terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ich bin ein Berliner

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......................................... ICH BIN EIN BERLINER
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O muro teve sempre uma brecha
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tinha um buraco
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à espera de um coração, só os olhos
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do sonho passavam, só as palavras
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murmuradas, feridas
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passavam para lá do betão
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armado pelos bárbaros
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cairia
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pela mão de um Davi
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O muro sempre teve um buraco
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à espera de um nome
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John F.Kennedy.
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9/11/2009 .
João Tomaz Parreira

A Verdade

"Cristo quer que a verdade seja preferida a ele próprio, porque antes de ser Cristo ele é a verdade. Se alguém se distancia dele para ir à verdade, não dará muitos passos sem cair nos seus braços."
Simone Weil
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Berlim 1961-1989

Fotos Reveladoras - 12

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Celebrar o Legado Científico de Carl Sagan

( Foto jornal Diário de Notícias )
Carl Sagan soube usar a televisão para chegar a milhões e tentar explicar os mistérios do universo e da ciência a leigos. No dia em que o astrónomo comemoraria 75 anos é editada uma canção que recupera a sua voz e excertos da famosa série 'Cosmos'. O respectivo vídeo está disponível 'online' no YouTube e já é um pequeno sucesso.
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"Se quer fazer uma tarde de maçã a partir do zero, tem de primeiro inventar o universo." Se a frase lhe parecer familiar é porque provavelmente foi um dos muitos espectadores atentos da série Cosmos, em que Carl Sagan explicava o universo a leigos. Esta e outras frases do mais famoso astrónomo do século XX são agora versos de uma canção editada hoje para assinalar a data em que Sagan comemoraria 75 anos.[...]
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Continuar a ler artigo AQUI no Diário de Notícias de 09 de Novembro de 2009

A Ironia do Legalismo

Nós devemos tirar o chapéu para os legalistas. São eles os responsáveis por reduzir o Evangelho a um rígido e massacrante código de leis. E isto é um feito e tanto. É como colocar as Cataratas do Iguaçu dentro de uma xícara de café, ou sendo mais fíel a uma expressão bíblica, é por vinho novo em odre velho.O evangelho, ou o pseudo-evangelho, que seus ardilosos pregadores anunciam, é um verdadeiro híbrido, uma mistura bem interessante. Bom, quais são os ingredientes? Uma grande dose de lei mosaica, um punhado de ética-moral estadunidense, raízes fortes do coronelismo nordestino, e não pode falar uma boa dosagem de regras eclesiásticas inventadas por homens. Ah... quase esqueci... uma "pitadinha de nada" da graça para parecer que é Evangelho.Quem toma esta poção envenenada, quem que abraça esta mensagem adulterada, se torna discípulo de Moisés em nome de Jesus. É triste, mas esta é a realidade de muitas comunidades autoritárias.No entanto, este legalismo mortal que embriaga mediante a culpa e o medo, tem seu lado irônico. Foi o teólogo Erasmo de Roterdã (1466-1536) que sacou a ironia deste movimento inimigo da cruz e da graça redentora. Ele diz que os legalistas, estes que se orgulham de sua santidade própria e obediência cega aos códigos da lei, desejam ser mais santos que Jesus. Ora, veja só, como pode isso? É ou não uma ironia? Bom, vou deixar Erasmo explicar melhor: "A maioria desses homens têm tanta confiança em suas cerimônias e pequenas tradições humanas que estão convencidos de que um paraíso é pouco para recompensá-los de uma vida passada na observância dessas coisas. Eles não pensam que Jesus Cristo, desprezando tais práticas vã, lhes perguntará se observam o grande preceito da caridade, sobre o qual está fundada a lei que deu aos homens. Um mostrará a barriga cheia de toda espécie de peixes; outro, a lista dos salmos recitados a tantas centenas por dia; um terceiro fará uma longa enumeração dos jejuns e contará quantas vezes sua barriga esteve a ponto de rebentar por ter feito só uma refeição na jornada; outros dirão que ficaram roucos de tanto cantar. Mas Jesus Cristo, interrompendo enfim essa série inesgotável de presunções, dirá: "Que nova espécie de judeus é essa? Dei somente uma lei aos homens, é a única que reconheço, e a única pela qual essa gente não me fala. Não foi a hábitos, orações, abstinências, dietas contínuas que prometi outra o reino do meu Pai, mas ao exercício de todos os deveres da caridade ... Não reconheço essa gente que se gaba de suas boas obras e quer parecer mais santa que eu. Que vão procurar um paraíso diferente do meu... Quando ouvirem esta sentença e virem que são preteridos por marujos e carroceiros, com que cara imaginais que se olharão uns aos outros?"
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Daniel Grubba
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09 de Novembro de 1989

Emocionamo-nos igualmente quando sabemos ter tido a igreja evangélica, em algumas cidades da antiga RDA, um papel fundamental no despoletar de um movimento cívico que acabaria com a reabertura, forçada numa noite, pacificamente pelo povo, das fronteiras para o Ocidente e não só na Alemanha. Já lá vão 20 anos; mas claro, disso, desse papel corajoso de pastores e responsáveis de algumas igrejas evangélicas na antiga Alemanha de Leste, provavelmente não se vai falar muito.

13 de Agosto de 1961. Eu tinha sete anos de idade. A consciência do que esperava a Europa, a partir dessa manhã cedo, era para mim completamente inexistente. Nessa altura eu só pensava em brincar e aprender as primeiras letras na escola primária.
Só mais tarde me habituaria a ouvir os adultos falar da "cortina de ferro", "muro da vergonha" e, pela forma como falavam, dei comigo a associar a expressão a alguma coisa má. Mas não mais do que isso.
Os anos passaram e, pouco a pouco, começou a sobrar-me na adolescência a consciência que faltara em criança sobre a realidade da Europa e particularmente de uma europa "rasgada", contranatura, em dois blocos distintos e bem marcados. De um lado os "bons", do outro lado os "maus". Foi sempre assim que nos abriram a história para que a aprendêssemos. Confesso que, derrubada a fronteira do tempo, me resta ainda hoje uma dúvida, mais dialéctica do que conceptual: saber quem são os "bons" e os "maus".
Vivia-se, nesse tempo, na pequena vila de Lavre, ao ritmo do pulsar dos sentimentos e das conversas em surdina dos trabalhadores rurais alentejanos, oprimidos, sovados, torturados pela polícia política, a P.I.D.E. em conluio com a G.N.R., e explorados pelo regime político vigente então, a ditadura do estado novo de Salazar de que os grandes latifundiários do alentejo eram cúmplices e beneficiários directos.
Não foi preciso muito para que percebesse o que se passava na Alemanha, saída, nove anos antes de eu nascer, da segunda guerra mundial.
Nessa manhã, em 1961, os soviéticos despertaram os Berlinenses com o ruído de uma barreira de homens e arame farpado, construida à pressa, e que apanhou, literalmente, toda a gente de surpresa. Mais do que rasgar uma cidade, dividiu pessoas, famílias, casais, namorados, noivos, pais, filhos, avós, netos. Ao dividir feriu de morte o futuro de um país que se encerraria por detrás de um muro durante 28 anos, até ser deitado abaixo, não sem que antes tivesse sido a causa de centenas de mortes de pessoas que arriscaram tentar a fuga para Ocidente e que cairam às balas dos guardas orientais do muro.
Vimos as imagens desse dia e comovemo-nos. A liberdade é realmente um valor universal e incontornável.
Emocionamo-nos igualmente quando sabemos ter tido a igreja evangélica, em algumas cidades da antiga RDA, um papel fundamental no despoletar de um movimento cívico que acabaria com a reabertura, forçada numa noite, pacificamente pelo povo, das fronteiras para o Ocidente e não só na Alemanha. Já lá vão 20 anos; mas claro, disso, desse papel corajoso de pastores e responsáveis de algumas igrejas evangélicas na antiga Alemanha de Leste, provavelmente não se vai falar muito.
Hoje, quando se celebram vinte anos do derrube ( prefiro o vocábulo "derrube" ao vocábulo "queda" para que não paire a ideia de que caiu por si só...) do muro de Berlim, faz mais sentido para mim a palavra de Deus: "se Cristo vos libertar, sereis verdadeiramente livres".
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Jacinto Lourenço

sábado, 7 de novembro de 2009

Fotos Reveladoras - 11

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Amar o Próximo

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Previsão de Cura do Cancro na Próxima Década

O geneticista James Watson, distinguido com o prémio Nobel da Medicina de 1962 por ter desvendado a estrutura molecular do ADN, a substância essencial da vida, prevê para próxima década a descoberta da cura do cancro.
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Em declarações à agência Lusa em Lisboa, onde hoje à tarde proferiu uma conferência organizada pela Fundação Champalimaud, de que é presidente do conselho científico, James Watson, 81 anos, classificou o cancro como o "santo Graal" da ciência humana."A guerra ao cancro foi declarada nos Estados Unidos há cerca de 40 anos", afirmou. "Será uma guerra de 100 anos, de 70 anos? Eu acho que será de 50 anos", acrescentou O cientista declarou-se "muito optimista" porque já "foi longo o caminho trilhado" e que a partir de agora "é preciso passar da compreensão à cura do cancro". "Penso que agora conhecemos bastante bem o inimigo", sublinhou.Interrogado sobre o papel da genética na luta contra o cancro, o cientista disse que ela por si só não cura, mas conduz à bioquímica e "para curar o cancro é preciso pensar em bioquímia". "A genética diz-nos o que está errado", cabendo à bioquímica desenvolver medicamentos cada vez mais eficazes contra a doença, afirmou. "Muitas pessoas não têm esperança e há razões para lhes dar esperança", garantiu. Um dos motivos do seu optimismo é que o preço dos tratamentos genéticos está a baixar progressivamente, pelo que o seu custo deixou de ser um obstáculo, como era no passado. "A chave não é o dinheiro, mas a determinação", sublinhou. "O cancro é um inimigo astuto e sofisticado, que exige repostas sofisticadas". [...]
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Ler texto integral AQUI no Diário de Notícias de 06 de Novembro de 2009

Não Preciso Ver para Crer

Muitos tem buscado achar em meio as diversas igrejas da atualidade, um lugar onde possam enxergar alguma manifestação concreta e visível de Deus. Essas manifestações serviriam para "comprovar" que ali Deus está agindo.
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A exemplo de Tomé, muitos só crêem se puderem ver algo concreto: "se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei." (Jo 20.25) Os locais em que se apresentam algum tipo de "manifestação de Deus", vivem cheios de pessoas que querem ver para crer. Os líderes percebendo esta realidade, se especializaram em criar "manifestações" que atribuem a Deus, para usar como propaganda para atrair pessoas. Jesus repeendeu a Tomé por causa de sua necessidade de ver sinais: "Porque me viste, creste?" (Jo 20.29) Quanto as manifestações visíveis de Deus, elas existem, creio nelas, mas duvido da maioria das que se tem apresentado atualmente, por uma simples razão: A manifestação se tornou mais importante do que o próprio Deus. Deus foi tirado do centro e se colocou no lugar várias "manifestações"; Deus sendo [usado] para provocar admiração nas pessoas, e depois disso a fé. Não creio que essa seja a vontade de Deus. Eu não preciso de sinais para crer em Deus e nem ver manifestações poderosas, para saber que Ele existe e está presente. Não preciso de shows de poder e nem de líderes "poderosos", que, como dizem, tem a chave para liberar o "poder de Deus". Jesus completa sua repreensão a Tomé: "Bem-aventurados os que não viram e creram." (Jo 20.29)
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Fotos Reveladoras - 10

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Humor de 6ª - Assalto a Crédito

. Via Canto do Jo

Que a Arte seja Arte

[Titulo original : A Igreja e a Arte: pontos de contacto]
...Devemos permitir que a arte seja arte. Às vezes, cristãos cometem o erro de achar que para a arte ter algum valor, precisa compartilhar o evangelho ou falar explicitamente de Jesus. Tal abordagem normalmente produz arte ruim e evangelismo ruim. A Arte tem seu valor porque tem a capacidade de ser bela e cheia de verdade. Não podemos achar que a arte vai comunicar da mesma forma que um discurso.[...]
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Ler artigo AQUI no blogue Solomon

Humor de 6ª - Confusões Informáticas

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