Há uma observância das normas da poética no livro bíblico do profeta Isaías. Com efeito, existem provas incontáveis de como a melhor poesia pode prescindir do metro. No estudo de uma poética ocidental, não foi por mera referência editorial que se escreveu sobre a grande poesia que pode dispensar a metrificação, e que tal se estende até ao livro bíblico de Isaías. Uma referência do nosso tempo, o crítico literário Harold Bloom já havia escrito, que, face à realidade social em que se vive, o homem actual é exortado a encontrar “em Platão ou em Isaías a origem da nossa moralidade.” (O Canone Ocidental, pág.39) O estilo deste profeta integra uma unidade que a crítica não pôde desintegrar, embora desde o século XVIII o tentasse fazer. Como é do domínio dos estudiosos, essa crítica colocava em questão a identidade do autor, sugerindo a hipótese de várias identidades autorais do Livro bíblico profético. O prof. Adriano Moreira afirmou, a este propósito, que, contrariamente às hesitações da tal crítica, o Livro de Isaías mantém a continuidade da voz e da mensagem, da voz de Isaías e da sua Profecia, nas Escrituras Sagradas.(Isaías, Três Sinais Editores, Apresentação de AM) É, com certeza, no âmbito do Fundamentalismo evangélico, um estilo literário, assim considerado há muito, com estudos fundamentalistas desde o princípio do século passado. «O estilo de Isaías difere amplamente de qualquer outro profeta do Antigo Testamento»- escreve o prof.George Robinson na colectânea Fundamentos (Edição de R.A.Torrey, Hagnos, pág.93) O filho de Amós estabelece desde o início o paradigma do seu Livro ao declarar que o mesmo será resultado de uma Visão. E di-lo de uma forma linear, comparativamente ao princípio de Ezequiel, que o faz de um modo prosaico e muito histórico-literário, também. O termo hebraico châzôn (sonho, revelação, oráculo), compara-se ao grego orasis, o que equivale à coisa que se torna visível. E a poesia torna as ideias visíveis nas palavras. Gostaria também de usar aqui o termo «poesis», que significa «fazer», referindo-o como uma forma de arte, de criatividade visual. Com efeito, a poesia existente no Livro de Isaías permite-nos que «vejamos» o que o profeta escreve e vaticina, as suas imagens, as suas metáforas. Por exemplo, do entrecho poético: “Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa nova, que apregoa a vitória, que diz a Sião: “Já reina o teu Deus”( Is 52,7). Os “pés do mensageiro” com feridas, sujos da poeira da estrada, são “belos” na poética do profeta. A razão é a qualidade da mensagem, a sua totalidade mensageiro / mensagem, a boa nova que é ela própria um som de paz. Forma e conteúdo da mensagem são a mesma coisa: uma voz pacífica perante a visão dos atalaias que já distinguem o retorno do Senhor a Sião. [...]
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João Tomaz Parreira
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Aqui vereis, senhores, o engano deste mundo. Todas as guerras deste mundo se fazem a fim de conseguir a paz. À guerra se aplica a sabedoria, na guerra se emprega a potência, com a guerra se despendem as riquezas, e com a guerra se pretende a paz; mas é engano.
Definitivamente viver não é fácil. Basta observar as fatalidades que poluem as estradas da história. Milhões morreram sem conseguir aprimorar-se na difícil arte de existir. A vida muitas vezes é áspera, arriscada e sempre perigosa. A toada inclemente do tempo, a tensão de ter que conviver com pessoas impiedosas, o peso de ter que decidir entre o certo e o errado exigem cuidados extremos. Não basta viver -- é preciso viver bem e para isso é necessário concentração, bom siso e uma pitada de humildade.
A arte de viver requer que se rompam os confinamentos. Toda marginalização ou reclusão imposta é nitroglicerina que detona a alma e forma abismos que sorvem a alegria de viver. No ventre da história conturbada e triste do século 21, somente artistas e poetas conseguiram recuperar o verbo coexistir de sua insignificante função. Antigamente coexistir descrevia a tolerância como mero dever. Os civilizados precisavam de resignação para aguentar o próximo. De repente, coexistir passou a significar a beleza de reconhecer a dignidade dos que pensam diferente, transmitindo a ideia de que ninguém será discriminado, diminuído ou marginalizado por causa de sua fé, cor da pele ou ideologia política.
As diferentes cosmovisões possuem valor idêntico. Na boca dos poetas, as expectativas dos profetas por um mundo sem cadeias de absolutismo já começaram a acontecer. Eles intuem que em breve a humanidade não suportará racismos, ódios e desprezos sociais. Um dia, os campos de batalha serão arados e semeados com amor para que nunca mais se confunda o choro de crianças com os hinos marciais.
A arte de viver requer que se ame a poesia. Só ela pode apagar o ódio. Os poetas se unirão a homens e mulheres de boa vontade para soterrar os charcos da maldade com benignidade e beleza. Estes serão chamados filhos de Deus, pois carregam o antídoto capaz de salvar o mundo. Nervos gripados de vingança e olhos enrubescidos de brutalidade se confrontarão com a singeleza da palavra, mas a ternura triunfará -- quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
A arte de viver requer que sempre se opte pela simplicidade, porque a vida verdadeira se esconde na realidade mais frágil. Os que se encantam com as sofisticações não conseguem enxergar a beleza que mora nas coisas efêmeras; só o insubstancial é eterno. É necessário um olhar singelo para perceber a graça que há no comum. Os pobres de espírito entrarão nos átrios sagrados de Deus. Os puros de coração perceberão na bruma silenciosa a voz do Espírito.
A arte de viver requer integridade. Uma vida abundante precisa juntar os fragmentos da alma para viver com uma santidade não restrita à obediência religiosa ou ao cumprimento de mandamentos moralistas. Não basta resignar-se. Santidade é plenitude do ser, do ser-homem, do ser-mulher. Só os verdadeiramente santos eternizam os instantes para, inteiros, saborearem as chances fugazes de felicidade.
A arte de viver requer respeito aos ciclos da vida. As estações se alternam do verão ao inverno, da primavera ao outono, e quem não experimenta cada tempo com suas peculiaridades acaba adoecendo. No tempo de nascer faz-se festa, no de morrer lamento; no tempo de plantar semeia-se esperança, no de colher o que foi plantado lida-se com a derrota; no tempo de matar se aprende a dizer adeus, no de sarar o poder do perdão; no tempo de demolir se despede da onipotência, no de construir adquire-se fé na ressurreição; no tempo de chorar se convive com a fraqueza, no de rir com a força da alegria; no tempo da guerra se percebe o perigo da perversidade, no da paz a felicidade da sabedoria.
A arte de viver requer sensibilidade transcendental. Contentar-se com os horizontes do mundo material e imanente significa abrir mão da vida eterna. Os seres humanos nasceram com sede pelo que está além do céu, além da última galáxia, além do tempo Pulsa no coração humano a litania que repete: “Por que te escondes, Senhor?”. Tudo passa. Todas as emoções perdem o encanto. Todos os prazeres são provisórios, mas a sede pelo divino permanece. Quem beber de um gole d’água da vida, quem receber uma visitação do Espírito e quem ouvir uma só palavra do Cordeiro de Deus, jamais se contentará com o brilho deste mundo.
A difícil arte de viver não aceita procrastinação. Quem deseja experimentar o céu e evitar o inferno deve começar já, antes que se rompa o fio de prata.
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Soli Deo Gloria
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Via Ricardo Gondim
Aos 88 anos de idade, o teólogo britânico John Stott é o que se pode chamar de lenda viva. Escreveu seu nome na história como presidente do comitê que elaborou o Pacto de Lausanne, em 1974. Há mais de três décadas, Stott dedica, todos os anos, três meses para viajar pelo mundo, dando atenção especial às igrejas localizadas em regiões onde o cristianismo é minoria. Em sua casa, em Londres, na Inglaterra, ele recebeu Christianity Today para esta conversa:
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CRISTIANISMO HOJE – O que mudou na Igreja Evangélica ao longo de seu ministério?
JOHN STOTT – Fui ordenado há 64 anos e lembro que, quando comecei, os evangélicos eram uma minoria desprezada e rejeitada. Desde então, vi o movimento evangélico crescer em tamanho, maturidade, e, com certeza, em erudição. Em termos de influência, saímos de um gueto e nos colocamos em posição de predomínio, um lugar muito perigoso.
Qual é o perigo?
O orgulho é o perigo que está sempre presente e que se coloca diante de nós. Em muitos aspectos, é bom sermos desprezados e rejeitados. Penso nas palavras de Jesus: “Ai de vocês, quando todos falarem bem de vocês”.[...]
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Muralha de 1700 a.C. é descoberta em Israel
Uma muralha de 3,7 mil anos de idade é a mais nova sensação arqueológica de Israel. A estrutura, com 240 metros de comprimento e quase oito de altura, está localizada em um sítio localizado no bairro palestino da cidade velha de Jerusalém. No passado, ela faria parte de uma antiga fortificação, com objetivo de proteger de salteadores uma nascente próxima, única fonte de água que abastecia a região. A descoberta foi anunciada pela Autoridade de Antiguidades do Estado de Israel no início de setembro.
Segundo os estudiosos, o muro foi construído por povos cananeus sete séculos antes de o rei Davi conquistar Jerusalém para os hebreus. “A obra mostra que essas populações já realizavam projetos de engenharia complexos em plena Idade do Bronze”, disse o arqueólogo Ronny Reich, professor da Universidade de Haifa. Ele acha sensacional o fato de que a muralha não tenha sido destruída por construções posteriores ou pelos frequentes conflitos ao longo da história de Israel.
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In revista Cristianismo Hoje
"Durante a campanha de eleição presidencial, John Fritzgerald Kennedy argüiu em favor da Lei dos Direitos Civis. Depois do pleito, descobriu-se que 70% dos votos da população negra americana foram para Kennedy. Entretanto, durante seus primeiros dois anos de presidência, Kennedy falhou em levar adiante sua promessa de mudar a lei.
Em
Na tentativa de persuadir o Congresso Americano a aprovar o Projeto da Lei Kennedy, o Congresso para a Igualdade Racial (CORE) e a Conferência Sulista de Liderança Cristã ( SCLC) organizaram a famosa Marcha para Washington. Em 28 de agosto de 1963, mais de 250 mil pessoas marcharam pacificamente para o Lincoln Memorial para exigir justiça igual debaixo da lei para todos os cidadãos. Ao final da marcha, Martin Luther King fez seu famoso discurso “Eu Tenho um Sonho.”
. A Carta dos Direitos Civis ainda estava sendo debatida pelo Congresso, quando John F Kennedy foi assassinado, em novembro de 1963. O Novo presidente, Lyndon Baines Johnson, que tinha um pobre histórico em questões de direitos civis, assumiu a causa. Usando sua considerável influencia no Congresso, Johnson conseguiu que a Lei dos Direitos Civis fosse aprovada. [...]
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Excerto de http://www.spartacus.schoolnet.co.uk/USAsitin.htm
Tradução de João Cruzué . Continuar a ler AQUI no Olhar Cristão
Anualmente, a massa perdida equivale a 273 quilómetros cúbicos. Nesta década, foram 1500.
A Gronelândia está a perder gelo a um ritmo mais elevado do que se supunha. Entre 2006 e 2008, nos meses de Verão, a camada de gelo sobre esta ilha perdeu o equivalente a 273 quilómetros cúbicos de água por ano, o que corresponde ao aumento do nível global do oceano em 0,75 milímetros.
Estes cálculos constam de um trabalho publicado pela revista Science e realizado por uma equipa da Universidade de Bristol, liderada por Jonathan Bamber. Os cientistas usaram um sofisticado modelo climático regional e observações de satélite que confirmaram de forma independente esse modelo.
Segundo explicou Bamber, o degelo acelerou em relação aos anos 90 e o processo poderá aumentar o seu ritmo nos próximos anos, pois as causas do fenómeno não desapareceram.
Se a massa de gelo da Gronelândia desaparecesse de uma vez, a subida global dos oceanos seria da ordem de sete metros. Nesta década, a Gronelândia já perdeu um total de 1500 quilómetros cúbicos (ou gigatoneladas, Gt), o que equivale a 5 milímetros de subida do oceano.
O degelo acelerou em meados da década de 90, mas durante alguns anos, a perda de massa foi compensada por dois fenómenos: o aumento da queda de neve e o facto de muita da água derretida voltar a congelar. Estes efeitos são cada vez menos visíveis.
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O quivi, de origem chinesa, e designado no início por "groselha da China", difundiu-se na Europa e na América a partir dos anos 70. O nome kiwi foi criado pelos neozelandeses, que utilizaram o nome da ave nacional do seu país. Em Portugal, é cultivado nas regiões de Entre Douro e Minho e Beira Litoral, onde encontra condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento.
As características qualitativas e nutricionais deste fruto de sabor agridoce levam a que cada vez mais faça parte da dieta dos portugueses. Pode ser utilizado em sobremesas, saladas e há ainda quem goste de acompanhá-lo com uma fatia de pão.
O quivi possui um teor elevado de fibra e de minerais, como cálcio, ferro, magnésio e cobre. É também um fruto com um nível muito elevado de vitaminas, sobretudo a C, num teor bem superior ao da laranja. Cem gramas de quivi cobrem 100% das nossas necessidades diárias desta vitamina. Com as vitaminas E e A, contém um elevado poder antioxidante. As inúmeras sementes deste fruto contribuem para estimular o trânsito intestinal.
Escolha quivis sem manchas ou cortes, firmes e sem a pele engelhada. Os mais claros são em geral menos maduros. Um bom quivi tem a polpa ligeiramente macia e um aroma intenso. Rejeite os moles e com uma consistência de borracha: neste estado, o aroma perde-se e é muito provável surgirem maus sabores.
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O cristão pós-moderno come. Come muito. É insaciável. Está sempre com comida de plástico na mão, pronto a deglutir. Come qualquer coisa desde que não lhe dê muito trabalho a mastigar. Aliás, ele não mastiga, apenas engole. E por isso passa ciclicamente por dores de estômago, que atribui a causas desconhecidas ou a um chato dum desmancha-prazeres a que chama diabo.
O cristão pós-moderno conhece todas as marcas de fast food e está sempre atento às campanhas publicitárias de novos produtos. Um novo hamburger, um novo donut, um novo cachorro-quente, uma nova cola ou refrigerante. Mas não é capaz de dar um copo de água a quem tem sede. Tudo sabe, tudo conhece. Não há novidade que lhe escape. [...]
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Brissos Lino
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