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sábado, 7 de novembro de 2009

Previsão de Cura do Cancro na Próxima Década

O geneticista James Watson, distinguido com o prémio Nobel da Medicina de 1962 por ter desvendado a estrutura molecular do ADN, a substância essencial da vida, prevê para próxima década a descoberta da cura do cancro.
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Em declarações à agência Lusa em Lisboa, onde hoje à tarde proferiu uma conferência organizada pela Fundação Champalimaud, de que é presidente do conselho científico, James Watson, 81 anos, classificou o cancro como o "santo Graal" da ciência humana."A guerra ao cancro foi declarada nos Estados Unidos há cerca de 40 anos", afirmou. "Será uma guerra de 100 anos, de 70 anos? Eu acho que será de 50 anos", acrescentou O cientista declarou-se "muito optimista" porque já "foi longo o caminho trilhado" e que a partir de agora "é preciso passar da compreensão à cura do cancro". "Penso que agora conhecemos bastante bem o inimigo", sublinhou.Interrogado sobre o papel da genética na luta contra o cancro, o cientista disse que ela por si só não cura, mas conduz à bioquímica e "para curar o cancro é preciso pensar em bioquímia". "A genética diz-nos o que está errado", cabendo à bioquímica desenvolver medicamentos cada vez mais eficazes contra a doença, afirmou. "Muitas pessoas não têm esperança e há razões para lhes dar esperança", garantiu. Um dos motivos do seu optimismo é que o preço dos tratamentos genéticos está a baixar progressivamente, pelo que o seu custo deixou de ser um obstáculo, como era no passado. "A chave não é o dinheiro, mas a determinação", sublinhou. "O cancro é um inimigo astuto e sofisticado, que exige repostas sofisticadas". [...]
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Ler texto integral AQUI no Diário de Notícias de 06 de Novembro de 2009

sábado, 29 de agosto de 2009

Compreender as Dependências

Um cientista português da Fundação Champalimaud recebeu a maior bolsa de investigação da Europa, no valor de 1,6 milhões de euros, para estudar a função do cérebro nas rotinas humanas. Ao DN, Rui Costa explica que pretende compreender o que nos leva a ter dependências. Este pode ser um primeiro passo na luta contra alguns dos principais vícios.

O português Rui Costa tornou-se notícia esta semana, depois de ter recebido a maior bolsa de investigação da Europa, no valor de 1,6 milhões de euros, dada pelo European Research Council (ERC), o mais importante organismo europeu de apoio à investigação. A bolsa tem a duração de cinco anos e destina-se ao estudo das diferenças a nível cerebral entre as acções intencionais feitas para atingir um objectivo e aquelas realizadas por hábitos adquiridos. A investigação poderá trazer soluções para o tratamento de dependências, como a das drogas ou jogo. "Foi com grande alegria que recebi esta bolsa. É sinal que o meu trabalho foi reconhecido", contou ao DN o investigador que trabalha para a Fundação Champalimaud. "No nosso quotidiano tomamos imensas decisões que pressupõem a escolha da acção certa para a obtenção do resultado pretendido. Essas acções podem ser tomadas com base nas consequências futuras da decisão que tomamos", explica Rui Costa, enquanto aproveita para dar um exemplo: "Conduzir do trabalho para casa é um comportamento por objectivos que exige uma permanente monitorização desses objectivos da acção, das consequências e requer atenção. Se repetirmos o mesmo comportamento muitas vezes começamos a poder realizá-lo de uma forma automática, usando processos habituais." Mas "os hábitos não implicam um esforço para avaliar as consequências, e muitas vezes usamo-los tão automaticamente que mesmo quando queremos fazer algo novo ou diferente, como ir a outro local ao sair do trabalho, podemos acabar em casa", diz o investigador português. É aqui que entra o trabalho do investigador: é a diferença entre processos que vai ser alvo de estudo, quer a nível molecular quer a nível dos circuitos do cérebro, usando as mais recentes técnicas de biologia molecular e de electrofisiologia. "Há cada vez mais indícios científicos de que os circuitos cerebrais envolvidos numa situação e na outra - quando se tomam decisões por intenção e objectivo, ou quando há apenas o hábito - são diferentes", revela. Saber exactamente como as acções intencionais e os hábitos se formam e se usam irá permitir-nos compreender melhor os processo de decisão e os comportamentos compulsivos. Porque é que optamos por comportamentos novos ou, pelo contrário, caímos na rotina quando fazemos certo tipo de investimentos ou consumimos algo? Esta é a pergunta que Rui Costa quer ver respondida pelo seu trabalho, para depois poder aplicar a sua investigação: "Pode ser importante para se compreender várias doenças do foro psiquiátrico, tais como aquelas relacionadas com comportamentos compulsivos ou viciantes, como a toxicodependência, vício do jogo, do álcool, cleptomania...", explica. Agora, resta consolidar a equipa de investigadores. Entre os membros encontram-se desde físicos a biólogos, farmacêuticos de várias nacionalidades, como portugueses, norte-americanos ou mexicanos. No concurso de 2009 concorreram 2503 investigadores, provenientes de 34 países da União Europeia, Suíça, Noruega, Israel e Turquia, com 42 propostas provenientes de cientistas a trabalhar em Portugal. Três das bolsa vieram para Portugal.
In Diário de Notícias de 29 de Agosto de 2009

sábado, 8 de agosto de 2009

"Passarola Voadora" Chegou do Brasil...

( Imagem Diário de Notícias )
Portugal esteve a um fio de conquistar os céus com Bartolomeu de Gusmão Depois de dominar os mares, Portugal esteve a um fio de conquistar os céus quando o jovem Bartolomeu de Gusmão fez voar, perante D. João V, o primeiro balão da história da humanidade, a famosa Passarola.

A oportunidade, porém, perdeu-se e a descoberta saída da cabeça do rapaz-fenómeno vindo do Brasil, capaz de decorar obras literárias inteiras e das invenções mais audazes, acabou por revelar a incapacidade do império de entender o alcance da descoberta. Joaquim Fernandes, professor na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, recordou à Lusa que Bartolomeu de Gusmão tinha 16 anos quando fez a sua primeira incursão a Lisboa, ficando hospedado em casa do marquês de Fontes, contacto que seria da maior importância no futuro. A fama do jovem Bartolomeu já vinha do Brasil, onde a sua memória prodigiosa e capacidade inventiva se notabilizaram. De apelido Lourenço, era um dos 12 filhos de um cirurgião do posto militar de Santos e, segundo Joaquim Fernandes, acolhe o nome de Gusmão do jesuíta Alexandre de Gusmão, reitor do Seminário de Belém, no estado da Baía, para onde foi estudar, juntamente com vários irmãos. Ainda adolescente, ficou conhecido por ter construído uma bomba hidráulica para fazer subir a água do rio Paraguaçu até ao cimo do monte onde se situava o seminário brasileiro, o que terá beneficiado os padres aí estabelecidos. Regressado ao Brasil, continua a estudar para padre, até viajar de novo para Portugal, em 1708, para ingressar na Universidade de Coimbra. Alguns meses depois já o encontramos em Lisboa, onde fica de novo em casa do marquês de Fontes, que fará a ponte entre Bartolomeu e D. João V. Autorizado pelo rei a construir a Passarola e a apresentá-la na corte, e garantindo os direitos de utilização futura caso funcionasse, o jovem brasileiro lançou-se ao trabalho num estaleiro cedido pelo seu anfitrião. A Passarola nunca correspondeu ao desenho conhecido, capaz de acolher um homem no seu interior, com asas e bico: esse desenho é do filho do marquês, cúmplice de Bartolomeu, e pretendia fazer contra-espionagem junto dos curiosos que rondavam o estaleiro com o objectivo de informar as potências estrangeiras. Até o mecanismo de voo foi falseado: em vez do princípio de Arquimedes seguido por Bartolomeu, o embuste deu a entender que se tratava de magnetismo, então tanto na moda. Segundo Joaquim Fernandes, a verdadeira Passarola é desoladoramente diferente: um pequeno balão, semelhante aos de S. João, com uma taça de combustível por baixo, que nas primeiras tentativas pegou fogo e chegou a incendiar os reposteiros reais. El-rei não perdeu a curiosidade face aos primeiros falhanços e aceitou novas tentativas da estranha invenção, até que a 08 de Agosto finalmente o balão sobe até ao tecto da sala de audiências do rei, demora-se aí um bom pedaço e desce suavemente. Apesar do encanto com que o invento foi recebido na corte, ninguém o levou propriamente a sério, mesmo com Bartolomeu a realçar as suas potencialidades militares. Quatro anos depois das experiências na corte, o inventor fez uma digressão por Holanda e França, onde registou a patente de algumas ideias e trabalhou como ervanário. Regressa a Portugal e inicia um período decadente, em que é acusado de simpatias com o judaísmo. A Inquisição aperta o cerco em torno de Bartolomeu, que acaba por fugir para Espanha em 1724. Esta é uma das histórias contadas no livro que Joaquim Fernandes lançará ainda este ano - "Mitos, mundos e medos - O céu na poesia portuguesa".
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Nós portugueses, sempre fomos um bocado assim : de costas voltadas para a história. Às vezes lá surge um visionário que nos acerta com ela...
Ab-Integro

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Stress Crónico : O Cérebro Responde e Procura a Rotina

( imagem jornal Público )
...Vamos colocá-lo a viver no segundo andar de um prédio. Pode ser? Pronto. Agora, imagine a sua rotina diária. Todos os dias, entra no elevador e carrega no botão 2 para chegar a casa. Porém, se mudar de edifício - suponha que está a visitar alguém -, vai escolher outro piso, adaptando-se a esta nova realidade. O problema é que, segundo o estudo agora publicado na revista Science por investigadores portugueses, quando está sujeito a uma situação de stress crónico o mais provável é que continue a carregar no botão 2, em qualquer elevador, de qualquer prédio. O seu cérebro mudou e agora responde com as acções de rotina. [...]
Ler todo o artigo Aqui no jornal Público de 31/07/2009

terça-feira, 28 de julho de 2009

Humanos já Comiam Peixe há 40 mil Anos

Descobertas feitas na China mostram dieta abundante e rica em proteínas. A análise de um maxilar encontrado numa gruta de Tianyuan, perto de Pequim, na China, permitiu concluir que os humanos já incluíam peixe na sua dieta há 40 mil anos. A equipa internacional que fez esta descoberta era formada por cientistas da Alemanha, da China e dos EUA. A análise química do colagénio proteico, usando relações de isótopos de azoto e enxofre permite mostrar se o consumo de peixe era ocasional ou um alimento regular. No entanto, embora seja hoje uma parte fundamental na dieta dos humanos, desconhece-se até que ponto os primeiros homens conheciam este alimento. A investigação com isótopos de carbono e azoto das ossadas e restos associados permitiu neste caso estabelecer a relação mais antiga, até hoje, entre humanos e consumo de peixe. No caso deste indivíduo com 40 mil anos, havia uma dieta elevada em proteína animal e, em particular, peixe de água doce. As observações dos locais arqueológicos permitem dizer que esta utilização de recurso alimentar ocorreu antes da invenção de ferramentas que facilitavam a pesca. A conclusão dos cientistas é que esta dieta reflecte pressões populacionais naquela parte da Ásia. A população humana estaria em rápida expansão na época.
In Diário de Notícias Online de 15 de Julho de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

1969-2009 / 20 Julho / 40 Anos Depois

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Lembro-me como se fosse hoje, e revivo o acontecimento que parou o mundo nos instantes em que Neil Armstrong dizia a frase que acabou por ficar para a história: "Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade".

Pequenos ajuntamentos surgiam frente às montras das lojas de electrodomésticos e nos cafés da baixa de Lisboa, onde nesse momento me encontrava, de passagem, nos meus 15 anos de idade, ainda a sonhar ser piloto aviador ( não foi além do sonho...).

Tinha a noção perfeita de que estava a assistir a um facto grandioso na história da humanidade. Curiosas, receosas e incrédulas, algumas, as pessoas assistiam ao saltitar do homem na lua.

Foi realmente um grande salto para a humanidade. Pena que cá por baixo, no mundo dos terráqueos, após 40 anos decorridos, o desenvolvimento e a elevação, em todos os sentidos, do ser humano, não se tenham feito na mesma proporção daquilo que significou a ida do primeiro homem à lua, nos idos de Julho de 1969.

Jacinto Lourenço

segunda-feira, 6 de julho de 2009

"Quanto mais Coloridos Forem, mais Ricos São"

Vegetais são os alimentos com mais antioxidantes
Uma dieta rica em vitaminas e enzimas é a melhor fonte de antioxidantes. Amoras e ervilhas são óptimas opções "As pessoas estão cada vez mais conscientes e preocupadas em ingerir alimentos como os vegetais, ricos em propriedades antioxidantes." A constatação é da nutricionista Alexandra Bento, que associa este maior cuidado com a saúde "à forte evidência científica na prevenção de doenças e haver cada vez mais divulgação desta informação". Os antioxidantes são essencialmente vitaminas (A, C e E) e enzimas e estão presentes sobretudo nas frutas e legumes. "Quanto mais coloridos forem, mais ricos são", garante a médica. "Os fitoquímicos, as substâncias que dão cor aos vegetais, têm muitas propriedades antioxidantes." Alexandra Bento dá como principal exemplo os frutos vermelhos, como a amora, a framboesa, o morango e os mirtilos. "A sua cor avermelhada escura é representativa dessa acção preventiva." [...]
In Diário de Notícias Online de 05 de Julho de 2009
Ler Aqui versão integral do texto

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Marie Curie : Mulher mais influente da Ciência

A física nuclear polaca nacionalizada francesa, Marie Curie, Prémio Nobel e responsável pela aplicação da radiação no tratamento do cancro, foi eleita a mulher mais influente da ciência, numa sondagem britânica. De acordo com o estudo da revista «New Scientist», citado esta quinta-feira pelo jornal «Telegraph», Marie Curie obteve 25,1 por cento dos votos das 800 pessoas inquiridas. Muito distanciada, segue a britânica Rosalind Franklin, que obteve 14,2 por cento dos votos. A sondagem, realizada na página electrónica da «New Scientist», junto da comunidade científica internacional, pretendia sublinhar o contributo das mulheres para a investigação científica. A sondagem acabou também por mostrar a falta de modelos femininos modernos que inspirem as jovens a enveredar pelo campo da ciência. É que apenas duas cientistas da actualidade figuram no top 10 desta votação e com percentagens muito baixas: a astrofísica Dame Jocelyn Bell Burnell obteve 4, 7 por cento e a primatologista Jane Goodall alcançou 2,7 por cento.
In Iol Portugal Diário Digital em 02 de Julho de 2009