terça-feira, 20 de outubro de 2009

Dezenas de Novos Planetas Descobertos

A descoberta de 32 novos planetas extra-solares foi hoje anunciada por uma equipa internacional de investigadores, da qual faz parte o português Nuno Cardoso Santos do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP).
O anúncio foi feito no âmbito de um colóquio/apresentação na qual participaram vários jornalistas internacionais por vídeo-conferência - realizado no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garret, no Porto - que começou hoje e termina quinta-feira. Nuno Cardoso Santos, que é também professor afiliado da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, disse que se trata "da descoberta de 32 novos planetas extra-solares a orbitar outras estrelas" e que com esta inovação ultrapassou-se "a barreira dos 400 planetas" identificados. Esta descoberta aconteceu no âmbito do projecto HARPS, um "instrumento único com um espectrógrafo de alta precisão construído para procurar planetas semelhantes à Terra", que está instalado num telescópio da ESO - Observatório Europeu do Sul - em La Silla, Chile. O investigador português explicou, em linguagem simples, a técnica utilizada pelo HARPS nesta procura, salientando que "não é só o planeta que orbita a estrela mas a estrela também orbita o planeta" e que por isso a estrela "vai oscilar no céu, umas vezes afastando-se de nós, outras aproxima-se". "A velocidade da estrela vai variar periodicamente se ela tiver um planeta à sua volta", concluiu Nuno Cardoso Santos que aclarou que é através da medição dessa mesma velocidade que se pode detectar novos planetas. "Estamos a dar passos muito importantes na participação num consórcio que vai construir um novo instrumento - Espresso - o que significa um salto qualitativo e vai permitir descobrir outros planetas habitáveis, parecidos com a terra, a orbitar estrelas parecidas com o nosso sol", sustentou o investigador português, doutorado em Astronomia e Astrofísica, que avançou com 2014 como a data em que este novo projecto estará pronto. Stéphane Udry, do Observatório de Genebra, disse hoje estar convencido que "que há vida noutros planetas" e que uma boa aproximação à confirmação desta teoria seria "encontrar vestígios de vida na atmosfera dos planetas detectados". Para isso - acrescentou - são necessários "enormes telescópios, provavelmente no espaço", sendo este um processo que "demorará pelo menos 20 anos, para ter o projecto aceite, conseguir o dinheiro, construir e mandar os telescópios para o espaço".
In jornal Diário de Notícias de 19 de Outubro de 2009

Incomparável Jesus

Jesus foi o homem mais gentil que já se conheceu. Era capaz de silenciar os detractores sem precisar erguer a voz. Nunca intimidou ninguém, nunca chamou atenção para ele mesmo, nem fingiu gostar do que lhe fazia mal à alma. Era autêntico até ao âmago do ser. E no âmago do ser existia um imenso amor. E como Ele amou. A humanidade só descobriu o que era verdadeiramente o amor por intermédio dEle. Mesmo os que o odiavam. Mas Ele não discriminava ninguém, pois esperava que, de algum modo, pudesse fazer os seus inimigos descobrirem que o amor é a essência, a realização máxima do ser humano. Ninguém foi tão honesto quanto ele. Mesmo quando as suas acções ou palavras expunham os aspectos mais sombrios das pessoas, estas não se sentiam envergonhadas. Ele dava-lhes total segurança, pois as suas palavras não indicavam o menor sinal de julgamento, eram simplesmente uma chamada de atenção para a superação e o crescimento. Qualquer um podia confiar-lhe os seus mais íntimos segredos. Se algum de vós tivesse que escolher uma pessoa em quem amparar-se no seu pior momento, iria gostar que fosse Ele. Jesus não desperdiçava tempo zombando dos outros, nem de suas preferências religiosas. Se tinha algo a dizer, Ele dizia e seguia o seu caminho, deixando em si a certeza de ter sido intensamente amado.
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( Wayne & Coleman em Por que você não quer mais ir à igreja? p. 14-15 )
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O Lugar de Maria...

Antes de morrer o papa João Paulo II, recebeu inúmeros pedidos para que assinasse um novo dogma em que a Igreja reconheceria Maria como co-redentora juntamente com Jesus. O líder desse movimento é o Sr. Miravalle, 41 anos, professor de Mariologia numa das mais conservadoras universidades católicas da Itália. Desde então, o papa recebeu mais de seis milhões de assinaturas de 148 países solicitando que ele conceda a Maria a mais alta promoção. Além disso, o Sr. Miravalle recebeu o apoio de 550 bispos e 42 cardeais, incluindo o Cardeal John O’Connor e a Madre Teresa de Calcutá antes de suas mortes.Segundo Miravalle: O Papa João Paulo II usou o título de co-redentora pelo menos em seis ocasiões. Em sua homilia em Guayaquil, Equador, em janeiro de 1985, João Paulo II declarou que Maria estava "crucificada espiritualmente com seu Filho crucificado" e que "seu papel como Co-redentora não cessou depois da glorificação de seu Filho".Caro leitor, a afirmação dos católicos romanos de que Maria é co-redentora juntamente com Cristo é blasfêmia. A salvação dos homens se dá pela fé no Filho de Deus. Somente por Ele, somos libertos do domínio do adversário das nossas almas. Jesus Cristo afirmou que Ele é o caminho, a verdade e a vida e que ninguém pode ir ao Pai se não for por Ele. Junta-se a isso, o fato inquestionável de que como qualquer mortal, Maria foi concebida em pecado, e como pecadora que era, só pôde ser salva mediante sua fé em Cristo Jesus. Afirmo sem titubeios que ainda que tenha possuído virtudes incontáveis, Maria não foi imaculada, nem tampouco perfeita em seus caminhos. Afirmo também que a tradição católica de que ela foi assunta aos céus é herética, e anti-bíblica e que como qualquer pessoa que morre em Cristo não pode interceder pelos vivos, e que esta função de interceder junto ao Pai pelos santos de Deus, cabe exclusivamente ao Senhor Jesus.Isto posto, concluo que em Cristo, com Cristo e por intermédio de Cristo é que somos SALVOS e que Maria não pode fazer absolutamente nada pela humanidade.
Solus Christus!
Renato Vargens

O Anti-Caim da Última Literatura Portuguesa

«Caim interessa-me há muitos muitos anos, é uma coisa que foi crescendo e que, de repente, já não consegui suster, tive que começar a escrever", disse José Saramago.
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Escrever em apenas quatro meses 181 páginas de algo que contribuiu para a desarmonia da Humanidade, que leva um remoto tempo inefável a digerir pelos seres humanos, ainda por cima em tom jocoso e irónico, pode ser um bom exercício literário, mas é pouco sério eticamente. Sobretudo se se diz no próprio livro que a história a re-contar é «um atrevimento».No entanto, quando editorialmente acontece o lançamento de um livro de Saramago, o país e o mundo das letras rejubilam como se se tratasse do último romance da literatura portuguesa. Nada mais parece existir para lá da nebulosa Saramago. [...]
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João Tomaz Parreira

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Lisboa de Outros Tempos - 16

(Clique na imagem para AUMENTAR)

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Lisboa, Terreiro do Paço - Vendedor de Capilé e Ardina, 1908

"O Prazer, o Ter e o Poder"

[ Titulo original do autor: Pecado original e política ]
Deus não se revelou como omnipotência abstracta, mas força infinita do amor criador.

Já várias vezes tentei aqui explicar que o chamado pecado original tal como habitualmente é interpretado - um pecado de Adão e Eva, de origem sexual e transmitido sexualmente - foi sobretudo obra de Santo Agostinho e não tem raiz bíblica. Mas há uma verdade no pecado original: quer referir-se ao mistério de uma liberdade humana ferida. Porque é que a vontade não é sempre boa? Há um lado obscuro da liberdade. Somos seres morais, mas não fazemos sempre o bem, de tal modo que R. Niebuhr afirmou que o pecado original é a única doutrina cristã empiricamente verificável. E o filósofo agnóstico M. Horkheimer também disse que era um dogma que ele aceitava. Três impulsos fundamentais movem o ser humano: o prazer, o ter e o poder. Provavelmente, o mais forte e abrangente é o do poder, de tal modo que Adler poderá ter mais razão do que Freud. No limite, o homem sonha com a omnipotência, porque ela o libertaria da morte, e aí está a razão por que o poder é a tentação maior. Como escreveu E. Canetti, "Dos esforços de uns tantos para afastar de si a morte surgiu a monstruosa estrutura do poder. Para que um só indivíduo continuasse a viver, exigiu-se uma infinidade de mortes. A confusão que surgiu disso chama-se História". Nunca estaremos suficientemente gratos aos gregos pela invenção da democracia, segundo a qual todos os cidadãos têm direitos políticos iguais. Ninguém está acima da lei, que deve ser obedecida por todos. Que mandem todos não é natural. Natural é que mandem os mais fortes, os mais espertos, os mais ricos, os que estudaram mais, os astutos, os santos. Como escreveu Fernando Savater, "que o poder seja coisa de todos, que todos intervenham, falem, votem, elejam, decidam, tenham ocasião de equivocar-se, procurem enganar ou permitam que os enganem, protestem... isso não é coisa natural, mas um invento artificial, uma aposta desconcertante contra a natureza e os deuses. É uma obra de arte. Os gregos foram grandes artistas: a democracia foi a obra-prima da sua arte, a mais arriscada e inverosímil, a mais discutida". A política é actividade nobre e são de saudar sempre aqueles que generosamente se entregam à causa pública. Mas há a advertência de Churchill: "A democracia é a pior forma de governo, exceptuando todas as outras." Também para avisar que não é perfeita e que tem defeitos. A ameaça maior é o poder e o seu exercício. Afinal, o que fará correr tanto tantos políticos? Lá andam eles e elas a palmilhar o país de cima abaixo, de lés a lés. Dormirão bem e o suficiente? Têm de ouvir o que ninguém gosta. Beijam quem lhes não agrada, enrugadas e mal cheirosas. Apertam mãos sujas. Nas famosas arruadas - que palavra que tão mal soa! -, esbanjam sorrisos, têm de sorrir, sorrir sempre, mesmo sem vontade. Têm de fazer promessas que sabem não poder cumprir. Em vez de esclarecerem os cidadãos, tentam tantas vezes enfeitiçá-los com discursos de sofistas. Claro que a política também é jogo, mas há tanta intriga e inveja e cilada que o espectáculo é, por vezes, pícaro e deplorável... O poder traz prestígio, mesmo que suposto. E benesses de todo o género. E sedução e luxos e exposição e fama. E precedências e continências nas paradas e guardas de honra. E dinheiro e convívio com os grandes deste mundo. E a ilusão de que se deixa uma marca na História. E a imposição da própria vontade. E a aparência da imortalidade pelos feitos. O poder - quem o repetiu foi um político nosso, famoso - é o maior afrodisíaco. Não é sempre assim, mas o perigo espreita. O risco é servir-se em vez de servir. Ou servir alguns apenas e não o bem comum. Corromper e deixar-se corromper. Não respeitar a separação de poderes e, concretamente, a independência do poder judicial. E que acontecerá quando o poder, mesmo conquistado legitimamente, se exerce sem competência intelectual, moral e técnica? A tentação é tamanha que mesmo na Igreja se esqueceu a revolução única do cristianismo: Deus não se revelou como omnipotência abstracta, mas força infinita do amor criador. E Cristo disse: "Não vim para ser servido, mas para servir."
Prof. Anselmo Borges
In Jornal Diário de Notícias de 17 de outubro de 2009

Oceano Pacífico : 25 Anos

Oceano Pacífico: 25 anos de um programa de rádio merecem realce; especialmente se é um programa de altíssima qualidade, como é o caso do Oceano Pacífico. Passa na RFM todos os dias das 22h-00 às 00h-00 e eu gosto.
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Caso único em Portugal, talvez até na Europa, há 25 anos que o marulhar das águas do Oceano Pacífico chega às ondas hertzianas de domingo a sexta-feira, sempre às 22.00. E com excepção dos três primeiros meses de emissão, em que o apresentador foi Marcos André, a voz envolvente e profunda que se ouve é a de João Chaves. Apesar das mais de 7500 edições, João Chaves confessa: "Fico sempre nervoso cada vez que entro na cabine". [...]
. "Você é profissional ou não?", perguntou-lhe o então director de programas da Rádio Renascença. "Aquilo bateu-me cá dentro. Pedi dois dias para pensar num projecto que pudesse vingar no horário da noite", conta. E das várias coisas que pensou achou que o melhor era um programa de baladas, "que desse paz, tranquilidade, sossego e relaxamento às pessoas para descontraírem do stress no final de um dia de trabalho." A ideia foi aceite e no início de Janeiro de 1985 João Chaves passou a apresentar o Oceano Pacífico, no formato que ainda hoje tem. Do antigo ficou apenas o nome, dado por Jaime Fernandes, e o som das ondas do indicativo do programa. [...]
. In jornal Diário de Notícias de 18 de Outubro de 2009

Futuro e Passado da América

[ Titulo original do autor: Re-edição de O Homem Que Ninguém Via ]
. Os analistas políticos no que concerne à eleição de Barack Obama não puderam sair da tautologia. Os seus textos, desde o primeiro dia (4 de Novembro), entre o The Washington Post e a Time, fizeram um arco, um segmento de círculo para depois o completar, voltando depois ao inevitável: «Obama Makes History».De facto, desde a eleição de JFK, em 1960, que a narrativa das eleições presidenciais nos Estados Unidos não construia um arco do triunfo de um homem e suas ideias. Sublinhe-se, esse homem é o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.Em Outubro de 2006, a mesma revista Time colocava a questão quase numa necessidade de mudança, e afirmava como matéria de capa «Por que Barack Obama Pode Ser o Próximo Presidente». E aconteceu.O paradigma mudou. O sinal transformador desta eleição, que corre o risco de ser racial, trancendeu a própria raça. À primeira vista parece que agora a face da nova América é negra, mas teremos que aprender, de uma vez por todas, que se assim fosse, continuaríamos a laborar no racismo.E o sinal que todos desejamos seja transformador, de facto, é que a vitória de Obama, a sua eleição e tomada de posse este mês, anuncie uma nova geração de líderes e uma América que esteja a tomar uma nova forma- segundo asseveram os analistas políticos, tendo em conta sobretudo a crise na economia mundial. Contudo, não se pode esconder que existiu uma mudança filosófica, que foi muito conduzida também pelo coração, isto é, pelo sonho.O sonho de Martin Luther King completou-se mais cedo que muitos imaginaram - escreveu um dos articulistas do semanário Time. Para relatar o testemunho de um cidadão-votante, de Kansas City, que relembrou a história dos negros norte-americanos, ainda da segunda metade do século XX:-«Eu andava no autocarro quando os negros tinham que se sentar nos bancos de trás; bebi água de fontenários onde estava escrito: para gente de cor; você não podia comer em restaurantes, se fosse negro; tinha de adquirir as suas refeições num saco castanho através da porta das traseiras.»É o caso em que o sonho contribuiu para a História, onde a poesia tem a sua quota parte. O poeta negro Langston Hughes escreveu, há alguns anos:«Oh sim, / Eu que o diga com clareza, / a América nunca foi América para mim, / e, não obstante, prometo sob juramento- / A América vai ser!»(Trad.JTP) (1)A magnitude da vitória do presidente Obama contribui para a história como para «um dia de transfomação», esta é a frase que o diário The Washington Post utiliza em subtítulo, para depois escrever em pequena paragona que «A História da América abre caminho para o futuro». E o passado? Simão, de CireneSem recurso a pseudo-antropologias para justificar o modo como desde os tempos da escravatura os negros foram tratados, por razões mais economicistas do que teológicas a partir de hermenêuticas enviezadas da maldição noética sobre o filho Cão, poderemos apreciar um simples acontecimento do dia da crucificação de Nosso Senhor Jesus Cristo.Relatam os Evangelhos sinópticos (2) que os soldados romanos obrigaram um certo homem de Cirene (na actual Líbia) a carregar a cruz , um peregrino-prosélito, um judeu da sinagoga de Cirene de Jerusalém ? Fosse o que fosse, era sem dúvida um homem africano.Diante da multidão que seguia a dramática pompa do caminho dos condenados à crucificação, os responsáveis romanos do cortejo, humanitariamente foram obrigar um colored. Um homem que a sociedade judaica da altura e os conceitos sociais aferidores e dominantes daqueles dias gostariam de manter invisível. Mas os evangelistas o eternizaram, por razões que estão para lá da circunstância legal da prestação obrigatória de um serviço. [...]
. João Tomaz Parreira

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domingo, 18 de outubro de 2009

Robô Copista, Copia Novo Testamento em Lisboa - Ouvir Notícia na TSF

( Clique na Imagem para ouvir )
Depois de Gutenberg, um robot da era digital prepara-se para escrever, durante nove semanas, com tinta e aparo os textos dos Evangelhos. Este robot vai marcar presença no Museu das Comunicações, em Lisboa, que inicia no próximo dia 21 de Outubro uma exposição multimédia sobre a Biblia.
In Site TSF

A Reforma Protestante e a Espiritualidade Clássica

...Ser evangélico hoje significa andar nos passos dos reformadores e destas outras contribuições, seja buscando alguma integração, seja na ênfase de uma só delas. No entanto, não se trata de eleger uma ou outra, mas de discernir o sopro do Espírito, que, de tempos em tempos, renova algum aspecto que foi negligenciado ou esquecido da teologia e da prática de Jesus de Nazaré. Trata-se de julgar e reter o que há de bom em cada uma delas e receber com alegria esta preciosa herança, aprendendo com a história e com aqueles que trilharam o caminho da fé, da esperança e do amor antes de nós.A Reforma aconteceu no século 16. O que podemos aprender dos primeiros 1500 anos da história da Igreja? Muitos evangélicos esclarecidos dizem: nada. Antes da Reforma só existiam duas igrejas cristãs: a romana e a ortodoxa. Lutero e Calvino eram agostinianos e lemos abundantes citações dos Pais da Igreja nas “Institutas” de Calvino. Precisamos confessar, como evangélicos, nosso preconceito e orgulho. Até hoje, olhamos com suspeita para tudo o que aconteceu no seio da Igreja de Cristo anterior à Reforma por considerar esta contribuição como católico-romana e achar que do catolicismo não pode vir nada valioso.Durante os primeiros 1500 anos de história da Igreja, o Espírito Santo soprou várias vezes. A espiritualidade clássica engloba a contribuição dos santos e doutores da igreja nos movimentos da patrística, da monástica e da mística medieval, isto é, o vento do Espírito anterior à Reforma. [...]
Continuar a Ler o artigo AQUI na Revista Ultimato

Robô Copista Escreve Novo Testamento em Lisboa

Durante nove semanas, um robô copista vai estar a escrever o Novo Testamento em Lisboa
Nove semanas, letra a letra. Um robô copista, vindo da Alemanha, estará a partir de terça-feira, até 21 de Dezembro, no Museu das Comunicações, em Lisboa, a copiar todo o Novo Testamento (a parte da Bíblia que se refere a Jesus Cristo). A iniciativa é da Sociedade Bíblica Portuguesa (SBP) e pretende assinalar os 200 anos da primeira distribuição da Bíblia em Portugal feita por esta editora. O robô - na realidade, uma instalação artística do grupo Robot-Lab - utilizará o tipo de letra gótica, o mesmo que Gutenberg usou no primeiro livro impresso: a Bíblia, precisamente. Esta instalação integra-se ainda numa exposição onde se poderá ver também, pela primeira vez, a Bíblia Manuscrita realizada há cinco anos, o outro pretexto para a exposição A Bíblia Para Todos - A Palavra, as Pessoas e as Tecnologias. Em Outubro e Novembro de 2004, cerca de 100 mil portugueses copiaram à mão três bíblias completas - uma delas será também exposta no mesmo local e estará disponível outra cópia em CD-ROM. Os outros dois exemplares da Bíblia Manuscrita já têm destino: a Biblioteca Nacional receberá um deles, enquanto o terceiro seguirá para a Biblioteca de Alexandria (Egipto). Hoje, os responsáveis da Sociedade Bíblica irão anunciar como e quando serão entregues essas duas cópias da Bíblia Manuscrita - com dez volumes encadernados cada uma. Na mesma ocasião, serão apresentados os resultados de uma sondagem inédita sobre a leitura da Bíblia em Portugal. De acordo com alguns dados a que o PÚBLICO teve acesso, quase toda a população (mais de 97 por cento) conhece a Bíblia. No que toca à leitura, quase dez por cento já leram o texto integral, enquanto 90 por cento dizem ter lido passagens soltas. As categorias que menos lêem a Bíblia são os católicos não-praticantes e os ateus. Dez por cento dos que responderam ao inquérito consideram-se ateus e agnósticos. Entre estes, nove por cento de ateus e seis por cento de agnósticos não conhecem a Bíblia e manifestam resistência à ideia de conhecer o texto. Os que mais lêem estão entre os protestantes/evangélicos e as testemunhas de Jeová - em conjunto, são 2,3 por cento da população, mas todos leram a Bíblia e quase todos têm um exemplar. A Sociedade Bíblica irá anunciar ainda a nova tradução da Bíblia, outro inédito em Portugal: pela primeira vez, estará disponível uma edição literária, isto é, sem indicação de capítulos, versículos ou subtítulos. Esta edição, preparada por uma equipa de tradutores católicos e protestantes, será apresentada na terça-feira pelo escritor Francisco José Viegas. A sua comercialização será feita pelo Círculo de Leitores e Temas e Debates. A exposição do Museu das Comunicações integra ainda uma réplica exacta da prensa que fez a Bíblia de Gutenberg, uma apresentação multimédia sobre os diferentes suportes da mensagem da Bíblia, desde a tradição oral aos digitais. E, num scriptoriummoderno, os visitantes da exposição poderão acrescentar a sua caligrafia à Bíblia Manuscrita.
In Jornal Público de 16 de Outubro de 2009

sábado, 17 de outubro de 2009

Uma Igreja Preparada Intelectualmente

O período histórico em que a Igreja Cristã se mostrou mais saudável, sem dúvida, foi o período registado no livro de Actos e, justamente por isso, é desse período que devemos buscar o modelo de Igreja mais apropriado. Mas ao compararmos as práticas dessa Igreja de 2000 anos atrás com a Igreja contemporânea, a diferença é gritante. A Igreja preocupa-se muito no porquê de não alcançarmos os mesmos resultados da Igreja de Actos, mas a nossa preocupação deveria ser menos em atingir os mesmos resultados da Igreja de Actos e mais com o modelo de Igreja que agrada a Deus, o modelo que Actos nos ensina. Não devemos focar a nossa atenção no fim, mas sim no meio. Os capítulos 17, 18 e 19 do livro de Actos revelam um príncipio declaradamente ignorado nos nossos dias – a importância de liderança intelectual na Igreja. O grande responsável pela expansão do Cristianismo naqueles dias, o Apóstolo Paulo, era uma referência não só espiritual, mas também intelectual. Enquanto nós tendemos a mistificar por demais a pregação das boas novas, vemos que Paulo usava de toda a sua habilidade intelectual para, literalmente, persuadir as pessoas a crerem em Jesus Cristo (At 17.4). Porque não deveríamos fazer o mesmo? Paulo era um homem altamente intelectual que não perdia uma oportunidade de arrazoar com os gentios acerca das Escrituras (Act 17.1) ou de enfrentar com argumentos, os filósofos da época (Act 17.18), inclusive citando poetas pagãos por pelo menos três vezes em seus escritos (Act 17.28, 1Co15.33, Tt 1.12) e ainda ensinando na Escola de Filosofia de Tirano (Act 19.9). Outro que merece menção pela sua habilidade de persuasão e oratória é Apolo que usava as suas habilidades naturais para convencer os judeus, por meio das Escrituras, que o Cristo é Jesus (Act 18.28). Em cinco ocasiões, apenas nesses três capítulos de Actos, são usadas as palavras "persuadir" (Act 17.4, 18.4, 19.8), "convencer" (Act 18.28) e "arrazoar" (Act 17.2). Tais palavras referem-se essencialmente ao uso do intelecto. É notória a diferença entre como a Igreja de Actos encarava a importância do intelecto e como nós hoje a encaramos [...]. A Igreja nunca vai influenciar positivamente a cultura enquanto desprezar o valor do pensamento, que é o que realmente move a cultura. O sociólogo John G. Gager apontou que apesar de a Igreja primitiva ter sido um movimento minoritário que enfrentou o desprezo e marginalização cultural e intelectual, ela só manteve a unidade interna e o testemunho corajoso por causa do papel dos intelectuais e apologistas Cristãos da época. A Igreja sabia quem eram os seus intelectuais e apologistas e isso dava-lhe confiança e força para enfrentaram a marginalização da sociedade. Hoje, a situação não é diferente, a Igreja Evangélica é ridicularizada pela sociedade, mas com a triste diferença que não temos uma liderança intelectual para nos apoiar. Se quisermos vencer devemos preparar-nos para a batalha. Uma batalha que não é travada nas ruas, mas sim nas Universidades do país de onde saem os futuros lideres. [...]
Vitor Pereira

Observatório Arrasa Justiça Portuguesa

Da Justiça Portuguesa, disse Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados: "FUJAM" !
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Pelos vistos não está sózinho.
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O relatório que avalia a reforma penal propõe alterações legislativas. Mas isso não chega. É preciso mudar quase tudo: da gestão à cultura.
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...Lembrando que a justiça "é chamada a desempenhar um papel central" num contexto de crise, em que os cidadãos se vêem "cada vez mais confrontados com um conjunto vasto de injustiças sociais", o relatório, a que o i teve acesso, sustenta que "os poderes político e judicial têm que assumir um alto compromisso com os cidadãos". E esse compromisso passa sobretudo pelo combate à criminalidade grave e à corrupção. "A verdade é que, até agora, a justiça portuguesa não conseguiu que um único caso de criminalidade económico-financeira grave, que envolvesse pessoas poderosas, tivesse chegado ao fim com uma condenação transitada em julgado." Razão para que parte do relatório final, já entregue em Julho ao Ministério da Justiça mas não divulgado, analise as causas dessa falta de resultados. [...]
Ler versão integral do texto AQUI no jornal "I" de 15 de Outubro de 2009

"A Bíblia para todos"

( Imagem jornal "I" )

A tradução interconfessional em que "A Bíblia para todos" se baseia começou a ser feita em 1972 por uma equipa de peritos católicos e protestantes, trabalho que se prolongou por 30 anos.
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A primeira edição literária da Bíblia, com texto em português "simples, acessível e sem aditivos", é lançada terça-feira em Lisboa no que é considerado pelos responsáveis como uma "novidade absoluta no mercado editorial em língua portuguesa". A novidade deve-se ao facto de se tratar da primeira edição literária em língua portuguesa, apesar de anualmente se editarem dezenas de milhões de exemplares só no Brasil, e de ter sido preparada com base num estudo de mercado, explicou. Editada pela Temas e Debates e pelo Círculo de Leitores e preparada pela Sociedade Bíblica de Portugal, esta nova edição pretende ser uma resposta à "crescente secularização das pessoas", que não lêem a Bíblia "por ser difícil de entender" ou por possuírem edições antigas. "Por isso criámos esta nova edição, sem aquele tipo de elementos que habitualmente acompanham a Bíblia, que é a divisão por capítulos, secções, versículos e notas. Retirámos isso tudo e criámos um texto simples, limpo, acessível com uma linguagem visual atraente para poder chegar à maioria das que não frequenta nenhuma igreja, não pratica nenhum culto, mas tem interesse e curiosidade neste texto", explicou Alfredo Abreu. Outra novidade nas edições portuguesas da Bíblia reside na ordenação dos livros do Antigo Testamento, tendo sido seguida a ordem original, que é a hebraica. "A Bíblia para todos", assim chamada por ser um texto interconfessional preparado por especialistas católicos e protestantes e que pretende chegar ao maior número de pessoas, vai ter uma primeira edição de 10 mil exemplares, mas está já a ser pensada uma segunda tiragem, disse à Lusa Alfredo Abreu, da Sociedade Bíblica Portuguesa. A tradução interconfessional em que "A Bíblia para todos" se baseia começou a ser feita em 1972 por uma equipa de peritos católicos e protestantes, trabalho que se prolongou por 30 anos. A edição pretende também responder a um estudo de mercado desenvolvido o ano passado com o objectivo de saber qual a relação dos portugueses com a Bíblia, nomeadamente se a lêem, onde e que dificuldades encontram. "Com base neste estudo de mercado quisemos criar uma edição da Bíblia que correspondesse às expectativas, aos interesses e à linguagem própria do público que não vai à igreja, do público que compra livros nos hipermercados e nas livrarias comuns. Toda esta edição foi desenhada com base neste estudo e na experiência de 200 anos da Sociedade Bíblica em Portugal", referiu Alfredo Abreu. Quem comprar esta edição vai poder aceder a um site (www.abibliaparatodos.pt) com conteúdos exclusivos, regularmente actualizados, e que permite a leitura online do texto, na versão literária e anotada, a consulta de notas e explicações e a escuta em áudio de parte dos textos. Além disso, vão estar disponíveis mapas sobre zonas relacionadas com os textos, bem como infografias, sendo possível assinar um serviço gratuito de envio diário de textos bíblicos por sms ou email. De acordo com Alfredo Abreu, anualmente vendem-se em Portugal cerca de 100 mil exemplares das várias edições e só as Sociedades Bíblicas Unidas (de que a Sociedade Bíblica de Portugal faz parte) vendem em todo o mundo entre 400 e 500 milhões de bíblias em papel. Um dos sites mais conhecidos relacionados com a Bíblia, o www.biblegateway.com, tem oito milhões de visitas mensais, o que, a par das vendas anuais de centenas de milhões de exemplares em papel, prova que o "interesse na Bíblia é uma coisa sem paralelo na história da Humanidade", disse ainda.
In Jornal "I" de 16 de Outubro de 2009

Uma Nova Versão da Inquisição. Agora nos USA

Igreja baptista planeia queimar livros e música no Dia das Bruxas
Uma igreja baptista de Canton, na Carolina do Norte, está a planear queimar livros e música que considera satânicos, por ocasião do Dia das Bruxas. Além de livros da saga Harry Potter e obras como “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin, também cópias da Bíblia serão queimadas – excepto a versão “King James”, a única tomada em conta pela igreja baptista e considerada “infalível”.De acordo com a revista “Examiner”, o encarregado desta igreja, o pastor Marc Grizzard, disse que todas as outras versões da Bíblia são “satânicas” e “perversões” da palavra de Deus. Além destas obras, também discos de música considerada satânica serão queimados por Grizzard e 14 outros membros da igreja. Entre os estilos, contam-se o Country, Rap, Rock, Pop, Heavy Metal, Western, Jazz e Soul.Este deverá ser, no entanto, um serão bem passado. O site da igreja (agora indisponível), informa que vai haver churrasco de frango e que “toda a gente será servida”.
In jornal Público de 16 de Outubro de 2009
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Ultrajante, Repugnante e Aviltante
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Não é desta forma que se ganham os homens para Cristo.
Quase que nem dá para acreditar !!
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É por coisas como esta que os evangélicos norte-americanos passam a imagem que passam, de si próprios, para o exterior dos Estados Unidos.
A Europa assistiu a isto na idade média, designada também "idade das trevas". Na altura quem o fazia era a "Santa Inquisição" e o Tribunal do Santo Ofício, braços "armados" do obscurantismo da Igreja Católica.
Sobre esta ideia, tão feia e tão rasca, não faço mais comentários. Este "pastor" e esta "igreja" deviam ter vergonha e pudor, no mínimo, por envergonharem desta forma o nome de Cristo.
JL