quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Jesus, Verdadeiro Deus, Verdadeiro Homem

Jesus é o verdadeiro e melhor Adão, que passou pelo teste no jardim e cuja obediência é imputada a nós. Jesus é o verdadeiro e melhor Abel que, apesar de inocentemente morto, possui o sangue que clama, não para nossa condenação, mas para completa absolvição. Jesus é o verdadeiro e melhor Abraão que respondeu ao chamado de Deus para deixar todo o conforto e a família e saiu para o vazio sem saber para onde ia, a fim de criar um novo povo de Deus. Jesus é o verdadeiro e melhor Isaque, que foi não somente oferecido pelo Seu Pai no monte, mas foi verdadeiramente sacrificado por nós. E assim como Deus disse a Abraão, "agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho", nós também podemos olhar para Deus levando Seu Filho até o alto do monte e sacrificando-o, e então dizer, "Agora nós sabemos que Tu nos amas porque não retiveste Teu Filho, Teu único Filho a quem Tu amas, de nós." [...]
Tim Keller

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Lisboa de Outros Tempos - 3

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Venda ambulante de Leite nas ruas de Lisboa em 1910

O Milagre da Vida !

"...E aqui estamos nós. Estamos vivos; temos um grau modesto de inteligência; há um Universo à nossa volta que permite claramente a evolução da vida e da inteligência. Creio que é o comentário mais banal e correcto que se pode fazer a este propósito: que o Universo é compatível com a evolução da vida, pelo menos aqui. Mas o mais interessante é que, sob vários aspectos, o universo está sintonizado com muita precisão, de modo que, se as coisas fossem ligeiramente diferentes, se as leis da natureza fossem ligeiramente diferentes, se as constantes que determinam a acção dessas leis da natureza fossem ligeiramente diferentes, então o Universo poderia ser tão diferente que se tornaria imcompatível com a vida." [...]
Carl Sagan - "As Variedades da Experiência Científica", pág. 72 - Ed. Gradiva

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mafalda já nos 45...

Pois ninguém diria que Mafalda faz hoje 45 anos. O tempo passa para todos, não é Mafalda !?
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Mafalda, a personagem de banda desenhada que o argentino Quino idealizou para um anúncio a electrodomésticos, celebra hoje 45 anos no papel de uma das mais improváveis e divertidas comentadoras políticas da actualidade. De traços simples, cabelo negro farto e muito opinativa, Mafalda surgiu pela primeira vez a 29 de Setembro de 1964 nas páginas do semanário argentino "Primera Plana". Quino, então com 32 anos, nunca adivinharia o sucesso daquelas tiras humorísticas, que se prolongaram por nove anos. Joaquin Lavado (Quino) imaginou Mafalda para um anúncio publicitário a uma marca de electrodomésticos, no qual lhe pediram que desenhasse a história de uma família típica da classe média. A banda desenhada não chegou a ser publicada, mas Quino recuperou a personagem Mafalda quando o convidaram para publicar no "Primera Plana", na altura um jornal que procurava fazer uma reflexão crítica da actualidade argentina e internacional. À primeira vista, Mafalda podia ser uma menina de seis anos, reguila, desafiadora e descarada, mas depressa se percebeu que da sua boca, dos balões que Quino preenchia, saíam comentários mordazes e pertinentes sobre a ordem do mundo, a luta de classes, o capitalismo e o comunismo, mas também, de forma mais subtil, sobre a situação política e social argentina. Era a Mafalda, a contestatária e insatisfeita, "uma heroína zangada que recusa o mundo tal como ele é", descreveu Umberto Eco em 1969, num prefácio a um dos álbuns que Quino dedicou à personagem. A par da atitude de adulto mas com o desarmante discurso de uma criança, Mafalda tinha essa mesma condição de menina, que detestava sopa, adorava os Beatles, não compreendia a guerra no Vietname e tinha monólogos preocupados em frente a um globo terrestre.
In Semanário Expresso Online

Lisboa de Outros Tempos - 2

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Revolução de 05 de Outubro de 1910, às portas de Lisboa

Porquê ou Por quem ?

Já há algum tempo tenho aprendido que antes de buscar respostas, devemos reconsiderar as perguntas. Geralmente, perguntamos "por quê". Por que fomos traídos? Por que estamos doentes? Por que nos mandaram embora do trabalho? Porquê... Porquê... Porquê... Tenho ensinado que em vez de "porquê", deveríamos pergunta "para quê". Em outras palavras, deveríamos preocupar-nos mais com os propósitos do que com as razões. Mas ultimamente tenho reflectido sobre outra pergunta igualmente importante. Em vez de "porquê", deveríamos perguntar "por quem". Deixe-me exemplificar: Jesus teve que mudar seu trajecto à caminho de Jerusalém. Em vez de um atalho, tomou o caminho mais largo, que passava por Samaria, um lugar inóspito para judeus. Talvez os discípulos perguntassem: Porquê? Mas a pergunta certa era "por quem". E a resposta é: por uma samaritana a qual Jesus queria encontrar. Filipe, conquanto gozasse do maior sucesso ministerial obtido por um dos seguidores de Jesus até então, foi tirado pelo Espírito de Samaria, e levado para o deserto. Porquê? Não. Por quem? Por um eunuco desejoso de conhecer a Palavra. Paulo e Silas foram presos e açoitados injustamente em Filipos. O que eles fizeram pra merecer aquilo? Nada. Mas eles estavam ali por alguém. Um carcereiro frustrado e suicida. Aquele carcereiro era o tal "varão macedónio" com o qual Paulo havia sonhado dias antes, rogando para ele passasse à Macedónia. Se Deus lhe enviou a um lugar, pergunte-lhe por quem você está ali. Seja atrás das grades de uma prisão, no CTI de um Hospital, numa fila de desempregados. Talvez haja ali uma vida preciosa aos olhos de Deus, com a qual deseja que você se encontre. Depois de três anos, eu e minha família retornamos aos Estados Unidos. Muitos perguntam a razão pela qual eu me dispus a expor minha família, num momento em que esse país atravessa sua maior crise econômica. Sei, porém, que o que me trouxe aqui não foi nenhum desejo de aventurar-me, ou de fugir de qualquer que seja o problema. Estou aqui por alguém. Por um povo que aprendi a amar. Por gente sedenta e faminta da Palavra. Todos os propósitos de Deus vão de encontro àqueles que Ele mesmo escolheu desde a fundação do mundo. E para que tais sejam alcançados, vale a pena atravessar oceanos, vales e montanhas, arriscar tudo, inclusive a própria vida. Pessoas são mais importantes do que paredes, projectos, programas, estratégias, etc. Foi por elas que Jesus deu a vida. E é por elas que devemos viver.

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Lisboa de Outros Tempos

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Terreiro do Paço - Lisboa, princípio séc. XX

Deus não Morreu

(Imagem revista Cristianismo Hoje)

Nos últimos tempos, o mercado literário tem sido inundado por títulos defendendo o ateísmo. Boa parte deles viraram best-sellers – caso de Deus, um delírio, de Richard Dawkins, o mais ruidoso lançamento recente nesta linha. Pode-se supor, à primeira vista, que seja impossível aos pensadores modernos defender intelectualmente a existência de Deus. Todavia, um exame rápido nos livros do próprio Dawkins, bem como de autores como Sam Harris e Christopher Hitchens, entre outros, revela que o chamado novo ateísmo não possui base intelectual e deixa de lado a revolução ocorrida na filosofia anglo-americana. Tais obras refletem mais a pseudociência de uma geração anterior do que retratam o cenário intelectual contemporâneo. O ápice cultural dessa geração aconteceu em 8 de abril de 1966. Naquela ocasião, o principal artigo da revista Time, um dos maiores semanários da imprensa americana, foi apresentado numa capa completamente preta, com três palavras destacadas em vermelho: “Deus está morto?”. A história contava a suposta “morte” de Deus, movimento corrente na teologia naquela época. Porém, usando as palavras de Mark Twain, a notícia do “falecimento” do Criador foi prematura. Ao mesmo tempo em que teólogos escreviam o obituário divino, uma nova geração de filósofos redescobria a vitalidade de Deus. Para entender melhor a questão, é preciso fazer uma pequena digressão. Nas décadas de 1940 e 50, muitos filósofos acreditavam que falar sobre Deus era inútil – aliás, verdadeira tolice –, já que não há como provar a existência dele pelos cinco sentidos humanos. Essa tendência à verificação acabou se desfazendo, em parte porque os filósofos descobriram simplesmente que não havia como verificar a verificação! Esse foi o evento filosófico mais importante do século 20. O fim do império da verificação libertou os filósofos para voltarem a tratar de problemas tradicionais que haviam sido deixados de lado. [...]

William Lane Craig - professor e pesquisador de filosofia

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SOLA SCRIPTURA...

É cada vez mais difícil distinguir a crença e as práticas evangélicas dos dogmas romanistas. Historicamente, a igreja católica romana tem feito acréscimos ao ensinamento bíblico e, modernamente, os protestante também tem feito acréscimos, de modo que torna-se necessário reafirmar os Solas da Reforma Protestante. SOLA ESCRIPTURA Os romanistas jamais negaram a Bíblia como Palavra de Deus. Porém nela, e sobre ela, colocaram a autoridade da tradição e a infalibilidade papal, de modo que a autoridade da igreja é que determina a autoridade da Bíblia. Os protestantes, proclamaram o Sola Scriptura, reconhecendo a suficiência das Escrituras e subordinando-lhe qualquer outra autoridade, rejeitando qualquer ensino dissonante. Mas os evangélicos de hoje, tem posto a Bíblia de lado e aceitado profecias modernas, visões de anjos, relatos de visitas ao céu e ao inferno, além de se sujeitarem acriticamente à autoridade de apóstolos, bispos e pastores inventivos. Torna-se urgente proclamar de novo: a Bíblia somente! SOLA GRATIA Os romanistas também nunca chegaram a dizer que a graça não era fundamental para a salvação. Mas adicionaram-lhe penitências e sacramentos e até venderam indulgências para que, por elas, o homem fosse salvo. Os reformadores, por sua vez, afirmaram que a salvação, toda ela, do início ao fim, é obra da graça, sendo que até mesmo o arrependimento e a fé são dons de Deus. O evangélicos modernos tem deturpado a salvação pela graça, seja fazendo a salvação depender mais do livre-arbítrio que da graça, e exigindo sacrifícios financeiros para que o homem se torne aceitável diante de Deus. É preciso declarar: Graça somente! SOLA FIDE Os romanistas sempre deram destaque à fé, mas lado a lado colocaram as obras, como o meio pelo qual o homem é salvo. Lutero e outros protestantes pregaram a justificação pela fé somente, rejeitando com veemência qualquer insinuação de que as obras obtém mérito para com Deus. A igreja evangélica de hoje tem-se tornado tão legalista que depôs a fé e em seu lugar adoptou um sistema legalista, onde o crente chega ao céu pela obediência e não pela confiança na obra de Cristo. A fé somente, deve ser nossa bandeira. SOLUS CHRISTUS Os Católicos romanos não negam a suficiência de Cristo, no entanto dão tanta importância a Maria, como intercessora, que, na prática, ela é considerada co-redentora. Os protestantes, mesmo respeitando a pessoa de Maria reafirmaram a verdade bíblica de que não há outro mediador entre Deus e os homens, além de Jesus Cristo. Porém, os evangélicos modernos tem feito a salvação depender da mediação de homens e denominações, praticamente endeusando apóstolos, bispos e levitas. Precisamos reafirmar Jesus Cristo somente! SOLI DEO GLORIA Os romanistas não negam glória a Deus. Mas a pretexto de uma distinção artificial entre latria, dulia e hiperdulia, tem repartido a glória de Deus com um panteão de santos mortos. Os reformadores foram enfáticos em dar toda glória a Deus, reconhecendo que tudo provém dEle, por meio dEle e para Ele. Os evangélicos modernos tem seguido fórmulas, métodos e rituais prescritos por líderes mais carismáticos que íntegros, dando-lhes uma glória devida a Deus. Precisamos proclamar glória a Deus somente! A dura realidade é que apesar de todo esforço dos reformadores, os evangélicos de hoje tem retrocedido, nas suas práticas, ao catolicismo medieval. Precisamos, mais do que nunca, reafirmar as "Cinco Solas".
Clóvis José

Neuroses Eclesiásticas

...Conhecemos sobre as riquezas da glória de Deus, mas, tal qual o irmão mais velho do filho pródigo, não conseguimos participar da “festa da graça divina”. Na verdade, nós lá no íntimo achamo-la errada, fácil demais, descabida (aí está nosso sentimento autêntico). Acontece uma espécie de “miopia espiritual”, em que, como escreve Pedro, nos esquecemos da purificação de nossos próprios pecados. Uma outra face desse afastamento da verdade revela um quadro triste: em São Paulo uma ONG dedicada a ajudar mulheres vítimas de violência doméstica denuncia: 90% de suas clientes são evangélicas, portanto geralmente são também esposas de evangélicos. Isso revela que nossos cultos e práticas não reduzem o distanciamento da realidade (provavelmente até o aumentem).O enlevo da música e do louvor, as proclamações de vitória e as orações fervorosas, os clamores, as unções do Espírito e as campanhas feitas nos templos não têm conseguido produzir o fruto do Espírito na vida diária dos membros.O homem que sai do culto se sentindo aliviado ou feliz com a experiência com Deus, mas depois bate na sua esposa em casa ou a força sexualmente, evidentemente não está cheio do Espírito Santo e não tem sido santificado pelos cultos. O afastamento da verdade tem alterado nossa realidade, geralmente para pior, tanto no meio tradicional (pelo mascaramento das emoções) quanto no pentecostal (por não melhorar o comportamento no cotidiano).Moreno, o pai da técnica do Psicodrama, ensinou uma verdade que descobriu nos relacionamentos entre filhos e pais: quando a educação é muito severa, ela não consegue eliminar os erros. O que ela consegue é fazer com que os erros sejam praticados às escondidas, sem o pai ou mãe saberem. A severidade do pai, além de não “evitar o pecado” da filha, a faz tentar levaruma vida dupla, para evitar o confronto e o castigo.Portanto o diagnóstico que encontramos é duplo: (1) um medo de errar generalizado, que se revela como “sombra da ira de Deus” e nos paralisa a criatividade, a contestação e até a brincadeira, e (2) um afastamento da verdade, mesmo que involuntário, especialmente em nossos relacionamentos. E a igreja, na imensa maioria dos casos, tem contribuído para aumentar esses dois males em nossos corações.Qual seria a saída? Permita-me sugerir que, talvez pela primeira vez, você se coloque no outro lado, no lugar de Deus. A pergunta que Deus Pai estaria tentando responder é: “como é que eu faço para convencer meu filho de que eu o amo de verdade, e não só quando ele obedece? Como eu faço para que minha filha não tenha medo de mim? Como fazer para eles acreditarem queestá tudo bem entre nós, sempre? Que eles não precisam vir chorando e repetindo sem parar “desculpe, desculpe, desculpe”? Tente responder.Deus tem todo o interesse do mundo em que esse sentimento de medo seja removido, assim como nenhuma mãe ou pai gostaria que seus filhos o temessem. Acho que é um pouco parecido com quando queremos conquistar a simpatia de um animalzinho arredio. Como fazer para ele não ficar à distância, sem querer se aproximar? Essa deve ser a situação que Deus enfrenta com o nosso medo dEle, por conta de nossas muitas imperfeições.Nosso “julgar a nós mesmos” está trazendo frutos. Pelo menos agora podemos fazer uma pausa nas más notícias e começar a ouvir as boas (haverá ainda algumas notícias ruins, mas o importante é que as notícias boas já começaram!)...
Karl Kepler, psicólogo, pastor e teólogo.

domingo, 27 de setembro de 2009

A Expansão das Religiões até 2050

A profecia repetida do fim da religião não se confirma. De facto, quando se olha para o planeta e não apenas para a Europa, constata-se que Deus não morreu nem está em vias de desaparecer da consciência da imensa maioria da Humanidade. É o que mostra um estudo independente elaborado pelo grupo La Vie e o diário Le Monde, agora acessível também em espanhol: El Atlas de las religiones. Como escreve Rémy Michel, na apresentação, "é inegável que as religiões estão profundamente ancoradas no espaço geográfico que marcaram com as suas pegadas e que ordenam segundo as representações próprias de cada credo", mas acrescenta que "as religiões não são estáticas, evoluem, conquistam territórios, deslocam-se". Daí a importância de uma visão geopolítica da sua dinâmica para a compreensão das sociedades. Assim, a socióloga R. Azria sublinha que o judaísmo "figura entre as grandes religiões do planeta menos pelo número, insignificante, de judeus no mundo do que por ter legado a mensagem bíblica ao Ocidente e desempenhado um papel importante no surgimento das outras duas grandes religiões monoteístas: cristianismo e islão". Segundo as projecções para 2050, precisamente estas duas religiões continuarão a crescer. Segundo o Atlas, o cristianismo continuará a ser a primeira religião, passando dos 1.747 milhões em 1990 (hoje os cristãos são uns 2.000 milhões) para 3.052 milhões. Mas será o número dos muçulmanos, que eram 962 milhões (hoje são 1.200 milhões), que mais aumentará, alcançando os 2.229 milhões. O crescimento do hinduísmo e do budismo será mais moderado: os hindus passarão de 900 milhões para 1.175 milhões, e os budistas, de 323 milhões para 425 milhões. Os judeus, de 13 para 17 milhões. O cristianismo atravessa uma mudança geográfica: caminha para o Sul. A Europa, que durante séculos foi o seu centro, não tem hoje mais do que uns 25% dos seus fiéis, e os católicos europeus - à volta de 25% do catolicismo mundial - não serão mais de 16% em 2050. A imensa maioria dos cristãos situa-se na América: uns 275 milhões na América do Norte e 530 milhões na América Latina. O catolicismo tem na América metade dos seus fiéis. É no continente africano que o cristianismo cresce mais rapidamente: uns 300 milhões de fiéis numa população de 800 milhões. Embora muito minoritário, crescerá na Índia e na China, mas tende a desaparecer lá onde nasceu: a Terra Santa. Na América e na Ásia, o protestantismo evangélico vive "um crescimento espectacular". A razão fundamental para o islão ser a religião que, proporcionalmente, mais se expande está no crescimento demográfico. Ao contrário da ideia corrente, a maioria dos muçulmanos não vive no Médio Oriente, mas na Ásia. Metade da comunidade islâmica vive em 4 países: Indonésia (o país com mais muçulmanos), Paquistão, Índia e Bangladesh. Na África, tem um terço da população. Na Europa, vivem 16 milhões e, nos Estados Unidos, 4 milhões. Importante é a observação de Olivier Roy, do CNRS, ao fazer notar que se operou uma mudança geopolítica no mundo muçulmano, pois "já não é percebido como um território cujas fronteiras é preciso defender, mas como uma comunidade mundial". O hinduísmo é a religião da sexta parte da Humanidade, sendo amplamente maioritário na Índia, com 83% da população. Também maioritário no Nepal, tem minorias importantes no Paquistão, Bangladesh e Sri Lanka. O budismo não ganhou fiéis na proporção do espaço que algumas das suas práticas alcançaram no mundo. Como escreve F. Midal, "a violência do niilismo" levou a que "em certo sentido, o Ocidente se torne em grande parte budista, sem o saber e sem que isso se exprima em conversões". Dominique Borne, presidente do Instituto Europeu de Ciências das Religiões, sublinha que o fim do socialismo real e do ateísmo militante revelou que "o religioso, que se pensava desaparecido, sempre esteve presente". Exemplos demonstrativos: a Rússia e o Vietname. Espera-se que o diálogo interreligioso contribua decisivamente para a paz no mundo.
Prof. Anselmo Borges
In Diário de Notícias de 26 de Setembro de 2009

Descoberto o Maior Tesouro Anglo-Saxónico

O maior tesouro anglo-saxónico jamais visto, constituído por mais de 1500 peças de ouro e prata e datado do século VII, foi descoberto, de forma fortuita, num campo de Inglaterra, noticiou hoje a BBC.
Segundo a cadeia pública de televisão britânica, a impressionante colecção, encontrada com um detector de metais num prado de propriedade privada, no condado de Staffordshire, compreende sobretudo armas, tais como espadas com punhos de ouro e incrustações de pedras preciosas. Terry Herbert, responsável pelo achado, classificou-o como "o sonho de qualquer amante da detecção de metais". Há 18 anos praticante desta actividade, Herbert deu com o tesouro quando, com um detector de metais, passava "a pente fino" o terrreno de um amigo. Um perito em antiguidades, Kevin Leahy, que actualmente está a catalogar o tesouro, assegurou que os arqueólogos ficaram "impressionados" com a qualidade do material encontrado. A colecção, já certificada como tesouro por um magistrado, inclui cinco quilos de ouro e dois quilos e meio de prata, o que faz dela a mais importante do período anglo-saxónico desde a descoberta, em 1939, de 1,5 quilos de ouro em Sutton Hoo, no condado oriental de Norfolk. Depois de mostrado ao público, o tesouro será guardado "a sete chaves" enquanto uma comissão independente de avaliação determina o seu valor. Leslie Webster, antiga responsável do departamento de Pré-História e Europa no Museu Britânico de Londres, declarou à BBC que o achado poderá mesmo "alterar radicalmente" a percepção que hoje se tem do mundo anglo-saxónico.
In Diário de Notícias de 24 de Setembro de 2009

Soweto Gospel Choir - Khumbaya

Visto em Práxis Cristã

sábado, 26 de setembro de 2009

Se não Conseguir Rir, Pode Chorar...

Gente, a minha irmã teve numa conversa com um grupo de crentes e olha o resultado: “Eles (os irmãos) foram a uma determinada igreja onde recebiam uma cartela semanal com sete lacunas onde a pessoa iria raspar uma a cada dia para saber em que área de sua vida Deus iria tratar naquele dia, "uma raspadinha gospel" . Não sei se era pago; fiquei tão abobada com o relato que nem perguntei.” Mais uma agora, a "raspadinha gospel". Deus agora trata a nossa vida por sorteio. Isto é, se eu estiver precisando de um livramento na vida financeira, eu tenho que ter a sorte de raspar certinho em cima da lacuna respectiva, senão Deus vai ter que seguir as regras do jogo e tratar de outra área primeiro. Essa mania de colocar Deus numa forma me deixa louco. Os caras já estabeleceram o culto da vitória (onde Deus tem que dar vitória), o culto de libertação (onde Deus tem que libertar), o culto da prosperidade financeira (só grana) e agora vem a raspadinha. Tenham santa paciência, né? Deus não se deixa dominar, nem sistematizar dessa forma. Ele é livre e soberano e sabe, sem precisar de joguinhos, como tratar de nós. Que possamos rechaçar todas as tentativas de ferir a soberania de Deus e que mais e mais pessoas possam denunciar essas barbaridades que estamos vendo hoje em dia. Isso sim é que é escandalizar os irmãos. E no mais… tudo na mais santa paz!
Fonte : Blog pessoal de Márcio de Souza

O Sentido da Bíblia

A Bíblia está repleta de histórias que só passaram a fazer sentido quando chegaram ao fim; experiências vividas por servos de Deus que, num ponto da sua história, se configuraram como absurdas. Qual o sentido de Abraão, com um cutelo na mão, pronto para imolar o seu filho, ou José sendo atirado a um poço pelos seus irmãos, ou Israel a ser derrotado na batalha em que Deus prometera vitória, ou Cristo sendo colocado numa tumba? Entretanto, as Escrituras Sagradas ensinam que, num universo dirigido por um ser pessoal, santo e sábio, a história tem princípio, meio e fim. Tudo é linear, nada é cíclico. Tudo caminha na direcção do tempo ómega – o fim, que traz sentido às maiores tragédias e aos menores detalhes da vida. Por isso, a sabedoria cristã (aquela que tem como alicerce e fundamento Deus e o seu carácter) diz que jamais devemos ser precipitados e chegar a conclusões falsas sobre os acontecimentos da vida, acerca dos quais os nossos conhecimentos sobre causas e consequências são apenas parciais. Abraão não vai ter que lançar mão do cutelo para imolar o seu filho, José não vai ficar para sempre naquele poço, Israel não será derrotado novamente pelo mesmo adversário e Cristo não será contido pela tumba, pois há um Deus que provê para si um substituto, que tira de todo e qualquer poço aqueles para os quais tem as mais excelsas promessas, perdoa os pecados que resultaram na derrota na batalha e pelo poder da sua palavra ressuscita mortos. As maiores desgraças haverão de dar lugar às maiores graças hoje, amanhã ou na eternidade. Ao homem só cabe ouvir Deus dizendo:
“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos”.
Pr. Antônio Carlos Costa

Imagens Deprimentes - 1

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Prémio "Pior Marido do Ano" : E o Vencedor É ....

Cristianismo Institucional : A Visão por Detrás da História

...O cristianismo histórico foi, desde o início, exactamente como nos nossos dias, empreendimento de curto prazo, indústria de resultados. Jesus passou de ilustre desconhecido a único Deus do vertiginoso Império Romano em meros 300 anos menos que um piscar de olhos em termos históricos. Não é de estranhar que pelo menos metade dessa conversão nominal do mundo tenha sido adquirida na ponta da espada. A fim de salvar os incréus era necessário não tolerar a sacrílega religião deles: os cristãos entenderam o imediatismo do “Ide” e saíram pelo mundo fazendo inimigos, ostracizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Essa dupla paixão pelos resultados e paixão pela publicidade deixam claro que o cristianismo histórico não é o menos eloquente antecessor do convulsivo capitalismo contemporâneo. Essa implacável visão de mundo, da expansão númerica e comercial como missão divina, determinou toda a história do ocidente, incluindo a sangrenta colonização das Américas. Em 1454, o Papa Nicolau V resume essa postura geral na sua Bula romanus pontifex, em que concede ao rei Afonso de Portugal (e a seu príncipe D. Henrique, que daria forma final à nau oceânica portuguesa e assim o pontapé inicial às Grandes Navegações), uma singela série de privilégios materiais associados à sua pureza de coração [...]
Paulo Brabo / Em 6 passos o que faria Jesus / Editora Garimpo
Ler todo o texto Aqui no Solomon 1

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Imagens Impressivas - 8

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Antárctica

Igreja Versão 2.0 - Upgrade da Fé

A igreja versão 2.0 é guiada por modelos empresariais, construídos sobre fundamentos psicológicos e sociológicos, em vez de ser guiada por um modelo bíblico a partir de Cristo como o Bom Pastor.
Não somente Deus e os cristãos, mas a igreja também, têm passado por um upgrade na sua natureza, mas, à semelhança dos efeitos do upgrade de um famoso sistema operacional para os seus utilizadores, os resultados deste upgrade eclesiástico têm trazido enormes prejuízos ao reino de Deus, pois a igreja que temos hoje distancia-se em larga escala dos seus objectivos bíblicos.
Neste upgrade temos igrejas organizando-se com requintes empresariais a ponto de chegar a propor honorários pastorais a partir de um índice de produtividade, como se lidar com vidas pudesse ser quantificado e mensurado. A comunhão é substituída pela produção, a igreja como corpo vivo de Cristo transforma-se numa "mailing list", o mundo perdido em clientela ou mercado, a conversão em adesão, as bênçãos em produtos simbólicos ou bens religiosos, a fidelidade a Deus em satisfação ou bem estar pessoal, os pastores em empreendedores, a celebração e o culto em show e performance.
A igreja versão 2.0 realça sistemas de organização em vez de se focar na comunidade, uma filosofia fabril procurando atingir performances de produtividade em lugar do investimento em vidas e no processo de crescimento pessoal. Focaliza-se na tesouraria e nas obras materiais que podem ser realizadas, em vez de investir em vidas, em vocações.
Pessoas são trocadas por programas, relacionamentos por tarefas que precisam ser cumpridas; o encorajamento e o provisionamento de vidas é substituído pela produtividade para que os propósitos sejam alcançados custe o que custar. Os relatórios são repletos de números, estatísticas, actividades, em vez de mostrar como estão sendo alimentadas as vidas. As vidas como modelo e promotoras da própria publicidade do evangelho e da igreja são substituídas pela promoção e marketing voltados para a produção de demandas e necessidades. A amizade e convivência, que deveriam gerar avenidas de comunicação, são trocadas por índices de produtividade.
Assim, o gerente-pastor tem de tratar as pessoas como objectos, como mão de obra, meios para atingir fins, ficar preocupado com o funcionamento de estruturas e sistemas em vez de cuidar de vidas e buscar o encorajamento do rebanho. O pastoreio, que originalmente é um ministério orientado para vidas, tem agora de ser orientado para o management. O pastor, que deve conhecer as pessoas pelo nome, buscando o seu crescimento, deve tratá-las como bens de produção orientadas para programas que têm que ser cumpridos.
A igreja versão 2.0 é guiada por modelos empresariais, construídos sobre fundamentos psicológicos e sociológicos, em vez de ser guiada por um modelo bíblico a partir de Cristo como o Bom Pastor. A igreja foi transformada em actividade e isso tornou-se um fim em si mesmo.
Não pense que estou desejando eliminar o senso de organização ou mesmo de realização para a igreja. Afinal a igreja é organismo e todo o organismo deve ser organizado, mas a organização não é um fim em si mesma.
Lourenço Stelio Rega
Fonte: Revista Eclesia

Ovelhas, Vacas ou Cachorros ...?

Ser pastor, no sentido bíblico da palavra, passou a ser um termo jocoso, malvisto pela sociedade. O que se busca hoje é o homem-show, o apresentador. O que se procura hoje é a teatralidade, uma experiência sensorial em detrimento do alimentar do espírito, acalmar a alma. Acabamos por ter cowboys e não pastores: conta-se o número de cabeças e não se tem o mínimo interesse em apascentar… De rebanhos de ovelhas a rebanhos de vacas mugindo, isso é o que estamos vendo. Culpa dos “pastores” ? Sim, mas também culpa dos membros, porque esses também não querem ser ovelhas, preferem ser vacas ou até mesmo cachorros. Sim, cachorros, porque uma grande maioria de membros nas igrejas também não aceita ser pastoreada, ao contrário, querem ser acarinhados, paparicados, como cachorrinhos de madame… Acorda, Igreja de Cristo! Somos chamados para glorificar aquele que nos chamou, para proclamar as virtudes DELE!
Chicco Salerno
Fonte: Poimênia

Catolicismo Português, Calvinismo e Teologia da Prosperidade Brasileira

O catolicismo vivenciado por Portugal foi o pior tipo de catolicismo existente. Os portugueses do século XIX eram extremamente religiosos, místicos, e absolutamente avessos ao desenvolvimento da ciência. Um exemplo claro disso se deu quando Dom José, herdeiro do trono português contraiu varíola. Sua mãe, D. Maria I, por motivos religiosos proibiu que o rapaz recebesse a vacina que poderia livrá-lo da morte. A crença popular era de que não cabia à ciência interferir no processo de vida e morte de quem quer que seja. Para piorar a situação, Portugal foi o ultimo país europeu a abolir a inquisição. Além disso, numa época de grandes descobertas, os patrícios não produziram um cientista e intelectual sequer. Sem sombra de dúvidas, dentre as nações europeias, Portugal foi o mais decadente e o mais avesso à modernização dos costumes e das idéias. A riqueza portuguesa não era resultado do trabalho e sim do dinheiro fácil extirpado das colónias. Além disso, numa época em que a revolução industrial começava a redefinir as relações e o futuro das nações, os portugueses ainda estavam presos ao sistema extrativista o qual tinha construído a sua efémera prosperidade. Junta-se a isto, que o conceito reinante de prosperidade estava relacionado com a ausência do trabalho, até porque, para os portugueses radicados no Brasil, trabalhar era função exclusiva dos escravos, cujo comportamento deveria ser absolutamente diferente dos fidalgos. Entrelinhas, a idéia que se dava é que a prosperidade não era consequência directa do trabalho do individuo e sim da exploração do sacrifício alheio, o que indirectamente dava à população a idéia de que sem ter bons padrinhos ou ter nascido em berço de ouro, dificilmente se experimentaria prosperidade financeira. Além disso a crença mística de que os santos católicos intervinham nos dramas humanos corroborava a concepção de que os cidadãos brasileiros deveriam esperar dos céus as suas riquezas. Ouso afirmar que a Teologia da Prosperidade encontrou na cultura brasileira o campo ideal para o desenvolvimento das suas doutrinas, até porque, para os adeptos de tal filosofia a prosperidade não se dá exclusivamente pelo trabalho, mas sim pela intervenção milagrosa de Deus mediante decretos e determinismos humanos. Tenho a impressão que o inconsciente colectivo nacional está pautado pela ideia de que é possível ser rico sem trabalhar. Talvez seja esta uma das razões para termos tantas lotarias e raspadinhas espalhadas por este país. Sem sombra de dúvidas afirmo que os cidadãos tupiniquins almejam por prosperar, no entanto, para estes, esta prosperidade não pode em hipótese alguma relacionar-se com o trabalho, até porque, é muito mais fácil e rápido usar de subterfúgios mágicos com vista ao enriquecimento, do que passar anos a fio dedicando-se ao batente. Calvino acreditava que o homem possuía a responsabilidade de cumprir a sua vocação através do trabalho. Na visão de Calvino, não existe lugar para ociosidade nas nossas agendas. E ao afirmar isto, o reformador francês, não estava a dizer-nos que homem deva ser um activista, ou até mesmo um tipo de workaholic. Na verdade, Calvino acreditava que a prosperidade era possível desde que fosse consequência directa do trabalho. Acredito profundamente que se quisermos construir um país decente e sério, necessitamos romper com alguns paradigmas que nos cercam. Nações bem sucedidas são aquelas que se empenham na construção de valores e conceitos como honestidade, equidade, ética e rectidão. Infelizmente no país do jeitinho, o trabalho nem sempre é visto com bons olhos, até porque na perspectiva tupiniquim, trabalho foi feito para gente miserável e desqualificada que precisa sobreviver. O tempo de mudarmos os nossos conceitos e valores é este, semeando no coração brasileiro a idéia de que o trabalho é reflexo de uma grande bênção divina, a qual deve ser valorizado e dignificado. Pense nisso!
Renato Vargens

Eu Antes via e Agora sou cego....

Via PavaBlog

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Imagens Impressivas - 7

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Antárctica

1915: o Universo Relativista de Einstein

( Foto jornal El Mundo )
Em 1915, Albert Einstein anunciou a sua Teoría da Relatividade Geral, uma nova teoria da gravitação que veio substituir a de Newton, trazendo assim uma visão completamente revolucionária do Universo. Na visão de Einstein, a matéria, o espaço e o tempo são três elementos interligados entre si: a gravidade pode ser interpretada como uma curvatura do espaço. No espaço-tempo a luz move-se a uma velocidade constante descrevendo trajectórias curvas sempre que desviada pela presença de corpos materiais.
A Teoria da Relatividade resolveu, de forma razoável, os problemas da física clássica e realizou outras surpreendentes formulações teóricas ( como a da curvatura da luz num campo gravitacional ) que foram comprovadas experimentalmente de forma espectacular. Graças a esta nova teoria, o Universo passou a ser visto como um todo, mediante uma série de equações que descrevem a íntima imbricação do espaço, o tempo e a matéria. [...]

Ler versão integral do texto Aqui no jornal El Mundo de 23 de Setembro de 2009
Tradução do excerto reproduzido por Ab-Integro

Barbie aos 50

Barbie aos 50 anos e muito fast-food depois....

Perguntas de uma Criança, Espertíssima...

Apanhei o diálogo já a meio, mas mesmo assim foi suficiente para perceber que a criança, um rapaz de 8, 9 anos, espertíssimo, estava a fazer algumas perguntas medianamente incómodas para o pai. Este, como podia, lá ia respondendo. Com uma dose elevada de criatividade pessoal, é certo, mas não tanto que desse para o miudo ficar com ideias mal formadas acerca de Jesus e de Deus.
Depois de lhe falar sobre os apóstolos, que eram doze, das razões que levaram Jesus até à cruz, da sua morte e de como "Deus ficara zangado com os homens por terem morto o Senhor e mandara trovoadas a seguir", e também da ressurreição, lembro-me, após isso, da observação da criança, que ouvia atentamente o pai: " pois, Jesus foi-se embora e agora só aparece para os amigos dele..." . O pai, pacientemente, explicou que não, que não era só isso, mas que era também isso.
Percebi tratar-se de uma pessoa de formação de base católica romana e vi também que a criança não tinha recebido até então nenhum outro ensino cristão, para além do que aquele pai, naquele domingo, casualmente, passeando nas estreitas ruas de Monsaraz onde se houvem ainda os ecos da história, lhe conseguia fazer chegar, do que restava daquilo que ele próprio recebera faz anos atrás.
Lembrei-me então de Provérbios 22:6 e de como são importantes as bases da nossa fé para que a possamos transmitir a outros, e o que é que Jesus realmente representa para os homens em geral, e não apenas para aqueles que são amigos dele: "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer, não se desviará dele".
Jacinto Lourenço

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Imagens Impressivas - 6

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Antárctica

Bioética e Vida

Crescimento desregulado acelera alterações climáticas
O crescimento não regulado da população acelera as alterações climáticas, danifica os ecossistemas e condena vários países à pobreza, concluíram 42 especialistas, que defendem o controlo da natalidade, numa série de estudos publicados segunda-feira. Actualmente, nascem todas as semanas mais 1,5 mil milhões de seres humanos, o que pode conduzir a um desastre planetário, advertem os peritos. "É preciso dar mais atenção à necessidade de controlar a natalidade: todas as mulheres deveriam ser protegidas para evitar nascimentos não desejados", afirmaram os investigadores, num editorial colectivo publicado na revista British Royal Society. A menos que se reduza a taxa de natalidade de forma drástica, através dos programas de planeamento familiar, a população mundial pode chegar aos 11 mil milhões de pessoas a meio do século, estimam os especialistas. As Nações Unidas prevêem que a população passe dos 6,8 mil milhões de pessoas que actualmente existem para oito a 10,5 mil milhões até 2050. "Em vários países (entre) os menos desenvolvidos, um crescimento rápido e contínuo da população poderá levar à fome, à falha do sistema educativo e ao conflito", alerta Malcom Potts, do Centro Bixby para a População, Saúde e Desenvolvimento Sustentável (Universidade da Califórnia). "Não há nenhuma dúvida de que a taxa actual de crescimento da população mundial é impossível de suportar ao longo do tempo", afirmou Roger Short, da Universidade de Melbourne, Austrália. A quase totalidade deste crescimento (98 por cento) deverá produzir-se em países em desenvolvimento, sobretudo em África, onde a população deverá chegar aos 1,93 mil milhões de habitantes até 2050. "Como é que o Níger vai alimentar uma população que vai passar dos 11 mil milhões actualmente para os 50 mil milhões, em 2050? Um país semi-árido que poderá ser confrontado com os problemas climáticos?", questionou Lord Adair Turner, antigo chefe do patronato britânico, que preside a autoridade dos mercados financeiros.
In Diário de Notícias de 22 de Setembro de 2009

A Subjectividade da Intimidade

Ao ensinar que Deus é Espírito e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade, estava respondendo uma pergunta da mulher samaritana que queria saber o lugar certo de adorar. A pergunta da samaritana fazia sentido para uma mente religiosa, que aprendeu a se relacionar com Deus a partir de lugares, pessoas e rituais sagrados. A religião faz isso mesmo, oferece uma forma e um conjunto de regras para que a relação com o divino aconteça da maneira correta. As pessoas precisam de dias, horas, atividades e lugares específicos onde materializar a pessoa e a presença de Deus. Precisam também de pessoas sagradas, que representem Deus, ouçam a voz de Deus e falem em nome de Deus. Parece coisa de criança, que quando pergunta quantos dias faltam para a a Páscoa, a gente tem que mostrar os quadradinhos do calendário ou colocar um montinho de palitos de fósforo, que vão sendo subtraídos a cada dia, e então a gente diz: "falta um monte assim". A mente humana tem necessidade de dar forma, mensurar e delimitar, para poder avaliar, contabilizar e controlar. Quando a samaritana perguntou a respeito do lugar certo para adorar, na verdade trazia uma afirmação nas entrelinhas de sua questão: existem regras que explicam como Deus funciona. Este é o pensamento mecânico, de causa e efeito, do tipo "se, então": se eu sou fiel no dízimo, então Deus me abençoa; se eu sou assíduo aos cultos, então vou crescer na fé; se eu leio a Bíblia todo dia, então terei sabedoria; se obedeço a Deus, então ficarei livre das desgraças; se eu me santifico, então minha adoração será recebida por Deus; se, então, se, então... Mas Jesus não acreditava nisso. Sua proposta foi radical. Ensinou que jamais alguém deveria tentar confinar Deus a um lugar, um ritual, uma doutrina, uma idéia, uma forma e muito menos uma fôrma. No lugar da objetividade do relacionamento que pode ser medido e verificado, Jesus propôs a subjetividade da intimidade que ocorre na dança da Santíssima Trindade: adorar ao Pai, no espírito que é Santo, e no Filho que é a verdade. Não é tanto uma questão de regras de adoração para que Deus funcione, mas das coisas do coração, que como disse o filósofo, tem razões que a própria razão desconhece.
Ed René Kvitz
Fonte: Ibab

Vaqueiros ou Pastores...?

“Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas,e elas me conhecem a mim” Jo 10: 14
Numa época em que seminários, cursos e eventos de todo tipo se propõem a discutir modelos de liderança e nos aguçam tanto a vontade de crescermos como lideres, dia desses, à soleira da porta da Rádio, aqui em Portugal, um amigo e filho na fé, gritou por mim dizendo ter tido uma revelação. Não que eu não creia nas revelações (principalmente depois que as cameras fotográficas passaram a ser digitais) ou que Deus não seja ainda capaz de nos trazer revelações ou luz sobre situações, baseadas em algum princípio encontrado nas escrituras, confesso que fiz piada. Mas a coisa era séria. Assentado ali, esse meu amigo, um criador de gado em Goiás, observava atentamente a um pastor – cercado pela sua congregação de ovelhas – que costumeiramente costuma trazê-la para alimentar-se numa área verde (e cheia de oliveiras) mesmo do outro lado da nossa rua. Pois bem, o Lazinho (como se chama o amigo) gritou: “rapaz, nós temos sido vaqueiros!”. E emendou: “temos sido mais vaqueiros do que pastores!”.Essa era a revelação e digamos, dos céus, sem sombra de dúvida. [...]
Rubinho Pirola
Continuar a Ler Aqui no Genizah

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Imagens Impressivas - 5

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Antárctica

Aposte Tudo em Deus !

Com 20 anos de idade meus olhos foram abertos para a - inacreditavelmente dura - realidade da vida. Naquela época, lembro-me muito bem, passava o dia inteiro na praia - das 6h às 18h - chegava em casa, almoçava-jantava, saía à rua para encontrar os inesquecíveis Rogério, Chicre e Baiano, que compunham um grupo enorme de uma rapaziada da era pré-internet, que vivia para o mar e os seus grandes amores. Deitava no sofá da sala e sonhava - ao som de Triumvirat, Emerson, Lake and Palmer, Renassance - com ilhas paradisíacas, ondas nunca surfadas, amores arrebatadores com gosto da água salgada do mar e pele queimada de sol.Meu pai era um policial duro (tanto de grana, quanto no trato) e não me dava moleza. Pouco dinheiro, mas muito sucesso com as mulheres, saúde para esbanjar (conseguia ficar 5 horas dentro d'água, sem problema), amigos engraçadíssimos e acesso livre e gratuito ao mar. O cenário só não era perfeito porque naquela época o Botafogo estava em baixa (eu sei, não só naquela época...).Porém, com 20 anos, tornei-me um existencialista francês sem ter lido Sartre. Senti a náusea ou a angst. Louco para viver, mas esmagado pelo caráter transitório, breve e finito da vida. Caí em desespero. Aquela vida que tanto amava era irreal.Tornei-me cristão. Não porque ouvira algum sermão sobre o horror do inferno na vida além, mas porque experimentara o horror do inferno na vida presente. Grandes amores, mar, sol, amigos, saúde, num cenário em decomposição.Entrei de cabeça no cristianismo. A tal ponto, que decidi anunciar sua mensagem por todo o resto da minha vida, dedicando-me de tempo integral à tarefa de ser pregador do evangelho. Virei pastor. Título que até hoje me traz desconforto, porque não me identifico com o formato que essa profissão assumiu e nem mesmo desempenho uma atividade estritamente pastoral. Eu gosto de falar da história do espancamento e morte de um ser extraordinário que se apresentou ao mundo como o Filho de Deus. Sou cristão até a medula e não me envergonho do evangelho que sustenta minha sanidade mental. Mas, não sou pastor na acepção da palavra.O que antevi com 20 anos - todo o horror que se anunciava - uma vida sujeita à morte e a incapacidade de ilhas, mulheres, sol e mar, satisfazerem uma alma faminta por algo que não é dessa vida - hoje é experimentado por mim numa tal extensão, que não tenho palavras para descrever o espanto que experimento todos os dias.A morte de Patrick Swayze, que acabei de tomar conhecimento através dos jornais, mostra que Pascal estava certo ao dizer: "Aposte tudo em Deus. Se você ganhar, ganhou tudo, se perder, não perdeu nada".Estou certo de que não perdi nada e que vou ganhar tudo, ao lado de todos aqueles que morreram para o mundo a fim de estarem vivos para Deus:"Porque o mundo passa, bem como a sua concupiscência, mas o que faz a vontade do Senhor, permanece para sempre".
António Carlos Costa