sábado, 6 de junho de 2009

Perdão Meu Deus

Perdão meu Deus! Pelas vezes que fui ao culto buscar bênçãos de ti. A religião nunca me ensinou o real poder da cruz e da ressurreição, muito menos a versão “evangélica” (do evangelho) de culto, que enuncia ser o culto um ambiente comunitário de total louvor ao nome bendito de Jesus Cristo, a quem devemos a vida. Enganado, fiz do culto em Cristo um ambiente pagão, pratiquei de maneira insana a filosofia do “toma lá, da cá”, usei de barganhas, clamei pela sua mão e me esqueci da tua maior obra: a redenção. Perdão meu Deus! Pelos dias que me desgastei preocupado com as minhas coisas, esquecendo-me de buscar o seu reino e a sua justiça. É muito difícil entender a graça, a segurança e o consolo que seu Filho nos prometeu; estas, não são palavras de fácil compreensão para quem foi, por muito tempo, prosélito de quem se julga detentor absoluto da verdade. Perdão meu Deus! Pelas músicas que cantei, pelo: “restitui! Eu quero de volta o que é meu!” E tantas outras imbecilidades entoadas por mim. Como prosélito de néscios travestidos de sacerdotes, adotei a filosofia que dicotomiza música evangélica e música “do mundo” e acabei coando o mosquito e engolindo camelos. Por um desvio teológico o movimento evangélico tem cantado mentiras absurdas em nome de Deus, saciando o ego humano e a fome de injustiça de Satanás, enquanto as músicas populares, com poesias brilhantes, louvam a Deus, bendizendo a vida. Perdão meu Deus! Por ter idolatrado a Bíblia por tanto tempo, fazendo dela o livro dos livros, mas esquecendo-me de vivenciá-la. Pelas vezes que fiz dela um livro de necromancia evangélica, tirando dela seu objetivo único de revelar Deus ao homem e o homem ao homem de maneira escrita pelos seus servos e inspirada pelo seu Espírito. Pelas vezes que a li só por ler, sem a pretensão de entendê-la, mas com o fim de decorar versículos para cuspi-los nos rostos daqueles que não fazem parte da tua igreja bendita. Perdão meu Deus! Pelas vezes que deixei de desfrutar a vida em nome de uma santidade vulgar, imbecil e não-bíblica. Por obstruir a vida em favor de questiúnculas de seres humanos que se preocupam em manipular o outro e a divindade, em favor dos “bons costumes”. Meu Deus, arrependido e disposto a reviver, ante as novas oportunidades que só o Senhor concede aos que o buscam com um espírito contrito e um coração arrependido, confesso-lhe me sentir um estranho em meio a tanta ignorância entre aqueles se dizem teus filhos. Por Jesus Cristo.

Uma ( triste) realidade evangélica

Neste mal encenado espectáculo que se tornou a Igreja evangélica brasileira, nas quais alguns púlpitos mais se parecem com picadeiros de circo, uma pergunta me persegue: o que leva milhões de pessoas às reuniões de “poder”, aos congressos de "fogo”, às campanhas e vigílias de “unção” destes famigerados estelionatários da fé, lobos adornados com as rústicas peles de um cordeiro? O quê os mantêm deslumbrados com tais líderes cegos mesmo após suas excrescências lhe mancharem a fronte e suas vestes se rasgarem? Alguns fatores podem explicar o porquê e gostaria de compartilhá-los com você (mesmo que você os conteste ou os ignore). 1. A frouxidão moral do brasileiro médio Mas em Teu nome curamos enfermos e expulsamos demônios... Afastai-vos de mim pois não vos conheço! Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil divaga sobre este aspecto de nossa personalidade nacional nos termos do homem cordial. Ele chega a dizer que “a uma religiosidade de superfície, menos atenta ao sentido íntimo das cerimônias que ao colorido e à pompa exterior, quase carnal em seu apego ao concreto e em sua rancorosa incompreensão de toda verdadeira espiritualidade; transigente, por isso mesmo que pronta a acordos, ninguém pediria, certamente, que se elevasse a produzir qualquer moral social poderosa.” (grifo meu) Este aspecto produz nossos ”rouba mas faz” e conseqüentemente o “evangelho do rouba mas faz”, o evangelho da moral frouxa em que líderes pecaminosos (ainda que haja uma rigidez moral em relação a desvios sexuais como adultérios) permanecem amados e respeitados no seio das igrejas. Ele desvia dinheiro da igreja? Duvido! Deus faz milagres através dele...Ele tem carros importados na garagem às custas das nossas ofertas? Digno é o obreiro do seu salário...É o dom da prosperidade sobre ele pois nós somos cabeça e não cauda (ainda que quem esteja proferindo palavras como essa ainda ande a pé...). 2. A tendência natural de todo ser humano ao caminho mais fácil O caminho largo conduz à perdição. O caminho estreito é o que conduz à salvação. Em qualquer nação, era ou civilização, demonstrado está que o espírito do homem o conduz ao conforto próprio. Parece-me expressar uma tendência natural de auto-sobrevivência que nos impele àquilo que parece mais simples e que exija menos esforço. Nos últimos dias comecei a refletir sobre este aspecto de nossa natureza dentro da igreja, ao vislumbrar um caso que me parece muito sintomático e que tem assolado à Igreja brasileira (neste caso, até internacional). Um senhor ao final da reunião procurou pelo pastor para relatar de sua dor e sofrimento em relação à doença de sua filha (crônica e humanamente incurável). Para nós pastores e líderes faz-se muito mais confortável fazer a oração da fé, determinar a cura, dizer ao pai que tome posse da benção e despedi-lo em paz. Ele precisa disso talvez mas ele precisa de muito mais. Nosso verdadeiro evangelho implica tomar sobre nós uma carga um pouco maior, uma cruz; implica caminhar ao lado daquele pai, chorar com ele, suportá-lo em sua dor, derramar azeite sobre suas feridas, bálsamo sobre seu corpo já inerte pela dor da filha. Viver um evangelho maniqueísta neste sentido (de um Deus neo-pentecostal que sempre cura ou de um Deus tradicional que nunca cura) é muito mais confortável e muito mais fácil. Relacionar-se com um Deus que não tem respostas imediatamente conclusivas neste caso é muito mais uma questão de fé e não somente da razão. Isto é cristianismo, o cristianismo do copo de água ao sedento, da oração na casa da viúva, do copo de vinho para Timóteo, da visita ao Paulo encarcerado e à beira da condenação, do choro ao lado de Jó. 3. A falta de Educação formal Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Uma pesquisa realizada pela ONG Acção Educativa, em parceria com o Instituto Paulo Montenegro (ligado ao Ibope) indicou que apenas 25% dos brasileiros com mais de 15 anos têm pleno domínio das habilidades de leitura e de escrita. Isso quer dizer que 1 em cada 4 brasileiros consegue compreender totalmente as informações contidas em um texto e relacioná-las com outros dados.Segundo o levantamento, 38% dos brasileiros podem ser considerados analfabetos funcionais. Quando o estrato estudado é aquele em que as pessoas tinham apenas três anos de estudo, o percentual de analfabetos funcionais chega a 83%. Mesmo entre as pessoas com quatro a sete anos de estudo, pouco mais da metade atinge os níveis básico e pleno de habilidade de leitura e de escrita. Os demais também podem ser considerados analfabetos funcionais. (Fonte: Folha de S. Paulo). Um povo cego que sempre se verá guiado por outros cegos. Neste dantesco inferno deixamo-nos guiar por quaisquer que sejam os Virgílios. Prosperam em nossa terra líderes que não consegue interpretar a verdade explícita das Escrituras (ou não querem), que lêem textos sem acentos encontrando assim mensagens divinas guiando um povo que ouve o que quer e não o que precisa. Dói-me perceber que em alguns casos a falta de uma educação formal, básica, que nos afastaria das condições de analfabetos funcionais. O impacto desta tragédia social em nossas igrejas se reflete em heresias, desvios de conduta, extorsões, crimes contra a palavra e contra os homens, acobertados por leituras deturpadas da palavra que conduzem milhões ao abismo. Antes que este artigo seja taxado de elitista, ressalto que o resgate da cidadania dentro das igrejas em grande parte também é responsabilidade das... 4. Elites cristãs subdesenvolvedoras Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus. As elites evangélicas brasileiras em sua grande maioria se ausentaram de seu papel enquanto sal da terra e luz do mundo e sua omissão tem custado caro. Enquanto ficamos discutindo se arminianistas ou calvinistas estão certos, se pentecostais ou tradicionais (debate que não faz sentido para a multidão descrita logo acima) o espaço já foi preenchido por outras palavras, outras mensagens, outros líderes. Nosso evangelho resumido às nossas reuniões, às nossas palavras, à nossa fé, deveria estar somando-se ao evangelho das obras, ao evangelho da ação, ao evangelho maltrapilho feito para os pobres, os doentes, os já excluídos pelo Estado que, se não foram acobertados pelo tráfico, pela criminalidade ou pela prostituição o serão por estes líderes evangélicos. Neste diapasão nosso discurso perde a força que deveria ter pois este “evangelho” da heresia, da frouxidão moral, da falta de educação está literalmente salvando vidas, ainda que por interesses escusos enquanto o nosso...bem, o nosso...

Que Deus tenha misericórdia de nós.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Não há nada como a natureza...

5 de Junho : Dia Mundial do Ambiente
...eu gosto de flores encantar-me-ia ter a casa a nadar em rosas. Deus do céu, não há nada como a natureza, as montanhas selvagens e depois o mar e as ondas a enrolarem-se, e depois o campo tão bonito com os prados de aveia e trigo e toda a espécie de coisas e todo o bom gado que até faz desvanecer a alma só de vê-los; rios e lagos e flores de todas as espécies e formas e cheiros e cores saindo dos regos de água, primaveras e violetas...
James Joyce in Ulisses

Recuperar o Poder Original das Palavras

“Acredito que me tornei escritor para colocar no lugar certo algumas palavras usadas e abusadas pela igreja da minha juventude.Senti-me motivado a escrever porque, para mim, isso foi como se frestas de luz se transformassem em uma janela aberta para outro mundo.Comecei a valorizar, em especial, a qualidade libertadora da palavra escrita. Os oradores das igrejas que fequentei podiam levantar suas vozes e manipular as emoções como quem toca um instrumento musical. Mas sozinho, em meu quarto, controlando cada virada de página, encontrei-me com outros embaixadores da fé – C.S.Lewis, G.K.Chesterton, John Donne -, cujas doces vozes atravessaram o tempo para convencer-me de que, em algum lugar, viveram cristãos que conheceram a graça e a Lei, o amor e o julgamento, a paixão e razão.Tornei-me escritor por causa do meu próprio encontro com o poder das palavras, porque percebi que palavras estragadas e distanciadas de seu sentido original poderiam ser recuperadas.”
(Philip Yancey, Alma Sobrevivente)

Paz sem Verdade é Falsidade ( Paz Podre )

Quem se cala diante do pecado, da injustiça e de falsas doutrinas não ama de verdade. A Bíblia diz que o amor "...não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade" (1 Co 13.6). Deveríamos orar muito por sabedoria e, com amor ainda maior, chamar a atenção para a verdade e não tolerar a injustiça.
Ao estar em jogo a verdade, Estevão argumentou, mas sempre em amor a seu povo e com temor diante da verdade em Cristo. O apóstolo Paulo estava disposto a ser considerado maldito por amor ao seu povo, mas não cedia um milímetro quando se tratava da verdade em Cristo. Jesus amou como nenhum outro sobre a terra, mas assim mesmo pronunciou duras palavras de ameaça contra o povo incrédulo, que seguia mais as tradições e as próprias leis do que a Palavra de Deus. O Dr. John Charles Ryle, bispo anglicano de Liverpool que viveu de 1816 a 1900, certa vez disse assim:"Controvérsias religiosas são desagradáveis. Já é extremamente difícil vencer o diabo, o mundo e a carne sem ainda enfrentar conflitos internos no próprio arraial. Mas pior do que discutir é tolerar falsas doutrinas sem protesto e sem contestação. A Reforma Protestante só foi vitoriosa porque houve discussões. Se fosse correta a opinião de certas pessoas que amam a paz acima de tudo, nunca teríamos tido a Reforma. Por amor à paz deveríamos adorar a virgem Maria e nos curvar diante de imagens e relíquias até o dia de hoje. O apóstolo Paulo foi a personalidade mais agitadora em todo o livro de Atos, e por isso foi espancado com varas, apedrejado e deixado como morto, acorrentado e lançado na prisão, arrastado diante das autoridades, e só por pouco escapou de uma tentativa de assassinato. Suas convicções eram tão decididas que os judeus incrédulos de Tessalônica se queixaram: 'Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui' (At 17.6). Deus tenha misericórdia dos pastores cujo alvo principal é o crescimento das suas organizações e a manutenção da paz e da harmonia. Eles até poderão fugir das polêmicas, mas não escaparão do tribunal de Cristo".
"A paz se possível, mas a verdade a qualquer preço".
Martinho Lutero

5 de Junho : Dia Mundial do Ambiente

Defenda o Ambiente. Defenda o Planeta. Defenda a Vida. Defenda a Criação de Deus.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O Que É a Justiça ! ?

Quero que me ensinem também o valor sagrado da justiça — da justiça que apenas tem em vista o bem dos outros, e para si mesma nada reclama senão o direito de ser posta em prática. A justiça nada tem a ver com a ambição ou a cobiça da fama, apenas pretende merecer aos seus próprios olhos. Acima de tudo, cada um de nós deve convencer-se de que temos de ser justos sem buscar recompensa. Mais ainda: cada um de nós deve convencer-se de que por esta inestimável virtude devemos estar prontos a arriscar a vida, abstendo-nos o mais possível de quaisquer considerações de comodidade pessoal. Não há que pensar qual virá a ser o prémio de um acto justo; o maior prémio está no facto de ele ser praticado. Mete também na tua ideia aquilo que há pouco te dizia: não interessa para nada saber quantas pessoas estão a par do teu espírito de justiça. Fazer publicidade da nossa virtude significa que nos preocupamos com a fama, e não com a virtude em si. Não queres ser justo sem gozares da fama de o ser ? Pois fica sabendo: muitas vezes não poderás ser justo sem que façam mau juízo de ti! Em tal circunstância, se te comportares como sábio, até sentirás prazer em ser mal julgado por uma causa nobre!
Séneca In 'Cartas a Lucílio'
Citador

A Igreja Virada do Avesso

Há algum tempo venho percebendo que as igrejas têm sido engolidas por um certo tipo de institucionalização, onde os cargos, departamentos, burocracias, regras que não estão na Bíblia, pouco a pouco vêm suplantando a Palavra de Deus. Muitas Igrejas se parecem muito mais com empresas, tratando as pessoas como um produto, e não como o que realmente elas são: um organismo vivo onde cada membro é importante, o corpo de Cristo. A estrutura administrativa das Igrejas, não se parece nem de longe com o padrão Bíblico. As Assembléias são verdadeiros ringues de interesses, onde a maior preocupação é a vontade pessoal, acima de tudo e de todos. Isso, sem falar na politicagem que antecede essas rinhas. É um tal de chantagem, ligações fortuitas, conluios, maquinações, conspirações, e todo tipo de coisa que a meu ver estão bem longe do que haviam imaginado os apóstolos. Fruto disso, é que muitas decisões são tomadas sem o menor discernimento espiritual, a Bíblia quase nunca é consultada, e quando é usada, em geral, é para acalmar os ânimos alterados. Será essa a vontade Cristo para seu corpo? Foi isso que Deus imaginou para sua Família?Além disso, o activismo, e preocupação com programações para atrair ou segurar as pessoas, têm feito da Igreja, mais uma máquina de entretenimento do que um organismo vivo para pregação do Evangelho e edificação dos Salvos. […]
Versão Integral do texto, Ler Aqui
Por Creuse P. S. Santos

Tristeza e Dor

Instrumentos para o Enriquecimento

"Há também aqueles que acham que Deus existe para satisfazer suas vontades e seus desejos. A nossa sociedade consumista "ensina" através de seus meios de comunicação que o mais importante na vida é consumir mercadorias de marcas famosas e caras. As pessoas "educadas" nessa cultura de consumo fazem do consumismo o sentido último da vida. Quando não conseguem satisfazer o desejo de consumo e nem perceber que tais valores não são humanizantes e espirituais, procuram igrejas e religiões para pedir a deus que lhes abençoe com mais consumo. Assim, acabam confundindo a excitação do consumismo com experiência espiritual ou com bênçãos divinas e fazem de Deus e da religião instrumentos para o enriquecimento."
Jung Mo Sung, em Se Deus existe, por que há pobreza? (Editora Reflexão).

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Nas Teias que a Aranha Tece...

Dessa vez ele não resistiu. Disse para si mesmo: “hoje eu saio dessa prisão”. O cárcere do sentir-se culpado e amedrontado por tudo o que tinha praticado desde a sua mocidade constituía-se em sua maior e tormentosa treva. Na sua imaginação, o que o mantinha ainda vivo, eram as penitências que realizava para expiar uma culpa, que a cada dia aumentava mais, tal qual uma bola de neve. Tinha ouvido por diversas vezes, através do rádio, em praças públicas, nas feiras, nos templos, os pastores falarem: “Deus é amor, Ele já fez tudo por você”. “Ele carregou todas as tuas culpas na cruz do calvário” “Se aceitá-Lo você estará liberto do fardo da culpa”. Continuava sem entender como expiar tantas culpas que carregava consigo, sem dar em troca algo de si a Deus. Procurou uma igreja para se congregar.
. Enfim ─ disse ele ─, irei provar dessa libertação que não está associada a nenhuma sorte de sacrifício. Por cinco anos conseguira muitas amizades e um bom relacionamento no meio religioso em que sem muitos problemas foi inserido. Galgara alguns postos na hierarquia da igreja. Vivia um trabalho tão intenso que raramente tinha tempo para fazer uma reflexão, ou uma retrospectiva sobre toda a transformação que vinha vivenciando. Apreciava sempre em seus sermões, historiar como tinha sido a sua conversão: “Logo na primeira semana de crente ─ dizia enfronhadamente ─, tinha feito as suas maiores renúncias: jogado fora o cigarro, o baralho, deixado de beber e farrear até altas horas da noite. Decorridos dez anos de atividade eclesiástica, ele tinha se acostumado a uma frenética rotina, que denominava de “divina”. Não perdia um culto. Sentia-se como se estivesse sendo cobrado por Deus quando por algum motivo perdia as reuniões na sua igreja. Foi por esse tempo que começou a se dedicar ao exercício da meditação em suas madrugadas insones. Certa vez, em uma de suas profundas reflexões, chegara até pensar que não era um convertido, isto é, que não tinha nascido de novo. Mas, nessas ocasiões em que a dúvida sorrateiramente assomava a sua alma, algo em si dizia: “Se deixaste de fumar, de beber é porque és um crente”. Ele então se acalmava. Na verdade, em suas horas de desvelamento, ele já vinha vislumbrando que algo não estava batendo com o verdadeiro evangelho de Cristo. Primeiro ele notou que a igreja estava com dois tipos de pregações: para “os de fora”, ela tinha um espécie de sermão evangelístico tipo “Deus te ama”, “Deus te aceita do jeito que estás”. Para “os de dentro”, os sermões eram quase sempre ameaças doutrinárias, tipo: “Cuidado irmão! Deus é fogo consumidor”; eram ordens e mais ordens: “não faça assim, Deus pode requerer”. Foi então por esse tempo, que ele descobrira a razão de sua tão alta ansiedade. Vivia se mortificando, se sacrificando cada vez mais, à medida que se achava culpado por não ter alcançado aquela virtude que ainda lhe faltava. Chegava a orar por horas seguidas, intercaladas por dois ou três dias de jejum durante a semana. Na sua visão atrofiada pela neurose eclesiástica, agora, ele não via só dez mandamentos, via mais de trinta, requerendo dele mais esforço, mais empenho, mais desprendimento. Ele ainda não acordara para entender que aquilo que pensava que era amor, na verdade, era apenas uma artificialidade com seu rol de aspectos exteriores. Aquela preocupação doentia em produzir para Deus, não passava de outro tipo de escravidão. Para completar o quadro, ele começou a sentir medo, medo de errar, medo de tomar decisões erradas. Algumas vezes, o que surgia em sua imaginação o deixava ainda mais culpado e tenso. Perguntava constantemente para si mesmo: “Crente pode isso?” “É pecado tal coisa?”. Começou a se cobrar mais. Era tão intensa a sua vida espititual, que já não tinha nem mais tempo para o lazer com sua esposa e filhos. Achava-se tão culpado que sentia como se a ira de Deus estivesse pesando sobre sua cabeça. Quanto mais ouvia sermões de admoestações, mais longe ficava da imagem perfeita de Deus. Por não poupar os seus erros, o sentimento de culpa ia lhe sufocando mais, a cada dia que passava. O ritual, mesmo que meticulosamente por ele executado, não era suficiente para trazer paz a sua consciência embotada pela necessidade premente de práticas expiatórias. Ele agora se via naquela figura temerosa de criança, recebendo ordens severas do pai. Sua vida de crente parecia mais a de uma criança adotada e insegura. Talvez, um dia, quem sabe, ele viesse a ter consciência de que as suas práticas religiosas, não passavam de uma penitência inútil pelos erros cometidos em sua vida pregressa. Um dia, talvez, ele pudesse despertar da letargia religiosa que o prendera em uma outra prisão que, tal qual a de antes o tinha condenado a viver de sacrifício em sacrifício, tentando apagar uma culpa, que só Cristo como verdadeiro amigo e irmão poderia redimi-lo.

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8 : 36) .

Por Levi Bronzeado

Via Púlpito Cristão

Breve proposta de Explicação sobre a "igreja" designada "Nova Era"

Trata-se de um movimento de abrangência mundial que se tem caracterizado pelo uso dos meios de comunicação para divulgar as suas idéias malignas e anticristãs. O conhecimento sobre o referido movimento evita sermos envolvidos ou influenciados pelas idéias e conceitos que são ensinados por ele. O que é a “Nova Era” ? É um movimento religioso que traz no seu bojo uma fusão de religiões orientais e ocidentais como: Gnose, Espiritismo, Esoterismo, Astrologia, Ufologia, Parapsicologia, Misticismo, Bahaismo, Hinduismo, Maçonaria, Rosa Cruz, Hare Krishna, Mormonismo, Budismo, Seicho-No-Ie, Perfect Liberty, Ciência Cristã, Testemunhas de Jeová, Adventismo, Cultura Racional e tantas outras. É um movimento basicamente espírita onde se dá muito ênfase à reencarnação e às falsas doutrinas. A Bíblia denuncia e alerta sobre este desvio da verdade conforme se lê em II Timóteo 4: 3 e 4. Qual é o plano da “Nova Era” e o que na verdade pretende alcançar? Preparar o caminho para a chegada iminente do Anticristo (I João 2: 18). Precisamos ficar atentos! Estabelecer uma nova religião mundial. Ensinam que todo os caminhos levam a Deus. A Bíblia refuta esse ensinamento: João 14: 6. São contrários ao cristianismo e ensinam que a “era de peixes” terminou com a vinda de Jesus, e agora estão aguardando a “era de aquários”. É basicamente espírita. Entatizam a reencarnação. Praticam a “possessão demoníaca”. O engano é aceite como sendo verdade. O Ecumenismo (união de todas as religiões) é o coração da religião “Nova Era”. Com a frase “todas as religiões levam a Deus” os adeptos desse movimento avançam preparando as bases, o terreno para o “Mistério Babilónico” (Apocalipse 17: 5). Em I Timóteo 4: 1, lemos a respeito, onde o apóstolo Paulo afirma que essa religião é doutrina de demónios que nasce de mentes cauterizadas. Leia também II Tessalonicenses 2: 11 e 12. Ensinam que não há pecado e que o homem é um “pequeno deus”. Procuram, de forma subtil e bem engendrada, infiltrar idéias heréticas nas igrejas evangélicas usando para isso os meios de comunicação, principalmente a televisão e a internet. Agem através de livros, revistas, jornais, rádios, televisão, internet, roupas e até perfumes. Usam também a música para atrair e enganar. Cuidado! Esse movimento está preparando o mundo para receber o Maitréia (avatar, líder, messias, anticristo). Falam de paz e segurança. Falam de alegria, saúde e riqueza. São espíritos enganadores. Fiquemos com Jesus e com a Bíblia! O Movimento “Nova Era” nada mais é do que um dos sinais da proximidade da vinda de Jeus. É um alerta a todos nós. Devemos ficar atentos e sempre nos lembrar das palavras de Jeus: “Porque surgirão muitos falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mateus 24: 24). Tenhamos cuidado com esse movimento diabólico. Que Deus guarde a Sua Igreja de mais esse terrível engano.
Por Cícero Alvernaz
In Ultimato Via Desperta igreja

O Bordado de Deus

Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, olhava e perguntava o que ela estava fazendo. Respondia que estava bordando.Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada, e repetia: "Mãe, o que a senhora está fazendo?" Acontece que, visto de baixo, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos.Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava: "Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho daqui de cima. Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo: "Por que ela usa alguns fios de cores escuras e outros claros?" "Por que me parecem tão desordenados e embaraçados?" "Por que estão cheios de pontas e nós?" "Por que não tinham ainda uma forma definida?" "Por que demorava tanto para fazer aquilo?"Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou: "Filho, venha aqui e sente em meu colo." Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso, mas agora, vendo-o da perspectiva de minha mãe, aquelas linhas estranhas formavam uma paisagem maravilhosa! Então ela me disse: "Filho, de baixo parecia estranho e complicado, mas agora, vendo-o de cima, você pode entender o que eu estava fazendo."Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito: "Pai, o que estás fazendo?" Ele parece responder: "Estou bordando a sua vida, filho." E eu continuo perguntando: "Mas está tudo tão confuso...Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros. Por que não são mais brilhantes?" O Pai parece me dizer: "Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em mim... eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida daqui de cima."Talvez você não entenda o que está acontecendo em sua vida. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo. É que você está vendo o lado avesso. Mas fique tranquilo: Do outro lado, Deus está bordando a sua vida.

Uma de entre 228 Histórias difíceis de esquecer : A Brasileira que Tinha Medo de Voar

A assessora de imprensa da Presidência da Petrobrás, Adriana Van Sluings, 40 anos,tinha medo de andar de avião, adiou a partida para Paris uma semana, mas finalmente acabou por embarcar no voo AF 447, entre o Rio de Janeiro e a capital francesa, que desapareceu dos radares na madrugada de hoje.

A mãe, a brasileira de origem holandesa Vazti Van Sluings, 70 anos, chegou ao aeroporto pouco depois de a imprensa local começar a noticiar o desaparecimento do avião, e, apesar de visivelmente consternada, disse à Lusa ter esperança nas buscas. "Eu soube da notícia pela televisão que o voo, que tinha saído às 19:00, desapareceu nos radares", contou Vazti. "Antes disse para a Adriana que era perigoso [o destino final, Coreia do Sul]. Despedi-me dela pelo telefone." Segundo a mãe, Adriana tinha medo de voar de avião, e deveria ter embarcado na semana passada mas a partida foi adiada. Depois da escala em França, o destino era Seoul, onde iria participar na inauguração de um navio-sonda da Petrobras. Van Sluings adiantou que Adriana viajava sozinha, e não soube confirmar se outros funcionários da Petrobras estavam no voo. "Eu estou bloqueada. Mas a gente tem esperança", afirmou.[…]
In Diário de Notícias de 01 de Junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

De Joelhos Ninguém Tropeça

Era sábado, de manhã ainda bem cedo. Eu chegava para um evento de jovens numa igreja na periferia do Rio de Janeiro. Ao entrar, encontrei um pequeno grupo reunido em oração. Para minha surpresa, além das senhoras, havia jovens ali. Um deles, que liderava a reunião, convidou a todos para se ajoelhar e orar, e o fez com a seguinte afirmação: “Quem anda de joelhos não tropeça!” Um grupo de anônimos, reunidos bem cedo em oração, numa igreja de periferia. Isso não se torna notícia, nem engrossa estatísticas do nosso controvertido crescimento evangélico. Gente assim também não é levada em conta na abundante literatura destinada a promover os vários métodos de crescimento de igreja. [...]
Versão Integral do Texto, Ler Aqui
In Revista Cristianismo Hoje