terça-feira, 6 de outubro de 2009

Lisboa de Outros Tempos - 6

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Lisboa, Terreiro do Paço em 1889

Os cristãos e a crise

Frente a este título, temos, logo à partida, de reconhecer que é nos países de maioria cristã que estão os responsáveis maiores pela crise. Não foi no hemisfério Norte que começou? Por outro lado, é na Europa que se encontra hoje o melhor nível de vida da história, e o modelo social europeu é invejado. Mas há uma pergunta, aparentemente cínica, para a qual não é fácil encontrar resposta definitiva: somos ricos à custa do Terceiro Mundo? Eles são pobres porque nós somos ricos?
Depois, é preciso perceber que há, nesta questão, níveis ou esferas a distinguir, como escrevi aqui, no artigo "O capitalismo é moral?". À economia não se pede que seja moral, mas eficiente. Por isso, não há uma moral da economia ou da empresa, mas deve haver moral na economia e na empresa. No Evangelho segundo São Mateus, há um texto terrível - o da parábola dos talentos. Um servo recebeu cinco e conseguiu outros cinco; outro, dois e ganhou outros dois; o terceiro recebeu um só talento e, com medo, guardou-o, para poder entregá-lo ao senhor, quando voltasse. Resposta do senhor: "Devias ter levado o meu dinheiro aos banqueiros e tê-lo-ia levantado com juros. Tirai-lhe o talento e dai-o ao que tem dez. Porque ao que tem será dado e terá em abundância; mas ao que não tem até o que tem lhe será tirado" O dito "ao que tem mais será dado e ao que não tem até o que tem lhe será tirado" ficou conhecido na sociologia como "o efeito de Mateus". É certo que a parábola deve ser lida à luz do texto seguinte, referente ao Juízo Final, portanto, à verdade última da História: "Vinde, benditos de meu Pai, porque me destes de comer, de beber, de vestir..." O critério de salvação é a bondade e o bem-fazer aos preferidos de Deus, os pobres. Mas isso não nega a necessidade de eficiência da economia. Onde está então um sistema novo a unir liberdade e justiça, política e moral, amor e eficiência? De qualquer modo, há uma nova tomada de consciência, sintetizada nesta afirmação contundente de um especialista em economia, Jacques Attali: hoje, "coabitam duas tendências: a selvajaria absoluta, que vai fazer com que tudo expluda, se não se agir rapidamente; e a tomada de consciência do interesse de um Estado de direito global, que tudo pode salvar". No contexto da crise, realizou-se de 3 a 6 de Setembro, em Madrid, com 700 participantes, o XXIX Congresso de Teologia sobre o tema "O cristianismo perante a crise". Ficam aí algumas conclusões. [...]
Prof. Anselmo Borges
Continuar a LER AQUI no Diário de Notícias de 03 de Outubro de 2009

Os Frutos que as Árvores Dão

É sempre bom tirar alguns dias, conforme o calendário de afazeres o permita, para sair e espairecer. Se até há um ano atrás isso não me trazia problemas de maior, agora já não é assim.
A ocasião proporciona-se na generosidade comedida da República - que, lembra-nos a história, foi implantada há 99 anos - e nos concede uma 2ª feira livre. E lá vamos nós , de malas aviadas, até ao Alentejo profundo para, além de limpar o espírito e espraiar a vista pelos campos ainda dourados, nos entregarmos a actividades domésticas pouco usuais nas citadinas rotinas.
Quem me conhece bem, como é o caso da minha famíla, é incapaz de me adivinhar qualidades como por exemplo a de ser um bom agricultor ou mesmo qualquer sombra disso que não envergonhe os homens da terra. Não é porque não ache digno o trabalho agrícola, até porque descendo de famílias que sempre se encontraram a trabalhar a terra; talvez por isso, quando criança, e mesmo adolescente, eu até queria ter sido agrónomo ou piloto aviador. Mas não, nada, nem uma coisa nem outra. Confesso até que tenho um medo inequívoco e pavoroso das alturas e fujo de tudo o que se assemelhe com agricultura e que ultrapasse a banca de um mercado.
Ultimamente, por razões de infeliz desenlace familiar, fui forçado a começar a aprender a fazer algumas coisas relacionadas com o tratamento de árvores de fruta. Até agora só as conhecia pelo sabor dos frutos que davam. Continuo, apesar de tudo, quando olho para a quantidade pequena mas razoavelmente extensa para os meus escassos conhecimento e tempo para elas, a deixar-me "encantar" pela motoserra, especialmente ao imaginar a relva que poderia surgir no lugar de algumas das árvores à minha frente... É quase uma atracção fatal ! Veremos o quanto vou saber resistir...
Nestes dias fora, no Alentejo, tudo se repetiu. Eu dediquei-me a alguns arranjos caseiros, que uma casa não ocupada em permanência sempre requer, e a família, esposa e filhos, aos pequenos trabalhos agrícolas. Eles dizem que lhes apazigua o espírito, pese embora também lhes faça aparecer umas "borregas" nas mãos. A mim deixa-me dúvidas, para além de me causarem apreensão as "borregas"...
Imaginava eu como poderia vir a perspectivar o necessário tratamento das árvores e parreiras existentes ( chamam-me a essa responsabilidade ), nos tempos mais próximos, quando um familiar, de visita fugaz, solta uma frase que me atingiu com o poder de um murro violento: "coitadinhas, estão a sentir a falta do dono" - referindo-se às árvores e ao meu sogro, que infelizmente nos deixou este verão, evocando, quiçá, uma especial relação íntima entre o homem e a natureza.
Claro que o que as árvores "sentem" não é a ausência da pessoa que mais de perto lidava com elas. O que as árvores deixaram de "sentir" foi o tratamento que só um conhecedor lhes pode dar. Alguém que lhes saiba a origem, a forma como se podem e devem desenvolver, quanto e quando devem crescer, o que cortar, como cortar, quando cortar e onde cortar, quando estas teimam apenas exibir, em todo o seu explendor, o verde que as enfeita, furtando-se a fornecer a quantidade de frutos que delas se espera.
Reflectia eu sobre estas questões quando se fez mais luz sobre as Palavras do Senhor, "pelos frutos os conhecereis".
Coloquei de parte, por enquanto, a ideia da relva e da motoserra. Terei que dar uma oportunidade às árvores que já estavam "assinaladas" e elas terão que a saber aproveitar. Aprender e fornecer-lhes os cuidados necessários será o meu papel, pois imagino que não vou conseguir furtar-me a isso. Esperarei depois os bons frutos que elas devem dar. Afinal de contas foi isso que Jesus fez comigo, apesar de que nem todos os frutos que dei até hoje foram suficientemente bons, sendo que alguns terão sido mesmo intragáveis para quem os colheu. Talvez por isso sou uma árvore mais trabalhosa para o Divino Agricultor. O que não quero é tornar-me numa figueira com grandes e verdes ramos, mas estéril, pois esse não é o papel de um cristão: ser apenas árvore que ocupe desnecessariamente a terra e acabar depois em vulgar lenha para ser queimada.
Que Deus me ajude a ser uma boa árvore, que não queira apenas exibir a rama mas antes dar frutos agradáveis à vista e ao sabor, pois só assim terei utilidade no Seu reino. No final, quando a a minha vida cristã já não poder ser traduzida em qualquer frutificação , que seja então útil ainda, para que outros se aqueçam nas labaredas que se soltem dos meus troncos cansados, sem seiva e sem outro préstimo que não seja o de dar esse conforto, do calor cristão, à vida dos que se encontram frios e enregelados sem o Amor de Deus.
Jacinto Lourenço

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Lisboa de Outros Tempos - 5

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Plantação de Árvores no Parque de Monsanto, em Lisboa, pela Mocidade Portuguesa - 1938

Um Vazio do Tamanho de Deus

...Deus não é uma "categoria" mensurável. Não há possibilidade alguma em falarmos em "tamanho" de Deus. Qualquer proposição neste sentido soará tão irracional quanto a tentativa de abordar o peso gravitacional da cor verde. Isto simplesmente não existe, é um erro categórico. Deus está para além da matéria e do tempo. Ele é Totalmente Outro. Mas foi de forma analógica, pois somente assim conseguimos ter alguns vislumbres do Ser de Deus, que o brilhante e apaixonado escritor russo Dostoiévski, disse: "Todo homem carrega no peito um vazio do tamanho de Deus". Creio que este vazio já foi dissecado conceptualmente pelos mais variados eruditos em todas áreas do conhecimento humano. No entanto, creio que foi C.S Lewis que conseguiu falar de algo tão "profundo", por assim dizer, de modo mais simples possível. O texto inteiro é maravilhoso*, mas deixo apenas uma citação para meditação. "Deus criou-nos como um homem inventa uma máquina. Um carro é feito para ser movido a gasolina. Deus concebeu a máquina humana para ser movida por ele mesmo. O próprio Deus é o combustível que nosso espírito deve queimar, ou o alimento do qual ele se deve alimentar. Não existe outro combustível, outro alimento. Esse é o motivo pelo qual não podemos pedir que Deus nos faça felizes e ao mesmo tempo não ligarmos o mínimo à fé. Deus não pode dar-nos uma paz e uma felicidade distintas dele mesmo, porque fora dele não se encontram. Tal coisa não existe".
"Somos feitos para Deus e nunca estaremos satisfeitos com menos do que isso."
Brennan Manning

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Falar de Sexo

Não, este post não é um kamasutra gospel. Não é um manual de posições que podem e outras que não podem ser feitas por um cristão. É um alerta aos jovens e aos pais sobre a importância de uma conversa aberta sobre sexo. Hoje em dia tudo é muito liberal, pode-se tudo, faz-se tudo, mas ainda não falamos de tudo. Existe ainda um grande tabu sobre tratar de alguns assuntos entre pais e filhos. Sexo é um deles.
Por incrível que pareça, a única conversa que um pai tem com um filho sobre sexo é na hora do cara ser iniciado. O pai logo quer levar o cara na zona pra ter uma experiência. As mães então, nem cogitam tocar no assunto com as filhas, que dirá com os filhos. É preciso quebrar essa barreira, exercitar o conhecimento mútuo, pais conhecendo filhos, filhos conhecendo pais. Só assim, poderão trocar informações sobre o assunto.
Pais, procurem saber como anda a vida sexual dos seus filhos, não com imposições ou condenações, mas com carinho sem perder a ternura. Se eles falarem sobre o assunto é sinal de que estão abertos a conversar ou pelo menos ouvir o que vocês tem a dizer. Pra um filho, é importante saber o que os pais acham de sexo, isso até ajuda a construir o caráter deles. Ministrem os valores divinos aos filhos e confiem que Deus é o Senhor da obra e vai ministrar aos corações deleso.
Filhos, procurem ser pacientes com seus pais. Às vezes eles nem tem a manha pra conversar sobre o assunto, mas querem com certeza o melhor pra vocês. Ouçam a voz da experiência, cultivem uma relação aberta de diálogo sobre suas dúvidas em relação a sexo e outros assuntos, porque afirmo pra vocês eles tem o que dizer a respeito disso, já viram muita coisa acontecer e também já fizeram muita coisa.
E no mais... tudo na mais santa paz!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Lisboa de Outros Tempos - 4

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Chafariz no Largo de S.Paulo. Lisboa, 1907

Mexer em Vespeiros

Por que despertamos o ódio de tanta gente quando expomos a Verdade em contraposição dos métodos e estratégias usadas pela igreja actual? [...]Por incrível que pareça, este não é um fenómeno recente. A igreja primitiva teve que lidar com as mesmas reacções, ora por parte dos judeus, ora por parte dos gentios. Um episódio que pode atestar o que estamos afirmando é o que lemos em Actos 19, e que nos mostra o efeito causado pela atuação do ministério de Paulo em Éfeso. À medida que as pessoas se iam convertendo à Fé, elas abandonavam as suas superstições e crendices. O texto diz que “muitos dos que tinham praticado artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos” (v.19). Até aí, tudo bem. Cada um faz o que quer com o que é seu. Quer rasgar, queimar, quebrar, dar fim, o problema é dele. Mas alguém que assistia resolveu calcular o prejuízo. “Feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil moedas de prata”. Uau! Se Judas traiu Jesus por trinta moedas de prata, e isso já era uma quanta considerável, imagine o que representava uma quantia tão vultuosa: cinqüenta mil moedas de prata! [...]
Hermes Fernandes
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Ensina-me a Confiar Senhor...

Tudo vai bem quando vai bem. A vida reserva-nos toda a sorte de circunstâncias e acasos. Problemas são o princípio activo da curso da vida. Trabalhar às vezes soa como uma prisão de segurança máxima da qual ficamos sonhando e planeando fugir. Angustiamo-nos por saber que isso não é simples. A corrida pelo pão de cada dia há muito tempo que não busca apenas o pão de cada dia. Se o fosse seria mais simples, acho. Mas, não. O básico da vida moderna, ou pós-moderna, como queiram, evoca muito mais do que a singela cesta básica. Ninguém jamais diz que o objectivo da vida se resume a não passar fome, ter o que vestir e onde morar. Isso na verdade é um luxo que milhares apenas experimentam em fantasias da alma adormecida no breu da miséria que vivem. Engraçado - ou triste, no caso - reflectir nisso. Ter o que comer, o que vestir e onde morar configura luxo para uma parcela considerável e gritante da humanidade. Sinto-me mal quando penso nisso. Eu tenho o que comer hoje, tenho o que vestir hoje e onde morar hoje. E penso que nada mais me é necessário, ao menos na óptica dos Evangelhos. Em tempos de "unção da prosperidade" conformar-se com esses três quesitos é impensável, impraticável e abominável. Às vezes pego-me a mim próprio a analisar como tenho levado a minha vida; o que tem ocupado a minha mente, as minhas ansiedades, os meus intentos, os meus planos, os meus desejos e outras coisas do género. É constrangedor perceber que, enquanto me declaro crente, cristão, servo, discípulo de Cristo, a minha busca se resume a correr atrás de dinheiro. Acordo cedo para trabalhar, contra a vontade do meu horário biológico que jamais se acostumou com essa violência à minha mente e ao meu corpo - todos estes anos, desde criança, despertando cedinho para estudar, não foram capazes de forjar tal disciplina. Então trabalho, trabalho, trabalho... no meio disso tudo, claro, há relações sociais, convívio e tudo o que isso traz à tona - vide início dessa divagação. O trabalho e o lucro são suficientes para prover o que comer hoje, o que vestir hoje e onde morar hoje. Mas, nasci numa geração onde essas três metas da vida causam sérios problemas aos que as ostentam. Tenho que estudar, trabalhar, estudar, ganhar dinheiro, comprar coisas, adquirir bens: carro, imóvel, móveis, roupas e muitas vezes a lista apenas se vai repetindo. Diga-me você: este não é um mundo selvagem? É uma selva disfarçada de civilização. Há leões soltos por aí que ameaçam devorar-nos. Existem seres peçonhentos em toda parte. Algumas hienas e macacos, muitos insectos... parasitas aos quilos. Muitas, muitas feras famintas de qualquer bom cordeirinho ingénuo e indefeso. O Capitalismo é a lei da selva. É cada um por si e Deus por todos. Será ?! Deus é realmente por todos? Como confiar que tudo vai dar certo e que no fim do dia você estará são e salvo em sua toca ?! Jesus insiste que deixemos toda a ansiedade de lado. Que deixemos cada dia cuidar do seu próprio mal. Reitera que o amanhã não nos pertence - a sociedade capitalista não tem a mínima noção do que seja isso . Confiar é jogar-se do alto da copa de uma árvore? É viver irresponsavelmente crendo que Deus está cuidando de tudo e "nada nos faltará"? Ou confiar em Deus pode ser apenas trabalhar, estudar, correr atrás de tudo como um batalhador, fazer por alcançar as metas que propõe e ficar declarando que é Deus quem está fazendo isso, ou aquilo... ou quando não somos bem sucedidos, não foi da vontade de Deus ou coisa do tipo. Não sei sobre vocês, mas acredito seriamente que confiança em Deus não é brincadeira. É coisa para gente com conteúdo! Falar é fácil, mas confiar, na hora do vamos ver, quando as soluções parecem ser tão fáceis de ver quanto ovnis ziguezaqueando no céu, a coisa fica realmente feia. Como confiar em Deus nesses momentos? Como, de facto, descansar Nele e esperar que tudo coopere para o seu bem? Você realmente confia de verdade? O seu coração está a salvo no meio desta selva perigosa? Ou você simplesmente vive do instinto como todos os outros animais? Confio que no final do dia terei sido poupado? Ensina-me a confiar, Senhor! Ajuda-me na minha falta de confiança...

Celebrar o Dia Mundial da Música, Hoje, com a Orquestra Filarmónica de Berlim

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"Tico Tico no Fubá" - Interpretação Soberba da Filarmónica de Berlim

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Vale a Pena, a Música - Para além do mais, Arrebata-nos os Sentidos.

O maior Zoo Virtual do Mundo

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Do tubarão branco à Rã de Darwin. O maior zoológico virtual do mundo "abriu as suas portas".
A cadeia Britânica BBC acaba de apresentar a maior colecção de vídeos de animais na web, Wildlife Finder. Um grande projecto de divulgação com que os seguidores de Sir David Attenborough sonhavam desde há muitos anos.
Gravados à noite com câmaras de infravermelhos, incluindo microscópicas, debaixo de água, com focos potentes, desta vez os animais não podem escapar ou mostrarem timidez tal como acontece quando os visitamos nos jardins zoológicos. [...]
In Jornal El Mundo de 30 de Setembro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Jesus, Verdadeiro Deus, Verdadeiro Homem

Jesus é o verdadeiro e melhor Adão, que passou pelo teste no jardim e cuja obediência é imputada a nós. Jesus é o verdadeiro e melhor Abel que, apesar de inocentemente morto, possui o sangue que clama, não para nossa condenação, mas para completa absolvição. Jesus é o verdadeiro e melhor Abraão que respondeu ao chamado de Deus para deixar todo o conforto e a família e saiu para o vazio sem saber para onde ia, a fim de criar um novo povo de Deus. Jesus é o verdadeiro e melhor Isaque, que foi não somente oferecido pelo Seu Pai no monte, mas foi verdadeiramente sacrificado por nós. E assim como Deus disse a Abraão, "agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho", nós também podemos olhar para Deus levando Seu Filho até o alto do monte e sacrificando-o, e então dizer, "Agora nós sabemos que Tu nos amas porque não retiveste Teu Filho, Teu único Filho a quem Tu amas, de nós." [...]
Tim Keller

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Lisboa de Outros Tempos - 3

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Venda ambulante de Leite nas ruas de Lisboa em 1910

O Milagre da Vida !

"...E aqui estamos nós. Estamos vivos; temos um grau modesto de inteligência; há um Universo à nossa volta que permite claramente a evolução da vida e da inteligência. Creio que é o comentário mais banal e correcto que se pode fazer a este propósito: que o Universo é compatível com a evolução da vida, pelo menos aqui. Mas o mais interessante é que, sob vários aspectos, o universo está sintonizado com muita precisão, de modo que, se as coisas fossem ligeiramente diferentes, se as leis da natureza fossem ligeiramente diferentes, se as constantes que determinam a acção dessas leis da natureza fossem ligeiramente diferentes, então o Universo poderia ser tão diferente que se tornaria imcompatível com a vida." [...]
Carl Sagan - "As Variedades da Experiência Científica", pág. 72 - Ed. Gradiva