sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de Setembro de 2001. Um Dia a Não Esquecer, pelas Piores Razões !

Oito anos depois do 11 de Setembro, norte-americanos assinalam tragédia com jornada de solidariedade

Oito anos após os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos, os norte-americanos assinalam hoje o dia à escala nacional graças a legislação assinada em Abril pelo Presidente Barack Obama, instaurando uma jornada de solidariedade. Desde então, o dia 11 de Setembro foi definido como "Dia Nacional de Oração e Memória", estando todos os norte-americanos convidados a "trabalharem para uma causa comum com amigos e aliados para se criar um mundo mais seguro e mais brilhante para as gerações actuais e do futuro". Em memória das vítimas e ao abrigo desta legislação, estão previstas campanhas de ajuda por todo o país, como por exemplo em Seattle, onde cerca de 4.000 funcionários da Microsoft vão trabalhar em projectos de restauração de casas pobres e renovar um centro infantil.
(Agência Lusa )
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Confesso que ainda hoje tenho duvidas sobre o que realmente aconteceu no fatídico dia 11 de Setembro de 2001.
Mas independentemente das minhas duvidas, a verdade é que uma data assim nunca mais se esquece, por muitos anos que vivamos. Sabemos sempre e exactamente onde estávamos, o que fazíamos naquele momento, com quem estávamos e como nos chegou a notícia pela primeira vez levando a que nos precipitássemos para as televisões para, incrédulos, contemplarmos em directo uma elegia à loucura dos homens que, em nome de deus, de um deus menor, acabavam de assassinar mais de 3000 pessoas. Perguntamo-nos, ainda hoje, como é que foi possível ? ! Julgo que, o diálogo inter-religioso entre as nações do islão e as nações cristãs do ocidente, por muitos anos, terminou ali no "Ground Zero", perdido por entre a poeira das torres gémeas e os restos de seres humanos que se lhe juntaram. Nunca mais, até hoje, foi possível ensaiar uma aproximação séria e honesta a esse diálogo, do ponto de vista das relações internacionais.
Há duas coisas fundamentais para restabelecer a confiança entre as pessoas e os povos: Perdoar e ser Perdoado. Ora aí é que reside o "busilis" da questão. Nem as nações do islão estão dispostas a aceitar pedir perdão, nem as nações ditas cristãs, estão igualmente dispostas a isso. E sobre perdoar, estamos conversados, porque uma coisa implica a outra.
Entretanto, enquanto escrevemos este texto, o nome de Deus continua a ser usado para justificar a matança de seres humanos de um e de outro lado da fronteira religiosa.
"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize." João 14:27
Jacinto Lourenço

Berlusconi não tem espelhos...

( Foto Diário de Notícias )

"Sou o melhor presidente dos últimos 150 anos"

( Sim, pois, « e não tenho espelhos em casa... » )

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, mostrou-se hoje convencido que é "o melhor presidente do Conselho que a Itália teve em 150 anos de história".
Se achar que deve, pode Ler Aqui todo o artigo no Diário de Notícias de 10 de Setembro de 2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Razão da Esperança

Qual importância da esperança no meio das dores deste mundo? Ela nos faz caminhar, seguir em frente, quando parece já não haver mais o que fazer. Esperança é esta força interior que Deus nos deu, a fim de enfrentarmos a vida, porque algumas coisas parecem nunca mudar. Ano passado escrevi um conto abordando este assunto. Publico hoje, dedicando-o aos que sofrem. Certa noite, antes de dormir, Zumba perguntou a sua mãe: - Por que somos escravos? Zumba precisava esquecer a humilhação e a dor da surra que sofrera à tarde. Seu coração adolescente estava amargo. Nada parecia fazer sentido porque, há bem pouco tempo, era um príncipe livre em terras da África. Na tentativa de amenizar sua dor através da esperança e enquanto passava delicadamente a mão em sua cabeça, a mãe respondeu com a seguinte fábula: - Havia um mundo triste. Era tanto estranho, quanto triste. Há muito, a esperança que reinava iluminada, fora dominada e aprisionada pelo reino da desesperança. Densas nuvens cobriram a planície e tudo eram só trevas. Os habitantes do vale sofreram uma terrível maldição que os tornou nanicos, caolhos e com os olhos vendados. Naquele estranho mundo, havia um nanico que era o pior de todos. Muitos dizem que o reino da desesperança emergira de seu próprio coração. Havia também uma ave rara, invisível, chamada Idéia. Tinha a aparência de um assum preto e o tamanho de um gavião. Era inconformada por natureza. Estava sempre voando entre os nanicos caolhos que tinham vendas nos olhos. Colocava em seus corações a lembrança do que um dia fora o reino da esperança. Contudo, eles não conseguiam vê-la, nem ouvi-la. Era parte de sua maldição. Todavia, aquela ave incomodava porque seu canto, apesar de quase inaudível, incitava à mudança aqueles que amavam a acomodação, o nanismo e a pouca visão. Tinham medo de mudar e desenvolveram o medo de ter esperança. Em um feio dia, o mais gordinho dos nanicos, incomodado com o perigo que o canto da Idéia representava, coçou sua careca horrorosa, pensando em como capturá-la. Afinal, a desesperança reinante lhe dava certa sensação de poder. Quanto mais desesperançados estavam os nanicos, mais necessitavam do gordinho careca e barbudo. Assim, fez uma arapuca, capturou a Idéia e confinou-a numa masmorra. Ela foi oprimida, cuspida, amaldiçoada e banida do mundo dos nanicos. Na masmorra, a Idéia encontrou-se com outra ave aprisionada, a Solidariedade. Ela tinha a aparência majestosa de uma garça, só que era maior. Sofreram muito na clausura, a Idéia e a Solidariedade. Seus olhos foram vazados, seus bicos cortados e suas asas podadas, para que não mais voassem, nem cantassem, nem enxergassem. Entretanto, quanto mais sofriam, mais se uniam e se fortaleciam. O canto, na dor, extraiu a mais bela melodia já entoada. Na dor, o canto da Idéia chama-se esperança e o da solidariedade, ação. Em uma dessas noites escuras. Enquanto choravam e cantavam, raios e trovões encheram a masmorra. Uma luz muito forte e quente raiou e, como por milagre, ouviram uma voz suave encher todos os lugares da masmorra, unindo-se ao seu canto. Era a esperança que renascera porque, ainda que as idéias não tenham vez no mundo dos nanicos, o poder da solidariedade faz nascer um novo tempo. Zumba levantou-se com os olhos arregalados pela curiosidade pré-adolescente e perguntou: - E os nanicos caolhos de venda nos olhos? Sua mãe sorriu e lhe respondeu em tom irônico, falando muito mais a si mesma do que a Zumba: - Eles continuarão sempre assim: nanicos, caolhos e de venda nos olhos. Agora durma, para que o canto da esperança também encha seu coração. Amanhã será outro dia. Moral da estória: A razão da esperança, enquanto virtude, não é a vitória; é a não desistência. Ela traz expectativa de dias melhores, apesar dos seres esquisitos que habitam nosso mundo. Qual a utopia, ela nos faz seguir em frente, apesar de tudo. Não desista.

Imagens com Vida - 6

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A Separacão que fere a Alma de quem Parte não sabendo se Volta

Espírito Santo para Justificar Sequestro de Avião

( foto Portugal Diário )
Pois é, já sabíamos que o Espírito Santo tinha as costas largas, mas tanto assim ... Não conhecemos o rasto deste senhor, que se afirma "pastor", mas não será difícil imaginar o seu percurso "religioso". Até podemos mesmo adivinhar que esta última "revelação" lhe terá vindo quando estava na cadeia por outra qualquer razão... Parece que no curriculum do boliviano consta uma vocação para passagens por detrás das grades mas não com o objectivo de evangelizar os demais presos... ! E depois ainda à gente a querer culpar Deus por coisas como esta !?
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Um boliviano foi detido, esta quarta-feira, pelo sequestro do avião da Aeroméxico procedente de Cancun, com 104 passageiros a bordo, informou o secretário da segurança pública, Genaro García Luna. O detido, Josmar Flores Pereira, identificou-se como um pastor religioso e garantiu que agiu por influência do «espírito santo», que lhe deu ordens para controlar o aparelho, acrescentando que o fez esta quarta-feira devido à data: 9/9/9, 666 lida ao contrário. O responsável já esteve preso na Bolívia por roubo à mão armada, diz a imprensa local, e assegurou que só queria alertar para um forte terramoto que irá suceder na Cidade do México, exigindo, para isso, falar directamente com o presidente Felipe Calderón In Portugal Diário de 10 de Setembro de 2009

Sobre a Dúvida

"Não é pecado duvidar de algumas coisas, mas acreditar em tudo pode ser fatal."
A. W. Tozer

Erguer Altares em Betel

Betel também representa o mundo ao nosso redor. Não é um lugar sagrado em si mesmo. Mas um lugar que se sacraliza aos olhos daqueles que têm sua consciência iluminada pela presença de Deus.
Quando erigiu a coluna que mais tarde daria sustentação ao altar, Jacó derramou azeite sobre ela. Ao ungi-la, o patriarca indica claramente o que ela representava: Cristo, o Ungido. E não só isso: aquela coluna representava o Seu Corpo na Terra, isto é, a Igreja de Deus. Ou não isso que diz o apóstolo Paulo, ao referir-se à igreja do Deus vivo como “casa de Deus” e “coluna e esteio da verdade” (1 Tm.3:15)? A unção derramada sobre Cristo, o Cabeça, desceu até nós, Seu Corpo (confira 2 Co.1:21 e 1 Jo. 2:20,27). É interessante ressaltar que Betel foi a primeira parada, tanto na peregrinação de Abraão, quanto na fuga de Jacó. Abraão deixou ali um altar completo. Jacó deixou ali uma coluna para mais tarde edificar um altar. Onde foi parar o altar deixado por Abraão? Provavelmente se desfez com o tempo. A erosão, as freqüentes tempestades de areia comuns no deserto, ou talvez seus inimigos, são alguns dos possíveis responsáveis pelo desaparecimento daquele altar construído às pressas. Se ele ainda estivesse lá, Jacó o saberia. Se Jacó construísse às pressas um altar semelhante ao de Abraão, vinte anos depois talvez houvesse desaparecido. Deus sabe que uma obra duradoura demanda tempo para ser concluída. Por isso, ordenou que Jacó retornasse a Betel para concluir seu altar. Porém, desta vez, não mais como um fugitivo, mas como um habitante de Betel. Muitos pastores querem fazer suas igrejas crescerem rapidamente a qualquer custo. Em nome de suas estratégias mirabolantes, muita gente sai machucada. Para levantar uma coluna, basta algumas poucas horas, mas pra se levantar um altar duradouro, necessitamos tempo. E isso faremos como habitantes de Betel, e não como fugitivos. [...]
Hermes Fernandes
Ler Aqui versão integral do texto, no Blogue Genizah

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Imagens com Vida - 5

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A importância dos Amigos

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"Sem amigos ninguém escolheria viver"

- Aristótoles -

O Poder do Evangelho e os Sofismas do nosso Tempo

É o Evangelho puro que convence os ouvintes. Não são as credenciais académicas, a oratória brilhante ou a persuasão do pregador, porém o Evangelho puro é que convence os ouvintes. Não devemos atentar para sabedoria humana e zelo, a fim de embelezar, melhorar, ou de qualquer forma fazer o Evangelho mais atractivo para os perdidos. O Evangelho, apresentado na sua imutável pureza, é a mensagem que o Espírito Santo honra convencendo e dando convicção àqueles que O ouvem (Jo 16.8-11). Essa verdade deve voltar a concentrar a atenção dos evangélicos! [...]
Ler Aqui no Blogue Púlpito Cristão a versão integral do texto

Tecnologia Portuguesa no Espaço

São portugueses os equipamentos que permitem aos satélites da Agência Espacial Europeia (ESA) orientar-se em relação à Terra. Fundada em 2002, a LusoSpace produz, além destas "bússolas espaciais", outros pequenos componentes fundamentais para o funcionamento desta indústria. Há entre 20 e 30 empresas nacionais a fornecer 'software' e 'hardware' à ESA.
"Não pode cair um grão de pó nos componentes, principalmente se forem ópticos", avisa Paulo Gordo, descrevendo a sensibilidade das peças fabricadas para os satélites da Agência Espacial Europeia (ESA, em inglês). Paulo é gestor de projecto na Lusospace, uma empresa portuguesa, sedeada na Lapa, escolhida por aquele organismo europeu para produzir Magnetómetros - uma bússola electrónica a três dimensões que mede a direcção do campo magné- tico da Terra e permite aos satélites orientarem-se. Outro dos componentes que a a equipa de Paulo fabrica é o MEMS - micro componentes, um milhão de vezes mais pequeno do que um metro, quer servem de motores ou acelarómetros para as peças de satélites. [...]
Continuar a Ler Aqui no Diário de Notícias de 07 de Setembro de 2009

Ilha da Páscoa deixou de ser Mistério

( Foto D.N. )

O significado dos chapéus encarnados permaneceu desconhecido durante anos. Dois investigadores britânicos avançam com as respostas.
O significado das estátuas da ilha da Páscoa, no oceano Pacífico, com os seus chapéus encarnados, tem sido um desafio para exploradores, antropólogos e arqueólogos ao longo dos anos. Contudo, uma equipa de investigadores britânicos acredita ter descoberto a chave do enigma. Colin Richards, da Universidade de Manchester, e Sue Hamilton, da Universidade College London, descobriram na ilha uma estrada que serviria para transportar as rochas encarnadas vulcânicas desde a sua origem até um local, nunca antes estudado, onde a rocha era trabalhada, conta o The International Independent. Aí, encontraram um machado, que terá sido deixado como forma de oferenda, o que para os investigadores, explica o carácter sagrado das estátuas. Os chapéus das cabeças monolíticas eram um símbolo de prestígio. Na realidade, tratam-se de nós no topo da cabeça usados pela elite dos chefes nativos que se envolviam em lutas de poder. A construção das estátuas reflectia essa competição social, que se reflectia na construção de estátuas cada vez mais altas. Os investigadores julgam que os primeiros chapéus terão sido construídos no ano de 1200 ou 1300, altura em que terá havido um aumento do tamanho das estátuas na ilha da Páscoa.
In Diário de Notícias de 07 de Setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Chamado para Sumir...

Depois de mais de 3 décadas, muito esforço, dedicação, envolvimento, alegrias e sofrimentos, deixei de lado a 'igreja formal'. É possível, apesar de pouco provável, que alguns dos leitores desse blog sejam membros da mesma igreja da qual eu participava. A esses, se existirem, um abraço apertado. Não nos veremos mais nos domingos nem nos demais encontros promovidos pela instituição (salvo, talvez, como visitante em alguma situação), mas espero ainda encontrá-los aqui e ali, e poder abraçá-los cheio de saudades. A história da despedida foi, pelo menos para mim, mais suave do que poderia imaginar. As conversas com os pastores e os emails desconfiados geraram, como seria inevitável, certa tensão e desconforto. Mas o tempo foi soprando o nevoeiro e, aos poucos, o ambiente foi ficando iluminado. Tornou-se claro, e aqui falo unicamente por mim, que os caminhos não eram mais os mesmos e não nos permitiam mais seguir lado a lado. Minha cabeça e coração já estavam muito distantes do modelo formal, repleto de cuidados, de excesso de zelo pelo desejo de manter o povo unido e as engrenajens funcionando - e são tantas engrenagens, tantos ministérios, reuniões, assembléias, planos, projectos, números e gráficos. Tudo bem intencionado, creio, mas com o propósito claro de crescer, aparecer e permanecer. E eu já venho há muito sonhando com o diminuir, dispersar, desaparecer e sumir. Sei que para muitos isso parece exagero (afinal, a 'igreja' que abandonei não é nem de longe adepta das loucuras do mundo gospel, nem da manipulação descarada e bandida de malafaias e terranovas que querem mesmo é enriquecer à custa da cegueira da multidão, tangida de um lado para outro como gado em pasto seco). Mas não creio que seja. Um pouquinho só de fermento leveda a massa toda. O chamado que um dia aceitei seguir porque me atingiu em cheio o coração e encheu-me de alumbramento, é o chamado para sumir. O que ecoa no meu peito são as palavras de dispersão. Vão - disse o mestre - sejam sal, sejam luz, sempre indo, caminhando, espalhando, dispersando, sumindo na multidão. Sal se dissolve e some. Dá gosto mas, depois que é espalhado, ninguém mais sabe onde está. Sumiu, mas salgou. Luz não se pega, não se toca, ninguém sabe descrever sua aparência. Sabemos que há luz porque tudo se torna visível - mas não sabemos onde ela está, não podemos tocá-la, descrevê-la. Não. Não desprezo o ajuntamento nem a comunhão. Mas eles não tem nenhum valor se não forem frutos do desejo intenso do reencontro amoroso dos dispersos cheios de saudade. Um reencontro banhado na expectativa de compartilhar histórias boas e ruins da dispersão e, assim, de modo simples, livre e natural, aprender e crescer na fé. Mas são breves paradas, como a cervejinha no boteco, e não como a agenda profissional de um homem de negócios. Como aquilo que enche meu coração vaza pela boca, nos últimos tempos passei realmente a ser, e continuo aqui falando unicamente por mim, um incômodo para o grupo. Sempre 'do contra', muito disperso, pouco participativo, pouco engajado. Estava dando um baita mau exemplo. 'Cuidado com o Tuco', é o que diziam aqui e ali, cheios de zelo e cuidado. O engraçado é que minguém se interessou pelo que eu fazia fora da igreja - isso parece não ter a menor importância. Então, para não ficar nessa lenga-lenga, causando indisposição e perturbando gente boa e bem intencionada, achei melhor me afastar. E com isso, creio, me libertei e libertei quem ficou. Cada um livre para seguir sua jornada da maneira como lhe brota no coração. Actualmente engrosso a fileira das estatísticas dos 'sem igreja'. Obviamente sei que não é possível estar com Jesus e ser um 'sem igreja' a menos que se defina igreja como uma coisa palpável e descritível. Para ser 'sem igreja' precisaria crer que posso possuir uma, ou pertencer a uma. O discípulo de Jesus (e como eu quero ser um!) quando se encontra com mais um ou dois, é igreja. O verbo adequado é ser, não ter ou estar. Assim, aos amigos cristãos membros de uma igreja formal, talvez até aquela da qual fui membro até mês passado, que porventura estejam preocupados comigo, relaxem. Continuo buscando proximidade com o Pai e sendo igreja dEle, galhinho verde vibrando viçoso no ramo da videira. Continuo na trilha que só Deus sabe onde vai dar.
Fonte: Blogue A Trilha

Imagens com Vida - 4

Quantas Vidas Vale uma Bandeira !?

O Grito do Ipiranga

( Imagem Wikipédia )
Ontem foi dia de honrar o Brasil e os povos do Brasil, pela celebração da sua independência. Aqui, no Ab-Integro, queremos honrar não só o povo Brasileiro mas em particular os cristãos Brasileiros e o esforço que têm feito pela evangelização da sua terra e dignificação e salvação do seu povo.
Estamos habituados, ultimamente, a olhar, a partir aqui de Portugal, com alguma sobranceria ( será um velho hábito da herança colonialista ?! ) para tudo o que ocorre no Brasil relacionado com o mundo cristão-evangélico. Assistimos a muita coisa má, é verdade. No entanto é preciso não esquecer que a esmagadora maioria da igreja cristã-evangélica brasileira, é uma igreja séria, conduzida por bons princípios bíblicos tanto nas práticas eclesisiais quanto na doutrina. O resto são sombras que procuram tapar a Luz do Evangelho.
Não podemos, nem devemos esquecer, aqui em Portugal, que uma boa parte do movimento cristão-evangélico se expandiu com base no trabalho missionário que no início do século XX atravessou o atlântico rumo ao território português. Mesmo na actualidade, o trabalho cristão deve muito a missionários brasileiros que, guiados pela vontade de Deus, têm vindo até Portugal, muitas vezes mal compreendidos, senão mesmo mal aceites pela igreja local que vê neles um alvo a abater. Confunde-se regularmente a "nuvem com juno", colocando num mesmo saco os verdadeiros cristãos-evangélicos e homens de Deus esforçados, com oportunistas religiosos que, tendo sido desmascarados no Brasil, vêm até Portugal a coberto do desconhecimento local dos malefícios que provocaram à Obra de Deus do outro lado do mar.
O Evangelho em Portugal, em muitos aspectos, deve muito aos evangélicos no Brasil e ao seu investimento em prol da Obra de Deus aqui. Mas muitos erros foram cometidos quer por quem chegou, quer por quem estava. Como ouvia hoje de manhã num programa de rádio, "os portugueses são muito ciosos dos pequenos poderes", e isso é realmente característica endémica da nação e não necessariamente uma boa característica. Estou certo que um maior conhecimento sobre as realidades e diversidades culturais bem como as tradições de um e do outro lado do Atlântico, e nomeadamente no que à igreja cristã-evangélica diga respeito, só poderá trazer ainda mais vantagens à expansão do evangelho, especialmente em Portugal, país velho de séculos a carecer de um desafio de fé. É que a língua comum nem sempre é um factor de aproximação e, às vezes, pode ser mesmo de divisão se cada um dos povos e cada uma das igrejas, brasileira e portuguesa, não fizerem nada para, em primeiro lugar, conhecerem bem o que as pode unir e o que as pode afastar.
Por último, uma palavra de agradecimento a todos os Blogueiros cristãos evangélicos brasileiros, em especial aqueles de quem sou "cliente habitual" na busca de bons textos que visem o conhecimento, crescimento, desenvolvimento e amadurecimento de todos os que acessam o Ab-Integro.
Abraço também os meus amigos brasileiros nesta hora.
Obrigado por serem uma Benção e uma fonte permanente de inspiração.
Jacinto Lourenço

Um Dia Você Acorda

Um dia você acorda e sente que já não é o mesmo, que o cheiro da vida mudou, que as antigas motivações não lhe servem mais, como roupas antigas e apertadas, desbotadas pelo uso excessivo. Um dia você acorda e percebe que a luz está diferente, que os sons da vizinhança não lhe dizem mais respeito, que o som do seu coração está cansado das mesmas batidas na terra, seu coração está pedindo é para voar. Percebe que antigos sonhos estão voltando, mas não têm lugar naquele pouco espaço que lhes foi destinado, como uma revoada de passarinhos a fazer um barulho incrível no seu peito, batendo asas e soltando penas. Você acorda e se dá conta do que não fez, de onde não chegou, dos arranjos e das coisas e gentes que usou para seu gozo, e no entanto, não conseguiu ser íntegro consigo mesmo. Um dia acorda e percebe: decepcionado, quis crer em tantas crenças e doutrinas, se esforçou para agradar a gregos e troianos, disse “sim” quando queria dizer “não”, e deixou de falar “não” tantas vezes que já não sabia mais qual era o seu querer, quais eram os seus sabores preferidos e a direção que escolheu caminhar. Da mesma forma, acorda e percebe que estava com saudade da sua música, seus livros, seus segredos e seu ócio. Acorda e olha para o teto, vê possibilidades acima do teto; sorri, simpatizando-se com a aranha tecendo teimosa a despeito das estocadas diárias da vassoura.Sem se render, ela recomeça toda noite, e agora você se dá conta que existe a coragem de recomeçar. Um dia você acorda e lembra que riu, comeu e sentou a mesa com gente que de fato nunca se importou, e você oferecendo seu melhor sorriso em troca de aceitação. Que bobagem. Lembra que não protestou diante de absurdos, recolhendo-se à boa educação de sempre.Lembra que deu o relógio para a pessoa errada, e deixou de abraçar por puro preconceito, e que não tentou mais uma vez. Um dia você acorda cansado de dizer que está cansado de viver, e decide que vai correr o risco de recapitular suas teologias e filosofias. Um dia. Um dia você acorda.
Helena Beatriz Pacitti