sábado, 4 de abril de 2009

A Surpresa das Nossas Vidas

A surpresa das nossas vidas, nos dias que correm, nem é tanto a agonização da economia e as dificuldades que isso está a criar a cada português. Não, com isso nós até lidamos bem. Em Portugal não precisamos preparar-nos para crise nenhuma , presente ou futura, já que nunca fizemos mais nada, ao longo da nossa história como povo, que não fosse saltar de uma para outra : política, social ou económica. Em matéria de crises damos lições a quem precisar, em particular a quem está agora a experimentar viver com muito menos do que aquilo a que estava habituado. E sabem, ainda bem que a agudização negativa das condições da economia nos veio alertar para a crueza das coisas e da nossa vida. É que, por estes últimos dias, nós, portugueses, até já pensávamos que podíamos levar a vida à imagem dos restantes cidadãos de países economicamente mais desenvolvidos . Assim, perante a realidade que nos esbofeteia a cada manhã em que despertamos para o mundo, ficamos a saber que não nos podemos deixar levar na “onda”, mas antes manter as nossas defesas em alta face aos “Tsunamis” que nunca nos deixarão. “Razão” tinha Oliveira Salazar para manter o povo na ignorância; assim sempre o “salvava” dos impactes das crises. Chegáva-nos saber que éramos pobres, mas que estávamos protegidos pela “santa madre igreja católica”, que nos ia esclarecendo acerca dos sete pecados mortais, e pouco mais (porventura para não nos preocupar demasiado com questões teológicas de difícil alcance para uma população raramente habilitadada com pouco mais do que o hoje designado 1º ciclo do ensino básico ), pois isso de redenção e fé são incógnitas de outras equações a que nem mesmo alguns párocos estavam habilitados a responder, preferindo as homílias litúrgicas do missal em língua latina. Desta forma, ninguém faria perguntas desconfortáveis.

A surpresa das nossas vidas, hoje, é a nova realidade social para a qual não estávamos de todo preparados e que nos confronta com toda a sorte de novas culturas, de perto e de longe, trazidas por homens e mulheres , que se instalaram no rectângulo. Esta, é a globalização que me faz pensar. Assimilar cidadãos de outras origens geográficas, que vieram em busca de um destino melhor para as suas vidas e das suas famílias, é fácil e nós sabemos fazer isso muito bem, até porque somos igualmente especialistas no caldeamento de culturas e raças. Como lidar com esta nova realidade que nos entra todos os dias, literalmente, casa adentro, e para a qual nenhum português se preparou, entretido que estava a cogitar sobre os benefícios que o espaço Schengen lhe iria trazer, e das novas possibilidades de transacções comerciais em Badajoz sem ter à perna a zelosa guarda fiscal, a contar, escrupulosamente, na fronteira da estupidez, quantos caramelos transportávamos nos bolsos.

Há poucos dias dei-me conta de um pequeno papel escrito pelo meu filho mais novo, de dezoito anos, que deixara, visível sobre um móvel em casa, para que a minha esposa lesse e pudesse informar-se no Hospital onde trabalha. Falava, o tal escrito, acerca de um amigo do grupo alargado dos amigos do meu filho, assaltado e esfaqueado na rua, às onze horas da noite, e que por isso teve que ser conduzido ao hospital. Claro que, dirão muitos, isso é o trivial das notícias dos tabulóides nacionais e de estações de televisão mais preocupadas em realçar a negatividade social. Certo; mas não é por ser trivial que temos que nos habituar a conviver com esta brutalidade infame e inaceitável. Não devo, nem quero habituar-me a encarar, impassível, esta suposta normalidade . Tenho que me questionar, todos os dias, sobre o que leva um país de brandos costumes a mergulhar num clima de criminalidade violenta, transmitida não poucas vezes em directo pela TV, que assalta e afecta, violentamente, a nossa vida diária, mesmo que as nossas autoridades mais relevantes nos queiram fazer crer que não se passa nada e que é só alarmismo dos do contra.

A resposta que me vem à mente, de repente, é de que não nos preparámos para o espaço Schengen nem para os corredores que este iria abrir e pelos quais passam livremente, todos os dias, não apenas honestos cidadãos em busca do seu “el dorado” ( se é que isso ainda existe na velha Europa ), mas igualmente toda a sorte de gente menos bem intencionada, ou a quem as condições que aqui encontraram, retiraram qualquer boa intenção inicial. A tudo isto, procuram muitos responder com posições xenófobas, esquecendo que somos nós próprios, portugueses, um povo tradicional de emigrantes. Outros preferem o laxismo, o “dolce far niente”, o deixa andar.

Julgo que é preciso repensar Schengen, não nos seus bons propósitos, porque esses deverão manter-se, mas no que concerne ao controlo deste livre espaço de circulação, para impedir a tal gente menos bem intencionada de entrar numa dimensão geográfica e humana que se quer de construção pacífica e de oferta de esperança a cidadãos dela privados nos respectivos países de origem, obrigados assim à emigração. Se não houver coragem para o fazer, então que se reforcem as medidas internas de prevenção à criminalidade, mas, ao mesmo tempo, que se olhe preventivamente para as políticas de integração social, formando cidadãos autónomos, dando-lhe novas competências que lhes devolvam um futuro de oportunidades e não de pobreza ou marginalidade. Mas que se comece já, sendo que o “já”, é demasiado tarde. Passe o exagero, não queremos Faixas de Gaza dentro do território nacional. Os problemas, está bem de ver, não se resolvem com a criação de “guetos”, por maior ar de modernidade que se lhe queira emprestar. É preciso ir à raiz do problema e o problema, está onde sempre esteve: nas pessoas. Por isso, é preciso apostar nelas, na sua recuperação, na sua preparação, na sua integração plena. Dar-lhes as oportunidades que lhes faltaram ou lhes foram negadas até agora. E que melhor momento terá um estado para o fazer senão este, quando todos, por igual, temos dúvidas se aquilo que fizemos, ou em que trabalhámos até agora, será o mesmo que vamos fazer, e da mesma forma, daqui para a frente?!

É necessário, urgentemente, preparar gente para a nova matriz económica e social que virá a desenhar-se, e que não passará ( não deveria passar ), seguramente, pelo neoliberalismo de matriz anglo-saxónica, de um lado e de outro do atlântico, a não ser que os estados não tenham aprendido nada com a actual crise.

Se a globalização trouxe alguma coisa boa, foi a possibilidade de retirar dividendos sociais e ensinamentos do cruzamento produzido por diferentes culturas e nacionalidades nesta velha Europa que, composta por tantas fronteiras, se recusa a abrir mentalidades, no pânico de perder vantagens na sua assumida vocação hedonista.

A surpresa das nossas vidas será podermos vir a verificar que nada irá ser feito pelas pessoas, enquanto dura a crise, especialmente pelas mais desfavorecidas ou desprotegidas, qualquer que seja a sua nacionalidade.

A surpresa das nossas vidas será ver aceitar-se que o dinheiro e a ganância continuem a (des)governar a vida de milhões, fazendo com que desse exercício retirem benefício uns poucos milhares que precisam, esses sim, de uma verdadeira reconversão a outro valores, sendo que essa reconversão é sempre uma incógnita em potência.

Daqui por diante, teremos que aceitar que nos governem apenas os que menos nos desgovernam, porque, pelos vistos, cada um, procura, em primeiro lugar, “governar-se” a si próprio, perdendo, no dia seguinte a qualquer eleição, a vocação de serviço gritada a plenos pulmões numa qualquer campanha eleitoral.

Entre a realidade e a utopia, situar-se-á aquilo que nos possa surpreender no que restará de positivo à humanidade e à sua capacidade de aprender com os erros.

Jacinto Lourenço

Patrões estão enganados...

Pausas para surfar na Net aumentam produtividade

Ao contrário do que pensam muitos patrões, uma breve pausa para ler notícias ou ver vídeos durante o expediente não reduz a produtividade. Antes pelo contrário, garante um investigador da Universidade de Melbourne.

Sabia que navegar na Web nas horas de expediente aumenta a sua produtividade? Foi pelo menos a esta conclusão que chegaram investigadores da Universidade de Melbourne, Austrália, que num estudo agora divulgado concluíram que quem usa a Internet no local de trabalho por razões de ordem pessoal produz mais 9% do que quem não o faz. De acordo com o autor deste estudo, Brent Coker, do Departamento de Gestão e Marketing, "navegar na Internet no local de trabalho por lazer aumenta a concentração de quem o faz". "As pessoas precisam de espairecer um pouco para recuperar a concentração", afirma Coker. Ainda segundo este investigador, "fazer breves intervalos para navegar na Internet, por exemplo, permite descansar a cabeça, elevando a concentração durante a jornada de trabalho, o que se traduz num aumento global da produtividade". 70% dos 300 trabalhadores que colaboraram neste estudo confessaram fazer breves paragens durante o expediente (menos de 20% do tempo total de serviço por dia) para procurar informação sobre produtos, ler notícias, jogar ou ver vídeos no YouTube. "As empresas gastam milhões em software para bloquear o acesso aos sites de partilha de vídeos, às redes sociais ou a lojas online sob o pretexto de causarem grandes prejuízos resultantes de quebras na produtividade", lembrou Coker, garantido que "este estudo mostra que não é bem assim".
In Jornal Expresso Online, 03 de Abril de 2009

Árctico a Derreter !

Novo estudo aponta para prazo de 30 anos

Árctico pode ficar sem gelo três vezes mais cedo do que se previa
O oceano Árctico pode ficar todo azul, quase sem gelo, três vezes mais cedo do que se previa, diz um novo estudo de cientistas norte-americanos. Uma nova análise de modelos computorizados, reunida com as mais recentes medições da quantidade de gelo que resta durante o Verão no Pólo Norte, indica que o Árctico pode perder a maior parte da sua cobertura gelada durante o Verão já daqui a 30 anos. “O Árctico está a mudar mais rapidamente do que se antecipava”, comentou James Overland, um dos autores do artigo que em breve será publicado na revista científica “Geophysical Research Letters”. “Isto acontece devido à combinação da variabilidade natural com uma subida na temperatura do ar e do mar, causada pelo aumento da concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera”, diz Overland, citado num comunicado de imprensa da União de Geofísica Americana, que publica esta revista. Mas o gelo não desaparecerá completamente na estação mais quente. Será é muito reduzido. No fim do Verão de 2037, a área coberta por gelo no Árctico pode ser apenas um milhão de quilómetros quadrados, quando hoje se estende por 4,6 milhões de quilómetros quadrados. E em que é que isto nos afecta? Por um lado, abrir-se-ão rotas para os navios de mercadorias, poupando milhares de quilómetros nas rotas que fazem a travessia do Pacífico para o Atlântico. E poderá ser mais fácil chegar a alguns recursos naturais nas zonas costeiras, como minerais e gás natural, ou petróleo. Mas provocará também grandes mudanças nos ecossistemas: por exemplo, desaparecimento de alguns recursos pesqueiros, que se movem mais para Norte. Mas isso também pode ser uma bênção, para os países que pescam mais para o topo do mundo. Outras plantas e animais, como os ursos polares, podem é ter neste desaparecimento dos gelos o seu momento final. Estas novas projecções baseiam-se na análise dos 23 modelos dos efeitos do aquecimento do planeta usados pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, um grupo que trabalha sob a égide das Nações Unidas). Desses, foram escolhidos seis, que representam de forma mais próxima da realidade o que se poderá passar com o gelo, explicou Muyin Wang, a principal autora do estudo. Esses foram comparados com as medições mais recentes do gelo no Árctico, de forma a calibrar as projecções. Os seis modelos mostram que, quando a extensão de gelo se resume a 4,6 milhões de quilómetros quadrados no Verão (em 2007 até chegou a 4,3 milhões), começa a diminuir acentuadamente a acumulação do gelo. Fazendo uma média das previsões dos seis modelos, dentro de 32 anos o Árctico estará praticamente livre de gelo dentro de 32 anos.
In Jornal Público Online de 03 de Abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Toda a Sexta-Feira é Santa !

Goze sem estragar !!

Bom Fim de Semana

Vai Cortar Cana...

Conta-se que certo caipira estava no seu trabalho rotineiro, num canavial, quando, de repente, olhou para o céu e teve uma visão. Ele viu as nuvens formarem as letras VCC. Como era muito religioso, o caipira julgou que aquelas letras significavam: "VAI, CRISTO CHAMA". Fiel à visão, ele correu até o pastor de sua Igreja e contou-lhe o que havia ocorrido, chegando à conclusão de que gostaria de devotar o restante de sua vida à pregação do evangelho. O pastor, surpreso diante do relato, disse: - Mas para pregar o evangelho, é preciso conhecer a Bíblia. Você conhece a Bíblia o bastante para sair pelo mundo afora pregando a sua mensagem? - Claro que sim, sô! - Disse o caipira. - E qual é a parte da Bíblia que você mais gosta e conhece? - As parábolas de Jesus, principalmente a do bom samaritano. - Então, conte-a! - Pediu o pastor, querendo conhecer o grau de conhecimento bíblico daquele futuro pregador do evangelho. O caipira começou então a contar a "Parábola do Bom Samaritano", segundo a sua versão. Disse ele: "Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu entre os salteadores. E ele lhes disse: 'Varões irmãos, escutai-me: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou'. E entregou-lhes os seus bens, e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade. E partindo dali, foi conduzido pelo Espírito ao deserto, e tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, teve fome, e os corvos alimento lhe traziam, pois alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. E sucedeu que indo ele andando, eis que um carro de fogo o ocultou da vista de todos. A rainha de Sabá viu isso e disse: 'Não me contaram nem a metade'. Depois disso, ele foi até a casa de Jezabel, a mãe dos filhos de Zebedeu, e disse: 'Tiveste cinco maridos, e o homem que agora tens, não é teu marido'. E olhando ao longe, viu a Zaqueu pendurado pelos cabelos numa árvore e disse: 'Desce daí, pois hoje almoçarei na tua casa'. Veio Dalila e cortou- lhe os cabelos, e os restos que sobraram foram doze cestos cheios para alimentar a multidão. Portanto, não andeis inquietos dizendo: 'Que comeremos?', pois o vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas. E todos os que o ouviram se admiraram da sua doutrina." O caipira, ansioso para saber como havia se saído, olhou para o pastor e perguntou: - E então, pastô, eu tô pronto para pregá o evangelho? - Olha, meu filho - disse o pastor - eu acho que aquelas letras que você viu no céu não significavam: "Vai, Cristo Chama". Antes, deveriam ser lidas: "VAI CORTAR CANA".

In Púlpito Cristão

Estória de um Crente

Um certo homem começou a frequentar a igreja a convite de um amigo. No meio de tantas promessas de vitórias e bênçãos, ele "aceita Jesus". O seu pensamento é de que a sua vida agora vai ser melhor, afinal ele é um salvo. Compra uma grande Bíblia para levar à igreja e não falta a um culto.

Começou a frequentar a Escola Dominical. Começaram ensinar-lhe as regras de como ser crente. Algumas coisas assustam-no um pouco. “Disseram que devo obedecer ao que a Bíblia diz...” A primeira coisa que ele aprende é que não deve sentar-se na roda dos escarnecedores.

Isso deixou-o confuso no início mas, conforme lhe foram explicando o que significava, ele viu que precisaria fazer um grande esforço pelo evangelho: teria que deixar de lado as pessoas com quem convivia até então, afinal não poderia continuar assentado com os tais escarnecedores, e as pessoas com quem convivia normalmente não eram crentes.

Seria um grande sacrifício, mas disseram-lhe que a Bíblia ensina que joio e trigo devem ser separados. Agora ele era um homem mais próximo da igreja. Mantém o contacto frequente apenas com alguns (poucos) conhecidos também evangélicos. Com o afastamento das pessoas da sua antiga roda de amigos, agora passa todo o tempo possível em actividades da sua congregação, com os seus novos irmãos e já começa a absorver os seus costumes e doutrinas.

O nosso amigo anónimo vive agora, praticamente, para a sua congregação. Envolto nas doutrinas que aprendeu começou a afastar de si aqueles conhecidos que, mesmo evangélicos, seguiam linhas de pensamentos diferentes da sua. Começou a acreditar, fielmente, que a sua denominação era a única que preservava a verdadeira fé dos evangélicos.

Mergulha fundo no seu mundo, fechando-se ainda mais. Começa a perceber as linhas de pensamento dentro da sua denominação e a ver muitos, dos que outrora eram irmãos, como hereges. Começa a ver perdidos dentro da casa de Deus. Sente-se profundamente angustiado quando vê as pessoas em discordância com os líderes; será que essas pessoas não entendem que não se pode tocar no ungido do Senhor?

Agora ele já não compreende as pessoas que o rodeiam; todas aquelas regras e doutrinas que aprendeu começam a deixar de fazer sentido quando percebe que a sua vida, na actualidade, está pior do que quando estava no mundo. Sente-se só e incompreendido. Nada do que faz dá certo, problemas familiares afligem-no dia após dia.

Chegou a pensar que pode ser perseguição do inimigo, mas não entende como Deus poderia permitir tal aflição. Afinal ele era um dos membros mais assíduos nos cultos, participava em todas as campanhas, fazia todos os sacrifícios. Estaria ele em pecado? Deus abandonara-o ? Será que os crentes também podem viver assim ? Onde estavam todas aquelas promessas de bênçãos que ele ouvia aos domingos? O seu pastor nunca havia dito que os crentes também sofriam. Tudo o que ele ouviu, durante todo o tempo na igreja, foram as maravilhosas promessas para aqueles que seguias as regras… Ninguém jamais o ensinou de que o cristianismo não é um conjunto de regras e limitações no seu modo de viver. Assim ele nunca entendeu que cristianismo é muito mais que uma religião, que, na verdade, cristianismo não é religião. Cristianismo é relacionamento. Primeiramente relacionamento com Deus e, através da intimidade com o Pai, um relacionamento melhor connosco mesmos e com as pessoas ao nosso redor.

Rodeado por muros que deixou serem construidos ao seu redor, nunca conseguiu anunciar a mensagem do evangelho. Decepcionado com a igreja, sozinho e em depressão, hoje é facilmente encontrado nas sarjetas da cidade.

Por Martins

Via Cabeça de Crente

Agora percebemos o seu afastamento dos ecrans...

Criado em 1940 por Bob Clampett Piu-piu, completa 69 anos; foto feita a semana passada na sua gaiola numa casa de repouso na Flórida.

In Pavablog

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Tréguas para Roubar...

Um israelita e um grupo de palestinianos deixaram as diferenças históricas de lado e uniram forças para realizar um assalto a um banco na Cisjordânia.

Segundo a polícia local, o roubo ao West Bank de Ramallah ocorreu na última terça-feira, quando seis homens armados fugiram levando o equivalente a R$ 68 mil (+/- € 22.000,00).

Após o assalto, policias conseguiram prender dois palestinianos que confessaram o crime. Eles disseram que o roubo foi realizado com a ajuda de mais três palestinianos que vivem em Israel e um judeu israelita.

O israelita, segundo os dois detidos, foi “o mentor intelectual do crime” e também participou no assalto, antes de apanhar um avião de volta a Israel.

A polícia da Cisjordânia afirmou que acções conjuntas entre arábes e judeus poderiam significar uma perigosa nova tendência do crime organizado na região.

In Blog de Laion Monteiro

Desconstruir a Minha Religião

Não quero reformar nada! Não quero reformar ninguém! Apenas quero desconstruir minha religião e dar-me a oportunidade de começar novamente. Do zero! Quero aprender a orar porque suspeito que nunca aprendi em todos esses anos de eloquentes orações entonadas no conjunto de súplicas adornadas de lindos verbos.

Tenho a ligeira impressão de que todas as vezes em que falei em línguas na roda de oração para fazer notório o meu nível espiritual, não me valeram de edificação alguma. E que minhas devocionais carregadas de desânimo e obrigação para com a minha "consagração" no ministério de louvor não resultaram em nenhuma intimidade com Deus!

Quero desfazer de tudo que sei, ou que penso saber, e de tudo que não sei, e penso não saber, para aprender paulatinamente através de uma busca sincera, paciente, desobrigada, verdadeiramente motivada e autêntica, tudo quanto preciso, quanto quero e quanto me é essencial na jornada da fé. Quero despojar-me dos manuais religiosos, das doutrinas inquestionáveis, das tradições incoerentes e da estupidez e falácia da religião.

Quero duvidar de tudo e de todos, porque minha alma contorce pela verdade e tem sede de justiça. Quero abrir os meus olhos e enfrentar o ardor da luz cortante da revelação. Quero ficar cego por um tempo em virtude do impacto que a luz da verdade traz. Ficar cego para o enlatado evangélico, cego para o cauterizado cristianismo institucional. Quero ficar cego para as fórmulas instantâneas da fé, da sua comercialização e do abuso espiritual. Quero recobrar a visão aos poucos. Enxergar com sanidade a vida, as pessoas, a família, os amigos, o futuro, o presente e o passado. Quero aprender a enxergar tudo que enxergava errado. Usar minha visão pela primeira vez! Quero me desviar dos caminhos da "i"greja que não segue o Caminho de Cristo. E andar na contra-mão desse sistema religioso elaborado sobre outro fundamento que não Jesus, a Rocha Viva. Quero tirar a capa que me identifica como "cristão" com o emblema da cruz para vestir-me de amor pelo próximo e por esse amor ser conhecido como discípulo de Cristo. E carregar não o emblema da cruz, antes, tomá-la dia após dia em meus ombros e renunciar à volúpia e morrer para o pecado.

Quero fugir dos grandes eventos de milagres e shows da fé, patrocinados por sórdida ganância e puro estrelismo. E me juntar aos homens de Deus presenteados com o dom da cura que trocam o palco pelo corredor dos hospitais. Que ao invés de pedirem que vão a eles, se disponhem a IR aos que necessitam. Cansei de viver sob maldição financeira! E, agora, não gasto meu dinheiro patrocinando esse sistema putréfulo de escravizar a fé dos pequeninos. Não quero participar de tal infâmia! Que o pouco que tenho sirva não ao luxo dos templos e de seus donos, mas, aos que realmente necessitam da minha fidelidade financeira resultante da confiança no Jeová Jiré. E não da ameaça pastoral de maldição da pobreza versus prosperidade.

Quero ser livre para pecar! E da mesma maneira não pecar por entender que não me convém. Mas, se o desejo do pecado ronda a minha mente e não peco por causa da pressão de ter que me consagrar no ministério da "i"greja, que pobre que sou. Porque ainda não seria livre do pecado, mesmo não o praticando... Quero aprender a conduzir meu estilo de vida como resposta de gratidão à aceitação e perdão de Cristo, não como regras e proibições eclesiásticas que não tem efeito nenhum contra o pecado.

Estou desconstruindo a minha fé míope e doente para cultivá-la de forma autêntica, sincera, humana e verdadeira. Estou disposto a arriscar minhas crenças pelo conhecimento da verdade eterna, de modo, que mesmo vendo-a como em espelho, possa um dia conhecê-la completa assim como sou conhecido. Se para encontrar o Deus que está estampado no caráter de Cristo, me tornar necessário descrer do Deus pregado, e tornar-me ateu, que assim seja. E que possa, conhecê-Lo de forma pura, única, pessoal e intransferível. Quero derrubar meus pilares espirituais porque não sei de onde vieram. Estavam lá no discurso e na retórica que pseudonimamente aceitei como sendo Jesus Cristo. Agora, nego a cartilha que reza, nego a teologia pronta que engoli e dou-me a oportunidade de aceitar, de fato, Cristo meu Senhor e Salvador, pura e simplesmente.

Se fosse possível voltar ao ventre de minha mãe e carregar em meus genes a luz que agora vejo, para que ao nascer, soubesse desviar dos caminhos que para o homem parecem bons, poderia começar de novo sem incongruências e inverdades ludibriosas.

Talvez, só agora tenha entendido o que significa "nascer de novo"...

Thiago Mendanha

Via PavaBlog

Despromovida pela Crise

Via Portal Luis Nassif

Nefertiti Esconde as Rugas

( Fotos jornal El Mundo )

Busto de Nefertiti esconde as rugas da rainha egípcia

O rosto icónico da primeira mulher de Akenaton, desenterrado pelo alemão Ludwig Borchardt em 1912, não mostra a verdadeira face da "beleza do Nilo". Mas esta está imortalizada em pedra por detrás do gesso pintado e foi agora revelada graças a uma tomografia computadorizada. Este exame mostrou ainda algumas fissuras no busto de valor incalculável.

O nariz tinha um ligeiro alto e os olhos eram menos profundos. As maçãs do rosto não eram tão proeminentes e as rugas nos cantos da boca e na face eram mais visíveis. O verdadeiro rosto de Nefertiti, a mulher do faraó Akenaton que viveu há mais de 3300 anos, esconde-se por detrás do seu famoso busto, exposto em Berlim. A "beleza do Nilo" não era afinal perfeita.

"É possível que o busto de Nefertiti tenha sido encomendado [pelo próprio Akenaton] para representar Nefertiti de acordo com a sua percepção pessoal", indicou Alexander Huppertz, director do instituto Imaging Science, em Berlim, na edição deste mês da revista Radiology. Este verdadeiro face lifting foi revelado graças a uma tomografia computadorizada.

O busto de 50 centímetros foi descoberto em 1912 pelo alemão Ludwig Borchardt, durante uma escavação ao estúdio do escultor real Thutmose, em Amarna. Por detrás do gesso pintado está uma estátua de pedra. "Até realizarmos o teste, não sabíamos qual era a profundidade do gesso ou se havia uma segunda face por debaixo. A hipótese era que a pedra por baixo era apenas um suporte", disse.

Mas os testes refutaram essa hipótese. "O rosto escondido de Nefertiti não era anónimo, mas uma escultura delicada feita por Thutmose", afirmou Huppertz, citado pela agência alemã DPA. Essa escultura foi depois alterada quando foi colocado o gesso. "De acordo com os ideais de beleza do período de Amarna, as diferenças tiveram efeitos positivos e negativos e podem ser lidas como sinais da individualização da escultura", indicou o perito alemão.

Nefertiti (1390 a.C a 1360 a.C) foi a primeira mulher do faraó Akenaton, famoso por ter sido o primeiro a renunciar ao politeísmo egípcio e a adorar um único deus, o Sol (Aton). Ao contrário de outras rainhas, era representada nas pinturas egípcias com a mesma proporção e tamanho que o faraó, levando os egiptólogos a afirmar que desempenhava também um papel político.

Esta foi a segunda vez que a estátua com 3300 anos foi submetida a uma tomografia computadorizada. Mas a tecnologia evoluiu muito desde 1992 e agora foi possível não só descobrir o verdadeiro rosto de Nefertiti, mas também o que pode ser feito para conservar este icónico busto. "Diferentes fissuras paralelas à superfície foram encontradas nos ombros, na parte inferior do busto e atrás a coroa", escreveram os peritos.

"A tecnologia de tomografia computadorizada não invasiva e as ferramentas de processamento tridimensionais permitem-nos um maior conhecimento da composição interna e do estado de conservação da escultura. Esta informação contribuirá em grande medida para a preservação desta antiguidade de valor incalculável", disse.

O busto de Nefertiti é uma das cinco antiguidades que o Governo egípcio gostaria de ver devolvidas ou pelo menos emprestadas para a inauguração do novo museu nacional, em 2011. Algo que a Alemanha já recusou. A peça, actualmente exposta no Altes Museum de Berlim, será uma das estrelas na reabertura do vizinho Neues Museum, em Outubro.

Por Susana Salvador

In Jornal Diário de Notícias Online de 01 de Abril de 2009