sábado, 24 de outubro de 2009

Uma Prisão do Ser...

Todos nós buscamos aprovação e reconhecimento. Queremos sempre mostrar o quanto somos amáveis, felizes, fortes e interessantes. Até mesmo o sujeito desbocado que diz - "não estou ligando para o que pensam de mim" - na verdade está procurando impressionar através desta pseudo-liberdade do outro. Portanto não há saída: somos viciados neste negócio de querer agradar todo mundo. E isto é tão perturbador, que chega uma hora em que tudo que-se-é, e tudo que-se-faz, se tornam apenas movimentos existenciais controlados pela tirania da opinião pública. É uma prisão do ser.Eu sou filho mais novo e sei bem o que é isso desde que me entendo como gente. O caçula é alguém que tem que lutar pelo seu espaço e seu valor no seio da família. Soma-se a este fato, um outro sem-número de pressões sociais que exercem grande influência sobre nós. Temos que ser bons e quase perfeitos em todos nossos agrupamentos. É a lei da selva, elevada a potência máxima, do mundo moderno. E o caminho mais comum para o sucesso de tal empreitada é apresentar um "falso eu". Brilhantemente, Brennan Manning diz que "a vida em torno do falso eu gera o desejo compulsivo de apresentar ao público uma imagem perfeita, de modo que todos nos admirem e ninguém nos conheça".No romance Noite Branca, do escritor Dostoiévski, o Sonhador confessa:"Porque não somos todos como irmãos, uns para os outros? Por que, ao encontrar-nos diante de outra pessoa, ainda que seja a melhor do mundo, temos de ocultar-lhe algo e calar? Por que não não havemos de dizer todos, com absoluta franqueza, o que trazemos no coração, quando sabemos que nossas palavras não as leva o vento? Agora parecemos todos mais frios e secos do que em realidade somos, e se diria que as criaturas temem comprometer-se expondo com franqueza seus sentimentos..."Eu não tenho dúvidas que a cura desta doença do ser encontra-se na manifestação da graça de Deus em nós. Sem o mergulho na graça que nos aceita incondicionalmente, certamente padeceremos; uma vez que um dos piores sofrimentos humanos é observado na pessoa que não pode conceber si próprio como alguém amado, objeto potencial de receber graça.
Daniel Gruba

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Fotos Reveladoras - 1

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"Usar as Coisas, Amar as Pessoas"

Há uma frase encontrada em muitos auto-colantes em carros que diz: “Não tenho tudo o que amo, mas amo tudo o que tenho”. Pode parecer um algo inocente, e até coerente, mas no fundo expressa um dos maiores mal-entendidos da história humana. Trata-se da coisificação do amor. As coisas estão aí para serem usadas, e não amadas. Enquanto que as pessoas deveriam ser amadas, em vez de usadas. Portanto, há aí uma inversão de valores. Este tipo de amor é completamente antagónico ao tipo de amor apresentado nas Escrituras. Não devemos investir afeição demasiada naquilo que possuímos, posto que tudo isso é passageiro. Somente o amor às pessoas é maior do que a morte, sobrevivendo a esta.[1]Pelo facto da alma humana ser eterna, o seu amor deve ser devotado a algo igualmente eterno. Razão pela qual o apóstolo João nos alerta: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele (...) Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”.[2]Em vez de amar as coisas deste mundo, devemos e podemos usá-las, sem jamais abusar delas,“pois a aparência deste mundo passa”.[3] Não devemos usar pessoas para alcançar as coisas que amamos. Devemos, sim, usar as coisas para beneficiar as pessoas que amamos. Como disse John Piper, “dedicar a sua vida a confortos e prazeres materiais é jogar dinheiro pelo cano. Investir a vida no esforço do amor rende dividendos de amor insuperáveis e intermináveis”. E mais: “Há mais felicidade em amar do que em viver no luxo!”[4] E ele remata: “Os prazeres mais profundos e satisfatórios que Deus nos dá através da criação são dádivas gratuitas da natureza e de relacionamentos amorosos com pessoas”.[5]
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[1] Cantares 8:6[2] 1 João 2:15,17[3] 1 Coríntios 7:3[4] Piper, John, Teologia da Alegria, Sheed Publicações, 2001, p.105[5] Ibid. p.159
Extraído do livro "Amor Radical", de autoria de Hermes C. Fernandes
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Via Blogue de Hermes Fernandes

Humor de Sexta : Jogos Olímpicos, Rio-2016

Via PavaBlog

"Ver o que Galileu Viu"

( Imagem Diário de Notícias )
Sem saírem de casa, os portugueses vão poder controlar um telescópio de ponta e observar o que Galileu viu há 400 anos.
. A iniciativa insere-se no Ano Internacional da Astronomia, que nos próximos dias junta amantes dos astros de todo o globo. Noites com Galileu é o nome do programa que, durante os próximos três dias (entre quinta e sábado), vai permitir a cientistas e leigos observarem o que um dos mais famosos astrónomos de sempre conseguiu ver em 1609 com a ajuda de apenas uma luneta que ele próprio tinha construído. Basta um vulgar computador com acesso à Internet para poder aceder ao site
www.galileannights.org/remote_observing.html, no qual todos os amantes de astronomia vão poder controlar um telescópio de um qualquer lugar remoto do mundo.
Mas a programação não se fica por aqui. Entre 22 e 24 de Outubro, mais de meia centena de países vai participar neste evento, que pretende ser um dos maiores de sempre no que toca a divulgação científica. Em Portugal já estão agendadas centenas de acções, desde um "jantar em Marte" a visitas guiadas pelo céu nocturno. Os passeios pelo sistema solar vão ser possíveis um pouco por todo o país. As Noites com Galileu inserem-se na programação do Ano Internacional da Astronomia 2009 (AIA2009), cujo objectivo é estimular o interesse pela astronomia e pela ciência em geral. "O AIA2009 assinala o passo de gigante que constituiu a primeira utilização do telescópio para observações astronómicas por Galileu", lê-se no site da Sociedade Portuguesa de Astronomia, um dos organismos responsáveis pelo evento. O Ano Internacional da Astronomia (www.astronomia2009.org) é organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Ciência Viva e da European Astronomical Society. Desde o início do ano já se realizaram mais de 1500 eventos no país, dinamizados por mais de 360 instituições.
In Diário de Notícias de 22 de outubro de 2009

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O que Odeio em Ti, Igreja...

A lista abaixo relacionada é direccionada à igreja institucional, à igreja-empresarial, ao clube de entretenimento, assim falsificada e vendida ao poder temporal. Não me refiro absolutamente à igreja verdadeira, ao remanescente fiel que muitas vezes está contido nessa igreja caricata dos nossos dias.Compartilho aqui o sentimento de inconformação de David quando disse a Deus: "Não aborreço eu, Senhor, os que te aborrecem? E não abomino os que se levantam contra Ti".
Aborreço-os com ódio consumado, para mim são inimigos de facto. O que eu odeio em ti, igreja dos nossos tempos?
1. A TUA PRETENSÃO OSTENSIVA de te veres superior a tudo e a todos, e com esse orgulho besta, deixas de ser reconhecida como voz de Deus e agência do Reino no mundo. Ao contrário, deverias te afastar para bem longe dessa vaidade luciferiana e cair em ti, voltando a servir humildemente ao mundo ao qual foste enviada.
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2. QUANDO INFLEXÍVEL, IMPÕES O DETESTÁVEL LEGALISMO COMO FORMA DE CAMINHADA CRISTÃ com regras insuportáveis que mantém teus membros eternamente cativos a infantilidade na fé, ao invés de conduzi-los à maturidade cristã que alcança a essencial liberdade consciente e anda maduramente nas pegadas de Jesus de Nazaré.
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3. A TUA CEGUEIRA REDUCIONISTA que não discerne claramente o Reino além das tuas limitadas fronteiras, expandindo a visão para ver e aceitar outras formas de expressão, de serviço cristão, de culto e de obras que também glorificam a Deus e contribuem para a expansão do Reino na terra.
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4. A TUA FORMA DE JULGAR SUMARIAMENTE as pessoas, se são merecedoras do céu ou do inferno, como se te coubesse a ti essa prerrogativa divina de selecção. Deveria tu saber que essa é uma acção exclusiva de Deus.
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5. A TUA DISCIPLINA CORRECTIVA que sempre exclui e joga fora todo aquele que desgraçadamente tropeça por algum motivo, levando invariavelmente o “disciplinado” ao abandono, e ferido, a morrer a míngua.
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6. A TUA FORMA ANTIBÍBLICA DE EVANGELIZAR, definindo prazos de mudança para as pessoas ”aceitarem Jesus”, exigindo uma conversão urgente e superficial baseada na adequação compulsiva às regras dos teus usos e costumes, e não na radical soberana transformação do Espírito Santo, de dentro para fora, e no livre tempo de Deus.
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7. A TUA VISÃO MISSIONÁRIA/ EVANGELÍSTICA DISTORCIDA que em nome do “ide” retira as pessoas das suas áreas de convivência na sociedade onde exerciam posições estratégicas para alcançar os seus semelhantes, para os manter circunscritos à área do templo, transformando-os em pessoas inactivas ou em obreiros alienados que desconhecem o que se passa no mundo que os rodeia.
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8. O TEU ABUSO DE PODER arrastando milhares de PESSOAS SINCERAS, frágeis, crédulas, simplórias, despreparadas e desavisadas, à exaustão, ao esgotamento, ao sofrimento, à decepção, e a sentirem-se absolutamente usurpadas física, emocional, material e espiritualmente. Essas pobres vítimas do teu poder abusivo tornam-se amargas e refractárias ao Evangelho para sempre, fechadas para qualquer possibilidade de pensarem em Deus ou em coisas relacionadas contigo.
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9. A FORMA IMORAL COM QUE OS TEUS LÍDERES LIDAM COM AS FINANÇAS, manipulando o dinheiro que entra nos teus cofres de forma irresponsável, desonesta, revelando que estão subjugados pelo deus Mamon. Reproduzes pastores que amam posição, poder, e o dinheiro, tornando-os cheios de avareza e de ganância. ISSO TEM CAUSADO GRANDES ESCÂNDALOS E DANOS IRREVERSÍVEIS PARA O EVANGELHO, E TU ÉS DIRECTAMENTE RESPONSÁVEL POR ISSO!
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10. E por último, odeio quando MENTES, ASSEVARANDO QUE FORA DE TI, AS PESSOAS NÃO PODEM SOBREVIVER. Saibas que existem milhões de pessoas que nunca entraram nos teus átrios e mesmo assim oram, têm temor, discernimento, maturidade, ética, moral e dignidade, muitas vezes, mais apurados que os teus pobres membros pretensiosos. Sobretudo, há uma forma difícil, dolorida, mas possível, que pode mudar radicalmente esse quadro sombrio: TENS QUE PASSAR PELO PORTAL DO ARREPENDIMENTO. Como diria Jesus, Lembra-te de onde caíste e arrepende-te... [...]
Fonte: blog Manoel dC
Via PavaBlog

Acção de Aristides de Sousa Mendes para Salvar Milhares de Judeus das mãos dos Nazis é Levada à Tela.

( Imagem jornal Público )
O Cônsul de Bordéus” é protagonizado por Vítor Norte, no papel de Aristides de Sousa Mendes, um diplomata português que, à revelia de Oliveira Salazar, atribuiu cerca de trinta mil vistos a refugiados perseguidos pelo regime nazi em 1940. No primeiro dia de filmagens, gravou-se a cena em que o “cônsul” Vítor Norte comanda uma coluna de carros em que seguem os refugiados, numa tentativa de fuga de França até Portugal. “Como não foi possível passar fronteira de Irun [entre França e Espanha], uma vez que já lá tinha chegado a comunicação de que o cônsul tinha sido destituído e, como tal, os vistos que passara para os refugiados já não eram válidos, Aristides de Sousa Mendes teve de optar por outra fronteira, onde não havia telefones e onde, como tal, aquela comunicação ainda não tinha chegado”, explicou Francisco Manso. [...].
Aristides de Sousa Mendes foi um herói, uma personalidade mundial, e este filme é o mínimo que podemos fazer para evocar a sua memória”, disse o realizador Francisco Manso. O filme cruza a história real de Aristides de Sousa Mendes com a ficção de um refugiado, que no futuro se tornará um reputado maestro. O argumento é assinado pelo escritor António Torrado e por João Nunes e co-realizado por Francisco Manso e João Correa, realizador português radicado há mais de 40 anos na Bélgica e secretário-geral da Aliança Mundial do Cinema. Segundo José Mazeda, o filme entrará nos circuitos comerciais dos países de língua espanhola e francesa, admitindo-se ainda a hipótese de vir a ser feita uma versão em língua inglesa. Aristides de Sousa Mendes morreu em 1954 e só anos depois da sua morte é que foi reconhecido, não só a nível internacional, mas também pela República Portuguesa.
In Jornal Público de 21 de Outubro de 2009

Centenas de Telescópios Apontados ao Céu

São várias as iniciativas dispersas por todo o país para celebrar mais um momento especial do Ano Internacional de Astronomia 2009. São as “Noites de Galileu” que acontecem entre os dias 22 e 24 deste mês.

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Portugal está na lista de mais de 50 países que vão participar neste acontecimento mundial. Durante três dias, centenas de telescópios estarão apontados para o céu em tentativas de observação directa de pedaços do nosso sistema solar. E se o mau tempo insistir em estragar estas noites de estrelas no país, há observatórios virtuais e programas alternativos como, por exemplo, um surpreendente jantar no espaço.No dia 17 de Março de 1610, Galileu publicou o livro Mensageiro dos céus onde relatava as primeiras observações de “objectos” como a Lua ou Júpiter e as suas luas, um feito conseguido com o apoio de uma luneta. Agora, passados 400 anos, o desafio é voltar a encontrar estes pontos longínquos com a ajuda de modernos telescópios. Tarefa bem mais fácil. A única coisa que não muda é o efeito que o tempo pode ter nestes programas. O objectivo principal desta acção mundial é a observação directa e, em Portugal, poderá estar comprometido pela chuva e céu nublado que podem fazer baixar uma cortina para o espectáculo do nosso sistema solar. Com algum optimismo, estão programadas diversas actividades de observação directa por todo o país. Desde sessões que acontecem em espaços óbvios como os planetários até ao parque de estacionamento da igreja de Sandim, em Vila Nova de Gaia, passando por um local “secreto” para os lados da Atalaia (Montijo) e cujo mapa pode ser consultado no site da organização (www.atalaia.org). Para quem prefere uma experiência mais solitária, há outro site a consultar e que dá acesso a um observatório virtual ligado a vários telescópios situados em vários países (www.galileannights.org). Mas nem só com um telescópio se comemora os 400 anos das observações de Galileu. Há noites animadas pela música, pela leitura, por conferências, tudo sem depender do clima ameaçador. A acção pretende igualar o sucesso alcançado pelas 100 horas de Astronomia que terá conseguido colocar entre um e dois milhões de pessoas em todo o mundo a espreitar por um telescópio ao mesmo tempo.
In jornal Público de 21 de Outubro de 2009

BÍBLIA, BÍBLIA, BÍBLIA...

A Bíblia tem sido , nos últimos dias em Portugal, tema para notícia em Rádios, Televisões e Jornais de referência. Não me lembro, nem da minha vida, nem da história remota ou recente, de tamanho interesse, generalizado a toda a comunicação social, pela Palavra de Deus. E isso nem sequer é obra de Saramago, ao contrário daquilo que se possa eventualmente querer pensar. Esse repentino foco na Bíblia Sagrada e nos valores que ela comporta, traduz e revela, tem por detrás uma entidade: Chama-se Sociedade Bíblica, no caso concreto, de Portugal. À nossa vista, apenas o trabalho concreto que está a ser feito pelos seus responsáveis. Mas ninguém duvida, de certeza, de todo o trabalho de base que teve que ser previamente realizado, em termos de planeamento e organização, para chegar a este resultado. E enquanto o Bios estiver a copiar o Novo testamento em Lisboa, temos a certeza que o tema "Bíblia" irá ser recorrente na comunicação social.
Um bom exemplo de estratégia e dinamismo para a divulgação das Sagradas Escrituras em Portugal, trazido por uma entidade cuja atenção não se desvia daquilo que é ( deixe passar este "chavão" ) o seu "Core Business" em prol do Reino. Grande S.B.P. Assim saibam os cristãos evangélicos portugueses aproveitar toda esta dinâmica e envolvimento criado pela S.B.
O jornal Público, na matéria que publicava ontem na página 10 da sua edição em papel, fechava com o seguinte: "O robô escrevia o versículo 14 do Capítulo 6 do Evangelho de Mateus: Se perdoarem aos outros as suas ofensas, o vosso Pai celestial também vos perdoará". Bateram bem fundo em mim, estas palavras. Significativo; se atendermos a todas as pedras que já atirámos...
Oremos sempre por este trabalho.
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Jacinto Lourenço

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Oceano Árctico Poderá Tornar-se Navegável

Nova expedição confirma que Oceano Árctico poderá tornar-se navegável dentro de 20 anos.
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Dentro de 20 anos, o Oceano Árctico poderá passar os Verões livre de gelo e tornar-se uma nova rota para os navios, anunciou hoje uma equipa de cientistas britânicos, cuja expedição veio confirmar dados de há dois anos. O degelo no topo do planeta já é considerado o sinal mais claro das alterações climáticas. “A maior parte do degelo vai acontecer nos próximos dez anos”, comentou Peter Wadhams, professor do Grupo de Física Oceânica Polar na Universidade de Cambridge. Este especialista comparou medições da espessura do gelo realizadas em 2007 pelo “HMS Tireless”, submarino da Marinha Real, com os dados mais recentes, recolhidos no mesmo local no início deste ano pelo explorador britânico Pen Hadow. De 1 de Março a 7 de Maio, Hadow e mais dois cientistas (Ann Daniels e Martin Hartley) percorreram uma rota de 450 quilómetros na região Norte do Mar Beaufort, no Árctico, no âmbito da expedição “Catlin Arctic Survey”, e fizeram observações e 1500 buracos no gelo. Como resultado descobriram que o gelo no Oceano Árctico está a ficar cada vez mais fino. A maior parte da região pela qual passaram está coberta por gelo que não tem mais de um ano, com uma espessura média de 1,8 metros. Esta profundidade é considerada demasiado pequena para conseguir manter-se depois do degelo do próximo Verão. A região costumava ter gelo mais antigo, composto por camadas sobrepostas, correspondendo a vários anos.“Com uma extensão maior coberta de gelo com apenas um ano, o Árctico está claramente mais vulnerável”, comentou Wadhams. “Isto significa que poderemos falar do Árctico como se fosse um mar aberto no Verão e que teremos transporte marítimo a atravessar o oceano Árctico”.Ao apresentar os resultados em Londres, Martin Sommerkorn, do Programa Internacional Árctico da organização WWF (Fundo Mundial da Natureza) e parceiro da expedição, notou que “o Oceano Árctico tem uma posição central no sistema climático do nosso planeta”, nomeadamente funcionando como “ar condicionado” da Terra. “Tirem-no da equação e ficamos com um mundo dramaticamente mais quente”.Além de serem más notícias para as focas e ursos polares que vivem no Árctico, estes dados afectarão a vida de muitas pessoas. Sommerkorn sublinhou que o aquecimento das águas de superfície no Árctico vai acelerar o degelo na Gronelândia, acelerando também o aumento do nível médio do mar. “Isto poderá causar inundações que afectarão um quarto da população mundial e fenómenos meteorológicos extremos em todo o planeta”.“Os dados divulgados hoje dão mais uma razão para os líderes mundiais tomarem decisões imediatas na cimeira climática em Copenhaga”, em Dezembro, comentou Sommerkorn.
in jornal Público de 15 de Outubro de 2009

O "Geocentrismo" na Igreja...

[ titulo original do autor: Esses Cristãos Subversivos ]
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A diferença sempre foi vista com curiosidade ou estranheza. A cor da sua pele, por exemplo, pode torná-lo num estranho em alguns cenários. Também o seu poder aquisitivo ou a sua educação têm a capacidade de fazer com que se destaque em determinados ambientes. Até mesmo o seu estilo de adoração, a linha teológica que você adopta ou sua preferência por algum partido político podem colocá-lo à margem – ou para além dela – em certos casos. A verdade é que ser, pensar, olhar ou agir de modo diferente da maioria pode empurrar determinado indivíduo para fora dos círculos sociais e religiosos. Facto é que, nas nossas igrejas, há sempre uma pessoa, ou um grupo, que na maioria das vezes se sente diferente da maioria – e gente assim quase sempre é marginalizada. Dan Taylor, em The Myth of Certainty [O mito da certeza], chama a estas pessoas “cristãos reflexivos”. Os menos solidários classificam-nas como questionadores da fé; e, muitas vezes, as suas atitudes de inconformismo fazem com que se tornem desrespeitados nas suas comunidades. [...]
LER AQUI texto integral no Blogue de Hermes Fernandes

Saramago Instado a Renunciar à Cidadania Portuguesa

O eurodeputado social-democrata Mário David exortou hoje o escritor José Saramago a renunciar à cidadania portuguesa por se sentir “envergonhado” com as recentes declarações do Nobel da Literatura sobre a Bíblia.
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No sítio pessoal na Internet, o vice-presidente do Partido Popular Europeu (PPE), eleito pelo PSD, escreveu: “Há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize... E depressa! Tenho vergonha de o ter como compatriota! Ou julga que, a coberto da liberdade de expressão, se lhe aceitam todas as imbecilidades e impropérios?”, questiona o eurodeputado. No sábado, José Saramago lançou o novo livro, “Caim”, e considerou a Bíblia “um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”.Na sequência destas afirmações, reagiram vários representantes da Igreja Católica e da comunidade judaica em Portugal, criticando Saramago e acusando-o de estar a fazer um golpe publicitário para promover o livro.“Se a outorga do Prémio Nobel o deslumbrou, não lhe confere a autoridade para vilipendiar povos e confissões religiosas, valores que certamente desconhece mas que definem as pessoas de bom carácter”, escreve ainda Mário David na Internet. Contactado pela agência Lusa, o eurodeputado disse que as afirmações “são pessoais e não representam o partido” porque foi eleito. “Não estou interessado em entrar em polémica”, afiançou, acrescentando que também não quer “contribuir para dar publicidade ao livro”. Questionado se já leu “Caim”, ironizou: “Não li, nem vou ler. Ou é obrigatório?”. “Esta posição é pessoal e vincula-me só a mim. Nem sequer sou católico praticante, mas tenho o direito à indignação”, justificou, acrescentando que se sentiu “violentado” pelas declarações do Nobel da Literatura sobre a Bíblia, que, na sua opinião, são “atentatórias da consciência e sentimentos dos outros”.
in jornal Público de 20 de Outubro de 2009

O Papel da Igreja

O papel profético da igreja não se limita a denunciar os erros de nossa sociedade, mas também de apontar um caminho, anunciar um novo tempo. Após haver derrotado os profetas de Baal, o profeta Elias dirigiu-se ao rei Acabe, e anunciou:“Sobe, come e bebe, pois há ruído de abundante chuva” (1 Reis 18:41). Israel vivia uma das piores secas da sua história. Desde que Elias havia profetizado, fazia três anos que não chovia. Com a mesma autoridade com que fechou as comportas do céu, Elias profetizou a sua reabertura. Acabe era a maior autoridade civil em Israel. Porém, a autoridade de Deus estava sobre os ombros do excêntrico profeta. Ao afirmar que ouvia ruído de abundante chuva, Elias não estava sendo sensacionalista (como alguns pregadores da atualidade). Deus lhe permitira vislumbrar o que estava pouco à frente. O futuro se descortinava ante seus olhos. Porém, não bastava fazer prognósticos. O futuro precisa ser engendrado, gerado através da oração. Enquanto Acabe saiu a comer e a beber, “Elias subiu ao cume do Carmelo e, inclinando-se por terra, meteu o rosto entre os joelhos” (v.42). O profeta entrara em “trabalho de parto”. A palavra proferida era o sêmen, que fecundou a alma de Elias. Da mesma forma, a igreja de Cristo deve engravidar-se do futuro. Paulo diz que o Espírito produz em nós gemidos característicos de uma gestante prestes a dar a luz. A oração, sem dúvida, é parte de nosso trabalho na construção do Reino de Deus. Eu disse “parte”, não o trabalho completo. Temos que orar, denunciar o erro, anunciar o caminho a seguir e trabalhar pela execução dos propósitos divinos. O texto prossegue: “Disse ao seu moço: Sobre, e olha para a banda do mar. E ele subiu, olhou e disse: Não há nada. Então disse Elias: Volta lá sete vezes. À sétima vez, disse: Levanta-se do mar uma nuvem, do tamanho da mão de um homem. Então disse Elias: Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te apanhe” (vv.43-44). Embora estive compenetrado, Elias não perdeu a visão da realidade. Ele orava, e buscava por sinais que indicassem que ele havia sido respondido. Era como a mulher grávida em trabalho de parto, que com o rompimento da bolsa, espera pelo coroamento da criança. O problema da igreja é que ela ora, mas não acredita que será atendida. Ela prefere buscar sinais que indiquem o contrário daquilo pelo que ela ora. Em vez de buscar sinais que evidenciem a chegada do Reino, ela busca por sinais que indiquem que é o diabo que está no comando do mundo. O assistente do profeta teve que conferir sete vezes, até que encontrou uma minúscula nuvem. Aquele era o sinal que Elias esperava. Era o coroamento da criança. Chegara a hora do parto. “Levanta-se do mar uma nuvem...”. Na simbologia bíblica, “mar” representa os povos, as nações. Repare: a oração subia ao céu, mas a nuvem se levantou do mar. O moço de Elias tinha que olhar na direção do horizonte, e não para o céu. Assim deve proceder uma igreja voltada para o futuro. “Porque, como a terra produz os seus renovos, e como o jardim faz brotar o que nele se semeia, assim fará o Senhor Deus fará brotar a retidão e o louvor perante todas as nações” (Is. 61:11). E mais: “As nações caminharão à tua luz, e os reis ao resplendor que te nasceu. Levanta em redor os teus olhos, e vê (...) a abundância do mar se tornará a ti, e as riquezas das nações a ti verão” (Is. 60:3-4a,5b). A igreja cristã deixou de “olhar ao redor”. Perdemos o contacto com a realidade. E por isso, não percebemos que as coisas já começam a mudar. Ainda que esta mudança pareça tímida, ínfima como uma nuvem do tamanho da mão de um homem. Nós gostaríamos que fosse uma nuvem do tamanho da mão de Deus. Preferiríamos o espetáculo de uma mudança drástica e imediata. Mas Deus escolheu o processo, a mudança gradual. Outra coisa que não pode passar despercebida: Elias se preocupou com o bem-estar de Acabe. Por isso, pediu que seu moço saísse ao seu encontro, avisando que deveria apressar-se em aparelhar seu carro, pra que não ficasse atolado na lama provocada pela chuva. Não podemos ser daqueles que acham que quanto pior, melhor. Nossa responsabilidade profética abarca toda a realidade, e não apenas o que consideramos ser espiritual. “Em pouco tempo os céus se enegreceram de nuvens e vento, e caiu uma grande chuva. Acabe subiu ao carro e foi para Jezreel. O poder do Senhor veio sobre Elias e, cingindo ele os lombos, correu adiante de Acabe, até a entrada de Jezreel” (vv.45-46). Uau! Elias, revestido do poder de Deus, conseguiu correr mais rápido que o carro aparelhado de Acabe! Quando Acabe chegou em Jezreel, Elias já estava lá. Parecia mágica! Mas era o poder de Deus. Todos queremos ser cheios deste poder. Porém, uma das razões pelas quais Deus nos disponibiliza Seu poder é possibilitar que avancemos e ultrapassemos a marcha do mundo. Quando a ciência chegar, já estaremos lá. Quando os políticos encontrarem uma saída para a crise financeira mundial, perceberão que a igreja já há muito havia proposto a mesma saída. Em vez de nos conformar aos moldes do mundo, estaremos conformando o mundo aos moldes do Reino. A velocidade com que o mundo avança é extraordinária. Mas nós avançamos pelo poder de Deus. O mundo tem seus carros aparelhados, e assim como Elias, devemos incentivar seu avanço. Porém, nosso dever é chegar primeiro. Somos o povo do futuro! Aqueles que vivem à frente do seu tempo. Devemos responder não apenas aos anseios da pós-modernidade, mas também prever quais as questões com que teremos que lidar na próxima era. Somos o povo que traz respostas para os séculos vindouros (Ef.2:7).
Hermes Fernandes

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Dezenas de Novos Planetas Descobertos

A descoberta de 32 novos planetas extra-solares foi hoje anunciada por uma equipa internacional de investigadores, da qual faz parte o português Nuno Cardoso Santos do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP).
O anúncio foi feito no âmbito de um colóquio/apresentação na qual participaram vários jornalistas internacionais por vídeo-conferência - realizado no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garret, no Porto - que começou hoje e termina quinta-feira. Nuno Cardoso Santos, que é também professor afiliado da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, disse que se trata "da descoberta de 32 novos planetas extra-solares a orbitar outras estrelas" e que com esta inovação ultrapassou-se "a barreira dos 400 planetas" identificados. Esta descoberta aconteceu no âmbito do projecto HARPS, um "instrumento único com um espectrógrafo de alta precisão construído para procurar planetas semelhantes à Terra", que está instalado num telescópio da ESO - Observatório Europeu do Sul - em La Silla, Chile. O investigador português explicou, em linguagem simples, a técnica utilizada pelo HARPS nesta procura, salientando que "não é só o planeta que orbita a estrela mas a estrela também orbita o planeta" e que por isso a estrela "vai oscilar no céu, umas vezes afastando-se de nós, outras aproxima-se". "A velocidade da estrela vai variar periodicamente se ela tiver um planeta à sua volta", concluiu Nuno Cardoso Santos que aclarou que é através da medição dessa mesma velocidade que se pode detectar novos planetas. "Estamos a dar passos muito importantes na participação num consórcio que vai construir um novo instrumento - Espresso - o que significa um salto qualitativo e vai permitir descobrir outros planetas habitáveis, parecidos com a terra, a orbitar estrelas parecidas com o nosso sol", sustentou o investigador português, doutorado em Astronomia e Astrofísica, que avançou com 2014 como a data em que este novo projecto estará pronto. Stéphane Udry, do Observatório de Genebra, disse hoje estar convencido que "que há vida noutros planetas" e que uma boa aproximação à confirmação desta teoria seria "encontrar vestígios de vida na atmosfera dos planetas detectados". Para isso - acrescentou - são necessários "enormes telescópios, provavelmente no espaço", sendo este um processo que "demorará pelo menos 20 anos, para ter o projecto aceite, conseguir o dinheiro, construir e mandar os telescópios para o espaço".
In jornal Diário de Notícias de 19 de Outubro de 2009

Incomparável Jesus

Jesus foi o homem mais gentil que já se conheceu. Era capaz de silenciar os detractores sem precisar erguer a voz. Nunca intimidou ninguém, nunca chamou atenção para ele mesmo, nem fingiu gostar do que lhe fazia mal à alma. Era autêntico até ao âmago do ser. E no âmago do ser existia um imenso amor. E como Ele amou. A humanidade só descobriu o que era verdadeiramente o amor por intermédio dEle. Mesmo os que o odiavam. Mas Ele não discriminava ninguém, pois esperava que, de algum modo, pudesse fazer os seus inimigos descobrirem que o amor é a essência, a realização máxima do ser humano. Ninguém foi tão honesto quanto ele. Mesmo quando as suas acções ou palavras expunham os aspectos mais sombrios das pessoas, estas não se sentiam envergonhadas. Ele dava-lhes total segurança, pois as suas palavras não indicavam o menor sinal de julgamento, eram simplesmente uma chamada de atenção para a superação e o crescimento. Qualquer um podia confiar-lhe os seus mais íntimos segredos. Se algum de vós tivesse que escolher uma pessoa em quem amparar-se no seu pior momento, iria gostar que fosse Ele. Jesus não desperdiçava tempo zombando dos outros, nem de suas preferências religiosas. Se tinha algo a dizer, Ele dizia e seguia o seu caminho, deixando em si a certeza de ter sido intensamente amado.
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( Wayne & Coleman em Por que você não quer mais ir à igreja? p. 14-15 )
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