sexta-feira, 26 de junho de 2009

10 Princípios para Ser Bem Sucedido

01 - Creia que sua vida cumpre um propósito divino na terra. Você é influenciado pelos genes que herdou de seus pais e é bastante "circunstancializado" pelo meio no qual vive. Entretanto, mais forte que as determinações genéticas e os condicionamentos do meio social, é o seu chamado para ser. Você foi criado como um sacerdote neste universo de Deus. Por isso, você existe e sabe que existe. Encha sua consciência com esse significado. Quando você assumir sua vocação para ser, as outras pessoas vão "encontrar" você.
02 - Creia que seu dia ganha força e energia espiritual quando você ora. Portanto, ore sempre. Mesmo nos seus afazeres. Sempre que uma notícia ou informação lhe chegar, entregue-a a Deus. Ofereça a Deus os potenciais e as possibilidades que cada fato, percepção ou impressão lhe trazem ao coração. Além disso, pare um pouco todos os dias, ainda que seja só um pouco, e ore. Dê graças por tudo e abrace o Senhor no seu coração. Quando orar, peça coisas específicas, mas não se esqueça de sempre terminar de modo submisso e geral, dizendo: "Seja feita a tua vontade, assim na Terra como nos céu". Afinal, você não sabe se o que quer é o melhor. Mas o Senhor sabe!
03 - Creia que a maior inteligência que Deus lhe deu não é a intelectual nem a emocional, mas sim a inteligência. "O coração tem razões que a própria razão desconhece". Usar a cabeça (inteligência intelectual) e saber se relacionar com o próximo e as circunstâncias (inteligência emocional) é fundamental. Mas não é essencial. O essencial habita os mistérios do espírito, no mundo do coração. Portanto, dê atenção aos seus sonhos noturnos e aos seus sentimentos perceptivos. Quando você tiver uma "impressão", não a despreze de cara. Medite. Ore. Discirna. A resposta pode estar no passado. Mas, às vezes, trata-se de uma intuição profética. Pode ser um alerta sobre o futuro. Nesse caso, ore, corrija a rota e prossiga.
04 - Creia que quando alguém ama a Deus e ao próximo e respeita a vida, então tudo ganha sincronicidade e conectividade. Isso é apenas um outra forma de dizer que "todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus". O amor a Deus traz sentido para a sua vida. O amor de Deus transforma o cenário mais absurdo numa conspiração do bem.
05 - Creia que a leitura bíblica feita com os olhos do coração ilumina a alma e os caminhos da Terra. Ler a Bíblia é importante. Mas lê-la com os olhos da alma é essencial. Quem lê com o intelecto enxerga textos e os compreende. Quem lê com o coração discerne "caminhos sobremodo excelentes". Faça da leitura bíblica não apenas um meio de fortalecimento espiritual. Leia-a como caminho de descoberta e de insights para a sua visão do mundo, de si mesmo e de Deus.
06 - Creia que uma atitude mental positiva tanto é resultado de uma espiritualidade sadia como também pavimenta o caminho de todo ser humano bem-sucedido. Eu costumo dizer que mesmo ateus-positivos se dão melhor na vida que ateus-negativos. O mesmo princípio se aplica a cristãos.
07 - Creia que generosidade e dadivosidade são forças espirituais poderosas que atraem para quem as pratica as melhores oportunidades e possibilidades da vida. Por isso é tão importante dar dízimos e ofertas. Escolha causas, projetos e pessoas nos quais você acredita e dê no mínimo dez por cento dos seus ganhos para essas iniciativas. De fato, fazendo assim, você está abrindo portas invisíveis para você mesmo. E lembre-se: faça isso com entusiasmo e alegria.
08 - Creia que o que diferencia o fazer do não-fazer é apenas uma decisão seguida de gesto simples. Assim sendo, nunca adie o início de qualquer coisa na qual você acredita se a oportunidade se apresentar e seu coração responder com paz e fé. O gesto necessário, tanto para se levantar de cama quanto para levantar a cama, é um só: colocar-se de pé. Daí Jesus ter dito: "Levanta-te, toma teu leito e anda".
09 - Creia que a melhor composição de imagem exterior e de virtude interior para um cristão é aquela que combina a "simplicidade dos pombos" (imagem exterior) com a "prudência das serpentes" (virtude interior). Sendo assim, seja astuto por dentro e simples por fora. Sempre dá certo e protege a vida.
10 - Creia que a maior bênção de possuir uma consciência é poder usá-la para auto-examinar-se todos os dias. Quem se auto-examina resiste melhor às criticas, pois se utiliza delas para diminuir seus próprios equívocos, e se mostra imune a eles quando a consciência o convence de estar fazendo aquilo que é certo. Auto-exame é o que faz a diferença entre aqueles que vivem para preservar sua imagem e a reputação daqueles que vivem para o que é verdadeiro e real.

Morreu Michael Jackson

Ouvia a RFM e o Oceano Pacífico quando a notícia, às 23h-00, fez saltar o meu espírito e agitou os meus neurónios: MORREU MICHAEL JACKSON, de paragem cardíaca, aos 50 anos.
Mesmo não sendo fã, não posso deixar de realçar a sua importância no Pop-Rock. Também não posso deixar de lamentar, com pesar, a sua prematura morte. Genericamente, penso que M.Jackson poderia ter vivido muito melhor a sua vida. Talvez só a vacuidade que assalta e devora tantas outras "superstars" impediu que isso acontecesse. A fixação nalguns paradigmas inusitados e estéreis, contribuiram, porventura para a precipitação do triste acontecimento e da sua precoce partida numa viagem para a qual ignoro se estaria ou não preparado. Antevejo que este desenlace vai fazer correr, por vários motivos, muita tinta, nos próximos tempos, bem como alimentar as mais diversas, especulativas e bizarras manifestações. Bom era que, pelo menos na sua morte, se mantivesse o silêncio.
. Jacinto Lourenço

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Imitar o Melhor Exemplo

Caminhado os homens quase sempre pelos caminhos já por outros percorridos, e tendendo, nas suas acções, a proceder por imitação, não podem, contudo, seguir inteiramente a mesma via nem alcançar a virtude daqueles que pretendem imitar. Por tal motivo, um homem avisado deve procurar seguir as vias percorridas por grandes homens e imitar aqueles que atingiram o mais elevado patamar de excelência, de modo que, se não pudermos igualar a sua virtude, deles vos fique, ao menos, o perfume do seu valor. É o que fazem os archeiros habilidosos, os quais, parecendo-lhes muito distante o alvo que desejam atingir, e, conhecendo bem as limitações de alcance do seu arco, fazem pontaria para um ponto muito mais alto do que o alvo, não para aí acertar com as suas flechas, mas, sim, para, com a ajuda de tão elevada mira, poderem bater o alvo pretendido.
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Nicolo Maquiavel, in 'O Príncipe' .
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Citador

Olho de Gato

Foto Jornal El Mundo - Imagem captada pelo Hubble
Quando, na noite de 29 de Agosto de 1864, William Huggins observou pelo espectroscopio que havia instalado no seu observatório para analisar a luz que procedia da nebulosa planetária "Olho de Gato" ( NGC6543 ), na Constelação do Dragão, teve uma enorme surpresa. " eu não esperava um espectro como este ! ", exclamou. [...]
Versão integral do texto ( em Castelhano ), Ler Aqui.
In Jornal El Mundo Online de 24 de Junho de 2009
Tradução do excerto reproduzido por Ab-Integro
William Huggins junto do seu telescópio
( Foto Jornal El Mundo )

Sexo Sagrado

O costume pode assombrar as mais liberais das mocinhas de hoje, mas foi registrado pelo grego Heródoto, no século 3 a.C. Na Babilônia, nenhuma mulher se casava antes de passar pelo templo de Istar, deusa do amor e da fertilidade. Lá, ficava à espera do primeiro homem que lhe jogasse uma moeda. Os mais generosos jogavam três. Mas o que importa é que a mulher não podia recusar o parceiro: para os babilônicos, a deusa ficaria muito ofendida caso a oferta não fosse aceita, e o casamento da jovem não teria o menor futuro. Segundo Heródoto, depois de pegar os trocados, a senhorita deveria tirar a roupa e transar com o estranho ali mesmo, no templo da deusa.

Outra pista histórica da fé em Istar é o poema da sacerdotisa Enheduana, filha do rei Sargão de Agade (2334-1179 a.C.), que alertava: “Desde que a senhora Istar desceu à terra do Sem-Retorno / O touro não cobre mais a vaca, o asno não se curva mais sobre a sua fêmea / O homem não se curva para a mulher na rua / O homem dorme em seu aposento / A mulher dorme sozinha”.

."Deusas" casavam com reis
No mesmo período em que mulheres se prostituíam em nome de Istar, devotas de Inana – deusa da fertilidade dos sumérios – encenavam o casamento da divindade. Durante a celebração, que coincidia com o ano novo, uma mulher era escolhida na multidão para representar Inana. E o rei, tido como uma figura divina, transformava-se em Dumuzi, seu amante.
Após os primeiros cânticos, os dois passavam para um aposento à parte, na torre do templo – o zigurate. Lá, a mulher conduzia o monarca. Ela deveria dançar sensualmente, perfumar as coxas com aromas silvestres e deitar seu amante no leito, onde manteriam relações sexuais. O rito estendeu-se pelo Oriente Médio, até ser incorporado à cultura grega. Inana foi substituída por Afrodite. E a prática passou a ser chamada, entre os gregos, de hieros gamos, ou “sexo sagrado”.

.Sexo santo
• Os rituais de sexo sagrado foram uma prática comum em diversos povos por quase um milênio. Os relatos mais antigos sobre sacerdotisas-prostitutas estão no épico Gilgamesh, escrito por volta de 2500 mil a.C., em que a deusa adorada é a babilônica Istar.• Existem diversas explicações sobre a origem dos ritos sexuais. Uma das mais aceitas é a de que as celebrações derivem dos ritos de casamento de tribos primitivas. Em muitas tribos, a mulher, antes de casar-se, era entregue a um outro homem.• O povo romano foi o último a ver o sexo como sagrado. As mulheres iam até o templo da deusa Juno Sospita e, em troca de favores, transavam com estranhos. O fim do costume é explicado pela expansão do Império. Durante as guerras, os romanos passaram a cultuar deuses – protectores dos soldados.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

"Não terás outros deuses"

O segundo dos dez mandamentos proíbe a fabricação de ídolos e imagens de qualquer coisa no céu, na terra e embaixo da terra. A proibição inclui o próprio Deus. A inteligência do mandamento diz que qualquer tentativa de reduzir Deus a uma imagem implica transformá-lo em ídolo. Deste pecado, entretanto, muitos cristãos são réus de juízo. Deus é transformado em ídolo quando ocupa o imaginário das pessoas como o mais poderoso dentre todos os deuses. O monoteísmo afirma que existe apenas um Deus, e não que Deus é o deus mais poderoso. O primeiro mandamento, “não terás outros deuses”, não é uma proibição à adoração de outros deuses, mas uma afirmação de que não existem outros deuses. Na verdade, os outros deuses são fabricação da mente humana, isto é, ídolos. Toda vez que Deus é comparado com “outros deuses”, mesmo para que seja destacado como o maior e melhor, ele foi reduzido à categoria de ídolo. Deus é único. Deus é transformado em ídolo quando é confinado aos limites de imagens, locais, pessoas, ritos, símbolos, seres ou qualquer outra coisa que dê a Ele uma medida, pois Deus é o Ser-Em-Si, não sujeito a tempo, espaço e modo. Deus é Espírito. Deus é transformado em ídolo quando se pretende que o relacionamento com ele seja destituído de quaisquer implicações morais, pois isso equivale a atribuir a Deus uma categoria de neutralidade e, portanto, despersonalizá-lo. Deus é Espírito Pessoal. Deus é transformado em ídolo quando o relacionamento com Ele é fundamentado em relações de mérito e demérito, pois nesse caso o factor determinante do relacionamento é o humano, que faz por merecer ou deixa de merecer, isto é, Deus apenas reage. Deus é gratuidade. Deus é transformado em ídolo quando o relacionamento com Ele é fundamentado em relações de causa e efeito, pois isso implica confinar Deus às regras de um mecanismo que pode ser activado ou desactivado, e nesse caso se pretende manipular Deus por meio da descoberta dos botões que o fazem funcionar. Deus é incondicionado. Deus é transformado em ídolo quando as expectativas que se tem a respeito dele giram ao redor de questões meramente circunstanciais, pois o reino de Deus não é comida, nem bebida, isto é, não está circunscrito às questões efémeras e materiais. Deus é Eterno. Deus é transformado em ídolo quando é submetido a obrigatoriedades determinadas pela conveniência humana, pois Deus deixa de ser um fim em si mesmo e é transformado em meio para um fim maior. Deus é soberano. Deus é transformado em ídolo quando, em seu nome, se faz exigência de sacrifícios humanos, pois Deus não se alimenta de vidas humanas, sendo Ele mesmo o doador e mantenedor da vida. Deus é amor. Deus é transformado em ídolo quando é submetido a qualquer regra de qualquer ordem. Deus é incontrolável. Deus é transformado em ídolo quando se torna objecto de discussão, em detrimento de objecto de devoção e paixão, o que pode acontecer, inclusive, em relação a este texto que fica dizendo que Deus é isto e aquilo. Deus é indiscutível.
Ed René Kivitz

D.Afonso Henriques, 900 anos, ou de Como é Difícil Ser povo em Portugal

A caminho do emprego escutava, meio entorpecido ainda pelo acordar ( sempre um acto contra-natura, para mim, às 07h-00 da manhã…) de uma noite de sono dormida à pressa, a Antena 1 e o programa que esta estava a realizar , na cidade de Guimarães, alusiva aos 900 anos do nascimento de D. Afonso Henriques, como bem sabemos, o rei fundador de Portugal.
A páginas tantas, numa entrevista à responsável por um dos mais importantes museus da cidade, “queixava-se” a senhora que, de entre as muitas iniciativas que tinham agendadas, constava um desfile com 300 crianças vestidas de roupas da época da fundação da nação. E dizia ela que o problema não foi arranjar as crianças, o problema foi convencê-las a “serem” povo ! Isto é: todas queriam ir de reis, guerreiros, cavaleiros, damas da corte, etc. Povo é que não ! Não queriam ir vestidas de povo. Faz lembrar a frase humorística que glosa o problema do país : “há muitos chefes e poucos índios”. Claro que ”chefe”, todos querem ser, pelos privilégios que se supõe virem no “pack” da função. “Índios”, não, que isso não traz benesses nenhumas e só dá chatisse e trabalho. É coisa de pobre, e ainda por cima está-se sempre a dar o corpo às setas…o que não é nada agradável, pois por muito jogo de cintura que tenhamos, sempre há-de haver uma que nos acerta em cheio....
Ser povo é coisa que nunca foi agradável em Portugal, nos nossos 900 anos de história. Hoje, ser povo, continua a não atrair ninguém neste país eternamente adiado. E o pior é que as nossas crianças já começaram a descobrir isso. Pois é, os miúdos agora já nascem com os olhos abertos…. Dir-se-ia… Já ninguém os engana nem consegue obrigar a ser povo. Ser “chefe” é que é, em Portugal. Há muito mais possibilidades de levar uma boa vida, enriquecer rapidamente, ter casa de campo, de praia e de cidade, carro de gama alta com cartão frota disponível, para já não falar nos Golds sem precisar de conferir o extrato ao fim do mês, e/o u não ter que se justificar, seja no público ou no privado, por todas as tropelias, más gestões ou enriquecimentos pouco lícitos entretanto realizados.
Brandos costumes não é coisa para quem é povo.
Ser Povo em Portugal, é “barra pesada”, até uma criança sabe. 900 anos, afinal, já nos ensinaram muito sobre o que foi e é Portugal.
Castelo de Guimarães
Jacinto Lourenço

Vista Interior do Coliseu de Roma

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O Meu Dia de Asafe

Há poucos dias vivi uma situação que me deixou deprimido. Pouco tempo antes de sair para uma reunião de oração, assisti ao programa de um famoso apóstolo. Nele pude ver uma multidão que cercava, em pé, um grande “altar”. Sobre este “altar”, o apóstolo curou a dor de braço de uma mulher apenas pegando em sua mão e conversando com ela. Eu me assustei. Normalmente essas “curas” eram precedidas de fervorosas orações e imprecações contra o “demônio da dor”. Agora elas acontecem tão naturalmente que a pessoa nem percebe que foi curada. “Óh! A dor passou!” foi o grito da tal mulher. Em seguida subiu um tipo daqueles que sempre aparecem nesses programas. Ele disse: “Apóstolo, quando eu cheguei aqui estava falido. Mas hoje minha vida mudou completamente. Recuperei tudo, tenho um salário bem maior e percebi que só na igreja do senhor é que Deus opera de verdade”.
Saí de casa desolado. Eu e “meu” povo lutamos para conquistar almas através da “velha boa nova” de salvação. Nós lutamos em oração e em evangelização. Buscamos sinceramente um crescimento como deve ser na igreja. No entanto, continuamos ali... Um grupo bem pequeno e alguns já desanimados. Mas aquele sujeito lá não! Ele tem uma multidão aos seus pés que nem se importa de ficar em pé! Antigamente essas igrejas pelo menos tinham cadeiras confortáveis, ar-condicionado central. Agora o povo fica em pé mesmo. E o lugar fica lotado!Comecei a pensar que tinha algo de errado comigo. Eu que luto para transmitir as verdades de Deus fielmente junto com a “minha” pequena congregação. Que juntamente com “meu” pequenino rebanho “lutamos pela (genuína) fé evangélica”, vejo um rebanho bem maior indo atrás desses “mercenários do Reino”! E assim fui até chegar à igreja. Ao chegar lá a cena não mudou muito. Apenas a mesma meia-dúzia de três ou quatro de sempre, mas quando começamos a conversar... Naquele dia eu percebi a grandeza do Deus que sirvo. Aliás, percebi não, relembrei. Estava embrutecido por meus falsos pensamentos. Entendi que Deus tem sido generoso connosco e que se não fosse isso “há muito teríamos perecido”. Pude ver a mão de Deus agindo e sua voz me dizendo: “Não temas nem te espantes”. Pude ouvi-lo me dizer: “O fim deles é morte”. “Eles resvalam os pés e caem”. Caem do mesmo modo que sobem – meteoricamente. Entendi que: “os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo. Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no SENHOR Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos”. (Slm 73. 27,28)
Findou-se o dia... E em meu “dia de Asafe”, saí consolado...
Por Marcelo Batista Dias

Coar Mosquitos e Engolir Camelos

Jesus desafiou o sistema religioso da Sua época, mesmo sabendo o alto preço que teria que pagar pelo Seu atrevimento. Ele disse que faríamos obras ainda maiores. E porquê maiores? Quem somos nós para superarmos o nosso Mestre? O facto é que, quando Jesus caminhou entre nós, o sistema religioso, por mais refinado que parecesse, ainda era rudimentar em comparação com os nossos dias. Hoje, se quisermos seguir os passos de Cristo, teremos que enfrentar uma verdadeira indústria religiosa, onde as pessoas são vistas, ora como produtos, ora como clientes, ora como engrenagens. O que muitas vezes é chamado "discipulado", nada mais é do que a produção de seguidores em série, soldadinhos de chumbo, réplicas perfeitas dos seus mentores. Não foi isso que Jesus planeou quando recrutou Seus primeiros discípulos na Galiléia. Jamais foi Sua pretensão que a igreja se tornasse numa fábrica de lunáticos. O discipulado autêntico é aquele que nos desafia a encarnar a mensagem de Cristo, tornando-nos agentes transformadores do Reino, inseridos numa sociedade corrompida. O verdadeiro discipulado é o que envia ovelhas para o meio de lobos. O mais importante não é encher a igreja, mas encher o Mundo com o conhecimento de Deus. Enquanto quebramos maldições hereditárias, o abismo entre gerações acentua-se, e assim, 'maldições existenciais' perpetuam-se. Buscamos cura interior, enquanto lá fora, há chagas sociais que precisam cicatrizar, hemorragias que ainda não foram estancadas. Discutimos o sexo do anjos, enquanto pequenos anjos, abandonados nas ruas, são molestados diariamente por quem deveria protegê-los. Reagimos violentamente contra leis que poderiam prejudicar a igreja, mas não nos importamos com leis que prejudicam os mais necessitados. Mania de coar mosquitos e engolir camelos! Limpem bem seus pés quando entrarem no templo para não estragar o carpete novo. Amém ou não amém? E não se esqueçam de se inscrever em mais um congresso a ser realizado no hotel tal, por uma bagatela de 160 euros. Tornámo-nos numa caricatura da igreja de Jesus. Enquanto a sociedade se debruça sobre questões de primeira grandeza, voltamo-nos para nós mesmos, preocupados com questiúnculas.- Não podemos perder para os gays, não é verdade? Se eles reuniram três milhões em sua infame parada, vamos reunir o dobro em nossa marcha pra Jesus... Grande coisa! Ah se os crentes soubessem que muitos dessas manifestações são apenas demonstrações de poder político! É por essas e outras que, a cada dia, cresce assustadoramente o número de pessoas desinteressadas em frequentar qualquer igreja. Uma massa descontente com o rumo da igreja em geral. Quando sairemos às ruas em favor dos oprimidos? Quando deixaremos de lado a nossa postura arrogante e estenderemos as mãos aos necessitados? Enquanto mantivermos o dedo em riste, em espírito inquisitório, o mundo apontar-nos-á outro dedo. Quando as igrejas deixarem de ser currais eleitorais, e se tornarem centros de cidadania; quando deixarem de se preocupar com o próprio umbigo, e se voltarem para fora, então a esperança triunfará. O dedo que antes apontava os erros, passará a indicar o caminho.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Roma Luxuriante

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Festa da Ciência

Chama-se "Na Escola Com Ciência: Encontros e Desafios" e é anunciada como a maior mostra nacional de ciência e tecnologia. À boleia da sétima edição dos prémios da Fundação Ilídio Pinho, o Ministério da Educação organizou uma "montra" do melhor da ciência feita nas escolas do país que vai contar com centenas de expositores, conferências, um concerto, uma NetRave e outras acções de um programa de 36 horas sem parar. A festa começa às 15h00 do dia 29 e só terminará pelas 18h00 do dia 30 no Europarque, em Santa Maria da Feira. São 36 horas de Ciência, sem parar, com espaço para mais de 300 expositores com demonstrações dos projectos executados nas escolas e mais de 900 alunos inscritos na competição da NetRave que arranca à meia-noite do dia 29. O programa inclui ainda conferências, uma sala reservada só para jogos ((Playstation3, X-BOX 360 e Wii), espectáculos de teatro, música e dança, um concerto dos Hands on Approach e a disponibilização de telescópios para observações. A mostra encerra com a entrega do Prémio Fundação Ilídio Pinho "Ciência na Escola" que envolve um total de mais de 160 mil euros (somando todas as categorias do galardão) e que este ano é dedicado ao tema "Matemática com recurso às TIC e aos Quadros Interactivos". […]
In Jornal Público de 19 de Junho de 2009
Versão integral do texto. LER AQUI

"Avistamento" da Arca da Aliança...

O patriarca copta ortodoxo da Etiópia, Abuna Paulos, garantiu em Roma ter visto a Arca da Aliança, e que o objeto sagrado encontra-se “em bom estado de conservação”. Paulos fez essa declaração durante a apresentação da construção, na cidade etíope de Axum, do Museu da Arca da Aliança, uma iniciativa de seu pontificado e da fundação Chrijecllu, presidida por Makonnen Haile Selassie, neto do último imperador etíope. “A Arca da Aliança está há três mil anos na Etiópia e continua ali, aonde chegou por meio de um milagre e onde continua pela graça de Deus”, afirmou ele a jornalistas. O patriarca copta acrescentou que não pode dizer onde está a arca, mas que era capaz de garantir que já a havia visto e que ela corresponde à descrição dada na Bíblia. “Não é feita pela mão do homem, é uma coisa que Deus abençoou para que assim fosse. Vi-a com um sentimento de humildade, não com orgulho”, afirmou o líder religioso. Paulos acrescentou que convidou o papa Bento XVI a visitar a cidade de Axum. De acordo com a tradição copa etíope, a Arca, na qual foram guardadas as tábuas da lei dadas por Deus a Moisés, encontra-se na catedral de Tsion Maryam, em Axum. A tradição etíope diz que o artefacto foi levado a Axum pelo imperador etíope Menelik I, o lendário filho do rei Salomão com a rainha de Sabá.

Galileu: Uma Exposição Astronómica Virtual

Clique na Imagem para Visitar a Exposição Virtual

“Ora (direis) ouvir estrelas!” é uma das frases mais conhecidas da poesia e nela estão contidas todas as esperanças e mistérios do ser humano quando se trata de conhecer o Cosmos. Sempre fomos fascinados por ele e estudamo-lo até hoje. Por esse motivo, eu convido-os a ver a exposição virtual Galileu: imagens do universo desde a Antiguidade até ao telescópio. O Instituto e Museu de História da Ciência, em Firenze (Florença), Itália, disponibiliza uma exposição online cujo tema é a astronomia e denomina-se Galileo Images of the Universe From Antiquity to the Telescope (Galileo Imagini Dell’Universo Dalla’Antichitá al Telescopio).Você pode visitar (e deve!) cada secção ao clicar sobre as divisões do Zodíaco. Cada uma delas leva-nos a uma parte da exposição. Se me permite uma dica, abra uma outra janela caso não leia inglês ou italiano e acesse algum tradutor online. Se não tem os ouvidos treinados para uma dessas duas línguas, ouça os vídeos em italiano. É uma língua latina e dá para entender várias palavras; assim, é possível compreender os conceitos. A exposição tem início ao clicar sobre a constelação de Câncer e ao girar no sentido horário, você verá o título de cada secção. Todas estão recheadas por textos, imagens e vídeos. Vejamos, então, quais são: . 1 – O Homem e as Estrelas;

. 2 – O Início da Astronomia: Mesopotâmia, Egipto e o Cosmos Bíblico;

. 3 – O Cosmos torna-se uma esfera;

. 4 – A Geometria do Cosmos;

. 5 – Os Céus do Islão;

. 6 – Evangelização do Cosmos;

. 7 – O Renascimento da Astronomia;

. 8 – Galileo, o Cosmos através do telescópio;

. 9 – De Galileo a Newton;

. 10 – Biblioteca Digital;

. 11 – Palazzo Strozzi (Informações sobre visitas);

. 12 – Créditos.

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Sugiro também que guarde este site (Istituto e Museo di Storia della Scienza) nos seus favoritos e o visite regularmente, caso goste ou tenha interesse pela história da Ciência, não deixe de ver uma outra exposição sobre Galileu também neste museu, no Portale Galileo.

* A imagem que ilustra este artigo pertence ao IMSS.

Via Recanto das Palavras

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Palio em Siena ( 2008 ) - Itália

A Corrida de Cavalos mais Louca do Mundo !

De realçar que a Praça ( Piazza del Campo ) onde se realiza esta corrida não é plana. Descái, numa avaliação "por alto", do ponto mais elevado para o ponto mais baixo cerca 15/20 % . Este facto permite-nos avaliar do grau de dificuldade de cavalos e cavaleiros para se manterem na corrida, especialmente quando no final da curta descida entram numa curva em que se torna uma prova de perícia continuar sem resvalar na areia que é colocada na pista improvisada. Outra curiosidade sobre o Pálio ( assim se designa a corrida ) é que os cavalos são montados, pelos corredores, sem sela ( em pelo, como vulgarmente se diz ). Vale ainda lembrar que mesmo que um cavalo chegue sem o seu cavaleiro ao final da corrida ( constituida por três voltas à praça ) em primeiro lugar, é declarado vencedor. E acredite-se que não é muito difícil isso acontecer .

Normalmente, a loucura contida dos espectadores durante a prova, salta à pista e a histeria colectiva instala-se em torno de cavalos e cavaleiros, especialmente do vencedor, literalmente "devorado" pela multidão do bairro de Siena a que pertence.

Esta corrida insere-se no âmbito de festividades da cidade repletas de mística pagã/religiosa.

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Jacinto Lourenço