segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Conquistas no Espaço são os Novos Descobrimentos

A descoberta, esta semana, de 32 planetas fora do sistema solar é comparada pela comunidade científica, aos Descobrimentos portugueses. Ao DN, o astrobiólogo norte-americano Seth Shostak comparou o trabalho dos astrónomos ao que o infante D. Henrique fez em 1500. Objectivo agora é saber se existe vida nesses mais de 400 planetas "Está a ver quando o infante D. Henrique decidiu catalogar o mundo depois de descobrir os continentes? É o que se vai passar agora com os exo-planetas descobertos". Esta comparação pode ser familiar para um português, mas foi Seth Shostak, astrobiólogo norte-americano, que a fez em declarações ao DN. Investigador do SETI Institute (que se dedica à procura de vida inteligente no espaço), relembrou a epopeia portuguesa para se referir à descoberta de mais de 400 planetas fora do sistema solar desde 1995. Mas em vez de se dar novos mundos ao Mundo, dá-se novos planetas ao Universo. A comparação que Seth faz parece partilhada na comunidade científica. "O Ser Humano tem uma necessidade de descobrir, de saber o que há para além do que conhecemos. Assim como os portugueses fizeram em 1500. O planetas estão lá, temos de saber como são", diz Pedro Russo, astrofísico português que coordena o Ano Internacional da Astronomia 2009 [...]
Ler versão integral do Texto AQUI no jornal Diário de Notícias

"Descobri a Graça Através de Minha Filha Especial"

Este Blogue, o Ab-Integro, também se faz com textos assim, simples, que pretendem apenas dar conta da Graça e da Glória de Deus, e da sua compaixão por todos aqueles que se aproximam dEle, sem reservas mentais nem condições prévias à compreensão se Ele "pode" ou "não pode", se´"é" ou "não é". Saber que Ele pode, por saber quem Ele é, basta-nos. Esperar nEle, sem qualquer espécie de mescla de mercantilismo , traz-nos de forma límpida a Grandeza da sua Paixão e do seu Amor por nós.
Hoje senti-me tocado por Deus ao ler este testemunho. Em particular porque aqui, em Portugal, foi uma semana incaracterística a vários níveis, a que passou: Falou-se muito de Deus e de Bíblia. Mais conceptualmente do que no plano prático, da realidade palpável da nossa comunhão íntima, diária, experimental, verificável, tangível ao nível da nossa alma e do nosso ser . É por isso que espero que todos os Saramagos deste país, e também todos os anti-Saramagos, possam ler e sentirem-se tocados, como eu me senti, hoje, pelo meu Deus, o meu Senhor, o Deus do Amor, o mesmo amor que revejo na história do filho pródigo e neste episódio da história desta jovem e dos seus pais. Poderia ser a história de qualquer um de nós e de todos os que olham para Deus como Autor e Consumador da Fé e não apenas como uma personagem bíblica. É por isso que o melhor tradutor para as páginas bíblicas continua a ser o do quadro da vida real e o testemunho prático de quem tem Jesus no coração e o experimenta todos os dias, em todas as situações.
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Jacinto Lourenço
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Hoje, dia 24 de Outubro, nossa filha Rayane completa seus 19 aninhos. Quem diria que eu seria pai de uma moça (eterna menina) de 19 anos?Ela foi o instrumento de Deus através do qual, há catorze anos, eu pude conhecer a Sua surpreendente graça.Aos vinte e cinco anos, meu ministério sofreu uma reviravolta. Deus presenteara a mim e a minha esposa Tânia com uma filha especial. Aos cinco anos, Rayane jamais andara ou falara. Depois de recorrer a vários especialistas, ouvimos de uma médica boliviana na ABBR do Jardim Botânico que nossa filha jamais andaria. Isso embaralhou minha cabeça. Como eu poderia continuar pregando o Evangelho, se minha própria filha era impossibilitada de andar? Como as pessoas dariam crédito à minha pregação? Numa manhã de sábado acordei com um forte desejo de orar. Pedi à minha esposa que não queria ser interrompido. Tranquei-me no quarto comecei a me desabafar com Deus.Minhas palavras foram mais ou menos assim: - Senhor, não é justo que minha filha continue assim. Lembra de tudo o que tenho feito pela Tua obra. Lembra que tenho gasto toda minha juventude pra Ti. Lembra dos meus sacrifícios. Meu pai tem dedicado trinta anos de sua vida em Tua obra. Até quando, Senhor, minha filha será a vergonha do meu ministério? Era como se eu estivesse cobrando de Deus a sua cura, respaldado em meus méritos pessoais.De repente, senti que algo estava acontecendo. Calei-me, e aguardei. Uma voz doce e suave dirigiu-se ao meu coração: - Desde quando suas boas obras lhe dão o direito de me cobrar alguma coisa? Eu não lhe devo nada. E o que eu faço na vida do homem, não é por seus méritos, mas pela minha Graça.O conceito de graça desafiava meu entendimento e contrariava boa parte daquilo que havia aprendido acerca das coisas de Deus. Mesmo relutante, abri minha Bíblia, e comecei a ler a carta de Paulo aos Romanos. A sensação que eu tinha era de que vendas haviam sido retiradas dos meus olhos. Estava tudo ali. E eu, nascido e criado na igreja, pastor há oito anos, ainda não havia percebido. Foi, de fato, uma revelação. Escamas caíram dos meus olhos. Uma indizível alegria tomou de assalto o meu coração.Eu e Tânia resolvemos marcar um culto de ação de graças pela vida de Rayane. Pela primeira vez, expus publicamente o problema de nossa filha. Até aquele dia, eu sempre orientava minha esposa a manter nossa filha fora dos olhares curiosos dos irmãos da igreja. Elas costumavam se sentar no último banco, e antes que o culto terminasse, Tânia a levava para meu gabinete.Dias depois, num culto de Domingo a noite, no momento do ofertório, minha esposa tirou da bolsa uma oferta. De repente, Rayane tomou o dinheiro de sua mão, levantou-se, e foi caminhando até a frente do púlpito. Todos ficaram pasmados, inclusive eu. Alguns, emocionados, começaram a chorar. E eu, com a voz embargada, não sabia como reagir àquilo que Deus fazia diante dos meus olhos. Minha filha, finalmente, caminhava pela primeira vez, sem jamais sequer ter engatinhado!O que aprendi com RayaneAprendi a vencer pelo silêncio, a não me preocupar em provar nada pra ninguém.Rayane me mostrou que é da fraqueza que Deus tira a fortaleza. Que a vergonha de hoje, é a glória de amanhã. Sem qualquer palavra, Rayane nos tem transmitido o mais belo sermão de amor e graça.Obrigado, filha. Obrigado, Senhor, por nos ter confiado uma vida tão preciosa.Quando o mundo me decepcionar, olharei para seus olhos puros e meigos, e recobrarei meu ânimo e esperança de um mundo melhor.Te amo tanto, Ray! Feliz Aniversário!

domingo, 25 de outubro de 2009

A Bíblia e Deus...

...A Bíblia relata, ao longo de mais de mil anos, a relação dos encontros e desencontros dos homens com Deus e de Deus com os homens, sendo natural que se vá dando uma compreensão cada vez mais purificada de Deus. Assim, termina em Jesus Cristo, que mandou amar os próprios inimigos. E a única tentativa de "definir" Deus aparece em São João, e diz: "Deus é amor." Mas, mesmo no Antigo Testamento, também há, por exemplo, o Cântico dos Cânticos e os Profetas, arautos da revolução moral segundo a justiça. Foi neste contexto que, interpelado pelos media, chamei à colação um dos grandes filósofos do século XX, Ernst Bloch, também ele ateu e marxista, mas conhecedor da Bíblia. Professor na Universidade de Leipzig, na então República Democrática Alemã, teve problemas com o regime comunista, vindo assim para Tubinga, precisamente porque chamava a atenção para a importância da Bíblia. Sem a Bíblia, "o livro mais significativo da literatura mundial", não podemos compreender as catedrais, a Idade Média, Dante, Rembrandt, Händel, Bach. Sim, que se entende então verdadeiramente? Sem ela, não se entende a cultura alemã, a Missa solemnis de Beethoven, nenhum Requiem, nada".[...]
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Prof. Anselmo Borges
In jornal Diário de Notícias de 24 de Outubro de 2009

sábado, 24 de outubro de 2009

Celebrar a Vida

[ Titulo original do autor: Um lampejo da graça ]
. Não nasci quebrado, não herdei o pecado de Adão, não aprendi a andar debaixo da maldição divina. Em meus primeiros tropeços não exalei um mau cheiro de perversidade. Minha infância foi leve, moleca, solta. Reparti o pão singelo com outros cinco irmãos. Ao lado do vovô, escutei o rádio. Buscávamos notícias da BBC de Londres, da Agência de Notícias de Moscou, dos exilados que moravam na Suécia - Com papai preso, precisávamos furar o cerco da censura. Mas ainda na adolescência me ensinaram que eu era ruim. E que a mão de Deus estava prestes a pesar sobre minha cabeça. Eu deveria acordar; a qualquer instante poderia morrer e queimar eternamente no inferno. Ainda não consigo avaliar o impacto de tamanho pavor na cabeça de um garoto, mesmo passados tantos anos. Sei tão somente que abracei uma espiritualidade calcada no terror. Alguém colocou um espelho na minha frente e me disse que eu deveria ver torpeza em meus olhos tristes. Arqueei as sobrancelhas; realmente acreditei que não prestava. Daí para frente, orei inúmeras vezes pedindo que Deus perdoasse uma “multidão de pecados”. Internalizei todos esses medos e adiei a vida. Minha religião se construiu no negativo. Eu me contentava em cultuar a Deus para celebrar apenas a sua misericórdia. Mas antes de mencionar misericórdia, deixava claro a etimologia latina, miserere e cordis. Depois ressaltava: Deus volta seu coração para nós, eternos miseráveis. Enchia a boca: Miseráveis! Para mim a função do culto se resumia nisso, pedir perdão, quitar as dívidas com a lei moral e prometer que daquele dia em diante tudo seria diferente. Na semana seguinte, obviamente, tendo tropeçado nos cadarços de minha condição humana, voltava à estaca zero. E assim de multidão de pecados em multidão de pecados, sofregamente, esperava que Deus não se zangasse comigo além da conta. Tardiamente despertei. Eu havia internalizado a mensagem. Era um homem quebrado, contaminado pela desobediência de Adão e irremediavelmente torto. Adoecido, tratava qualquer virtude como trapo de imundície. Meu corpo, propenso à lascívia, me tornava um ímpio (perdoado, mas ímpio) sempre a um passo de voltar à lama. Alegria? Só muito comedida, “para não dar lugar à carne”. Satisfação? Nos cultos, obviamente. Prazer? Poucos: comer e dormir - prazer sexual, “quando casar”. Minha vida se estreitou. Deixei de ouvir boa música, não me permiti ler romances e passei ao largo da poesia. Catalogaram tantas coisas como abomináveis que eu preferia não me aproximar dessa lista maligna, que condenaria minha alma à perdição eterna. Há pouco, fui criticado porque vibrei com a saudosa Mercedes Sosa em um show monumental em São Paulo. Disseram que eu agi como um infantil, deslumbrado com um espetáculo vulgar. Não me indignei com os comentários. De fato sou um meninão. Gaguejo diante da lindeza e alucino com a ressurreição de uma alegria que me foi proibida. Na longa estrada da existência, a vida é breve. Já confessei que não me considero competente para boxear com ilustrados teólogos. Não, minto, na verdade, não quero estar perto deles porque meu coração tem outras sedes. Almejo aprender a joeirar os restolhos da vida e encontrar pepitas de uma beleza comum. Pretendo alongar a vista por cima da cerca de meus preconceitos, regionalismos e intolerâncias. Procuro retardar o relógio e ler os autores que antigamente suspeitei. Fiz as pazes com Deus. Minha espiritualidade saiu do coibitivo e agora celebra a vida. Sinto-me livre, mesmo inadequado. Não regurgito remorsos e não me chafurdo em falsas culpas. Celebro a minha humanidade sem as ameaças do fogo do inferno. Ainda não esgotei, mas já entendo algumas nuances da Graça.
Soli Deo Gloria

Uma Prisão do Ser...

Todos nós buscamos aprovação e reconhecimento. Queremos sempre mostrar o quanto somos amáveis, felizes, fortes e interessantes. Até mesmo o sujeito desbocado que diz - "não estou ligando para o que pensam de mim" - na verdade está procurando impressionar através desta pseudo-liberdade do outro. Portanto não há saída: somos viciados neste negócio de querer agradar todo mundo. E isto é tão perturbador, que chega uma hora em que tudo que-se-é, e tudo que-se-faz, se tornam apenas movimentos existenciais controlados pela tirania da opinião pública. É uma prisão do ser.Eu sou filho mais novo e sei bem o que é isso desde que me entendo como gente. O caçula é alguém que tem que lutar pelo seu espaço e seu valor no seio da família. Soma-se a este fato, um outro sem-número de pressões sociais que exercem grande influência sobre nós. Temos que ser bons e quase perfeitos em todos nossos agrupamentos. É a lei da selva, elevada a potência máxima, do mundo moderno. E o caminho mais comum para o sucesso de tal empreitada é apresentar um "falso eu". Brilhantemente, Brennan Manning diz que "a vida em torno do falso eu gera o desejo compulsivo de apresentar ao público uma imagem perfeita, de modo que todos nos admirem e ninguém nos conheça".No romance Noite Branca, do escritor Dostoiévski, o Sonhador confessa:"Porque não somos todos como irmãos, uns para os outros? Por que, ao encontrar-nos diante de outra pessoa, ainda que seja a melhor do mundo, temos de ocultar-lhe algo e calar? Por que não não havemos de dizer todos, com absoluta franqueza, o que trazemos no coração, quando sabemos que nossas palavras não as leva o vento? Agora parecemos todos mais frios e secos do que em realidade somos, e se diria que as criaturas temem comprometer-se expondo com franqueza seus sentimentos..."Eu não tenho dúvidas que a cura desta doença do ser encontra-se na manifestação da graça de Deus em nós. Sem o mergulho na graça que nos aceita incondicionalmente, certamente padeceremos; uma vez que um dos piores sofrimentos humanos é observado na pessoa que não pode conceber si próprio como alguém amado, objeto potencial de receber graça.
Daniel Gruba

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Fotos Reveladoras - 1

( Clique na Imagem para AUMENTAR )

"Usar as Coisas, Amar as Pessoas"

Há uma frase encontrada em muitos auto-colantes em carros que diz: “Não tenho tudo o que amo, mas amo tudo o que tenho”. Pode parecer um algo inocente, e até coerente, mas no fundo expressa um dos maiores mal-entendidos da história humana. Trata-se da coisificação do amor. As coisas estão aí para serem usadas, e não amadas. Enquanto que as pessoas deveriam ser amadas, em vez de usadas. Portanto, há aí uma inversão de valores. Este tipo de amor é completamente antagónico ao tipo de amor apresentado nas Escrituras. Não devemos investir afeição demasiada naquilo que possuímos, posto que tudo isso é passageiro. Somente o amor às pessoas é maior do que a morte, sobrevivendo a esta.[1]Pelo facto da alma humana ser eterna, o seu amor deve ser devotado a algo igualmente eterno. Razão pela qual o apóstolo João nos alerta: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele (...) Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”.[2]Em vez de amar as coisas deste mundo, devemos e podemos usá-las, sem jamais abusar delas,“pois a aparência deste mundo passa”.[3] Não devemos usar pessoas para alcançar as coisas que amamos. Devemos, sim, usar as coisas para beneficiar as pessoas que amamos. Como disse John Piper, “dedicar a sua vida a confortos e prazeres materiais é jogar dinheiro pelo cano. Investir a vida no esforço do amor rende dividendos de amor insuperáveis e intermináveis”. E mais: “Há mais felicidade em amar do que em viver no luxo!”[4] E ele remata: “Os prazeres mais profundos e satisfatórios que Deus nos dá através da criação são dádivas gratuitas da natureza e de relacionamentos amorosos com pessoas”.[5]
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[1] Cantares 8:6[2] 1 João 2:15,17[3] 1 Coríntios 7:3[4] Piper, John, Teologia da Alegria, Sheed Publicações, 2001, p.105[5] Ibid. p.159
Extraído do livro "Amor Radical", de autoria de Hermes C. Fernandes
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Via Blogue de Hermes Fernandes

Humor de Sexta : Jogos Olímpicos, Rio-2016

Via PavaBlog

"Ver o que Galileu Viu"

( Imagem Diário de Notícias )
Sem saírem de casa, os portugueses vão poder controlar um telescópio de ponta e observar o que Galileu viu há 400 anos.
. A iniciativa insere-se no Ano Internacional da Astronomia, que nos próximos dias junta amantes dos astros de todo o globo. Noites com Galileu é o nome do programa que, durante os próximos três dias (entre quinta e sábado), vai permitir a cientistas e leigos observarem o que um dos mais famosos astrónomos de sempre conseguiu ver em 1609 com a ajuda de apenas uma luneta que ele próprio tinha construído. Basta um vulgar computador com acesso à Internet para poder aceder ao site
www.galileannights.org/remote_observing.html, no qual todos os amantes de astronomia vão poder controlar um telescópio de um qualquer lugar remoto do mundo.
Mas a programação não se fica por aqui. Entre 22 e 24 de Outubro, mais de meia centena de países vai participar neste evento, que pretende ser um dos maiores de sempre no que toca a divulgação científica. Em Portugal já estão agendadas centenas de acções, desde um "jantar em Marte" a visitas guiadas pelo céu nocturno. Os passeios pelo sistema solar vão ser possíveis um pouco por todo o país. As Noites com Galileu inserem-se na programação do Ano Internacional da Astronomia 2009 (AIA2009), cujo objectivo é estimular o interesse pela astronomia e pela ciência em geral. "O AIA2009 assinala o passo de gigante que constituiu a primeira utilização do telescópio para observações astronómicas por Galileu", lê-se no site da Sociedade Portuguesa de Astronomia, um dos organismos responsáveis pelo evento. O Ano Internacional da Astronomia (www.astronomia2009.org) é organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Ciência Viva e da European Astronomical Society. Desde o início do ano já se realizaram mais de 1500 eventos no país, dinamizados por mais de 360 instituições.
In Diário de Notícias de 22 de outubro de 2009

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O que Odeio em Ti, Igreja...

A lista abaixo relacionada é direccionada à igreja institucional, à igreja-empresarial, ao clube de entretenimento, assim falsificada e vendida ao poder temporal. Não me refiro absolutamente à igreja verdadeira, ao remanescente fiel que muitas vezes está contido nessa igreja caricata dos nossos dias.Compartilho aqui o sentimento de inconformação de David quando disse a Deus: "Não aborreço eu, Senhor, os que te aborrecem? E não abomino os que se levantam contra Ti".
Aborreço-os com ódio consumado, para mim são inimigos de facto. O que eu odeio em ti, igreja dos nossos tempos?
1. A TUA PRETENSÃO OSTENSIVA de te veres superior a tudo e a todos, e com esse orgulho besta, deixas de ser reconhecida como voz de Deus e agência do Reino no mundo. Ao contrário, deverias te afastar para bem longe dessa vaidade luciferiana e cair em ti, voltando a servir humildemente ao mundo ao qual foste enviada.
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2. QUANDO INFLEXÍVEL, IMPÕES O DETESTÁVEL LEGALISMO COMO FORMA DE CAMINHADA CRISTÃ com regras insuportáveis que mantém teus membros eternamente cativos a infantilidade na fé, ao invés de conduzi-los à maturidade cristã que alcança a essencial liberdade consciente e anda maduramente nas pegadas de Jesus de Nazaré.
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3. A TUA CEGUEIRA REDUCIONISTA que não discerne claramente o Reino além das tuas limitadas fronteiras, expandindo a visão para ver e aceitar outras formas de expressão, de serviço cristão, de culto e de obras que também glorificam a Deus e contribuem para a expansão do Reino na terra.
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4. A TUA FORMA DE JULGAR SUMARIAMENTE as pessoas, se são merecedoras do céu ou do inferno, como se te coubesse a ti essa prerrogativa divina de selecção. Deveria tu saber que essa é uma acção exclusiva de Deus.
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5. A TUA DISCIPLINA CORRECTIVA que sempre exclui e joga fora todo aquele que desgraçadamente tropeça por algum motivo, levando invariavelmente o “disciplinado” ao abandono, e ferido, a morrer a míngua.
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6. A TUA FORMA ANTIBÍBLICA DE EVANGELIZAR, definindo prazos de mudança para as pessoas ”aceitarem Jesus”, exigindo uma conversão urgente e superficial baseada na adequação compulsiva às regras dos teus usos e costumes, e não na radical soberana transformação do Espírito Santo, de dentro para fora, e no livre tempo de Deus.
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7. A TUA VISÃO MISSIONÁRIA/ EVANGELÍSTICA DISTORCIDA que em nome do “ide” retira as pessoas das suas áreas de convivência na sociedade onde exerciam posições estratégicas para alcançar os seus semelhantes, para os manter circunscritos à área do templo, transformando-os em pessoas inactivas ou em obreiros alienados que desconhecem o que se passa no mundo que os rodeia.
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8. O TEU ABUSO DE PODER arrastando milhares de PESSOAS SINCERAS, frágeis, crédulas, simplórias, despreparadas e desavisadas, à exaustão, ao esgotamento, ao sofrimento, à decepção, e a sentirem-se absolutamente usurpadas física, emocional, material e espiritualmente. Essas pobres vítimas do teu poder abusivo tornam-se amargas e refractárias ao Evangelho para sempre, fechadas para qualquer possibilidade de pensarem em Deus ou em coisas relacionadas contigo.
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9. A FORMA IMORAL COM QUE OS TEUS LÍDERES LIDAM COM AS FINANÇAS, manipulando o dinheiro que entra nos teus cofres de forma irresponsável, desonesta, revelando que estão subjugados pelo deus Mamon. Reproduzes pastores que amam posição, poder, e o dinheiro, tornando-os cheios de avareza e de ganância. ISSO TEM CAUSADO GRANDES ESCÂNDALOS E DANOS IRREVERSÍVEIS PARA O EVANGELHO, E TU ÉS DIRECTAMENTE RESPONSÁVEL POR ISSO!
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10. E por último, odeio quando MENTES, ASSEVARANDO QUE FORA DE TI, AS PESSOAS NÃO PODEM SOBREVIVER. Saibas que existem milhões de pessoas que nunca entraram nos teus átrios e mesmo assim oram, têm temor, discernimento, maturidade, ética, moral e dignidade, muitas vezes, mais apurados que os teus pobres membros pretensiosos. Sobretudo, há uma forma difícil, dolorida, mas possível, que pode mudar radicalmente esse quadro sombrio: TENS QUE PASSAR PELO PORTAL DO ARREPENDIMENTO. Como diria Jesus, Lembra-te de onde caíste e arrepende-te... [...]
Fonte: blog Manoel dC
Via PavaBlog

Acção de Aristides de Sousa Mendes para Salvar Milhares de Judeus das mãos dos Nazis é Levada à Tela.

( Imagem jornal Público )
“O Cônsul de Bordéus” é protagonizado por Vítor Norte, no papel de Aristides de Sousa Mendes, um diplomata português que, à revelia de Oliveira Salazar, atribuiu cerca de trinta mil vistos a refugiados perseguidos pelo regime nazi em 1940. No primeiro dia de filmagens, gravou-se a cena em que o “cônsul” Vítor Norte comanda uma coluna de carros em que seguem os refugiados, numa tentativa de fuga de França até Portugal. “Como não foi possível passar fronteira de Irun [entre França e Espanha], uma vez que já lá tinha chegado a comunicação de que o cônsul tinha sido destituído e, como tal, os vistos que passara para os refugiados já não eram válidos, Aristides de Sousa Mendes teve de optar por outra fronteira, onde não havia telefones e onde, como tal, aquela comunicação ainda não tinha chegado”, explicou Francisco Manso. [...].
Aristides de Sousa Mendes foi um herói, uma personalidade mundial, e este filme é o mínimo que podemos fazer para evocar a sua memória”, disse o realizador Francisco Manso. O filme cruza a história real de Aristides de Sousa Mendes com a ficção de um refugiado, que no futuro se tornará um reputado maestro. O argumento é assinado pelo escritor António Torrado e por João Nunes e co-realizado por Francisco Manso e João Correa, realizador português radicado há mais de 40 anos na Bélgica e secretário-geral da Aliança Mundial do Cinema. Segundo José Mazeda, o filme entrará nos circuitos comerciais dos países de língua espanhola e francesa, admitindo-se ainda a hipótese de vir a ser feita uma versão em língua inglesa. Aristides de Sousa Mendes morreu em 1954 e só anos depois da sua morte é que foi reconhecido, não só a nível internacional, mas também pela República Portuguesa.
In Jornal Público de 21 de Outubro de 2009

Centenas de Telescópios Apontados ao Céu

São várias as iniciativas dispersas por todo o país para celebrar mais um momento especial do Ano Internacional de Astronomia 2009. São as “Noites de Galileu” que acontecem entre os dias 22 e 24 deste mês.

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Portugal está na lista de mais de 50 países que vão participar neste acontecimento mundial. Durante três dias, centenas de telescópios estarão apontados para o céu em tentativas de observação directa de pedaços do nosso sistema solar. E se o mau tempo insistir em estragar estas noites de estrelas no país, há observatórios virtuais e programas alternativos como, por exemplo, um surpreendente jantar no espaço.No dia 17 de Março de 1610, Galileu publicou o livro Mensageiro dos céus onde relatava as primeiras observações de “objectos” como a Lua ou Júpiter e as suas luas, um feito conseguido com o apoio de uma luneta. Agora, passados 400 anos, o desafio é voltar a encontrar estes pontos longínquos com a ajuda de modernos telescópios. Tarefa bem mais fácil. A única coisa que não muda é o efeito que o tempo pode ter nestes programas. O objectivo principal desta acção mundial é a observação directa e, em Portugal, poderá estar comprometido pela chuva e céu nublado que podem fazer baixar uma cortina para o espectáculo do nosso sistema solar. Com algum optimismo, estão programadas diversas actividades de observação directa por todo o país. Desde sessões que acontecem em espaços óbvios como os planetários até ao parque de estacionamento da igreja de Sandim, em Vila Nova de Gaia, passando por um local “secreto” para os lados da Atalaia (Montijo) e cujo mapa pode ser consultado no site da organização (www.atalaia.org). Para quem prefere uma experiência mais solitária, há outro site a consultar e que dá acesso a um observatório virtual ligado a vários telescópios situados em vários países (www.galileannights.org). Mas nem só com um telescópio se comemora os 400 anos das observações de Galileu. Há noites animadas pela música, pela leitura, por conferências, tudo sem depender do clima ameaçador. A acção pretende igualar o sucesso alcançado pelas 100 horas de Astronomia que terá conseguido colocar entre um e dois milhões de pessoas em todo o mundo a espreitar por um telescópio ao mesmo tempo.
In jornal Público de 21 de Outubro de 2009

BÍBLIA, BÍBLIA, BÍBLIA...

A Bíblia tem sido , nos últimos dias em Portugal, tema para notícia em Rádios, Televisões e Jornais de referência. Não me lembro, nem da minha vida, nem da história remota ou recente, de tamanho interesse, generalizado a toda a comunicação social, pela Palavra de Deus. E isso nem sequer é obra de Saramago, ao contrário daquilo que se possa eventualmente querer pensar. Esse repentino foco na Bíblia Sagrada e nos valores que ela comporta, traduz e revela, tem por detrás uma entidade: Chama-se Sociedade Bíblica, no caso concreto, de Portugal. À nossa vista, apenas o trabalho concreto que está a ser feito pelos seus responsáveis. Mas ninguém duvida, de certeza, de todo o trabalho de base que teve que ser previamente realizado, em termos de planeamento e organização, para chegar a este resultado. E enquanto o Bios estiver a copiar o Novo testamento em Lisboa, temos a certeza que o tema "Bíblia" irá ser recorrente na comunicação social.
Um bom exemplo de estratégia e dinamismo para a divulgação das Sagradas Escrituras em Portugal, trazido por uma entidade cuja atenção não se desvia daquilo que é ( deixe passar este "chavão" ) o seu "Core Business" em prol do Reino. Grande S.B.P. Assim saibam os cristãos evangélicos portugueses aproveitar toda esta dinâmica e envolvimento criado pela S.B.
O jornal Público, na matéria que publicava ontem na página 10 da sua edição em papel, fechava com o seguinte: "O robô escrevia o versículo 14 do Capítulo 6 do Evangelho de Mateus: Se perdoarem aos outros as suas ofensas, o vosso Pai celestial também vos perdoará". Bateram bem fundo em mim, estas palavras. Significativo; se atendermos a todas as pedras que já atirámos...
Oremos sempre por este trabalho.
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Jacinto Lourenço

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Oceano Árctico Poderá Tornar-se Navegável

Nova expedição confirma que Oceano Árctico poderá tornar-se navegável dentro de 20 anos.
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Dentro de 20 anos, o Oceano Árctico poderá passar os Verões livre de gelo e tornar-se uma nova rota para os navios, anunciou hoje uma equipa de cientistas britânicos, cuja expedição veio confirmar dados de há dois anos. O degelo no topo do planeta já é considerado o sinal mais claro das alterações climáticas. “A maior parte do degelo vai acontecer nos próximos dez anos”, comentou Peter Wadhams, professor do Grupo de Física Oceânica Polar na Universidade de Cambridge. Este especialista comparou medições da espessura do gelo realizadas em 2007 pelo “HMS Tireless”, submarino da Marinha Real, com os dados mais recentes, recolhidos no mesmo local no início deste ano pelo explorador britânico Pen Hadow. De 1 de Março a 7 de Maio, Hadow e mais dois cientistas (Ann Daniels e Martin Hartley) percorreram uma rota de 450 quilómetros na região Norte do Mar Beaufort, no Árctico, no âmbito da expedição “Catlin Arctic Survey”, e fizeram observações e 1500 buracos no gelo. Como resultado descobriram que o gelo no Oceano Árctico está a ficar cada vez mais fino. A maior parte da região pela qual passaram está coberta por gelo que não tem mais de um ano, com uma espessura média de 1,8 metros. Esta profundidade é considerada demasiado pequena para conseguir manter-se depois do degelo do próximo Verão. A região costumava ter gelo mais antigo, composto por camadas sobrepostas, correspondendo a vários anos.“Com uma extensão maior coberta de gelo com apenas um ano, o Árctico está claramente mais vulnerável”, comentou Wadhams. “Isto significa que poderemos falar do Árctico como se fosse um mar aberto no Verão e que teremos transporte marítimo a atravessar o oceano Árctico”.Ao apresentar os resultados em Londres, Martin Sommerkorn, do Programa Internacional Árctico da organização WWF (Fundo Mundial da Natureza) e parceiro da expedição, notou que “o Oceano Árctico tem uma posição central no sistema climático do nosso planeta”, nomeadamente funcionando como “ar condicionado” da Terra. “Tirem-no da equação e ficamos com um mundo dramaticamente mais quente”.Além de serem más notícias para as focas e ursos polares que vivem no Árctico, estes dados afectarão a vida de muitas pessoas. Sommerkorn sublinhou que o aquecimento das águas de superfície no Árctico vai acelerar o degelo na Gronelândia, acelerando também o aumento do nível médio do mar. “Isto poderá causar inundações que afectarão um quarto da população mundial e fenómenos meteorológicos extremos em todo o planeta”.“Os dados divulgados hoje dão mais uma razão para os líderes mundiais tomarem decisões imediatas na cimeira climática em Copenhaga”, em Dezembro, comentou Sommerkorn.
in jornal Público de 15 de Outubro de 2009

O "Geocentrismo" na Igreja...

[ titulo original do autor: Esses Cristãos Subversivos ]
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A diferença sempre foi vista com curiosidade ou estranheza. A cor da sua pele, por exemplo, pode torná-lo num estranho em alguns cenários. Também o seu poder aquisitivo ou a sua educação têm a capacidade de fazer com que se destaque em determinados ambientes. Até mesmo o seu estilo de adoração, a linha teológica que você adopta ou sua preferência por algum partido político podem colocá-lo à margem – ou para além dela – em certos casos. A verdade é que ser, pensar, olhar ou agir de modo diferente da maioria pode empurrar determinado indivíduo para fora dos círculos sociais e religiosos. Facto é que, nas nossas igrejas, há sempre uma pessoa, ou um grupo, que na maioria das vezes se sente diferente da maioria – e gente assim quase sempre é marginalizada. Dan Taylor, em The Myth of Certainty [O mito da certeza], chama a estas pessoas “cristãos reflexivos”. Os menos solidários classificam-nas como questionadores da fé; e, muitas vezes, as suas atitudes de inconformismo fazem com que se tornem desrespeitados nas suas comunidades. [...]
LER AQUI texto integral no Blogue de Hermes Fernandes