quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Vaqueiros ou Pastores...?

“Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas,e elas me conhecem a mim” Jo 10: 14
Numa época em que seminários, cursos e eventos de todo tipo se propõem a discutir modelos de liderança e nos aguçam tanto a vontade de crescermos como lideres, dia desses, à soleira da porta da Rádio, aqui em Portugal, um amigo e filho na fé, gritou por mim dizendo ter tido uma revelação. Não que eu não creia nas revelações (principalmente depois que as cameras fotográficas passaram a ser digitais) ou que Deus não seja ainda capaz de nos trazer revelações ou luz sobre situações, baseadas em algum princípio encontrado nas escrituras, confesso que fiz piada. Mas a coisa era séria. Assentado ali, esse meu amigo, um criador de gado em Goiás, observava atentamente a um pastor – cercado pela sua congregação de ovelhas – que costumeiramente costuma trazê-la para alimentar-se numa área verde (e cheia de oliveiras) mesmo do outro lado da nossa rua. Pois bem, o Lazinho (como se chama o amigo) gritou: “rapaz, nós temos sido vaqueiros!”. E emendou: “temos sido mais vaqueiros do que pastores!”.Essa era a revelação e digamos, dos céus, sem sombra de dúvida. [...]
Rubinho Pirola
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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Imagens Impressivas - 5

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Antárctica

Aposte Tudo em Deus !

Com 20 anos de idade meus olhos foram abertos para a - inacreditavelmente dura - realidade da vida. Naquela época, lembro-me muito bem, passava o dia inteiro na praia - das 6h às 18h - chegava em casa, almoçava-jantava, saía à rua para encontrar os inesquecíveis Rogério, Chicre e Baiano, que compunham um grupo enorme de uma rapaziada da era pré-internet, que vivia para o mar e os seus grandes amores. Deitava no sofá da sala e sonhava - ao som de Triumvirat, Emerson, Lake and Palmer, Renassance - com ilhas paradisíacas, ondas nunca surfadas, amores arrebatadores com gosto da água salgada do mar e pele queimada de sol.Meu pai era um policial duro (tanto de grana, quanto no trato) e não me dava moleza. Pouco dinheiro, mas muito sucesso com as mulheres, saúde para esbanjar (conseguia ficar 5 horas dentro d'água, sem problema), amigos engraçadíssimos e acesso livre e gratuito ao mar. O cenário só não era perfeito porque naquela época o Botafogo estava em baixa (eu sei, não só naquela época...).Porém, com 20 anos, tornei-me um existencialista francês sem ter lido Sartre. Senti a náusea ou a angst. Louco para viver, mas esmagado pelo caráter transitório, breve e finito da vida. Caí em desespero. Aquela vida que tanto amava era irreal.Tornei-me cristão. Não porque ouvira algum sermão sobre o horror do inferno na vida além, mas porque experimentara o horror do inferno na vida presente. Grandes amores, mar, sol, amigos, saúde, num cenário em decomposição.Entrei de cabeça no cristianismo. A tal ponto, que decidi anunciar sua mensagem por todo o resto da minha vida, dedicando-me de tempo integral à tarefa de ser pregador do evangelho. Virei pastor. Título que até hoje me traz desconforto, porque não me identifico com o formato que essa profissão assumiu e nem mesmo desempenho uma atividade estritamente pastoral. Eu gosto de falar da história do espancamento e morte de um ser extraordinário que se apresentou ao mundo como o Filho de Deus. Sou cristão até a medula e não me envergonho do evangelho que sustenta minha sanidade mental. Mas, não sou pastor na acepção da palavra.O que antevi com 20 anos - todo o horror que se anunciava - uma vida sujeita à morte e a incapacidade de ilhas, mulheres, sol e mar, satisfazerem uma alma faminta por algo que não é dessa vida - hoje é experimentado por mim numa tal extensão, que não tenho palavras para descrever o espanto que experimento todos os dias.A morte de Patrick Swayze, que acabei de tomar conhecimento através dos jornais, mostra que Pascal estava certo ao dizer: "Aposte tudo em Deus. Se você ganhar, ganhou tudo, se perder, não perdeu nada".Estou certo de que não perdi nada e que vou ganhar tudo, ao lado de todos aqueles que morreram para o mundo a fim de estarem vivos para Deus:"Porque o mundo passa, bem como a sua concupiscência, mas o que faz a vontade do Senhor, permanece para sempre".
António Carlos Costa

A Estratégia De Macedo Vista por Dentro

Como conheceu o bispo Edir Macedo “Eu nasci no Rio de Janeiro, mas quando tinha 12 anos fui morar com uma tia em Londres. Uma tarde eu estava passeando com minha tia pelas ruas de Finsbury Park e vi um teatro. Resolvemos entrar. Na porta estava escrito apenas Teatro Arco-Íris. Aí eu vi um piano e, como sempre tive paixão pela música, pedi para tocar um pouco. Quem veio até mim foi o Edir Macedo. Ele me pediu para que eu tocasse “Yesterday”, dos Beatles. Ele elogiou e me perguntou: ‘Você sabe tocar música gospel ?’. Eu respondi que não, mas consegui acompanhar no piano quando ele colocou umas músicas gospel para tocar no rádio. Ele disse que precisavam de um tecladista e eu, que tinha 16 anos, aceitei tocar todos os domingos em troca de algo em torno de R$ 50. Depois de uns quatro meses, minha tia procurou Edir Macedo para dizer que eu voltaria ao Brasil. Daí Edir veio com uma proposta: ‘Não, a gente vai ajudá-lo. Se você permitir, nós queremos investir nele. A igreja se propõe a pagar uma escola para ele aqui na Inglaterra’. A igreja pagou para mim por dois anos uma escola de idiomas, a London Capital College. Eu passei a morar na igreja e não tinha salário.” [...]
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O Que a Internet Está a Destruir

Há 30 anos, ninguém imaginava que o computador iria revolucionar a vida das pessoas como faz hoje. Tarefas que antes levavam dias para serem completadas, hoje são acabadas em minutos. Dezenas de papéis que iam e vinham nas famosas "comunicações internas" viram seu fim com o advento do e-mail. O fluxo de informações também aumentou e é possível achar dados de qualquer assunto pela web. Só que, como tudo na vida, existe o lado negativo da internet e assim relacionamos 10 coisas que estão desaparecendo ou mudando, não necessariamente para melhor, graças à rede mundial:
10) A língua portuguesa: Ronald Golias tinha um quadro na década de 70 onde discorria sobre o más, mas e mais e suas diferenças (elas são más, mas têm mais qualidades que defeitos, por exemplo). Isso sumiu com os comunicadores eletrônicos. Só o MAIS existe. Além disso nos acostumamos a abreviar. "Você" é "vc", "Por que" é "pq" e até um gostoso beijo é "bj". Não podemos também deixar de lado a nova gramática internética que produz pérolas como "podexá qui to sussa lah nu msn".
9) Álbum de fotografia: antigamente para você ver as maravilhas que registrou na sua viagem ou festa de aniversário tinha que mandar revelar o filme e aí era só montar o álbum e mostrar para todo mundo. Hoje não. Sem a limitação de chapas a serem batidas, podemos disparar mais de 1.000 vezes e depois jogar tudo no Facebook, Picasa, Flickr ou seja qual for o site que pretende se expor e deixar lá para quem quiser ver.
8) Expectativa pelo resultado do jogo: bons tempos aqueles onde você mal esperava o momento para comprar o jornal e finalmente ver como foi XV de Piracicaba versus Bangu, directo de Limeira. Agora é só entrar na net e conferir em um dos milhares de sites de esportes.
7) Hora do almoço: quantas vezes você sai a pé no almoço para espairecer, tomar um sol ou respirar ar de verdade ao invés de ficar atualizando seu Orkut, Facebook etc ou lendo seus e-mails pessoais?
6) Ler jornais: comprar um "solta-tinta" na banca ou assistir um telejornal à noite eram as únicas maneiras de se manter diariamente informado. Agora as notícias são apresentadas em tempo real e se você não as ler no exacto momento em que saíram, em uma hora já está caduca. [...]
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Upgrade Cristãos 2.0

Este upgrade de cristianismo também acabou por transformar a vida cristã numa espécie de ritual que o fiel procura praticar para conquistar as bênçãos de Deus, ou mesmo para evitar o seu castigo Assim como já se fez um upgrade de Deus para a versão 2.0, é possível observar que, ao longo do tempo, tem surgido uma nova versão do que seja um cristão.O que torna alguém cristão? Hoje ser cristão acabou se reduzindo a “ir à igreja”, mas me pergunto “Se Cristo morreu por sua igreja, nesta perspectiva ele morreu por tijolos, madeira e equipamento eletrônico?”. Nós não somos a igreja? Igreja passou a ser um local, não mais gente salva pelo precioso sangue de Jesus Cristo. “Ir à igreja” passou a ser um ritual, se for, é abençoado, se não for, é castigado. Desse mesmo modo, ser cristão tem sido trabalhar na igreja. Quanto mais trabalho, mais sou abençoado, mais cresço na vida cristã. Mas também se tem reduzido o ser cristão a ir aos cultos, ter certa crença ou ideologia, contribuir financeiramente, em especial para ser recompensado por Deus numa espécie de relação mercantil. Por outro lado, este upgrade de cristianismo também acabou por transformar a vida cristã numa espécie de ritual que o fiel procura praticar para conquistar as bênçãos de Deus ou mesmo para evitar o seu castigo. Assim, participar de eventos ou de cultos, ter um tempo diário para ler certo número de capítulos da Bíblia, orar a Deus, seria uma espécie de mezinha para ganhar o favor de Deus ou para evitar ter pesadelos à noite ou nas finanças pessoais. Ao longo do tempo fomos lançando versões beta deste tipo de cristianismo e incutindo na mente do cristão que ele poderia, com seus próprios esforços, agradar a Deus vivendo um cristianismo de obras e numa relação de trocas. É a herança pragmática norte-americana que conseguiu reduzir cristianismo em trabalho, deixando de lado a sua essência, mas também a teologia da graça que indica que nossas obras não apenas não servem para nos salvar, como também, sendo imperfeitas (Isaías 64.6) não conseguem atingir os elevados ideais de Deus.Precisamos reconquistar a perspectiva bíblica em nossa concepção de cristianismo de modo que ser membro da igreja, trabalhar, contribuir financeiramente para a igreja, ir aos cultos, sejam fruto de uma vida íntima aos pés do Senhor e não agente produtivo desta vida. Talvez por isso seja possível notar certo grau de carnalidade na vida eclesiástica. Ler a Bíblia, orar, sejam fruto de insaciável sede de comunhão com Deus. Participar no culto público seja produto de uma vida diária de adoração no altar de Deus.Que o sentido mercantilista seja substituído pelo ato de dar deliberadamente com alegria, sem restrições de porcentagem, pois afinal, ser cristão é negar-se a si mesmo e devolver tudo a Deus, a quem pertencemos. É reconhecer nossas imperfeições e nos sentimos agasalhados pela sua graça, nos entregando a ele como seus instrumentos, canais de seu poder, de seus atributos. Nada mais do que sermos meros cristãos versão 1.0.
Lourenço Stelio Rega
Fonte: Revista Eclésia

Imagens Impressivas - 4

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Antárctica

Formas de Vida Exóticas...

Congresso Europeu de Planetologia concluiu que hipóteses exóticas devem ser estudadas. O Congresso Europeu de Planetologia, que decorreu esta semana em Potsdam, na Alemanha, concluiu que é preciso procurar formas de vida mais exóticas noutros planetas.
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"É tempo de mudar radicalmente a definição actual da vida baseada naquela que nós conhecemos na Terra", declarou Johannes Leitner, cientista do Instituto de Astronomia da Universidade de Viena. Numa altura em que foi anunciada a descoberta do primeiro exoplaneta rochoso. "Não podemos excluir que tenham evoluído formas de vida que não necessitem de água, carbono e oxigénio para o seu metabolismo", prosseguiu, na apresentação que fez. Leitner acrescentou ainda que formas de vida exóticas podem existir não só em exoplanetas rochosos mas também no nosso planeta solar. E apresentou como exemplo do que disse os "lagos de metano líquido de Titan, sob a superfície de Encélado, nalguns nichos habitáveis da atmosfera de Vénus". Num relatório de 2007, intitulado "Limites da Vida Orgânica nos Sistemas Planetários", o Conselho Nacional de Pesquisa Americano sugeria que se tivesse em conta a possibilidade de existirem formas de vida distintas da nossa. A NASA procurou, até agora, formas de vida no sistema solar, seguindo a pista da água, mas, para o Conselho, "não há razões para excluir a possibilidade de vida em ambientes tão diversos como os aerossóis em Vénus".
In Jornal Diário de Notícias de 20 de Setembro de 2009

Ouvir o Silêncio

No meio da vertigem das tempestades de palavras em que vivemos, que nos atordoam e paralisam, tal- vez se torne urgente parar. Para ouvir. Ouvir o quê? Ouvir o silêncio. E só depois de ouvir o silêncio será possível falar, falar com sentido e palavras novas, seminais, iluminadas e iluminantes, criadoras. De verdade. Onde se acendem as palavras novas, seminais, iluminadas e iluminantes, criadoras, e a Poesia, senão no silêncio, talvez melhor, na Palavra originária que fala no silêncio? Ouvir o quê? Ouvir a voz da consciência, que sussurra ou grita no silêncio. Quem a ouve? Ouvir o quê? Ouvir música, a grande música, aquela que diz o indizível e nos transporta lá, lá ao donde somos e para onde verdadeiramente queremos ir: a nossa morada. Ouvir o quê? Ouvir os gemidos dos pobres, os gritos dos explorados, dos abandonados, dos que não podem falar, das vítimas das injustiças. Ouvir o quê? Talvez Deus - um dia ouvi Jacques Lacan dizer que os teólogos não acreditam em Deus, porque falam demasiado dele -, o Deus que, no meio do barulho, só está presente pela ausência. Ouvir o quê? Ouvir a sabedoria. Sócrates, o mártir da Filosofia, que só sabia que não sabia, consagrou a vida a confrontar a retórica sofística com a arrogância da ignorância e a urgência da busca da verdade. Falava, depois de ouvir o seu daímon, a voz do deus e da consciência. Ninguém sabe se Deus existe ou não. Como escreve o filósofo André Comte-Sponville, tanto aquele que diz: "Eu sei que Deus não existe" como aquele que diz: "Eu sei que Deus existe" é "um imbecil que toma a fé por um saber". Deus não é "objecto" de saber, mas de fé. E há razões para acreditar e razões para não acreditar. [...]
Pe. Anselmo Borges
Ler Aqui versão integral do texto no jornal Diário de Notícias de 19 de Setembro de 2009

domingo, 20 de setembro de 2009

Imagens Impressivas - 3

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Antárctica

O Upgrade de Deus...

As pessoas têm procurado um Deus que atenda às suas demandas em vez debuscar a razão de suas vidas em Deus. Creio que o Deus morto por Nietszche foi agora ressuscitado, numa versão mais sofisticada ao sabor da terceira modernidade. Esta tentativa vem desde a primeira modernidade, no Éden, após a queda de Adão, quando ele quis ser como Deus declarando a sua independência em busca de sua autonomia.Nova tentativa de um upgrade de Deus foi feita na segunda modernidade iniciada por volta da época cartesiana, lançando-se o homem como fonte da verdade científica. Período chamado simplesmente de Modernidade.Em todas estas versões há uma transposição em que o homem busca ser o seu próprio Deus. Nesta última versão, o Homem-Deus já não usa mais a capacidade da independência de escolha (Éden – primeira modernidade) ou a razão como sua garantia de afirmar a verdade por si (a chamada modernidade), mas a sua natureza mais primitiva (cérebro reptiliano) como fonte de verdade ética e moral.A sua vontade de potência (Nietszche, sua índole ou seus instintos (em termos ontológicos e não psicanalíticos) é que determinam as suas decisões.É uma ética irresistível representada em frases como “porque quando você se dá conta já rolou” ou como na música popular intitulada “Deixa a vida me levar” que diz “fiz o que estava a fim de fazer ... meu coração mandou ... eu fiz”, ou ainda “o meu coração está em paz...”.As pessoas têm procurado um Deus que atenda às suas demandas em vez de buscar a razão de suas vidas em Deus. Nesta versão, Deus deixa de ser Deus e passa a ser uma espécie de súdito ou gênio da garrafa que deve atender aos desejos infinitos das pessoas, que se tornaram o próprio Deus. Vemos isso também na Teologia da Prosperidade.Parece-me que nem a adoração contemporânea escapa disso, com a ênfase na transcendentalidade como que numa espécie de “yoga gospel” em que as sensações místicas subjetivas são as únicas válidas.É preciso considerar que o homem não foi criado para ser Deus, mas para ser simplesmente homem. Se continuarmos avaliando o que é ser homem à luz do paradigma da modernidade ou pós-modernidade (terceiro Éden), não compreenderemos o real sentido da vida. Neo, no filme Matrix, negou a sua suposta liberdade tomando a pílula vermelha e achou a realidade. Nós precisamos negar a nossa suposta liberdade, voltando ao estado edênico, aí encontraremos a verdadeira liberdade para qual fomos criados. É o paradoxo do Cristianismo – o negar-se a si mesmo e caminhar em direção à ressurreição a uma nova vida (Lc 9.23; Rm 6).A nossa vida só tem sentido em Deus, versão única e completa, nós só precisaremos, então, sermos humanos, simplesmente isso. Humano, simplesmente humano!
Lourenço Stelio Rega
Fonte: Revista Eclesia

Confissões Religiosas com Programa na Rádio Pública

Doze minutos de segunda a sexta, 50 minutos ao domingo, repartidos pela Igreja Católica e outras 12 confissões religiosas.

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A RTP e a Comissão do Tempo de Emissão das Confissões Religiosas assinaram um acordo que regula a emissão de programas religiosos no serviço público de Rádio em Portugal, prevista na Lei de Liberdade Religiosa.O documento estabelece um programa diário de segunda a sexta-feira, com 12 minutos de duração, e um semanal, ao domingo, com 52 minutos.O programa adopta o mesmo nome do que já existe na RTP 2 – A Fé dos Homens – e no qual participam 13 confissões religiosas. Nos dias úteis, a partir das 22h47, haverá nove minutos da responsabilidade da Igreja Católica, enquanto os restantes três são assumidos pelas outras confissões, em rotatividade.Aos domingos – os tempos são repartidos pela própria comissão inter-religiosa –, a Igreja Católica fica com 39 minutos e os restantes credos com 13 minutos, também rotativos, depois das seis da manhã. O critério da Comissão do Tempo de Emissão na divisão dos tempos teve em conta a representatividade das diferentes confissões.
In Jornal Público de 18 de Setembro de 2009

Equívocos Denominacionais

Vivi grande parte da minha vida numa denominação evangélica em Portugal, desde a mais tenra infância. Primeiro como crente comum, depois como membro activo da igreja, que sempre fui, e finalmente como ministro do Evangelho, durante vários anos, tendo desempenhado cargos de elevada responsabilidade nas suas estruturas. Conheço, portanto, os aspectos mais constrangedores e controversos do denominacionalismo evangélico português.Acresce que a minha experiência em lidar com outras denominações, no âmbito de responsabilidades que fui assumindo no meio cristão, ao longo dos anos, permite-me ter hoje uma perspectiva geral das coisas. Mas a maior parte do meu ministério pastoral, de quase um quarto de século, tem sido passada numa igreja independente, mas de origem denominacional. A presente reflexão evidencia sobretudo alguns equívocos, erros ou fraquezas, consoante o ponto de vista, do percurso histórico das chamadas igrejas ou ministérios independentes, e vem na sequência de outro texto que escrevi, recentemente, sobre aquilo a que chamei os “Equívocos Denominacionais”. Deste modo, completa-se assim uma espécie de perspectiva geral nesta matéria. Eis alguns deles: [...]
Brissos Lino
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sábado, 19 de setembro de 2009

Imagens Impressivas - 2

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Antárctica

Servir a Deus...

Servir a Deus é sacrificar o seu lazer semanal do domingo para durante uma ou duas horas discutir o sexo dos anjos e outros assuntos afins? Servir a Deus é imbuir-se de um inflamável espírito de triunfalismo que não admite derrotas e desilusões, como se o viver fosse a própria negação do sofrimento? Servir a Deus é não questionar nada que vá de encontro às “verdades espirituais” preconizadas pela sua instituição religiosa? Servir a Deus é estar diuturnamente preocupado em ganhar o mundo para Cristo, esquecendo os cuidados básicos com os seus, no seu próprio lar? Servir a Deus é construir templos sumptuosos e colocar líderes impecavelmente vestidos nos seus ornamentados púlpitos “cristãos”, para serem vistos como intocáveis e irrepreensíveis oráculos do reino dos céus? Servir a Deus é mostrar cada vez mais ostentação e riqueza à medida que a igreja cresce numericamente? Servir a Deus é ter muita cautela para não estabelecer com o seu Pastor uma relação espontânea de amizade e afeto, para que ele não o reprove nem o censure? Servir a Deus é se martirizar dia a dia, mascarando a sua própria individualidade, numa tentativa inócua de exteriormente, identificar-se com o seu líder? Servir a Deus é infundir medo nos corações das pessoas, para que elas se rendam e fiquem passivamente aprisionadas entre as quatro paredes “sagradas” do templo? [...]
Levi Bronzeado
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