quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Impressionismo-Cezane

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Uma Frase para Este Seu Dia.

A tristeza olha para trás. A derrota, para baixo. A preocupação, para os lados. E a fé olha para cima.

Afinal, os Cães, não se limitam a Ladrar...

Já sabíamos que eles sabiam rebolar, deitar, ir buscar o jornal ou os chinelos. Mas agora um psicólogo americano especialista em comportamento animal veio demonstrar que os cães também sabem detectar erros em operações matemáticas e conseguem aprender centenas de palavras. E que nos enganam tanto como nós os conseguimos enganar a eles [...].
Continuar a Ler Aqui, no Diário de Notícias de 11 de Agosto de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Impressionismo-Monet

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As fortes Sequóias

"...há amigo mais chegado do que um irmão."
Provérbios 18:24
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Algum tempo atrás assisti a um documentário sobre as fortes e muito altas árvores conhecidas com o nome de Redwoods (Sequóias). Essas árvores duram algumas boas centenas de anos; já foram encontradas algumas com mais de dois mil anos de idade e chegam a alcançar 150 metros de altura e – curiosamente – as suas raízes apenas se aprofundam 3 a 4 metros abaixo da superfície. Como é que esse portentoso monumento vivo consegue permanecer de pé e se sobrepor-se aos testes das grandes tempestades e ventanias ? Simples. Elas crescem e permanecem juntas e as suas raízes interligam-se com as raízes de outras sequóias que estão próximas. As sequóias permanecem fortes porque elas permanecem juntas! No mundo actual homens desenvoveram a mentalidade de “deixa que eu me viro sózinho.” Como precisamos aprender com a lição da sequóia! É verdade que muitas disciplinas espirituais requerem solitude, mas isso não significa que sempre é sempre bom estar só. Quando buscamos relacionamentos com outros homens que também estão buscando seguir a Jesus, nós nos engajamos na disciplina espiritual da comunhão. Homens que se abrem com honestidade e vulnerabilidade para outros homens, encontram solidez e encorajamento nas tempestades e vendavais desta vida. É muito mais do que diz o ditado: “miséria detesta solidão.” É muito mais de: “Eu sei que Deus é real porque eu O sinto em você.” Assim, como as fortes sequóias, quando permanecemos juntos como homens, nós somos também muito melhores e muito mais competentes para sermos fortes líderes tanto em casa, na família como na sociedade.
Seu, pelas almas dos homens,
Nélio Da Silva
Coordenador Nacional - Homens de Valor Mocidade Para Cristo - Brasil
Via Genizah

"Carma Moço Tudo Se Resorve"....

Numa estradinha, o mineiro dono de um alambique, entra na traseira de uma BMW novinha em folha. O dono da BMW sai que é uma fera em cima do mineiro, que diz:- Carma moço tudo se resorve....'- Resolve nada seu *&¨%$#!)(*+#$% !!!!'- Carma...toma uma aqui da minha fazenda... é da boa que o sinhô vai si acarmá... O cara toma uma.- Acarmô?'- Acalmei nada!!!- Então toma mais uma... E assim foi. Depois de uma meia dúzia o mineiro:- Acarmô ? - Sim, agora sim! - Intão agora nóis vamu sentá aqui i chamá a polícia pra fazê o tardi bafômetro i vê quem tá errado!

A religião do Socioeconómico

Por muito que procurem evidenciar o contrário na estrutura religiosa e popular do seu discurso, existem hoje «igrejas» que ao designarem-se como centros de ajuda espiritual, querem governar Deus. -«Vamos buscar esse Deus- proclamam-, preparem o copo de água». Nos seus conceitos ditos cristãos, nem Deus, nem Jesus Cristo estão no centro da Revelação, a importância revelacional vai toda para o que é socioeconómico, para não falar de ícones periféricos ( isto é, copos de água, fogueiras santas, monte de Sinai, cruz de fogo, etc.), como transferências do profano para o sagrado ou a necessidade de uma presença «sagrada» visível e palpável, no dizer de Roger Caillois.[...]
João Tomaz Parreira

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When You Believe...

Dedicado a todas as pessoas que acreditam, mesmo que tudo se mostre contrário.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

"Acender o Sol"

“Olhando para minha vida passada, posso perceber que a origem de tudo isso era Deus e somente Dele efetivamente. Eu não possuía uma tocha para acender o sol; foi o sol que me iluminou [...] Todavia, seguramente, posso dizer agora, em relação a mim mesmo, que somente Ele é a minha salvação. Foi Ele quem mudou meu coração e me colocou de joelhos diante Dele.”
Charles Haddon Spurgeon
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Impressionismo - Van Gogh

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Encontrado em Navarra-Espanha o Mapa mais Antigo da Europa Ocidental

Caçadores nómadas gravaram, há mais de 13.660 anos, numa pedra, a cartografia à volta de uma gruta onde se alojavam.
Notícia no Jornal El Mundo

Porque Hoje é Segunda - Feira

A palavra espiritualidade suscita diversas imagens. Para a maioria das pessoas, entretanto, sugere a contemplação, num ambiente calmo, sereno e tranquilo. Dificilmente a palavra espiritualidade evoca a agitação da vida diária, o barulho de uma fábrica, a inquietação de uma equipe de alta performance, a tensão de um corredor de hospital, o movimento irrequieto dos adolescentes em uma sala de aula, a lotação de um trem do metrô no final da tarde, o plenário de uma câmara de vereadores, a gritaria de uma feira ou a graxa de uma oficina mecânica. No imaginário popular, certamente a espiritualidade é uma coisa própria dos templos com suas liturgias, dos adeptos de um culto ou praticantes de uma fé e especialmente dos clérigos e sacerdotes religiosos.Não é sem razão que esse abismo entre as coisas de Deus e as coisas do mundo está presente no (in)consciente das pessoas. Um dos maiores clássicos da espiritualidade cristã data do século XV, a saber A imitação de Cristo, de Thomas a Kempis. Motivado por sua sincera piedade, Kempis escreveu coisas como: “Esta é a maior sabedoria: o desprezo do mundo para se aproximar do reino dos céus”; “É realmente uma agonia ter de viver na terra”; e ainda: “Toda vez que caminho entre os homens, volto menos homem”. Palavras piedosas de outrora, que hoje não fazem mais sentido. Ficou no passado o tempo em que a conotação da palavra espiritualidade implicava o absoluto antagonismo entre céu e terra; sagrado e profano; espiritual e secular.Por outro lado, não podemos esquecer que a tradição cristã também enfatiza a espiritualidade fincada no solo da vida diária. Teresa de Lisieux falava do “pequeno caminho” da espiritualidade no cotidiano; Inácio de Loyola, Francisco de Assis, Madre Tereza e muitos outros enxergavam Deus na face das pessoas no dia-a-dia. Benedito, fundador do monasticismo, tinha por lema “orar e trabalhar”. Martinho Lutero falava do sacerdócio de todos os cristãos e os reformadores colocavam o trabalho no centro das vocações cristãs. Martin Luther King Jr e Desmond Tutu basearam em sua fé todo o compromisso e engajamento na luta pela dignidade humana.A verdade é que “convidado ou não, Deus está presente”, como escreveu Carl G. Jung sobre a porta de seu consultório. Teilhard de Chardin escreveu: “[Deus] está, em certo sentido, na ponta de minha pena, de meu pincel, de minha agulha – e em meu coração, em meu pensamento. A conclusão do traço, da linha, do ponto de costura em que estou trabalhando é que me fará entrar em contato com a meta final a que tende minha vontade em seus níveis mais profundos”.Essas e outras convicções justificam o fato de que iniciamos amanhã, no Segunda Opinião: Fórum de Reflexão Bíblica e Teológica da Ibab, o estudo do tema “espiritualidade no mundo do trabalho”. Cremos que, se de fato, a palavra espiritualidade nos remete às possibilidades da experiência e do relacionamento com o Deus de quem não podemos nos evadir, pois, como afirmou o apóstolo Paulo aos atenienses: “nEle vivemos, nos movemos e existimos”, então é verdade também que todas as áreas e dimensões da vida estão relacionadas a Deus, e Deus está intrincado com tudo quanto existe e acontece. Queremos viver, portanto, a máxima que dá sentido à vida qualificada como cristã: “seja comer, seja beber, ou qualquer outra coisas a fazer, que tudo seja feito para a glória de Deus”.
Ed René Kivitz, no site da Ibab.

10.000 Acessos ao Ab-Integro

Lembro-me perfeitamente do dia 23 de Dezembro de 2008, e dos dias que o precederam, em que estava absolutamente dilacerado e sem conseguir discernir qual o rumo a seguir, e isto por razões exógenas (questões de ética cristã e pessoal, e não medo, impedem-me de as confessar aqui ) que atropelaram a minha fé e esmagaram a minha espiritualidade, de uma forma absolutamente contundente, e completamente invulgar.
Foi então que, navegando por muitos Blogues cristãos em busca de bálsamo espiritual para a ferida profunda, resultado do golpe desferido, Deus me apresentou a possibilidade de criar um Blogue. Confesso que estava tão longe de o fazer quando o Oriente está distante do Ocidente.
Confesso também que, construido o Blogue, me apeteceu usá-lo para coisas tão díspares quantas o meu estado de ânimo me pedia. Não o fiz, e assumi um compromisso com Deus. O compromisso que se encontra descrito no meu perfil quanto aos objectivos do Ab-Integro.
O Ab-Integro foi crescendo, pouco a pouco, na justa medida em que crescia a minha ( curta ) experiência em matéria de Blogosfera.
Ultrapassei as angustias e sarei a feridas. As marcas, as cicatrizes, ficaram, é claro. Mas ficam sempre, não é ?! São elas, afinal, que nos mostram e lembram as lutas travadas. São elas que nos ensinam de como o Grande Amor e Graça de Deus são importantes para curar todas as chagas, por mais purulentas que se apresentem.
O Ab-Integro cresceu, e eu cresci com ele, mais do que aquilo que podia imaginar ou esperar.
Estou grato a Deus por esta enorme oportunidade de consolidação e reforço da minha fé.
Estou grato a Deus por todos os irmãos em Cristo e parceiros cristãos na Blogosfera, que me ajudaram, muitas vezes sem o saberem, a ultrapassar e vencer.
10.000 acessos significa um número razoável para um Blogue cristão, completamente despretensioso em si próprio, mas com a pretensão de ser uma ferramenta nos propósitos definidos. Não mais do que isso.
Muita coisa poderá ( e deverá ) ainda melhorar. Passo a passo vamos fazê-lo, dentro das disponibilidades de tempo, arte e engenho que nos sobrarem para tal.
Temos consciência que, mesmo sendo um Blogue humilde, terá de certeza ajudado, elevado, e servido de companhia a muita gente. A nossa preocupação é que tudo o que publicamos tenha critérios de qualidade intrínseca e acrescente valor a quem aqui acede. Este será sempre o nosso desiderato e o nosso compromisso com Deus e com os homens.
Quando acordarmos, pela manhã, daqui a algumas horas apenas, já teremos ultrapassado a barreira da dezena de milhar de acessos no Ab-Integro.
Grato pelo apoio que sempre nos têm mostrado os amigos, mais, ou menos chegados, os bloguistas que de várias partes do globo nos acedem, em especial do Brasil e Portugal, bem como todos os que nos vêm como um blogue de referência quanto aos valores que defende e proclama, e que por isso nos vão seguindo de perto. Procuraremos sempre não defraudar as expectativas da Blogosfera e dos Blogers.
Jacinto Lourenço

domingo, 9 de agosto de 2009

A Moral do Capitalismo

Há um passo célebre da Fundamentação da Metafísica dos Costumes, de Immanuel Kant, sobre o "comerciante avisado", para mostrar o que é realmente moral. O comerciante avisado e prudente não engana os seus clientes, pois a honestidade é necessária para o bom andamento do negócio. Ele age de modo conforme ao dever - não enganar os clientes -, mas isso não significa que aja moralmente. A acção só é moral, se agir por dever e não com uma intenção egoísta, isto é, porque o seu lucro o exige. Em A República, Platão apresenta o famoso anel de Giges, que, colocado numa certa posição, tornava o seu possuidor invisível. Com o anel e os seus poderes mágicos de invisibilidade, Giges, que era um homem honesto, entregou-se a uma série de crimes. Colocado nesta situação de poder tornar-se invisível, pode alguém fazer o teste da sua moralidade, verificando que só é verdadeiramente moral quem, mesmo invisível, continuasse a agir por dever e não por interesse ou por medo do juízo dos outros. À pergunta em epígrafe, que constitui também o título de uma obra de André Comte-Sponville, o conceituado filósofo responde: "Não. O capitalismo não é moral, mas também não é imoral; é - total, radical, definitivamente - amoral." Assim, por exemplo, aos protestos compreensíveis de quem se revolta porque o preço de determinado produto está acima do que a decência pode tolerar, observa: "A decência, que eu saiba, não é uma noção económica." Para perguntas e respostas correctas, é necessário distinguir as ordens, os níveis ou domínios. A primeira ordem é a ordem tecnocientífica - no caso da economia, a ordem económico-tecnocientífica -, estruturada, interior- mente, pela oposição do possível e do impossível. Esta fronteira interna entre o possível e o impossível é incapaz de limitar a ordem tecno-científica, porque se desloca constantemente: pense-se no que era antes impossível e hoje possível no domínio da biologia e do progresso tecnológico em geral. Mas precisamente estas novas possibilidades e suas consequências - manipulações genéticas, poluição...; no caso da economia, as variações do mercado... - podem pôr em causa o futuro da Humanidade ou afectar dramaticamente a vida de milhões de pessoas. Assim, uma vez que esta ordem é incapaz de limitar-se a si mesma - não há limite biológico para a biologia, limite económico para a economia, etc. -, é preciso limitá-la do exterior, com a ordem jurí- dico-política, a lei, o Estado, ordem estruturada interiormente pela oposição do legal e do ilegal. O legal pode, porém, não respeitar a dignidade humana: pense-se na legalização do esclavagismo ou do racismo. Não se vota o bem e o mal: "O indivíduo tem mais deveres do que o cidadão." Assim, a ordem jurídico-política é limitada do exterior pela natureza e pela razão, pela ordem moral (o dever, o interdito). Quer dizer, há o pré-jurídico e pré-político. Por último, a ordem moral é "completada", abrindo-se ao divino, que é a ordem do amor e da gratuidade. O capitalismo é, pois, amoral. Não funciona pela virtude nem pelo desinteresse ou pela generosidade, mas pelo interesse pessoal ou familiar, pelo egoísmo. Se funciona bem, é precisamente porque egoísmo é coisa que não falta, mas, também por isso, não basta. O mercado, que mostrou ser o sistema mais eficaz, não tem a capacidade de regulação socialmente aceitável e a moral também não consegue. Então? "Entre o poder cego da economia e a fraqueza da moral, só a política e o direito nos permitem fixar limites não-mercantis ao mercado, regulá-lo, a fim de que os valores morais dos indivíduos dominem, pelo menos em parte, a realidade amoral da economia. O problema, hoje, é que se cavou um desfasamento entre a escala mundial dos problemas económicos e a escala nacional dos nossos meios de acção sobre esses problemas." É aqui que se mostra a urgência de uma política mundial, o que implica compromissos entre Estados, para que o capitalismo seja limitado nos seus efeitos perversos e dramáticos. "Quanto mais lúcido se é quanto à força da economia e à fraqueza da moral mais exigente se deve ser quanto ao direito e à política."
( Título original do artigo : "O Capitalismo é moral ?" )
Anselmo Borges
In Diário de Notícias de 08 de Agosto de 2009

Porquê Saber ?

Há pessoas que desejam saber só por saber, e isso é curiosidade; outras, para alcançarem fama, e isso é vaidade; outras, para enriquecerem com a sua ciência, e isso é um negócio torpe; outras, para serem edificadas, e isso é prudência; outras, para edificarem os outros, e isso é caridade.
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Tomás de Aquino