar visível a existência de milhões de cidadãos ateus”, justifica o presidente da União de Ateus e Livre-Pensadores da Espanha, Albert Riba. Segundo ele, cerca de vinte por cento dos espanhóis dizem-se ateus ou agnósticos. “Isso significa que, depois da Igreja Católica, representamos a segunda opção religiosa no país”, argumenta o ativista. Contudo, assim como no Reino Unido, a polêmica em relação à campanha jácomeçou.
Em Madrid, a capital espanhola, já circula uma contra-mensagem cristã: “Deus existe. Goza a vida em Cristo.” A iniciativa é da entidade católica "E-Cristians".
A ideia de espalhar pôsteres ateístas em veículos coletivos surgiu em julho de 2008, quando a comediante britânica Ariane Sherine escreveu um artigo no jornal The Guardian defendendo uma espécie de reação dos ateus ao domínio do que chama “cultura religiosa”. De um dia para o outro choveram donativos e a Associação Humanista Britânica arrecadou 150 mil euros, (ou cerca de R$ 400 mil ), para desencadear a campanha. O biólogo britânico Richard Dawkins, autor de "Deus, um delírio" e um dos expoentes do movimento chamado “novo ateísmo”, doou pessoalmente 5 mil euros.
A iniciativa já atrai a atenção de ateístas em outros países. Em novembro do ano passado, ônibus (autocarros) da capital americana, Washington, surgiram com a frase “Por que acreditar num deus? Simplesmente seja bom”. Já na Austrália, a frase “Ateísmo – Durma até tarde nas manhãs de domingo” foi rejeitada.
In Revista "Cristianismo Hoje"
( Diríamos que até para ser ateu é preciso fazer uma pública afirmação de Fé... )