segunda-feira, 23 de março de 2009

Quando For Criança

Quando for criança

quero navegar corajosamente

num barco

de velas grandes e brancas

à solta

e libertar os pulmões no mar

da imaginação

(uma espécie de assunto particular

apenas entre mim e o céu)

um dia vou chamar a aventura

e correr contra a esperança

sem medo

mesmo nas barbas do Adamastor.

Brissos Lino

21/03/09

Via A Ovelha Perdida

domingo, 22 de março de 2009

Whitney Houston - I'll Always Love You

O Esquilo que Ouvia o Dono da Cabana.

Numa grande floresta existia um interessante jardineiro. Ele era o responsável por cuidar e zelar de tudo o que dizia respeito àquele local. A fauna, a flora, tudo vivia em plena harmonia sob os seus cuidados. Então, passeando um dia pelos caminhos que havia feito, começou a notar a presença de alguns esquilos. Estes estavam agitados, nervosos, e mesmo lutando entre si para construirem uma espécie de abrigo, contudo não estavam a conseguir. A vontade de domínio de uns sobre os outros era muito grande. Vendo o jardineiro essa situação, aproximou-se deles e disse que ele mesmo construiria um abrigo para todos os esquilos. Imediatamente, todos começaram a saltar de alegria e a cantarolar as cantigas que as avós esquilo lhes haviam ensinado. Eles estavam mesmo felizes. O jardineiro contou-lhes que era dono do jardim e que Mirah, a mais velha árvore de lá, havia cedido alguns de seus galhos para que a cabana dos esquilos pudesse ser construída. Igualmente , ele também os informou que ainda era o dono da cabana e apresentou-lhes as regras, deixando claro que os esquilos poderiam utilizá-la pelo tempo que fosse necessário.

Tendo o jardineiro ausentando-se das redondezas, os esquilos continuaram cantando, celebrando, fazendo discursos, festas. Isso atraiu ainda mais esquilos para o abrigo. Com o passar do tempo, o jardineiro foi esquecido, apesar das festas ainda continuarem. Só não se sabia em honra de quem se faziam as festas, ou a quem se celebrava. Ao mesmo tempo, começaram a surgir alguns esquilos cheios de novas idéias e técnicas para que mais esquilos se juntassem àquele pequeno reino. Aqueles que chegavam deveriam trazer 5 nozes para ajudar na manutenção da cabana. Assim que chegavam, eram-lhes atribuídos cargos de chefia. E assim viveram por muito tempo e acostumaram-se com o sistema que foi desenvolvido. Mais alguns dias se passaram e começaram a desejar fazer obras e ampliar a cabana. Agora, todos precisavam conseguir mais esquilos e mais nozes. Mais e mais festas, reuniões, celebrações de todo o género, campanhas de angariação de fundos. Tudo em nome de ninguém e do nada. Os esquilos tinham perdido totalmente a noção do porquê das coisas. Certo dia, o jardineiro voltou para ver como estavam os esquilos. Estavam tão atarefados que nem perceberam a presença dele ali. Na verdade muitos já nem o conheciam! Então o jardineiro espantou-se com o que encontrou. Viu alguns esquilos a ensinar coisas a outros ,que iam contra os príncípios da floresta. Viu muitas reuniões ocorrendo, muitos esquilos emocionados, mas sem saberem qual o motivo que os levava a estarem assim. Uns davam brados porque tinham conquistado mais nozes do que outros, e esses sentiam um fardo colocado sobre os seus ombros. O jardineiro tentou falar com eles, mas não permitiram.

Ele não falava como os outros, não se vestia como devia, não tinha nenhum cargo especial na hierarquia. Ele não tinha qualquer possibilidade ali. Tentou de novo, entretanto sem resultado. Mais uma vez, e nada. Buscou uma abordagem diferente. Aguardou que um esquilo sai-se da cabana e se dirigi-se ao bosque para apanhar mais nozes e interceptou-o no caminho. Falou –lhe em voz baixa, ao ouvido, pedindo que avisasse aos outros esquilos que o jardineiro desejava falar-lhes, pois havia algumas coisas que os esquilos estavam a fazer e que não estavam correctas. O esquilo reconheceu ser ele o jardineiro que lhes havia dado tudo e, prontamente, decidiu levar a mensagem aos outros.

Correu até à cabana e começou a bradar: “Ei! Atenção a todos! O jardineiro encontrou-me no caminho do bosque e disse-me que deseja falar-vos! Ele disse que algumas coisas que estamos a fazer não estão correctas!” Nesse momento um dos esquilos mais eloquentes e comoventes tomou a palavra: “Mas o que é que é isto? Ficas-te doido? Achas que és mais importante do que os outros para que o jardineiro fosse falar contigo? Achas-te melhor que todos nós!? Nós fazemos tudo o que o jardineiro disse e estamos apenas a cuidar da cabana que é dele! E ele tem sido tão bom que tem cuidado das outras plantas onde sempre temos nozes à vontade para nos fartar! Estás a agir em rebeldia e vais ser punido por isso! Estás a levantar-te contra os escolhidos pelo jardineiro para tomar conta da cabana?!”

E tu aí esquilo? Conheces esta história?

Há alguns dias estive à a conversa com uns amigos e uma coisa que um deles disse chamou-me muito a atenção. Conversávamos sobre a situação da Igreja actualmente, sobre como hoje as coisas são diferentes, como as pessoas agem diferente, como a pregação é diferente. E ele ,numa conclusão elucidativa afirmou: “Amigo, a mim parece-me que Deus já não tem hipótese nesta Igreja, estás a ver? Ele perdeu totalmente o lugar!”. Fiquei surpreendido mas tive que concordar, através do meu silêncio. Esta foi uma das coisas mais certas que ouvi nos últimos tempos! É impressionante dizer isto, mas temos que concordar. O Jardineiro perdeu a oportunidade dentro da sua própria cabana. Tantas coisas, programações, métodos, teologias, modelos e bla bla bla, e o humilde carpinteiro montado num jumentinho não pode intervir minimamente!

Tanta mentira e fingimento que, cada vez mais, fica muito mais complicado, difícil e raro ouvir e aplicar os princípios simples do Reino. Antes, dizia-se que Deus era colocado numa caixinha pelas igrejas tradicionais, numa ilustração ao “controlo e limitação” das manifestações do Espírito Santo. Eu afirmo o contrário. Deus não está na caixinha. Ele está é longe dela e de tudo o que está nas nossas mãos. Jesus perdeu a oportunidade na Igreja. A sua voz já não é reconhecida, os seus princípios não são obedecidos. A voz de muitos esquilos tornou-se, para muitos, mais importante do que a do Jardineiro.

Retire as programações, reuniões, metodologias, rituais, encontros religiosos ou sociais, congressos, ou qualquer actividade que exista, e veja se sem o evento existe a figura de Deus, ou pelo menos uma distante lembrança do Jardineiro. Ou você só olha para o vazio? Ser cristão dantes, era sinónimo de piedade e consagração. Hoje, sucesso financeiro e extorsão espiritual. Não lute por uma causa barata e sem valor. Não usurpe as verdades do Evangelho. Não ache que tem o domínio e não se preocupe em voltar a dar a oportunidade a Deus. Ele não precisa da sua misericórida. Ele vai abanar a cabana para mostrar quem domina. Vai amedrontar os esquilos mentirosos e oportunistas, e a sua voz vai trovejar para que todos os habitantes da floresta o ouçam!

Ficou chateado e zangado esquilo? Sinceramente, eu lamento por si.

Por Leonardo Oliveira

In Crente Q.I. Pensa

Via Púlpito Cristão

Mariah Carey & Whitney Houston - When You Believe

sábado, 21 de março de 2009

Futuros Pregadores...

Olá! Tudo bem? Acho que vocês já me conhecem.

Chamo-me Riquinho e adorei e$te Evangelho da Prosperidade. Os Meus plano$ são: fazer parte de uma igreja evangélica, entrar na E$cola Dominical e e$tudar com a Bíblia Batalha Espiritual e Vitória Financeira. Po$teriormente pretendo fazer um curso num $eminário e tornar me um grande pa$tor, pregador e televangelista. Na minha igreja não entrarão “la$cados”, mas só gente da "Alta".

Com as vo$$a$ contribuiçõe$, além de um programa , penso até, também, em adquirir uma estação de Televisão. Os “la$cados” poderão contribuir para que nó$, o$ vocacionado$ (ou prede$tinados para ser rico$), po$$amo$, com dignidade, manter o no$$o padrão de vida.

A minha igreja $e chamar-se-á A$$EMBLÉIA DO$ FINANCEIRAMENTE VITORIO$O$. $e de$ejar contribuir, ou melhor, inve$tir no meu futuro mini$tério, é $ó fazer um depó$ito na conta abaixo:

Banco: CITY GO$PEL BANK

Agência: 666

Por Altair Germano

Via Púlpito Cristão

A Fé na Ciência

É perfeitamente natural que ter-se nascido num qualquer enquadramento filosófico-religioso possa condicionar mas não determine necessariamente – e ainda bem – o pensamento ou o caminho a percorrer como opção para a vida. A inversa também será verdadeira, ou seja, também não é fatal que se tenha que perfilhar um pensamento oposto àquele que foi o conteúdo da educação familiar. A menos que factores patológicos interfiram ou se enverede pela lógica da contraditação gratuita e infundada. Vem isto a propósito da crónica “Muito bons somos nós” publicada na NOTÍCIAS SÁBADO – NS de 14 de Março do corrente sob o título O ateu cristão rejubila da autoria de Joel Neto(JN).

Partilho com o cronista um enquadramento religioso familiar semelhante e uma irracionalidade comum – o sportinguismo. Ficam-se, no entanto, por aí as convergências e similitudes.

Se, e nas palavras do próprio “a esquizofrenia” valeu-lhe “uma adolescência macaca” na sequência de uns treinos intensivos de ténis ideológico e com isso deambulou entre o “tonto” e o “parvo”, já se estranha que, hoje em dia, a alguma distância dos 16 anos persista em querer evidenciar, não já só um de per si e em alternância, mas os dois epítetos em simultâneo.

Se não me é difícil conceder que uma resposta de “Porque não” só deslustra a ignorância orgulhosa de quem ostensivamente a profere, já designar o criacionismo bíblico e quem o perfilha como “tontice” ou “conto de fadas” só demonstra que JN dificilmente se libertará dos traumas da adolescência apesar de estarem disponíveis, hoje em dia e na esteira da evolução da ciência, psicoterapias mais do que adequadas ao tratamento dos sintomas que apresenta.

Aliás, invejo (e já estou a pecar!) a fé de JN. Sou um homem de fé mas temo nunca conseguir atingir nem o grão de mostarda bíblico e muito menos a fé grandiosa, capaz de (quiçá, literalmente) mover montanhas, direi eu, de quem acredita indomitamente que a não existência seja capaz de originar a existência. Que a desordem absoluta dê lugar à ordem perfeita. Que a probabilidade de, ao atirar meia dúzia de latas de tinta para uma tela, poder aparecer como resultado uma qualquer “Gioconda” ou um Cargaleiro, seja praticamente absoluta. São favas contadas.

Admitir as teses politicamente correctas de JN é, para o próprio, “permeabilidade à razão”. Achar que os criacionistas são seres inferiores ou pelo menos mentalmente insanos, como sugere, é estar IN. Nem sei como classificará JN os inúmeros cientistas – alguns de reconhecida nomeada – que por serem criacionistas talvez nem mereçam ser aquilo que efectivamente são.

Já António Aleixo proclamava que “a razão mesmo vencida não deixa de ser razão” mas esse, também, não sendo um “intelectual” certamente que não conseguiria atingir a esteira do cronista JN. E, quem sabe, se até não seria também um pobre criacionista, coitado…

Estou mesmo tentado a suplicar a JN que me oriente na sua fé inabalável de modo a dar uma arrumadela lá em casa onde, em face da desordem crónica, um big bang vinha mesmo a calhar!

O mesmo se diga da darwinista “evolução das espécies”. Falando apenas da espécie humana será que é evolução o que se assiste ao longo dos séculos com esta espécie? Andam por aí tantos Cro-Magnons …

Fará sentido ter uma fé cega naquilo que se convencionou apelidar de ciência? A ciência nunca é absoluta. Até porque o absoluto não evolui. Só enquanto forma de fé é que a ciência se torna absolutamente respeitável.

O profeta após o qual herdou o nome, augurava: “…os vossos jovens terão visões” Mas o mesmo Joel também afirmou: “…todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”

Ter fé num Deus pessoal Soberano, Criador e “mantenedor” de todas as coisas é o caminho que prefiro seguir. Eu e mais alguns milhões de “tadinhos”. Pode chamar-me retrógrado, antiquado, até mental ou fisicamente insano. Mas se ser o que sou me torna, na sua perspectiva, insano, prefiro manter-me assim do que partir para a vácua obscuridade da sua pretensa e infeliz sanidade.

“Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” ou o que dizem…

Desculpe-me a franqueza, caro JN, mas é no que dá ter tido uma

educação…protestante. Abel Varandas

In Blogue Convicções

Mariah Carey I'll be there

sexta-feira, 20 de março de 2009

Celine Dion - I Surrender

Pregar a "Briba"...

Porque à Sexta convém descomprimir um pouco.... De tão engraçado, até perde a graça....

HOJE É SEXTA-FEIRA ! Começa a Operação Fim de Semana...