terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Espanha Monumental - Casares, Málaga

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A Oração

A oração é um instrumento poderoso não para fazer com que a vontade do homem seja feita no céu, mas para fazer com que a vontade de Deus seja feita na terra.
( Robert Law ) ***

" A Respeito da Segunda Vinda de Cristo "

Contam que, certa vez, perguntaram a Karl Barth se ele acreditava na segunda vinda de Jesus Cristo. Sua resposta foi no mínimo intrigante. Barth teria dito que acreditava em todas as vindas de Jesus, e não apenas na segunda. Na verdade, disse o célebre teólogo alemão, Jesus Cristo veio pela primeira vez na encarnação e, depois, pela segunda vez na ressurreição, e veio outra vez no Pentecoste, uma quarta vez na Igreja, que é o seu corpo, e, além dessas, Jesus Cristo vem toda vez que um pecador se arrepende e se reconcilia pessoalmente com Ele. Ao final, Barth teria dito que acreditava, sim, que Jesus Cristo viria consumar o reino de Deus no "fim da história", mas essa seria a quinta ou sexta vinda de Jesus. De facto, dá que pensar, pois estamos acostumados às afirmações simplistas do tipo "Jesus veio quando nasceu (primeira vinda), foi embora após a sua ressurreição, e virá em triunfo no fim dos tempos (segunda vinda)". Mas há algumas pontas soltas na construção das doutrinas escatológicas (relativas às últimas coisas) e nas interpretações das afirmações do Novo Testamento a respeito da parousia (vinda) de Jesus Cristo. Por exemplo, como explicar a afirmação "Eis que estou convosco até a consumação dos séculos" (Mateus 28.20)? Cristo está conosco ou devemos esperar por ele no futuro escatológico? Ou ainda, o que Jesus quis dizer quando prometeu àquele que obedece sua palavra: "Eu e meu Pai viremos a ele e faremos nele morada" (João 14.23)? Como podemos conciliar a afirmação de Jesus quanto ao fato de que o fim ocorrerá apenas quando o evangelho do reino de Deus tiver sido anunciado em todas as nações (Mateus 24.14), com sua promessa de que o Filho do Homem viria antes de os discípulos percorrerem todas as cidades de Israel (Mateus 10.23)? Mais ainda, como entender a declaração de Lucas ao afirmar que o livro de Atos registra as coisas que Jesus continuou a fazer após sua ressurreição e ascensão? Também há necessidade de esclarecer porque o livro do Apocalipse não descreve em detalhes a "segunda vinda de Jesus" e, aliás, em vez de dizer que vamos para o céu, diz que o céu vem a nós (Apocalipse 21.1-4). Estas poucas questões indicam que não podemos nos ater ao literalismo das passagens bíblicas, isoladas umas das outras, mas devemos buscar compreender o sentido amplo de suas narrativas, que possibilitam enxergar os mesmos fatos e fenômenos em múltiplas dimensões e implicações. Em termos da "doutrina das últimas coisas", a melhor interpretação sugere a "escatologia inaugurada", que estabelece a tensão entre o "já" e o "ainda não" da salvação: ao mesmo tempo em que o dia da salvação é agora – já (2 Coríntios 6.2), também "em esperança somos salvos" – ainda não (Romanos 8.24). Não é incorreto, portanto, afirmar que assim como o reino de Deus já veio e ainda está por vir: o reino de Deus chegou (Lucas 11.20) e "venha o teu reino" (Mateus 6.10), também Jesus Cristo já veio e ainda está por vir, pois se o esperamos no fim escatológico – a parousia, também é certo que Ele está conosco até a consumação dos séculos, pois ao afirmarmos a igreja como corpo de Cristo, declaramos que Jesus age na história por meio de homens e mulheres que invocam o seu nome. Como afirma Ariovaldo Ramos, "quando falamos da segunda vinda, dizemos de sua vinda, novamente, visível, mas é razoável a perspectiva de várias vindas e de uma derradeira, definitiva e visível, como o foi na sua ascensão, pois se esta derradeira vinda não for plausível, teremos de rever o rapto da igreja, a transformação dos que estiverem vivos e a ressurreição dos mortos". Aguardar a vinda de Jesus no fim dos tempos pode se tornar uma distração que nos impede a relação com Ele aqui e agora; negligenciar a vinda de Jesus no fim da história equivale a esvaziar a fé cristã de sua utopia do reino eterno de Deus e negar a promessa futura do novo céu e nova terra. Ambos os equívocos são perigosos e perniciosos à militância e esperança cristãs.
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Ed René Kivitz *** Via Genizah

segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

"Quando a Máscara Cai"

Estamos a poucos dias do Carnaval, a festa da carne. Geralmente, acredita-se que é durante esta festa pagã que as pessoas se encondem atrás de máscaras e fantasias. Porém, acredito que o contrário é que se sucede. Durante os dias de folia, as pessoas tiram as máscaras usadas durante todo o ano, liberando seus desejos ocultos, e revelando suas mais arrojadas fantasias. Por alguns dias, o chefe de família remove a máscara de autoridade, e cai na gandaia. A dona de casa reclusa e tímida se desfaz do papel que representa e se solta na avenida. Como dizia o Tim Maia, vale tudo! Tudo em nome do prazer, da alegria, ainda que ao término da festa só sobrem cinzas. O problema não é o Carnaval em si, enquanto festa popular (mesmo que sua origem remonte os bacanais e saturnais romanos). O problema é a natureza humana corrompida. O que o Carnaval oferece é o ambiente propício para que esta natureza se revele sem qualquer pudor. Sinceramente, o que mais me incomoda não são as serpentinas, lantejolas, pouca ou nenhuma roupa dos foliões. O que mais me incomoda são as máscaras usadas ao longo do ano. Há pessoas que conseguem viver mascaradas por anos, sem que ninguém perceba sua hipocrisia. Porém um dia, por descuido, a máscara cai. São Paulo diz que para que sejamos transformados pelo Espírito de Deus, temos remover o véu que cobre nossa face, e nos expor tal qual somos. A religião é uma fábrica de máscaras. Pior do que os bate-bolas das ruas, são os bate-bolas dos púlpitos. Aqueles que cativam as pessoas pelo medo, pelo terror. Deus, porém, conhece a pessoa por trás da fantasia. Ele não se impressiona com nossa atuação, quando fazemos do púlpito nosso tablado. Ele sabe exatamente as intenções por trás daquela voz grave, do emocionalismo barato, do sensacionalismo canibal. Nenhum cristão está autorizado por Deus a julgar foliões. Em vez de dedos a riste, estendamos as mãos, e apresentemos a eles uma alegria que nunca termina, e que jamais resultará em cinzas.
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domingo, 7 de Fevereiro de 2010

TEATRO EVANGÉLICO - UM MINISTÉRIO METALINGUÍSTICO

Está enganado aquele que tenta desentender o teatro evangélico como outra coisa que não uma arte apta a veicular a mensagem bíblica, através da estética das palavras e da representação.

Não se trata de exacerbação experimentalista, pelo contrário, entendemos que a arte dramática é um ministério metalinguístico com um código de comunicação variado. Pode ir e vai além mesmo da linguagem corrente, tratando dos dramas e conflitos humanos.

No Velho Testamento, a encenação, a representação e as palavras dramatizadas são tão antigas quanto a poesia hebraica.

As encenações seguintes, ambas determinadas pelo Senhor ao profeta Ezequiel, são, por assim dizer, um script de experiências onde se estrutura uma tese - o chamado miolo da acção -, como sinais de aviso a Israel sobre o cativeiro:

«Tu, pois, ò filho do homem, toma um tijolo, põe-no diante de ti, e grava nele a cidade de Jerusalém. Põe cerco contra ela, edifica contra ela fortificações, levanta contra ela trincheiras e põe contra ela arraiais, e aríetes em redor.» -Ezequiel,4,1-2

«Tu, pois, ó filho do homem, prepara a bagagem de exílio, e de dia sai, à vista deles, para o exílio; e do lugar onde estás parte para outro lugar à vista deles. À vista deles, pois, traze para a rua, de dia, a tua bagagem de exílio; depois, à tarde sairás, à vista deles, como quem vai para o exílio.

Abre um buraco na parede, à vista deles, e sai por ali.» - 12, 3-5

O arco do proscénio, sob o qual na velha Europa e na terra de Shakespeare

se representavam as palavras, através da voz, do corpo, da acção, não era necessariamente lugar de pecado. Para o teatro evangélico não o é seguramente, e agora mesmo, nos nossos dias, os palcos para a representação de peças cristãs são abertos, são a própria rua, muitas vezes, são a própria tribuna donde se prega a Palavra de Deus.

O nosso teatro, a nossa maneira de expressarmos com arte o Evangelho, pode abandonar - como alguém escreveu - «a escuridão dos cenários e penetrar na luz do Sol - perante palácios, nos adros das igrejas, nos largos das aldeias, nas colinas», sendo que o que é válido para o teatro dito secular, «mundano», pode e dever ser mais válido ainda para o teatro de conteúdo cristão.

As peças dramáticas cristãs, com base nos quadros bíblicos e veiculando mensagens para os dias hodiernos, não são frívolas, nem para diversão. São para fazer pensar e para ajudar a mudar vidas, seja na vertente do chamado teatro de época (bíblica, do Velho e do Novo Testamentos), seja sob a forma da representação da vida moderna. São uma das mais poderosas ferramentas de evangelização que levam a vivenciar situações, factos, personagens - é o que nos diz um dos mais recentes manuais do género, editado no Brasil pela Hagnos, «O Ministério do Teatro II ».

Claro que tal visão do uso de meios como a arte cénica, terá a ver, também, com o desenvolvimento cultural da comunidade, da sociedade e do país.

Se recorrermos ao mais completo meio de pesquisa dos nossos dias, aos chamados directórios ou motores de busca de sites na Internet sobre o tema em apreço, «teatro evangélico », verificaremos que existe uma multiplicidade de oferta neste domínio. As informações sobre companhias de teatro cristão aptas a trabalharem em liceus, igrejas e conferências, como um ministério instituído, designadamente nos Estados Unidos da América, são vastíssimas.

Mas não só. As artes de representação cristãs, a reintrodução de uma cultura cristã evangélica no meio de uma sociedade secularizada e materialista, estendem-se do Reino Unido à Australia, tocam pontos tão díspares como Tauranga, na Nova Zelandia, e Vancouver, no Canadá.

Em português também. Movimentos evangélicos do Brasil utilizam os grupos de arte dramática e musical como meio para proclamarem o Evangelho e a dimensão da vida cristã evangélica.

No âmbito da literatura com intuitos esclarecedores e pedagógicos sobre este ministério tão específico, as artes teatrais como meio de evangelizar, há contudo uma preocupação, ajudar a que não se confunda teatro evangélico com teatro religioso. E aqui as capacidades de discernimento espiritual dos utilizadores devem estar alerta, para uma triagem do que é proclamação evangelística, através da arte, e do que é mera forma de idolatria encenada.

Em «Teatro Evangélico-Um Desafio à Criatividade », um livro não muito denso (110 páginas ) da autoria de Cilene Guedes de Souza, podemos ler uma útil clarificação do ponto acima aflorado: «Mas não se confunda teatro evangélico com teatro religioso. Teatro e religião frequentemente aparecem associados ao longo da história. Os gregos faziam verdadeiros festivais para cultuar Dionísios. Na Idade Média, a igreja usou teatro para popularizar os ensinamentos bíblicos. Os jesuítas catequizavam, também, através da encenação. » Até ao século XV o teatro europeu viveu dos clássicos e do religioso, com espectáculos religiosos, só depois começou as primeiras tentativas de teatro profano. Asseverou-se então que o profano tomara o teatro contra o religioso por tomar contacto com a realidade e a vida.

Todavia, é incontornável hoje, no século XXI, com várias linguagens à disposição do homem, que a escrita religiosa ou evangélica, no teatro, como na ficção ou na poesia, parte da vida e da realidade, no intuito de transformar ambas com o Poder do Evangelho de Jesus Cristo.

Do ponto de vista da escrita para teatro evangélico, há uma reclamação unânime: «faltam textos evangélicos », isto é, não existe uma dramaturgia cristã séria e que aborde temas sérios numa linguagem coloquial, mas ritmica, que confronte os problemas do homem pós-moderno, o qual se reivindica de um ateísmo intelectual bem mais do que religioso.

Como também não há entre nós uma tradição de boas encenações para bons textos dramatúrgicos.

Existem, no entanto, belíssimas intenções e já algumas práticas conducentes da promessa de bom teatro evangélico. É, sem dúvida, o caso de um guia de apoio para o encenador cristão da autoria de Samuel Esteves. Este autor, ao reconhecer que é fácil fazer teatro - título do seu livro, editado pelo Núcleo em 2002 -, transportou para o campo da pedagogia esse seu reconhecimento, assim lemos desde «dicas para encenar uma peça», «notas de apoio ao encenador » até 12 peças que podem ser montadas com proveito para as igrejas.

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João Tomaz Parreira

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- Colaborador -

sábado, 6 de Fevereiro de 2010

"Casa onde não há Pão todos Ralham e Ninguém tem Razão"

O panorama sociológico de Portugal, na semana que hoje termina, foi "riquíssimo" no plano daquilo com que nós, portugueses, mais gostamos de nos entreter: a baixa política, a intriga, e a "cusquice" social. Até aí nada de novo, já porque são temas que normalmente dominam a nossa triste realidade. Eu, e provavelmente mais uns milhões de portugueses, não acreditamos na maioria dos políticos da nossa praça, até porque, na generalidade, nunca nos deram razões para que o contrário acontecesse. Políticos sérios, no pós 25 de Abril de 1974, podem contar-se pelos dedos de uma só mão e, provavelmente, ainda sobrariam dedos. Só o estoicismo do povo português e a sua crença de que as coisas podem vir a ficar melhores, permitem que as sucessivas eleições não registem níveis de abstenção substancialmente mais elevados. A qualidade dos políticos que ocupam orgãos de poder em Portugal é confrangedora e só aqui é possível eles ocuparem esses orgãos. O senhor presidente do governo regional da região autónoma da Madeira, para além de se constituir, em minha opinião, num caso de estudo, face à sua permanência à frente do dito governo ( e não ponho em causa a legitimidade democrática dessa permanência ), ao sair da reunião do Conselho de Estado realizado esta semana, despediu-se dos jornalistas com a frase, duas vezes repetida, ( aparentemente "enigmática" ), "bom carnaval". Claro que quem conhece a personagem não achou que a frase fosse inocente, bem longe disso, afigura-se até provocatória, a roçar o desprezo com que olha para o país, pelo menos o continental, mesmo sendo este que, genericamente, mais contribui, como é aliás sua obrigação, para o desenvolvimento da Madeira, tendo mesmo já feito com que ela se assumisse como a segunda região com o rendimento per capita mais elevado, logo a seguir à região de Lisboa e Vale do Tejo. Ele sabia muito bem o que se tinha passado no interior do conselho e o que iria passar-se a seguir ao mesmo, à volta da lei das finanças regionais. Viajou para a Madeira, com o mesmo sentimento de missão cumprida, que um pirómano sente depois de deitar fogo à floresta e se postar , à distância, a contemplar as labaredas que a devoram e a azáfama dos bombeiros afadigados na sua extinção, numa luta quase inglória. Não quero aqui tomar partido sobre quem tem razão acerca da aprovação ou não aprovação da lei das finanças regionais, bem como de todas as questões anteriores ou ulteriores que estão na base da mesma. Confesso que até acho que isso são pormenores de somenos. Agora não me parece francamente aceitável que o governo português dê para o exterior sinais de que está a aumentar a despesa quando aquilo que lhe pedem é que a diminua drasticamente. Quando todos os portugueses são confrontados com um aperto orçamental que não deixa espaço de manobra para nenhuma despesa que agrave ainda mais o famoso défice fiscal, com as consequências internas e externas a que isso pode levar, e que todos conhecemos, não se podem dar sinais contraditórios a quem nos tem sob mira e está com o dedo no gatilho pronto a disparar a qualquer momento, ainda por cima se identificamos o nervosismo dessa gente e a facilidade do disparo contra os pequenos países ou mesmo médios países. É que, franco-atiradores económicos, pelos vistos, abundam por esse mundo fora, e nem mesmo Durão Barroso parece revelar capacidade ( ou vontade ?!? ) de os impedir. Chega-nos a notícia, pela oposição ( de esquerda e de direita ) ao governo, de que o que está em causa são apenas 50 milhões de euros e de que isso representaria uma percentagem infimamente pequena do orçamento do ano corrente. Diz a oposição não perceber porque é que o governo dramatiza tanto por causa de uns escassos 50 milhões. Há qualquer coisa aqui que eu não entendo sobre quem é que dramatiza o quê: então mas os cinquenta milhões não têm o mesmo valor para a oposição e para o governo?! Admitindo que o governo até possa estar a dramatizar o assunto por não querer gastar, resta ainda a questão: se a oposição acha que cinquenta milhões não reprentam nada, em termos de impacto no nosso fragilizado orçamento, porque se preocupa tanto com eles ?! Se afinal até desvaloriza a sua importância, reduzindo o assunto a quase "peanuts", não faria melhor figura se chegasse a acordo com o governo, deixando "morrer" uma questão "tão pouco relevante", ou quiçá, colocando-a daqui por um ou dois anos, quando tudo já estivesse mais serenado em termos económicos e as condições fossem mais favoráveis ?! Aquilo que eu sei, e que não é muita coisa, é que não devemos continuar a fornecer motivos aos franco-atiradores económicos para que disparem contra as nossas finanças e a nossa sustentabilidade económico-social, tornando ainda mais difícil as condições de vida "neste país que não se governa nem se deixa governar". O estado da nação, no ano em que se comemora o centenário da República, está cada vez mais parecido com a triste realidade que foi a 1ª república em Portugal e faz lembrar o adágio popular que diz que "casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão". Entretanto, algures na Madeira, no cómodo sofá da sua sala, à lareira, com o pijama já vestido, a olhar os noticiários nos canais de televisão, por entre baforadas de fumo do seu charuto cubano, o sr. presidente do governo da região autónoma da Madeira, ri-se a bandeiras depregadas a assistir ao "carnaval" instalado no continente. Entendam-se, por favor, a bem da nação.
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Jacinto Lourenço

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Plutão cada vez mais Vermelho

( Foto El Mundo )
O planeta Plutão está a tornar-se cada vez mais vermelho, ainda que a temperatura da sua superfície não pareça estar a aumentar, mantendo-se nos 233º abaixo de zero. As novas e detalhadas imagens captadas pelo telescópio espacial Hubble mostram a cor real de Plutão para além de permitirem aos cientistas da NASA realizar estes cálculos.
Mesmo tratando-se das fotografias mais detalhadas conseguidas até agora, estas ainda não permitem observar se na superfície de Plutão existem crateras ou montanhas, apesar da grande variedade de cores nela observáveis. [...]
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Continuar a ler texto AQUI, em castelhano, no jornal El Mundo

quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Espanha Monumental - Toledo

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O Nobre...

Possui um projeto de vida e o persegue com todas as suas forças.

Quem tem um projeto de vida sempre tem algo a transmitir, possui uma atração muito especial, revela o humano nobre.

Afirma Delort: “O nobre se distingue dos outros por um género de vida, por uma mentalidade particular, por saber morar, saber vestir, saber exprimir um sentimento, por acreditar em laços edificantes, por inspirar-se em heróis e ter um modelo de vida, por saber ocupar-se e pelo espírito de combate”.

Ser nobre é dar sentido a tudo o que se faz. É não gastar, não desgastar a vida por pouca coisa, é ter uma medida de grandeza: “A grandeza de uma época depende da quantidade de pessoas capazes de sacrifícios, qualquer que seja o objeto destes sacrifícios. E, nesse sentido, o mundo medieval não está atrás de nenhuma época. Dedicação é sua palavra de ordem! Dedicação e não apenas garantia de um soldo seguro. Com que coisa começa a grandeza? Com a empenhada entrega a uma causa… a grandeza é uma ligação entre um determinado espírito e uma determinada vontade.”

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Via A Gruta

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Vitório Mazzuco em “Francisco de Assis e o modelo de amor cortês – cavalheiresco”

Internet em Excesso pode Causar Depressão

( Foto D.N. )
Utilização compulsiva do mundo virtual está em geral associada a problemas psicológicos
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A navegação em excesso na Internet e a depressão podem andar ligadas e, em geral, quando isso acontece, existe um comportamento compulsivo por parte dos utilizadores, que pode ser comparável ao dos jogadores compulsivos. Psicólogos britânicos realizaram o primeiro estudo em larga escala para avaliar esta questão numa população europeia e descobriram que as pessoas que passam muitas horas a surfar na Internet têm mais tendência para apresentar sintomas de depressão do que a generalidade da população. Os resultados são publicados esta semana na revista Psychopathology. [...]
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Continuar a ler no jornal Diário de Notícias Online

quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Combater o Desespero

[ Título original do texto : Combatendo a raíz do desespero humano ]
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Eis a genealogia do desespero humano: a morte gera o medo, o medo gera a ansiedade, e a ansiedade gera a depressão.
Quando nos convertemos a Cristo, o pavor da morte é neutralizado, e a ansiedade fica órfã. E mesmo em sua orfandade, ela ainda é forte o bastante para gerar a depressão.
Como lidar com a ansiedade? Como livrar-se da inquietação da alma?
O mesmo antídoto usado contra o medo da morte deve ser usado para tratar da ansiedade: o Amor.
Quando nos sentimos amados por Deus, sabemos que somos importantes para Ele. Deus Se importa com aqueles a quem ama. Foi para isso que Jesus chamou a atenção dos Seus discípulos:“Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu; não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros, e, contudo, o vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? Qual de vós poderá, com as suas preocupações, acrescentar uma única hora ao curso da sua vida? Quanto ao vestuário, por que andais ansiosos? Observai como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem fiam. Eu, porém, vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé? Portanto, não andeis ansiosos, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Pois os gentios procuram todas estas coisas. De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas elas. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não andeis ansiosos pelo dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal”.(1) [...]
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Por Hermes Fernandes *** Via Genizah
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Sonda vai Estudar os "Humores" do Sol

( Imagem D.N.)

A Solar Dynamic Observatory é enviada dentro de uma semana para o espaço. O objectivo desta sonda é registar ao pormenor a actividade solar para melhor compreender os seus efeitos na Terra, nomeadamente os estragos que provoca nos nossos sistemas de telecomunicações

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Faltam sete dias para o lançamento da maior sonda jamais enviada para o espaço para estudar os "humores" do Sol. É a Solar Dynamics Observatory (SDO) da NASA, que parte para órbita no próximo dia 9, quando forem 15.36 (hora de Lisboa). A ideia é estudar com um detalhe sem precedentes os padrões da actividade solar, com os seus ciclos de 11 anos e as suas gigantescas explosões, para tentar compreender melhor o que está na sua origem e os seus efeitos na Terra e no espaço que a envolve. Nomeadamente no que diz respeito aos estragos potenciais nos sistemas de telecomunicações.

Com três toneladas e painéis solares com 6,5 metros de comprimento, a SDO leva consigo uma bateria de instrumentos que lhe permitirá registar em contínuo diferentes parâmetros do Sol.

Telescópios de alta definição produzirão imagens dez vezes mais nítidas do que as actuais televisões de alta definição, e em diferentes comprimentos de onda, para analisar as diferentes radiações do espectro luminoso.

São três as áreas de estudo que estão na mira desta missão. Uma delas é a medição das emissões de radiação ultravioleta que têm um impacte directo na alta atmosfera da Terra, aquecendo-a. Outra prende-se com o mapeamento dos campos magnéticos do Sol, para compreender a sua dinâmica. A terceira pretende estudar a atmosfera solar, graças a quatro telescópios que vão registar dados em dez comprimentos de onda do espectro luminoso.

"O Sol muda em cada momento em que olhamos para ele, nunca é o mesmo", disse, em conferência de imprensa, Dean Pesnell, um dos cientistas do projecto no centro espacial da NASA Goddard Space Flight Center.

Uma das questões essenciais em estudo prende-se com o ciclo da actividade solar, de cerca de 11 anos, em que a estrela alterna entre um pico mínimo e um pico máximo de actividade. Os cientistas pensam que isso tem que ver com alterações no campo magnético do Sol, mas desconhecem como isso acontece exactamente. Nos momentos de pico máximo da actividade solar, produzem-se na superfície da estrela explosões gigantescas que chegam a afectar os sistemas eléctricos na Terra, bem como os satélites e os sistemas de telecomunicações, podendo igualmente causar estragos na estação espacial internacional.

Compreender melhor estes humores potencialmente negativos, para se tentar desenvolver sistemas de protecção, é o propósito desta missão.

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In Diário de Notícias Online

Estudo sobre Genética dos Judeus Sefarditas

A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) reprovou um projeto destinado a traçar pela genética a história dos judeus sefarditas, alegando que este estudo levantaria "sérios problemas a todos os níveis".

O coordenador do projeto, António Amorim, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto defendeu que a equipa de investigadores não aceita nem a decisão da FCT nem os argumentos do júri. António Amorim realçou que este "chumbo" pode pôr em causa um estudo inovador sobre comunidades judaicas de Bragança, cujos resultados preliminares foram publicados recentemente no American Journal of Physical Anthropology.

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In Diário de Notícias Online

terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Espiritualidade e Evangelho Integral

[ Título original do texto: Espiritualidade dicotómica e evangelho integral ]
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"Na visão bíblica, a espiritualidade não está fragmentada. Por isso, ela tem sido tão distinta dos conceitos modernos de espiritualidade, tanto no mundo oriental quanto no ocidental, e, infelizmente, até em alguns meios evangélicos. A verdadeira espiritualidade não está fragmentada, porque diz respeito ao homem como um todo, em cada um dos momentos da sua vida. Para além da resistência contra esta perspectiva bíblica verdadeira, boa parte do mundo evangélico tem sido platónico, no sentido de que ele tem dado demasiado ênfase à alma, em detrimento da pessoa total, incluindo corpo e intelecto.
- Se é que há espiritualidade verdadeira, ela deve abranger tudo -
E a verdadeira espiritualidade consiste em ter um relacionamento adequado com o Deus que está aí; primeiro através do acto único e suficiente da justificação; segundo, por estar naquele relacionamento correcto, como uma realidade contínua, momento a momento. Este é o ênfase dado na Bíblia à verdadeira espiritualidade. Trata-se de um relacionamento adequado e continuado, a cada instante da vida, com um Deus que existe de facto".
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(O Deus que intervém, p.218-221 - Francis Schaeffer )
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Via Púlpito Cristão

Satanismo no Século XXI

Sempre envolto em mistérios, satanismo chega ao século 21 como movimento difuso mas assustador

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Cenas de horror, cerimónias macabras, sacrifícios de animais e crianças; poções fumegantes, amuletos misteriosos, trajes negros; tridentes, capas vermelhas, pentagramas. Tais elementos, cuja origem se perde no tempo, simbolizam a veneração à figura mais detestada da história da humanidade. Diabo, Lúcifer, Belial ou Leviatã são seus nomes clássicos; demo, capeta, coisa-ruim, encosto ou tinhoso, as formas populares de chamar o príncipe das trevas. A personificação do mal sempre teve lugar de destaque nos corações dos homens, seja para adorá-la ou repudiá-la. Com muitas formas e representações, dependendo da época e do lugar onde se fala dele, a figura de Satã (do hebraico Satan, ou “aquele que se opõe”) sempre despertou uma repugnância temerosa. Seu período de maior esplendor, se é que se pode usar o termo em referência a tal criatura, foi na Idade Média, quando um misto de superstições religiosas e ignorância moldou sua imagem mais conhecida, com cabeça de bode, capa vermelha, olhos flamejantes e chifres pontiagudos.[...]

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Continuar a ler artigo AQUI na Revista Cristianismo Hoje