segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cristianismo versus Evolução

[ Titulo original do autor : Religião e Evolução podem viver lado a lado ]
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Na [...] terça-feira (24/11) foi o aniversário de 150 anos da publicação de “A origem das espécies”, de Charles Darwin, ocorrida em 24 de novembro de 1859. Todas as 1250 cópias da primeira impressão foram procuradas, por leitores ávidos por ver se o naturalista inglês estava sendo desonesto com sua teoria radical de evolução, “por meio da seleção natural, ou a preservação das raças mais favorecidas na luta pela vida” no título completo do livro.

Quão importante é esse livro? Thomas Huxley (“o buldogue de Darwin”), proclamou que “A origem das espécies” é “o instrumento mais potente para estender o domínio do conhecimento que chegou às mãos dos homens desde “Principia” de Newton”, e lamentou consigo mesmo: “Como fui idiota em não ter pensado nisso.”

O biólogo de Harvard Ernst Mayr, indiscutivelmente o maior teórico da evolução desde Darwin, afirmou: ” Seria difícil refutar a afirmação de que a evolução proposta por Darwin foi a maior revolução intelectual na história da humanidade.” O paleontólogo e historiador da ciência, de Harvard, Stephen Jay Gould chamou a teoria da evolução de uma das doze idéias mais importantes em toda a história do conhecimento ocidental.

Por que, então, tantos norte-americanos não aceitam a teoria da evolução? Uma pesquisa feita pelo Gallup em 2001 encontrou que 45% dos norte-americanos concordam com a afirmação “Deus criou os seres humanos em sua forma atual ao mesmo tempo, aproximadamente 10 mil anos atrás”, enquanto 37% preferiu uma crença mista que “O ser humano se desenvolveu durante milhões de anos a partir de formas de vida menos avançadas, mas Deus guiou o processo”, e apenas 12% aceita a teoria científica padrão que “Os seres humanos se desenvolveram durante milhões de anos a partir de formas de vida menos avançadas e Deus não teve participação no processo.”

Estas porcentagens mudaram muito pouco nos anos subsequentes, apesar da maioria dos cientistas preferirem que as perguntas fossem feitas sem referência a Deus, já que a ciência da biologia evolucionária permanece tenha Deus governado o processo ou não, ou mesmo que haja ou não haja Deus.

Há pelo menos seis razões que levam as pessoas a resistirem em aceitar a teoria da evolução. [...]

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Por: Michael Shermer

Tradução: Andrea Fernandes

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sábado, 28 de novembro de 2009

Alienação Espiritualizada

[ Título original do autor: Espiritualidade alienante ]
Milhões de pessoas vivem uma espiritualidade alienante, ocupando-se exclusivamente com questões espirituais e sobrenaturais, enquanto fazem vista grossa às questões ordinárias da vida. Vivem à beira de uma espiritualidade esquizofrênica, ignorando que a vontade do Pai deve ser feita “assim na terra, como no céu”, conforme a oração ensinada por Jesus. Perdemos o contacto com a realidade que nos circunda. Há irmãos sinceros que demonstram tamanha sensibilidade para as coisas espirituais, que freqüentemente dão testemunho de visões angelicais. Alguns testemunham acerca de supostos arrebatamentos, e relatam entusiasticamente suas excursões ao paraíso. A impressão que se dá é que tais pessoas buscam uma espécie de fuga da realidade. Geralmente, são pessoas muito simples, que vivem em comunidades carentes, desprovidas de qualquer infra-estrutura. Suas experiências espirituais são a maneira de responderem à mensagem escapista que ouvem nos púlpitos de suas igrejas. [...]
. Continuar a ler AQUI no Blogue de Hermes Fernandes

Breve Fábula da Culpa Alheia

.. Ler Texto Aqui no Púlpito Cristão

Sem Sonhos, Nem Visões...

“Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir."

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Martinho Lutero

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Via Púlpito Cristão

Este Fim de Semana Ouça a Transmundial e Descanse...

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

"Conversas da Alma" - Se puder não Perca

Detalhes do Mundo - Petra

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Supervulcão Aniquilou Florestas da Índia

( Foto Diário de Notícias )
A caldeira resultante da erupção é hoje um lago com cem quilómetros de comprimento e 35 de largura. Há 73 mil anos, a explosão do Toba destruiu as florestas da Índia, a 5 mil quilómetros de distância. Um antropólogo americano tem reunido provas de que a humanidade esteve à beira da extinção durante o arrefecimento de mil anos que se seguiu [...] . Continuar a Ler Aqui no jornal Diário de Notícias de 26 de Novembro de 2009

A Indiferença Nossa de Cada Dia

Na Colômbia, Congo e Uganda, aumenta o número de guerrilheiros que sequestram crianças para lavar-lhes o cérebro e fazê-los soldados da guerrilha e agentes da violência. Cada dia mais e mais meninas se entregam a prostituição, meninos viram dependentes de drogas, crianças violentas e assíduas ao roubo. E nós insistimos em fechar os olhos para este mundo. Quando ouvimos uma história extremamente violenta, pedimos justiça, mas ninguém pensa em pregar Cristo ao violento. Cristo? Sim, Cristo! Nós ficamos revoltados com o todo enfiado na escola, mas quantos de nós gastamos tempo com crianças para mostrar-lhes Cristo? Não digo que as professoras estejam certas, porém, nossa indignação com falta de ação não traz a solução pra alma destas crianças. Quantas crianças evangelizamos? Quantos amiguinhos de nossos filhos conhecem Jesus através de nós? Os filhos dos crentes conhecem muito mais Davi, Samuel, as pragas do Egito, Paulo, Pedro e Judas, do que Jesus. A maioria aprende que Jesus é um "Deus tirano" que vive lá no céu - e há quem diga que no coração dela também - e nunca sentiram a paz que dEle vem. Nunca aprenderam que Ele é um amigo. Precisamos urgentemente tratar as crianças como "almas". Como pessoas que precisam ser resgatadas tanto quanto um adulto. Precisamos rever o mundo onde elas estão se estruturando, e ensinar um caminho de verdade, ao invés de ficarmos enfadados com o avanço da violencia, prostituição e coisas do tipo. Eu e você, somos responsáveis por estas almas. Se formos negligentes com elas, Deus cobrará isso de nós. Despertemos para o clamor destas crianças. Abramos os nossos olhos e busquemos os nosso pequenos vizinhos e amiguinhos, e falemos de Jesus!
*** Por Jonara Gonçalves . Via Púlpito Cristão

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Detalhes do Mundo - Cidade no Yemen

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Medos e Dragões

Para quem não se lembra, ‘ dragões ou dragos (do grego drákon, i.e., ‘grande serpente’) são criaturas presentes na mitologia de diversos povos e civilizações, representados como animais de grandes dimensões, semelhantes a imensos lagartos ou serpentes com asas, plumas, poderes mágicos ou hálito de fogo.

A variedade de dragões existentes em histórias é enorme e presente no folclore de povos tão distantes como chineses ou europeus. Assim, em cada cultura os dragões assumem função e simbologia diferentes, podendo ser fontes sobrenaturais de sabedoria e força, ou simplesmente feras destruidoras. ‘

Sofia, ainda muito pequena, talvez em torno de 3 ou 4 anos de idade, adorava desenhar dragões.Eram vermelhos, cinzentos, amarelos ou coloridos. Às vezes sorridentes, às vezes sérios, assustadores. Em paisagens com sóis e luas, nuvens e montanhas, ou apenas sobrevoando cidades, ou ainda escondidos atrás dos castelos. Papéis cheios de figuras reptilianas se multiplicavam espalhados pela casa e encaminhados para os tios, avós e amiguinhos.

Vovó não se conformava. Por que a netinha de bochechas rosadas e cabelos encaracolados simplesmente não desenhava bonecas e florzinhas como qualquer garota de 4 anos? Teria sofrido alguma espécie de influência subliminar? Deveria ser encaminhada a psicóloga de crianças? Vovó achava tudo isso muito estranho e um dia não resistiu: perguntou diretamente a desenhista o ‘porquê de tantos dragões’.

Com o sorriso mais tranquilizador do mundo,Sofia respondeu:

“- Vovó, eu desenho dragões para não precisar sonhar com eles. Assim eles não conseguem entrar nos meus sonhos!

Pensei e ainda penso naquela resposta. Sofia decidiu enfrentar seus medos desenhando-os, pintando-os, levando-os para as mais diferentes paisagens e situações. Mudava as expressões dos monstros da forma que imaginasse. Colocava e tirava asas, soltava-os e também os prendia, aumentava e diminuía seus tamanhos.

Assim, aprendeu a domá-los, monstros e répteis, até transformá-los em figuras inofensivas . Tornou-os tão familiares e caricaturescos que haviam perdido seu poder de amedrontar . Agora não podiam mais entrar em seus sonhos.

Não se trata de receita ou fórmula mágica. Angústias e apreensões fazem parte da nossa existência e humanidade. Assim como os velhos receios se dissolvem, novos aparecerão na juventude, na maturidade e na velhice.

A questão é o que vamos fazer com nossos medos e dragões.Vamos encará-los ou permanecer submersos em pesadelos. Talvez precisemos brincar mais com nossos receios e monstros. Talvez gastemos muito papel, canetas, conversas e tempo para redesenhá-los.Vamos renomeá-los, tirar suas asas e seus hálitos de fogo.

Nem se trata de coragem. Precisamos deixar o orgulho de lado, feito criança pequena, e começar a partilhar alguns segredos e receios aos amigos e pessoas que nos amam de verdade. Porque o amor – o amor genuíno - embora não seja varinha de condão, tem o poder sobrenatural de dissolver o medo.

Experimente.

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Helena Beatriz Pacitti, 18/11/2009

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Via Timilique

Evangelho Integral

Soteria não é apenas salvação metafísica, mas cura das doenças, da fome, do abandono. "O evangelho todo, para o homem todo" foi o brado de Lausanne, e a este grito eu também faço coro. Dói dentro de mim ver o quanto a igreja de Cristo, que deveria ser sal e luz, influenciando o mundo por meio das boas obras (palavras de Jesus), as quais foram preparadas por Deus de antemão para a observância dos santos (Ef 2.10), têm cedido a essa doença chamada consumismo, comercializando benesses divinas numa relação custo/benefício, enquanto milhares de pessoas vão dormir com o estômago vazio todos os dias. "Dai-lhes vós de comer!", disse Jesus. Por isso, muito mais que criticar o comunismo ou o capitalismo, convém que eu, enquanto igreja, alimente estes miseráveis. É disso que o profeta fala em Deuteronômio 15.5, e foi essa a recomendação que Paulo recebeu no primeiro concílio eclesiástico (Gl 2.10). Dicotomizar a missão da igreja (missão espiritual x missão social) só vai contribuir para o agravamento da miséria no mundo. O evangelho é integral! Falar da missão social da igreja a uma sociedade "cristã" que reza todos os dias pela cartilha do capitalismo é uma missão difícil e árdua. A consciência evangélica, de um modo geral, está embotada para esta realidade, e só Deus pode despertá-la. Há vários perigos que cercam a igreja. As heresias são um deles. O outro, muito mais sutil, é a ortodoxia em detrimento da ortopraxia, a crença politicamente correta que nada produz. Precisamos manter nosso coração livre de ambas, se quisermos ser relevantes em nossa missão. . .
Por Leonardo Gonçalves . Via Púlpito Cristão

O Êxodo de Israel

A emigração em massa do povo de Israel do Egipto, depois de muitos anos de residência e revoltante opressão, é um acontecimento tão importante na história do povo e na história da soberania de Deus que ocupa quatro livros inteiros da Bíblia (os 137 capítulos de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), além de muitas outras referências no Antigo Testamento e no Novo. O êxodo israelita é fartamente lembrado nos Salmos 105, 106, 114 e 115 e no discurso de Estêvão pouco antes de ser apedrejado (At 7.1-53). Nas palavras introdutórias dos Dez Mandamentos, Deus rememora a saída de Israel do Egito e se apresenta com as seguintes palavras: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito” (Êx 20.2; Sl 81.10). O famoso êxodo, de acordo com o registro bíblico (1Rs 6.1), aconteceu 480 anos antes da construção do templo de Jerusalém no início do reinado de Salomão. Não há unanimidade quanto à data: pode ter sido em 1450 antes de Cristo ou 160 anos mais tarde, em 1290 antes de Cristo. [...] .
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Ler artigo AQUI na revista Ultimato

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Detalhes do Mundo - Aldeia Tunisina

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CÂNTICOS NA PRISÃO

«E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam». Actos 16,25 * ***

Nesta narrativa interativa , porque designa apenas numa frase uma pluralidade de acontecimentos, sobretudo uma prática comum aos cristãos - o Louvor- , Lucas dá-nos algo mais que uma fórmula litúrgica, no que concerne aos hinos que os apóstolos entoavam. Estudiosos afirmam até que tais hinos não pertenciam aos salmos do Hallel. Assim, ocorre-nos perguntar que cânticos seriam? No nosso trecho bíblico, o apóstolo Paulo assumiu como praxis pessoal, nos calabouços sombrios e húmidos de uma prisão macedónia, o que recomendava à Igreja de Éfeso, designadamente o uso de salmos e hinos e cânticos espirituais. Alguns desses hinos estão no Novo Testamento, encaixados e preservados no Texto Sagrado, sendo que por vezes a linguagem da hinódia cristã tenda a ser difícil de interpretar. Outros, porém, de uma clareza absoluta, pelo seu carácter de catequese, o que era para os cristãos do I Século imprescindível. Os musicólogos dos vários períodos bíblicos, designaram assim a herança musical do Velho para o Novo Testamento: -a Era Bíblica, cerca de 2000 a.C até 100 d.C; - a Era do Cristianismo Primitivo, que foi do ano 100 até à Reforma. Em qualquer dos casos, os cânticos espirituais tiveram influência no ensino bíblico, no modo de louvar e glorificar Deus, foram pedagógicos e não poucas vezes tiveram um valor psicológico como amparo da Fé no meio das perseguições ou tribulações dos crentes e da Igreja. Depois dos Salmos e da sua incontornávl utilização litúrgica, a Igreja dos Actos dos Apóstolos terá usado o Magnificat, o chamado Cântico de Zacarias, o Nunc Dimitis de Simeão, porque representavam uma primeira hinódia conhecida, sem dúvida numa perspectiva do Velho Testamento, mas sempre apontando a Salvação levantada em Israel para a Humanidade. Há quem mantenha a afirmação de que o Prólogo Joanino( «En arche en o logos...» ), na totalidade dos 18 versículos ou em parte, foi cântico espiritual na Igreja pelo seu conteúdo básico de teologia e cristologia. Era uma resposta inicial às grandes questões cristológicas que então o gnosticismo colocava. «Os primeiros versos são obviamente um poema à maneira dos Estóicos»- refere a Encyclopedia Americana. Diz esta ainda que «o Prólogo apresentou-se sob a forma de um hino, cantado na comunidade joanina antes de estar no início do Evangelho de João». Mas os grandes(pequenos) hinos das várias igrejas fundadas pelo Apóstolo Paulo, em particular, e da Igreja Primitiva de um modo geral, estão nas Cartas paulinas. É curioso até verificarmos que no Novo Testamento grego, que procura até aos nossos dias trazer-nos os manuscritos originais, cada uma das passagens que são esses hinos cristológicos exibe os mesmos em forma de poesia. Assim tais hinos aparecem, na tradição cristã, desde as epístolas à tradição oral da Igreja do primeiro Século: Filipenses 2, 6-11 Colossenses 1, 15-20 I Timóteo 3, 16 até o próprio trecho da Carta aos Romanos 11, 33- 36. Estes são considerados os principais. Existem, porém, mais, no interior de outras Epístolas paulinas e na I de Pedro. A própria História Universal, ainda que ligada a aspectos particulares do modo como os primitivos Cristãos eram vistos pelo Império Romano, não deixa de vir testemunhar sobre o uso dos hinos. Sabe-se que Plínio, o Moço (61-114 d.C), nas Epístolas X, 96, dirigidas a Trajano, elabora um pedido de « instrução a respeito dos cristãos, que se reuniam de manhã para cantar louvores a Cristo». O historiador romano referia que tais louvores em forma de hino eram dirigidos a «Christo quase deo». Todos os hinos cristãos primitivos, seguindo primeiro o Novo Testamento e só depois alguma tradição histórica, apontavam sempre para a Cristologia. Era e é o senhorio universal de Cristo Jesus, a sua essência e origem divinas que neles são cantados. Os hinos eram por assim dizer pedagogia, tinham plasmada parte da doutrina dos apóstolos.

-Filipenses 2, 6-11

. «Cristo Jesus,

. que, sendo em forma de Deus,

. não teve por usurpação ser igual a Deus.

. Mas aniquiliou-se a si mesmo (...)

. sendo obediente até à morte,

. e morte de cruz.»

. Considerado paradigma do hino cristológico, segundo argumentos de tradição oral antigos que saem do Novo Testamento, contém duas estrofes que ensinam ao crente a doutrina do esvasiamento de Cristo e a Sua exaltação. Ao ser entoado, o cristão primitivo comunicava a si próprio e à comunidade o percurso do Filho de Deus desde a eternidade (ser em forma de Deus) até à Cruz (obediente como servo sofredor), depois culminando com a glorificação. Na verdade, é já um clássico que consagra na bibliografia das doutrinas teológicas do NT a quenótica - do grego kenós e kenósis.

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-Colossenses 1, 15-20

. «O Filho do seu amor

. O qual é a imagem do Deus invisível,

. o primogénito de toda a criação»

. Este hino celebra essencialmente o senhorio univesal de Cristo. Com este argumento, o cristão pimitivo era convidado ao louvor e, em seguida, a considerar o senhorio do Filho de Deus, Senhor da Criação e Mediador da reconciliação.

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-I Timóteo 3,16

. «Aquele que se manifestou em carne,

. foi justificado em espírito,

. visto dos anjos,

. pregado aos gentios,

. crido no mundo,

. e recebido acima na glória»

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Declaração cristã do Século I, também considerada pelos estudiosos como um cântico do Mistério Cristológico. O seu preâmbulo «Grande é o mistério da piedade» foi uma maneira de se opor à expressão contemporânea « grande é a Diana dos efésios». Num nivel histórico, é legítimo que nos perguntemos que hinos cantavam Paulo e Silas, na prisão. Seria um desses, referenciado acima? Ou outros como os que o próprio apóstolo Paulo transcreve na carta aos Efésios, 5,14, ou o apóstolo Pedro escreve na sua Iª, 2, 22-24. Expondo ambos o que o profeta/poeta Isaías escreveu séculos antes. Contudo, os comentaristas põem mais empenho no facto dos apóstolos estarem a «gloriar-se no meio da tribulação », mais do que uma preocupação sobre que cânticos seriam esses. Tratava-se de uma lição de vida e do ideal cristão, a alegria por ser achado digno de sofrer por Cristo. J.N.Darby afirma, no seu comentário ao Livro dos Actos, que «Paulo e Silas cantam, em vez de dormirem, na prisão.» Se cantavam, entovam hinos, tais cânticos tinham uma mensagem, sem dúvida a poesia vertida em teologia. .

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João Tomaz Parreira *
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- Colaborador -