domingo, 25 de janeiro de 2009

As Igrejas também se abatem...

O Apóstolo e a Bispa que fundaram a igreja Renascer”.

"Estevam e Sonia Hernandes. O casal, que desenvolveu um verdadeiro império em redor da igreja que fundou nos anos de 1980, continua a presidir às orações a partir de Miami. Detidos em Janeiro de 2007 por entrarem nos EUA com dinheiro não declarado, só a partir de Junho terão autorização de saída.”

"A sala do apartamento da família Hernandes, em Vila Olímpia, São Paulo, foi o primeiro templo da igreja Renascer, mas cedo se tornou pequena para acolher tantos fiéis… Versão integral do texto. LER AQUI.

In Diário de Notícias. 24 Janeiro, 2009

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Desde que me conheço como gente, sempre me interessou o fenómeno “religioso”, e não somente o que formata a cultura ocidental, esculpida esta pela tradição Judaico-Cristã e apadrinhada por um leque de ritos sincréticos pagãos de antanho, cujo cruzamento notamos ainda hoje nas práticas litúrgicas de algum catolicismo menos esclarecido ou mais subjugado aos ditames seculares de enraízamentos populares profundos, quantas vezes reveladores de conjugações antropomórficas. Mas o Professor Moisés Espírito Santo, seria capaz de nos explicar tudo isto muito bem explicado e seguramente muito melhor do que eu.

Tal como Lutero, Calvino e outros tantos reformadores, pensei sempre que precisávamos de outra igreja, uma igreja conforme a matriz bíblica, e não de acordo com as “modas” ou “exegeses” de ocasião ditadas por uns quantos “pregadores de banha da cobra”, hoje modernamente cognominados com pomposas designações , como “apóstolo”, “bispo”, etc.

Vá lá saber-se até onde a criatividade é capaz de levar o oportunismo, desfaçatez, e falta de carácter ( ou falta de vergonha, se preferirem ) desta nova classe de “sincretistas” bíblicos que, debaixo de uma capa de de “eminência” espiritual, estão a levar o povo simples de volta a medievais práticas religiosas, mesmo que estas venham agora “embrulhadas” em atractivos e modernos “pacotes evangélicos”.

Já o disse, e volto a repetir: Sou Cristão e, quanto muito, aceito também a designação de “protestante”, porque essa, sim, remete-me para aquilo que é a minha marca identitária e pela qual se bateram também os reformadores: “salvação pela fé”.

É claro que lamentamos a morte de pessoas em qualquer situação em que ocorra, e daqui endereço o meu mais profundo sentimento de pesar pelas vidas ceifadas debaixo do telhado da igreja “Renascer” no Brasil. Mas talvez não fosse má ideia o “apóstolo” e a “bispa”, para além de “orações”, enviarem alguns milhares de dólares, dos que carregaram para os USA, e sabe-se lá mais para onde ( certamente espoliados aos seus fiéis ), para reconstruir as vidas daqueles que foram afectados por esta tragédia e que ficaram vivos. Os que pereceram, quero acreditar que estavam em Cristo. Quem está em Jesus, diz a Palavra de Deus, de modo nenhum será deixado de fora

Hoje, continuo a pensar que , para além de precisarmos de “outra” igreja, precisamos de uma Igreja que nos liberte de homens e mulheres sem carácter: “apóstolos”, “bispos” e “bispas”, ou outra qualquer designação que chamem a si, mesmo que retirada da “nomenclatura bíblica”. Mais do que “a nomenclatura” ou “eminência” que reclamem para si próprios, interessa-me ver o Amor de Deus e a Paixão de Cristo nas suas vidas. Sou Cristão, Protestante.

O étimo “evangélico”, pode, hoje, ter tantos significados, que, para não me deixar embaraçar pelas suas traiçoeiras subtilezas, afirmo aqui e agora: NÂO SOU EVANGÉLICO!! Sou Cristão, Protestante, Filho de Deus, Salvo pela Fé em Cristo Jesus. Só Isso!

J.L.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Um outro Ol har sobre Gaza ...

“Foi em Gaza que Sansão destruiu o Templo, num acto suicida em que matou 3000 Filisteus. Mas foi também em Gaza que Judeus, Cristão e Muçulmanos coexistiram e se tornaram “os melhores produtores de vinho”.

Deixem de chamar Santa a esta terra e talvez a Paz seja possível”

“(...) Amós (1:7), (...) deixou uma ameaça: "Assim fala o Senhor: (...) 'Porei fogo aos muros de Gaza.' O qual devorará os seus palácios. Exterminarei os habitantes de Azot [Ashdod]. E o que tem na mão o ceptro de Ascalon [Askhelon]." A primeira referência bíblica a Gaza está no Livro de Génesis (10:19), definida como fronteira de Canaã, "na direcção" de Sodoma e Gomorra. Inicialmente uma "guarnição egípcia", Gaza foi uma das cinco cidades (Pentápolis) dos filisteus, navegadores e guerreiros de origem indo-europeia que chegaram e se instalaram, por volta de 1180 a.C. Cobiçada por muitos, fosse o rei David (o que matou Golias) ou Herodes, Pompeu ou Napoleão, assírios ou aqueménidas, hasmoneus ou selêucidas, por aqui passaram vários povos que deixaram marcas. (…) O problema é que judeus e muçulmanos sacralizaram a sua terra. Quando isto acontece, a situação torna-se muito complicada. Porque sacralizar é fazer com que uma terra se torne numa ideologia religiosa. É considerar que a terra, sendo sagrada, não pode ser dividida por dois povos. E isso é verdade não só para os fundamentalistas islâmicos como para os judeus ultra-ortodoxos fundamentalistas, estejam eles em Israel ou na América." (…) Muito depois de Sansão, Gaza voltou a conhecer destruição quando, em Outubro de 332, depois de três a cinco meses de cerco (há as duas versões), a cidade foi conquistada por Alexandre, o Grande, no avanço das forças macedónias em direcção ao Egipto. Como castigo pela não rendição do governador local, toda a população masculina foi massacrada. As mulheres e as crianças foram vendidas como escravas. A região foi posteriormente repovoada com beduínos (nómadas) em áreas circundantes. Gaza, que gozava de relativa independência, não queria ceder o controlo do comércio - era uma importante rota na costa do Mediterrâneo (a 15 quilómetros do mar), ligando o Norte de África (Egipto) ao Levante (Síria). Só à terceira investida contra a cidade fortificada, e depois de um grave ferimento no ombro, Alexandre saiu vitorioso. Batis, o governador persa, teve o mesmo destino que Aquiles deu a Hector, príncipe de Tróia. Amarraram-lhe uma corda aos tornozelos e foi arrastado, vivo, preso a uma quadriga, pelas ruas da cidade. Ainda que Alexandre gostasse de ser misericordioso com os adversários, terá ficado furioso porque o eunuco Batis não se ajoelhou, permanecendo silencioso e numa atitude de desprezo. Os egípcios, exultantes com a derrota dos inimigos persas - ainda hoje Cairo e Teerão disputam a influência em Gaza -, acolheram Alexandre como rei e entregaram-lhe o trono dos faraós. Com a coroa do Alto e Baixo Egipto, ele era visto como a incarnação de Rá e Osíris. Cruzados e otomanos, britânicos e israelitas Em 1100, a Gaza dos muçulmanos fatimitas (xiitas) caiu nas malhas dos Cruzados que nela provocaram, segundo diversos relatos, "uma grande devastação". Em 1517, a cidade foi integrada no Império Otomano e assim permaneceu durante 400 anos, prosperando com os negócios de especiarias, azeite, ouro e incenso. Ao contrário dos cruzados, que massacraram a pequena comunidade hebraica, os otomanos acolheram em Gaza os judeus fugidos da Inquisição na Península Ibérica, permitindo que eles e os samaritanos produzissem "os melhores vinhos regionais". Também exportavam cevada para cervejarias na Europa. Sob os turcos, a convivência entre judeus, cristãos e muçulmanos era pacífica. Em 1965, proveniente de Salónica, chegou a Gaza o falso messias Sabbatai Zevi. O primeiro discípulo chamava-se Natan e a cidade rapidamente atraiu um movimento messiânico. Durante a I Guerra Mundial, Gaza tornou-se campo de batalha. Os otomanos resistiram a dois ataques ingleses, em 1916 e em 1917, mas neste ano foram derrotados pelas tropas do general Allenby. Após o colapso da Sublime Porta, a administração da Palestina (incluindo Gaza) foi entregue aos britânicos, no âmbito de um mandato da Liga das Nações. Em 1947, depois de sangrentos motins e confrontos envolvendo grupos árabes, milícias judaicas e as autoridades mandatárias, a recém-criada ONU dividiu o território em dois estados - um judaico e um árabe (...)"

In Revista Publica de 18 de Janeiro, 2008 / Texto de Margarida Santos Lopes

Versão integral do Texto: Ler aqui

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

PAULO, O SERVO

“Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus (…)” (Romanos 1:1a)

O grande apóstolo dos gentios, Paulo, apresenta-se na introdução da sua epístola aos cristãos da cidade de Roma, a capital do grande império, desta forma exemplar.

Antes de mais, identifica-se como “servo”, que significa escravo (gr. doulos) de Jesus Cristo. O termo doulos enfatiza a ideia de escravidão, de pertencer a outra pessoa. Só depois menciona a sua função apostólica no corpo de Cristo, e ainda assim faz questão de referir que foi “chamado” para tal ministério e responsabilidade. E continua sem perder de vista qual é o seu alvo: ser um obreiro da mensagem das boas novas (evangelho) de Deus, esclarecendo que para tal foi separado.

Seria bom que todos os cristãos tivessem uma atitude idêntica. Por um lado humildade, alinhados com o exemplo de Cristo, e por outro a noção de que somos chamados por Ele para o desempenho de uma tarefa, não é decisão nossa. Por fim, nunca perder de vista que o nosso alvo é sempre a proclamação do “evangelho de Deus”, isto é, trazer às pessoas as boas notícias do amor do Pai.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

2009, UM ANO ASTRONÓMICO

Sobre Galileu Galilei - texto 1

Galileu nasceu em Pisa, Itália, a 15 de Fevereiro de 1564, e vem a morrer em 08 de Janeiro de 1642. O seu túmulo encontra-se na Igreja da Santa Croce na cidade de Florença em Itália, e eu próprio já tive a oportunidade de o visitar.

De entre a sua obra, salientamos aqui os primeiros estudos do “movimento uniformemente acelerado” e do “movimento pendular”. Descobriu o príncipio da Inércia e outros conceitos associados a este, que haveriam de vir a estar na base de algumas ideias de Newton. Mesmo não tendo sido o inventor do telescópio, melhorou-o substancialmente e foi pioneiro na sua utilização para estudos astronómicos. Foi desta maneira que descobriu as manchas do Sol e as montanhas na Lua. As fases de Vénus, alguns satélites de Júpiter bem como alguns anéis de Saturno. Pode dizer-se, com toda a verdade, que os seus estudos e descobertas foram precursores da moderna ciência e do método científico que, naquele tempo, ainda “bebia” muito da fonte Aristotélica.

Pode igualmente, e muito justamente, considerar-se Galileu como o “Pai da ciência moderna” sem que isso retire ou acrescente algo aos que o precederam ou sucederam na defesa e desenvolvimento em todos os campos do saber.

Curioso, sem dúvida, é o facto de Galileu nunca ter sentido necessidade de abdicar da sua fé cristã para poder ser cientista. Outros importantes cientistas, de todos os séculos, o têm feito, de igual maneira, encontrando no seu trabalho de investigação mais motivos, e mais fortes, para consolidação da sua fé.

Pessoalmente, a verdade é que quanto mais me interesso por ciência, mais me aproximo de Deus e dos seus insondáveis mistérios criativos.

J.L.

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Sobre Galileu Galilei - texto 2

“A Herança de Galileu”

“Quando em 1609 Galileu apontou o seu telescópio para o céu mudou a face da astronomia, mas também o mundo: da ciência à religião. Agora, 400 anos depois, o Ano Internacional da Astronomia (IYA2009) comemora essa data, e sobretudo, a influência desta ciência na sociedade e cultura. É esse o tema do simpósio internacional que ontem começou em Paris.

"Galileu revolucionou a nossa percepção do universo e isso teve impacto na ciência, mas também na filosofia, na literatura, até na religião", lembra Pedro Russo, o português responsável pelo IYA2009.

Os céus estrelados dos quadros de Van Gogh, a música electrónica de Jean Michel Jarre, grande parte da ficção científica no cinema e na literatura, com todo um imaginário ligado ao espaço, são alguns dos exemplos da influência da astronomia citados por Pedro Russo. "Desde sempre as pessoas olharam para o céu à procura de respostas e isso reflecte-se em tudo", explica o astrofísico.

Também João Fernandes, presidente da Comissão Nacional do Ano Internacional, considera que a astronomia teve "um papel fundamental na estruturação do pensamento científico". "Copérnico, Galileu, Newton mudaram a ciência", diz.

Mas o impacto sente-se ainda em aspectos práticos, lembra João Fernandes, especialmente na área da fotografia e medicina. A listas de tecnologia desenvolvida na exploração do espaço transferida para o dia-a-dia "é infindável": é utilizada nas máquinas fotográficas digitais, para detectar lesões oculares, para construir próteses mais fortes e mais leves ou nas telecomunicações. "A exploração espacial empurra a tecnologia para novas fronteiras", diz Pedro Russo.

Na conferência, organizada pela União Astronómica Internacional e pela Unesco (e que decorre desde ontem e até sexta-feira), astrofísicos juntam-se a arqueólogos, biológos e gente das artes para discutir o tema - as comunicações podem ser vistas no site do simpósio (http/iaus260. obspm.fr).”

In Diário de Notícias de 20 Janeiro, 2009

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Sobre Galileu Galilei - texto 3

A condenação de Galileu pelo Santo Ofício

Urbano VIII [ Papa ], que chegou a afirmar que "a Igreja não tinha condenado e não condenaria a doutrina de Copérnico como herética, mas apenas como temerária" e tinha sido testemunha de defesa no processo de 1616, recebe Galileu no Vaticano, em seis audiências, e oferece-lhe honrarias, dinheiro (pensões, promoção académica, apoio científico) e recomendações. No entanto o Papa não aceita o pedido de Galileu para revogar o decreto de 1616 contra o heliocentrismo. Pelo contrário, encoraja Galileu a continuar os seus estudos sobre o mesmo, mas sempre como sendo ainda uma hipótese matemática útil porque simplificava os cálculos das órbitas dos astros e significava um avanço científico que contudo não estaria ainda suficientemente maduro para a época.

É neste contexto que Galileu escreve Dialogo di Galileo Galilei sopra i due Massimi Sistemi del Mondo Tolemaico e Copernicano”, por vezes abreviado para Dialogo sopra i due massimi sistemi del mondo” (Diálogo sobre os dois grandes sistemas do mundo) completado em 1630 e publicado em 1632, onde voltou a defender o sistema heliocêntrico e a utilizar como prova a sua teoria, incorrecta, das marés. É um diálogo entre três personagens, Salviati (que defende o heliocentrismo), Simplício (que defende o geocentrismo e é um pouco tonto) e Sagredo (um personagem neutro, mas que acaba por concordar com Salviati). Esta obra serviria de base ao processo da Inquisição contra Galileu.

O Papa tinha sugerido a Galileu que escrevesse um livro em que os dois pontos de vista, o heliocentrismo e o geocentrismo, fossem defendidos em igualdade de circunstâncias, bem como poderia ainda expôr as suas opiniões pessoais, aceitando em troca disso conceder-lhe, o “Imprimatur” [ Imprimatur, no Latim, significa qualquer coisa como”publique-se” e era uma autorização valiosa para a época ] . Estariam assim abertas as possibilidades de levar o heliocentrismo por diante, eliminando as rivalidades académicas e disputas universitárias. Ao mesmo tempo isso permitiria outras abordagens teológicas mais compatíveis… Em 1630, terminada a obra, Galileu viaja até Roma para a apresentar pessoalmente ao Papa. Estando muito ocupado, este faz apenas uma leitura brevíssima e entrega-a aos censores do Vaticano para avaliação e verificação face ao decreto de 1616. Mas várias vicissitudes e, em particular, a ignorância dos censores em astronomia, levaram a um grande atraso nesta avaliação. O livro, tal como as ideias de Galileu, encalhariam em aspectos levantados pela facção dos defensores do geocentrismo.

Por sua vez, o Papa também suspeitava que o "tolo" personagem da obra de Galileu era uma caricatura dele próprio, não seria essa certamente a intenção de Galileu, mas mesmo assim, Urbano VIII sentiu-se traído na confiança que tinha depositado no sábio . Galileu perde então o mais poderoso dos seus aliados. Contudo,estas conclusões são apenas especulações, porque não há registos nem provas científicas que levem a afirmações peremptórias.

Galileu era um cristão fervoroso, mas tinha um temperamento conflituoso. Tendo vivido numa época atribulada, na qual a Igreja Católica endurecia a sua vigilância sobre a doutrina para fazer frente às derrotas que sofria às mãos da Reforma Protestante, o Papa sentiu que a aceitação do modelo heliocêntrico era uma “ferramenta” da Reforma e chamou Galileu a Roma para ser julgado, apesar de este se encontrar bastante doente na altura. Após um julgamento longo e atribulado foi este obrigado a abjurar publicamente o seu pensamento e condenado a prisão por tempo indefinido. Os livros de Galileu foram incluídos no Index, censurados e proibidos, porém publicados nos Países Baixos, onde o protestantismo tinha já substituído o catolicismo e consequentemente libertado essa região da censura do Santo Ofício. Conta a lenda que, ao sair do tribunal, após a sua condenação, fez uma afirmação que se transformaria numa frase célebre: "Eppur si muove!", ou seja, "contudo, ela move-se", referindo-se à Terra.

Mais tarde, Galileu Galilei conseguiu que a sua pena fosse comutada de prisão efectiva para domiciliária, cumprida esta, primeiro no Palácio do Embaixador do Grão-duque da Toscana em Roma, depois na casa do arcebispo Piccolomini em Siena e mais tarde ainda na sua própria casa de campo em Arcetri.

Em 1638, quando já estava completamente cego, publicou Discorsi e Dimostrazioni Matematiche Intorno a Due Nuove Scienze” em Leiden, na Holanda, a sua obra mais importante. Nela discute as leis do movimento e a estrutura da matéria.

Sobre a forma como Galileu morreu gerou-se muita confusão, contudo não foi ele, ao contrário do que muitos afirmam, a ser queimado vivo pela sua concepção heliocêntrica, mas sim Giordano Bruno (1548-1600), condenado à morte, por heresia, às mãos do tribunal do Santo Ofício, por defender idéias semelhantes a Galileu. Este viria a morrer, sim, em Arcetri, rodeado pela sua filha e pelos seus discípulos. O seu túmulo encontra-se na Basílica de Santa Croce em Florença, onde também estão os de Machiavelli e Michelangelo ".

Com o decorrer dos séculos, a igreja católica viria a rever as suas posições em relação a Galileu. Em 1846 são retiradas do Index todas as obras que se inspiravam no modelo de Copérnico. Em 1992, mais de três séculos passados após a sua condenação, é iniciada a revisão do seu processo e, finalmente, decidida a sua absolvição. Convém realçar que a revisão da sentença a que Galileu havia sido condenado, não teve nada a ver com o sistema heliocêntrico, porque esse nunca foi objecto dos processos.”

Artigo in wikipédia. Adaptado e revisto por Jacinto Lourenço