sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Que a Arte seja Arte

[Titulo original : A Igreja e a Arte: pontos de contacto]
...Devemos permitir que a arte seja arte. Às vezes, cristãos cometem o erro de achar que para a arte ter algum valor, precisa compartilhar o evangelho ou falar explicitamente de Jesus. Tal abordagem normalmente produz arte ruim e evangelismo ruim. A Arte tem seu valor porque tem a capacidade de ser bela e cheia de verdade. Não podemos achar que a arte vai comunicar da mesma forma que um discurso.[...]
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Ler artigo AQUI no blogue Solomon

Humor de 6ª - Confusões Informáticas

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Os Recantos Nunca Vistos do Planeta Mercúrio

( Foto jornal El Mundo )
A sonda Mensenger, da NASA, completou a sua terceira e ultima aproximação a Mercúrio, tendo proporcionado aos investigadores uma visão quase completa do planeta bem como acrescentado novos dados científicos. A sonda passou, no dia 29 de Setembro, a apenas 228 quilómetros de Mercúrio, e apesar de um apagão dos instrumentos provocado por um eclipse solar, conseguiu fotografar cerca de 6% de solo do planeta que nunca haviam sido anteriormente visionados. [...]
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Continuar a LER AQUI, em castellano, no jornal El Mundo

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

140 Anos da Revista NATURE

Há precisamente 140 anos, nasceu a revista científica britânica “Nature”, uma das mais conceituadas na área.
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Sendo uma das mais antigas revistas científicas do mundo, as descobertas publicadas nas suas edições foram inúmeras, passando pelos raios-X, o buraco da camada de ozono, a estrutura do ADN, a clonagem de Dolly, entre outras. Actualmente e seguindo a tendência do século XXI, a “Nature” apresenta um site na internet, onde até é possível consultar a primeira edição da revista. Para tal basta aceder ao seguinte endereço: http://www.nature.com/nature/first/.Esta revista semanal é uma das únicas que ainda publica artigos originais de invetigação em várias áreas científicas. Assim, na “Nature” estão presentes conteúdos sobre astronomia, física, química, biologia, entre outros.A “Nature” deve o seu nome a uma frase do poeta inglês, William Wordsworth: “To the solid ground of nature trusts the Mind that builds for aye” (“Para o chão firme da natureza confia na mente que constrói indefinidamente”).Joseph Norman Lockyer, um cientista e astrónomo inglês, foi o criador da revista. No início, a revista pertenceu e foi publicada por Alexander Macmillan, co-fundador da Macmillan Publishers. Até hoje, a revista encontra-se na posse da Macmillan Publishers.
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In Jornal Público de 04 de Novembro de 2009

Fotos Reveladoras - 9

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"Revolucionário por Acidente"

Na busca por paz espiritual, Lutero não fazia idéia do tumulto que iria trazer para o seu mundo.
...Um conselheiro de turistas do século 16 afirmava que as pessoas que voltassem das suas viagens sem ver Martinho Lutero e o papa “não tinham visto nada”. Mais tarde, este homem tornou-se bispo da Igreja Católica Romana e um dos oponentes de Lutero. Outra pessoa leu os trabalhos de Lutero e declarou: “A igreja nunca viu maior herege!” . Mas depois de alguma reflexão, declarou: “Apenas ele está certo!” . Este homem tornou-se um reformador e Lutero regularmente se confessava com ele. [...]
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Ler artigo AQUI na revista Cristianismo Hoje

Novas Galáxias a 6700 Milhões de Anos-Luz da Terra

( Foto jornal Público )

Um grupo de astrónomos descobriu um “gigantesco grupo de galáxias", situado a 6700 milhões de anos-luz da Terra. Num comunicado, o Observatório do Sul Europeu (ESO, na sigla inglesa) explica como foi descoberto e observado aquele que é descrito como uma parte do “esqueleto do Universo”.
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In jornal Público de 04 de Novembro de 2009
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Como é óbvio, torna-se quase imensurável para a mente humana, ( embora as contas até sejam fáceis de fazer ) imaginar o que significam 6.700 milhões anos-luz de distância até às novas Galáxias agora descobertas. Mas aquilo que nos deixa admirados, como a Immanuel Kant, é realmente o percebermos como, todos os dias, o homem consegue chegar mais longe na sua observação do Universo e, a cada dia que toca mais profundamente nos confins desse Universo, ficamos a sentir que a criação de Deus é realmente algo de uma grandeza e beleza de dificil alcance para as nossas limitações humanas e só pode ser percebida, em toda a sua dimensão, pela alma que em nós nos liga ao Eterno Criador.
A cada dia que passa, "o céu estrelado por cima de mim", deixa-me mais admirado ainda com o Poder e a Magnitude de Deus face à minha minha pequenez. Então, lembro-me do Salmo 8 :
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1 [Salmo de Davi para o músico-mor, sobre Gitite] O SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus! 2 Tu ordenaste força da boca das crianças e dos que mamam, por causa dos teus inimigos, para fazer calar ao inimigo e ao vingador. 3 Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; 4 Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites? 5 Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. 6 Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés: 7 Todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo, 8 As aves dos céus, e os peixes do mar, e tudo o que passa pelas veredas dos mares. 9 Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome sobre toda a terra!
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Jacinto Lourenço

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Fotos Reveladoras - 8

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31 Outubro de 2009: Morreu Claude Lévi-Strauss

Morreu Claude Lévi-Strauss. O antropólogo francês tinha 100 anos. O óbito aconteceu no sábado, mas só foi anunciado esta terça-feira pela editora Plon. Lévi-Strauss é considerado «pai» da corrente estruturalista das ciências sociais e um dos mais influentes intelectuais do século XX. O trabalho do antropólogo influenciou diversas áreas do conhecimento. Desde a filosofia à literatura, passando pela sociologia.
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In Portugal Diário, 03 de Novembro de 2009

" Deus Ama-me, Logo Existo"

[ Titulo original do autor : A Busca de Decartes ]
Dedicar-me apenas à busca da verdade" (Discurso do Método, parte 4). Esta é a tarefa mais sublime do universo. Que há de maior, mais be-lo e necessário que a busca da verdade? O caminho do grande Descartes é duro, mas claro: "Rejeitar como totalmente falso tudo aquilo em que pudesse imaginar a menor dúvida (...). Porque os nossos sentidos nos enganam às vezes, quis supor que não existia nada que fosse tal como eles nos fazem imaginar. E, por haver homens que se desviam ao raciocinar, mesmo nas mais simples noções de geometria, e cometem paralogismos, rejeitei como falsas todas as razões que tomara antes por demonstrações. E, enfim, considerando que quaisquer pensamentos que nos ocorrem quando estamos acordados nos podem também ocorrer enquanto dormimos, sem que nesse caso exista algum que seja verdadeiro, decidi fazer de conta que todas as coisas que até então haviam entrado no meu espírito não eram mais verdadeiras do que as ilusões de meus sonhos" (ibidem). Esta é a célebre dúvida metódica. A conclusão ficou famosa: "Mas logo depois percebi que, enquanto queria assim pensar que tudo era falso, era necessário que eu, que assim pensava, fosse alguma coisa. E, ao notar que esta verdade: penso, logo existo, era tão sólida e tão segura que as mais extravagantes suposições dos cépticos não seriam capazes de lhe causar abalo, julguei poder tomá-la, sem escrúpulo, como primeiro princípio da filosofia que procurava" (ib.). A busca é boa mas não o resultado. Se Descartes recusou todos os pensamentos, porque aceitou este último? Se duvida de todas as coisas, também duvidaria de si, do raciocínio e até das palavras em que o exprimia. O esforço de negar de tudo ou é impossível ou conduz ao vazio. Embora o método do discurso seja deficiente, o fim é meritório. Só começo a viver depois de encontrar o sentido da vida, a verdade primordial, "a afirmação tão sólida e tão segura que a tome sem escrúpulo como primeiro princípio". Em que verdade baseio a minha vida? Qual o princípio do que sou? Esta é a única busca que vale a pena. Uma resposta pareceu-me tão evidente como ao filósofo: "Deus ama-me, logo existo." Esta é muito mais realista que a meditação do francês. Afinal, desde que me conheço me sei dependente. Dependi dos pais para nascer e dos próximos para crescer. Dependo do sol para a comida e energia e da sociedade para mas trazerem. Quando mais avanço, mais claro é que dependo a cada instante de um Amor maior que eu. A única coisa de que não dependo é do que eu penso. Pensar que só existo porque penso é arrogância ingénua. O inverso é verdade: existo, logo penso. E só existo porque Alguém me amou e me ama. Esta é a única verdade que me torna livre. Se a minha existência depende do meu pensamento, fico preso no labirinto da subjectividade. Como o mundo perdido de hoje. Se a minha vida brota do Amor sublime e omnipotente, "tudo concorre para o bem dos que amam a Deus" (Rm 8, 28). Alguns dizem que este axioma é rejeitado pela existência do mal. Como pode Deus amar--me se há tanta dor e injustiça na minha vida? Quem pergunta isso não entende a lógica de um axioma. Um facto real não nega um postulado, porque tal facto só ganha sentido a partir dele. Também Descartes não duvidou do seu princípio só porque nem sempre conseguia pensar. A pergunta que faz sentido é: dado que Deus me ama, o que significa este sofrimento? É o amor de Deus que dá sentido a tudo. Até ao mal. Como explicou S. Agostinho, "o Deus sumamente bom, de nenhum modo permitiria existir algum mal nas suas obras, se não fosse tão omnipotente e bom para até do mal tirar o bem" (Enchiridion xi). Só esta verdade me torna livre até do mal, dor e pecado. Se a minha existência depende do Amor supremo, vivo mergulhado na mais pura misericórdia. Ninguém compreende melhor o sofrimento da minha dor e a fraqueza do meu mal que o Amor que me trouxe à vida. Assim, a minha existência ganha sentido e até a cruz se torna salvadora. A minha história é: Deus existe, eu sou pecador, mas Cristo ressuscitou.
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João Cesar das Neves
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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Fotos Reveladoras - 7

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Sobre os Sacrifícios

"Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça." Rom. 4:3
Muita gente imagina que Abraão creu tanto, tinha tanta confiança em Deus, que sabia que, no final da história, não precisaria entregar o filho que amava em sacrifício. Não é isso o que podemos ver na narrativa de Gênesis. O cara engoliu seco, imagino eu, que matou o filho vezes sem conta nos três dias em que se dirigiu a Moriá. A cada passo, o filme devia correr pela sua mente... e o sangue a gelar nas veias. Deu tempo para se assustar, apavorar, ser tentado a dar meia volta, discutir, argumentar com Deus, ...fazer cambalachos do tipo que fazemos quando Deus nos pede algo que nos é precioso: deixa por menos, Senhor! Eu faço outra coisa, duas, mil coisas...Mas abraão foi. Até ao fim. De um "Eis-me aqui Senhor!", quando recebeu a ordem, a um "Eis-me aqui, Senhor!" quando tinha o filho já imobilizado (não uma criança, mas um adolescente feito) sobre o altar. Como fazemos as vezes todas em que a direção de Deus não caminha no sentido das nossas conveniências, tenho sempre a tendência de me lembrar de Abraão depois da tragédia toda, quando Deus troca o filho querido por um animal para o holocausto.Mas a história não foi assim... Acho que o segredo todo, não está no facto de Deus nos livrar na hora "h", mas no conhecimento que se pode ter do Seu amor que, de um jeito ou de outro, há-de nos amparar no cumprimento da Sua vontade.Tenho repetido isso à minha alma nesses últimos dias todos!
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"Viver sem Fronteiras"

[Titulo original do autor : Coração que Abraça o Mundo ]
O mundo não é o que deveria ser. O mundo está dividido em sub mundos. São muitos os submundos que convivem dentro do mundo e cada submundo se considera a totalidade do mundo. Por exemplo, o primeiro mundo e o terceiro mundo. O mundo da pobreza e o mundo da riqueza. O mundo de hoje, de ontem e de amanhã. O mundo dos jovens e o mundo dos velhos. E o mundo das crianças. Mas o grande abismo entre os submundos é resultado do abismo que existe no coração de cada pessoa e que separa “o mundo do eu” e “o mundo do outro”. Para que experimentemos a unidade de um mundo sem fronteiras étnicas, sócio-econômicas, político-ideológias e religiosas é necessário que cada pessoa rompa as fronteiras de seu próprio mundo e se abra para outro mundo, especialmente o mundo do outro. Foi exatamente isso o que Jesus fez. Deixou seu “mundo divino”, o céu, e veio ao mundo dos homens, a terra. Seu movimento certamente foi inspirado no coração de seu Pai, que “tanto amou o mundo”. Deus tem um coração que abraça o mundo. Seu Filho tem um coração que se dá pelo mundo. O Espírito de Deus derrama esse mesmo amor em nossos corações. Para que sejamos um com Deus, assim como Pai, Filho e Espírito são um, precisamos abrir nossos corações para que sejamos um entre nós. O abraço de Deus é o abraço de um coração que abraça o mundo. E nesse abraço de Deus não estamos sós, pois Deus é Pai nosso, aquele que dá um mesmo nome a toda a família nos céus e na terra. Estamos num tempo em que de fato é imperativo “viver sem fronteiras”. Palavras como multiculturalismo, pluralidade e diversidade exigem outras, como diálogo, convergência e tolerância, e impelem cada um de nós ao caminho da comunhão, compaixão e solidariedade. A diaconia dilata o coração. No abraço de Deus e de seu Cristo, servo sofredor, que acolhem o mundo, somos convidados a abraçar o Borel, Jerusalém e Bagdá; a convidar à nossa mesa o órfão, a viúva e o estrangeiro; a abrir conversações com ateus, agnósticos e piedosos de todos os credos; conviver com todas as gentes, independentemente de raça e cor, gênero e orientação sexual, ideologia e religião; a juntar forças para o bem comum e a colaborar com as iniciativas das pessoas de boa vontade e suas causas justas. Passou o tempo do sectarismo fanático e dos preconceitos que resultam em juízos condenatórios. Não existe mais espaço para o dogmatismo prepotente. Quem se acredita dono exclusivo da verdade e vive para impor sobre todos sua moral particular acabará falando sozinho, tão útil como uma vela debaixo da cama, irrelevante como sal sem sabor, que para nada presta senão para ser pisado pelos homens. É urgente a proclamação do Evangelho de Jesus Cristo – por palavras e obras. É imperativo que coloquemos abaixo os muros e superemos as barreiras que nos separam. É imprescindível abrirmos nossos corações para o amor de Deus que não apenas nos abraça, mas abraça o mundo. Assim, todos juntos, sentados na mesma relva, ouviremos as palavras de vida eterna pronunciadas por Jesus e, enquanto compartilhamos o pão da terra, desfrutaremos do pão do céu, que ele, Jesus, multiplicará e distribuirá na ciranda da nossa comunhão.
Ed René Kivitz
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Leitura Pós-Moderna do Texto Bíblico

Uma das principais características do pós-modernismo é a relativização da verdade. De acordo com os profetas da pós-modernidade, não existe uma verdade absoluta, tudo é relativo. É por isso que é muito comum ouvirmos por aí alguns mantras como: "isto é verdade para você, mas não é verdade para mim", "a verdade é apenas uma questão de perspectiva", e assim por diante.[...]
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Daniel Grubba
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

"Jorge de Sena Escrevia e Ficava Tudo Explicado"

Jorge de Sena foi um escritor "enorme, nas melhores coisas que fez" e uma das "figuras mais controversas e mais complexas" da Literatura portuguesa, na opinião do escritor Casimiro de Brito, presidente da assembleia geral do PEN Clube português. "O melhor de Jorge de Sena é do melhor que se escreveu em Portugal", sintetizou, em declarações à agência Lusa. No poeta de "Peregrinatio ad loca infecta", segundo Casimiro de Brito, "a mágoa" é uma presença recorrente e com "duas vertentes - literária e política". Na literária, observou, Sena "tem razão e não tem" e parte do esquecimento a que os contemporâneos votaram a sua obra poderá explicar-se pelo facto de o próprio escritor se desdobrar em explicações e análises nos livros, prefácios e críticas que escrevia. "Ele escrevia e ficava tudo explicado", resumiu.[...]
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Nota Ab-Integro: Jorge de Sena, se fosse vivo, faria hoje 90 anos
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In jornal "I" de 09 de Setembro de 2009