sábado, 21 de fevereiro de 2009

“Mercado de Vidas e da Morte” (*)

(*) presumível lugar onde se compra e vende tudo.

Esta não é uma obra de ficção. Qualquer semelhança ou comparação com pessoas, eventos ou lugares , como por exemplo a Feira da Ladra, realizada uma vez por semana, no campo de Santa Clara, em Lisboa, Portugal, não passa de mera coincidência e pode mesmo ser considerado uma ofensa a quem nesta merca ou perambula…

1º “Lote” a Leilão :

“virgindade de Natalie vale três milhões

“(…) entre os milhares de homens que já fizeram propostas para comprar a virgindade de Natalie Dylon, pseudónimo da estudante Norte Americana natural de San Diego, de 22 anos, está um empresário australiano, de 39 anos, que oferece nada mais nada menos do que 3,8 milhões de dólares ( 2, 87 milhões de euros )…”

Alguém oferece mais … ?!

In “Diário de Notícias” de 02 Fevereiro de 2009

Versão integral do texto. Ler Aqui

2º “Lote” a Licitar :

“IMAGENS DA MORTE VALEM UM MILHÃO”

“Desde que venceu o «Big Brother» britânico, em 2002, Jade Goody viveu da venda da sua imagem. Agora, com cancro em fase terminal, vendeu os direitos de transmissão da sua morte.”

Morrer «está pela hora da morte»… !!

In “Diário de Notícias” de 19 de Fevereiro de 2009

Versão integral do texto. Ler Aqui

Da Bíblia Sagrada: “… Os mercadores destas coisas, que com elas se enriqueceram, estarão de longe, pelo temor do seu tormento, chorando e lamentando…” Apoc. 18:15

“…Pelo que diz: Desperta ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá…” Efés. 5:14

Respostas, precisam-se

( Há algumas perguntas para as quais o Google não tem resposta )
Em todo o caso, precisamos sempre saber o que procurar ... In "Igreja do Jubileu"

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Um Murro no Estômago ou A suprema Excelência do Amor

Mais do que tudo, por estes dias, o que verdadeiramente me assusta, não é a economia, a queda das bolsas mundiais, o casamento gay, a eutanásia, o imobiliário, a religião, a política, as fraudes fiscais, a violência urbana ou social em geral, o desamparo dos idosos, o abandono de crianças, a fome, a perseguição, a injustiça, a perda, a saúde, o insucesso profissional ou escolar. Também não me assustam a crise da família nem a violência doméstica, tal como não me assusta a perda de empregos, a bancarrota de países, ou o encerramento de empresas. O que me assusta, em definitivo, é o encerramento dos corações, a ausência do Amor, a desistência de amar e ser amado.

Ontem, quando chegava a casa, após mais uma jornada de trabalho, olhei, por breves instantes, para o aparelho de televisão que debitava informação na minha cozinha, com o jornal da tarde, qual ave de rapina, a recortar-se no crepúsculo do dia, pendurado este no suave dealbar das últimas luminiscências que apressadamente insistiam em se esconder, antes que as trevas as alcançassem.

Não teria sentido tanto e tão profundamente a dor, caso me tivessem dado um murro no estômago, como quando ouvi uma brevíssima entrevista a um jovem adolescente institucionalizado numa casa de reeducação.

Foram duas as perguntas da jornalista, simples, directas e fáceis de responder, embora o jovem não tivesse percebido o alcance de cinquenta por cento do que lhe foi perguntado:

- Já alguma vez te sentiste amado ?

- Não !

- Já alguma vez amaste ?

- Não, tirando “umas curtes”…

Isto sim, assusta-me; assusta-me verdadeiramente a indignidade percebida do ferrete aquecido ao rubro na fogueira da crueza bruta das breves respostas, que não deixam portas abertas, e que nos marca a epiderme da alma, estigmatizando, infinitamente, mais do que podemos imaginar . E, ao contrário do que se pretenda fazer passar, eis aqui, redundantemente exposto, o “drama mater” que cria, sustenta e condiciona todas as crises , pessoais, humanas, particulares, sociais, geracionais, nacionais ou globais, qualquer que seja a escala.

Chegaram então à minha memória diversas citações bíblicas sobre o amor, e o Amor de Deus em particular, e a sua operação no coração de todos os seres humanos, mesmo os que dizem não possuir o dom da fé. Deixo-vos com o capítulo 13 da Primeira Epístola de Paulo aos cristãos de Corinto. O tema é a suprema excelência do Amor:

1-Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

2- E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

3- E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

4- O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, näo se ensoberbece.

5- Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

6- Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

7 -Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

8- O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

9 -Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

10 -Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

11- Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

12- Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face;

agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

13 -Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

Utopia de Deus, dirão uns. Loucura dos homens, dirão outros.

Digamos nós o que dissermos, Só o Amor edifica, só ele produz resultados no coração dos homens.

Só a Cardiologia de Deus faz vacilar e recuar crises!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ciência e Fé - Uma só Saida !

"...Pessoalmente, a verdade é que quanto mais me interesso por ciência, mais me aproximo de Deus e dos seus insondáveis mistérios criativos."

A abordagem do assunto, com o tópico citado acima, leva-me a alguns comentários acerca do tema.

Sempre me interessou a relação entre o conhecimento cientifico e a fé. Seja no campo das ciências mais avançadas, em que se conseguiu atingir um grau descritivo elevado, seja para as ciências mais rudimentares e experimentais, como é o caso da medicina.

A capacidade regenerativa de um corpo vivo, para poder suportar uma intervenção cirúrgica intrusiva e destrutiva, por exemplo, é admirável. Apesar do grande estrago, na maior parte dos casos, o resultado final acaba por ser positivo.

Quanto a mim, muitas das descobertas científicas são iluminações divinas de algumas mentes brilhantes que tiveram capacidade de as desenvolver e partilhar. No entanto, existem muitas outras descobertas que não derivam directamente de um trabalho sistemático e lógico, antes são iluminações pontuais de quem se dedica à pesquisa científica.

Quem desenvolveu as leis pelas quais se regem os campos electromagnéticos e luminosos, foi um cientista que viveu no século XIX, James Maxwell, quando o conhecimento da electricidade era praticamente inexistente. As leis que ele descreveu e que não são nada fáceis de perceber, ainda hoje são a base de todos os equipamentos electromagnéticos e mesmo dos novos desenvolvimentos como os de Laser.

Antes Maxwell existiu outro cientista, de uma dimensão próxima, que trabalhou na mesma área e que estabeleceu as bases que depois foram desenvolvidas por Maxwell. Esse começou a falar da electricidade ainda no sec XVIII. Trata-se de Faraday, que descobriu os princípios que permitiram a construção do dínamo. Ele fez alguns desenvolvimentos sobre baterias que, na altura, era a única forma de produzir electricidade. Sobre Faraday, temos algum conhecimento, interessante, acerca da sua fé. ( ler em inglês aqui )

Tanto Faraday como Maxwell foram os inspiradores de Einstein. Apesar dos seus estudos estarem relacionados, as descobertas de Einstein foram-lhe laterais. Um dos grandes temas actuais de pesquisa continua a ser a descoberta da relação entre as equações de Maxwell e de Einstein, ou seja: a relação entre as forças fortes e fracas (fisica atómica e física cósmica). Essa é uma das razões para a construção dos grandes aceleradores de partículas, como é o caso do CERN, na fronteira Suiça. Quando se atingir este objectivo o conhecimento científico vai dar um salto significativo, reformulando muitas dos conceitos clássicos acerca da relação tempo/espaço.

Na realidade Einstein já demonstrou que o nosso conceito de tempo e espaço deriva directamente da nossa limitação física, mas que não é imutável no universo. O que nós vemos e observamos está medido em relação ao nosso referencial. Os mesmos eventos observados de outro referencial acontecem em dimensões de espaço e tempo diferentes.

Todas estas "iluminações" têm sido distribuídas por crentes e não crentes, sendo que cada um tem reacções diferentes quando se vê confrontado com tais descobertas.

Quem se confronta com a mensagem, obra ou criação de Deus, não fica indiferente. Acontece que alguns, face às descobertas fascinantes proporcionadas pelo conhecimento científico, apropriam-se desses factos sem se aperceberem de que são "descobertas" muito pequenas face à dimensão da “engrenagem” que os trancende e que desconhecem.

Na Bíblia há uma ilustração interessante e que, apesar de não estar directamente relacionada, deixa perceber a reacção do homem. Quando os magos e Herodes foram confrontados com a mesma mensagem tiveram reacções opostas, sendo que Herodes, acreditando nas profecias bíblicas, ousou arriscar todo o seu poder para subverter o plano de Deus. A avaliar por esta ilustração, a questão principal não está em separar quem crê de quem não crê, mas quem aceita e obedece de forma solícita, face aos que se apropriam da Mensagem Divina para prosseguir os seus próprios interesses.

Sem dúvida que Herodes era um crente!

Mesmo depois de toda a destruição porque Israel tem passado, grande parte dos monumentos que subsistem, são Herodianos. Alguns destes, os mais simbólicos, como Massada e Cesareia, ou mesmo algumas ruínas em Jerusalém, como provavelmente é o caso do muro das lamentações, são legados Herodianos. Estes monumentos subsistiram a toda a destruição para que não se esqueça um crente convicto nas profecias, sim, mas muito mais nele próprio...

Por Joel Teixeira

A Negação da Morte

Entrei num tribunal e divorciei-me da Igreja Católica. É isso que você tem que fazer se for alemão e quiser deixar a igreja.

Eu esperava que o papa me segurasse. Eu esperava que me dissesse que nunca deveria ter acontecido. Esperava que ele corrigisse o seu erro. Mas ele deixou-me à espera.

Quando ouvi falar pela primeira vez que o papa tinha aceitado de volta à Igreja um bispo excomungado que negava o Holocausto, não acreditei. Achei que a verdade provavelmente era mais complexa.

Eu respeitei o papa Bento XVI . Por mais que discordasse dele em muitas questões, admirava a sua inteligência. Como alemão, sentia um certo orgulho por este homem, grande e humilde pensador, se tornado tornar líder da igreja à qual eu pertencia.

Depois, ele perdeu-me. O bispo absolvido, Richard Williamson, era um famoso defensor da inexistência do Holocausto.

Semanas antes, Williamson tinha dado uma entrevista a um repórter da televisão sueca, na Alemanha. Por incrível que pareça, onde ele repetiria a sua negação do Holocausto.

Confrontado pelo repórter com a sua declaração, de que nem um único judeu tinha morrido numa câmara de gás, que era tudo "mentira, mentira, mentira", Williamson pensou por um momento: bem vestido com uma túnica preta, com uma grande cruz no pescoço, ele assentiu que sim com a cabeça e expôs, numa voz suave, de avô, aquilo em que acredita: "Acredito que não houve câmara de gás", disse ele.

Sabendo que negar o Holocausto é considerado um crime na Alemanha, Williamson olhou por cima do ombro como se quisesse assegurar-se de que ninguém o estava a ouvir: "Você poderia ter-me metido na prisão antes que eu tivesse tempo de deixar a Alemanha", disse ele, e sorriu.

Este é um homem que, após ser excomungado por um papa há mais de vinte anos, foi reconsagrado como bispo da Igreja Católica por um papa alemão que esteve em Auschwitz.

Depois de dias de silêncio insuportável e revolta em torno do mundo, Bento XVII finalmente falou, e foi nessa altura que ele me perdeu. De facto, ele não falou. O Vaticano emitiu uma declaração exigindo que Williamson "se demarcasse da sua posição sobre o Shoah."

Olhei para essas palavras e perguntei-me porquê, aos olhos do Vaticano, negar o Holocausto era "uma posição". Eu perguntei-me porque é que um bispo que negava o Holocausto precisava apenas "demarcar-se" das suas palavras para permanecer como bispo.

Não consegui entender porque é que Bento XVI não dissociou a Igreja Católica de Williamson da mesma forma que se associou a ele, com uma penada. Então, eu demarquei-me do papa.

Eu sei que eu deveria ter ido falar com o padre que celebrou o meu casamento, há apenas um ano. Nós escolhemos a sua igreja quando soubemos que o seu secretário havia escondido judeus na cave durante o nazismo. Eu suspeito que o padre me teria pedido para não o punir pelos erros do papa. Mas eu estava cansado. Peguei na minha certidão de casamento e fui para a justiça. Há muitas questões na Igreja Católica que eu gostaria de discutir: gostaria de discutir quais os papéis que as mulheres podem desempenhar? Porque é que usar preservativo para prevenir a Sida é um pecado? Porque é que a Igreja Católica não considera a Igreja Protestante como Igreja? Mas há certas questões que eu não quero discutir. Eu não quero discutir se Hitler tinha um lado agradável. Eu não quero discutir se o Holocausto realmente aconteceu. Sou neto de dois homens muito diferentes. Um veio de uma família que hasteou a bandeira da suástica no prédio mais alto da minha cidade natal. O outro era um alfaiate que secretamente costurava fatos para judeus. Ambos desapareceram nas trincheiras da Segunda Guerra Mundial. Talvez por isso eu seja sensível a discutir o Holocausto. Parte da minha família tem sangue nas mãos, e a parte que não tem também foi morta.

Eu lembro-me do dia, em 2005, em que Joseph Ratzinger, inesperadamente se tornou o papa Bento XVI.

Foi no mesmo ano em que, pela primeira vez, uma mulher se tornou líder do meu país. Mas não apenas isso; ela era filha de um pastor protestante que se tinha mudado da Alemanha Ocidental para a Oriental recusando-se a ser intimidado por um governo comunista que desprezava a fé tanto quanto o capitalismo. Foi um belo ano para um alemão.

O papa não é anti-semita e nunca falou sobre o anti-semitismo. Entretanto, prefere omitir-se numa altura em que deveria falar sobre este problema e, essa, para mim, não é uma opção para um papa alemão face ao anti-semitismo. Talvez eu o esteja a julgar muito duramente. Espero que sim. Essa é a beleza de ter nascido num país com um passado nazi. Posso exigir dele um padrão mais elevado.

Por Mario Kaiser , jornalista em Berlim.

Tradução de Deborah Weinberg

In Uol Notícias Via Práxis Cristã

Adaptado ao português usado em Portugal por Ab-Integro

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Espiritualidade e Sexualidade

Simone Weil é uma intelectual francesa da maior importância neste século. Ela converteu-se ao cristianismo. Uma citação do seu pensamento que gostaria de fazer é:

“Ao homem foi dada uma divindade imaginária, para que ele se desprenda dela, da mesma maneira que Cristo se despojou de uma divindade real.”

Trata-se de um comentário de Fp. 2.5-11, onde o apóstolo Paulo comenta o movimento de Cristo de abandonar toda a glória da sua divindade para se tornar servo, servo mesmo face à possibilidade da morte. Não possuímos nenhuma divindade real, apenas imaginária. Contudo estamos firmemente ligados a esta divindade imaginária. Sentimos que os nossos desejos, necessidades e sonhos são o centro. Mais que isto, estamos de tal forma encapsulados nesta visão, digamos narcísica, que não podemos realmente reconhecer o desejo e o sonho de qualquer outro. Nutrimo-nos e sentimos omnipotência como se realmente pudéssemos controlar o destino e as nossas principais relações. Não podemos.

O caminho proposto por Simone Weil é o do arrependimento desta pretensão. É suportar a dor de se saber finito, mortal, apenas humano. O verdadeiro louvor pressupõe esta renúncia de qualquer omnipotência. Quando cultuo a Deus, quando digo que ele é Deus verdadeiro, fica implicado que eu não sou Deus. Louvar significa reconhecer que eu sou apenas homem ou mulher. Li um poema simples de Violeta Caballero que coloca, com enorme delicadeza, estas verdades:

Tu não forças a uma flor que se abra.

A flor a abre Deus.

Tu plantas, regas e a guardas.

O demais faz Deus.

Tu não obrigas a que a alma creia.

A fé a dá Deus.

Tu oras, trabalhas, confias e esperas.

O demais faz Deus.

Tu não obrigas a um amigo que te ame.

O amor o dá Deus.

Tu serves, ajudas, em ti a amizade arde.

O demais faz Deus.

Não quero falar de modo apenas teórico. Quero falar em experiência real. Para que haja encontro com Deus (espiritualidade) e para que haja encontro amoroso (sexualidade) é necessário despir-mo-nos das nossas fantasias de omnipotência e controlo e entregar-mo-nos à experiência do encontro como tal. Isto é fé, o contrário de tentar - o que é inútil, controlar a acção de Deus e do próximo.

A devoção e o romance podem ser facilmente comparados a uma dança. É necessário aprender a dançar, o que inclui a aprendizagem para se deixar levar. A pessoa dispõe-se para o encontro, abre-se para ele. Já não tenta controlar mas entrega-se ao ritmo e melodia da música. Na devoção a pessoa afina os ritmos da sua respiração com os ritmos divinos. No amor também.

No livro de Cantares o tema da espiritualidade e da sexualidade estão presentes e reunidos. Na verdade o encontro humano é metáfora do encontro com Deus. O que me surpreende muitíssimo é que o poema - veja, trata-se de um poema, não teoriza sobre os temas, mas convida, pelos seus movimentos internos, ao amor e à devoção. Teorizar sobre o encontro com Deus e com o próximo é criar resistências para a vivência do encontro real. É necessário despir-mo-nos das fantasias que temos, não apenas de nós mesmos (fantasias de omnipotência e controlo), mas despir-mo-nos das fantasias que temos sobre os outros e sobre Deus. Ir para o encontro para nos surpreendermos, e conhecer-mo-nos, e deixar-mo-nos transformar pelo novo.

Transmito-lhe o convite de amor e fé do livro de Cantares.

Fonte: Carlos Hernandez, CPPC via “Igreja do Jubileu”

Adaptado ao português usado em Portugal por Ab-Integro