domingo, 7 de março de 2010

Lugar Perigoso

“O mundo é um lugar perigoso para se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que o observam e deixam o mal acontecer”.
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(Albert Einstein)
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Via A Ovelha Perdida

sexta-feira, 5 de março de 2010

A Luz de Lisboa - 2

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Um Bilião de Euros e 28 Milhões de Abortos

Há coisas que de tão estupidamente consideradas normais no mundo de hoje nos ofendem ética, moral, humana e espiritualmente. Falo-vos de duas notícias que o fim da tarde de ontem me trouxe, quando estava "preso no trânsito" de um só camião que decidiu avariar-se na única via de saída que me era possível tomar ao fim de um dia de trabalho para regressar a casa e encetar outras responsabilidades. Parado, ali, sem alternativa, para não me sentir prisioneiro das circunstâncias fechei-me no meu carro a escutar a rádio. A primeira "ofensa" ouvida veio na forma de apresentação dos resultados económicos da "Eléctrica portuguesa", dito assim na linguagem bolsista das notícias sobre os índices de transacções de capital na Bolsa de Acções, e que atribuiam à EDP um lucro de Mil Milhões de Euros, no exercício de 2009. Sim, não há engano, são mesmo Mil Milhões de Euros. Não discuto este valor absoluto nem o processo para o atingir. Claro que as empresas têm que gerar lucros e mau será se isso não acontecer, mas... A segunda "ofensa" chegou-me através do programa da Antena 1, "O Explendor de Portugal", onde foi atirado para cima da mesa dos comentadores residentes do programa um outro número esmagador : a cada 26 segundos, é feito, na União Europeia, um aborto. 3.300 abortos por dia, 1.2 milhões de abortos por ano e Vinte e Oito Milhões só no período entre 1994 e 2008. E tudo isto se refere apenas a I.V.Gs ( Interrupções Voluntárias da Gravidez ), não "terapêuticas", se bem entendi. Segundo Eduardo Hertfelder, presidente do IPF ( Instituto de Política Familiar ), os dados apurados são um reflexo de «milhares de tragédias pessoais, familiares e comunitárias». Estes são números que, segundo o Jornal de Notícias dá conta, serão oficialmente apresentados na próxima Terça-Feira no Parlamento Europeu. Uma ofensa pode levar a outra, mesmo sem fazermos qualquer outro tipo de extrapolações relativamente a uma e outra situações reportadas. A verdade é que se um regime político, ou um conjunto de regimes políticos, permitem uma tão grande desigualdade na acumulação e distribuição da riqueza produzida, quantas vezes com a exploração intensiva da força de trabalho de milhares de pessoas em completa precarização no que respeita à contratação e aos vínculos laborais, então está montada a trama tecida pelas grandes empresas que operam basicamente em monopólio com a cobertura do estado e em que a livre concorrência não passa de uma figura de estilo para servir apenas de um mascarado Back-Ground democrático. Não fico tranquilo, e muito menos indiferente, quando muitos milhares dos meus concidadãos não têm emprego para ganharem a sua vida, nem pão para colocar na mesa dos filhos. É de impotência o sentimento que me assalta quando olho para o meu país e o vejo cada vez mais injusto, mais desigual e mais capaz de promover esta injustiça em que à esmagadora maioria das pessoas se pedem sacrifícios e mais sacrifícios e, pior ainda, esse pedido se vai eternizando, ano após ano, sem um fim ou um intervalo temporal à vista e, depois, empresas público-privadas apresentam resultados económicos absolutamente descomunais e despropositados, e o pior é que nem sequer eram precisos um Bilião de Euros para resolver muitos dos eternos problemas com que o país se debate. Dir-me-ão: " É a economia estúpido ". Não, este tipo de economia não serve a um país que está na cauda da Europa, salvo se a riqueza produzida for, em absoluto, melhor distribuida. Admito que por detrás dessa outra hecatombe que se encerra em 28 milhões de abortos na Europa dos 24, ( quase 3 vezes a população de Portugal em vidas ceifadas ) no curto espaço de 14 anos, existam muitas tragédias pessoais, familiares e comunitárias, mas aquilo que sei, de certeza absoluta, é que o que a humanidade semeia irá sempre colher. Tenho aliás a firme convicção de que os números a serem apresentados na próxima Terça-Feira no Parlamento Europeu, se pecam, é por defeito. A relativização ética e moral, a negação de Deus enquanto Absoluto Supremo na direcção da vida e das vidas das pessoas nesta velha Europa, a juntar à pobreza, à miséria, à injustiça, à falta de emprego, ao acesso a cuidados básicos de saúde, à educação na escola e nos lares, à falta de ensino e formação, ao individualismo, ao hedonismo, entre outras questões, fazem dos europeus uma população em clara decadência e regressão do ponto de vista humano. Quando se perdem valores e padrões ao ritmo que a Europa insiste em perder, o resto do caminho faz-se a grande e miserável velocidade. A crise, seja lá isso o que for, mais do que económica é, pelo menos na Europa, Ética, Moral e Espiritual. A Europa, mais do que de pão, precisa ter fome de Deus. O resto virá por acréscimo.
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Jacinto Lourenço

quinta-feira, 4 de março de 2010

A Luz de Lisboa - 1

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António Vivaldi - 04 de Março

Quando me Googlei ( agora é assim que se diz. ) hoje pela primeira vez, fui informado de que António Vivaldi nasceu neste mesmo dia faz já 332 anos. Vivaldi foi, pelo menos para mim que não vou no conhecimento da música clássica mais além do que ser um apreciador atento, um compositor brilhante e bastante profícuo. Nos tempos que correm, não fossem estas efemérides a chamar-nos a atenção para a criação do que é belo, e o mundo seria um lugar muito mais difícil de suportar e muito mais deprimente. Vivaldi não foi apenas um grande compositor . A sua música faz com que se apodere de nós um misto de sentimentos que aliviam fortemente a incomodidade que nos transmitem as notícias que anunciam trágicos acontecimentos, em diferentes partes do globo, como se já não nos bastasse a maldade humana e o “pecado que de tão perto nos rodeia”. Difícil viver num mundo assim, sem aspirar, constantemente, pela plenitude de Deus numa Pátria melhor. Entretanto, ouçamos a música de Vivaldi. Vivamos também a certeza de uma Pátria melhor onde é Deus o Grande Compositor dos celestiais cânticos que ouviremos.
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Jacinto Lourenço
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" Pragmatismo: Um dos Maiores Inimigos da Igreja "

Estou convencido de que o pragmatismo apresenta precisamente a mesma subtil ameaça para a igreja no nosso tempo que o modernismo representou há quase um século. O Modernismo foi um movimento que abraçou a chamada alta crítica e a teologia liberal enquanto negava quase todos os aspectos sobrenaturais do Cristianismo. Mas o modernismo não se apresentou primeiramente como um ataque evidente à doutrina ortodoxa. Os modernistas mais antigos pareciam preocupados principalmente com a unidade interdenominacional. Eles estavam dispostos a subestimar a doutrina em prol daquela meta, porque eles acreditavam que a doutrina era inerentemente divisionista e que uma igreja fragmentada seria irrelevante nos tempos modernos. Para aumentar a relevância do Cristianismo, os modernistas procuraram sintetizar ensinos cristãos com os mais recentes insights da ciência, filosofia, e crítica literária. "É frequentemente esquecido que o alvo dos primeiros modernistas era simplesmente tornar a igreja mais "moderna", mais unificada, mais relevante, e mais aceitável para uma céptica era moderna." [...]
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Por John MacArthur *** Continuar a ler AQUI no Púlpito Cristão

A Mulher, "o Machismo e o Patriarcalismo"

Sempre houve discriminação contra a mulher. O Velho Testamento mostra várias restrições em relação à participação da mulher na vida activa na comunidade da época. A partir de Jesus, o panorama mudou radicalmente. Para Sócrates, a mulher era um ser estúpido e enfadonho.” Buda não permitia nem que os seus seguidores olhassem para as mulheres. No mundo pré-cristão, as mulheres quase não passavam de servas mudas. Ainda hoje, no mundo muçulmano, as mulheres não têm voz nem acção. A situação da mulher na sociedade actual, continua sendo discriminatória. Hoje as formas de domínio são diferentes. A força económica e social, muitas vezes política, faz com que a mulher sofra as consequências de uma sociedade que a considera como objecto de cama e mesa. O machismo é tão antigo quanto o é o Primeiro Testamento e tem triunfado até aos nossos dias. Segundo os judeus do Velho Testamento, foi Moisés quem escreveu a Torá. Partindo daí, para eles, todos os acontecimentos e ensinamentos foram dados por Deus. Quando o Génesis foi escrito, a sociedade eminentemente patriarcal certamente não poderia ter outra visão a não ser da prática social da dominação do homem sobre a mulher. Esta realidade está evidente em Gén 3:16, quando diz textualmente: "...o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará". [...]
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quarta-feira, 3 de março de 2010

Espanha Monumental - Frías, Burgos

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Humildade

Há pouco, um amigo brincou na hora do almoço: “ainda hei de escrever um livro sobre como alcancei a verdadeira humildade”. Dei uma boa gargalhada, mas depois pensei: “disfarçamos arrogância com piadinhas desse tipo". O demônio da vaidade, que veste pele de cordeiro, se esconde nessas brincadeiras. Lidamos mal com a humildade porque o oposto também acontece: menosprezamos a nós próprios para revelar como conquistamos a virtude dos simples.

Algumas vezes me sinto forçado a assumir uma humildade que não é minha. Faço isso porque imagino conseguir calar a boca de meus inimigos se me ajoelhar em profunda consternação. Penso que deixarei as pessoas sem reação caso me auto-deprecie. “Com certeza”, sussurro em solilóquio, “aqueles olhares mordazes se contentarão ao me verem diminuído”.

Quero demonstrar o quanto estou acordado para a minha bestialidade; quero que meu pouco brilho seja suficiente para compensar possíveis suspeitas sobre minha arrogância. Rastejo procurando mostrar para probos conservadores que estou consciente de que não passaria em seus testes de qualidade. Torno-me desprezível imaginando que vou suavizar observações sobre meu nariz empinado. Mas os cenhos não relaxam. Parece que a minha humilhação é, e permancerá, insuficiente para refazer preconceitos.

Sendo assim, resolvo assumir uma pitada de altivez – Calma, tomarei todo o cuidado para que ela não degringole em soberba! – “A soberba precede a queda!”. Nutrirei apenas um santo orgulho; orgulho de ver-me sem depender do juízo de quem me odeia. Não quero mais condescender com o apetite voraz dos que não gostariam de mim nem que nascessem asas angelicais nas minhas costas. Jamais vou conseguir agradar quem já decidiu que sou intolerável.

Nesse santo orgulho, ressaltarei a Graça; Graça eficaz, que conseguiu transformar-me no que sou. Quando o alfinete dos bruxos estiver perto de envenenar-me com autodepreciação, gritarei o versículo paulino: “Sou o que sou pela Graça”.

Não me basto. Preciso de amigos, careço de interlocutores. Não me auto-referencio em nada. Não me avalio a partir dos palcos da vanglória. Mas, adianto-me em dizer: reconheço o meu valor. Sou único e especial. Minha existência é peculiar. Minha vida custou caro, caríssimo.

Recuso confundir humildade com auto-desprezo. Aprendi a ser misericordioso comigo mesmo. Rio de meus erros. Não me iludo, vez por outra tento encapar-me com pieguice. Mas se devo enfrentar o cotidiano áspero, vou encontrar coragem de seguir adiante; adquiro coragem amando a Deus e a mim mesmo.

Reconheço as minhas limitações, mas não escondo os meus talentos. Não, não sou um gênio. Jamais serei indicado para qualquer Academia Tupiniquim de Letras. Contudo, evito o outro extremo; não sou um zero à esquerda.

Estou satisfeito em lutar com as armas que disponho. Os meus parcos conteúdos são o que tenho.

André Comte-Sponville afirmou que “humildade é o ateísmo na primeira pessoa: o homem humilde é ateu de si, assim como o não-crente o é de Deus”. Desalojado de castelos inexpugnáveis, desnudado de falsas onipotências, aliviado de roteiros extenuantes, sigo celebrando a vida sem megalomanias; só posso oferecer o que tenho. Se não agrado a todos, se constranjo e se incomodo, lamento. O pouco que conheço de mim não dá para alardear grandeza, mas também não tenho o direito de ser inclemente comigo mesmo.

Recuso-me a posar de bom moço, essa humildade não passaria de empáfia.

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Soli Deo Gloria
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Via Ricardo Gondim

" Carta do Papa Pio XII a Hitler " , ou a Incompreensível Mudez do Vaticano face ao Holocausto

Ao ilustre, Herr Adolf Hitler, Führer e Chanceler do Reich Alemão!

Aqui, no início de nosso pontificado, desejamos assegurar-lhe que permanecemos dedicados ao bem-estar espiritual do povo alemão confiado à sua liderança. Imploramos que o Deus Todo-Poderoso lhes conceda aquela verdadeira felicidade que advém da religião.

Recordamos com grande prazer os muitos anos que passámos na Alemanha como Núncio Apostólico, quando fizemos tudo que estava ao nosso alcance para estabelecer relações harmoniosas entre a Igreja e o Estado. Agora que as responsabilidades da nossa função pastoral aumentaram as nossas oportunidades, muito mais ardentemente oramos para alcançar este objetivo.

Que a prosperidade do povo alemão e seu progresso em cada aspecto venha, com a ajuda de Deus, fruir!

Neste dia, 6 de março de 1939, em Roma, na Basílica de São Pedro, no primeiro ano do nosso pontificado.

Papa Pio XII

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Extraído do livro Hitler's Pope: The Secret History of Pius XII, de John Cornwell (Penguin Books).

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Via Frases Protestantes

terça-feira, 2 de março de 2010

" Não é Fácil Passar por Samaria "

“E era necessário passar por Samaria”. (Jo. 4:4)
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A ideia de reino dos povos antigos era de que quanto maior fosse o reino, mais sangue havia corrido. Para que os reinos se expandissem era necessária a guerra, o conflito, a devastação do reino a ser tomado. Os relatos históricos das guerras eram terríveis. Devastação total das casas, templos, lavouras. Humilhação de todos os tipos, desde moral à sexual. Porém, Jesus quebra essa regra do mal, oferecendo uma visão revolucionária de reino. No reino de Cristo, ninguém tira sangue, apenas compartilha o seu. É um reino que supera conflitos.
Samaritanos, judeus, romanos, bárbaros, vidas conflitantes. Ainda hoje, em muitos lugares, a vida é feita da mistura explosiva do ódio e do preconceito. O reino macabro ainda subsiste. É necessário quebrar essa regra. O caminho da superação dos conflitos não é feito de uma hipócrita negociação de paz. Também não é feito de uma pseudo diplomacia impessoal. É feito do contato, do “ir até lá”, do passar por Samaria. E nunca é fácil passar por Samaria...
Conflitos deixam marcas. Produzem rachaduras no edifício dos relacionamentos. Essas rachaduras são sinais de que a unidade foi comprometida. Quando nossos relacionamentos estão quebrados ficamos com uma imensa sensação de vazio. Passar por Samaria não é fácil, exige o senso de renúncia, o dolorido controle do ego, do abrir­-se ao outro, do perdão. Exige a coragem para abraçar quem nos feriu, e só a graça de Deus pode destruir o impacto terrível da maldade contida nessa não manifestação da Graça.
Pense: Como está sua Samaria? Há conflitos em sua história? Sua família é lugar de refúgio ou uma terra da revolta onde o caos se instalou? Aprenda com o mestre do consolo. Cristo sabia que o passar por Samaria não seria fácil, mas ele foi lá. E, porque ele foi lá, nós podemos enfrentar a Samaria que habita os nossos sonhos, que coexiste com nossas famílias. O que Jesus vê em Samaria não é o conflito travado, mas a fantástica bandeira do amor hasteada em cada porta e em cada alma.
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Por Alan Brizotti *** Via Genizah

"Sidereus Nuncius" de Galileu Traduzido para Português

O primeiro livro de Galileu Galilei poderá ser lido integralmente em português a partir de Março, quatrocentos anos depois de ter sido publicado.
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O 'responsável' pela tradução de Sidereus nuncius (Mensageiro das Estrelas) é Henrique Leitão, professor de História da Ciência na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. O pretexto foi o Ano Internacional da Astronomia, que termina oficialmente a 17 de março. Mensageiro das Estrelas revela aquilo que Galileu viu através do seu telescópio entre finais de 1609 e março de 1610, como a rugosidade da superfície da lua, os satélites de Júpiter e muitas, muitas estrelas. "Muito mais do que se pensava existir", explica o tradutor. Henrique Leitão considera "preocupante" a falta de uma tradução na íntegra para português das obras de Galileu e avança com uma justificação: "Há uma tendência para estas personalidades, como Galileu, serem muitas vezes mais comemorados externamente ou declamatoriamente do que realmente com estudo." Transformar Galileu num verdadeiro objeto de estudo é assim um dos objetivos da publicação."Tem de se ler o que escreveu: dá trabalho, mas é muito recompensador. E Galileu é muito mal conhecido em Portugal." O tradutor elogia a forma como o astrónomo conta o que vê, "com imensa arte e capacidade de perturbar as pessoas".As suas descobertas "tornaram-se em factos centrais no lançamento de um debate astronómico importantíssimo no século XVII", conclui.
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segunda-feira, 1 de março de 2010

"A Vida Acontece Fora das Paredes da Religião"

O ÚNICO ODRE PARA O VINHO NOVO É O NOVO CORAÇÃO!

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Jesus nunca tentou mudar nada, mas apenas pessoas. Não o vemos tentando cristianizar o Império Romano, nem tão pouco se alinhando com os revolucionários judeus dos seus dias a fim de derrubar os tiranos. Também não o vemos expressar qualquer palavra sobre qualquer que fosse o valor do Sinédrio de Israel, e nem se ocupar de tentar converter as sinagogas. Nelas Ele fala. Mas logo deixa de falar, pois, não demorou muito para que as sinagogas vissem que o que Ele dizia não cabia nelas. Então perseguiram-NO. Mas Ele não se alterou. Seguiu pelas estradas, acampou-se ao ar livre, visitou pequenas aldeias, saiu do país duas ou três vezes, e fez amigos entre o povo e, para além disso, entre os chamados “pecadores”. No Templo de Jesrusalém, Ele causou perplexidade. Quando menino de 12 anos, embasbacou os sábios. Com o seu falar que mostrava intimidade com o Pai. Estava na “casa do Pai”. Quando adulto, todas as vezes que lá esteve, gerou conflitos e polémicas. E quando foi levado perante as autoridades religiosas — na casa de Caifás, o Sumo-sacerdote; e no Sinédrio, sendo julgado —, praticamente nada disse. De facto, fez silêncio. E, quando falou, praticamente o fez sempre na base do “tu o dizes”. Sim, Jesus nada aspirou em relação a conversão das potestades da religião. E, conquanto Seu julgamento tenha acontecido dentro das “portas da cidade santa”—lugar próprio para juízos—sua morte, todavia, aconteceu “fora dos muros”. A Cruz se levanta fora da geografia da Religião! E a Ressurreição desabrocha também fora das portas de Jerusalém. A Vida acontece fora das paredes da Religião! Assim, o escritor de Hebreus (cap.13) diz que o “altar” do qual “agora temos parte”, está instalado fora dos “portões”; fora do “arraial” da Religião. E afirma que o lugar-existencial do encontro com Cristo é fora de tais paredes. Então, conclui: “Saiamos, pois, a Ele, fora do arraial, levando o Seu vitupério!” O interessante é que o mesmo escritor de Hebreus, a seguir, fala de líderes dessa comunidade chamada a ser hebréia; ou seja, andante e do caminho —, e os designa como “Guias”. Ora, coerentemente com o espírito da epístola — que é uma chamada a que se não retornasse ao obsoletismo da Religião —, os líderes de algo que é caminho, e caminho do lado de fora dos limites da religião, têm que necessariamente ser “guias”; ou seja: gente experiente nas andanças com Jesus fora do portão, nas amplas geografias da existência. Assim, em Jesus, não há dispêndio de energias com o que é obsoleto e já está morto. Por isso Ele manda que mortos sepultem mortos. Também, pela mesma razão, Ele diz que não se deve desperdiçar o Novo do Evangelho com os odres da Religião. Era como botar vinho novo em odres velhos. Ou era como colocar remendo de pano novo em vestes velhas. É verdade que “Jesus” foi feito líder e fundador de religiões. Mas em nenhum delas Ele está. Afinal, a religião é cercada de muros; enquanto Jesus anda do lado de fora, morre do lado de fora, ressuscita do lado de fora, e nos chama a que o encontremos “fora dos portões”. E, obviamente, isto não é algo de natureza físico-geográfica, mas, sobretudo, existencial. Afinal, foi Jesus quem disse que o lugar da adoração não é em nenhum “lugar” (nem mesmo em Jerusalém), mas acontece, sim, num ambiente chamado “espírito”; o qual é santuário maior que os céus e a terra. Nele, Caio
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Todos Somos Pecadores

[ Título original do texto : A Teologia faz Pecadores ]
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“Porque estando vestidos, não seremos achados nus” (II Co. 5:3)
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Lutero disse: “A matemática faz tristes; a medicina, doentes; a teologia, pecadores”. A ironia da frase nos atinge com violência. Giordano Bruno dizia que: “Todas as coisas são feitas de contrários; razão pela qual, não podemos experimentar prazer algum que não seja mesclado de amargura”. O prazer do pensar teológico vem junto com a amargura das descobertas desconcertantes. O próprio Lutero dizia: “Não tenho outro nome senão pecador. Pecador é meu nome, pecador é meu sobrenome”. A verdade fundamental é uma só: Todos somos pecadores! Todos temos as nossas fraquezas. Deslizes são íntimos companheiros nessa viagem alucinante da existência. A incrível capacidade de totalidade do pecado atinge-nos implacavelmente, porém a multiforme Graça de Deus, também tem o poder da totalidade, também trabalha com o princípio do todo e da verdade. De Adão a Noé; de Abraão a Jacó; de Jacó a Davi; a história é o relato de homens em luta contra o domínio cruel do pecado. Mas a vida de Cristo, seu amor e sua esperança nos garantem a beleza do acreditar, de semear na graça, de existir em plena capacidade de, apesar do pecado, amar a Deus. Nosso grande salto, nosso maior triunfo está justamente no amar a Deus. Essa é a grande certeza que podemos ter: pela mediação de Cristo, no poder do Espírito Santo, somos capazes de amar a Deus! Quando isso acontece, a história ganha novas cores, nova dimensão, novo cheiro de graça. Aí podemos aprender as lições dos “pecadores da teologia”, homens como Abraão, que apesar de suas mentiras, amava a Deus, e isso o ajudou a trabalhar essas arestas do caráter e amar a verdade. Podemos aprender com Davi, o sanguinário, que amava a Deus, e isso o ajudou a desenvolver uma incrível capacidade de arrependimento. Quando amamos a Deus, nossa ética começa a ser trabalhada pelos frutos desse amor, aí, todo o intrigante domínio do pecado se torna uma área que procuramos vencer todos os dias com o “carregar a cruz”. Pecadores, porém amados. Essa deve ser nossa esperança, nossa graça, nossa âncora nesse tempestuoso oceano da história. Quando entendemos que somos amados por Deus, passamos a buscar corresponder a esse amor, e esse é o milagre maior do relacionamento entre Deus e o homem: O milagre do amor mais profundo e puro nascendo em corações tatuados pelo pecado. Quem não faz parte do incrível grupo dos “pecadores da teologia?” ***

O Nome nas Veias

Por llevar tu Nombre en las venas, espero llorar con los que lloran y reír con los que se ríen, porque deesto esta hecho la vida.
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Por llevar tu Nombre en las venas, espero perdonar a los que me han ofendido y pedir perdón por aquellos errores que he cometido.
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Por llevar tu Nombre en las venas, espero pasar hambre y compartir la pobreza con los necesitados de la sociedad.
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Por llevar tu Nombre en las venas, espero ser amigo de los que pecan y hacen el mal, porque merecen una oportunidad, igual que yo.
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Por llevar tu Nombre en las venas, espero compartir algún día con los que son mis enemigos, aunque sea un calvario.
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Por llevar tu Nombre en las venas, espero ser rechazado por la sociedad al seguir tu camino tan extraño y difícil.
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Por llevar tu Nombre en las venas, espero aceptar las diferencias de todo tipo, aunque la Iglesia me condene eternamente.
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Por llevar tu Nombre en las venas, espero escuchar y aconsejar a los que sufren en silencio, que no son pocos.
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Por llevar tu Nombre en las venas, espero vivir la paradoja de la vida abundante, para disfrutarla con más ganas.
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Por llevar el Nombre de Jesús en las venas…
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¿Podremos, o habrá que revisar que tipo de sangre tenemos?
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Fonte: Andrés Contreras, estudante de teologia no Chile *** Via PavaBlog