segunda-feira, 27 de abril de 2009

Português de uma Pátria Comum

Não sei se sou contra ou a favor do acordo ortográfico. Julgo que só se pode ser contra ou a favor de alguma coisa quando se conhece, senão na íntegra, pelo menos numa boa parte, o tema sobre o qual queiramos tomar posição. E o problema só pode estar em mim, que não me interessei em aprofundar , suficientemente, o grosso do que está em cima da mesa quanto ao acordo.

Vistas pela rama, há no entanto coisas que gosto e outras de que não gosto, naquilo que já me chegou pela comunicação social acerca do dito acordo. Mas o que não posso é deixar de reconhecer que a língua portuguesa há muito saiu do berço e assumiu os seus direitos de emancipação. Sem dúvida que há roupagens que já começam a estar-lhe apertadas. É melhor renovar-lhe o guarda-fato, porventura com "roupas" mais actualizadas e arejadas, mais desenvoltas, que lhe permitam uma maior liberdade de movimentos, mas sem perder de vista o que lhe é essencial e que lhe permite avançar, serenamente, sem se desagregar dos seus valores fundamentais. Que não se queira dar o passo mais largo que a perna, mas que não se obrigue também a língua a usar um fato ( terno ) remendado ou com calças à meia-canela e mangas a subir braço acima.

Uma língua é algo vivo, e é apenas isso que lhe dá garantia de continuidade e até perpetuidade. O português que usamos, deixou, há muitos anos, de ser património exclusivo dos falantes que habitam o extremo ocidental da Europa e, por quantas mais pessoas e povos for falado, mais possibilidades terá de se manter vivo e de possuir fundadas expectativas de continuidade geracional em todos os países em que se implantou e é falado na actualidade.

A língua é uma "coisa" dinâmica que sofre processos de erosão mas também de enriquecimento que vão chegando, pouco a pouco, ao seu porto de acostagem, na justa medida em que as sociedades se desenvolvem, ou não, e as gerações se sucedem. É isso que tem acontecido com o português, mesmo se quando apenas limitado ao nosso pequeno e singular espaço geográfico. Mas a “nossa” língua, hoje comum a tantos milhões, ultrapassou, há muito, as fronteiras europeias, tornando-se veículo de comunicação e instrumento de trabalho nas distantes latitudes onde aportou levada pelos originais falantes. É por isso que ela deixou há muito de ser “nossa” e passou a ser património e casa comum de muitos milhões de pessoas. Foi Fernando Pessoa que disse: “ a minha pátria é a língua portuguesa”. É esta pátria que hoje acolhe milhões.

Enquanto património comum, a língua não pode ser encarada como propriedade privada de um povo ou de uma nação em particular e muito menos ser vista como elemento de pressão ou de "negociação" mercantilista que tente acorrentar algo que sempre cresceu e se desenvolveu, livre de fronteiras e ao sabor das necessidades comunicacionais e culturais de cada povo. A língua, como a vida, encontra sempre um caminho por onde seguir e que pode nem sempre ser coincidente com a nossa vontade. À língua, não se lhe pode impor aquilo que ela própria não quer ou não precisa. Ela é a última fronteira de liberdade para qualquer ser humano. Prova-se, aliás, pela história da generalidade das línguas conhecidas, que estas raramente se deixaram aprisionar e, nos casos manifestos em que o fizeram, isso acabou por lhes ser fatal.

A nossa língua, a portuguesa, deve ser livre para aproveitar o que de melhor todos os seus falantes lhe vão acrescentando ou retirando, função do ajustamento desta ao quotidiano de quem tem que a usar como veículo de comunicação. E sobre isto, eu posso opinar.

Quanto ao acordo, vislumbro-lhe uma grande virtude ( como reconheceria a qualquer outro acordo similar neste domínio ), mesmo sem o conhecer integralmente, e que se resume à possibilidade de que a língua, como afirmou Pessoa, continue a manter a vantagem, óbvia para todos, de ser uma “pátria” comum para quem tem que a usar de forma tão abrangente e em lugares tão distantes uns dos outros. De resto gostaria que os académicos que o concluíram e os políticos que o negoceiam, arranjassem forma de o trazer até ao grande público, para que, cada um de nós, possa, pelo menos, perceber se o mesmo respeita, ou não, os pressupostos que aqui enunciamos e que derivam, em primeira ordem, parece-nos, da realidade dos falantes e dos contextos culturais a que o mesmo se vai aplicar. Este acordo não pode ser laxista ou redutor, e isso, logo à partida, empresta-lhe os condimentos essenciais para ser polémico. É que, estas coisas da língua, como está bem de ver, não se podem decidir apenas por decreto… Ainda por cima no que respeita à língua, a portuguesa, que é um pouco como as enguias, escapa-se-nos das mãos e, a páginas tantas, lá está ela a esgueirar-se pelas malhas da rede do melhor acordo a que a tentem aprisionar.

Como cidadãos portugueses, julgo que devemos estar orgulhosos desta herança, património inestimável, que é o português a ser falado por cerca de duzentos e tantos milhões de pessoas em todo o mundo. E é bem provável que, daqui por mais algumas gerações, possamos vir a ser conhecidos no mundo, mais do que por qualquer outra razão, pelo legado linguístico que deixámos, independentemente das mutações e alterações a que ele se vá adaptando em linha com a realidade de cada povo e de cada momento social e cultural que aquele viva. Foi sempre assim, ao longo da história, e não é seguramente por isso que deixamos de lhe reconhecer beleza e utilidade íntrinseca. Uma língua resulta, em primeira e última análise, desse caldeamento, dessa troca, dessa exposição continuada aos tempos e aos momentos de cada povo, no seu todo, e das suas necessidades orais e escritas de comunicar, transmitir, deixar a sua marca no tempo.

Jacinto Lourenço

Acordo Ortográfico

Acordo Ortográfico

Min. Cultura: Acordo em vigor "seguramente este ano"

O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, disse hoje que o Acordo Ortográfico entrará em vigor "seguramente este ano".

O governante falava em Belmonte na inauguração do centro interpretativo e museu "" Descoberta do Novo Mundo", centrado no Brasil e na viagem de descobrimento de Pedro Álvares Cabral, navegador natural daquela vila.

Perante uma comitiva brasileira, José António Pinto Ribeiro considerou que "a língua foi o que de mais extraordinário deixaram os navegadores". A língua, afirmou, "é mais forte que o sangue".

Questionado pela Agência Lusa sobre quando entrará em vigor o Acordo Ortográfico, o ministro referiu que será "seguramente este ano", sem contudo apontar uma data concreto.

"Estamos a identificar todas as tarefas, dado que, uma vez em vigor, haverá um prazo de aplicação e adaptação de vários anos para que tudo aquilo seja assimilado por todos nós", explicou José António Pinto Ribeiro.

"Estamos a fazer um programa para tudo o que há a fazer até lá, ao nível do ensino, dos meios de comunicação social, dos livros, para que tudo seja feito sem rupturas, com grande tranquilidade e com grande liberdade e integração de toda a gente", referiu.

O linguista e académico João Malaca Casteleiro, que participou na elaboração do Acordo, considerou na última quinta-feira que Portugal "está atrasado na sua aplicação" e que a "bola está do lado do Governo".

"O Brasil com 200 milhões de falantes" - argumentou - "já decidiu e Portugal, que é o berço da língua, não decide. Esta situação a nível internacional é muito mal recebida. Quando Portugal se decidir, os outros países também entrarão nesta onda de adoptar a nova ortografia", referiu.

Em Portugal, o segundo protocolo do Acordo Ortográfico, cuja ratificação era essencial para a sua entrada em vigor, foi aprovado no Parlamento em Maio e promulgado pelo Presidente da República em Julho.

Para vigorar, o acordo tem de estar ratificado por um mínimo de três dos oito países, o que foi alcançado em 2006 com São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Brasil, seguidos de Portugal

In Diário de Notícias de 26 de Abril de 2009

O Desencanto com a Noiva

Há um ar de desapontamento com a Igreja no nosso país. Ouço vozes esmorecidas e vejo olhares que não brilham mais. É o desencanto com a Noiva. Noto que a desilusão vem pela tristeza ao ver cenários onde o louvor e a pregação se transformam em fonte de lucro e não consequência de corações transbordantes. Pela proliferação de igrejas cada vez mais cheias, porém aparentemente tão vazias, menos comprometidas com a Palavra, sem sêde de santidade e paixão pelos perdidos. Segue pela ténue linha que por vezes parece não distinguir muito bem Igreja e mundo, especialmente quando o binómio interesse e finanças se apresenta, e ainda pela dificuldade em identificar a Igreja de Cristo em meio aos movimentos religiosos. O desencanto faz o povo olhar para o passado e relembrar os velhos tempos. Comenta-se sobre os pastores à antiga e dias quando a Igreja ainda via simplesmente na Palavra razão suficiente para o santo ajuntamento. Tempos quando o constrangimento por ser crente era resultado da discriminação, porém jamais identificação com o injusto e o desonesto. Por fim suspira-se desanimado. Em momentos assim é preciso lembrar que Jesus jamais perdeu o absoluto controle sobre a história da Igreja. Jamais foi surpreendido por coisa alguma em todos estes anos. Jamais deixou de ser Senhor. Apesar das fortes cores de desalento a Noiva está sendo conduzida ao altar e o dia de brilho há de chegar.

Um amigo fez recentemente uma comparação entre a Igreja, a Noiva, e nossas noivas, nossas esposas. Levou-me a pensar no dia de meu casamento. Foi em 9 de dezembro de 1989. Já namorava Rossana há 4 anos e, apaixonados, chegamos ao grande dia. Apesar do amor e alegria pelo dia chegado tudo parecia fadado ao fracasso absoluto. As flores foram encomendadas erroneamente, a ornamentação do templo parecia jamais ter fim, o vestido apresentou defeitos de última hora, a maquilagem transcorria em um quarto apertado e com incrível agitação. A noiva chorou pelos desencontros do dia. O andar de cima da casa de meu sogro onde ela se arrumava tornou-se, aos meus olhos, em um pátio de guerra. Pessoas entrando e saindo apressadas, faces carregadas de ansiedade e um tom sempre apocalíptico a cada nova notícia. Ao longo dos anos percebi que os casamentos são parecidos neste ponto. A balbúrdia que cerca a noiva antecedendo seu momento de brilho é emblemática. Aos olhos do passante que vê a agitação sem fim, nada parece ter esperança. Fui para a cerimónia esperando o pior. Jamais seria possível contornar todos os imprevistos, e o impensado poderia acontecer: a noiva não estaria pronta! Enquanto pensava nisto, ali no altar, eis que ela chega. Estava linda, uma verdadeira princesa. O rosto sorridente, o caminhar lento e seguro, o vestido alvo como a neve, simplesmente perfeita . A música, a ornamentação, as palavras, tudo se encaixava. Que milagre poderia transformar um dia de caos em um momento de brilho tão belo? As horas de luta, as lágrimas derramadas, os desencontros e desalento foram rapidamente esquecidos e um só pensamento pairava naquele saguão: a Noiva estava linda. Talvez vivamos hoje dias melancólicos ao visualizar a Igreja quando manchas e mazelas tentam levar nossa esperança para o cativeiro da desilusão crónica. A casa está desarrumada, o vestido da Noiva não nos parece branco, há graves rumores de que ela não ficará pronta.

É, porém, em momentos assim que Deus intervém. Lava as vestes do Seu povo, levanta o caído, renova o profeta, purifica a Igreja e nos dá sonhos de alegria. Chegará o dia, e não tarda, que seremos tomados por Jesus. Neste dia há de se dizer: Eis o Noivo, é o Senhor que conduz a Igreja. Jamais a deixou só. Como é fiel! E creio que todos nós também pensaremos, extremamente admirados: Eis a Noiva, como está linda!

“Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória; porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se preparou”. Apocalipse 19:7

Ronaldo Lidório

Via Púlpito Cristão

Igreja : Um Fim em Si Mesma ?!?

Esta frase foi dita por Cipriano de Cartago no terceiro século de nossa era e acabou se tornando dogma na Igreja Católica Romana, mas creio que tem sido adotada por muitas igrejas e denominações evangélicas. Neste caso, o sentido da frase até pode ser ampliado para “Fora da igreja não há Cristianismo!” implicando, entre outras coisas, em que Cristianismo e igreja sejam a mesma coisa.

Em primeiro lugar é preciso deixar claro que a existência da igreja não pode ser colocada em dúvida, mas isso não significa que ela deva ser um fim em si mesma e, creio, que é isso que tem acontecido em alguns casos. Pois quando entendemos que textos como “buscai em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça (Mt.6:33) são interpretados como “buscar em primeiro lugar as atividades e ocupações na igreja” estamos reduzindo o reino de Deus e o Cristianismo às atividades eclesiásticas em vez de considerarmos a igreja como um meio que Deus instituiu para ser um ambiente fértil para o desenvolvimento da vida cristã, da piedade, da capacitação do crente para ser cristão no mundo e desenvolver os seus dons de serviço. Também um meio para ser uma comunidade terapêutica, de capacitação na compreensão da vida, das doutrinas, da Bíblia, uma comunidade – a família de Deus, etc. Transformamos a igreja num fim em si mesma quando entendemos que a vida cristã se resume em atividades e mais atividades freneticamente desenvolvidas no domingo, que deveria ser um dia de celebração, descanso e passa a ser “dia do cansaço” e da agitação, como se o Cristianismo de sete dias pudesse ser vivido apenas em um dia. Mesmo porque igreja passou a ser um lugar, um estatuto, um organograma, em vez de pessoas pelas quais Cristo morreu na cruz. Sem dúvida o estatuto, o organograma são necessários, mas também são meios e não fins.

A igreja de Jesus Cristo é um meio, um instrumento para levar o evangelho ao mundo, para capacitar os salvos à vida em comunhão e lealdade ao Senhor. A igreja não pode ser confundida com o reino de Deus, mas deve ser considerada um instrumento de Deus para seu reino, dando ao crente condições para viver o reino no mundo, no seu dia-a-dia, como cristão. E ser cristão não é só pregar que Cristo salva, mas viver a salvação que Cristo nos dá. Quando a igreja se considera um fim em si mesma acaba nutrindo a entropia, fechando-se em torno de sua própria existência. Não sendo sinérgica, deixa de cumprir a sua missão integral que tem como ponto de partida levar cada pessoa a viver para a glória de Deus.

Lourenço Stelio Rega

Via Tomei a Pílula Vermelha

sábado, 25 de abril de 2009

Arranque para a Liberdade

Na noite do dia 24 de Abril de 1974, quase sobre as 23h-00, em Portugal, foi esta canção que, transmitida pelos já extintos Emissores Associados de Lisboa, serviria de senha para despoletar as movimentações das forças armadas, com vista a derrubar o regime político ditatorial que, durante quarenta e oito anos dominou, com mão feroz, o país. Um país triste e acabrunhado, uma nação envergonhada de si própria, a que o designado movimento dos capitães veio trazer alguma esperança. 35 anos depois, os portugueses interrogam-se sobre o que resta desse movimento de esperança, que a todos inebriou, nomeadamente aos cristãos protestantes, até então perseguidos e quantas vezes apelidados de "comunistas", entre outras razões, por serem opositores ao obscurantismo religioso católico, dominante ( "religião oficial do estado " ) que, em estreita ligação com as autoridades do regime político vigente, perseguia e espezinhava, literalmente, todas as correntes religiosas não católicas. O regime mantinha inclusive, regularmente, a assistir às reuniões destas, agentes infiltrados com o objectivo de controlo e registo de tudo o que aí se passava, por forma a que nada escapasse à sua alçada . A segunda canção, que serviu para confirmar a saída definitiva dos militares, dos quartéis para as ruas, para assumir posições e efectuar o controlo estratégico e tomada do poder, foi Grândola Vila Morena, interpretada por Zeca Afonso e transmitida às 00H-20, através da Rádio Renascensa. Jacinto Lourenço

Pedra Filosofal - Manuel Freire

Grândola, Vila Morena - Amália Rodrigues

Trova do Vento que Passa - Adriano Correia de Oliveira

25 de Abril de 1974

35 anos depois, resta-nos a liberdade ...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ler faz bem à saúde

ESTUDO

Quem mais lê melhor cuida da sua saúde

Quem lê livros é mais capaz de adoptar estilos de vida saudável, de gerir as doenças e de compreender a mensagem do médico, conclui um estudo sobre os hábitos de leitura realizado em centros de saúde.

«Há uma relação positiva entre os níveis de literacia dos cidadãos e o nível de saúde de uma população», afirmam os médicos Rosa Costa e Rui Macedo, num trabalho apresentado hoje na Feira do Livro de Coimbra, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Livro.

O trabalho, sobre hábitos de leitura e compra de livros, jornais e revistas, foi realizado através de questionário, entre 2 e 11 de Março último a utentes de dois centros de saúde de Coimbra onde estes médicos desenvolvem a actividade clínica, o da Fernão de Magalhães, e o de S. Martinho do Bispo.

Nessa amostra constituída por 342 utentes (68 por cento mulheres) os melhores leitores são... as leitoras, principalmente as mais jovens e as mais escolarizadas. Não foram considerados os cidadãos analfabetos e os jovens abaixo dos 15 anos.

No estudo, 74 por cento dos inquiridos dizem-se leitores de livros e 70 por cento lêem jornais/revistas. Setenta e dois por cento dedicam aos livros três horas por semana e 75 por cento dizem ocupar duas horas por semana com jornais e revistas.

Quem lê, lê por gosto (94 por cento), e em 76 por cento dos casos escolhe livros que não são escolares nem técnicos escolares. Os livros com maior presença nos lares são de literatura em geral, enciclopédias/dicionários e os escolares.

Cerca de 67 por cento costuma comprar de um a seis livros por ano e 4 por cento mais de 21. Um pouco mais de 15 por cento dos inquiridos declarou não saber quando adquiriu o último livro, ou não respondeu à questão.

Nesta amostra perto de 2 por cento dos utentes possuíam mestrado ou doutoramento, 26 por cento formação superior, e apenas 17 por cento possuía o primeiro ciclo. Dos leitores de livros 59 por cento tinha formação superior ou secundária.

Na investigação realizada por Rosa Costa e Rui Macedo no âmbito do Plano Nacional de Leitura “Ler+ dá Saúde”, conclui-se que quando os profissionais de saúde se envolvem no aconselhamento da leitura em família melhoram-se os níveis de literacia e os hábitos de leitura das crianças.

No entendimento de Rosa Costa, estes dados reforçam a necessidade de criar «cantinhos de leitura» nos centros de saúde, onde os utentes os possam manusear enquanto aguardam a consulta.

«Quando os livros estão presentes, com maior facilidade o médico abordará o tema da leitura com o seu utente, e este revelará menor estranheza pelo assunto», afirmou à agência Lusa.

Na sua perspectiva, «era importante que nas consultas se falasse da leitura», mesmo nas de saúde infantil, antes mesmo de as crianças aprenderem a ler.

O convívio com livros e a leitura em família, entre adultos e crianças com menos de seis meses, são determinantes na aprendizagem da leitura e no desenvolvimento da literacia, afirmam os clínicos.

«A adopção de comportamentos destinados a promover hábitos saudáveis, a par da educação, resulta numa maior literacia em saúde, numa acrescida capacidade de compreensão das mensagens de saúde e numa maior capacidade em gerir doenças crónicas», concluem.

In jornal Destak de 23 de Abril de 2009

Falar pelos Cotovelos

Utilizadores de telemóveis são mais de 153 milhões

O Brasil atingiu 153,67 milhões de utilizadores de telemóveis em Março, o que representa oito telemóveis para cada dez habitantes, anunciou hoje o regulador brasileiro do sector.

Em Março, foram registados 1,31 milhões novos utilizadores, um aumento de 0,86 por cento em relação a Fevereiro, salientou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) num comunicado.

Nos três primeiros meses deste ano, foram registados 3,03 milhões novos utilizadores, uma diminuição de 62,73 por cento face ao primeiro trimestre de 2008.

Do total de telemóveis, 125,4 milhões são pré-pagos (81,61 por cento) e os 28,2 milhões restantes são pós-pagos (18,39 por cento).

Em Março, a Vivo, empresa detida pela Portugal Telecom (PT) e pela Telefónica, permaneceu na liderança do mercado, com 29,70 por cento de quota de mercado.

Seguem-se as operadoras mexicana Claro (25,76 por cento), a italiana TIM (23,50 por cento) e a brasileira Oi (16,80 por cento).

In jornal Destak ( notícia e foto ) de 23 de Abril de 2009

Esse também é o Meu Caminho

SEM MINISTÉRIO, SEM PROJECTOS, SEM ESTRATAGEMAS, APENAS NO CAMINHO

Perguntam-me sempre sobre "MEU MINISTÉRIO, MEUS PROJETOS, MINHA VISÃO, MINHA MISSÃO, MINHA ESTRATÉGIA", e por aí vai. Houve um tempo em que me afligia quando me perguntavam: "ONDE VOCÊ ESTARÁ DAQUI A 10 ANOS?", OU "O QUE VOCÊ ESTARÁ FAZENDO?", OU "O QUE DIRÃO A SEU RESPEITO QUANDO VOCÊ MORRER?" Hoje, apenas respondo que estou no Caminho. Quando digo que estou no Caminho, não digo que estou num movimento histórico chamado Caminho da Graça. Digo que estou no Caminho. O Caminho que é uma Pessoa, que tem um Nome, e seu Nome é Jesus de Nazaré, o Cristo de Deus. Embora faça parte com muita alegria deste movimento, junto com outros caminhantes, mas, o que me da prazer é estar no Caminho. Por estar no Caminho, tenho aprendido que devo entregar o MEU CAMINHO àquEle que é o Caminho e apenas caminhar. Caminhar lidando com tudo que vai acontecendo no caminho, na certeza que, estando MEU CAMINHO nas mãos do Caminho, tudo acontecerá na medida e na proporção do interesse daquEle que é tudo o tempo todo. Não preciso responder nada sobre resultados, estatísticas, prazos, cronogramas, estratégias, organização ou estrutura, pois tudo no caminho que está nas mãos do Caminho acontece para o bem daqueles que amam o Caminho. Agora também me perguntam como vai o Caminho. Digo sempre que o Caminho não poderia estar melhor. "Mas, e o Caminho da Graça, como está?", perguntam outros. Eu digo que está onde sempre esteve e estará, isto é, no coração daqueles que creem no Caminho e a Ele se entregam de maneira irrestrita, e passam a viver para servir a Deus e às pesoas. Perguntam então sobre o MEU CAMINHO, e respondo também que não poderia estar melhor, pois está nas mãos do Caminho. Isto não implica dizer que "TUDO ESTÁ BEM", até porque a vida não é assim pra ninguém. Ninguém tem tudo que quer o tempo todo. Implica dizer como o Paulo, apóstolo, "APRENDI A ME ADAPTAR A TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS", de modo que, independentemente do curso das coisas, das alegrias e tristezas, vitórias ou derrotas, os solavancos da vida, e tudo que é inerente ao existir nesta dimensão da eternidade, digo: ESTOU BEM. Estou bem hoje. É o que basta. Tenho para o dia de hoje. Isto é bom. É assim que tem sido. É assim que desejo que continue sendo. Estou no Caminho da Graça que está nas mãos do Caminho e, em qualquer lugar, qualquer dia e hora e com algumas ou muitas pessoas, o que vale é o que o Caminho tem sido em nós e o quanto nós estamos sendo no Caminho de modo que muitos vejam e encontrem o Caminho, a Verdade e a Vida. Nos vemos no caminho e o Caminho nos vê a todos (…). Graça, paz & todo o bem da parte do Caminho a você e sua casa. Bjs. Carlos Bregantim

In Caio Fábio

Gravuras dos Hicsos no Egipto

Templos descobertos no Sinai revelam história dos Hicsos

Gravuras descobertas em quatro templos relatam um período pouco conhecido da era faraónica, no tempo dos "governantes estrangeiros".

Uma equipa de arqueólogos que estava a explorar uma antiga estrada militar no deserto do Sinai encontrou quatro templos no meio dos restos de uma cidade fortificada com três mil anos. Os peritos acreditam que o objectivo era impressionar os estrangeiros que visitavam o Egipto. As gravuras descobertas nos templos podem revelar elementos novos sobre um período pouco conhecido da era faraónica. As gravuras referem-se aos Hicsos, povos oriundos da Ásia que invadiram o Egipto durante a XII dinastia (1991-1802 a.C) e reinaram durante mais de um século desde a sua capital, Avaris, no delta do Nilo. "Há uma escultura de Ramsés I perante o deus Set, que era venerado pelos Hicsos. É a primeira do género", disse à AFP o líder da missão arqueológica Mohammed Abdel Maksud. Os Hicsos, que em grego significa "governantes estrangeiros", eram tão odiados que quando os egipcíos finalmente regressaram ao poder apagaram todos os monumentos e arquivos nos quais eles eram mencionados. A descoberta, incluindo ainda inscrições sobre outros faraós e deuses, "abre a porta a vários segredos da época e poderá obrigar a reescrever a história do Sinai".
In Diário de Notícias de 23 de Abril de 2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Ler, em Primeiro lugar e em Qualquer Lugar...

( foto In Olhares.fotografia Online)

Os meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.

Bill Gates

Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria.

Jorge Luis Borges