NOÉ: Tem 120 anos de experiência em pregação, mas nenhum convertido.
MOISÉS: Gagueja e a sua última congregação queixou-se que o seu temperamento dispara com pequenas coisas.
ABRAÃO: Esteve no Egipto em tempos difíceis. Soubemos que se meteu em problemas com as autoridades locais, enquanto se tentava safar de forma mentirosa.
DAVID: Tem um carácter moral inaceitável. Poderia até vir a ser considerado para a posição de Ministro da Música, se não tivesse sucumbido.
SALOMÃO: Tem uma reputação de grande sábio, mas falha ao não colocar em prática o que prega.
ELIAS: Provou ser inconsistente, e é conhecido por se ir abaixo quando submetido a pressões.
OSÉIAS: A sua vida familiar está em cacos. Divorciado, casou-se com uma prostituta.
JEREMIAS: Muito emotivo e alarmista; alguns dizem que é uma dor de cabeça.
AMÓS: Vem de um passado no campo. Melhor seria se continuasse por lá.
JOÃO: Auto-denomina-se Batista, mas não tem tato e veste-se como um hippie. Não se sentiria bem num jantar da igreja.
PEDRO: Tem um temperamento forte, e dizem até que o ouviram negar a Cristo publicamente.
PAULO: Pensamos que ele também não tem tato. Por ser demasiado duro.A sua aparência é igual, e as suas pregações são muito longas.
TIMÓTEO: Tem potencial, mas é muito jovem para o lugar .
JESUS: Tem a tendência para ofender os membros da igreja quando prega. É muito controverso. Faz muitas perguntas desconfortáveis.
JUDAS:Pareceu ser prático, cooperante,bom na área financeira , pensa nos pobres, e veste-se bem. Todos concordam haverem encontrado o homem que procuravam para preencher o cargo de pastor-presidente da igreja.
Relatório da Comissão de Recrutamento Pastoral.
InPoimênia
ViaPúlpito Cristão
Adaptado ao Português usado em Portugal porAb-Integro
Muita gente me pergunta o que eu penso que deveria ser feito para que algo novo acontecesse com a “igreja” a fim de que ela retomasse sua essência. Minha resposta é a seguinte: O impossível. Portanto, não tem que ser tentado, pois, implicaria num auto-aniquilamento que a “igreja” jamais suportaria—pois jamais suportou. Creio que o que se deve fazer é revolucionariamente simples: Sem “propósito”, “objetivo” ou “missão” as pessoas deveriam voltar a se reunir em casas de amigos para orar, ler a Palavra, louvar com singeleza de coração, partir o pão, meditar e ensinarem-se umas às outras conforme o dom de cada um e, ninguém deveria ser nada nesse grupo, exceto de acordo com o dom da graça recebido. Foi assim que a Igreja viveu até o quarto século. De lá para cá se estabeleceu um modelo que o N.T. não conheceu e nem ensinou. Em tempos como os nossos—com tanta facilidade de comunicação também a distancia—não existe razão para que grandes irmandades de comunhão fraterna não sejam criadas. E você pergunta: Qual o poder que tem essa igreja? O reino dos céus é como o fermento: vai crescendo desde dentro, até levedar toda a massa. O marketing não é a projeção da imagem, mas a vida singela, bondosa e generosamente humana que cada um viver. Se, todavia, virar um movimento ou uma onda, acaba tudo em pouco tempo. Quem não gosta disso são os políticos—que precisam do rebanho reunido em grande quantidade—, e os pastores que se alimentam do culto ao gigantismo de seu próprio ministério visível. Sugiro isto como único caminho que vejo no Novo Testamento. As demais formas de expressão são religiosas e carregam o papel de fenômeno histórico. Jamais acabarão. Já deram, entretanto, o que tinham que dar. Não dá mais para se aguardar surpresas a esse respeito. Quanto mais os irmãos se sentirem irmãos conforme a simplicidade da fé, mais revolucionária será a Igreja. E mais livre do ataque do Dragão ela estará—conforme o Apocalipse (12:13-18).
Diariamente perseveravam unânimes no Templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. (Actos 2.46-47)
Ora, se de facto estivéssemos no meio de um avivamento, como nos costumam dizer os mais optimistas, algo parecido com o regisro de Actos seria uma constataçãode factual. Isto é, contaríamos com a simpatia de todo o povo. Mas infelizmente, não é o que mostra o gráfico estatístico acima. Ao contrário do que acontecia na primeira comunidade cristã, hoje somos objectos da repugnância social. Assim pois, por vossa causa, o nome de Deus é blasfemado (Romanos 2.24).
A pesquisa de opinião, feita com 1.200 entrevistados, mostra que o poder Judiciário está em 9º lugar entre 17 instituições no índice de confiança. Em relação à confiança em profissionais, os juízes ficam em quinto lugar. A pesquisa revela que em primeiro lugar estão as Forças Armadas, seguidos das escolas, Policia Federal, Ministério Público, o presidente da República, a Igreja Católica e, em penúltimo lugar a Justiça. Em último, as Igrejas Evangélicas.
P.S.: Engraçado que as igrejas não parecem perceber que a imagem que passam não é das melhores. Se eu for contar pelos dedos os prognósticos dos pretensiosos "grandes" eventos de "adoração", "grandes" eventos "proféticos", onde as chamadas geralmente são: "esta cidade não será mais a mesma, este país não será mais o mesmo, este lugar é do Senhor Jesus, blá, blá, blá...", e comparar com a realidade passado algum tempo , algo está muuuito errado porque nada muda... Um exemplo? Andando pela cidade certa vez deparei-me com um outdoor anunciando um show gospel com a participação de um "ministério de louvor" famozinho da vez. A chamada do anúncio: "Anápolis vai mudar!" Bom, já faz quase dois anos e... humm... bom... nada mudou! Propaganda enganosa?
ViaTomei a Pilula Vermelha
É no Brasil mas dá que pensar, a avaliar pelo estado da igreja evangélica, e de muitos dos seus “responsáveis” em Portugal…
Não é fácil separar farisaísmo de amor verdadeiro; mera religião, de fé; medo, de coragem profética
Tenho fé, aquela certeza interior da limitação da minha humanidade, e da grandeza de Deus. Sei que apesar de sua sublimidade posso me relacionar com Ele de uma maneira pessoal. A fé bíblica não é apenas um consentimento intelectual com as verdades do evangelho, mas relacionamento com o alvo de minha fé é essencial. A fé verdadeira também demanda um compromisso da vontade com as conclusões a que chega minha mente. Torno-me uma realização viva das verdades que creio.
No mundo de hoje no entanto os pressupostos da crença em Deus valem menos do que as emoções que a crença me traz. E estas emoções contraditoriamente são geradas por coisas que não tem nada a ver com Ele. A rigidez cultural da religião me traz muito mais conforto emocional do que seguir o Espírito. Fica complicado exercer uma fé simples porque as emoções humanas são sempre complexas. Jesus me faz tão bem... Como a chocolate, pimenta ou sexo, Jesus se tornou um estimulador da produção de endorfinas. Com esta lógica deixo de ter parâmetros para julgar minha fé. Tudo o que me faz bem deve ser produto de fé. As músicas cantadas hoje na maioria das igrejas só se referem a Deus em relação a mim e minhas emoções, portanto meu subconsciente conclui que tudo no universo gira em torno de mim.
O Espírito Santo paciente, no seu papel de me alertar, me diz que não é assim, e que não preciso me sentir bem, com qualquer coisa o tempo todo. Me mostra que a fé não necessariamente deve me fazer feliz mas sim me gerar uma paz não compreendida pela razão. Me questiono ao julgar decisões ou adotar posturas se o faço por dogmatismo cômodo, por mero conforto emocional, medo ou por convicção real. Não é fácil separar farisaísmo de amor verdadeiro; mera religião, de fé; medo, de coragem profética.
Um jeito de se descobrir a qualidade de fé que se tem é no ambiente de ausência dela. Se circulamos apenas entre cristãos que rezam pela mesma cartilha doutrinária, dificilmente teremos nossa fé/emoção religiosa colocada à prova. É num ambiente de questionamentos, deboches, críticas é que podemos testar a força de nossas convicções. (…).
Por mais confortável que me faça sentir o atribuir ao diabo as perseguições, pensar que estamos sofrendo por amor à Cristo, um subproduto da fé, o Espírito Santo novamente me leva para um caminho diferente e me diz que estou sofrendo devido à minha própria burrice.
Durante muitos anos como missão só nos comunicamos para a audiência evangélica. Não havia nem interesse de nossa parte de falar com o mundo de fora. Vivíamos como a maioria dos crentes no mundo hermeticamente fechado da religião, e nossa única obrigação com o “mundo” era a kerigma, ou proclamação da fé. Hoje graças ao desconforto do Espírito considero este isolamento indesculpável, e vejo que sofremos perseguição não por causa do evangelho, mas por causa de nosso pecado de negligência com a missão mais ampla da igreja. Não amei a sociedade ao meu redor o suficiente para considerá-los dignos de receber minha prestação de contas em sua própria linguagem. Aliás tenho muita dificuldade em falar o socialês, crentês no entanto sai com facilidade. Não amei os movimentos indigenistas para ser transparente e compreensível, para educá-los numa abordagem mais humana. Nos tornamos, por orgulho religioso, uma utilidade pública, com utilidade privada, e isto hoje para nós é a desconfortável marca do pecado que vamos carregar por algum tempo.
Ser sal da terra e luz do mundo, sol e sal, dois elementos conhecidos anti-putrefação, não é coisa simples. Ser fariseu é fácil, viver fé é difícil. Percebo, espero que não tarde demais, que o verdadeiro amor me obriga à transparência e discipulado da sociedade como um todo.
Discipulado e verdade não podem ser trocados por conversão religiosa, e minha maior vitória será amar até o fim aqueles que me odeiam e ao evangelho que prego. Serei discípula d’ Ele quando ainda for capaz de responder em amor aqueles que nunca se convertem, que permanecem no pecado e debocham da minha fé, apesar de todos meus esforços. Não é fácil. Exige cruz, a d’ Ele que me cobre de graça e a minha que mata meu egoísmo, minha obsessão comigo e com minha própria gente.
Bráulia Inês Ribeiro*
*Está na Amazônia há 25 anos como missionária, é presidente nacional da JOCUM(Jovens Com Uma Missão) e autora do livro Chamado Radical (Editora Atos)