segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Portugal não Promete...

Esta é a sensação que me fica depois das eleições presidenciais de ontem: que Portugal não promete ou, pelo menos, que a Portugal não se augura nada de bom nos próximos anos.
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Não sou, nem desejo ser comentador político, já os temos em excesso e seguramente todos, supostamente, mais informados do que eu ( é o que se exige a um comentador político, é que seja mais informado na matéria política que um vulgar cidadão como eu ), mas não posso deixar de fazer algumas constatações face aos resultados eleitorais, agora que o terreiro da "feira" está liberto de cores partidárias.
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Constatação óbvia é que Cavaco Silva, futuro ex-presidente da república e futuro próximo presidente da república, venceu claramente. Uma vitória à primeira volta que não "esmagou", como muitos imaginavam, mas suficientemente folgada para não deixar ilusões ao pelotão dos candidatos. Depois, terá que ser óbvio, até para o próprio candidato e para a sua "entourage" política que, quantitativamente, o número de votos deitados nas urnas a seu favor é o número de votos mais escasso alguma vez contabilizados numa eleição presidencial. Equivale isto a dizer que, de todos os portugueses que se dispuseram a votar, e que foram menos de 50% dos eleitores inscritos, um pouco mais de metade deles votaram em Cavaco Silva. Isto, está bom de ver, não faz brilhar a vitória do actual presidente mas, por outro lado, trás à tona a incapacidade histórica de a esquerda portuguesa não se conseguir unir, como a direita, em torno de um candidato, daí que não fiquemos admirados com a derrota, diria humilhante, de Manuel Alegre, eventualmente penalizado pela associação ao PS num momento em que as coisas, para este partido, não estão particularmente felizes, estando mesmo particularmente "desgraçadas".
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Esperava-se que Cavaco Silva tivesse o discurso vitorioso dos presidentes, que se revelasse magnânimo, ponderado e distanciado de uma campanha que lhe trouxe alguns amargos de boca face aos assuntos de melindre que foram carreados para o combate pelos seus opositores. Mas não, o Cavaco Silva que surgiu no discurso de vitória foi um Cavaco Silva amargo, ressabiado, quiçá disposto a fazer sangue, pouco propenso a afirmar-se como o presidente de todos os portugueses, como é hábito nestes discursos de vitórias presidenciais. Até parece que Cavaco não sabia ao que vinha... ou que estaria a contar que a sua imagem de presidente o colocasse a coberto das ondas de choque do BPN, que se adivinhava, chegassem à campanha... A sua mensagem na noite da vitória tem vários destinatários, desde logo um alvo central: o governo de Sócrates. O discurso de Cavaco não augura realmente nada de bom para Portugal. O que não sei é se ainda será possível ficar pior do que está. E Sócrates merece um Cavaco Silva ressabiado ? Claro que sim ? E Cavaco Silva ganhará a coragem, que lhe faltou, durante o primeiro mandato, para fazer um acompanhamento mais próximo da governação, pelo menos, na área económica ? É o que iremos verificar. O que Cavaco Silva nunca poderá esquecer é que também é responsável, e muito, pela actual crise económica, e não estou a falar só do tempo em que era primeiro-ministro e comandava uma troupe de "homens-bons" da governança dos quais alguns viriam a revelar-se como um dos principais motores do afundamento da economia portuguesa através dos desmandos no BPN, entre outras questões que polvilharam os seus mandatos à frente da A.D. Durante o tempo do seu mandato presidencial, ou estava mal aconselhado ou o seu proverbial e ensaiado "afastamento" da realidade governativa não lhe permitiu intervir atempadamente para arbitrar as questões económicas por forma a que o país não se afundasse como afundou. Afinal, a sua auto-proclamada competência técnica no domínio económico-financeiro, não nos serviu de nada. Deixou que o governo navegasse à bolina e interviu tarde ou nunca com discursos pouco menos que inócuos e muito codificados. Todos conhecemos qual o âmbito da acção de um presidente da república e é por isso que todos reconhecemos também que Cavaco Silva se limitou a ter um mandato majestático de 5 anos e a falar apenas de cátedra. Se isso pode servir para países sem problemas, não serve para um país como Portugal, pleno de dificuldades económicas e com um economista na presidência. Que é que o impediu de ser mais interventivo ? Nada, a não ser talvez o "dulce far niente" ou, porventura, a sua visão neo-liberalista da economia de recorte Keynesiano, para mal de todos nós.
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De resto, estas eleições só têm uma história interessante: a de José Manuel Coelho, com uma votação significativa na sua Madeira-natal e a ultrapassagem de um número percentual que poucos julgariam ao seu alcance a nível nacional. Mas este sapo, ( ou melhor: este Coelho ) fica por conta de Alberto João Jardim que terá com que se entreter nos próximos tempos, ou não. Pelo menos não poderá ignorar que o homem não existe e que até conseguiu despertar, com a sua ironia e discurso simples, a consciência de uns largos milhares de portugueses.
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Manuel Alegre só dificilmente voltará a apresentar-se em presidenciais futuras. Sócrates tem por agora a ala esquerda do seu partido açaimada. Este resultado não se pode dizer que desagrade totalmente ao secretário-geral do PS.
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O P.C.P. encontrou provavelmente um novo secretário geral para um futuro próximo. Francisco Lopes, com esta votação e um discurso político bastante mais clarividente que a generalidade dos seus camaradas de partido, está de certeza colocado na linha de sucessão de Jerómimo de Sousa. Parece-nos que consegue fugir, apesar de tudo, ao discurso formatado que tem marcado os últimos dirigentes dos comunistas. O seu eleitorado, pelo menos, acreditou nele.
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A Francisco Nobre elogia-se-lhe o voluntarismo e a capacidade de alcançar um eleitorado que, na hora de votar, não está muito preocupado com projectos políticos ou ideias políticas definidas. Prefere antes fugir à matriz dos políticos profissionais de quem já nada espera. Normalmente, resultados como os que Manuel Alegre conseguiu nas anteriores presidenciais e como o conseguiu também agora Fernando Nobre, são irrepetíveis e não deixam marcas duradouras.
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Resta Defensor de Moura, um candidato sem história nem glória que atingiu o zénite da sua campanha no debate televisivo com Cavaco Silva. Mas esse debate provou, em minha opinião, que qualquer candidato credível da esquerda, com projecto político, e mobilizador, teria sido suficiente para bater um Cavaco Silva de pose majestática e incomodado no seu papel de "pessoa mais séria e honrada de Portugal" com as questões que se foram levantando à volta da sua exposição ao caso do banco dos seus amigos.
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Apagam-se as luzes da ribalta, recolhe-se o entulho deixado dos ideários vazios. A fanfarra vai tocar em Belém, e nós, os que votámos, em conjunto com todos os outros portugueses que não quiseram votar por birra, casmurrice, teimosia ou indiferença, vamos continuar a pagar a crise e a senti-la de forma aguda. Cavaco Silva nem por isso, apesar de só poder agora ficar com as suas duas pensões de reforma que somadas ascendem a mais de dez mil euros mensais.
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Nós cidadão portugueses e cristãos, temos a segurança de um Deus que zela por nós e que não está preocupado com cores políticas ou denominacionais. Que investe em nós o Seu Amor, e que cuida de nós mesmo nos piores tempos de crise. O Amor e a Paixão de Jesus por aqueles que são seus não é graduado pelos tempos de crise. A estabilidade da nossa vida reside inteiramente na dispensação da sua Graça e favor, dia a dia, desde o nascer do sol até ao seu pôr.
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Jacinto Lourenço

domingo, 23 de janeiro de 2011

As Memórias da Pátria

"Pobres, fracos, humilhados, depois dos tão formosos dias de poderio e renome, que nos resta senão o passado? Lá temos os tesouros dos nossos afectos e contentamentos. Sejam as memórias da pátria, que tivemos, o anjo de Deus que nos revogue à energia social e aos santos afectos da nacionalidade. Que todos aqueles a quem o engenho e o estudo habilitam para os graves e profundos trabalhos da história se dediquem a ela. No meio de uma nação decadente, mas rica de tradições, o mister de recordar o passado é uma espécie de magistratura moral, é uma espécie de sacerdócio. Exercitem-se os que podem e sabem; porque não o fazer é um crime".
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+ Alexandre Herculano, in "O Bobo" - 1843
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O Sonho de Martin Luther King

Martin Luther King, pastor batista e líder dos direitos civis da população negra norte-americana, se fosse vivo, teria completado no passado dia 15 de Janeiro 82 anos. Estaria provavelmente, nesse dia, a festejar com a sua família, essa data, sorrindo das brincadeiras dos mais pequenos e contando histórias a familiares e amigos acerca da sua luta de resistência pela igualdade de cidadania entre brancos e negros. E muito teria para contar se o racismo militante e criminoso não lhe tivesse posto termo à vida, com uma bala criminosa, na cidade de Menphis, quando tinha apenas 39 anos de idade.
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Não ficando completa, a sua luta foi determinante para o futuro dos Estados Unidos da América e foi por ela que se tornou possível que esse país possa agora ter, na Casa Branca, um negro como presidente da maior democracia do mundo.
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Parece que finalmente vai ser erigido em Washington o esperado monumento de homenagem ao pastor Luther King. Não era sem tempo. Vejamos se é cumprida a data de inauguração marcada para 28 de Agosto deste ano. Terão passado precisamente 47 anos sobre um discurso célebre de Luther King naquela cidade.

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Jacinto Lourenço + + + +

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Um Dia para Viver.

"Desde o nascer do sol até ao seu ocaso, seja louvado o nome do Senhor"

( Salmos 113 )

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Hoje de manhã acordei assim, com o sol a entrar-me casa dentro e a invadir todos os recantos. Apeteceu-me escancarar a janela e dar as boas vindas ao astro-rei, pelo seu calor, pelo seu conforto, pela ideia de estabilidade e fidelidade que nos traz, pelo seu consolo, pela esperança que transmite todos os dias; mesmo se não o vemos, sabemos que ele está lá, a aquecer corações do outro lado do mundo ou a lutar contra as nuvens negras, que se erguem, ameaçadoras, em gesto obnubilatório, e a insistir, incansavelmente, em romper pelo meio delas. Impossível ofuscá-lo !

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Agradeci a Deus pelas maravilhas da sua criação e suspirei pela primavera na ânsia de ver com que multiplicidade de cores vai Deus pintar a imensa tela dos campos. Louvei-O pela vida, pela minha família, pelo seu amor, pela sua misericórdia e paixão por mim e por todos os homens, mulheres e crianças que me cercam e que constituem a comunidade em que me insiro. + Por agora, esqueci crises, dívidas soberanas, campanhas eleitorais, cortes salariais e outros problemas que tais. + Hoje concentrei-me na vida e nas ofertas que Deus me trouxe neste novo dia cheio de oportunidades.

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oportunidades. + É seguramente um dia para dizer a toda a gente a oração de habacuque :

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+ Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado,

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+ todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação.

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+ O Senhor Deus é minha força, ele fará os meus pés como os da corça, e me fará andar sobre os meus lugares altos .

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+ + + Jacinto Lourenço

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Hoje Apeteceu-me brincar com Coisas Sérias...

Todos os dias acordamos com novidades sobre o quanto a vida dos portugueses está cada vez mais difícil. Sentimos o garrote um bocadinho mais apertado que no dia anterior; estrebuchamos, esbracejamos, fazemos tudo, ou melhor, obrigam-nos a fazer de tudo para podermos ser europeus de primeira, é pelo menos o que nos dizem. Mas a coisa tem um limite e os nervos começam a vir ao de cima, para além de que, não estou nada preocupado em que carruagem viajo, o que me interessa é chegar ao destino.
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A Alemanha, a avaliar pelo que diz a comunicação social, declarou-nos guerra psicológiga e económica ( do mal o menos... ). Quer que o governo aperte mais o nó górdio que já nos estrangula. Cá para mim, não somos nós portugueses, gregos, irlandeses, espanhóis ou belgas ( o nosso bem-vindos a estes últimos, que começam agora a fazer parte do clube P.I.G.S. Só não sei é como é que vai resultar o acrónimo porque encaixar o "B", não se mostra tarefa fácil ) que precisamos ser salvos. Quem precisa ser salva é a Alemanha, e por isso procura iludir a realidade; é que, afinal, os alemães têm muito mais a perder do que nós, em matéria de economia de vida boa. De que é que me servirá ter um porche se a praia com sol e areia fina e branca me fica a 3.000 quilómetros de distância; pois é este o pesadelo alemão.
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Ainda os alemães andavam de coeiros e já nós, portugueses, gente de trabalho, esforçada, desbravadora e, apesar de tudo, minimamente organizada, europeus de 900 anos de história, por cá andávamos a dar novos mundos ao mundo. Mas isso, somado à "esperteza" de alguns governantes, fez-nos acreditar, ingenuamente, no conto do vigário que a União Europeia nos vendeu. Acabámos com a indústria pesada e ligeira, e ainda com a naval. Arrancámos vinha, olival e pomares, matámos vacas, ovelhas e cabras, acabámos com a agricultura, com a pesca e tudo o mais que mexia e não mexia. Ficámos com o turismo, o vinho do porto e com as praias para nelas recebermos resmas de alemães altos, estupidamente louros e barrigudos, acompanhados das suas esposas igualmente altas, pilosas, medida XXL, e a falarem uma língua que mais parece a de um português com a boca cheia durante um almoço de favas com chouriço. Mas pelos vistos a coisa não deu certo, estava bom de ver; pois se afinal já nem gregos nem espanhóis conseguem viver apenas da venda de sol, como é que nós, que ainda por cima fizémos do Algarve uma selva de betão, e lar de terceira idade para velhinhos ingleses em época baixa, como é que nós, digo bem, havíamos de conseguir viver da venda de sol e areia, mesmo que seja mais branca que a espanhola ?
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E aqui estamos, no meio deste imbróglio, e para o qual contribuimos com a nossa proverbial mania de sermos simpáticos com os estrangeiros. Pelos vistos, isso não resulta com todos os estrangeiros; prova-se que não resulta com alemães e quejandos, que ainda por cima estão sempre a mandar a simpatia às urtigas.
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Claro que a tudo isto se soma a falta de empresários e investidores como deve ser, portugueses com um pouco mais do que a instrução primária ( que me perdoem os empresários que se fizeram à sua custa e à custa do seu trabalho e suor, sem outra aptidão para além da sua vontade de vencer, mas os tempos, hoje, são outros e o mundo da economia muito mais exigente ) e, de preferência, sem curso de "pato-bravo", empresários daqueles que não querem recuperar o investimento em seis meses para irem a correr colocar a "massa" numa off-shore qualquer das ilhas Caimão; dos que não se preocupam apenas em pagar o salário mínimo, ou abaixo do mínimo, aos seus trabalhadores, para, à custa disso, aumentarem os lucros ainda mais rapidamente.
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Bom, se há uma lição a tirar de tudo isto que hoje nos envolve, resume-se no velho adágio "amigos, amigos, negócios à parte". O dinheiro não tem amigos nem endereço certo, e eu, sinceramente, acho que os alemães precisam mais de nós do que nós deles... Fiquem lá com os porches, mercedes, VWs, televisões BMWs, máquinas de lavar e demais ferro-velho que fabricam, pois é disso que fazem a vida deles, de fabricar artefactos que ao cabo de dez anos já não passam de sucata, que nós ficamos com as nossas belas praias livres de "peles-vermelhas" germânicos a falarem aquela língua bárbara que poucos entendem. Depois quero ver como é que eles se desenrascam... quando virem que temos a única coisa que eles, com o dinheiro ganho a trabalhar que nem escravos, não conseguem comprar e levar para a germânia: praias belíssimas com areais a perder de vista, sol e águas mais ou menos tépidas de cor azul turqueza. Pois que se amanhem. Tivessem aberto os olhos a tempo...
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Hoje apeteceu-me, pronto !
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Jacinto lourenço

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vivaldi "à Capela ". Belíssimo !

Sou um frequentador assíduo do blogue Nesta hora. Foi lá que vi a "pequena maravilha" que reproduzo abaixo. São pequenas coisas, como esta, entre muitas outras, que dão sabor e colorido à vida e que nos dizem que a blogosfera é já uma componente importante da dinâmica cultural do nosso tempo, mesmo que tenhamos que lhe descontar possíveis desvarios ocasionais trazidos por gente que conta pouco para a sua valorização. Fico agradecido a João Reis Ribeiro por este momento.
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Jacinto Lourenço
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É uma parte da "Primavera", inserida em As Quatro Estações, de Antonio Vivaldi, interpretada pelo grupo feminino "Carmel A-Cappella", israelita, de Haifa, uma descoberta recomendada por um amigo a partir do "You Tube". Escusado será dizer que é lindo! E que, nestes tempos de angústia, em que apenas se fala de crise, de défice, de dinheiro, de escândalos e outras coisas afins, vale bem mais a pena ouvir isto do que todos os discursos que nos rodeiam... Ao menos aqui há alegria, criatividade, cultura, humanidade, saber, vida! +
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Visto no Blogue Nesta hora

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

"O evangelho da lei e o evangelho da prosperidade"...

Reflexões sobre o verdadeiro evangelho
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"Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal. Nasceram-lhe sete filhos e três filhas.Possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas; era também mui numeroso o pessoal ao seu serviço, de maneira que este homem era o maior de todos os do Oriente".

( Job 1:1-3 )

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Há dois evangelhos populares que concorrem nas igrejas com o evangelho de Cristo: o evangelho da lei e o evangelho da prosperidade. Paulo era um autêntico herdeiro da mensagem de Jesus e por isso combatia os dois veementemente. Combateu o primeiro especialmente na sua Carta aos Gálatas e na sua Carta aos Romanos, como Jesus o combateu especialmente diante dos fariseus. Combateu o segundo especialmente nas suas cartas aos coríntios, como Jesus o combateu quando desafiou os ricos e a classe sacerdotal. O combate era interno, isto é, dentro do povo de Deus, cada um citando as suas fontes bíblicas, o que faz o combate complicado. A solução também não era simples. Por isto temos as cartas densas que Paulo escreveu detalhadamente. Mas o resumo da solução, a alternativa que Paulo apresentou, pode ser dita em apenas quatro palavras: o evangelho da cruz. Para Paulo, anunciar Cristo significava a adoção do evangelho da cruz. Os outros evangelhos podem ser trabalhados a partir do Antigo Testamento. É fácil fazê-lo e é frequente. Os escritores do Novo Testamento, graças à liderança de Paulo que atribuia isto à revelação de Deus e à inspiração pelo Espírito Santo, entenderam que a leitura do Antigo Testamento que resulta ou no evangelho da lei ou no evangelho da prosperidade, era equivocada. Isto é essecialmente o assunto da Epístola aos Hebreus. Sua mensagem é que à luz de Cristo o evangelho da lei e o evangelho da prosperidade não são propriamente “cristãos” e por isso não podemos voltar para trás. [...]
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Ler texto integral AQUI na revista Ultimato

E Agora !? Será que os astrólogos vão Indeminizar os Incautos que se Regem pelos seus Ditames ?

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ovelhas e ovelhas

+ + + Via Genizah

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

"O Espírito não é um Anexo do Corpo; a Alma não é Susceptível de Avaliação Pecuniária"

O empobrecimento da sociedade nos dias de hoje tem levado à mercantilização de tudo o que é compatível com valor monetário. E tudo passou a sê-lo. A moral e a ética relativizaram-se num subjectivismo selvagem e deixaram de ser valores pelos quais valha a pena o sacrifício. E é deste modo que o progresso da sociedade contém em si mesmo o espírito enquanto mero anexo do corpo. O universo quantitativo alterou as relações entre os homens e as dos próprios homens entre si, tornando os tiranetes tão sem cara e tão abstractos, que se tornaram infinitamente mais poderosos do que os tiranos de quem reza a história. Temos a clara sensação de que se rompeu o equilíbrio entre a natureza e o homem e só existe a obrevivência como um problema comum a resolver. Aqui e além e todos os dias, a democracia tem de engolir o quanto a liberdade lhe é confiscada de jeito minucioso e burocrático, o quanto o homem-objecto a não defende e até a deseja em recta paralela com a do homem-pensante. Do espaço da aldeia de cada um se chega ao espaço mundial e último possível sem que a seta possa refazer a sua trajectória no sentido oposto. Por esta razão nos perguntamos se ainda existem dúvidas que as ciências humanas são cada vez mais ciências desumanizantes. Vive-se numa correria sem fim à medida que se quantifica mais o homem que,estranho a ele mesmo, afunda-se em cantos de infelicidade não dita. O «outro» tido como nosso amigo torna-se incomunicável porquanto se não entendem as linguagens dos códigos dos afectos, das dívidas de gratidão, das horas mágicas que um dia se souberam interpretar e ora se esfumaram. Resta-nos apelar à recuperação da militância do percurso do Ser, e militância, para nós, faz-se onde sentimos que há coisas a transformar. Sabe-se que Kafka conheceu horas e dias em que identificava a própria vida pessoal com a culpa existencial, de tal modo que, segundo as palavras de Steiner, só desse modo lhe surgia nítida a mentira como o grande evento que dominava o próprio amor. Mas se todos tivéssemos de enfrentar a nossa culpa sentindo-nos impotentes e incompetentes, então talvez recusássemos as doces cicutas e recusássemos deixar uma vida injusta. Cada vez o tempo do trabalho com afinco nas utopias possíveis se torna tão indispensável quanto o ar que cada um respira.
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Por M. Teresa B. Vieira***via Blogue Sobre o Tempo que Passa

Tartaruga Israelita Desloca-se em "Cadeira de Rodas"...

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Tzvika é uma tartaruga de terra, fêmea, que há dois meses sofreu um grave acidente. Um corta-sebes passou-lhe por cima danificando-lhe a carapaça e a coluna vertebral. Desde então, deixou de poder mover as patas traseiras, no entanto desloca-se graças a uma "cadeira de rodas" criada propositadamente para ela. [...]
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+ Ler toda a notícia, em castelhano, AQUI no jornal El Mundo

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Se é como dizem, 2011 vai correr mal, em Portugal. Para os Cristãos, é Melhor mesmo Começar de Joelhos...

+ + + Jasiel Botelho

A Gravidez do pastor...

+ + + Jasiel Botelho + + Via Frases Protestantes

Algumas Frases feitas sobre a Igreja

Não se afaste da igreja porque nela há muitos hipócritas. Sempre há lugar para mais um.
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A. R. Adams
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Ser membro de uma igreja não faz de alguém um cristão, da mesma forma que ter um piano não faz de alguém um músico.
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Douglas Meador
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Não vamos à igreja; somos a igreja.
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Ernest Southcoot
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Ir à igreja não faz de você um cristão, assim como ir à garagem não faz de você um automóvel.
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Billy Sunday
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A igreja é um hospital para pecadores, não um museu de santos.
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Anónimo
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Onde quer que vejamos a Palavra de Deus pregada e ouvida com pureza, ali existe uma igreja de Deus, mesmo que ela esteja repleta de falhas.
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João Calvino
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Procurei a igreja e encontrei-a no mundo; procurei o mundo e encontrei-o na igreja.
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Horatius Bonar
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Nada obterá mais sucesso em dividir a igreja do que o amor ao poder.
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João Crisóstomo
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Muitos membros de igreja são engomados e passados sem ser lavados.
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Vance Havner
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Grande parte do que passa por cristianismo neotestamentário é pouco mais do que verdade objectiva adoçada com cânticos e tornada digerível mediante entretenimento religioso.
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A.W. Tozer
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A divisão é melhor do que a concordância no erro.
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George Hutcheson
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Unidade sem verdade não é melhor do que conspiração.
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John Trapp
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Indiferença doutrinária não é solução para as diferenças doutrinárias.
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J. Blanchard
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Descoberto 1.º Planeta Rochoso fora do Sistema Solar

A NASA, agência espacial norte-americana, anunciou a descoberta do primeiro planeta rochoso fora do sistema solar, do tamanho quase da Terra, graças à ajuda da sonda espacial Kepler.
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Em órbita à volta de uma estrela a uma distância que não lhe permite ser habitado, este exoplaneta, baptizado de Kepler-10b, é o primeiro que é rochoso em cerca de 500 descobertas fora do sistema solar desde 1995, sendo os anteriores essencialmente gasosos.
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O Kepler-10b é também o planeta cujo tamanho mais se aproxima do da Terra, com um diâmetro 1,4 vezes maior, precisaram os astrónomos da missão Kepler. O Kepler-10b está a cerca de 560 anos-luz da Terra, sendo que um ano-luz equivale a 9.460 mil milhões de quilómetros.
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"A descoberta do Kepler 10-b é uma etapa importante na procura de planetas irmãos da Terra", afirmou, em comunicado, Douglas Hudgins, um cientista do programa Kepler, da NASA, citado pela agência AFP.
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In Diário de Notícias de 11 de Janeiro de 2010