quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Jesus, Verdadeiro Deus, Verdadeiro Homem

Jesus é o verdadeiro e melhor Adão, que passou pelo teste no jardim e cuja obediência é imputada a nós. Jesus é o verdadeiro e melhor Abel que, apesar de inocentemente morto, possui o sangue que clama, não para nossa condenação, mas para completa absolvição. Jesus é o verdadeiro e melhor Abraão que respondeu ao chamado de Deus para deixar todo o conforto e a família e saiu para o vazio sem saber para onde ia, a fim de criar um novo povo de Deus. Jesus é o verdadeiro e melhor Isaque, que foi não somente oferecido pelo Seu Pai no monte, mas foi verdadeiramente sacrificado por nós. E assim como Deus disse a Abraão, "agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho", nós também podemos olhar para Deus levando Seu Filho até o alto do monte e sacrificando-o, e então dizer, "Agora nós sabemos que Tu nos amas porque não retiveste Teu Filho, Teu único Filho a quem Tu amas, de nós." [...]
Tim Keller

Continuar a LER AQUI no PavaBlog

Lisboa de Outros Tempos - 3

(Clique na imagem para AUMENTAR)
*
Venda ambulante de Leite nas ruas de Lisboa em 1910

O Milagre da Vida !

"...E aqui estamos nós. Estamos vivos; temos um grau modesto de inteligência; há um Universo à nossa volta que permite claramente a evolução da vida e da inteligência. Creio que é o comentário mais banal e correcto que se pode fazer a este propósito: que o Universo é compatível com a evolução da vida, pelo menos aqui. Mas o mais interessante é que, sob vários aspectos, o universo está sintonizado com muita precisão, de modo que, se as coisas fossem ligeiramente diferentes, se as leis da natureza fossem ligeiramente diferentes, se as constantes que determinam a acção dessas leis da natureza fossem ligeiramente diferentes, então o Universo poderia ser tão diferente que se tornaria imcompatível com a vida." [...]
Carl Sagan - "As Variedades da Experiência Científica", pág. 72 - Ed. Gradiva

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mafalda já nos 45...

Pois ninguém diria que Mafalda faz hoje 45 anos. O tempo passa para todos, não é Mafalda !?
* * *
Mafalda, a personagem de banda desenhada que o argentino Quino idealizou para um anúncio a electrodomésticos, celebra hoje 45 anos no papel de uma das mais improváveis e divertidas comentadoras políticas da actualidade. De traços simples, cabelo negro farto e muito opinativa, Mafalda surgiu pela primeira vez a 29 de Setembro de 1964 nas páginas do semanário argentino "Primera Plana". Quino, então com 32 anos, nunca adivinharia o sucesso daquelas tiras humorísticas, que se prolongaram por nove anos. Joaquin Lavado (Quino) imaginou Mafalda para um anúncio publicitário a uma marca de electrodomésticos, no qual lhe pediram que desenhasse a história de uma família típica da classe média. A banda desenhada não chegou a ser publicada, mas Quino recuperou a personagem Mafalda quando o convidaram para publicar no "Primera Plana", na altura um jornal que procurava fazer uma reflexão crítica da actualidade argentina e internacional. À primeira vista, Mafalda podia ser uma menina de seis anos, reguila, desafiadora e descarada, mas depressa se percebeu que da sua boca, dos balões que Quino preenchia, saíam comentários mordazes e pertinentes sobre a ordem do mundo, a luta de classes, o capitalismo e o comunismo, mas também, de forma mais subtil, sobre a situação política e social argentina. Era a Mafalda, a contestatária e insatisfeita, "uma heroína zangada que recusa o mundo tal como ele é", descreveu Umberto Eco em 1969, num prefácio a um dos álbuns que Quino dedicou à personagem. A par da atitude de adulto mas com o desarmante discurso de uma criança, Mafalda tinha essa mesma condição de menina, que detestava sopa, adorava os Beatles, não compreendia a guerra no Vietname e tinha monólogos preocupados em frente a um globo terrestre.
In Semanário Expresso Online

Lisboa de Outros Tempos - 2

(Clique na imagem para AUMENTAR)

*

Revolução de 05 de Outubro de 1910, às portas de Lisboa

Porquê ou Por quem ?

Já há algum tempo tenho aprendido que antes de buscar respostas, devemos reconsiderar as perguntas. Geralmente, perguntamos "por quê". Por que fomos traídos? Por que estamos doentes? Por que nos mandaram embora do trabalho? Porquê... Porquê... Porquê... Tenho ensinado que em vez de "porquê", deveríamos pergunta "para quê". Em outras palavras, deveríamos preocupar-nos mais com os propósitos do que com as razões. Mas ultimamente tenho reflectido sobre outra pergunta igualmente importante. Em vez de "porquê", deveríamos perguntar "por quem". Deixe-me exemplificar: Jesus teve que mudar seu trajecto à caminho de Jerusalém. Em vez de um atalho, tomou o caminho mais largo, que passava por Samaria, um lugar inóspito para judeus. Talvez os discípulos perguntassem: Porquê? Mas a pergunta certa era "por quem". E a resposta é: por uma samaritana a qual Jesus queria encontrar. Filipe, conquanto gozasse do maior sucesso ministerial obtido por um dos seguidores de Jesus até então, foi tirado pelo Espírito de Samaria, e levado para o deserto. Porquê? Não. Por quem? Por um eunuco desejoso de conhecer a Palavra. Paulo e Silas foram presos e açoitados injustamente em Filipos. O que eles fizeram pra merecer aquilo? Nada. Mas eles estavam ali por alguém. Um carcereiro frustrado e suicida. Aquele carcereiro era o tal "varão macedónio" com o qual Paulo havia sonhado dias antes, rogando para ele passasse à Macedónia. Se Deus lhe enviou a um lugar, pergunte-lhe por quem você está ali. Seja atrás das grades de uma prisão, no CTI de um Hospital, numa fila de desempregados. Talvez haja ali uma vida preciosa aos olhos de Deus, com a qual deseja que você se encontre. Depois de três anos, eu e minha família retornamos aos Estados Unidos. Muitos perguntam a razão pela qual eu me dispus a expor minha família, num momento em que esse país atravessa sua maior crise econômica. Sei, porém, que o que me trouxe aqui não foi nenhum desejo de aventurar-me, ou de fugir de qualquer que seja o problema. Estou aqui por alguém. Por um povo que aprendi a amar. Por gente sedenta e faminta da Palavra. Todos os propósitos de Deus vão de encontro àqueles que Ele mesmo escolheu desde a fundação do mundo. E para que tais sejam alcançados, vale a pena atravessar oceanos, vales e montanhas, arriscar tudo, inclusive a própria vida. Pessoas são mais importantes do que paredes, projectos, programas, estratégias, etc. Foi por elas que Jesus deu a vida. E é por elas que devemos viver.

Hierarquia no Twitter...

Escolha o seu poleiro...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Lisboa de Outros Tempos

(Clique na imagem para AUMENTAR)
*
Terreiro do Paço - Lisboa, princípio séc. XX

Deus não Morreu

(Imagem revista Cristianismo Hoje)

Nos últimos tempos, o mercado literário tem sido inundado por títulos defendendo o ateísmo. Boa parte deles viraram best-sellers – caso de Deus, um delírio, de Richard Dawkins, o mais ruidoso lançamento recente nesta linha. Pode-se supor, à primeira vista, que seja impossível aos pensadores modernos defender intelectualmente a existência de Deus. Todavia, um exame rápido nos livros do próprio Dawkins, bem como de autores como Sam Harris e Christopher Hitchens, entre outros, revela que o chamado novo ateísmo não possui base intelectual e deixa de lado a revolução ocorrida na filosofia anglo-americana. Tais obras refletem mais a pseudociência de uma geração anterior do que retratam o cenário intelectual contemporâneo. O ápice cultural dessa geração aconteceu em 8 de abril de 1966. Naquela ocasião, o principal artigo da revista Time, um dos maiores semanários da imprensa americana, foi apresentado numa capa completamente preta, com três palavras destacadas em vermelho: “Deus está morto?”. A história contava a suposta “morte” de Deus, movimento corrente na teologia naquela época. Porém, usando as palavras de Mark Twain, a notícia do “falecimento” do Criador foi prematura. Ao mesmo tempo em que teólogos escreviam o obituário divino, uma nova geração de filósofos redescobria a vitalidade de Deus. Para entender melhor a questão, é preciso fazer uma pequena digressão. Nas décadas de 1940 e 50, muitos filósofos acreditavam que falar sobre Deus era inútil – aliás, verdadeira tolice –, já que não há como provar a existência dele pelos cinco sentidos humanos. Essa tendência à verificação acabou se desfazendo, em parte porque os filósofos descobriram simplesmente que não havia como verificar a verificação! Esse foi o evento filosófico mais importante do século 20. O fim do império da verificação libertou os filósofos para voltarem a tratar de problemas tradicionais que haviam sido deixados de lado. [...]

William Lane Craig - professor e pesquisador de filosofia

Continuar a Ler Aqui na Revista Cristianismo Hoje

SOLA SCRIPTURA...

É cada vez mais difícil distinguir a crença e as práticas evangélicas dos dogmas romanistas. Historicamente, a igreja católica romana tem feito acréscimos ao ensinamento bíblico e, modernamente, os protestante também tem feito acréscimos, de modo que torna-se necessário reafirmar os Solas da Reforma Protestante. SOLA ESCRIPTURA Os romanistas jamais negaram a Bíblia como Palavra de Deus. Porém nela, e sobre ela, colocaram a autoridade da tradição e a infalibilidade papal, de modo que a autoridade da igreja é que determina a autoridade da Bíblia. Os protestantes, proclamaram o Sola Scriptura, reconhecendo a suficiência das Escrituras e subordinando-lhe qualquer outra autoridade, rejeitando qualquer ensino dissonante. Mas os evangélicos de hoje, tem posto a Bíblia de lado e aceitado profecias modernas, visões de anjos, relatos de visitas ao céu e ao inferno, além de se sujeitarem acriticamente à autoridade de apóstolos, bispos e pastores inventivos. Torna-se urgente proclamar de novo: a Bíblia somente! SOLA GRATIA Os romanistas também nunca chegaram a dizer que a graça não era fundamental para a salvação. Mas adicionaram-lhe penitências e sacramentos e até venderam indulgências para que, por elas, o homem fosse salvo. Os reformadores, por sua vez, afirmaram que a salvação, toda ela, do início ao fim, é obra da graça, sendo que até mesmo o arrependimento e a fé são dons de Deus. O evangélicos modernos tem deturpado a salvação pela graça, seja fazendo a salvação depender mais do livre-arbítrio que da graça, e exigindo sacrifícios financeiros para que o homem se torne aceitável diante de Deus. É preciso declarar: Graça somente! SOLA FIDE Os romanistas sempre deram destaque à fé, mas lado a lado colocaram as obras, como o meio pelo qual o homem é salvo. Lutero e outros protestantes pregaram a justificação pela fé somente, rejeitando com veemência qualquer insinuação de que as obras obtém mérito para com Deus. A igreja evangélica de hoje tem-se tornado tão legalista que depôs a fé e em seu lugar adoptou um sistema legalista, onde o crente chega ao céu pela obediência e não pela confiança na obra de Cristo. A fé somente, deve ser nossa bandeira. SOLUS CHRISTUS Os Católicos romanos não negam a suficiência de Cristo, no entanto dão tanta importância a Maria, como intercessora, que, na prática, ela é considerada co-redentora. Os protestantes, mesmo respeitando a pessoa de Maria reafirmaram a verdade bíblica de que não há outro mediador entre Deus e os homens, além de Jesus Cristo. Porém, os evangélicos modernos tem feito a salvação depender da mediação de homens e denominações, praticamente endeusando apóstolos, bispos e levitas. Precisamos reafirmar Jesus Cristo somente! SOLI DEO GLORIA Os romanistas não negam glória a Deus. Mas a pretexto de uma distinção artificial entre latria, dulia e hiperdulia, tem repartido a glória de Deus com um panteão de santos mortos. Os reformadores foram enfáticos em dar toda glória a Deus, reconhecendo que tudo provém dEle, por meio dEle e para Ele. Os evangélicos modernos tem seguido fórmulas, métodos e rituais prescritos por líderes mais carismáticos que íntegros, dando-lhes uma glória devida a Deus. Precisamos proclamar glória a Deus somente! A dura realidade é que apesar de todo esforço dos reformadores, os evangélicos de hoje tem retrocedido, nas suas práticas, ao catolicismo medieval. Precisamos, mais do que nunca, reafirmar as "Cinco Solas".
Clóvis José

Neuroses Eclesiásticas

...Conhecemos sobre as riquezas da glória de Deus, mas, tal qual o irmão mais velho do filho pródigo, não conseguimos participar da “festa da graça divina”. Na verdade, nós lá no íntimo achamo-la errada, fácil demais, descabida (aí está nosso sentimento autêntico). Acontece uma espécie de “miopia espiritual”, em que, como escreve Pedro, nos esquecemos da purificação de nossos próprios pecados. Uma outra face desse afastamento da verdade revela um quadro triste: em São Paulo uma ONG dedicada a ajudar mulheres vítimas de violência doméstica denuncia: 90% de suas clientes são evangélicas, portanto geralmente são também esposas de evangélicos. Isso revela que nossos cultos e práticas não reduzem o distanciamento da realidade (provavelmente até o aumentem).O enlevo da música e do louvor, as proclamações de vitória e as orações fervorosas, os clamores, as unções do Espírito e as campanhas feitas nos templos não têm conseguido produzir o fruto do Espírito na vida diária dos membros.O homem que sai do culto se sentindo aliviado ou feliz com a experiência com Deus, mas depois bate na sua esposa em casa ou a força sexualmente, evidentemente não está cheio do Espírito Santo e não tem sido santificado pelos cultos. O afastamento da verdade tem alterado nossa realidade, geralmente para pior, tanto no meio tradicional (pelo mascaramento das emoções) quanto no pentecostal (por não melhorar o comportamento no cotidiano).Moreno, o pai da técnica do Psicodrama, ensinou uma verdade que descobriu nos relacionamentos entre filhos e pais: quando a educação é muito severa, ela não consegue eliminar os erros. O que ela consegue é fazer com que os erros sejam praticados às escondidas, sem o pai ou mãe saberem. A severidade do pai, além de não “evitar o pecado” da filha, a faz tentar levaruma vida dupla, para evitar o confronto e o castigo.Portanto o diagnóstico que encontramos é duplo: (1) um medo de errar generalizado, que se revela como “sombra da ira de Deus” e nos paralisa a criatividade, a contestação e até a brincadeira, e (2) um afastamento da verdade, mesmo que involuntário, especialmente em nossos relacionamentos. E a igreja, na imensa maioria dos casos, tem contribuído para aumentar esses dois males em nossos corações.Qual seria a saída? Permita-me sugerir que, talvez pela primeira vez, você se coloque no outro lado, no lugar de Deus. A pergunta que Deus Pai estaria tentando responder é: “como é que eu faço para convencer meu filho de que eu o amo de verdade, e não só quando ele obedece? Como eu faço para que minha filha não tenha medo de mim? Como fazer para eles acreditarem queestá tudo bem entre nós, sempre? Que eles não precisam vir chorando e repetindo sem parar “desculpe, desculpe, desculpe”? Tente responder.Deus tem todo o interesse do mundo em que esse sentimento de medo seja removido, assim como nenhuma mãe ou pai gostaria que seus filhos o temessem. Acho que é um pouco parecido com quando queremos conquistar a simpatia de um animalzinho arredio. Como fazer para ele não ficar à distância, sem querer se aproximar? Essa deve ser a situação que Deus enfrenta com o nosso medo dEle, por conta de nossas muitas imperfeições.Nosso “julgar a nós mesmos” está trazendo frutos. Pelo menos agora podemos fazer uma pausa nas más notícias e começar a ouvir as boas (haverá ainda algumas notícias ruins, mas o importante é que as notícias boas já começaram!)...
Karl Kepler, psicólogo, pastor e teólogo.

domingo, 27 de setembro de 2009

A Expansão das Religiões até 2050

A profecia repetida do fim da religião não se confirma. De facto, quando se olha para o planeta e não apenas para a Europa, constata-se que Deus não morreu nem está em vias de desaparecer da consciência da imensa maioria da Humanidade. É o que mostra um estudo independente elaborado pelo grupo La Vie e o diário Le Monde, agora acessível também em espanhol: El Atlas de las religiones. Como escreve Rémy Michel, na apresentação, "é inegável que as religiões estão profundamente ancoradas no espaço geográfico que marcaram com as suas pegadas e que ordenam segundo as representações próprias de cada credo", mas acrescenta que "as religiões não são estáticas, evoluem, conquistam territórios, deslocam-se". Daí a importância de uma visão geopolítica da sua dinâmica para a compreensão das sociedades. Assim, a socióloga R. Azria sublinha que o judaísmo "figura entre as grandes religiões do planeta menos pelo número, insignificante, de judeus no mundo do que por ter legado a mensagem bíblica ao Ocidente e desempenhado um papel importante no surgimento das outras duas grandes religiões monoteístas: cristianismo e islão". Segundo as projecções para 2050, precisamente estas duas religiões continuarão a crescer. Segundo o Atlas, o cristianismo continuará a ser a primeira religião, passando dos 1.747 milhões em 1990 (hoje os cristãos são uns 2.000 milhões) para 3.052 milhões. Mas será o número dos muçulmanos, que eram 962 milhões (hoje são 1.200 milhões), que mais aumentará, alcançando os 2.229 milhões. O crescimento do hinduísmo e do budismo será mais moderado: os hindus passarão de 900 milhões para 1.175 milhões, e os budistas, de 323 milhões para 425 milhões. Os judeus, de 13 para 17 milhões. O cristianismo atravessa uma mudança geográfica: caminha para o Sul. A Europa, que durante séculos foi o seu centro, não tem hoje mais do que uns 25% dos seus fiéis, e os católicos europeus - à volta de 25% do catolicismo mundial - não serão mais de 16% em 2050. A imensa maioria dos cristãos situa-se na América: uns 275 milhões na América do Norte e 530 milhões na América Latina. O catolicismo tem na América metade dos seus fiéis. É no continente africano que o cristianismo cresce mais rapidamente: uns 300 milhões de fiéis numa população de 800 milhões. Embora muito minoritário, crescerá na Índia e na China, mas tende a desaparecer lá onde nasceu: a Terra Santa. Na América e na Ásia, o protestantismo evangélico vive "um crescimento espectacular". A razão fundamental para o islão ser a religião que, proporcionalmente, mais se expande está no crescimento demográfico. Ao contrário da ideia corrente, a maioria dos muçulmanos não vive no Médio Oriente, mas na Ásia. Metade da comunidade islâmica vive em 4 países: Indonésia (o país com mais muçulmanos), Paquistão, Índia e Bangladesh. Na África, tem um terço da população. Na Europa, vivem 16 milhões e, nos Estados Unidos, 4 milhões. Importante é a observação de Olivier Roy, do CNRS, ao fazer notar que se operou uma mudança geopolítica no mundo muçulmano, pois "já não é percebido como um território cujas fronteiras é preciso defender, mas como uma comunidade mundial". O hinduísmo é a religião da sexta parte da Humanidade, sendo amplamente maioritário na Índia, com 83% da população. Também maioritário no Nepal, tem minorias importantes no Paquistão, Bangladesh e Sri Lanka. O budismo não ganhou fiéis na proporção do espaço que algumas das suas práticas alcançaram no mundo. Como escreve F. Midal, "a violência do niilismo" levou a que "em certo sentido, o Ocidente se torne em grande parte budista, sem o saber e sem que isso se exprima em conversões". Dominique Borne, presidente do Instituto Europeu de Ciências das Religiões, sublinha que o fim do socialismo real e do ateísmo militante revelou que "o religioso, que se pensava desaparecido, sempre esteve presente". Exemplos demonstrativos: a Rússia e o Vietname. Espera-se que o diálogo interreligioso contribua decisivamente para a paz no mundo.
Prof. Anselmo Borges
In Diário de Notícias de 26 de Setembro de 2009

Descoberto o Maior Tesouro Anglo-Saxónico

O maior tesouro anglo-saxónico jamais visto, constituído por mais de 1500 peças de ouro e prata e datado do século VII, foi descoberto, de forma fortuita, num campo de Inglaterra, noticiou hoje a BBC.
Segundo a cadeia pública de televisão britânica, a impressionante colecção, encontrada com um detector de metais num prado de propriedade privada, no condado de Staffordshire, compreende sobretudo armas, tais como espadas com punhos de ouro e incrustações de pedras preciosas. Terry Herbert, responsável pelo achado, classificou-o como "o sonho de qualquer amante da detecção de metais". Há 18 anos praticante desta actividade, Herbert deu com o tesouro quando, com um detector de metais, passava "a pente fino" o terrreno de um amigo. Um perito em antiguidades, Kevin Leahy, que actualmente está a catalogar o tesouro, assegurou que os arqueólogos ficaram "impressionados" com a qualidade do material encontrado. A colecção, já certificada como tesouro por um magistrado, inclui cinco quilos de ouro e dois quilos e meio de prata, o que faz dela a mais importante do período anglo-saxónico desde a descoberta, em 1939, de 1,5 quilos de ouro em Sutton Hoo, no condado oriental de Norfolk. Depois de mostrado ao público, o tesouro será guardado "a sete chaves" enquanto uma comissão independente de avaliação determina o seu valor. Leslie Webster, antiga responsável do departamento de Pré-História e Europa no Museu Britânico de Londres, declarou à BBC que o achado poderá mesmo "alterar radicalmente" a percepção que hoje se tem do mundo anglo-saxónico.
In Diário de Notícias de 24 de Setembro de 2009

Soweto Gospel Choir - Khumbaya

Visto em Práxis Cristã

sábado, 26 de setembro de 2009

Se não Conseguir Rir, Pode Chorar...

Gente, a minha irmã teve numa conversa com um grupo de crentes e olha o resultado: “Eles (os irmãos) foram a uma determinada igreja onde recebiam uma cartela semanal com sete lacunas onde a pessoa iria raspar uma a cada dia para saber em que área de sua vida Deus iria tratar naquele dia, "uma raspadinha gospel" . Não sei se era pago; fiquei tão abobada com o relato que nem perguntei.” Mais uma agora, a "raspadinha gospel". Deus agora trata a nossa vida por sorteio. Isto é, se eu estiver precisando de um livramento na vida financeira, eu tenho que ter a sorte de raspar certinho em cima da lacuna respectiva, senão Deus vai ter que seguir as regras do jogo e tratar de outra área primeiro. Essa mania de colocar Deus numa forma me deixa louco. Os caras já estabeleceram o culto da vitória (onde Deus tem que dar vitória), o culto de libertação (onde Deus tem que libertar), o culto da prosperidade financeira (só grana) e agora vem a raspadinha. Tenham santa paciência, né? Deus não se deixa dominar, nem sistematizar dessa forma. Ele é livre e soberano e sabe, sem precisar de joguinhos, como tratar de nós. Que possamos rechaçar todas as tentativas de ferir a soberania de Deus e que mais e mais pessoas possam denunciar essas barbaridades que estamos vendo hoje em dia. Isso sim é que é escandalizar os irmãos. E no mais… tudo na mais santa paz!
Fonte : Blog pessoal de Márcio de Souza