quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

É só Mesmo Borracha Colorida, Nada mais. Quem não Gostou foi o governo Australiano. Ainda há governos que defendem os interesses do Povo...

Conto do vigário à escala global.
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A empresa Power Balance admite que as suas pulseiras não melhoram o equilíbrio e vai devolver o dinheiro da compra a quem o exigir.
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+ Vários estudos já haviam advertido: as pulseiras milagrosas, comercializadas pela empresa Power Balance, com grande sucesso, não têm nenhum efeito sobre a força, o equilíbrio ou a flexibilidade. Agora, na Austrália, o governo australiano obrigou a empresa a publicar um anúncio onde explique que o seu produto não tem benefícios na saúde dos utilizadores e que a publicidade à dita pulseira era enganosa.
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A empresa diz que vai devolver o dinheiro aos clientes que o solicitem até 30 de Junho de 2011.[...]
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Fonte: Jornal El Mundo

Formule um Desejo neste início de 2011: Ler a Bíblia

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Pois...Infelizmente para os Portugueses, ou melhor, quase todos os portugueses.

( Clique na imagem para AUMENTAR )

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( dica do João Rogaciano )

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A Metamorfose...

Não é só o fim de um ano, mas também é o início de outro. E nesse caso, não só um novo ano começa, mas uma nova década. E muitos ainda continuam discutindo se Cristo realmente veio à Terra. Se realmente ressuscitou. Se realmente se chama Jesus. Se é mesmo o filho de Deus. E se foi em Dezembro o seu nascimento.
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Eu prefiro não discutir. Prefiro aproveitar os milhares de motivos que temos o ano inteiro para sermos felizes, unidos e amorosos para comemorar nessa época tão especial e contagiante. Uma razão para unir a família. Um motivo para presentear. Uma nova razão para perdoar. Tempo para reflectir e renovar. E muitos outros motivos para amar.
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Temos anos bons, anos muito bons, anos não tão bons. Mas em todos os momentos podemos apreciar as lutas como crescimento, as dores como amadurecimento, as angústias como um novo aprendizado. Podemos ver o cuidado e o carinho de Deus, que mesmo nos momentos mais críticos e mais infelizes se coloca ao nosso lado para nos dar a Sua mão, para nos ajudar a levantar e continuar caminhando. Ou a exemplo do pai que educa olhando e esperando o momento em que nosso potencial vai vir à tona para nos levar além do que imaginamos ou de que a nossa própria força alcançaria.
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Realizações e decepções andam lado a lado junto com pessoas novas e amizades antigas. Este ano para mim foi um exemplo disso. Afinal, precisamos andar pra frente para conseguir ver quem vai continuar caminhando ao nosso lado. O ano de 2010 foi acelerado, desafiador e repleto em todos os sentidos. Uma divisão entre o antigo e o novo onde os momentos de silêncio foram os momentos mais vividos.
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A divisão entre o ano velho e o ano novo, a década velha e a nova década me trazem uma expectativa envolvida em certeza de que 2011 será surpreendente para todos nós. Um ano de paz e novas conquistas. De novos objectivos e novos projetos. Um tempo de descanso do nosso coração no esconderijo do Senhor. Um tempo de ouvir a Deus a cada minuto do nosso dia, de encontrá-lo em cada centímetro que nosso olhar alcança.
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Para terminar este último capítulo do ano gostaria que refletissem comigo sobre uma pequena lagarta, que vive tanto tempo sendo aquela criatura que sabe se virar, sabe fugir daquilo que não lhe fará bem como os excessos do sol e do calor, e também sabe encontrar o que precisa: plantas e o alimento certo para todas as fases da sua vida.
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Como nós, a lagarta nunca pode deixar de comer, tem que estar sempre forte e sempre alimentada. De um momento para o outro acontece a ecdise: ela solta sua pele, e nesse momento tem que estar quieta, não pode ser tocada, precisa do seu momento de paz. É sinal de que está crescendo. De uma hora para a outra ela pára de comer e pára de se mexer. É hora de parar tudo. Parece até que ela está se enterrando ou criando sua própria morte. Quem olha acha que ela está morta, dentro da sua imóvel pupa.
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Mas no seu interior está ocorrendo a maior actividade da sua vida. Ela está se transformando! A estrutura da “lagarta” é quimicamente destruída, e a borboleta está enfim construída. É a beleza da metamorfose! Mas ela ainda não pode voar. Suas asas nunca experimentaram esse movimento. Depois de horas de espera, finalmente as hormonas são libertadas, e agora ninguém mais pode segurar a linda borboleta que nasceu!
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Desejo que neste novo ano você viva algo novo na sua vida. Que saiba apreciar o silêncio, que aqueça o seu coração e que prepare o seu espírito para voar com as asas da liberdade dadas pelo amor de Cristo. Afinal, se Deus nos criou, e à pequena lagarta, quem disse que Ele também não pode dar-nos asas?
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+ + + Fonte : Tumblr da Carol Celico***via Pavablog

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A Minha Vida dava um Filme...

Vi, pela "enésima" vez, o filme "Cinema Paraíso" . A minha esposa perguntou-me sobre o que é que tratava; respondi-lhe que da nossa infância, da nossa adolescência, do nosso passado. Então mas a acção não se centra no sul de Itália ? Sim, claro. Mas quem nasceu e vive em qualquer outro país do sul da europa, identifica nas cenas, diálogos e comportamentos das personagens exibidos em "Cinema Paraíso" um registo único, uma idiossincrasia que é comum, um género de marca de água que resiste à escrita por cima, que é observável e identificável nos traços mais essenciais.
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Cinema Paraíso perpassa vivências de décadas em poucos minutos. Quando observamos a sua projecção, sentimo-nos a fazer parte do filme, num misto de alegria e nostalgia. É a nossa vida que está na tela a ser exibida sem nenhum pudor. Maneiras de sentir, de ver, de viver, de sonhar. Anseios, desvarios, pequenas tragédias, conquistas ou realizações, intrigas, trabalho, relacionamentos, diversão, desilusão, paixões; e tudo isto à escala de uma pequena vila do interior isolado onde as vidas de toda a gente se cruzam numa interdependência difícil de contornar e onde os acontecimentos mais importantes são a chegada diária da camioneta da carreira e a sessão semanal de cinema.
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O ritmo marca o tempo e as intermitências da vida dos habitantes que escorre, sempre lenta, qual areia em ampulheta, para novos e velhos, como uma pena que se cumpre e em que a libertação só é conseguida pela aventura da evasão.
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É isto, Cinema Paraíso; a nossa vida na tela, ali, onde todo o pulsar colectivo se esbate derrotado pela chegada e voragem do novo.
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O funeral de Alfredo, que cegou no incêndio da cabine de projecção, passa em frente do Cinema Paraíso. O séquito faz uma paragem no largo principal frente ao edifício em ruínas, num último tributo ao velho projeccionista. Lá está Tótó, ou melhor, Salvator de Vita, homem adulto, citadino que não renuncia as origens, mas que se fez realizador famoso em Roma no cumprimento de uma "professia" de Alfredo, seu grande amigo, mestre e conselheiro. Mais do que o funeral de Alfredo, é um modo de vida e uma cultura que morrem com ele e o seu cinema.
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Cinema Paraíso mostra a vida difícil no interior das pequenas povoações do sul da Europa, entre os anos cinquenta a setenta, marcada pela pobreza dos seus habitantes, pelas doutrinas da igreja católica, pela presença amedrontadora das "forças da ordem" e pelo domínio dos caciques políticos e administrativos locais. Mas mostra também a vivência simples e despreocupada pautada pela proximidade entre as pessoas ainda não permeada pelos problemas das cidades grandes.
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Salvaguardando eventuais pequenos excessos e cáusticos momentos, próprios da produção de qualquer filme, quando regresso a Cinema Paraíso, regresso a casa e à pacatez da minha vida de rapaz provinciano. Regresso à vida de um país, a uma região que me viu crescer e me marcou a infância e adolescência, que me alimentou, como a Salvator, de sonhos com mil aventuras.
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A demolição do Cinema Paraíso, num estertor envolvido por pedras e pó, lembra-nos o fim de um ciclo em que a felicidade se fazia de pequenos nadas, pequenos gestos e grandes sonhos.
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Cinema Paraíso diz-nos, como Gedeão, que o sonho comanda a vida. E era só isso que nós tinhamos, no sul de Portugal, como no sul de Itália, em Giancaldo nos anos 50 a 70 do século XX.
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Cinema Paraíso é um filme que nos transmite uma mensagem subliminar e intemporal. Assim a saibamos entender. Mas é também uma película que mostra como se faz grande cinema com um elenco sem estrelas numa história simples, comovente e belíssima, embalada numa música de Morricone.
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Jacinto Lourenço

Cinema Paraíso

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Qual é a Sua Visão para o Ano Novo ?

Cumprir ou não a missão que Deus lhe deu, depende de uma visão. Para isso é preciso esperar em Deus até que Ele revele lhe revele o seu plano para si. É preciso dedicar-lhe tempo e energia, o que pede paciência e disciplina.
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É preciso saber ultrapassar obstáculos, o que pede boa gestão. A Bíblia diz: "...Não havendo profecia o povo se corrompe" ( Provérbios 29:18 ). Conhece a letra de South Pacific ? "Se não tens um sonho, como queres que o teu sonho se realize ? ( If you don't have a dream, how you gonna have a dream come true ? ). Ter uma visão dá-lhe direcção, motivação, criatividade e resiliência. Sem uma visão, torna-se passivo, sem objectivos, aborrecido e muito propício a desistir. Deus pode dar-lhe uma visão de um momento para o outro, mas para que ela se cumpra é preciso uma vida inteira de aprendizagem, de prática e de gestão de desafios do dia a dia. Vamos olhar para alguns princípios que ajudam a cumprir a missão: A visão vem com obstáculos e oportunidades! Depois de ter vivido décadas na América, Raymond Dawson herdou a propriedade dos seus avós ingleses. Ao chegar lá deparou-se com uma fazenda degradada e celeiros numa terra cheia de rochas. Desiludido e prestes a voltar para a América, decidiu dar mais uma vez um passeio pela sua inútil herança. Ao parar num canto remoto da sua propriedade reparou num pequeno fluxo de água que saía de baixo de algumas rochas. Investigou e descobriu algumas nascentes de água quente, e sabe o que aconteceu ? Hoje é dono de uma lucrativa estância, exactamente no sítio onde se sentiu tão desiludido!
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Quando você pede uma visão a Deus, é provável que Ele o coloque no meio de muitas oportunidades escondidas debaixo de quilómetros de obstáculos, num lugar de possibilidades escondidas debaixo de uma pilha de problemas. Depois afasta-Se e observa como é que você se sai no ministério da gestão de obstáculos!
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Fonte: Devocional "A Palavra para Hoje" - 30 de Dezembro de 2010

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A Estranha tendência Alemã para cair em Tentação...

Aeroportos alemães propõem "perfis de risco" para prevenir atentados terroristas
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Os aeroportos alemães querem dividir os passageiros em grupos de risco, com base em critérios como a origem étnica, a religião e a idade, um modelo já seguido em Israel, para prevenir melhor atentados terroristas.
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Fonte: SIC +
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Não vivi nem senti os horrores da 2ª guerra mundial pois esta terminou em 1945 e eu só nasceria nove anos depois. Mas a minha adolescência foi passada ainda sob uma forte corrente de influência das memórias dessa guerra, que teve, como bem sabemos, um dos seus principais palcos na europa. Livros de banda desenhada e cinema, que faziam as minhas delícias, eram veículos de glorificação dos vencedores e de desonra para os perdedores alemães que tinham sido, afinal, os principais culpados deste sangrento episódio mundial. Acho que a minha geração, sem ter assistido ao vivo aos factos bélicos, acabou por ter acesso a informação privilegiada sobre tudo o que se passou na guerra atendendo a que a poeira da história já tinha assentado um pouco e permitia ver com clareza o que realmente se tinha passado e o que daí tinha resultado.
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Não nutro qualquer simpatia ou antipatia particular pelos alemães enquanto nação ou pela Alemanha enquanto país. Respeito a sua capacidade de trabalho e a sua persistência e perseverança bem como a sua força moral e espiritual que os levou a erguerem-se de duas guerras mundiais e a voltarem a impor-se no concerto das nações em muitos domínios. Gosto de alguns compositores alemães, de Lutero, de Goethe e pouco mais. Ao contrário de muitos europeus, não gosto de carros alemães, da língua alemã, e de muitas coisas que por lá se produzem que avariam com a mesma rapidez que as produzidas em qualquer outro país. Sou visceralmente avesso à arrogância e ao pretensiosismo dos alemães de acharem que são donos da europa só porque têm mais dinheiro que os outros europeus.
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Parece-me que na Alemanha persiste a terrível tentação de se olhar para toda a gente que não seja alemã sob o prisma da etnia, da raça, da religião ou da nacionalidade e depois classificar as pessoas em função de escalas de valoração humana pela bitola germânica.
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Presumo, a avaliar pela notícia acima, que um português, um espanhol, um romeno, um búlgaro, um Sírio ou até um italiano possam vir a ser classificados como "personanas non gratas" para os alemães, como o foram, noutras ocasiões, os judeus, os ciganos, ou os negros...
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Podem dizer-me que estou a ser pouco correcto ou até preconceituoso, que o objectivo é a prevenção de riscos e outras nações querem também promover as mesmas medidas que os responsáveis dos aeroportos alemães pretendiam ver implementadas e a que a senhora Angela Merkel, para já, disse que não. Não sou preconceituoso, mas também não sou ingénuo. E também não gosto de xenofobia. A história é o que é e a Alemanha já caiu várias vezes em tentação, escudada nos mais "válidos" argumentos para isso, com resultados suficientemente negros para que nós não nos devamos esquecer deles nem das suas trágicas consequências.
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Dir-me-ão que exagero, que vivemos em democracia e etc. Antes da segunda guerra mundial também vivíamos e não foi isso que impediu Hitler de chegar legitimamente ao poder e fazer o que fez com a anuência ( e conivência ) das principais democracias europeias ao tempo. E o facto de a actualidade europeia ser pontuada por uma confrangedora fragilidade de lideranças bem como uma grande pobreza de espírito e de sentido ético e moral não me deixa tranquilo.
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Não faço generalizações abusivas e inaceitáveis mas constato que a apetência de alguns dirigentes alemães para usarem "botas de esmagar" é notória. A sua tendência para a catalogação das pessoas de acordo com valores rácicos tem resultado em sucessivas cedências à tentação da subjugação pela força física ou psicológica de outros homens e mulheres que não preencham determinados requisitos teutónicos, ou que não partilhem da sua visão do mundo. A história, por outro lado, revela por vezes um estranho gosto pela repetição...
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Por mim, olharei sempre para os alemães com amor cristão, em especial para aqueles que sofreram na carne os desvarios dos seus próprios compatriotas e foram marcados pelo ferrete da intolerância e ostracismo. Por outro lado, espero sinceramente que a Alemanha contemporânea não se deixe manipular por dirigentes com ideias tão peregrinas como a do chefe dos aeroportos e não embarque em aventureirismos de estigmatizações rácicas, éticas ou religiosas ou de nacionalismos delirantes.
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Jacinto Lourenço

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cristóvão Colombo e o Passaporte Espanhol

( Imagem jornal El Mundo )

Quem não ficou muito contente com a estória foram os nuestros hermanos gallegos da vila de Baiona. Não percebem porque é que estando todos os anos a festejar, no primeiro fim de semana de Março, a "Festa da Arribada" da nau Pinta que trouxe em primeiro lugar, para terras de Espanha, a novidade da descoberta da América por Cristóvão Colombo, vêm agora estampado, na contracapa dos passaportes espanhóis, um mapa que dá claramente uma rota de chegada diferente para o regresso de Colombo após a descoberta do novo mundo. E o problema dos nossos confrades ibéricos é que a bolsa de todos os viajantes carrega agora esse mapa exibindo mundo fora a viagem de regresso da Niña, com Colombo ao comando depois de se ter afundado a Santa Maria, que era efectivamente a nau almirante, a aportar primeiramente em Lisboa, ainda que o tenha feito quatro dias após a Pinta ter aportado em Baiona na Galiza.
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O jornal El Mundo não desarma, nem os de Baiona tão pouco. Chamam ao mapa um "erro histórico", e dizem até, em tom de brincadeira, que terá sido desenhado por um português.
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Claro que esta polémica assume foros de "escândalo" em Espanha, e não é porque não se saiba por lá que o mapa traduz efectivamente a realidade histórica de que a Niña atracou realmente em Portugal antes de rumar a território espanhol; não, para nuestros hermanos o problema tem a ver com o seu grande ego que fica "ferido" por esta pequena traição de Colombo, de ter fundeado em Portugal antes de rumar a Espanha. Depois, bem, depois de passados 517 anos vem ainda por cima um distraido qualquer e estampa com esse facto num passaporte espanhol. É demais! Como se já não bastasse a quase certeza absoluta de que Cristóvão Colombo, para além de não ser castelhano nem genovês, era português, regressa a história, qual fantasma, a acenar com o adágio de que "o bom filho à casa torna"... Para um bom espanhol, pior que isso é ver traçada no seu passaporte a rota da Niña em direcção a um porto português e não a um porto espanhol em primeiro lugar. Claro que apesar de não termos um ego tão grande quanto o espanhol, embora isso nos possa prejudicar mais do que nos benificiar em muitas ocasiões em que deveríamos afirmar-nos como povo, não podemos deixar de perceber o desgosto que vai pelo lado de lá da fronteira...
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Mas talvez aqui se aplique um outro adágio que diz que "Deus escreve direito por linhas tortas", mesmo que Deus não tenha nada a ver com esta polémica e muito menos com as bafientas rivalidades históricas entre vizinhos ibéricos.
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Jacinto Lourenço
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Alto-Comissário do ACNUR e a Mulher de César...

A coisa dita assim, a frio, na ante-véspera do natal, não soa bem e custa-nos mais a deglutir do que uma rabanada encharcada em óleo, que a mim, diga-se, após comida, provoca sempre uma certa náusea e destempero.
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Assistimos, nas últimas semanas, a uma "batalha" entre candidatos a presidente da república, que procuram, à vez, apropriar-se dos pobres como bandeira de campanha eleitoral; de permeio, o primeiro-ministro sente-se espoliado com esta discussão e vem a terreiro dizer que não, que os pobres são dele e de mais ninguém, e eu até acho que ele tem toda a razão: "os pobres são de quem os produz"... Mas estas coisas, num país como Portugal, estão mais ou menos banalizadas. O que não se pode deixar passar como banal ou assunto de somenos são afirmações como a que produziu António Guterres - o do "pântano", lembram-se ? - em entrevista à revista Única, do semanário Expresso, quando reconheceu ser um privilegiado por fazer parte dos 2% de cidadãos que a nível mundial auferem dos mais altos rendimentos. Dei comigo a ver se me lembrava do estatuto de António Guterres e se alguma sua eventual migração para o mundo da finança tinha realmente ocorrido nos últimos dias, já que aí sim, pagam-se, literalmente, fortunas e prémios milionários a gestores e administradores para que estes produzam crises económicas que levem os governos a produzirem cada vez mais pobres e fazerem dos ricos pessoas mais ricas do que alguma vez foram; mas não, Guterres continua a ser o Alto-Comissário do ACNUR (Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados ), que é como quem diz, o homem forte da ONU para lidar com o problema dos refugiados e pobres criados pelos conflitos mundiais. Quando pensamos assim, achamos que este homem-forte deve ser um dos melhores de entre nós, um dos que mais se preocupa com a miséria e tragédia humana, com as migrações que ceifam milhares de vidas de seres humanos que empreendem viagens sem destino nem regresso em busca de um pedaço de dignidade humana. Achamos que este Alto-Comissário deve ter, por vocação e convicção, uma identificação plena com o seu trabalho, que implica, obrigatoriamente, identificação com os milhões que sofrem miseravelmente. O que estes milhões de pessoas menos precisam, e o que menos esperam de alguém que se responsabiliza por eles, é que esse alguém esteja apenas focado num lugar que dá visibilidade mundial e nos largos milhares de euros que caem ao fim do mês na sua conta bancária.
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A ingenuidade é minha; a principal identificação de A. Guterres não é afinal com aqueles que diz proteger. A sua identificação imediata é com os privilegiados que fazem partem do restrito clube dos 2% de pessoas que têm os rendimentos mais elevados do mundo... Foi o que ele disse: que se sentia um privilegiado por isso. Eu esperava que ele se confessasse "especial" por poder servir e ajudar os pobres e miseráveis que a política, a guerra e a economia de casino vão produzindo pelo mundo fora. Ma isso sou eu a pensar e, é claro, sou capaz de ser um bocado ingénuo por ainda acreditar em "histórias da carochinha"...
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Não acho que A. Guterres tenha que se armar em Madre Teresa de Calcutá só porque é o chefe do ACNUR, mas também não me parece que um cargo desta natureza deva ser tão principescamente pago por forma a que coloque o Alto-Comissário entre a escassíssima minoria das pessoas com os mais elevados rendimentos do mundo. O exercício do cargo pedia mais pudor e vergonha, quanto mais não fosse pelo respeito devido aos que morrem à fome, afogados, ou crivados de balas quando tentam sair da miséria que campeia nos campos de refugiados do ACNUR. Mas isso não parece ser muito importante para as Nações Unidas nem para o seu Alto-Comissário, até porque este, como afirmou na entrevista ao Expresso, "olha para trás com enorme tranquilidade".
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A. Guterres até pode ser uma das pessoas mais bem pagas do mundo, mas devia, pelo menos, ser igualmente uma pessoa avisada e de bom senso. Para isso, não seria má ideia começar por reflectir sobre as palavras de Julio César: "à mulher de César não basta ser séria, é preciso que pareça séria" .
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Jacinto Lourenço

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ricos, Pobres e Consumismo

“Quando olho diferente para um rico e para um pobre e considero o primeiro mais gente, ou algo assim, no fundo estou partilhando da ideia de que é o dinheiro que faz um ser humano. E se compartilho dessa ideia, preciso também ter coisas, comprar, para me tornar mais gente. Assim, surge a ansiedade para o consumo, porque anseio tornar-me mais gente. O consumo é visto como o caminho para a humanização. É possível compreender, a partir disso, o desejo infindável de consumir. É o desejo de humanização. Mas a humanização não se encontra em produtos, não acontece com o acto da compra. No acto da compra, nos sentimos mais gente, nos sentimos melhor, porque já internalizamos essa maneira de ver a humanização pelo consumo. Mas, logo após desembrulhar o pacote e guardar a compra, parece que a realização humana se esvazia e desaparece no ar como fumaça.”
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Jung Mo Sung em Deus: Ilusão ou Realidade?***Via Laion Monteiro

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Uma Canção de Natal vale Mais que um bolo-rei

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+ + Há um ou dois dias atrás olhava desinteressdamente para o que passava num telejornal quando algo em particular prendeu a minha atenção; tratava-se de uma fábrica, na cidade da Guarda, que encerrava portas e mandava para o desemprego cerca de 300 trabalhadores. Nas mãos, todos eles traziam, à saida, uma caixa contendo um bolo-rei com um decorativo lacinho a enfeitar. Dizia o repórter que a empresa lhes tinha pago dois meses de salário por cada ano de trabalho cumprido. Dois meses de salário e um bolo-rei, é quanto vale a vida de um trabalhador em Portugal. O bolo-rei ou se come agora ou endurece. O dinheiro, como bem sabemos, ainda que possa guardar-se em conta bancária, leva-o a crise e a inflação ou as necessidades diárias de quem não tem outros rendimentos para sobreviver para além de um salário que acabou. Resta a vida, a vida de uma pessoa, de quem dependem outras pessoas: filhos, esposa, marido, pais ou outros parentes. Diz-se que o "capital não tem rosto. As pessoas sim, têm rosto, vida, alma. O "dinheiro" não pode comprar vidas, mas utiliza-as como se fossem mercadoria e desfaz-se delas quando do outro lado do mundo outras vidas se lhe hipotecam.

+ Estranha forma e estranha época para este acontecimento triste. O dinheiro e a ganância do lucro, prova-se, são inimigos do Natal e das pessoas.

+ Difícil será desejar um feliz Natal a quem "roubaram" o emprego a troco de um bolo-rei.

+ É a pensar em tantos milhões de pessoas que acham que a palavra Esperança é uma mera figura de retórica e que contemplam o fulgor das luzes com um brilho triste nos olhos, quedeixamos esta canção de Natal. Natal transmite alegria e Esperança real em tempos de incerteza no futuro. Natal é a renovação da vida e a a certeza de que, com Cristo no coração, seguimos um rumo certo. A Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus,diz: "pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti". É esta a promessa de Deus. E quando Deus se compromete, Ele não falha nem arranja desculpas para não cumprir om prometido.

+ + Baseados nesta certeza, desejamos a todos um Feliz Natal de 2010.

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Jacinto Lourenço

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"Ab Integro" Faz Hoje Dois Anos

Dois anos estão passados sobre a divulgação na Rede deste blogue, o Ab Integro. É um motivo de grande satisfação. Transcrevo abaixo as palavras que escrevi então no dia 23 de Dezembro de 2008. Reitero, mantenho e projecto para o futuro o que deixei dito, até pela sua actualidade.
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Muita coisa aconteceu em dois anos, mas tudo me deu a certeza da oportunidade que levou à existência do Ab Integro. Reacções muito positivas da parte de muita gente que nem sequer me conhecia. Reacções maldosas de quem achava que teria alguma coisa a perder com o aparecimento deste Blogue, ignorando talvez estes últimos as palavras do apóstolo Paulo aos Filipenses e que sempre fiz minhas : Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prémio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
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O objectivo deste blogue mantém-se integralmente fiel ao que foi traçado e escrito por mim faz dois anos. A fidelidade aos princípios e valores recebidos de Deus é uma âncora que garante estabilidade e um futuro à minha vida e da minha família que comigo os partilha. Estamos juntos na caminhada que Deus escolheu para nós. Ultrapassámos crises e dificuldades com a força recebida do Senhor Jesus Cristo. De onde presumíamos fraquezas e debilidades, retirámos força para prosseguir. E aqui estamos, prontos para continuar por quantos anos Deus deseje, na convicção de que, como sempre temos feito ao longo da nossa vida, o podemos servir através da palavra escrita.
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Não somos perfeitos mas demandaremos a perfeição aprendendo também com os nossos erros. Há muito ainda a frazer no Ab Integro; seguramente que iremos melhorar , tanto no capítulo dos conteúdos como no aspecto gráfico, assim o Senhor Jesus nos dê ânimo, força e criatividade suficientes para isso, mas de uma coisa temos a certeza: a linha editorial será fiel aos princípios com que partimos há dois anos.
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Que Deus abençoe fortemente todos os amigos, conhecidos e desconhecidos, que fazem o favor de nos acompanhar diariamente. Que a Paz e a presença de Nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos neste Natal.
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Jacinto Lourenço
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"...Não teve um "parto fácil" este blogue, tendo passado mesmo por momentos de incerteza quanto ao rumo a seguir; acresce também que colocar na "rede" uma página pessoal é forçosamente um atitude que requer ponderação. Desde logo, sobre o interesse que tal página possa vir a ter para uma comunidade alargada de "internautas" onde, como é óbvio, navegam mil e um olhares e motivações distintos. A certeza de que deveria avançar para uma divulgação mais célere, acabou por se revelar através de uma descoberta, no meio de "sombras e luzes", de qual o objectivo, qual o alvo ou alvos para o meu Blogue. Em consequência dessa descoberta, a deslocação dos holofotes do eventual interesse sobre mim próprio, ou daquilo que eu valha ou tenha para dizer, para o que eu represento enquanto pessoa e cristão convicto da minha fé naquele que me redimiu, o Senhor Jesus Cristo, foi absolutamental natural . Não deixando de falar de mim ( o que comporta desde logo um "risco de exposição" com que não estou ainda familiarizado ), porque é o mínimo que pode ser feito para que esta página possa garantir autenticidade e verificação matricial dos valores e padrões nela encontrados por quem cá "deixar rasto", não sou eu que interesso em especial. Importante serão os conteúdos e a liberdade que teremos ( tanto eu como quem entender deixar os seus comentários ) para os abordar em afloramentos que provavelmente só serão possíveis em Fóruns como este. Os últimos 37 anos da minha vida têm sido balizados por Cristo. São as marcas que Ele tem deixado no meu percurso, que me animam, desafiam e incentivam a avançar. Tem sido sempre assim. O apóstolo Paulo, homem de Deus que aliou a sua grande visão e vivência espiritual a um percurso, também ele humano, de "combates", como metaforicamente afirmou nos seus escritos epistolares, disse a determinada altura aos cristão da Galácia: "Desde agora ninguém me inquiete porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus". São essas marcas, indeléveis também em mim, que dão substância a esta decisão de divulgação pública do AB-INTEGRO ainda em 2008. São elas que determinam a minha forma de sentir, observar, intervir. O pulsar deste Blogue depende e dependerá sempre das "marcas" que ostento; da minha identidade, cidadania e filiação no Reino. O meu principal desiderato passa por ficar com a absoluta certeza de que a perspectiva que cruza esta página pessoal, em relação a tudo o que a ela vier, cumpre com a minha matriz e responsabilidade cristã, enquadradas sempre pelo amor de Deus e pelo Seu permanente compromisso de vinculação, renovação e actualização na vida de cada homem em particular e nas gerações que se sucedem. Um Deus de Luz, não quer escurecer o nosso caminho ou castigar-nos rigidamente em cada falha. Na essência, as suas "marcas" em nós, demonstram a capacidade infindável que Jesus tem para nos amar, mesmo quando o desiludimos, quais "Pedros" na voragem de acontecimentos fatídicos num qualquer pátio . Se um blogue poder ter uma dedicatória, então eu faço-a neste momento ao meu Senhor, à minha família, aos meus amigos e àqueles que se cruzem aqui comigo na construção desta "casa comum" . Procurarei honrar a todos, já que nem sempre será possível conjugar o verbo "agradar", seja por incapacidade, inépcia, impossibilidade ou imperativo ético, moral ou espiritual."
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Jacinto Lourenço