quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sorriso de Gioconda ainda nos Faz Sorrir...

Especialista italiano diz ter encontrado letras miniaturais inscritas nas pupilas, que poderão conter a identidade da modelo. Outros especialistas contestam. Teorias há muitas.
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Talvez nenhum quadro na história da pintura tenha suscitado tantas paixões, opiniões contraditórias e especulações. De auto-retrato do pintor a imagem da sua amante secreta, A Mona Lisa, ou A Gioconda, continua ainda hoje, meio milénio depois de ter sido pintada, a suscitar novas teses. A última é do presidente do comité nacional italiano do património cultural Silvano Vinceti que diz que nas pupilas da sorridente Mona Lisa existem letras miniaturais que poderão fazer novas revelações. Mas já há quem conteste a sua proposta.
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Imagens de alta resolução da pintura mostram segundo Vinceti que há letras inscritas no interior das pupilas da Gioconda: LV na pupila direita e outras pouco claras na esquerda.
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Segundo aquele especialista italiano, LV serão as iniciais do nome do próprio mestre: Leonardo da Vinci. Quanto às letras na pupila esquerda, Vinceti não adianta muito. Tanto poderá ser CE, como simplesmente um B, afirmou. E o seu significado não é claro. Se a ideia do grande pintor renascentista era esconder ali o nome da sua modelo, as letras não condizem com a identidade da senhora hoje tida por mais consensual entre os especialistas: Lisa Gherardini del Giocondo, a mulher do abastado comerciante de sedas de Florença, Francesco del Giocondo.
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Vários especialistas na pintura de Leonardo já contestaram a tese de Vinceti. O argumento de especialistas como Alessandro Vezzosi, director do museu da cidade natal de Leonardo, ou de Carlo Pedretti, um dos peritos mais reputados na obra do mestre, é que a pintura não revelou nada disso sob as lentes do microscópio electrónico, como disseram à Discovery News.
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A nova teoria acaba, pois, por ter o mesmo destino que todas as outras, juntando-se ao lote de muitas outras, mais ou menos especulativas, mas apaixonadamente debatidas ao longo dos anos sobre este quadro.
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Vale a pena referir que o mesmo Vinceti já defendeu que a pessoa pintada no quadro era o próprio autor, vestido de mulher. A sua nova tese também revela um pouco sobre a validade da sua anterior opinião.
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Mas não ficam por aqui as propostas que já existiram para dar nome à misteriosa mulher. Já se aventou que seria Caterina Sforza, a filha ilegítima do então duque de Milão, Isabella de Aragão, a mulher desse mesmo duque, ou Constanza d'Avalos, duquesa de Francavilla e a amante de Giuliano de Medici. Quanto ao sorriso, há teorias para todos os gostos: a senhora estava grávida, tinha asma, paralisia facial ou, simplesmente, os dentes estragados.
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Mistério. Catarina Sforza, filha ilegítima do duque de Milão, Isabella de Aragão, mulher desse duque, ou Constanza d'Avalos, amante de Giuliano de Medici? São várias a propostas. A mais consensual: era Lisa Gherardini del Giocondo
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Enigma. Nenhum sorriso foi tão dissecado. Há quem garanta que a senhora não está a sorrir, mas o consenso é ao contrário. Para os especialistas em pintura, o efeito de sorriso deve--se à técnica do sfumato usada pelo mestre, que permitia tornar tudo vago, incluindo o sorriso. A neurologista Margaret Livingstone, de Harvard, diz que a visão humana central percebe o sorriso, mas a periférica não. E há quem diga que a senhora tinha paralisia facial.
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In Diário de Notícias Online de 15 de Dezembro de 2010

Outro exemplo de Barbárie contemplada pelas Leis religiosas Islâmicas- Lapidação de Mulheres acusadas de adultério. Deus Nunca estará Nisto

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Pouco recomendada a visualização por qualquer ser humano...

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Deus nunca estará nisto

Um impressionante vídeo amador de uma mulher, no Sudão, a ser chicoteada pela polícia em nome da lei da moral Sharia, por estar a usar calças debaixo das vestes muçulmanas, foi parar à Internet e está a gerar polémica. No vídeo, não aconselhável a pessoas impressionáveis, vê-se a mulher rodeada de homens, aos gritos, pedindo clemência, enquanto pelo menos dois deles, supostamente agentes policiais, a chicoteiam sem piedade. Segundo o editor internacional do canal britânico SkyNews, que também divulgou o vídeo, estas são imagens raras de um acontecimento que é mais frequente do que se pensa.
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In Diário de Notícias Online de 14 de Dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Amor, a Marca Distintiva do Cristão

Jesus, o Filho de Deus, e supremo intérprete das Escrituras, ordenou: "Novo mandamento vos dou - que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. E nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros" (Jo 13.34,35). Obviamente Jesus está falando de um certo tipo de amor. Trata-se do mesmo amor com que Ele nos amou: amor perseverante, sacrificial e santificador. Não é amor apenas de palavras nem amor regido pelos interesses do egoísmo, mas amor de facto e de verdade, amor que se sacrifica pela pessoa amada. Por essa razão, Jesus fala de um novo mandamento, ou seja, de um nível de amor que não era conhecido até então.
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Esse amor puro, santo e superlativo não contradiz a verdade. Não podemos sacrificar a verdade em nome do amor. Não devemos abrigar sob o guarda-chuva da tolerância todas as crenças, com a frágil desculpa de que o amor nos une e a verdade nos separa. A família de Deus não é composta daqueles que creem na verdade e daqueles que a rejeitam. A família de Deus está estribada sobre a rocha eterna da verdade e fora da verdade não existe família de Deus. Essa verdade é a própria Escritura (Jo 17.17), essa verdade é o próprio Jesus (Jo 14.6). Fora da Palavra e fora de Jesus não há comunhão verdadeira, uma vez que sem a verdade das Escrituras e sem o Salvador Jesus não há igreja, não há família de Deus, não há verdadeira comunhão. A proposta ecuménica, na qual todos os credos religiosos, mesmos os mais heterodoxos, se unem é, portanto, uma falácia.
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Mas, se não podemos sacrificar a verdade em nome do amor, também não podemos sacrificar o amor para sustentar a verdade. Aqueles que se escondem atrás de suas fortalezas doutrinárias para atacar impiedosamente os irmãos que discordam deles em pontos secundários estão em desacordo com a Palavra de Deus. Os fariseus atacaram o próprio Jesus pelo facto deste não viver de acordo com as suas estreitas regras. Para os fariseus, quebrar os preceitos que eles mesmos estabeleceram era a mesma coisa que violar a própria Palavra de Deus. Na verdade, os fariseus tornaram-se mais zelosos de suas tradições do que da própria verdade. Consequentemente, tornaram-se os mais radicais inimigos de Cristo e se mancomunaram com os herodianos para levá-lo à morte.
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O amor cristão não é complacente com o erro nem conivente com o pecado. O amor, entretanto, não se assenta no tribunal, arrogando a posição de juiz, para condenar impiedosamente os fracos. O amor não esmaga a cana quebrada nem apaga a torcida que fumega. O amor não labora para condenar, mas para restaurar. O amor não se alegra em ver os que tropeçam sendo arrastados para a vala do ostracismo, mas luta para levantá-los e com alegria conduzi-los de volta ao aprisco seguro.
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Jesus disse que o critério para sermos conhecidos como seus discípulos é o amor. Jesus lidou com grande severidade com os críticos fariseus e foi amável sem deixar de ser firme com os publicanos e pecadores. Jesus acolheu em seus braços hospitaleiros todos aqueles que eram condenados pela intolerância dos fariseus, não para que seguissem a sinuosa estrada do pecado, mas para guiá-los pelas veredas da justiça.
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O mundo está olhando para a Igreja. É impossível deixar de vê-la uma vez que ela é como uma cidade no alto de um monte. Se o amor for a marca distintiva que nos caracteriza, isso produzirá impacto nas pessoas. Se o amor for apenas um discurso vazio, uma caricatura desta suprema virtude, então, seremos causa de tropeço para aqueles que olham para nós. É tempo de sondarmos o nosso próprio coração e examinarmos a nossa própria vida, a fim de saber, se de facto, estamos sendo conhecidos pelo critério do amor verdadeiro, como discípulos daquele que nos amou e a si mesmo se entregou por nós.
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Por Hernandes Dias Lopes in Revista Comunhão

sábado, 11 de dezembro de 2010

Eis que aqueles que enfeitam a cabeça

Eis que aqueles que enfeitam a cabeça
+ com louros
+ trazem consigo o Menorah sagrado
+ dos judeus
+ os que regressam ao Lácio cantam vitória
+ arrancada a alma e o coração
+ dos vencidos
+ exibem um troféu de lágrimas e sangue
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o sol do meio-dia reflecte no ouro maciço
+ do candelabro do Templo
+ o olhar de Iavé
+ torna pesado o despojo
+ e cega os olhos
+ dos que não conseguem ver.
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+ Brissos Lino 4/12/10

"O Grito da Semente" - Novo livro do Poeta e escritor Brissos Lino lançado Hoje às 16h em Lisboa

Hoje, pelas 16h-00, o poeta e escritor cristão, Brissos Lino, vai lançar mais um livro que junta assim ao seu portfólio. Trata-se do título " O Grito da Semente".
Brissos Lino, para além de poeta e homem de cultura é pastor da igreja Jubileu, em Setúbal, e reitor da UNISETI, Universidade Sénior de Setúbal . Possuidor de uma personalidade multifacetada e de uma reconhecida "inquietação" intelectual que o leva a assumir-se como um homem eminentemente "inconformado" com tudo o que possa empalidecer a dignidade humana nas suas mais variadas vertentes, intervém recorrentemente em diversos foruns académicos, sociais e cristãos, emprestando-lhes, com o seu saber e olhar largo, um valor de matriz sublinhadamente cristã, que representa, afinal, a sua causa de vida desde sempre.
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JL
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+ "O Grito da Semente"
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" Prefácio de Fabiano Fernandes +
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Hotel Real Palácio, Rua Tomás Ribeiro, 115, Lisboa +
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11 de Dezembro, 16h00
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Com a presença de João Tomás Parreira e João Pedro Martins
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Edium Editores
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Pode até tratar-se de um "frete" de A.P.M. a Sócrates, mesmo assim não deixa de ser uma Boa Notícia para um país pouco Seguro de Si próprio..

Abençoada Ciência
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A estrutura produtiva do País tem vindo a mudar qualitativamente de forma marcante nos últimos 15 anos. Começam agora a definir-se os contornos de um outro Portugal, diferente da imagem corrente de um tecido empresarial que insistia em apostar no trabalho desqualificado e mal pago. A pouco e pouco foram-se criando as condições de investimento no capital humano e nos meios para fazer emergir a ciência como factor produtivo, indutor de vantagens na competição global. Se em 1995 havia somente 240 empresas que investiam em I&D (investigação e desenvolvimento), hoje já são mais de 2500. O pessoal de investigação nessas empresas, bem como os quadros com formação superior, multiplicaram-se por 8; o investimento em I&D por 13. Hoje, Portugal tem 8 trabalhadores científicos em cada 1000 activos, para uma média de 6 nos 33 países mais avançados (os da OCDE).
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Mas será que este investimento valeu a pena? Medindo resultados, verificamos que entre as mil grandes empresas do País mais as cerca de 5200 PME líderes - responsáveis por mais de 90% das exportações nacionais -, 740 com I&D, empregando quase 300 mil trabalhadores, atingiam 42% do volume de negócios daquele universo e 52% das suas exportações. Estamos, já, num país dual, em vez do uniformemente atrasado. A aposta no ensino, sobretudo para os mais novos, está também ela a criar realidades diferenciadas quanto à qualificação de vários estratos da população activa: há 30 anos, no grupo etário entre os 25 e os 34 anos, só 9% completaram o ensino secundário e 5% o ensino superior em Portugal. Hoje, nesse mesmo escalão etário, há 32% dos jovens com o secundário completo e 14% com um curso superior. Chega? É claro que não! Estes valores representam somente 43% e 52% dos valores médios prevalecentes na OCDE. Mas a sua presença já deixou de ser irrelevante para a produtividade das empresas. Os valores impressionam: nas novas empresas, criadas desde 2005, para uma produtividade de cem nas que empregam licenciados, cai-se para 29 nas que os não empregam e salta-se para 239 nas empresas com I&D! Alguém duvida de que esta é uma aposta que deve intensificar-se nos próximos anos?
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Texto de António Perez Metelo no Diário de Notícias de 10 de Dezembro de 2010

De uma Cruz a outra cruz: a palavra do Perdão

A crucificação de Cristo apresenta-se aos olhos da história como um crime da religião, por isso pode ser integrada numa história universal da infâmia. A infâmia é, para a cultura filosófica e literária, uma relação entre o mal e os homens, desde o filósofo Michel Foucault ao poeta Jorge Luis Borges, que assim o asseveraram e escreveram sobre ela. Nesta perspectiva , podemos afirmar sob dado ponto de vista, que certos sectores religiosos judeus foram infames, mais do que os romanos, ao levarem Cristo a julgamento irregular, à condenação e à execução na Cruz, no Monte do Golgota. Contudo, a frase de Jesus Cristo crucificado, uma das chamadas 7 palavras da cruz, “Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem”, parece redimir os judeus e os romanos da infâmia (a menos que o Senhor a estivesse a usar apenas para os romanos, que parece ser o caso histórica e hermeneuticamente), é que a inocência não pressupõe infâmia. O referido poeta JLB, numa entrevista sobre a sua História Universal da Infâmia, disse, citando a frase de Jesus: «Eu julgo que Jesus sentiu isso. Sentiu que os seus carrascos, aqueles que o pregavam na cruz, não eram forçosamente uns canalhas. Eram soldados que deviam obedecer às ordens que recebiam.»[...]
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Texto de João Tomaz Parreira. Ler AQUI no Papéis na Gaveta

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"Nada onde Pousar o Sonho"

Desafio Miqueias ++++ edita primeiro livro de antologia poética sobre a pobreza. Poemas de Fernando Pessoa, J.T.Parreira, Clélia Mendes, Brissos Lino, Lurdes Saramago Chappell, João de Mancelos, Júlia Lemos, Rui Almeida, Rui Miguel Duarte, Florbela Ribeiro, Helena Branco e João Pedro Martins.
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Custo do livro: 5 EUROS em oferta exclusiva no FACEBOOK (até 31 de Dezembro)
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Portes GRÁTIS! Na promoção de lançamento do livro de poesia Nada Onde Pousar o Sonho e do CD Natal com Significado na loja online do Desafio Miqueias é oferecido o custo de envio da encomenda. A promoção é temporária e para os fãs do Desafio Miqueias.
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O livro pode ser adquirido através de pedido para: desafio.miqueias@gmail.com com indicação do nome e morada para envio.

Redescobrir Tutankhamon Online

( Foto D.N.)
Todo o trabalho do arqueólogo Howard Carter está disponível na Internet
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Quando se pensa em faraós egípcios, o primeiro nome que vem à cabeça é sempre o de Tutankhamon. Não tanto pela importância histórica do faraó, que morreu bastante jovem, mas antes pela mediatização em torno da descoberta, em 1922, do seu túmulo, pelo inglês Howard Carter.
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E 88 anos após a empolgante revelação, o Instituto Griffith, de Oxford, decidiu colocar online todo o material que documenta os dez anos de investigação arqueológica desenvolvida por Carter. Objectivo: fomentar a sua investigação científica.
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Agora, à distância de um clique, estão disponíveis todas as fotografias originais de Harry Burton, o fotógrafo que acompanhou Carter nas escavações, e ainda fichas, notas e diagramas do próprio arqueólogo e egiptólogo inglês, com uma transcrição a facilitar a leitura. O site chama-se Tutankhamun: anatomy of an excavation. A responsabilidade científica é do egiptólogo checo Jaromir Malek, conservador dos arquivos do Instituto de Griffith, onde estão guardados todos os documentos relativos ao trabalho desenvolvido por Howard Carter.
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Desde a célebre máscara de ouro ao minúsculo pedaço de vidro, todos os 5398 objectos estão documentados e disponíveis para todos, desde a comunidade científica aos simples curiosos.
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Em Madrid, por ocasião da exposição "Tutankhamon, o Túmulo e os seus Tesouros", em exibição na Casa de Campo (ver caixa), o responsável explicou o objectivo deste projecto. "Os objectos do túmulo foram fotografados, mostrados em inúmeras exposições e catálogos, livros e revistas, mas têm sido muito pouco estudados cientificamente", afirmou ao El País. "Até peças icónicas, como a máscara de ouro, carecem de análises aprofundadas", destacou. Jaromir Malek quantifica mesmo o estado da investigação em torno do túmulo de Tutankhamon: "Oitenta e oito anos depois da sua descoberta , apenas 30% do conteúdo foram estudados cientificamente." Com a disponibilização dos documentos, o egiptólogo espera alterar esta situação. E se Howard Carter levou dez anos a inventariar todos os tesouro do túmulo de Tutankhamon, o Instituto demorou 15 anos para fazer renascer o jovem faraó na Internet.
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Entrar AQUI para Redescobrir Tutankhamon
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In Diário de Notícias de 05 de Dezembro de 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Salário Mínimo, patrões, trabalhadores, governo e Dignidade

1. O primeiro-ministro e a ministra André deram sinais de que iriam voltar atrás no compromisso de subir o salário mínimo. Vieram assim dar razão a algumas associações patronais que argumentavam não conseguir fazer face a esse aumento.
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Só se consegue entender a postura dos patrões em função duma qualquer negociação. Talvez relacionada com possíveis alterações na legislação laboral ou outras.
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Não tenho qualquer dúvida de que os representantes das empresas sabem que o custo associado a este aumento no salário mínimo é praticamente irrelevante para as suas companhias. Mau era se assim não fosse: uma empresa que não consegue suportar um aumento de 25 euros mensais com um trabalhador que apenas ganha 475 não se manterá por muito tempo no mercado, mesmo uma pequena ou média empresa. Mais, mostrem-me uma boa empresa com muita gente paga a 475 euros por mês e eu estou disposto a dançar todo nu no Rossio. [...]
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Texto de Pedro Lopes Marques para ler integralmente AQUI no Diário de Notícias de 05 de Dezembro de 2010

Descoberto Manuscrito de Leonardo da Vinci

( Foto El País )
Um fragmento de um manuscrito acerca do voo dos pássaros foi encontrado numa biblioteca de Nantes, França, onde estava esquecido desde há quase século e meio. Segundo um especialista, este manuscrito pertence a Leonardo da Vinci (1452-1519). Carlo Pedreti, especialista no génio italiano, explicou ao diário local La Presse Océan "que se trata de notas sobre o ar e o vento relacionadas com um estudo sobre o voo dos pássaros que da Vinci terá sido escrito por volta de 1504."[...]
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Ler texto integral, em Castelhano, AQUI no jornal El País

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Que somos Nós hoje ?

Que somos nós hoje? Uma nação que tende a regenerar-se: diremos mais: que se regenera. Regenera-se, porque se repreende a si própria; porque se revolve no lodaçal onde dormia tranquila; porque se irrita da sua decadência, e já não sorri sem vergonha ao insultar de estranhos; porque principia, enfim, a reconhecer que o trabalho não desonra, e vai esquecendo as visagens senhoris de fidalga. Deixai passar essas paixões pequenas e más que combatem na arena política, deixai flutuar à luz do sol na superfície da sociedade esses corações cancerosos que aí vedes; deixai erguerem-se, tombar, despedaçarem-se essas vagas encontradas e confusas das opiniões! Tudo isto acontece quando se agita o oceano; e o mar do povo agita-se debaixo da sua superfície. O sargaço imundo, a escuma fétida e turva hão-de desaparecer. Um dia o oceano popular será grandioso, puro e sereno como saiu das mãos de Deus. A tempestade é a precursora da bonança. O lago asfaltite, o Mar Morto, esse é que não tem procelas. O nosso estrebuchar, muitas veze colérico, muito mais mentecapto e ridículo, prova que a Europa se enganava quando cria que esta nobre terra do último ocidente era o cemitério de uma nação cadáver. Vivemos: e ainda que semelhante viver seja o delírio febril de moribundo, esta situação violenta, aos olhos dos que sabem ver, é uma crise de salvação, posto que dolorosa, e lenta. Confiemos e esperemos: o nome português não foi riscado do livro dos eternos destinos.
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Alexandre Herculano, in "Duas Épocas e Dois Monumentos (Questões Públicas - 1843)" *** via Citador

Acerca das Falsificações...

...O sucesso de um falsificador de dinheiro depende de quão parecida for a falsificação com o original levando-nos a tomar o falso pelo genuíno. A heresia não é uma negação completa da verdade. É uma perversão da verdade e essa é a razão porque uma mentira incompleta é mais perigosa do que uma mentira completa. Por isso quando o pai da mentira sobe ao púlpito ele não costuma negar abertamente as verdades fundamentais do evangelho. Pelo contrário: apresenta-as e dá-lhes uma interpretação errada que possa parecer verdadeira.[...]
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Do livro: "Uma igreja sem Propósitos" de Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Uma Carta para Pérgamo

( Altar de Zeus em Pérgamo - Museu de Pérgamo, Berlim )
À semelhança de outras igrejas primitivas, não temos também nenhuma indicação da data de fundação para a igreja localizada em Pérgamo, embora saibamos, com toda a certeza, que isso ocorreu durante o primeiro século da nossa era. Também não conseguimos apurar nada de relevante sobre a sua composição social. Podemos acreditar que não derivará muito daquilo que acontecia com outras igrejas cristãs na Ásia Menor, uma vez que falamos dum contexto cultural, social e económico marcadamente Greco-Romano e que, portanto, a igreja seria povoada por pessoas convertidas do paganismo reinante, gentios e também judeus foragidos das perseguições romanas nos seus territórios de origem. De igual forma, não nos chega nenhuma informação a partir da qual possamos concluir algo sobre a liderança da igreja. Sabemos aquilo que a carta contida no livro de Apocalipse nos informa acerca de Antipas, que era seu pastor antes do martírio. Sobre a sua sucessão, a história não nos deixou réstea de informação que faculte a mínima hipótese de formulação teórica para a realidade desta igreja. Mas sabemos que a dificuldade para os que professavam a fé cristã em Pérgamo é extrema, num ambiente de paganismo, misticismo e ocultismo.
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As terras de Pérgamo eram férteis. Disso falaram Plínio o velho e Estrabão. Trigo, azeite, vinho, cavalos e ovelhas, mármore, madeira, minas de prata e ouro. Unguentos e perfumes de Sardes. Tecidos bordados a fio de ouro, sapatos e arreios. Enfim toda uma panóplia de materiais e produções que estão reflectidas no pórtico do altar de Zeus. A riqueza de Pérgamo era tão fabulosa que Horácio, o grande poeta latino, utiliza nos seus poemas o termo «Atálico» quando se quer referir a algo que é imensurável.
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Monumentais obras arquitectónicas dispostas em «socalco» e em quatro plataformas da Acrópole da cidade de Pérgamo, dominavam aquela. Destacam-se o palácio dos reis, o templo de Athena, a biblioteca (a segunda maior do mundo, por essa altura, a seguir a Alexandria com a qual rivalizava), o teatro (com capacidade para cerca de 20.000 espectadores), o templo de Dioniso, o templo de Asclépio, a Ágora superior e o grande altar de Zeus. Descendo da Acrópole, o complexo do «Gimnasium», o maior e mais completo da antiguidade.
Os fundadores do reino e da cidade de Pérgamo, tinham a ilusão de que estes se pudessem tornar numa réplica, em importância e relevo, de Atenas no oriente. Isso emprestou a Pérgamo um conjunto de características que não se verificavam noutras cidades da Ásia Menor. Nomeadamente o facto de aí estar instalado um dos maiores templos a Zeus , a oriente da Grécia, erigido por Eumenes II para consagrar a Zeus a sua gratidão pela vitória alcançada por seu pai na guerra contra os gálatas, para além, é claro, de existirem outros templos e cultos de importância relativa, como a Athena, Asclépio, Dioniso, Cibele, etc. Mais tarde, no ano 29 d.C., foi ainda erigido um outro templo, a Augusto, imperador Romano.
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Pérgamo era um importante centro de paganismo. “Aqui travava-se uma intensa batalha, em que os combatentes não eram pessoas, mas ideias. O aspecto mais importante realçado na carta escrita à igreja de Pérgamo e que consta em Apocalipse, não era o do bem e do mal, mas sim o da verdade e do erro. Face a toda este ambiente de superstição religiosa, mística e ocultista (que radicava em boa parte nas influências babilónicas), fica a ideia de que a presença do Anticristo era mais evidente em Pérgamo do que noutras cidades da Ásia Menor”.
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Aqui estava centralizada a principal referência pagã a Asclépio ( o deus serpente) por aí se situar uma importante escola de medicina, ciência que, por essa altura, andava um pouco de braço dado com o ocultismo e misticismo (um género do culto a Sousa Martins do nosso tempo). O nosso bem conhecido Galeno exerceu na escola de Pérgamo. Segundo historiadores da antiguidade, como Tácito e Xenofonte, a adoração ao deus Asclépio assumiu grande relevo no contexto do pequeno império de Pérgamo e, mais tarde, na Província Romana da Ásia Menor e outras vizinhas. É como se Pérgamo e Asclépio fossem “Fátima” daquele tempo.
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Pérgamo tem portanto, como vimos, particularidades que afectaram decididamente a vida da igreja e dos cristãos aí residentes. +
A razão pela qual Jesus conhece as igrejas, é porque anda no meio delas, e por isso pode particularizar a mensagem que dirige a cada uma. Relativamente à igreja de Pérgamo, Jesus está fundamentalmente preocupado com a verdade e que esta seja, para além de preservada, difundida.
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Jesus revela-se, no início da carta que dirige à igreja de Pérgamo pela pena de João, de uma forma dura aos cristãos a ela pertencentes. Ele descreve-Se como aquele que tem uma espada de dois gumes porque o poder sobre a morte e a vida é dele. Ele não apenas aplica a Justiça e o Amor como também destrói os inimigos do seu reino. Dois gumes da espada, portanto. A espada é claramente uma analogia com aquilo que ela representava no Império de Roma. Mas Cristo queria informar os crentes de que não deviam vergar-se ao poder déspota de Roma e à adoração do erro proveniente desse poder. Roma, por seu lado, não se interessava muito que os autóctones praticassem as suas próprias religiões, mas se alguém dizia “ Zeus é Senhor” ou “Jesus é Senhor” tinha imediatamente que dizer de seguida que “César é Senhor”.
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Também, pelo menos uma vez no ano, todas as pessoas deveriam prestar culto a César e queimar-lhe incenso, sob pena de serem acusados de traição e consequentemente mortos.
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O Senhor Jesus Cristo informa na carta que não toleraria falsos ensinos e ensinadores. Os crentes de Pérgamo não podiam esquecer que existe um padrão imutável na igreja de Deus: a Sua Palavra, e que Cristo zela por a fazer cumprir.
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Qualidades importantes foram realçadas e apontadas à igreja de Pérgamo : reteve o Nome de Cristo e não negou a fé. Qualidades estas que se tornam ainda mais importantes se atendermos ao período difícil pelo qual a igreja de Pérgamo passara "no tempo de Antipas - fiel testemunha". A coragem de Antipas em manter a fé, não se arrastando a deuses estranhos nem à religião do estado levou-o a ser condenado à morte. De acordo com a tradição, no interior do templo de Asclépio, deitado vivo numa grande bacia de bronze que foi levada à incandescência através de fogo.
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Jacinto Lourenço