*** A partir de agora, os astrónomos têm de rever todos os seus livros sobre estrelas. É que, ao contrário do que pensavam, o tamanho máximo que uma delas pode alcançar não é 150 vezes a massa do Sol. A R136a1, agora descoberta a 165 mil anos-luz da Terra, é 265 vezes maior que a nossa estrela. E quando nasceu pode ter sido 320 vezes maior que ela. "Ao contrário dos humanos, estas estrelas nascem pesadas e perdem peso à medida que envelhecem", disse Paul Crowther, professor de Astrofísica da Universidade de Sheffield, responsável pela descoberta. "Tendo um pouco mais que um milhão de anos, a maior estrela, R136a1, é já de meia-idade e ultrapassou um grande programa de emagrecimento, perdendo um quinto da massa inicial ao longo do tempo, mais de 50 vezes a massa do Sol", acrescentou. A partir de novas observações do Very Large Telescope, no Chile, e de antigas leituras do telescópio espacial Hubble, a equipa liderada pelo britânico estudou duas regiões conhecidas por serem berços de novas estrelas - a NGC 3603 e a RMC 136a. Foi nesta última que detectaram a estrela gigante, que não é a única com massa superior ao que os astrónomos pensavam ser possível. A equipa encontrou estrelas com temperaturas superficiais sete vezes mais quentes que o Sol, dezenas de vezes maiores e milhões de vezes mais brilhantes. "A existência destes monstros, milhões de vezes mais luminosos que o Sol, que perdem peso através de ventos muito poderosos, poderiam proporcionar a resposta à incógnita de quão massivas podem ser as estrelas", explicou o Observatório Espacial Europeu.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Graça
Ainda há pouco, ao reler o admirável Sermão do Monte, percebi como a graça esteve presente nos princípios expostos por Jesus. Mesmo reconhecendo que a graça foi exaustivamente estudada e definida pela teologia, é preciso redescobri-la nos lábios do Nazareno. Os favores imerecidos de Deus não podem ficar circunscritos às codificações teológicas. Naquele relvado, na encosta de um morro qualquer, Cristo falou de assuntos diversos, mas não se esqueceu de explicitar que Deus se relaciona com seus filhos diferente de todas as divindades conhecidas. Após séculos de argumentação sobre os significados da graça, os cristãos precisam despertar para ao fato de que ela é o chão da espiritualidade cristã.
Um neopaganismo levedou a fé de tal forma que muitos transformaram a oração em uma simples fórmula para canalizar e receber os favores divinos. Para obter resposta às petições, implora-se, pena-se, insiste-se, no aguardo de que Deus escute. Quando não se recebe, justifica-se assumindo culpas irreais, como falta de disciplina. Acha-se que é necessário continuar implorando para Deus se sensibilizar. Mede-se a espiritualidade pelo número de respostas aos seus pedidos e, quando malsucedidos, castiga-se por não merecer. A própria linguagem denuncia romeiros católicos evangélicos, que lotam os espaços religiosos: é preciso “alcançar uma graça”.
Graça liberta do imperativo de dar certo. O Sermão da Montanha começa felicitando pobres em espírito, chorosos, mansos e perseguidos. Os triunfantes não podem se gloriar de serem mais privilegiados do que os malogrados. Graça revela um Deus teimosamente insistindo em permanecer do lado de quem não conseguiu triunfar; até porque a companhia de Deus não significa automática reversão das adversidades.
Graça permite o auto-exame, a análise das motivações mais secretas da alma, sem medo. Na série de afirmações sobre ódio, adultério, divórcio e vingança, Cristo deixou claro que ninguém pode se vangloriar quando desce às profundezas do coração. No nível das intenções, todos são carentes. O olhar sutil indica adultério. O ódio despistado revela homicidas em potencial. A vingança disfarçada contamina as ações superficiais. Lá onde brotam as fontes das decisões, tudo é confuso; vícios e virtudes se confundem. Somente com a certeza de que não haverá rejeição é possível confrontar os intentos do coração para ser íntegro.
Graça convida a amar. Jesus afirmou que Deus “faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos”. Para revelar sua bondade, Deus não precisou ser convencido a querer bem. Deus não faz acepção de pessoas; o seu amor não está condicionado a méritos. Quando as pessoas são inspiradas por gratidão, reconhecimento e admiração por tão grande amor, se sentem impulsionadas a imitá-lo. Deus surpreende por dispensar bondade sem contrapartida de virtude. Assim, na improbabilidade de os seres humanos se mostrarem graciosos, os discípulos devem almejar a única virtude que pode torná-los perfeitos como Deus -- o amor.
Graça é convicção de que o acesso a Deus não depende de competência. Quem acredita que será aceito pelo tom de voz piedoso ou pela insistência em repetir preces nega a paternidade divina. Antes de pedirmos qualquer coisa, Deus já estava voltado para nós. Os exercícios espirituais não precisam ser dominados como uma técnica, mas desenvolvidos como uma intimidade. O secreto do quarto fechado representa um convite à solitude, à tranquilidade que não acontece com sofreguidão.
Graça libera energia espiritual que pode ser dirigida ao próximo. Buscar o reino de Deus e sua justiça só é possível porque não é preciso preocupar-se com o que comer e vestir e por jamais ter de bater na porta do sagrado para conquistar benefícios particulares. Basta atentar para os lírios do campo e pardais para perceber que as ambições devem escapar à mesquinhez de passar a vida administrando o dia-a-dia.
Graça devolve leveza para que os filhos de Deus sintam-se à vontade em sua presença, como meninos na casa dos avós. Graça libera as pessoas para se tornarem amigas de Deus, em vez de vê-lo como um adestrador inclemente. Graça não permite delírios narcisistas. Nenhuma soberba se sustenta diante da percepção de que Deus aposta na humanidade e ainda se convida a cear entre amigos.
Graça distensiona o culto porque avisa: tudo o que precisava acontecer para reconciliar a humanidade com Deus foi concluído: “Consumatum est”. Portanto, enquanto a graça não for redescoberta de fato como a mais preciosa verdade da fé, as pessoas podem até afirmar que foram livres, mas continuarão presas à lógica religiosa das compensações. Devedores, jamais entenderão que o reino de Deus é alegria. A graça liquida com pendências legais. Não restam alegações a serem lançadas em rosto -- “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus?”.
A religiosidade legalista insiste que é perigoso falar excessivamente sobre a graça. Anteparos seriam então necessários para proteger as pessoas da liberdade que a graça gera. Mas o amor que tudo crê, tudo espera e tudo suporta não aceita outro tipo de relacionamento senão abrindo espaço para que haja amadurecimento. Deus ama assim, e o Sermão da Montanha não deixa dúvidas de que todo discurso sobre o reino de Deus deve começar com graça.
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“Soli Deo Gloria”.
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Procuram-se Amigos...
...Quero ser amigo de quem eu não deva me proteger, mas que também não se sinta acuado e com medo de mim. Não creio em companheirismo lotado de suspeita. Grandes amigos são vulneráveis; conversam sem cautela; sentem-se livres para rasgar a alma e sabem que confidências e segredos nunca serão jogados no ventilador da indiscrição. Amigos preferem proteger os amigos a defender normas, estatutos e leis.[...]
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Fonte: Ricardo Gondim
E Quem é que nos Defende desta Justiça...?
( Foto D.N. )
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Apanharam gangue e juiz libertou-o
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Trio detido após perigosa perseguição policial. Só termo de identidade e residência.
Estavam dentro de uma Ford Transit parada, com as luzes apagadas, próximo de uma loja de bicicletas no centro de Faro. Eram três e chamaram a atenção de uma patrulha da PSP: a loja tinha sido assaltada há pouco tempo. Abordados, os suspeitos fugiram, e assim começou uma perseguição policial a alta velocidade, entre Faro e Olhão, na Via do Infante. A corrida louca acabou com uma barreira da GNR e o despiste da carrinha na rotunda de Olhão. [...]
Ao tentar escapar, os três fugitivos despistaram-se, só parando no meio da vegetação seca da rotunda que aí existe. Um deles ainda tentou fugir a pé, por um esgoto de águas pluviais, com cerca de duzentos metros, mas sem sucesso. As autoridades encontraram duas armas no local do acidente.
Os homens, dois cidadãos espanhóis, com 22 e 26 anos e um português, de 25, são suspeitos de vários assaltos a lojas de bicicletas registados em todo o Algarve. Depois de presentes ao Tribunal de Faro, acabaram por sair em liberdade com termo de identidade e residência.
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domingo, 18 de julho de 2010
O Meu Cavalo de Pau
Veio até junto de mim, meio receoso, meio inquieto, meio comprometido, meio esperançado de que tudo afinal acabasse bem para ele depois de eu o ter apanhado com fósforos na mão a tentar incendiar meia dúzia de papéis velhos, trazidos pelo vento e amontoados junto do relvado que circunda a igreja por detrás da minha casa. Chamei-o, disse-lhe que nada receasse (afinal só queria retirar-lhe os fósforos e passar-lhe um raspanete). Teria 9 ou 10 anos de idade, tal como os seus outros dois companheiros de brincadeira. Foi o que fiz, pelo meio de algumas perguntas sobre o seu nome e onde morava. Percebeu rapidamente que o iria "entregar" e preferiu não me dizer onde era a sua casa, embora me tivesse afiançado que era da província e que estava de férias em casa dos avós. Com o meu ar de adulto, sabedor e experiente, que acha que pode ensinar tudo a um miúdo de 10 anos, expliquei-lhe das muitas razões pelas quais não se deve brincar com fósforos, especialmente num tempo em que, diferentemente do meu tempo de menino de 10 anos, em que tinha, na maior parte das vezes, que construir os meus próprios brinquedos, ele dispunha, na actualidade, de mil e um objectos para poder ocupar o seu tempo de criança ladina sem recorrer a "aventuras" com fósforos que podem tornar-se um grande problema para muita gente sem tempo para resolver problemas.
O seu olhar quase fulminou a minha argumentação. Disparou as suas certezas aproveitando ter na mira um dos alvos da sua incontida revolta, um dos adultos "responsáveis" pela triste sina que lhe destinaram, esta de ser criança de 10 anos num tempo em que nem sequer lhe deixavam espaço para exercitar a sua infância. Que sim, que eu é que tinha tido sorte por ter tido a oportunidade de fabricar os meus próprios brinquedos. Que ele nem desse privilégio se podia abeirar e que estava cansado de uma infância formatada e pensada por quem não era criança, como ele; uma infância cheia de adultos que em longínquas paragens lhe fabricavam sonhos que não tinha sonhado. Sim, era por isso que tinha que brincar com coisas proibidas, coisas que chateassem os adultos, que fizessem dele o "herói" do momento, tal como eu que, nas minhas brincadeiras de infância, qual xerife cavalgando o meu cavalo de pau, feito com as minha mãos de menino de 10 anos, perseguia, entre canaviais e trigais verdes acima da cabeça, todos os "bandidos" de turno foragidos à justiça.
Tanta coisa que afinal eu aprendi, em escassos minutos, com um miúdo de 10 anos a quem nem sequer é dado espaço para poder fabricar os seus próprios brinquedos.
Fica muito por dizer do que resulta das entrelinhas desta conversa de alguns minutos com uma criança de dez anos; mas o mais importante ficou entendido, pelo meio da sua arguentação explícita e viva: a sociedade e o modus-vivendi que estamos a construir, não convém a crianças que precisam crescer e desenvolver-se harmoniosa e equilibradamente. O mundo que lhes estamos a deixar é, de vários pontos de vista, muito mais pobre que o que nos coube em herança. E mesmo que os pais e família tenham agora maior poder aquisitivo, isso não faz deles melhores adultos nem dos seus filhos crianças mais felizes; bem pelo contrário, como facilmente se comprova.
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Jacinto Lourenço
sábado, 17 de julho de 2010
"Sobre Deus"
Não sei explicar as razões de minha fé. Não sei dizer os porquês de minha devoção. Sinto-me inadequado para convencer os indiferentes. Como fazer que desejem o mesmo sal que tempera o meu viver? Limitado, reconheço que tudo o que sei sobre o Divino é provisório. Não tenho como negar, minhas convicções vacilam. As certezas que me comovem são, decididamente, vagas.
Sei tão somente que Ele se tornou a minha meta, o meu norte, a minha nostalgia, o meu horizonte, o meu atracadouro. Empenhei o futuro para seguir os seus passos invisíveis. No dia em que o chamei de Senhor, a extensão do meu meridiano se alongou e os fragmentos de meu mapa existencial se encaixaram. Ao seu lado, caíram os tapumes da minha estrada e o ponteiro da minha bússola se imantou.
Sei tão somente que Ele se fez residente no campus dos meus pensamentos. Presente nos vôos da minha imaginação, transformou-se no mais doce ponto de minhas interrogações. Causa de toda inquietação, tornou-se a fonte de minha clarividência.
Sei tão somente que Ele se desfraldou como flâmula sobre meus ombros. Por amar tanto e tão formidavelmente, cilício, purgações, sacrifícios, tudo foi substituído por desassombro. No porão da tortura, nos suplícios culposos, achei um ambulatório, o seu regaço.
Livros contábeis, que registravam meus erros, foram rasgados. Encaro a eternidade com a sensação de que as sentenças estão suspensas. Já não fujo dEle como de um Átila. Eu o chamo de Clemente.
Sei tão somente que Ele ardeu o delicado filamento que acendeu a luz dos meus olhos. Ele foi o mourão que marcou o outeiro de minha alma; sou um jardim fechado. Ele é o badalo que dobra o sino do meu coração e o alforje onde guardo acertos e desacertos do meu destino.
Sei tão somente que Ele me fascina com a sua luz refratada em muitos matizes. Dele vem o encarnado que tinge a minha face com o rubor do sol. Seu amarelo me brinda com o açafrão do mistério transcendental. Vejo um roxo que me colore de púrpura real. Seu branco é lunar e me prateia. Seu preto me imprime de um nanquim celeste. Por sua causa, a minha alma espelha o azul dos oceanos virgens.
O que dizer de Deus? Tão pouco! Calado, só espero que o meu espanto celebre o tamanho da minha reverência.
*** Soli Deo Gloria
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Fonte: Pr. Ricardo Gondim
sexta-feira, 16 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
" O Sucesso segundo Deus"
Basta entrar numa livraria, secular ou cristã, procurar as prateleiras de livros de auto-ajuda, para lá encontrar inúmeros títulos sobre sucesso.
"Como alcançar sucesso", "Sucesso não é acidente", "Sucesso é ser feliz", "Sucesso não acontece por acaso", "7 passos para o Sucesso", são alguns dos títulos que você poderá encontrar.
A maioria oferece um tipo de receita de bolo, com passos e ingredientes necessários para se obter sucesso.
Até aí, tudo bem. Vamos relevar...
O problema não está na receita em si, mas na definição de sucesso. O que é "sucesso", afinal?
Na óptica do mundo, sucesso pode ser considerado êxito profissional, aquisição de bens de consumo, realização conjugal, etc.
Que definição as Escrituras nos dariam? O que seria "sucesso" na óptica divina?
E mais: Qual seria o aferidor usado por Deus para medir nosso sucesso? Será que Ele se impressionaria com as nossas realizações?
Poderíamos mensurar o sucesso de alguém pelo carro que guia? Ora, o carro novo de hoje, será a lata-velha de amanhã. Não é em vão que se diz que o sucesso é efémero, fugaz. Se a nossa definição de sucesso se ativer à aquisição de bens, ou mesmo à fama, então tal ditado deve ser confirmado. A celebridade de hoje, poderá cair no esquecimento amanhã[...]. Gente que foi sucesso um dia, hoje está abandonada até pela família. [...]
Há, então, um sucesso que não seja passageiro? A resposta é sim!
E se estivermos interessados nesse sucesso, temos que recorrer às Escrituras em busca da sua definição.
Antes de definir "sucesso" na óptica divina, destaquemos dois exemplos bíblicos de sucesso, um segundo Deus, e outro segundo o mundo.
Comecemos pelo exemplo de sucesso segundo Deus: Moisés.
O escritor de Hebreus diz que "pela fé Moisés, sendo já homem, recusou ser chamado filho da filha de Faraó. Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que, por algum tempo, ter o gozo do pecado. Teve por maiores riquezas o opróbrio de Cristo do que os tesouros do Egipto, porque tinha em vista a recompensa" (Hb.11:24-26).
Quem, em sua sã consciência, recusaria participar da linha sucessória de Faraó? Em termos populares, Moisés estava com a faca e o queijo na mão. Como filho da filha de Faraó, ele era forte candidato ao trono da maior potência do mundo de então. Entretanto, ele abriu mão de tudo isso.
Passou quarenta anos peregrinando com os hebreus pelo deserto do Sinai. Ao morrer, não teve sequer teve uma sepultura digna, como as dos faraós.
É sabido pelos arqueólogos que as famosas pirâmides egípcias foram construídas como gigantescos sarcófagos para os monarcas do Egipto. Nelas eram depositados, não apenas o corpo do rei, mas também todos os seus tesouros. Quanto maior a pirâmide em que fosse sepultado, maior o sucesso que aquele Faraó havia alcançado durante sua gestão como soberano do Egipto.
Porém, Moisés não teve sequer uma sepultura. O texto bíblico apenas indica que o próprio Deus o sepultou, mas seu corpo jamais foi localizado.Moisés trocou o ceptro egípcio por um cajado rústico de pastor. Trocou a vida cómoda dos palácios por uma vida nómada. Alguém se atreveria a dizer que Moisés não obteve sucesso aos olhos de Deus?
A propósito, qual era o nome do Faraó contemporâneo de Moisés?
Alguns milénios se passaram, e pouquíssimas pessoas sabem o nome daquele monarca. Porém, tantos judeus, quanto muçulmanos e cristãos honram o grande libertador e legislador que foi Moisés. Seu nome e sua obra jamais serão esquecidos. Até os ateus reconhecem em Moisés uma das mais importantes e emblemáticas figuras da História. Portanto, podemos afirmar que Moisés foi um homem de sucesso.
Como poderíamos definir "sucesso"?
Ou ainda, como Deus mediria o nosso sucesso? Qual o critério pelo qual alguém é considerado bem-sucedido para Deus?
É notório que o apóstolo mais bem-sucedido foi Paulo. Ninguém fez tanto em tão pouco tempo. Foi o seu empenho que proporcionou que o cristianismo avançasse para além das fronteiras judaicas.
É o mesmo apóstolo que nos revela que o sucesso de alguém é medido pelo número de acções de graça que são dirigidas acerca a Deus.
Ao conclamar a igreja de Corinto a participar na oferta que estava sendo levantada para ajudar os cristãos em Jerusalém, Paulo os estimula, dizendo: "Em tudo sereis enriquecidos para toda a generosidade, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus. A ministração deste serviço, não só supre as necessidades dos santos, mas também transborda em muitas graças, que se dão a Deus. Visto que esta ministração prova que sois obedientes, e seguis o evangelho de Cristo, eles louvarão a Deus. E também louvarão a Deus pela liberalidade das vossas dádivas para com eles, e para com todos. E orarão com grande afecto por vós, por causa da execelente graça que Deus vos deu" (2 Cor. 9:11-14). Para o mundo, o sucesso é medido por aquilo que conseguimos amealhar, pelas riquezas que concentramos em nossas mãos. Para Deus, o sucesso é medido por aquilo que conseguimos distribuir, fazendo com que acções de graça pela nossa vida cheguem constantemente a Ele.
Pouco importa para Deus a marca do carro que dirigimos. O que importa são as pessoas a quem oferecemos boleia, ou a quem socorremoscom o nosso veículo. O que importa não é quantas divisões tem a nossa casa, mas sim quantas pessoas temos hospedado nela. Não importa a marca das nossas roupas, mas aqueles a quem agasalhamos.
Não há oração mais eficaz do que aquela regada de acções de graça.
Quantas pessoas se têm dirigido a Deus em acções de graça pela sua vida? Para quantos sua vida representa o dom dos céus?
A tradição protestante não admite que se faça oração por aqueles que já morreram. Mas nada nos impede de continuar agradecendo a Deus por alguém que já partiu deste mundo.
Quando leio um bom livro de um autor que viveu séculos atrás, eu louvo a Deus pela sua vida, e pelo legado que ele deixou.
Agradeço aos céus pelo pai exemplar que tive, mesmo tendo deixado o mundo há quase oito anos. Embora ele não tenha deixado um grande património para a família, seu maior legado foi seu exemplo de vida, e assim como Abel, mesmo depois de morto, seu testemunho não perdeu a eloquência.
Escrevendo para os cristãos de Tessalónica, Paulo diz: "Sempre damos graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações, lembrando-nos sem cessar da obra da vossa fé, do vosso trabalho de amor e da vossa firmeza de esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai (...) De maneira que fostes exemplo para todos os fiéis..." (1 Ts. 1:2-3,7a). Um pouco mais adiante, nesta mesma epístola, Paulo exclama: "Que ação de graças poderemos dar a Deus por vós, por todo o gozo com que nos regozijamos por vossa causa diante do nosso Deus...?" (3:9).
Paulo não poupou elogios aos irmãos daquela cidade. Aquela poderia ser considerada uma igreja padrão, exemplo para as demais, digna de que por ela se oferecessem acções de graça a Deus.
Conhecendo este princípio, Paulo não se inibe em pedir: "Ajudando-nos também vós com orações por nós, para que por muitas pessoas sejam dadas graças a nosso respeito..." (2 Cor.1:11a). E mais adiante ele arremata: "Tudo isto é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, torne abundantes as ações de graça para a glória de Deus" (4:15).
Em vez de ficarmos por aí, rogando que os irmãos sempre orem por nós, que tal se nos tornarmos motivos de gratidão da parte deles para com Deus? Não será preciso pedir. Eles mesmos, expontaneamente, se lembrarão de nós quando estiverem ante o trono da graça, e agradecerão por nossas vidas.
Isso é sucesso! Que se multiplique o número de acções de graça pela sua vida! E quanto mais formos bênção na vida de outros, mais o Senhor terá prazer em manifestar em e através de nós as Suas bênçãos.
Antes de esperar que outros agradeçam a Deus por sua vida, pare um pouco para pensar, e lembre-se daqueles que têm sido bênçãos em sua vida. Agradeça a Deus por eles.
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Fonte: Hermes Fernandes
quarta-feira, 14 de julho de 2010
"No Começo, Simplesmente Pessoas"
“Jesus não fundou uma organização, ele inspirou um movimento. Era inevitável que o movimento logo se tornasse organização, mas no começo havia simplesmente pessoas, indivíduos e grupos espalhados, que tinham sido inspirados por Jesus.”
“Cada qual se lembrava de Jesus de seu jeito, ou tinha ficado impressionado por um determinado aspecto daquilo que tinha ouvido a respeito dele. No começo não havia doutrinas nem dogmas, e nem um modo universalmente aceito de seguir Jesus, ou de acreditar nele.”
“Os primeiros cristãos foram aqueles que continuaram a vivenciar, ou começaram a vivenciar, de um modo ou de outro, o poder da presença de Jesus entre eles após a sua morte. Todos sentiam que, apesar de sua morte, Jesus ainda os estava dirigindo, guiando e inspirando.”
“Acreditar em Jesus, hoje, é concordar com essa apreciação sobre ele. Não precisamos usar as mesmas palavras, os mesmos conceitos, ou os mesmos títulos. Na verdade, não precisamos usar nenhum título.”
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Albert Nolan *** In Jesus antes do Cristianismo
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Via Laion Monteiro
terça-feira, 13 de julho de 2010
"Os Nossos Planos e os de Deus"
Acredito que os ateus - o que quer que isso seja -, na sua ânsia desenfreada de atacar Deus, melhor O defendem.
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Woody Allen tem uma frase genial que resume, não só a soberania divina, como a mesquinhice humana: "Quer fazer Deus rir? Conte-lhe os seus planos para o futuro." Os crentes têm muito a aprender com os descrentes. Não que Deus despreze todos os desejos e intentos do coração humano, mas que os nossos planos são vãos a maior parte das vezes, isso é indesmentível. O Salmista assevera-nos que “O SENHOR conhece os pensamentos do homem, que são vaidade” (Salmo 94:11).Deus não existe para satisfazer e saciar os nossos desejos e pensamentos tal qual grande génio da lâmpada mágica. A avaliar pelos “sonhos”, projectos e planos que tantos crentes para si ambicionam, já se fazem ouvir no céu - tal qual foguetório em noite de santo popular -, sonoras gargalhadas divinas.
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Foi preciso Jó sofrer muito para descobrir que Deus tudo pode e que nenhum dos seus planos pode ser frustrado (Jó 42:2). Os planos de Deus são perfeitos e imutáveis. Esses sim, devemos crer, desejar e cumprir.
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Via Canto do Jo
Entrevista com Charles Swindoll
Quero pregar até que não tenha mais fôlego. Nada me incomoda mais do que a idéia de me ‘aposentar’.
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Charles Swindoll, 75 anos, está se aproximando de um momento no qual as pessoas costumam desfrutar suas vidas como aposentadas. Ele, todavia, não abre mão de continuar a pregar a palavra, e as gerações mais jovens ainda o têm como modelo. No passado, a Universidade Baylor e o jornal Leadership o consideraram um dos melhores pregadores da América. O Chanceler do Seminário Teológico de Dallas tem trabalhando no ministério pastoral há mais de quarenta anos, e já contribuiu, de diversas formas, com a publicação de mais de 70 livros. Suas pregações têm sido transmitidas por mais de 2000 rádios em todo o mundo.
Swindoll, que também é o pastor sênior da Stonebriar Community Church, em Frisco, Texas, começou a trabalhar recentemente em uma série de 27 comentários bíblicos, dos quais o primeiro foi Insights em Romanos (Zondervan). J R Kerr, um dos pastores da Park Community Church, em Chicago, falou com Swindoll e pediu que ele desse alguns conselhos a pastores mais jovens.
Tem havido uma renovação na pregação centrada no evangelho, na qual o foco está na expiação, e em se fazer de Jesus um herói. Como você responde aos críticos que dizem que uma pregação muito focada em questões históricas tira a atenção do cerne do evangelho?
Ao apresentar o evangelho às pessoas, você as está apresentando algo no qual possam acreditar. Para isso, é necessária toda uma preparação. Você não chega, entrega a mensagem de maneira fria e se despede. É necessário despertar um desejo no povo. Por exemplo, quando Jesus falou sobre o semeador, ele não apresentou nenhuma fórmula. Ao invés disso, ele se utilizou de uma realidade conhecida das pessoas – o semeador saindo a semear – e talvez tenha até apontado para um semeador que fazia seu trabalho, enquanto contava a estória. Ao expor uma mensagem às pessoas, preciso fazer de tal forma que revele a elas as necessidades dos seu dia a dia; sua história. Algumas das coisas mais importantes a se pregar podem ser vestidas com roupagens históricas. É evidente que o objetivo é o de sempre pregar a Cristo, sua graça, amor, misericórdia, compaixão, discernimento e sabedoria. Acho que soa um pouco estranho criar uma estória só para encaixá-la na mensagem do evangelho. Nem todo texto carrega a mensagem do evangelho.
Quais conselhos o senhor tem para jovens pregadores?
Gostaria que eles dissessem, ‘quero levar a sério minha tarefa de pregar a Bíblia. Não vou ficar enrolando o povo, fazendo da entrega da mensagem uma mera oportunidade de entretenimento. Quero apresentar a elas a Palavra, fazer com que tenham interesse por sua mensagem. Quero caminhar pelos livros da Bíblia, apresentando o que é importante, e fazendo disso minha grande tarefa. Quero ser conhecido, em vinte anos, como um expositor. Quero ser capaz de pegar as Escrituras e mostrar às pessoas como elas são relevantes. Quero começar a expor Romanos 1.1, e quando chegar ao final do capítulo 16, quero que as pessoas pensem, ‘como eu pude passar metade da minha vida sem conhecer essa mensagem?
Se eu, em algum momento, tivesse escrito um livro sobre pregação, ele conteria três palavras: pregue a Palavra. Livre-se de todas as coisas que lhe prendem e impedem de expor o evangelho com pureza; pregue a Palavra. 2 Timóteo 4.2 diz ‘pregue a Palavra a tempo e fora de tempo’.
Um de meus mentores, Ray Stedmen, costumava dizer, ‘nunca tire o dedo do texto, a despeito de você estar expondo-o ou aplicando-o. Faça com que os olhos das pessoas estejam fixos nele, e fale acerca de Jesus’. É simples assim.
Como o senhor pretende viver seus próximos anos?
Quero pregar até que não tenha mais fôlego. Nada me incomoda mais do que a idéia de me ‘aposentar’. Coisas estranhas acontecem quando você se descompromete. Primeiro você fica muito mais negativo; depois você começa a contar para as pessoas sobre suas últimas cirurgias. Enfim você acaba perdendo os contatos com os outros. E eu não quero perder contatos.
***
Por J. R. Kerr *** in revista Cristianismo Hoje
sábado, 10 de julho de 2010
"Que Queremos ? Ser Felizes."
Não há dúvida de que é realmente isso que queremos: ser felizes. Mas, quando se trata de dizer em que consiste a felicidade, encontramos tremendas dificuldades.
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A felicidade é o sumo bem. Mas já Aristóteles escreveu: "Todos os homens estão praticamente de acordo quanto ao bem supremo: é a felicidade. Mas, quanto à natureza da felicidade, já não nos entendemos." Também Kant se referiu a essa coisa indefinível, que é o objecto dos nossos sonhos, trabalhos e anseios, nestes termos: "O conceito de felicidade é tão vago que, embora toda a gente deseje alcançar a felicidade, nunca ninguém consegue dizer de forma definitiva e constante o que realmente espera e deseja."
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Uma das razões da dificuldade reside no facto de a felicidade ter tanto de subjectivo. A prova está em que encontramos pessoas felizes, apesar de, na nossa percepção, a sua situação as dever levar à infelicidade.
***
Não deixa de surpreender, por exemplo, que segundo o Happy Planet Index publicado em 2006 pela New Economics Foundation é no Vanuatu, um arquipélago da Melanésia, que as pessoas são mais felizes, no sentido de terem um grau mais elevado de satisfação com a vida. A surpresa é tanto maior quanto, comparando estas ilhas vulcânicas com os países do mundo industrializado, esperaríamos que fossem estes os mais felizes, atendendo ao seu progresso, à alta esperança de vida, oferta de bens materiais e consumo. Ora, a Alemanha, que é o quarto país mais feliz da Europa, depois da Itália, da Áustria e do Luxemburgo, ocupa o 81.º lugar na escala. Os países escandinavos estão ainda mais para trás: 112.º lugar para a Dinamarca, 115.º para a Noruega, 119.º para a Suécia e 123.º para a Finlândia, ocupando a França o lugar imediatamente a seguir: 124.º. Na China, na Mongólia ou na Jamaica, é-se mais feliz do que nos Estados Unidos, que ocupam o 150.º lugar.
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Isto significa, conclui o filósofo Richard D. Precht, num bestseller inteligente e estimulante, com o título Wer bin ich und wenn ja, wie viele? (Quem sou eu e, se sou, quantos?), que devemos tirar algumas lições da experiência desta gente do Pacífico Sul: afinal, não é no dinheiro, no consumo, no poder e numa elevada esperança de vida que reside a felicidade. Se nos fixarmos na escala de valores da "economia da felicidade" (happiness economics), constatamos que a maior parte das pessoas dos países ricos se engana ao dar tanta importância ao dinheiro. De facto, no nosso sistema de valores, o dinheiro e o prestígio ocupam o lugar cimeiro, exactamente ao contrário da avaliação dos economistas da felicidade, que diz que nada causa tanta felicidade como as relações interpessoais, isto é, a vida em família, a vida de relação boa com o parceiro ou a parceira, os filhos, os amigos. A seguir, vem o sentimento de ser útil e, depois, segundo as circunstâncias, a saúde e a liberdade.
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Quem coloca a base da felicidade na procura incessante de bem-estar material e de estatuto social para impressionar os outros revela um comportamento de carência e, assim, não pode ser feliz. Aliás, o capitalismo leva consigo a lógica da insatisfação: quanto mais se tem mais é preciso ter.
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Quem chama a atenção para isso é Richard Layard, professor na London School of Economics and Political Science. Na sua opinião, seria necessário rever toda a lógica dos países industrializados, pois o pleno emprego e a paz social são mais importantes que o aumento do PIB. O novo slogan deveria ser felicidade para todos e não o crescimento para a economia, resume Richard D. Precht, que, referindo a World Values Survey, insiste que são as relações sociais que ocupam o primeiro lugar, de tal modo que um divórcio é tão negativo para o bem--estar como a perda de dois terços do rendimento.
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Um estudo recente do ISCTE também revela que metade da população portuguesa tem dificuldades em sobreviver. No entanto, 73% dizem que são felizes e a razão principal é a família e os amigos.
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O que seria a felicidade? Uma mistura de tudo isto: "uma vida agradável", com prazer, "uma vida boa", "uma vida preenchida", realizada, conclui Precht.
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Prof. Anselmo Borges***In Diàrio de Notícias Online
quinta-feira, 8 de julho de 2010
AS PAISAGENS DRAMÁTICAS DE WILLIAM TURNER
Uma breve écfrase à poética da sua pintura
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Diz-se que Turner interpretou na tela todos os temas de uma forma épica. Diz-se que começou como pintor topográfico e pouco a pouco foi se inclinando para as paisagens, principalmente as marinhas.
Escreveu-se dom de transfiguração poética, liberdade de composição, violência tonal (nos tons) para a fase final da sua obra, talvez a mais impressionante e universalmente conhecida.
A verdade é que ao transportar para as suas obras toda uma visão épica, uma minúcia dos topoi, e todo o seu ponto de vista sobre as cenas marítimas, Turner usou sobretudo a dramaticidade dos confrontos, da luz / sombras; calmaria / tempestades; céus prontos para acolher anjos ou demónios, consoante o dramatismo ou o lirismo das suas cores. Não há estados melancólicos nos seus quadros, nem mesmo nos mais figurativos e livres do clima da aspereza e da tormenta.
Paisagens carregadas de dramatismo, colorismo dramático, paisagens com um drama romântico que o próprio romantismo literário utilizou na poesia, embora estivesse a surgir o Realismo, a Revolução Industrial e o Romantismo prestes a ser sepultado.
Um realista? Sim, quando nos conduz ao cerne das tempestades marítimas, por exemplo, mas a sua paleta e a textura arrebatadora da conjugação das suas cores, sob a luz e as sombras, já prenunciava o Impressionismo; a fealdade bela de alguns dos seus quadros, porventura leva-nos um pouco mais longe, até ao expressionismo.
E a aplicação da luz sobre as coisas, sejam os elementos da natureza, do céu e do mar, dos barcos ao trem a vapor, do Grand Canale calmo às tormentas, e o amálgama que disso tudo fez com a fulguração das suas cores misturadas e já sem formas definidas o colocaram sob a perspectivação do abstraccionismo avant la lettre, que, disseram críticos de arte, veio a surgir nas formas e nas cores fundidas, como nas obras de Kandinsky e de Paul Klee.
Nas telas de Turner, que nos colocam diante da rudeza dos elementos naturais, os seus redemoinhos não são de água, nem de ventos, são de luz, assim toda a teoria anterior da paisagem convencional estava subvertida.
Não haveria já lugar para a mimésis aristotélica, mas para a criação pura e simples de algo novo, a que o vocábulo hebraico “bara” serviria, não fosse o exagero do seu uso neste caso.
William Turner foi um intérprete das atitudes agónicas, não se pode afirmar que as suas interpretações pictóricas não sofram de passionalidade. Turner pintou a exaltação da natureza, no que ela tem de mais agreste e de mais anti-paixão.
Foi essencialmente um poeta da cor, dos confrontos entre luz e sombras (não trevas), um poeta das tempestades. Não pintava formas, mas estados de cor, atmosferas exteriores da natureza, névoas com conteúdos.
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Por: João Tomaz Parreira
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- Colaborador no Ab-Integro
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Mahler Nasceu há 150 Anos.
Assinala-se hoje o nascimento de Gustav Mahler, que ocorreu há precisamente 150 atrás.
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Entre as inovações introduzidas por Mahler estão o uso de melodias com grandes implicações para a harmonia, a combinação expressiva de instrumentos, em grande e pequena escala e a combinação da voz e do coral em forma sinfónica.
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Em 7 de Julho de 1860, no pequeno burgo de Kalischt (hoje Kaliště, em checo), na região da Boémia, numa região que não ficava muito longe da fronteira da Morávia, nasceu Gustav Mahler. Os seus pais foram Marien Hermann (1837-1889) e Bernhard Mahler (1827-1889).
[...] Gustav e a sua família eram judeus e faziam parte de uma minoria alemã que vivia na Boémia. Anos mais tarde, Gustav Mahler lembraria essa condição: "Sou três vezes apátrida! Como natural da Boémia, na Áustria; como austríaco, na Alemanha; como judeu, no mundo inteiro. Em toda parte um intruso, em nenhum lugar desejado!"
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In Wikipédia
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
Caminho Aberto para a Tumba do Faraó Seti I
Uma missão de arqueólogos descobriu no Vale dos Reis, na cidade de Luxor, o último tramo de uma passagem subterrânea que conduz à tumba do faraó Seti I, pai de Ramsés II, que reinou entre 1314 e 1304 antes de Cristo.
O Conselho Superior de Antiguidades (CSA) anunciou esta Quarta-Feira, num comunicado, que este achado foi possivel após uma busca que se prolongou por 200 anos nesta zona de Luxor, a cerca de 600 Km. ao sul do Cairo.
Trata-se da primeira vez que os arqueólogos conseguem colocar a descoberto, totalmente, um caminho escavado nas rochas com cerca de 174,5 metros de comprimento e que leva a uma tumba a 98 metros de profundidade, segundo disse o Secretário Geral do CSA, Zahi Hawas.[...]
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Continuar a Ler Aqui, em Castelhano, no jornal El Mundo
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