terça-feira, 9 de junho de 2009

Donald Faz Hoje 75 anos

Imagem jornal El Mundo Digital

Feliz dia de Aniversário para o Pato Resinga, que tem divertido gerações.

Ler Notícia em Castelhano, Aqui

Todos Ganharam, menos Sócrates e eu...

A noite eleitoral para as europeias foi o do costume: todos os partidos a encontrarem um motivo para celebrarem uma qualquer "vitória de Pirro". Senão vejamos:
Manuela ganhou ao jogar na tripla. Arranjou um candidato não conotado com os seus "inimigos" internos, e arrumou, pelo menos por uns tempos, com a contestação de alguns barões que se preparavam para a "tomada da bastilha do PSD" face à reconhecida fraqueza da líder. Não meteu os ombros na campanha de Rangel, não fosse a coisa dar para o torto... e aí "era pior a emenda que o soneto" podendo sair eventualmente salpicada . O rapaz Rangel, como é ambicioso, e aparentemente carreirista, fez das tripas coração, foi à luta e safou-se. Pena que só possa saborear a sua vitória por umas semanas, até ter que fazer as malas para Estrasburgo e assim não incomodar nem estorvar ( até porque fica em dívida de gratidão ) a ceráfica Manuela Ferreira Leite no seu confortável e descansado poleiro de onde irá, certamente, "cacarejar", mais ruidosamente, com o seu ar de "galinha matriarca", para o "galo" Sócrates, que manterá a crista em baixo nos próximo tempos, dado ter ficado com "azia" devido ao milho estragado que comeu no passado domingo.
Por outro lado, o P.P. de Portas também ganhou porque, pese embora as sondagens, aguentou o barco, evitando que este fosse, por agora, ao fundo, e ainda manteve os 2 deputados, o que é obra...
O P.C.P. ( CDU ), como diria o "gato" Ricardo Araújo Pereira, "ganha sempre" , mesmo depois de ter sofrido uma derrota difícil de "engolir", às mãos desse meteórico B.E.
O Bloco ganhou, porque superou-se, e às suas expectativas. Até quando continuará a ter "gás", é uma interrogação.
Os outros, os partidos que não contam, ganharam: ou porque o PS perdeu, ou porque a esquerda se reforçou, ou porque a direita se chegou à frente. Depende dos pontos de vista... nem que tenham apenas uma margem de votos muito residual, encontram sempre motivos para a festa. Ainda bem. Haja alguém que nunca fica triste com "vitórias morais".
Resumindo: Só o PS de Sócrates, e eu, enquanto elemento integrante do povo que vai pagar a factura, perdemos.
O povo, esse, já faz parte dos suspeitos perdedores do costume.
Sócrates, vai ter que se habituar, parece-me. Ou acordar !!!
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Jacinto Lourenço

Henry Ford Inspirador de Adolf Hitler...?!

Quem forneceu a Hitler a base inicial a fim de trasmutar séculos de ódio religioso no novo anti-semitismo político do século vinte? Foi Henry Ford, agindo directamente através da Ford Motor Company. Em 1920 o crédulo porém arrebatado Ford adquiriu um texto datilografado forjado, que o convenceu da existência de uma conspiração judaica maléfica e internacional, determinada a subjugar o mundo pela manipulação indirecta de governos, jornais e sistemas económicos.
"Tenho Henry Ford como minha inspiração"

Adolf Hitler

Estas revelações constavam do notório – e inteiramente falso – Os Protocolos dos Sábios de Sião.
Versão Integral do Texto. Ler Aqui

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Descoberta Necrópole da Idade do Ferro em Évora

Uma necrópole do segundo período da Idade do Ferro, com cerca de 80 sepulturas, e uma estrada romana foram descobertas próximo do aeródromo de Évora, na periferia da cidade, constituindo-se como um "importante achado" arqueológico, foi hoje divulgado.
"Face à movimentação de terras, descobrimos estas fossas (sepulturas) escavadas no substrato rochoso", explicou hoje à agência Lusa o arqueólogo Telmo Pinheiro, responsável pelos trabalhos. Os achados arqueológicos foram descobertos há cerca de duas semanas, na sequência das obras do futuro Parque de Indústria Aeronáutica de Évora, junto ao aeródromo da cidade. "São aproximadamente 80 fossas, círculos escavados nas rochas, onde enterravam as cinzas juntamente com algum espólio, depois de cremarem os corpos", relatou o arqueólogo, indicando que a poucos metros do local foi também encontrada "uma mancha" onde era feita a cremação dos corpos. [...].
Versão Integral do texto, Ler Aqui.
In Diário de Notícias Online de 05/06/09

1944, 6 de Junho -Dia "D"

Muitos de nós, inclusive eu, não soubemos o que é passar, literalmente, por uma guerra, e muito menos por uma guerra de dimensão mundial.
Na 2ª Guerra mundial, perderam a vida cerca de 55 milhões de pessoas, civis e militares.
A loucura de uns e o atavismo de outros, dirigentes politicos da altura, trouxeram, até à actualidade, para este palco sangrento do mundo, que é a Europa, duas guerras mundiais. É verdade que noutros palcos, noutras latitudes, se representou esta tragédia, mas foi na europa que confluiram, em grande parte, as forças opostas.
Aliados, alemães, japoneses, americanos, canadianos, australianos, neo-zelandeses, ingleses,franceses, são algumas de entre tantas outras nacionalidades de soldados que perderam as suas vidas em defesa de ideais que, na maior parte dos casos, nunca chegaram a entender. A morte não perguntava por quem lutavam ou porquê lutavam, quando vinha no seu encalço, nem qual o seu ideal. Simplesmente ceifava-os, jovens e menos jovens. Famílias, países, nações, foram destroçados em nome da barbárie ou contra ela.
Talvez que a maior parte das gerações de hoje não tenham sequer ouvido falar do dia 06 de Junho de 1944 e do que aconteceu nas praias da Normandia, em França, nesse dia, e não tenham percebido muito bem o que é que Obama celebrava com Sarkozy, na semana que passou. No entanto é bom que todos saibam que ali perderam a vida, num só dia, milhares de soldados, combatendo por países que não eram o seu, numa guerra por ideais que desconheciam.
É bom que, pelo menos, saibamos porque ideal combatemos e se ele está em linha com a nossa dignidade e a do nosso próximo.
Se não nos conseguimos furtar a todas as guerras, pela via do diálogo, travemos então aquelas que tenham em vista combater todo o tipo de barbárie que ofenda gravemente a nossa dignidade e do nosso próximo.
Lembremos que é sempre preferível não deixar que loucos, déspotas ou ambiciosos tomem a nossa liberdade como sua possessão. Foi essa a lição do dia 06 de Junho de 1944: o alto preço que teve que ser pago para recuperar algo que se deixou perder em nome "de uma certa diplomacia" de uma certa paz podre.
Quando a vida, a dignidade e a liberdade estão em jogo, é sempre melhor evitar desembarques furtivos em praias falsamente calmas, à espera de poder surpreender o sono dos maus; é que eles vigiam o horizonte da sua intranquilidade. Não dormem e estão sempre dispostos para a arquitectura da maldade que trave as naus da liberdade trazidas por madrugadoras ondas favoráveis. O mais razoável, a fazer em tempo útil, é impedir que construam "bunkers" de mentira, e falsidade. Depois de lá instalados, o preço a pagar para os desarraigar será sempre dramaticamente mais elevado. A linha da praia é deles. Os inocentes serão sempre alvos fáceis para um farisaico sacrifício a manchar a areia de vermelho.
Chegamos a cansar-nos da história por ela repetir os erros de quem tem sempre de ser herói para os poder apagar.
Jacinto Lourenço

Acerca da Vida

A vida é emoção. Apaixonados, lutamos contra os dias que escorrem como água entre os dedos. Imprecisa, não-evidente, enviesada, carente de construção, a vida espera ser talhada por artesãos. No caldo da angústia universal, confia que alquimistas transformarão atrevimento em circunspeção. Quer converter Valquírias em Marias, bárbaros em samaritanos. A vida é mistério. De onde vem o sentimento de beleza? Por que entesouramos os instantes delicados do passado? Por que a morte desfigura e esfumaça os olhos? Para onde se expande a margem extrema do universo? Que mecanismo impede a mente de ressentir dores? Por que nos vemos como outra pessoa nos sonhos, mas sempre sendo nós?Infelizmente começamos com afirmações e esquecemos as perguntas. Não transformamos os pontos de interrogação em lupas. Presunçosos, não carregamos o pente fino da dúvida no bolso do colete. Cegos, temos medo das aporias. Desistimos dos porquês infantis e ficamos com as certezas que nos entorpecem. A vida é triste. Agonizamos com a lama burocrática que encobre o vilarejo pobre. Impotentes, tentamos resistir o mal sistêmico que prescinde das pessoas. Não entendemos como as elites conseguiram inventara o motor-contínuo para energizar a máquina da injustiça. Perdidos, procuramos fazer com que bondade e misericórdia não desapareçam do vocabulário religioso. Abatidos, vemos a sordidez sentar na cadeira da polidez. A implacabilidade ganhar da bondade. A ambigüidade moral amordaçar a solidariedade. A vida é bela - e sempre desejável, dizia o poeta. O dilúvio não descolore a aquarela que se refrata na neblina. Homens e mulheres continuam a esperar por um novo céu e uma nova terra, onde crianças brincam com serpentes. Percebemos o divino no bailar da folha enamorada do vento. Celebramos a formosura de viver no ancião que planta uma árvore, na mãe que ensina a filha surda a falar com as mãos, no menino que, na capoeira, faz da luta uma dança.A vida é trágica. Subimos no palco sem roteiro. Não passamos de actores sem texto para decorar. Personagens que actuam sem noção do instante que as cortinas descerão. Contracenamos com gente que acabamos de encontrar. Vez por outra escutamos apupos e procuramos as máscaras sorridentes, que disfarçam os constrangimentos. Sem coxia, não temos para onde correr. Assumimos diferentes papeis mesmo sabendo que a tragédia é inevitável. Sofremos. Quando nos acostumamos com os holofotes, o director grita: acabou o espectáculo.

Soli Deo Gloria

Creia e Terááááááá !!!

No meio de um desses “cultos de poder” um pastor começa a profetizar e, no meio do falatório, vira para um irmão e diz:— Seu útero será curaaaadooooo!O irmão, assustado com aquele crasso erro de conhecimento orgânico, humildemente refuta:— Mas... pastor? Eu não tenho útero!O pastor, num arroubo de superpoderes e revelação, conclui:— Creeeeiaaaa... e teráááás!!!

sábado, 6 de junho de 2009

Somos Águias

"Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus!Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso companheiros e companheiras, abramos as asas e voemos. Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar".
Leonardo Boff no livro “A águia e a galinha” citando o discurso de libertação de James Agreey, em meados de 1925 em Gana (ex-colônia inglesa), p.34.

Perdão Meu Deus

Perdão meu Deus! Pelas vezes que fui ao culto buscar bênçãos de ti. A religião nunca me ensinou o real poder da cruz e da ressurreição, muito menos a versão “evangélica” (do evangelho) de culto, que enuncia ser o culto um ambiente comunitário de total louvor ao nome bendito de Jesus Cristo, a quem devemos a vida. Enganado, fiz do culto em Cristo um ambiente pagão, pratiquei de maneira insana a filosofia do “toma lá, da cá”, usei de barganhas, clamei pela sua mão e me esqueci da tua maior obra: a redenção. Perdão meu Deus! Pelos dias que me desgastei preocupado com as minhas coisas, esquecendo-me de buscar o seu reino e a sua justiça. É muito difícil entender a graça, a segurança e o consolo que seu Filho nos prometeu; estas, não são palavras de fácil compreensão para quem foi, por muito tempo, prosélito de quem se julga detentor absoluto da verdade. Perdão meu Deus! Pelas músicas que cantei, pelo: “restitui! Eu quero de volta o que é meu!” E tantas outras imbecilidades entoadas por mim. Como prosélito de néscios travestidos de sacerdotes, adotei a filosofia que dicotomiza música evangélica e música “do mundo” e acabei coando o mosquito e engolindo camelos. Por um desvio teológico o movimento evangélico tem cantado mentiras absurdas em nome de Deus, saciando o ego humano e a fome de injustiça de Satanás, enquanto as músicas populares, com poesias brilhantes, louvam a Deus, bendizendo a vida. Perdão meu Deus! Por ter idolatrado a Bíblia por tanto tempo, fazendo dela o livro dos livros, mas esquecendo-me de vivenciá-la. Pelas vezes que fiz dela um livro de necromancia evangélica, tirando dela seu objetivo único de revelar Deus ao homem e o homem ao homem de maneira escrita pelos seus servos e inspirada pelo seu Espírito. Pelas vezes que a li só por ler, sem a pretensão de entendê-la, mas com o fim de decorar versículos para cuspi-los nos rostos daqueles que não fazem parte da tua igreja bendita. Perdão meu Deus! Pelas vezes que deixei de desfrutar a vida em nome de uma santidade vulgar, imbecil e não-bíblica. Por obstruir a vida em favor de questiúnculas de seres humanos que se preocupam em manipular o outro e a divindade, em favor dos “bons costumes”. Meu Deus, arrependido e disposto a reviver, ante as novas oportunidades que só o Senhor concede aos que o buscam com um espírito contrito e um coração arrependido, confesso-lhe me sentir um estranho em meio a tanta ignorância entre aqueles se dizem teus filhos. Por Jesus Cristo.

Uma ( triste) realidade evangélica

Neste mal encenado espectáculo que se tornou a Igreja evangélica brasileira, nas quais alguns púlpitos mais se parecem com picadeiros de circo, uma pergunta me persegue: o que leva milhões de pessoas às reuniões de “poder”, aos congressos de "fogo”, às campanhas e vigílias de “unção” destes famigerados estelionatários da fé, lobos adornados com as rústicas peles de um cordeiro? O quê os mantêm deslumbrados com tais líderes cegos mesmo após suas excrescências lhe mancharem a fronte e suas vestes se rasgarem? Alguns fatores podem explicar o porquê e gostaria de compartilhá-los com você (mesmo que você os conteste ou os ignore). 1. A frouxidão moral do brasileiro médio Mas em Teu nome curamos enfermos e expulsamos demônios... Afastai-vos de mim pois não vos conheço! Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil divaga sobre este aspecto de nossa personalidade nacional nos termos do homem cordial. Ele chega a dizer que “a uma religiosidade de superfície, menos atenta ao sentido íntimo das cerimônias que ao colorido e à pompa exterior, quase carnal em seu apego ao concreto e em sua rancorosa incompreensão de toda verdadeira espiritualidade; transigente, por isso mesmo que pronta a acordos, ninguém pediria, certamente, que se elevasse a produzir qualquer moral social poderosa.” (grifo meu) Este aspecto produz nossos ”rouba mas faz” e conseqüentemente o “evangelho do rouba mas faz”, o evangelho da moral frouxa em que líderes pecaminosos (ainda que haja uma rigidez moral em relação a desvios sexuais como adultérios) permanecem amados e respeitados no seio das igrejas. Ele desvia dinheiro da igreja? Duvido! Deus faz milagres através dele...Ele tem carros importados na garagem às custas das nossas ofertas? Digno é o obreiro do seu salário...É o dom da prosperidade sobre ele pois nós somos cabeça e não cauda (ainda que quem esteja proferindo palavras como essa ainda ande a pé...). 2. A tendência natural de todo ser humano ao caminho mais fácil O caminho largo conduz à perdição. O caminho estreito é o que conduz à salvação. Em qualquer nação, era ou civilização, demonstrado está que o espírito do homem o conduz ao conforto próprio. Parece-me expressar uma tendência natural de auto-sobrevivência que nos impele àquilo que parece mais simples e que exija menos esforço. Nos últimos dias comecei a refletir sobre este aspecto de nossa natureza dentro da igreja, ao vislumbrar um caso que me parece muito sintomático e que tem assolado à Igreja brasileira (neste caso, até internacional). Um senhor ao final da reunião procurou pelo pastor para relatar de sua dor e sofrimento em relação à doença de sua filha (crônica e humanamente incurável). Para nós pastores e líderes faz-se muito mais confortável fazer a oração da fé, determinar a cura, dizer ao pai que tome posse da benção e despedi-lo em paz. Ele precisa disso talvez mas ele precisa de muito mais. Nosso verdadeiro evangelho implica tomar sobre nós uma carga um pouco maior, uma cruz; implica caminhar ao lado daquele pai, chorar com ele, suportá-lo em sua dor, derramar azeite sobre suas feridas, bálsamo sobre seu corpo já inerte pela dor da filha. Viver um evangelho maniqueísta neste sentido (de um Deus neo-pentecostal que sempre cura ou de um Deus tradicional que nunca cura) é muito mais confortável e muito mais fácil. Relacionar-se com um Deus que não tem respostas imediatamente conclusivas neste caso é muito mais uma questão de fé e não somente da razão. Isto é cristianismo, o cristianismo do copo de água ao sedento, da oração na casa da viúva, do copo de vinho para Timóteo, da visita ao Paulo encarcerado e à beira da condenação, do choro ao lado de Jó. 3. A falta de Educação formal Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Uma pesquisa realizada pela ONG Acção Educativa, em parceria com o Instituto Paulo Montenegro (ligado ao Ibope) indicou que apenas 25% dos brasileiros com mais de 15 anos têm pleno domínio das habilidades de leitura e de escrita. Isso quer dizer que 1 em cada 4 brasileiros consegue compreender totalmente as informações contidas em um texto e relacioná-las com outros dados.Segundo o levantamento, 38% dos brasileiros podem ser considerados analfabetos funcionais. Quando o estrato estudado é aquele em que as pessoas tinham apenas três anos de estudo, o percentual de analfabetos funcionais chega a 83%. Mesmo entre as pessoas com quatro a sete anos de estudo, pouco mais da metade atinge os níveis básico e pleno de habilidade de leitura e de escrita. Os demais também podem ser considerados analfabetos funcionais. (Fonte: Folha de S. Paulo). Um povo cego que sempre se verá guiado por outros cegos. Neste dantesco inferno deixamo-nos guiar por quaisquer que sejam os Virgílios. Prosperam em nossa terra líderes que não consegue interpretar a verdade explícita das Escrituras (ou não querem), que lêem textos sem acentos encontrando assim mensagens divinas guiando um povo que ouve o que quer e não o que precisa. Dói-me perceber que em alguns casos a falta de uma educação formal, básica, que nos afastaria das condições de analfabetos funcionais. O impacto desta tragédia social em nossas igrejas se reflete em heresias, desvios de conduta, extorsões, crimes contra a palavra e contra os homens, acobertados por leituras deturpadas da palavra que conduzem milhões ao abismo. Antes que este artigo seja taxado de elitista, ressalto que o resgate da cidadania dentro das igrejas em grande parte também é responsabilidade das... 4. Elites cristãs subdesenvolvedoras Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus. As elites evangélicas brasileiras em sua grande maioria se ausentaram de seu papel enquanto sal da terra e luz do mundo e sua omissão tem custado caro. Enquanto ficamos discutindo se arminianistas ou calvinistas estão certos, se pentecostais ou tradicionais (debate que não faz sentido para a multidão descrita logo acima) o espaço já foi preenchido por outras palavras, outras mensagens, outros líderes. Nosso evangelho resumido às nossas reuniões, às nossas palavras, à nossa fé, deveria estar somando-se ao evangelho das obras, ao evangelho da ação, ao evangelho maltrapilho feito para os pobres, os doentes, os já excluídos pelo Estado que, se não foram acobertados pelo tráfico, pela criminalidade ou pela prostituição o serão por estes líderes evangélicos. Neste diapasão nosso discurso perde a força que deveria ter pois este “evangelho” da heresia, da frouxidão moral, da falta de educação está literalmente salvando vidas, ainda que por interesses escusos enquanto o nosso...bem, o nosso...

Que Deus tenha misericórdia de nós.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Não há nada como a natureza...

5 de Junho : Dia Mundial do Ambiente
...eu gosto de flores encantar-me-ia ter a casa a nadar em rosas. Deus do céu, não há nada como a natureza, as montanhas selvagens e depois o mar e as ondas a enrolarem-se, e depois o campo tão bonito com os prados de aveia e trigo e toda a espécie de coisas e todo o bom gado que até faz desvanecer a alma só de vê-los; rios e lagos e flores de todas as espécies e formas e cheiros e cores saindo dos regos de água, primaveras e violetas...
James Joyce in Ulisses

Recuperar o Poder Original das Palavras

“Acredito que me tornei escritor para colocar no lugar certo algumas palavras usadas e abusadas pela igreja da minha juventude.Senti-me motivado a escrever porque, para mim, isso foi como se frestas de luz se transformassem em uma janela aberta para outro mundo.Comecei a valorizar, em especial, a qualidade libertadora da palavra escrita. Os oradores das igrejas que fequentei podiam levantar suas vozes e manipular as emoções como quem toca um instrumento musical. Mas sozinho, em meu quarto, controlando cada virada de página, encontrei-me com outros embaixadores da fé – C.S.Lewis, G.K.Chesterton, John Donne -, cujas doces vozes atravessaram o tempo para convencer-me de que, em algum lugar, viveram cristãos que conheceram a graça e a Lei, o amor e o julgamento, a paixão e razão.Tornei-me escritor por causa do meu próprio encontro com o poder das palavras, porque percebi que palavras estragadas e distanciadas de seu sentido original poderiam ser recuperadas.”
(Philip Yancey, Alma Sobrevivente)

Paz sem Verdade é Falsidade ( Paz Podre )

Quem se cala diante do pecado, da injustiça e de falsas doutrinas não ama de verdade. A Bíblia diz que o amor "...não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade" (1 Co 13.6). Deveríamos orar muito por sabedoria e, com amor ainda maior, chamar a atenção para a verdade e não tolerar a injustiça.
Ao estar em jogo a verdade, Estevão argumentou, mas sempre em amor a seu povo e com temor diante da verdade em Cristo. O apóstolo Paulo estava disposto a ser considerado maldito por amor ao seu povo, mas não cedia um milímetro quando se tratava da verdade em Cristo. Jesus amou como nenhum outro sobre a terra, mas assim mesmo pronunciou duras palavras de ameaça contra o povo incrédulo, que seguia mais as tradições e as próprias leis do que a Palavra de Deus. O Dr. John Charles Ryle, bispo anglicano de Liverpool que viveu de 1816 a 1900, certa vez disse assim:"Controvérsias religiosas são desagradáveis. Já é extremamente difícil vencer o diabo, o mundo e a carne sem ainda enfrentar conflitos internos no próprio arraial. Mas pior do que discutir é tolerar falsas doutrinas sem protesto e sem contestação. A Reforma Protestante só foi vitoriosa porque houve discussões. Se fosse correta a opinião de certas pessoas que amam a paz acima de tudo, nunca teríamos tido a Reforma. Por amor à paz deveríamos adorar a virgem Maria e nos curvar diante de imagens e relíquias até o dia de hoje. O apóstolo Paulo foi a personalidade mais agitadora em todo o livro de Atos, e por isso foi espancado com varas, apedrejado e deixado como morto, acorrentado e lançado na prisão, arrastado diante das autoridades, e só por pouco escapou de uma tentativa de assassinato. Suas convicções eram tão decididas que os judeus incrédulos de Tessalônica se queixaram: 'Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui' (At 17.6). Deus tenha misericórdia dos pastores cujo alvo principal é o crescimento das suas organizações e a manutenção da paz e da harmonia. Eles até poderão fugir das polêmicas, mas não escaparão do tribunal de Cristo".
"A paz se possível, mas a verdade a qualquer preço".
Martinho Lutero

5 de Junho : Dia Mundial do Ambiente

Defenda o Ambiente. Defenda o Planeta. Defenda a Vida. Defenda a Criação de Deus.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O Que É a Justiça ! ?

Quero que me ensinem também o valor sagrado da justiça — da justiça que apenas tem em vista o bem dos outros, e para si mesma nada reclama senão o direito de ser posta em prática. A justiça nada tem a ver com a ambição ou a cobiça da fama, apenas pretende merecer aos seus próprios olhos. Acima de tudo, cada um de nós deve convencer-se de que temos de ser justos sem buscar recompensa. Mais ainda: cada um de nós deve convencer-se de que por esta inestimável virtude devemos estar prontos a arriscar a vida, abstendo-nos o mais possível de quaisquer considerações de comodidade pessoal. Não há que pensar qual virá a ser o prémio de um acto justo; o maior prémio está no facto de ele ser praticado. Mete também na tua ideia aquilo que há pouco te dizia: não interessa para nada saber quantas pessoas estão a par do teu espírito de justiça. Fazer publicidade da nossa virtude significa que nos preocupamos com a fama, e não com a virtude em si. Não queres ser justo sem gozares da fama de o ser ? Pois fica sabendo: muitas vezes não poderás ser justo sem que façam mau juízo de ti! Em tal circunstância, se te comportares como sábio, até sentirás prazer em ser mal julgado por uma causa nobre!
Séneca In 'Cartas a Lucílio'
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