terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A História da História

De Heródoto, o "pai da História", ao século XX, diversas foram as formas encontradas de pensar e escrever a História. O curto texto que se segue, pretende dar a conhecer os passos fundamentais desse percurso.
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De uma forma geral costuma dividir-se a evolução do "Processus" histórico em 3 fases distintas: a fase Pré-científica que engloba as historiografias Grega, Romana, Cristã-medieval e Renascentista, a fase de transição, em que se destacam a historiografia Racionalista ou Iluminista e a historiografia Liberal e Romântica e, finalmente, a fase científica em que temos o Positivismo, o Historicismo, o Materialismo Histórico, no século XIX, e a escola dos "ANNALES" e a História Nova, em pleno século XX.Como já vimos considera-se que o "Processus" histórico se inicia com os Gregos e de facto é com Heródoto de Halicarnasso que em pleno século V A.C. , se faz pela primeira vez uma tentativa de investigação do passado, eliminando tanto quanto possível, o aspecto mitológico. A história começa a abandonar o estudo das "coisas divinas" e começa a preocupar-se com as "coisas humanas". Heródoto procurou além disso estabelecer uma causalidade entre os factos históricos e os motivos que os determinam, factor de extrema importância se considerarmos que esta forma de actuação, esta perspectiva, não é inata ao pensamento grego. Como afirma Barraclough, esta é uma invenção de Heródoto. Além de Heródoto, a historiografia grega contou com outros personagens importantes de que se destacam Tucídides e Políbio. Se Tucídides é importante pelo rigor que coloca na selecção dos testemunhos e pela imparcialidade que pretende introduzir na narrativa, com Políbio faz-se a transição da tradição historiográfica para os Romanos, destacando-se especialmente de entre estes, Tito Lívio e Tácito. No entanto faltou brilho à historiografia romana e em termos concretos pouco se evoluiu relativamente aos helénicos. Se com Tito Lívio e a sua história de Roma ainda se vislumbra a introdução de algum método na investigação dos factos, com Tácito e a sua perspectiva pedagógica, encontramos um relato eivado de parcialidade e preconceitos. Numa análise geral, podemos afirmar que a historiografia Greco-Romana se caracteriza por um sentido pragmático, didáctico e principalmente com os Romanos, pelo surgimento de um espírito de exaltação nacional. A História que com Heródoto e Tucídides apresentava um cariz regionalista, passa com os seus seguidores a assumir uma perspectiva universal.Com o advento da Idade Média a historiografia sofre um retrocesso e passa a apresentar relações teológicas que lhe imprimem um carácter providencialista, apocalíptico e pessimista. Deus passa a estar no centro das preocupações humanas. É o Teocentrismo. A preocupação do historiador passa a ser a justificação da vinda do filho de Deus ao Mundo, e depois desse evento, analisar as suas repercussões.[...]
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Autor: Pedro Silva *** Ler texto integral AQUI no História Aberta

domingo, 9 de janeiro de 2011

Alegoria de um Português à mesa da Ceia do Governo na Transição do Ano...

O Estado do país é um Regabofe... e o Povo a Pagar.

O DN publica hoje [ ontem ] a segunda parte de uma investigação que traça o verdadeiro retrato do Estado e que está apenas disponível na edição impressa. Veja a análise de uma década de gastos estatais. +
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O dinheiro gasto em telecomunicações foi superior ao custo da Ponte vasco da Gama. Em estudos e pareceres, o Governo gastou cinco vezes mais do que a parcela que investiu na construção dos dez estádios de futebol do Euro 2004.
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Veja AQUI [ e leia na edição em papel de 08 Janeiro de 2011 ] o vídeo onde Maria de Lurdes Vale, coordenadora da editoria de Grande Investigação do DN, explica este trabalho.
+ + In Diário de Notícias de 08 de Janeiro de 2011

sábado, 8 de janeiro de 2011

O Evangelho e o Capitalismo Neoliberal

Os dias de Natal são especiais. Há uma atmosfera diferente, o melhor de nós pode revelar-se: mais proximidade, mais intimidade, mais amor, mais solidariedade. Directa ou indirectamente, há uma presença inegável: o nascimento de um Menino, com "a mensagem mais bela e revolucionária da história mundial", no dizer de Heiner Geissler, que foi ministro do Governo Federal da Alemanha e que escreveu um livro admirável precisamente com o título: "O que diria Jesus hoje?"
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Mesmo se muitas vezes os que se reclamam de Jesus fizeram da sua mensagem um Disangelho, como disse Nietzsche, ela é real e verdadeiro Evangelho, notícia boa e felicitante.
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Essa mensagem tem na sua base a afirmação de que é o ser humano, com a sua dignidade inviolável e fundamentada em Deus, que ocupa o centro de toda a actividade política e económica. Essa dignidade e os direitos que dela derivam constituem o critério de todas as leis, mesmo das leis "divinas", e o fundamento para a convivência em igualdade de todos os seres humanos, independentemente do sexo, cultura, etnia, religião, classe, nação, estatuto social ou jurídico.
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O amor a Deus sem amor ao próximo é uma ilusão, e este amor ao próximo não é platónico, pois tem de ter tradução prática concreta - dar de comer, de beber, de vestir, visitar o doente e o preso -, e supera as barreiras culturais, nacionais, religiosas. Próximo é o próprio inimigo em dificuldade.
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Os seres humanos e os seus interesses estão antes dos interesses do capital. O capitalismo neoliberal não está de acordo com o Evangelho e "constitui um crime contra milhares de milhões de pessoas que têm de viver na pobreza, na doença e na ignorância". "Quem transforma o valor na bolsa e a cotação das acções de uma empresa em algo absoluto e quem atribui importância, em termos económicos, apenas aos interesses do capital faz parte das pessoas que, como diz Jesus, possuem muito dinheiro e para as quais será difícil entrar no Reino de Deus." Os mais de dois mil milhões de cristãos têm, pois, de formar uma força impulsionadora de uma nova ordem económica mundial com base na justiça.
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A mulher tem de ser tratada na plenitude da sua dignidade humana em igualdade com o homem. Qualquer discriminação, na sociedade ou na Igreja, está em contradição com o Evangelho. "A proibição da ordenação das mulheres e o celibato obrigatório não têm fundamentam evangélico."
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Jesus não excluiu os estrangeiros - curou o servo do centurião romano e a filha da mulher sírio-fenícia. Portanto, a xenofobia não é compatível com o Evangelho. Os romanos enquanto potência ocupante podiam obrigar um judeu a transportar a bagagem na distância de uma milha, sendo neste contexto que se percebe o que Jesus diz: "Faz uma segunda milha de livre vontade." Talvez o romano comece a conversar, e quem sabe se não acabarão por beber um copo juntos? Aí está: "A reconciliação, o desanuviamento e a solução pacífica dos conflitos são preferíveis à violência e à guerra."
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Quando se olha para o comportamento de Jesus, por palavras e obras, com as mulheres, os estranhos, os samaritanos (hereges), os pobres, os doentes, os leprosos, os inimigos (romanos e cobradores de impostos), entende-se como a nova imagem do ser humano constituía um acto revolucionário, com significado político-religioso explosivo.
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O conflito foi mortal por causa de duas imagens de Deus. De um lado, o deus do sistema do Templo e do Império de Roma, em cujo nome as autoridades sacerdotais e o prefeito romano oprimiam e exploravam o povo. Do outro, o Deus dos últimos. Jesus acaba por ser crucificado, porque a sua mensagem e a sua acção abalavam na sua raiz um sistema organizado ao serviço dos poderosos da religião do Templo e do Império.
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E hoje? Jesus é o modelo da credibilidade, na harmonia entre ideias e actos. "Hoje, seria o deputado e o porta-voz ideal do povo, uma vez que, no seu tempo, defendeu as pessoas - de forma independente, aberta e corajosa - contra os detentores do poder."
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Prof. Anselmo Borges in Diário de Notícias de 08 de Janeiro de 2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O que o Perdão pode Fazer por Si

"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós."
(Mateus 6:14)
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Perdão”. Palavrinha difícil esta... É incrível como muitas pessoas, não poucas, tem uma dificuldade gigantesca em lidar com este assunto. Não raro, vejo muita gente sendo devorada e corroída por dentro através das feridas inflamadas e purulentas que estão guardadas nas lembranças. Às vezes estas memórias estão escondias atrás de grandes muralhas de rejeição, impaciência, depressão, melancolia, autocomiseração, irritabilidade e algumas vezes transmitem uma falsa sensação de força, mas sempre acabam se revelando na brutalidade com que a dor retorna de vez em quando e a gente tenta esquecê-la sem sucesso. Cresci ouvindo a sabedoria popular e ela dizia: “quem bate esquece, mas quem apanha não.” Esta é uma verdade que acompanha invariavelmente qualquer ser que tenha consciência de si memo. A ofensa, o tapa, a humilhação, a traição, o roubo, o abuso, o abandono, a injustiça... Seja qual for o nome que você dê à sua ferida de estimação, por mais que se coloque sobre ela o peso do tempo ou da dureza de levar a vida amargamente, dificilmente ela vai cicatrizar, no máximo vai criar uma leve casca, mas ao menor toque vem à tona a dor novamente carregando consigo todo o potencial doloroso da lembrança de quando a ferida foi aberta.[...]
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Continuar a ler AQUI no Blogue de Hermes Fernandes

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Navegar à Vista...

+ + + Fonte: Pavablog

Muçulmanos Oram a Alá em Templos Evangélicos nos USA

Na retrospectiva de 2010, os repórteres que escrevem sobre religião nos EUA falaram do debate sobre a construção de um centro islâmico e uma mesquita perto do local onde antes ficavam as torres gêmeas em Nova York. Mencionaram também o pastor que ameaçou queimar o Alcorão como alguns dos eventos religiosos mais importantes do ano passado. Em várias outras cidades americanas há debates acirrados sobre os direitos dos muçulmanos de expressarem livremente sua fé e manterem seus princípios.
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Enquanto isso, algumas igrejas evangélicas têm um modelo mais acolhedor de abordagem. Na Igreja Metodista Unida Heartsong, da cidade de Cordova, Tennessee, o pastor Steve Stone e sua congregação colocaram na entrada uma placa dando as boas vindas ao Centro Islâmico de Memphis que seria construído em seu bairro. Pouco tempo depois, a Heartsong permitiu que seus vizinhos muçulmanos usassem o seu santuário como uma mesquita improvisada durante o Ramadã, enquanto o Centro Islâmico estava em obras. O pastor Stone e sua congregação receberam uma vasta cobertura positiva da mídia, elogiando sua postura.
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Para Stone, permitir que muçulmanos adorem Alá no espaço físico de sua igreja cristã era uma questão de praticar o pensamento “O que faria Jesus?”. Ou seja, a congregação deveria exemplificar o amor de Jesus aos estrangeiros, da mesma maneira como Jesus os acolheu em seu tempo.
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Outro pastor de uma igreja metodista, a cerca de 500 km de distância dali, chegou a uma conclusão semelhante, quando uma congregação islâmica vizinha pediu para usar o templo cristão durante cinco meses para as orações de sexta-feira.
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Jason Micheli, pastor dessa igreja metodista de Aldersgate, em Arlington, Virginia, defende sua decisão de maneira semelhante, apelando para Jesus e amor cristão: “Quando dizemos que Jesus é o único caminho para o Pai, não significa apenas que cremos em Jesus como o único caminho para Deus. Também significa que o estilo de vida de Jesus é a única maneira de manifestarmos o amor do Pai. Acolher estrangeiros muçulmanos em nosso espaço sagrado, sem pedir nada em troca, não é diminuir o que cremos sobre Jesus, nem uma traição. Penso que essa é a expressão mais completa possível do que cremos a respeito de Jesus”.
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A decisão desses dois pastores, permitindo um culto muçulmano em sua propriedade, apela para o amor exigido dos cristãos como um guia para tomar suas decisões.
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Mas não é uma evidência de que os cristãos sejam obrigados a oferecer seus templos para o que consideram uma falsa adoração. As questões teológicas em jogo no mandamento de Jesus para amar incondicionalmente também exigem que certas práticas sejam evitadas. Como Wesley dizia, “o mandamento para fazer boas obras também inclui evitar ou causar danos aos outros”, compartilhem eles ou não da mesma fé. Essa facilitação ou a falsa adoração violam o mandamento de amar?
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Ler mais AQUI no Pavablog

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

É só Mesmo Borracha Colorida, Nada mais. Quem não Gostou foi o governo Australiano. Ainda há governos que defendem os interesses do Povo...

Conto do vigário à escala global.
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A empresa Power Balance admite que as suas pulseiras não melhoram o equilíbrio e vai devolver o dinheiro da compra a quem o exigir.
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+ Vários estudos já haviam advertido: as pulseiras milagrosas, comercializadas pela empresa Power Balance, com grande sucesso, não têm nenhum efeito sobre a força, o equilíbrio ou a flexibilidade. Agora, na Austrália, o governo australiano obrigou a empresa a publicar um anúncio onde explique que o seu produto não tem benefícios na saúde dos utilizadores e que a publicidade à dita pulseira era enganosa.
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A empresa diz que vai devolver o dinheiro aos clientes que o solicitem até 30 de Junho de 2011.[...]
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Fonte: Jornal El Mundo

Formule um Desejo neste início de 2011: Ler a Bíblia

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Pois...Infelizmente para os Portugueses, ou melhor, quase todos os portugueses.

( Clique na imagem para AUMENTAR )

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( dica do João Rogaciano )

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A Metamorfose...

Não é só o fim de um ano, mas também é o início de outro. E nesse caso, não só um novo ano começa, mas uma nova década. E muitos ainda continuam discutindo se Cristo realmente veio à Terra. Se realmente ressuscitou. Se realmente se chama Jesus. Se é mesmo o filho de Deus. E se foi em Dezembro o seu nascimento.
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Eu prefiro não discutir. Prefiro aproveitar os milhares de motivos que temos o ano inteiro para sermos felizes, unidos e amorosos para comemorar nessa época tão especial e contagiante. Uma razão para unir a família. Um motivo para presentear. Uma nova razão para perdoar. Tempo para reflectir e renovar. E muitos outros motivos para amar.
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Temos anos bons, anos muito bons, anos não tão bons. Mas em todos os momentos podemos apreciar as lutas como crescimento, as dores como amadurecimento, as angústias como um novo aprendizado. Podemos ver o cuidado e o carinho de Deus, que mesmo nos momentos mais críticos e mais infelizes se coloca ao nosso lado para nos dar a Sua mão, para nos ajudar a levantar e continuar caminhando. Ou a exemplo do pai que educa olhando e esperando o momento em que nosso potencial vai vir à tona para nos levar além do que imaginamos ou de que a nossa própria força alcançaria.
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Realizações e decepções andam lado a lado junto com pessoas novas e amizades antigas. Este ano para mim foi um exemplo disso. Afinal, precisamos andar pra frente para conseguir ver quem vai continuar caminhando ao nosso lado. O ano de 2010 foi acelerado, desafiador e repleto em todos os sentidos. Uma divisão entre o antigo e o novo onde os momentos de silêncio foram os momentos mais vividos.
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A divisão entre o ano velho e o ano novo, a década velha e a nova década me trazem uma expectativa envolvida em certeza de que 2011 será surpreendente para todos nós. Um ano de paz e novas conquistas. De novos objectivos e novos projetos. Um tempo de descanso do nosso coração no esconderijo do Senhor. Um tempo de ouvir a Deus a cada minuto do nosso dia, de encontrá-lo em cada centímetro que nosso olhar alcança.
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Para terminar este último capítulo do ano gostaria que refletissem comigo sobre uma pequena lagarta, que vive tanto tempo sendo aquela criatura que sabe se virar, sabe fugir daquilo que não lhe fará bem como os excessos do sol e do calor, e também sabe encontrar o que precisa: plantas e o alimento certo para todas as fases da sua vida.
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Como nós, a lagarta nunca pode deixar de comer, tem que estar sempre forte e sempre alimentada. De um momento para o outro acontece a ecdise: ela solta sua pele, e nesse momento tem que estar quieta, não pode ser tocada, precisa do seu momento de paz. É sinal de que está crescendo. De uma hora para a outra ela pára de comer e pára de se mexer. É hora de parar tudo. Parece até que ela está se enterrando ou criando sua própria morte. Quem olha acha que ela está morta, dentro da sua imóvel pupa.
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Mas no seu interior está ocorrendo a maior actividade da sua vida. Ela está se transformando! A estrutura da “lagarta” é quimicamente destruída, e a borboleta está enfim construída. É a beleza da metamorfose! Mas ela ainda não pode voar. Suas asas nunca experimentaram esse movimento. Depois de horas de espera, finalmente as hormonas são libertadas, e agora ninguém mais pode segurar a linda borboleta que nasceu!
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Desejo que neste novo ano você viva algo novo na sua vida. Que saiba apreciar o silêncio, que aqueça o seu coração e que prepare o seu espírito para voar com as asas da liberdade dadas pelo amor de Cristo. Afinal, se Deus nos criou, e à pequena lagarta, quem disse que Ele também não pode dar-nos asas?
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+ + + Fonte : Tumblr da Carol Celico***via Pavablog

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A Minha Vida dava um Filme...

Vi, pela "enésima" vez, o filme "Cinema Paraíso" . A minha esposa perguntou-me sobre o que é que tratava; respondi-lhe que da nossa infância, da nossa adolescência, do nosso passado. Então mas a acção não se centra no sul de Itália ? Sim, claro. Mas quem nasceu e vive em qualquer outro país do sul da europa, identifica nas cenas, diálogos e comportamentos das personagens exibidos em "Cinema Paraíso" um registo único, uma idiossincrasia que é comum, um género de marca de água que resiste à escrita por cima, que é observável e identificável nos traços mais essenciais.
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Cinema Paraíso perpassa vivências de décadas em poucos minutos. Quando observamos a sua projecção, sentimo-nos a fazer parte do filme, num misto de alegria e nostalgia. É a nossa vida que está na tela a ser exibida sem nenhum pudor. Maneiras de sentir, de ver, de viver, de sonhar. Anseios, desvarios, pequenas tragédias, conquistas ou realizações, intrigas, trabalho, relacionamentos, diversão, desilusão, paixões; e tudo isto à escala de uma pequena vila do interior isolado onde as vidas de toda a gente se cruzam numa interdependência difícil de contornar e onde os acontecimentos mais importantes são a chegada diária da camioneta da carreira e a sessão semanal de cinema.
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O ritmo marca o tempo e as intermitências da vida dos habitantes que escorre, sempre lenta, qual areia em ampulheta, para novos e velhos, como uma pena que se cumpre e em que a libertação só é conseguida pela aventura da evasão.
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É isto, Cinema Paraíso; a nossa vida na tela, ali, onde todo o pulsar colectivo se esbate derrotado pela chegada e voragem do novo.
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O funeral de Alfredo, que cegou no incêndio da cabine de projecção, passa em frente do Cinema Paraíso. O séquito faz uma paragem no largo principal frente ao edifício em ruínas, num último tributo ao velho projeccionista. Lá está Tótó, ou melhor, Salvator de Vita, homem adulto, citadino que não renuncia as origens, mas que se fez realizador famoso em Roma no cumprimento de uma "professia" de Alfredo, seu grande amigo, mestre e conselheiro. Mais do que o funeral de Alfredo, é um modo de vida e uma cultura que morrem com ele e o seu cinema.
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Cinema Paraíso mostra a vida difícil no interior das pequenas povoações do sul da Europa, entre os anos cinquenta a setenta, marcada pela pobreza dos seus habitantes, pelas doutrinas da igreja católica, pela presença amedrontadora das "forças da ordem" e pelo domínio dos caciques políticos e administrativos locais. Mas mostra também a vivência simples e despreocupada pautada pela proximidade entre as pessoas ainda não permeada pelos problemas das cidades grandes.
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Salvaguardando eventuais pequenos excessos e cáusticos momentos, próprios da produção de qualquer filme, quando regresso a Cinema Paraíso, regresso a casa e à pacatez da minha vida de rapaz provinciano. Regresso à vida de um país, a uma região que me viu crescer e me marcou a infância e adolescência, que me alimentou, como a Salvator, de sonhos com mil aventuras.
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A demolição do Cinema Paraíso, num estertor envolvido por pedras e pó, lembra-nos o fim de um ciclo em que a felicidade se fazia de pequenos nadas, pequenos gestos e grandes sonhos.
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Cinema Paraíso diz-nos, como Gedeão, que o sonho comanda a vida. E era só isso que nós tinhamos, no sul de Portugal, como no sul de Itália, em Giancaldo nos anos 50 a 70 do século XX.
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Cinema Paraíso é um filme que nos transmite uma mensagem subliminar e intemporal. Assim a saibamos entender. Mas é também uma película que mostra como se faz grande cinema com um elenco sem estrelas numa história simples, comovente e belíssima, embalada numa música de Morricone.
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Jacinto Lourenço

Cinema Paraíso