quarta-feira, 22 de julho de 2009

Como Explicar o Amor de Deus

“O amor que Deus tem por nós, segundo o cristianismo, é ao contrário perfeitamente desinteressado, perfeitamente gratuito e livre: Deus nada tem a ganhar com ele, já que é infinito e perfeito, mas ao contrário se sacrifica por nós, se limita por nós, se crucifica por nós e sem outra razão a não ser um amor sem razão, sem outra razão a não ser o amor, sem outra razão a não ser ele mesmo renunciando a ser tudo. De facto, Deus não nos ama em função do que somos, que justificaria esse amor, porque seríamos amáveis, bons, justos (Deus também ama os pecadores, foi inclusive por eles que deu seu filho), mas porque ele é amor e o amor, em todo caso esse amor, não necessita de justificação.”

André Comte-Sponville em Pequeno Tratado das Grandes Virtudes

A Evolução Segundo Agostinho

«...O aniversário de Darwin é um convite a olhar o assunto em perspectiva. Afinal de contas, desde que ele formulou suas teses após a épica viagem a bordo do navio Beagle, muita coisa mudou – no entanto, o evolucionismo continua sendo a tese mais universalmente aceita para explicar o surgimento da vida no planeta. E o relato bíblico da Criação, que durante séculos a fio embasou qualquer estudo acerca do tema, tem sido constantemente posto em xeque não apenas pela modernidade, mas por muitos estudiosos cristãos, que enxergam ali muito mais um compêndio religioso do que uma narrativa confiável. Na história da Igreja, o assunto sempre suscitou controvérsia, e a mera aceitação da literalidade bíblica em relação às origens sempre foi questionada. O teólogo, professor e bispo Agostinho de Hipona (354-430), embora tenha interpretado a Escritura mil anos antes da Revolução Científica, não tinha problemas em relação às controvérsias sobre as origens. O mais marcante em sua trajetória é que ele não comprometeu a interpretação bíblica para acomodá-la às teorias vigentes em seu tempo. Para Agostinho, o mais importante era deixar a Bíblia falar por si mesma.» [...]
Continuar a Ler Aqui na revista Cristianismo Hoje

Thy Word - Amy Grant & Michael Smith

Receita para o Mau Humor

«...Como podemos mandar o mau humor para longe? O especialista explica que a principal atitude é não deixar que pequenos pontos negativos acabem com o nosso dia. Para agir contra o mau humor, é preciso ver as coisas de uma forma diferente. Mudar o foco da atenção, do olhar, quando nos sentimos irritados, comenta o especialista. E também vale aprender a aceitar os factos depois das tentativas de mudança não renderem o resultado esperado. Na maioria das vezes, contudo, é possível evitar os desgostos. Se você sabe que todo dia vai ter pela frente um trânsito carregado, porquê ficar nervoso na primeira esquina? Use esse tempo para ouvir uma boa música, ouvir o noticiário ou comer um docinho.» [...]

terça-feira, 21 de julho de 2009

O Maior Caçador de Galáxias Desperta

( Foto jornal El Mundo )
Reis de Espanha inauguram, na próxima sexta-feira, na ilha La Palma-Canárias, o maior telescópio do mundo.
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...Pese embora os reis só vão inaugurar a maior instalação científica do país (Espanha) na próxima sexta-feira, dia 24, as suas lentes viram a luz pela primeira vez faz dois anos, e desde março passado já foram realizadas importantes descobertas graças ao seu espelho que, com 10,4 metros de diâmetro, o torna o maior do mundo[...]
Continuar a Ler Aqui ( em castelhano ) no jornal El Mundo

Melancolia

Hoje estou melancólico. Não sou de sustentar máscaras. Não consigo fingir alegria quando estou triste ou tristeza quando estou alegre. Nunca serei um bom actor no palco da dissimulação, mesmo se com ela me pretendesse enganar apenas a mim próprio. Confesso que nunca entendi muito bem como é possível manipular sentimentos, nem mesmo os meus. Tenho dificuldade em caminhar quando me apetece estar parado; não consigo estar parado quando tudo me diz que devo caminhar. Não é rigidez dos anos nem o excesso de zelo na protecção dos meus diferentes momentos ou estados de alma. Sempre foi assim. Nunca me achei um super-homem, dotado de poderes de outro planeta, e também nunca me senti uma "gata-borralheira", triste e desamparado, que tem o mundo todo contra si e a quem só uma fada-madrinha possa deitar a mão. Prefiro o termo "resistente". É essa palavra que melhor me define, mesmo se as minhas trincheiras, aqui e ali, apresentam fragilidades, internas e externas, mais do que eu gostaria. É então que me lembro das palavras de Paulo:
«Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte.» 2 Coríntios 12:10
Não sou um extra-terrestre nem me revisto de uma couraça de indiferença face à vida que todos os dias me exige mudanças e adaptações. Mas há mudanças que nunca fui, nem serei capaz de fazer, e adaptações que não cabem na plasticidade da minha fé e do meu carácter. Cito de novo Paulo para que a minha melancolia não ocupe espaços a que não lhe reconheço direitos :
Desde agora, ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus. Gálatas 6:17
Prossigo para o Alvo ! Não quero errar. Por isso vou com Cristo. Tal como Ele, tenho momentos em que sinto o peso do passado e do presente a quererem abater-se sobre mim. Ao contrário dEle, não tenho respostas imediatas para um futuro que não domino. O futuro é um território de Deus, não meu. Limito-me a seguir nos seus passos e ouvir as suas propostas. Ele aconselha-me nas escolhas, quando eu o escuto. Recolhe-me quando caio vergado ao peso do que não suporto. Existem dias assim, em que o fardo se torna pesado de mais só para nós. É então que a melancolia nos vergasta a debilidade. Resistir, continua a ser o trajecto, quase sempre duro, que prossigo. Mas resistir também nos desgasta. Importante é saber que estamos na Luz e que somos Sal. Se perdermos isso, perdemos tudo.
Jacinto Lourenço

O Silêncio de Deus

"...Pensando sobre a minha comunicação com Deus, às vezes tenho a sensação de um silêncio quase total. Não satisfeita em me lembrar do louvor que me garante que “quando ele fica em silêncio é porque está trabalhando”, procurei pensar noutras respostas. Talvez o problema não seja um Deus comprometido demais com o trabalho -- talvez o problema seja apenas eu. Vivo numa geração viciada em informação e rapidez. Queremos saber de tudo: desde coisas relevantes, como quem ganhou a eleição nos Estados Unidos, às novas doenças e os conflitos em Israel, até coisas irrelevantes, como quem ganhou o último “Big brother” ou qual o par romântico da novela das oito. Falamos rápido, comemos rápido, andamos quase correndo e dirigimos agitados. Quando o sinal de trânsito fica verde, já começamos a buzinar para alertar o infeliz que está na frente que é hora de arrancar com o carro. Se o elevador demora um pouco, apertamos o botão várias vezes, como se isso fosse fazê-lo chegar logo. Quando lidamos com Deus, não agimos diferente. Queremos agilidade, queremos ser ouvidos e principalmente respondidos de forma rápida e positiva. Não temos tempo para jejuns, orações longas e leituras bíblicas e muito menos para esperar em Deus as respostas para os nossos dilemas. Tornamo-nos filhos mimados e impacientes e queremos tudo da nossa forma e jeito. Como se Deus precisasse se submeter à nossa vontade e ao ritmo alucinante deste mundo[...].
Priscila Papadopoulos Tenório

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Descobertas...

Descobri que tenho pés de barro. Há algum tempo, achava-me imbatível. Em minha suficiência, imaginei que sendo fiel a Deus, nenhum mal me alcançaria. Desafiei a vida. Realmente acreditei que as asas do Todo-Poderoso se abririam sobre mim e nada ou ninguém atravessaria aquela blindagem emplumada para me ferir. Em nome da fé, dei o melhor, certo que seria um sucesso. Frequentei todos os seminários para aprender “princípios universais para uma vida triunfante". Pensei que a existência se engrenava numa perfeita relação de causa e efeito. Descobri que não sou onipotente, apenas um peregrino inadequado e efêmero. Achei que conseguiria controlar as variáveis do dia-a-dia com eficiência. Considerei a pedagogia que aprendi no seminário a mais eficiente para educar filhos. Disciplinei com “vara” – me instruíram que a Bíblia mandava bater. Trabalhei de domingo a domingo; eu esperava receber o devido galardão dos meus esforços. Ensinei as pessoas a semearem; tratava os resultados dessa "lei" como líquidos e certos. Afirmei que a salvação da alma acontece quando se acredita em doutrinas aprovadas pelos legítimos cânones da tradição pietista-reformada-pentecostal. Descobri que não sei tudo. Tolamente, rebati “heresias” com argumentos incontestáveis. Promovi seminários para destruir raciocínios “apóstatas” (mal sabia que o bumerangue voltaria para me acertar o rosto). Quando me levantei para falar, estava tão convencido que era o dono da verdade que ensurdeci para as manifestações de bondade que me assediavam. Soberbo, gritei a pleno pulmão a minha certeza. De dedo em riste, fiz de minha interpretação a única verdade possível. Descobri que não sou cidadão do mundo. Respirei o ar asfixiado do bairrismo. Dourei o meu gueto. Restringi a leitura. Fui treinado a não gostar de quem não era “salvo” – só que muitas vezes os “salvos” que eu me forçava para gostar, não passavam de pessoas mesquinhas, traiçoeiras e banais. Por volta dos quarenta anos, conheci gente mais feliz, mais íntegra, mais honesta, que muitos “santos”. Passei a olhar a vida por prismas nunca considerados. Engatinhei na meia idade. Devido a tanta soberba, quebrei a cara, feri pessoas, paguei mico, chorei. Frustrei-me. Neurotizei amigos. Só agora reconheço que a vida não segue sobre trilhos. As lógicas religiosas não funcionam. Abaixei a crista. Entendo que não sou mais um adolescente. Mas não desespero. Há tempo, não sei quanto, mas pretendo eternizar o instante precioso. Quero sorver a vida sem as inclemências que amordaçaram meus sorrisos. Anseio por doçura. Tenho sede de bondade. Busco a grandeza de quem ainda sabe rir e chorar.
Soli Deo Gloria

O Cristão e a Caverna de Platão

O mito da caverna de Platão é um assunto muito difundido nas aulas de filosofia. O filósofo, nessa metáfora, mostra a situação da maioria das pessoas que vivem acorrentadas pelo pescoço e braços, enclausuradas numa caverna, sem condições de olhar para trás e para os lados. São pessoas que só olham para frente, para a saída, para a subida ascendente, onde a luz da grande fogueira reflete, na parede da caverna, sombras de homens transportando estatuetas de animais, sem poder ver as próprias estatuetas, nem os homens. Como nunca viam outras coisas, tinham as sombras como originais. Platão pergunta: o que aconteceria se fosse libertado algum dos prisioneiros e se dirigisse à saída da caverna? Em primeiro lugar, ele teria que adaptar os seus olhos à luz. Acostumado à claridade, perceberia que a grande fogueira é, na verdade, o sol. Veria os homens transportando as estatuetas. Prosseguindo, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, em toda vida, o que ele percebia de dentro da caverna era só a sombra das imagens das estatuetas. Conhecedor da realidade, volta à escuridão da caverna para anunciar a grande descoberta aos demais em que estão em prisão, o que tornaria um motivo de grande chacota. Se ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Platão tinha a maioria da humanidade como ignorante, que vivia na infeliz condição da ilusão projetada a poucos metros de seus narizes. Talvez, dizer que, no mundo de hoje, a maioria vive de ilusão terá a mesma repercussão que houve quando os presos ouviram que lá em cima a realidade era outra. Não irão acreditar porque estão dentro da escura caverna do pecado. São mentes embotadas que percebem somente uma pálida sombra das coisas. O deus deste século enrijece os corações e cega o entendimento das pessoas para não acreditarem no mensageiro, que viu, verificou e atestou a realidade das coisas. Vivem presos nas escuridões e, enclausurados como estão, só acreditam nas sombras (Jo 12.40). Os confinados nas cavernas escuras da vida estão cegos de olhos e entendimentos. A única luz em que acreditam é a de uma grande fogueira. Dificilmente acreditarão na realidade da luz do evangelho de Cristo, que é a luz verdadeira, o Sol da Justiça, a verdadeira imagem de Deus (2 Co 4.4). Preferem o caos espiritual dentro de cavernas a escalar a íngreme escada da realidade espiritual, contemplada por aqueles que tiveram as suas vistas acostumadas à luz e agora podem contemplar nitidamente a realidade do Sol da justiça (Ml 4.2). Jesus Cristo é a Luz que penetra as cavernas e abismos para resgatar o mais vil pecador (Lc 2.32). Não existem cavernas e prisões escuras que possam subjugar os seguidores de Jesus Cristo (Jo 8.12). A Bíblia rebate o cristianismo eremítico porque caverna não é lugar para quem serve a Deus (1 Rs 19.9,11). Quando a pessoa tem um encontro com Cristo, descobre que sua vida passada foi um longo tempo perdido, isto é, passou a vida acreditando em sombras, enquanto a realidade estava a poucos metros acima. Quem tem Jesus não vive preso e enganado por mitos de fogueira, sombras e superstições porque já contemplou a realidade. Ninguém deixa o original pelo fictício. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Co 5.17).
*Fonte: A-BD

O Dia em que Você Acorda

Um dia você acorda e sente que já não é mais o mesmo, que o cheiro da vida mudou, que as antigas motivações não lhe servem mais, como roupas antigas e apertadas, desbotadas pelo uso excessivo. Um dia você acorda e percebe que a luz está diferente, que os sons da vizinhança não lhe dizem mais respeito, que o som do seu coração está cansado das mesmas batidas na terra, seu coração está pedindo é para voar .Percebe que antigos sonhos estão voltando, mas não têm lugar naquele pouco espaço que lhes foi destinado, como uma revoada de passarinhos a fazer um barulho incrível no seu peito, batendo asas e soltando penas. Você acorda e se dá conta do que não fez, de onde não chegou, dos arranjos e das coisas e gentes que usou para seu gozo, e no entanto, não conseguiu ser íntegro consigo mesmo. Um dia acorda e percebe: decepcionado, quis crer em tantas crenças e doutrinas, se esforçou para agradar a gregos e troianos, disse "sim" quando queria dizer "não", e deixou de falar "não" tantas vezes que já não sabia mais qual era o seu querer, quais eram os seus sabores preferidos e a direção que escolheu caminhar. Da mesma forma, acorda e percebe que estava com saudade da sua música, seus livros, seus segredos e seu ócio. Acorda e olha para o teto, vê possibilidades acima do teto; sorri, simpatizando-se com a aranha tecendo teimosa a despeito das estocadas diárias da vassoura.Sem se render, ela recomeça toda noite, e agora você se dá conta que existe a coragem de recomeçar. Um dia você acorda e lembra que riu, comeu e sentou a mesa com gente que de fato nunca se importou, e você oferecendo seu melhor sorriso em troca de aceitação. Que bobagem. Lembra que não protestou diante de absurdos, recolhendo-se à boa educação de sempre.Lembra que deu o relógio para a pessoa errada, e deixou de abraçar por puro preconceito, e que não tentou mais uma vez. Um dia você acorda cansado de dizer que está cansado de viver, e decide que vai correr o risco de recapitular suas teologias e filosofias. Um dia. Um dia você acorda.
HBP - janeiro de 2000

1969-2009 / 20 Julho / 40 Anos Depois

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Lembro-me como se fosse hoje, e revivo o acontecimento que parou o mundo nos instantes em que Neil Armstrong dizia a frase que acabou por ficar para a história: "Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade".

Pequenos ajuntamentos surgiam frente às montras das lojas de electrodomésticos e nos cafés da baixa de Lisboa, onde nesse momento me encontrava, de passagem, nos meus 15 anos de idade, ainda a sonhar ser piloto aviador ( não foi além do sonho...).

Tinha a noção perfeita de que estava a assistir a um facto grandioso na história da humanidade. Curiosas, receosas e incrédulas, algumas, as pessoas assistiam ao saltitar do homem na lua.

Foi realmente um grande salto para a humanidade. Pena que cá por baixo, no mundo dos terráqueos, após 40 anos decorridos, o desenvolvimento e a elevação, em todos os sentidos, do ser humano, não se tenham feito na mesma proporção daquilo que significou a ida do primeiro homem à lua, nos idos de Julho de 1969.

Jacinto Lourenço

domingo, 19 de julho de 2009

Brooke Fraser - Without You

O Não Crente e o Cardeal

"...Obem, conhecido jornalista, político e escritor italiano Eugenio Scalfari, fundador do influente La Repubblica, foi ao encontro do cardeal Carlo Martini, antigo arcebispo de Milão e uma das figuras católicas mais escutadas dentro e fora da Igreja, para uma entrevista, acabada de publicar no seu jornal.Scalfari, cujo último livro é L'uomo che non credeva in Dio (O homem que não acreditava em Deus), disse ao cardeal que não crê em Deus e que o diz "com plena tranquilidade de espírito". E o cardeal: "Eu sei, mas não estou preocupado por causa de si. Por vezes, os não crentes estão mais próximos de nós do que muitos devotos fingidos..."
A.Borges
In Diário de Notícias de 04 de Julho de 2009

Quedas...

Às vezes acho que me “espalho ao comprido” quando afirmo certas coisas e vejo as pessoas me olharem como se fosse um ET!Mas literalmente, espalhei-me no terraço da minha casa. A correr. Tropecei numa mangueira das regas e lá vou eu, lançada em alta velocidade, 72 quilos maciços, sem apelo nem agravo. Quero dizer, sem apelo, porque o agravo foi grande. Estou tentando ver-me livre das muitas “negras”, mas o problema maior foram as imensas dores que ficaram e que não me deixam dormir…Estou a contar-vos isto, porque a queda levou-me a reflectir em coisas mais profundas. A Bíblia diz que “aquele que está em pé, olhe, não caia!”. O meu querido marido ao levantar-me, na sua aflição, só dizia: “Amor, como é que cais desta maneira?”Queda é queda, bolas! Alguém quer cair? Quem está no chão já não cai…Quero eu dizer que há tantas coisas no nosso percurso espiritual e no nosso caminhar como filhos de Deus, que nos atrapalham, que estão fora do lugar, que são um perigo na nossa corrida cristã e nem sempre as vemos, outras ignoramos e outras ainda achamos (como aconteceu comigo…) que conseguimos passar por cima sem nos machucarmos. Há um alerta da Palavra para termos cuidado com as quedas. Elas provocam traumas, hematomas, cortes e até fracturas na nossa alma. A corrida que nos está proposta, tem que ser feita com paciência, sem olhar para os lados, mas para Jesus, pioneiro e consumador da nossa fé. Distrair-nos na corrida, pode ser fatal. Eu quero chegar ao fim da minha, cansada, mas inteira. O cansaço, esse resolve-se, quando cair nos braços de Jesus.
Fonte: Sarah Catarino, Thinkhigher.

sábado, 18 de julho de 2009

A Igreja e o Social ( "O que conta é o homem"...)

...O que conta é o Homem, e o desenvolvimento só é verdadeiro, se for integral, isto é, do Homem todo e de todos os homens. Reclama, pois, uma globalização que tenha em conta a dignidade pessoal de todos. Assim, "a crise obriga-nos a rever o nosso caminho, a dar-nos novas regras e a encontrar novas formas de compromisso, a apoiar-nos nas experiências positivas e a rejeitar as negativas". "Devemos ser protagonistas e não vítimas da globalização". Neste domínio, "a Igreja não tem soluções técnicas para oferecer" e também não pretende "de modo nenhum meter- -se na política dos Estados". Mas, estando ao serviço de Deus, tem uma missão a cumprir a favor de uma sociedade à medida do Homem e da sua dignidade. "A fidelidade ao Homem exige a fidelidade à verdade, que é a única garantia de liberdade e de possibilidade de um desenvolvimento humano integral". Precisamente "caridade" e "verdade" não são apenas as palavras que dão o nome à encíclica. São o seu fundamento. Porque Deus "é ao mesmo tempo Agapé e Lógos: Caridade e Verdade, Amor e Razão". Assim, o amor é o caminho real da doutrina social da Igreja. Mas a verdade é luz que dá sentido e valor ao amor. Sem verdade, o amor cai em sentimentalismos. "Sem verdade, sem confiança e amor pelo verdadeiro, não há consciência e responsabilidade social, e a actuação social fica à mercê de interesses privados e lógicas de poder". A caridade na verdade é "o princípio sobre o qual gira a doutrina social da Igreja", que actua nos dois critérios fundamentais orientadores da acção moral: a justiça e o bem comum. Quem ama é justo e até supera a justiça, com relações de gratuidade. O bem comum é exigência da justiça e do amor. "Trabalhar pelo bem comum é cuidar e utilizar o conjunto de instituições que estruturam jurídica, civil, política e culturalmente a vida social, que se configura assim como pólis, como cidade", cada vez mais cosmopólis. [...]
Anselmo Borges
Continuar a Ler no Diário de Notícias de 18 de Julho de 2009
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Depois de ler, será bom reflectir acerca da opinião de alguns pensadores católicos, nomeadamente o padre e professor Anselmo Borges, sobre o papel da igreja católica e a via desta para a resolução dos problemas económicos e sociais no mundo. Carece ser cruzada, e olhada, pelo prisma da informação bíblica sobre este mesmo tema, a opinião de A.B., demasiado alinhada com a do Vaticano, neste caso. E A.B. até costuma , às vezes, primar pelo desalinho. O que só abona em seu favor e na minha consideração.
Ab-Integro