domingo, 29 de março de 2009

O que é Amar ?!

Se amar fosse solução contra a dor, o desapontamento, a espera, a paciência e o sacrifício — não se diria que o amor tudo sofre, tudo crê e tudo suporta.

Afinal, o amor aguenta tudo porque jamais acaba.

Amar não é a solução da existência, mas da vida.

Na existência e para aqueles que apenas se alimentam do conceito de existirem, o amor não é a solução, pois, no conceito de existência o mais importante é que não venha a doer.

Entretanto, quando se fala de vida, o amor é o único alimento que ela possui.

Sim! Sem amor a existência não tem vida!

Porém, quando o amor se impõe como fundamento da vida, então, toda a dor de amor é alegre, pois, para quem de facto ama basta a recompensa de amar.

É assim com Deus, que é amor, e, para Quem, amar é a “recompensa de Deus”.

Recompensa de Deus?

Sim! Deus é amor e se mantém como amor, pois, no dia em que Deus não mais for amor, já não será Deus.

Deus é amor. Se deixar de ser amor deixa de ser Deus!

Portanto, se Ele deixar de amar eu deixo de existir.

Todavia, para fins práticos, a morte do amor entre os homens é a morte de Deus.

Quem ama tem Deus. Quem não ama não tem Deus!

O mais é texto...

Caio Fábio

Qual é a Sua Igreja ?

Alguém me perguntou ao ouvir-me defender a leitura da Bíblia: "De que igreja você é?" olhei fixamente a pessoa, e disse, de nenhuma! Não sou de nenhuma igreja, sou de DEUS, acredito na Bíblia, tenho a minha Salvação mediante a Cruz , e esforço-me para praticar o amor e fé que CRISTO nos ensinou... acrescentei. Não me disse mais nada... Mas agora estou pensando... foi a resposta certa? Ou a pergunta errada?!? Porque é que as pessoas hoje acham que quem tem um mínimo de consciência de criatura criada por DEUS tem que andar com uma placa dizendo "sou da Assembleia, da Batista, da Universal e outras mais!". Também talvez você agora queira saber de que igreja sou membro! Posso responder, mas isso realmente importa? Isso vai medir a minha espiritualidade? Vai classificar a minha categoria de cristão? Você dirá não... Porém não é bem assim que observo no meio cristão. Você pode dizer-me que não, posso até, de repente, dependendo da argumentação, concordar!! Mas essa pré-impressão de que tipo de crente, gospel, evangélico eu sou, surgiu no meio dos nossos próprios irmãos!

Daí a moda pega... Claro que não seria possível existir um só tipo de igreja, mas acho, sim, que deveríamos ser um só tipo de cristão, o que tem a imagem e semelhança de DEUS... Não pense que estou falando de perfeição divina!!! Falo da imagem de Cristo na terra... humano filho de DEUS! Da semelhança da sua forma de agir... semeando uma vida melhor! Primeiro sejamos nós o templo de DEUS!!!!

In Blog Gi Silva

Via Tomei a Pílula Vermelha

sábado, 28 de março de 2009

Também para 2009.../ Louis Armstrong

Atlântico a Aquecer

Aquecimento do Atlântico ligado às poeiras do Sara e aos vulcões

A aceleração do aquecimento do Oceano Atlântico nos últimos trinta anos explica-se em grande parte pela diminuição das tempestades de areia no Sara e uma menor actividade vulcânica nos trópicos, sustenta um estudo divulgado quinta-feira nos Estados Unidos.

Os investigadores combinaram dados de satélites sobre a poeira e outras partículas em suspensão na atmosfera que fazem cortina ao sol, com modelos climáticos para avaliar os efeitos sobre a temperatura na superfície do Oceano Atlântico. Conseguiram calcular o aquecimento do Atlântico nos últimos 26 anos e o impacto sobre as temperaturas segundo as alterações nas tempestades de areia em África e as actividades vulcânicas sobretudo com as erupções do vulcão El Chichón no México em 1982 e do Monte Pinatubo nas Filipinas em 1991. "Uma grande parte da subida da temperatura desde há 26 anos na superfície do Oceano Atlântico nos trópicos - um quarto de grau Celsius em média por década - só pode explicar-se por (uma diminuição) das tempestades de areia e da actividade vulcânica", indica Amato Evan, um climatologista da Universidade do Wisconsin (norte), principal autor deste estudo publicado na edição online do jornal Science datado de 26 de Março. "A combinação destes dois factores explica cerca de 70 por cento deste aumento da temperatura e um quarto está ligado às tempestades de areia e poeira" em África, precisa. Um aumento modesto pode ter um impacto importante na frequência e na intensidade dos ciclones que se formam mais nas águas mais quentes, explica este investigador. É assim que a diferença de temperatura na superfície do Atlântico entre 1994, um ano com muito pouca actividade ciclónica, e 2005, que bateu um recorde em número de tempestades tropicais e de furacões, foi de apenas de meio grau Celsius, nota. Os resultados desta investigação sugerem que apenas 30 por cento dos aumentos da temperatura da água do Atlântico são devidos a outros factores tais como as alterações climáticas, conclui. Sem desvalorizar a importância das alterações climáticas, este investigador nota que este ajustamento permite compreender porque é que o Atlântico aquece mais depressa do que o Pacífico. "Isto permite restabelecer uma coerência porque sabemos que as alterações climáticas não podem só por si levar a uma subida tão rápida das temperaturas na superfície dos oceanos", salienta Amato Evan.
In Diário de Notícias Online

Tire Partido...

Sobrevivente

Esta espécie vegetal mostrada aqui no “Evolução e biologia” é a árvore água-viva (Medusagyne oppositifolia), a única espécie da familia Medusagynaceae. Vive na ilha de Mahé, no arquipélago das Seychelles e chega até 10 metros de altura, apresentando uma arredondada copa de uma folhagem verde brilhante que fica vermelha com a idade. As suas pequenas flores brancas possuem vários estames com o formato que dá nome ao fruto. Após seco ele é levado pelo vento como um pequeno para-quedas. É uma planta rara que foi considerada extinta até a década de 70, quando descobriram 4 árvores; mas a espécie continua severamente ameaçada. Porém, ao contrário da grande maioria das espécies em risco, o declínio da árvore água-viva não ocorreu por acção antrópica. A espécie só é encontrada em condições muito húmidas. Mudanças climáticas tornaram o ambiente da ilha mais seco. Pesquisadores só conseguiram a sua reprodução fora do ambiente natural em extrema humidade. E nem se encontram indivíduos jovens pelas matas de Mahé. São conhecidas apenas 50 árvores restantes, como a da foto, vinda do Jardim Botânico de Kew.

Por Eduardo Real In Evolução e Biologia

Um Toque Grego. Lembram-se deles...?

Apertem os Cintos !

Piloto a rezar !

Apertem os cintos.

Tunisino que pilotava avião que caiu foi condenado por preferir orar em vez de adoptar medidas de emergência.

Quase toda a gente já imaginou o que faria se estivesse num avião prestes a cair. A maioria das pessoas garante que, na hora “H”, fecharia os olhos e começaria a orar – a menos que estivesse aos comando do avião, é claro. Pois foi justamente por entregar o seu destino a Deus, diante da queda iminente da aeronave que conduzia que o piloto tunisino Chafik Gharby foi condenado a dez anos de prisão. Acusado de ter começado a rezar em lugar de tomar as necessárias medidas de emergência para evitar que o avião caísse, matando dezesseis das 39 pessoas a bordo, o piloto foi sentenciado por homicídio involuntário (quando não se tem a intenção de matar).

O acidente aconteceu em 6 de Agosto de 2005. O bimotor da companhia Tuninter viajava da cidade italiana de Bari para a ilha de Djerba, na Tunísia, no dia 6 de Agosto de 2005. Quando sobrevoava a região da Sicília, ainda em território italiano, os motores começaram a falhar. Segundo as investigações, o avião apresentou um problema no contador de combustível, e embora houvesse a indicação de tanque cheio, não tinha combustível suficiente para a viagem. Segundo os promotores, quando o problema se manifestou, Gharby entrou em pânico, começando a rezar em vez de tomar as medidas de emergência. Quando resolveu agir, era tarde. Ele optou por fazer uma aterragem forçada nas águas do Mediterrâneo, a 13 quilómetros da costa siciliana, ao invés de tentar alcançar o aeroporto mais próximo. Os sobreviventes conseguiram nadar e agarrar-se a destroços depois do avião bater no mar.

Outras seis pessoas, incluindo o co-piloto e o presidente da companhia aérea, foram condenadas a penas que vão de oito a 10 anos de prisão. Os réus, no entanto, ainda podem apelar das sentenças e permanecerão em liberdade até que o processo termine.

In Cristianismo hoje

Adaptado ao português usado em Portugal por Ab-Integro

sexta-feira, 27 de março de 2009

Sexta-Feira à tarde, Uff...

Antes das Rugas....

Conferência: A Criação, a Bíblia e a Ciência

Rua Soares dos Reis, 41 Vila Nova de Gaia

Tabaco mais perigoso do que excesso de peso

Estudo conclui que obesidade pode tirar até dez anos de vida

Um estudo feito a 900 mil pessoas durante 20 anos prova que a obesidade pode chegar a tirar dez anos de vida. A investigação, publicada hoje na revista científica “Lancet”, foi feita pela Universidade de Oxford e analisou 57 estudos sobre o tema que tinham como alvo populações da Europa e da América do Norte. “O excesso de peso diminui a esperança de vida. Em países como a Inglaterra ou os EUA, pesar um terço a mais do que seria óptimo encurta o tempo de vida em cerca de três anos”, disse em comunicado Gary Whitlock, médico da Universidade de Oxford e um dos autores do estudo. O inglês acrescentou que pesar um terço a mais significa, para a maioria das pessoas, ter entre 20 e 30 quilos em excesso.As pessoas que entraram na pesquisa foram seguidas ao longo de duas décadas, 100 mil morreram durante esse tempo. Whitlock e o seu colega Richard Peto utilizaram o Índice de Massa Corporal (IMC) para definirem a obesidade. O IMC mede-se dividindo o peso de uma pessoa pelo quadrado da sua altura. Um IMC normal vai dos 18,5 aos 25, para uma pessoa que mede 1,70 metros o peso normal varia entre os 54 e 72 quilos. A partir de um IMC de 25 considera-se que a pessoa tem peso a mais e a partir de 30 é classificado como obeso .No estudo, as pessoas com um IMC entre 30 e 35 (entre 87 e 100 quilos para quem tem 1,7 metros) que são consideradas moderadamente obesas, morreram três anos mais cedo do que se tivessem um peso normal. Os casos de obesidade severa (com mais de 115 quilos para a mesma altura) tiveram menos dez anos de vida – o mesmo risco associado ao tabaco. Por enquanto este tipo de obesidade só afecta dois por cento da população. As doenças de coração e doenças vasculares, os diabetes, cancro e complicações relacionados com pulmões, são os principais problemas que os investigadores conseguiram associar à obesidade. Ainda assim, Richard Peto sublinhou que deve ser prioritário para as pessoas largarem os cigarros antes de pensarem em dietas. “Há duas coisas que temos poder de decisão”, disse Peto referindo-se à quantidade de alimentos que ingerimos e ao vício de fumar. “Acho que os fumadores estão a reter a mensagem errada se continuam a fumar por pensarem que o importante é a obesidade. Fumar importa muito mais”, acrescentou. Os investigadores explicaram também que apesar de ser difícil emagrecer, é mais fácil para as pessoas controlarem o peso que têm.
Dados do estudo:

Título: Body-mass index and cause-specific mortality in 900 000 adults: collaborative analyses of 57 prospective studies
Publicação: The Lancet, publicação online a 18 de Março de 2009
In jornal Público Online

Viver, Crescer, Aprender.

Viver é ser equilibrista,

mas crescer é aprender a equilibrar-se…

…Crescer é sempre um risco,

mas aprender é muito mais do que arriscar-se.

In Alice no País do Pensamento

Via Laion Monteiro

Novas Descobertas

Esta aranha, uma das 50 descobertas, consegue dar saltos de 15 centímetros
Na Papua Nova Guiné ´

Descobertas 56 novas espécies animais e vegetais
Cinquenta e seis espécies animais e vegetais foram descobertas durante uma expedição científica de dois meses nas florestas virgens da Papua Nova Guiné. São aranhas, sapos e plantas sobre os quais nunca tinha sido feito qualquer registo, anunciou ontem a Conservation International, que organizou a expedição. Cientistas britânicos e canadianos deslocaram-se às ilhas do Pacífico para, em conjunto com cientistas locais, explorarem territórios tropicais virgens que possuem uma vasta riqueza de fauna e flora. Cinquenta aranhas, três sapos, duas plantas e um lagarto até agora desconhecidos foram o resultado da investigação, feita no ano de 2008.“Quando se encontra algo novo tão grandioso e espectacular, é uma prova de que há muito mais por aí que desconhecemos”, afirmou o cientista que liderou a expedição, Steve Richards, citado pelo diário espanhol "El Mundo". Aranhas que podem dar saltos de 15 centímetros, sapos com um coaxar muito alto e lagartos que têm os dedos tortos são alguns exemplos do que foi encontrado nas ilhas da Papua Nova Guiné. Além disso, cerca de 600 espécies foram também alvo de estudo, com o intuito de aumentar a documentação científica existente sobre elas. A maior parte das florestas da Papua permanecem intactas graças ao cuidado das tribos locais. São tribos que dependem da vida selvagem para caçar e colher fruta e vegetais. “É o profundo conhecimento que possuem da área em que habitam que os leva a preservar a vida selvagem e o meio ambiente”, afimou à AFP Bruce Beehler, da Conservation International. O papel destas florestas no que diz respeito ao abrandamento das alterações climáticas é fundamental, uma vez que absorvem enormes quantidades de dióxido de carbono.Desde 1990 foram realizadas pela Conservation International mais de 60 expedições pelo mundo que levaram à descoberta de cerca de 700 espécies provavelmente novas para a ciência. Neste momento estão planeadas mais três expedições já a partir do mês de Abril. In jornal Público de 26 de Março de 2009

quinta-feira, 26 de março de 2009

Tarde de Mais

Terá acontecido há mais de dez anos, talvez quinze, e aqui em Curitiba. Não lembro em que rua estava nem para onde queria ir; não lembro com clareza o rosto do motorista. Se fosse arriscar, puxaria pela memória e pela imaginação um rosto mulato de meia-idade, o cabelo grisalho agasalhando uma pequena clareira de calvície frontal; um sorriso maroto, a meio caminho entre o bondoso e o provocador. O protótipo do brasileiro camarada. Um cara.

Logo que entrei no táxi vi a poesia rabiscada no bloquinho de notas, as frases curtas calcadas no papel branco com caracteres duros, angulares, quase rúnicos, de alguma esferográfica azul. Na parada de um sinal vermelho perguntei se a poesia era dele, se escrevia sempre. Ele, “de vez em quando. Quando aparece a inspiração”.

Antes de saltar, depois de pegar o troco, perguntei se podia levar a folhinha como lembrança. Sem parecer especialmente surpreso ou satisfeito diante do meu interesse, ele disse que sim, eu podia levar a coisa. Estendeu-me a folhinha arrancada do bloco e, para dar uma de simpático e um desfecho à situação, pedi que ele deixasse no papel o seu autógrafo. O homem puxou a Bic do bolso ou da orelha e logo abaixo do poema escreveu Carlos B. Duarte, TÁXI 1498.

Em pé na calçada depois que o carro foi embora, reli a mensagem e na minha lembrança minhas pernas falham e minhas mãos tremem com o papelzinho na mão:

Já escreveram todas as palavras.

Já sugaram todo o bagaço da prosia.

Já levaram todas as esperanças.

Já não entenderam o sentido da existência.

Trago o papel comigo até hoje, como prova para os outros e advertência para mim.

Paulo Brabo In Bacia das Almas