sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Qual é a Sua Visão para o Ano Novo ?

Cumprir ou não a missão que Deus lhe deu, depende de uma visão. Para isso é preciso esperar em Deus até que Ele revele lhe revele o seu plano para si. É preciso dedicar-lhe tempo e energia, o que pede paciência e disciplina.
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É preciso saber ultrapassar obstáculos, o que pede boa gestão. A Bíblia diz: "...Não havendo profecia o povo se corrompe" ( Provérbios 29:18 ). Conhece a letra de South Pacific ? "Se não tens um sonho, como queres que o teu sonho se realize ? ( If you don't have a dream, how you gonna have a dream come true ? ). Ter uma visão dá-lhe direcção, motivação, criatividade e resiliência. Sem uma visão, torna-se passivo, sem objectivos, aborrecido e muito propício a desistir. Deus pode dar-lhe uma visão de um momento para o outro, mas para que ela se cumpra é preciso uma vida inteira de aprendizagem, de prática e de gestão de desafios do dia a dia. Vamos olhar para alguns princípios que ajudam a cumprir a missão: A visão vem com obstáculos e oportunidades! Depois de ter vivido décadas na América, Raymond Dawson herdou a propriedade dos seus avós ingleses. Ao chegar lá deparou-se com uma fazenda degradada e celeiros numa terra cheia de rochas. Desiludido e prestes a voltar para a América, decidiu dar mais uma vez um passeio pela sua inútil herança. Ao parar num canto remoto da sua propriedade reparou num pequeno fluxo de água que saía de baixo de algumas rochas. Investigou e descobriu algumas nascentes de água quente, e sabe o que aconteceu ? Hoje é dono de uma lucrativa estância, exactamente no sítio onde se sentiu tão desiludido!
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Quando você pede uma visão a Deus, é provável que Ele o coloque no meio de muitas oportunidades escondidas debaixo de quilómetros de obstáculos, num lugar de possibilidades escondidas debaixo de uma pilha de problemas. Depois afasta-Se e observa como é que você se sai no ministério da gestão de obstáculos!
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Fonte: Devocional "A Palavra para Hoje" - 30 de Dezembro de 2010

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A Estranha tendência Alemã para cair em Tentação...

Aeroportos alemães propõem "perfis de risco" para prevenir atentados terroristas
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Os aeroportos alemães querem dividir os passageiros em grupos de risco, com base em critérios como a origem étnica, a religião e a idade, um modelo já seguido em Israel, para prevenir melhor atentados terroristas.
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Fonte: SIC +
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Não vivi nem senti os horrores da 2ª guerra mundial pois esta terminou em 1945 e eu só nasceria nove anos depois. Mas a minha adolescência foi passada ainda sob uma forte corrente de influência das memórias dessa guerra, que teve, como bem sabemos, um dos seus principais palcos na europa. Livros de banda desenhada e cinema, que faziam as minhas delícias, eram veículos de glorificação dos vencedores e de desonra para os perdedores alemães que tinham sido, afinal, os principais culpados deste sangrento episódio mundial. Acho que a minha geração, sem ter assistido ao vivo aos factos bélicos, acabou por ter acesso a informação privilegiada sobre tudo o que se passou na guerra atendendo a que a poeira da história já tinha assentado um pouco e permitia ver com clareza o que realmente se tinha passado e o que daí tinha resultado.
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Não nutro qualquer simpatia ou antipatia particular pelos alemães enquanto nação ou pela Alemanha enquanto país. Respeito a sua capacidade de trabalho e a sua persistência e perseverança bem como a sua força moral e espiritual que os levou a erguerem-se de duas guerras mundiais e a voltarem a impor-se no concerto das nações em muitos domínios. Gosto de alguns compositores alemães, de Lutero, de Goethe e pouco mais. Ao contrário de muitos europeus, não gosto de carros alemães, da língua alemã, e de muitas coisas que por lá se produzem que avariam com a mesma rapidez que as produzidas em qualquer outro país. Sou visceralmente avesso à arrogância e ao pretensiosismo dos alemães de acharem que são donos da europa só porque têm mais dinheiro que os outros europeus.
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Parece-me que na Alemanha persiste a terrível tentação de se olhar para toda a gente que não seja alemã sob o prisma da etnia, da raça, da religião ou da nacionalidade e depois classificar as pessoas em função de escalas de valoração humana pela bitola germânica.
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Presumo, a avaliar pela notícia acima, que um português, um espanhol, um romeno, um búlgaro, um Sírio ou até um italiano possam vir a ser classificados como "personanas non gratas" para os alemães, como o foram, noutras ocasiões, os judeus, os ciganos, ou os negros...
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Podem dizer-me que estou a ser pouco correcto ou até preconceituoso, que o objectivo é a prevenção de riscos e outras nações querem também promover as mesmas medidas que os responsáveis dos aeroportos alemães pretendiam ver implementadas e a que a senhora Angela Merkel, para já, disse que não. Não sou preconceituoso, mas também não sou ingénuo. E também não gosto de xenofobia. A história é o que é e a Alemanha já caiu várias vezes em tentação, escudada nos mais "válidos" argumentos para isso, com resultados suficientemente negros para que nós não nos devamos esquecer deles nem das suas trágicas consequências.
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Dir-me-ão que exagero, que vivemos em democracia e etc. Antes da segunda guerra mundial também vivíamos e não foi isso que impediu Hitler de chegar legitimamente ao poder e fazer o que fez com a anuência ( e conivência ) das principais democracias europeias ao tempo. E o facto de a actualidade europeia ser pontuada por uma confrangedora fragilidade de lideranças bem como uma grande pobreza de espírito e de sentido ético e moral não me deixa tranquilo.
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Não faço generalizações abusivas e inaceitáveis mas constato que a apetência de alguns dirigentes alemães para usarem "botas de esmagar" é notória. A sua tendência para a catalogação das pessoas de acordo com valores rácicos tem resultado em sucessivas cedências à tentação da subjugação pela força física ou psicológica de outros homens e mulheres que não preencham determinados requisitos teutónicos, ou que não partilhem da sua visão do mundo. A história, por outro lado, revela por vezes um estranho gosto pela repetição...
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Por mim, olharei sempre para os alemães com amor cristão, em especial para aqueles que sofreram na carne os desvarios dos seus próprios compatriotas e foram marcados pelo ferrete da intolerância e ostracismo. Por outro lado, espero sinceramente que a Alemanha contemporânea não se deixe manipular por dirigentes com ideias tão peregrinas como a do chefe dos aeroportos e não embarque em aventureirismos de estigmatizações rácicas, éticas ou religiosas ou de nacionalismos delirantes.
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Jacinto Lourenço

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cristóvão Colombo e o Passaporte Espanhol

( Imagem jornal El Mundo )

Quem não ficou muito contente com a estória foram os nuestros hermanos gallegos da vila de Baiona. Não percebem porque é que estando todos os anos a festejar, no primeiro fim de semana de Março, a "Festa da Arribada" da nau Pinta que trouxe em primeiro lugar, para terras de Espanha, a novidade da descoberta da América por Cristóvão Colombo, vêm agora estampado, na contracapa dos passaportes espanhóis, um mapa que dá claramente uma rota de chegada diferente para o regresso de Colombo após a descoberta do novo mundo. E o problema dos nossos confrades ibéricos é que a bolsa de todos os viajantes carrega agora esse mapa exibindo mundo fora a viagem de regresso da Niña, com Colombo ao comando depois de se ter afundado a Santa Maria, que era efectivamente a nau almirante, a aportar primeiramente em Lisboa, ainda que o tenha feito quatro dias após a Pinta ter aportado em Baiona na Galiza.
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O jornal El Mundo não desarma, nem os de Baiona tão pouco. Chamam ao mapa um "erro histórico", e dizem até, em tom de brincadeira, que terá sido desenhado por um português.
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Claro que esta polémica assume foros de "escândalo" em Espanha, e não é porque não se saiba por lá que o mapa traduz efectivamente a realidade histórica de que a Niña atracou realmente em Portugal antes de rumar a território espanhol; não, para nuestros hermanos o problema tem a ver com o seu grande ego que fica "ferido" por esta pequena traição de Colombo, de ter fundeado em Portugal antes de rumar a Espanha. Depois, bem, depois de passados 517 anos vem ainda por cima um distraido qualquer e estampa com esse facto num passaporte espanhol. É demais! Como se já não bastasse a quase certeza absoluta de que Cristóvão Colombo, para além de não ser castelhano nem genovês, era português, regressa a história, qual fantasma, a acenar com o adágio de que "o bom filho à casa torna"... Para um bom espanhol, pior que isso é ver traçada no seu passaporte a rota da Niña em direcção a um porto português e não a um porto espanhol em primeiro lugar. Claro que apesar de não termos um ego tão grande quanto o espanhol, embora isso nos possa prejudicar mais do que nos benificiar em muitas ocasiões em que deveríamos afirmar-nos como povo, não podemos deixar de perceber o desgosto que vai pelo lado de lá da fronteira...
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Mas talvez aqui se aplique um outro adágio que diz que "Deus escreve direito por linhas tortas", mesmo que Deus não tenha nada a ver com esta polémica e muito menos com as bafientas rivalidades históricas entre vizinhos ibéricos.
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Jacinto Lourenço
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Alto-Comissário do ACNUR e a Mulher de César...

A coisa dita assim, a frio, na ante-véspera do natal, não soa bem e custa-nos mais a deglutir do que uma rabanada encharcada em óleo, que a mim, diga-se, após comida, provoca sempre uma certa náusea e destempero.
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Assistimos, nas últimas semanas, a uma "batalha" entre candidatos a presidente da república, que procuram, à vez, apropriar-se dos pobres como bandeira de campanha eleitoral; de permeio, o primeiro-ministro sente-se espoliado com esta discussão e vem a terreiro dizer que não, que os pobres são dele e de mais ninguém, e eu até acho que ele tem toda a razão: "os pobres são de quem os produz"... Mas estas coisas, num país como Portugal, estão mais ou menos banalizadas. O que não se pode deixar passar como banal ou assunto de somenos são afirmações como a que produziu António Guterres - o do "pântano", lembram-se ? - em entrevista à revista Única, do semanário Expresso, quando reconheceu ser um privilegiado por fazer parte dos 2% de cidadãos que a nível mundial auferem dos mais altos rendimentos. Dei comigo a ver se me lembrava do estatuto de António Guterres e se alguma sua eventual migração para o mundo da finança tinha realmente ocorrido nos últimos dias, já que aí sim, pagam-se, literalmente, fortunas e prémios milionários a gestores e administradores para que estes produzam crises económicas que levem os governos a produzirem cada vez mais pobres e fazerem dos ricos pessoas mais ricas do que alguma vez foram; mas não, Guterres continua a ser o Alto-Comissário do ACNUR (Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados ), que é como quem diz, o homem forte da ONU para lidar com o problema dos refugiados e pobres criados pelos conflitos mundiais. Quando pensamos assim, achamos que este homem-forte deve ser um dos melhores de entre nós, um dos que mais se preocupa com a miséria e tragédia humana, com as migrações que ceifam milhares de vidas de seres humanos que empreendem viagens sem destino nem regresso em busca de um pedaço de dignidade humana. Achamos que este Alto-Comissário deve ter, por vocação e convicção, uma identificação plena com o seu trabalho, que implica, obrigatoriamente, identificação com os milhões que sofrem miseravelmente. O que estes milhões de pessoas menos precisam, e o que menos esperam de alguém que se responsabiliza por eles, é que esse alguém esteja apenas focado num lugar que dá visibilidade mundial e nos largos milhares de euros que caem ao fim do mês na sua conta bancária.
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A ingenuidade é minha; a principal identificação de A. Guterres não é afinal com aqueles que diz proteger. A sua identificação imediata é com os privilegiados que fazem partem do restrito clube dos 2% de pessoas que têm os rendimentos mais elevados do mundo... Foi o que ele disse: que se sentia um privilegiado por isso. Eu esperava que ele se confessasse "especial" por poder servir e ajudar os pobres e miseráveis que a política, a guerra e a economia de casino vão produzindo pelo mundo fora. Ma isso sou eu a pensar e, é claro, sou capaz de ser um bocado ingénuo por ainda acreditar em "histórias da carochinha"...
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Não acho que A. Guterres tenha que se armar em Madre Teresa de Calcutá só porque é o chefe do ACNUR, mas também não me parece que um cargo desta natureza deva ser tão principescamente pago por forma a que coloque o Alto-Comissário entre a escassíssima minoria das pessoas com os mais elevados rendimentos do mundo. O exercício do cargo pedia mais pudor e vergonha, quanto mais não fosse pelo respeito devido aos que morrem à fome, afogados, ou crivados de balas quando tentam sair da miséria que campeia nos campos de refugiados do ACNUR. Mas isso não parece ser muito importante para as Nações Unidas nem para o seu Alto-Comissário, até porque este, como afirmou na entrevista ao Expresso, "olha para trás com enorme tranquilidade".
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A. Guterres até pode ser uma das pessoas mais bem pagas do mundo, mas devia, pelo menos, ser igualmente uma pessoa avisada e de bom senso. Para isso, não seria má ideia começar por reflectir sobre as palavras de Julio César: "à mulher de César não basta ser séria, é preciso que pareça séria" .
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Jacinto Lourenço

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ricos, Pobres e Consumismo

Quando olho diferente para um rico e para um pobre e considero o primeiro mais gente, ou algo assim, no fundo estou partilhando da ideia de que é o dinheiro que faz um ser humano. E se compartilho dessa ideia, preciso também ter coisas, comprar, para me tornar mais gente. Assim, surge a ansiedade para o consumo, porque anseio tornar-me mais gente. O consumo é visto como o caminho para a humanização. É possível compreender, a partir disso, o desejo infindável de consumir. É o desejo de humanização. Mas a humanização não se encontra em produtos, não acontece com o acto da compra. No acto da compra, nos sentimos mais gente, nos sentimos melhor, porque já internalizamos essa maneira de ver a humanização pelo consumo. Mas, logo após desembrulhar o pacote e guardar a compra, parece que a realização humana se esvazia e desaparece no ar como fumaça.”
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Jung Mo Sung em Deus: Ilusão ou Realidade?***Via Laion Monteiro

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Uma Canção de Natal vale Mais que um bolo-rei

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+ + Há um ou dois dias atrás olhava desinteressdamente para o que passava num telejornal quando algo em particular prendeu a minha atenção; tratava-se de uma fábrica, na cidade da Guarda, que encerrava portas e mandava para o desemprego cerca de 300 trabalhadores. Nas mãos, todos eles traziam, à saida, uma caixa contendo um bolo-rei com um decorativo lacinho a enfeitar. Dizia o repórter que a empresa lhes tinha pago dois meses de salário por cada ano de trabalho cumprido. Dois meses de salário e um bolo-rei, é quanto vale a vida de um trabalhador em Portugal. O bolo-rei ou se come agora ou endurece. O dinheiro, como bem sabemos, ainda que possa guardar-se em conta bancária, leva-o a crise e a inflação ou as necessidades diárias de quem não tem outros rendimentos para sobreviver para além de um salário que acabou. Resta a vida, a vida de uma pessoa, de quem dependem outras pessoas: filhos, esposa, marido, pais ou outros parentes. Diz-se que o "capital não tem rosto. As pessoas sim, têm rosto, vida, alma. O "dinheiro" não pode comprar vidas, mas utiliza-as como se fossem mercadoria e desfaz-se delas quando do outro lado do mundo outras vidas se lhe hipotecam.

+ Estranha forma e estranha época para este acontecimento triste. O dinheiro e a ganância do lucro, prova-se, são inimigos do Natal e das pessoas.

+ Difícil será desejar um feliz Natal a quem "roubaram" o emprego a troco de um bolo-rei.

+ É a pensar em tantos milhões de pessoas que acham que a palavra Esperança é uma mera figura de retórica e que contemplam o fulgor das luzes com um brilho triste nos olhos, quedeixamos esta canção de Natal. Natal transmite alegria e Esperança real em tempos de incerteza no futuro. Natal é a renovação da vida e a a certeza de que, com Cristo no coração, seguimos um rumo certo. A Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus,diz: "pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti". É esta a promessa de Deus. E quando Deus se compromete, Ele não falha nem arranja desculpas para não cumprir om prometido.

+ + Baseados nesta certeza, desejamos a todos um Feliz Natal de 2010.

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Jacinto Lourenço

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"Ab Integro" Faz Hoje Dois Anos

Dois anos estão passados sobre a divulgação na Rede deste blogue, o Ab Integro. É um motivo de grande satisfação. Transcrevo abaixo as palavras que escrevi então no dia 23 de Dezembro de 2008. Reitero, mantenho e projecto para o futuro o que deixei dito, até pela sua actualidade.
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Muita coisa aconteceu em dois anos, mas tudo me deu a certeza da oportunidade que levou à existência do Ab Integro. Reacções muito positivas da parte de muita gente que nem sequer me conhecia. Reacções maldosas de quem achava que teria alguma coisa a perder com o aparecimento deste Blogue, ignorando talvez estes últimos as palavras do apóstolo Paulo aos Filipenses e que sempre fiz minhas : Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prémio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
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O objectivo deste blogue mantém-se integralmente fiel ao que foi traçado e escrito por mim faz dois anos. A fidelidade aos princípios e valores recebidos de Deus é uma âncora que garante estabilidade e um futuro à minha vida e da minha família que comigo os partilha. Estamos juntos na caminhada que Deus escolheu para nós. Ultrapassámos crises e dificuldades com a força recebida do Senhor Jesus Cristo. De onde presumíamos fraquezas e debilidades, retirámos força para prosseguir. E aqui estamos, prontos para continuar por quantos anos Deus deseje, na convicção de que, como sempre temos feito ao longo da nossa vida, o podemos servir através da palavra escrita.
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Não somos perfeitos mas demandaremos a perfeição aprendendo também com os nossos erros. Há muito ainda a frazer no Ab Integro; seguramente que iremos melhorar , tanto no capítulo dos conteúdos como no aspecto gráfico, assim o Senhor Jesus nos dê ânimo, força e criatividade suficientes para isso, mas de uma coisa temos a certeza: a linha editorial será fiel aos princípios com que partimos há dois anos.
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Que Deus abençoe fortemente todos os amigos, conhecidos e desconhecidos, que fazem o favor de nos acompanhar diariamente. Que a Paz e a presença de Nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos neste Natal.
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Jacinto Lourenço
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"...Não teve um "parto fácil" este blogue, tendo passado mesmo por momentos de incerteza quanto ao rumo a seguir; acresce também que colocar na "rede" uma página pessoal é forçosamente um atitude que requer ponderação. Desde logo, sobre o interesse que tal página possa vir a ter para uma comunidade alargada de "internautas" onde, como é óbvio, navegam mil e um olhares e motivações distintos. A certeza de que deveria avançar para uma divulgação mais célere, acabou por se revelar através de uma descoberta, no meio de "sombras e luzes", de qual o objectivo, qual o alvo ou alvos para o meu Blogue. Em consequência dessa descoberta, a deslocação dos holofotes do eventual interesse sobre mim próprio, ou daquilo que eu valha ou tenha para dizer, para o que eu represento enquanto pessoa e cristão convicto da minha fé naquele que me redimiu, o Senhor Jesus Cristo, foi absolutamental natural . Não deixando de falar de mim ( o que comporta desde logo um "risco de exposição" com que não estou ainda familiarizado ), porque é o mínimo que pode ser feito para que esta página possa garantir autenticidade e verificação matricial dos valores e padrões nela encontrados por quem cá "deixar rasto", não sou eu que interesso em especial. Importante serão os conteúdos e a liberdade que teremos ( tanto eu como quem entender deixar os seus comentários ) para os abordar em afloramentos que provavelmente só serão possíveis em Fóruns como este. Os últimos 37 anos da minha vida têm sido balizados por Cristo. São as marcas que Ele tem deixado no meu percurso, que me animam, desafiam e incentivam a avançar. Tem sido sempre assim. O apóstolo Paulo, homem de Deus que aliou a sua grande visão e vivência espiritual a um percurso, também ele humano, de "combates", como metaforicamente afirmou nos seus escritos epistolares, disse a determinada altura aos cristão da Galácia: "Desde agora ninguém me inquiete porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus". São essas marcas, indeléveis também em mim, que dão substância a esta decisão de divulgação pública do AB-INTEGRO ainda em 2008. São elas que determinam a minha forma de sentir, observar, intervir. O pulsar deste Blogue depende e dependerá sempre das "marcas" que ostento; da minha identidade, cidadania e filiação no Reino. O meu principal desiderato passa por ficar com a absoluta certeza de que a perspectiva que cruza esta página pessoal, em relação a tudo o que a ela vier, cumpre com a minha matriz e responsabilidade cristã, enquadradas sempre pelo amor de Deus e pelo Seu permanente compromisso de vinculação, renovação e actualização na vida de cada homem em particular e nas gerações que se sucedem. Um Deus de Luz, não quer escurecer o nosso caminho ou castigar-nos rigidamente em cada falha. Na essência, as suas "marcas" em nós, demonstram a capacidade infindável que Jesus tem para nos amar, mesmo quando o desiludimos, quais "Pedros" na voragem de acontecimentos fatídicos num qualquer pátio . Se um blogue poder ter uma dedicatória, então eu faço-a neste momento ao meu Senhor, à minha família, aos meus amigos e àqueles que se cruzem aqui comigo na construção desta "casa comum" . Procurarei honrar a todos, já que nem sempre será possível conjugar o verbo "agradar", seja por incapacidade, inépcia, impossibilidade ou imperativo ético, moral ou espiritual."
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Jacinto Lourenço

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A Estrela de Belém: Uma Explicação Astronómica

( Foto Jornal El Mundo )

No seu famoso ensaio "A Estrela de Belém", Isaac Asimov examina várias alternativas no sentido de ligar a Estrela a um fenómeno astronómico real. Estas alternativas foram reconsideradas e ampliadas posteriormente por vários astrónomos nomeadamente Patrick Moore e Mark Kidger do Centro Científico da Agência Espacial Europeia em Madrid. As hipóteses mais viáveis são as seguintes:...
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Ler texto integral AQUI, em Castelhano, no jornal El Mundo

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Alegoria de alguns rebanhos...

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Deus Repousava na Manjedoura

...Portanto, o Deus que nasceu em uma manjedoura continuará despercebido dos poderosos. Ele só será notado nas realidades singelas e pequenas: grãos de mostarda, meninos e meninas, ovelhas indefesas, desempregados em calçadas, servos inúteis, indignos, filhos pródigos, prostitutas, leprosos, cegos, mendigos, estrangeiros, soldados e exorcistas informais.
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Deus poderia escolher muitas maneiras para mostrar-se real, mas preferiu nascer em uma periferia esquecida; optou viver de um jeito que pode ser, poeticamente, comparado ao de um cordeiro.
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Depois de séculos, ainda vale a pena celebrar um natal desses.
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Soli Deo Gloria.
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Fonte: Pr. Ricardo Gondim*** Ler texto integral AQUI

domingo, 19 de dezembro de 2010

Um Pai Natal à medida da Coca Cola...

Parece que o Pai Natal tem uma origem bastante antiga. Baseia-se na figura de São Nicolau, um santo muito popular na Rússia que tinha o hábito de dar presentes às crianças pobres. Com o tempo adquiriu a fama de milagreiro e, durante a Idade Média, o seu culto estendeu-se a toda a Europa.
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A Reforma Protestante praticamente extinguiu o culto deste santo. Na Holanda, todavia, a sua figura permaneceu. No século XVII os holandeses levaram para as colónias norte-americanas a figura de Sinterklaas (adaptação do nome de "São Nicolau") para New Amsterdam, nomeadamente – que se viria a tornar nada mais nada menos do que na cidade de Nova Iorque. A corrupção natural do termo e a sua adaptação à língua inglesa resultou em... Santa Claus.
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Mas a imagem do Pai Natal tal como a conhecemos hoje – barrigudo, de barbas brancas, vestido de vermelho e sempre a rir-se oh! oh! oh! – foi criada em 1931 para uma campanha da Coca-Cola! A empresa começava então a dirigir-se a um público infantil (Walt Disney já tinha demonstrado as vantagens de converter as crianças em consumidores...). O Pai Natal tinha tudo para ser o Coca-Cola-Man perfeito: alegre, bonacheirão e metido em situações engraçadas; a cor da sua roupa era, claro, a mesma da conhecida marca. O homem trabalhava duramente ao longo de toda a noite para entregar os brinquedos. Nada melhor, portanto, do que uma garrafa do refrigerante castanho escuro para o recompensar!
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Feliz Coca Cola para todos...
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sábado, 18 de dezembro de 2010

Para a Felicidade, é Preciso Voltar ao Evangelho

Realizou-se nos dias 9 e 10 de Outubro passado, no Seminário da Boa Nova, Valadares, um Colóquio internacional, subordinado ao tema "Religião e (In)felicidade", com 220 participantes, e conferencistas vindos das Neurociências, da Sociologia, da Filosofia, da Teologia.
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Aquele "in" de (In)felicidade indicava, à partida, o reconhecimento de que as religiões foram e são simultaneamente causa de felicidade e infelicidade.
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Pela sua própria definição, a religião está referida à salvação: felicidade, sentido último, o sentido de todos os sentidos...
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Grandes filósofos, como Kant, Hegel, Bloch, Habermas, reconheceram que foi pelo cristianismo que soubemos da dignidade da pessoa humana. Em tempos terríveis de miséria material e humana, foi a religião que ajudou homens e mulheres a erguerem-se um pouco acima da animalidade e do quotidiano embrutecedor.
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Quando não havia médicos nem analgésicos, foi a oração e a cruz de Cristo que deram sentido e algum alívio a todo aquele mundo de horror. E as pessoas sabiam que tinham uma missão na vida, e Deus acolhia-as na morte. Não é calculável o que as religiões fizeram e fazem pela cultura, pelo combate pela justiça e dignidade, no exercício da compaixão e do amor. Quem não reconhece o que a Igreja faz na presente crise pelos mais pobres?
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Mas a corrupção do óptimo é péssima, e lá está a perversão da religião/religiões e as suas patologias. Como não pensar no terrorismo, na guerra e na tentativa de legitimar a violência com a religião?
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Há três impulsos com que o Homem tem de aprender a viver: o ter, prazer, o poder. Saber viver com eles - nisso consiste a arte de viver.
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O mais difícil é o poder, porque ele é o maior afrodisíaco. Por isso, de modo geral, Deus é pensado como omnipotência. Significativamente, na revelação cristã, Deus não se apresenta imediatamente como omnipotente, mas como Força infinita de criação e de amor. O Evangelho diz: "Sabeis que, nas nações, os poderosos mandam e dominam; entre vós, não será assim: quem quiser ser o primeiro deve ser o último." "Eu não vim para ser servido, mas para servir", disse Jesus.
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Assim, quando a Igreja se identificou como instituição de poder, começou o afastamento do Evangelho. Até Constantino e Teodósio, os pagãos diziam, referindo-se aos cristãos: "Vede como eles se amam." Depois, surgiu o poder sacro, à maneira do poder imperial, e tudo se modificou. Não é possível a uma pessoa que conheça minimamente o Evangelho e a História deixar de fazer perguntas como esta: como é que o Evangelho desembocou num Papa chefe de Estado, com uma Cúria imperial, e bispos a viver em palácios?
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Quando se toma o poder sacro em nome de Deus, os perigos são imensos e terríveis. Até surge a tentação de "administrar" Deus. Então, quem não está com os "administradores" de Deus é herético e condenado. Lá está o perigo do fanatismo: somos a única religião verdadeira e todas as outras devem ser combatidas. Lá está o impedimento da liberdade de pensar e a censura. O pior é a imagem de um deus mesquinho, cruel, violento, causa de ateísmo e de infelicidade.
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Esses "administradores" da religião e do próprio Deus arrogam-se também o direito de administrar a moral e são eles então quem determina o que é bem e mal, o que se deve fazer e não fazer. E lá está o controlo do prazer pelo poder, porque o prazer subverte o poder. Lá está então uma sexualidade envenenada, a proibição dos contraceptivos, o celibato eclesiástico obrigatório e a sua grandeza e miséria. Lá está a pedofilia dos clérigos, ocultada para tentar preservar a instituição-poder.
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E ainda: quem detém o poder deverá, no quadro desta lógica, ter também mais teres e privilégios.
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A questão da religião é mesmo a religião (o conjunto de atitudes e organizações na relação com Deus): o que a religião fez e faz de Deus e como usou e usa o seu nome na sua relação com os humanos e destes com Deus. Para a felicidade, é preciso voltar ao Evangelho.
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Prof. Anselmo Borges in Diário de Notícias de 18 de Dezembro de 2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Universidade Católica Está a Formar "Feras Humanas" em Gestão - Denuncia o bispo auxiliar de Lisboa

O bispo auxiliar de Lisboa, D. Carlos Azevedo, admite que os gestores formados pela Universidade Católica Portuguesa (UCP) não seguem a doutrina social da Igreja e professam, nas empresas, um tipo de gestão feroz na dimensão humanista
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Falando na tertúlia "125 minutos com...", na noite de quinta feira, no Casino da Figueira da Foz, após ter sido questionado pela anfitriã, Fátima Campos Ferreira, sobre se a doutrina social da Igreja não é aplicada no curso de Gestão da UCP, D. Carlos Azevedo respondeu: "Pelos vistos [não]. Há uma cadeira, mas é capaz de ser uma cadeira um bocadinho isolada do resto das matérias."
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Para o bispo, "foram dados Prémios Nobel de Economia a gente que defendeu as teorias que agora são a causa da nossa desgraça" e "portanto, não admira que também possa ser admirado e apreciado um certo tipo de gestão selvagem", disse D. Carlos Azevedo, argumentando que "nem sempre o prémio Nobel é razão de apreço ético quanto às consequências do futuro".
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Fátima Campos Ferreira lembrou que a UCP "é considerada uma das melhores escolas de Gestão da Europa, está nos rankings de topo" e D. Carlos Azevedo respondeu, argumentando que "nós estamos a ver, neste momento, que esse tipo de Gestão não tem em conta a globalidade do desenvolvimento, não tem em conta o desenvolvimento integral, tem em conta apenas o lucro".
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"E, de facto, as empresas, quando contratam esses gestores, exploram ao máximo, despedem quanto é preciso. São ferozes em dimensões humanistas, não é esse tipo de gestores que respeitam a doutrina social da Igreja", declarou.
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In Diário de Notícias Online de 17 de Dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sorriso de Gioconda ainda nos Faz Sorrir...

Especialista italiano diz ter encontrado letras miniaturais inscritas nas pupilas, que poderão conter a identidade da modelo. Outros especialistas contestam. Teorias há muitas.
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Talvez nenhum quadro na história da pintura tenha suscitado tantas paixões, opiniões contraditórias e especulações. De auto-retrato do pintor a imagem da sua amante secreta, A Mona Lisa, ou A Gioconda, continua ainda hoje, meio milénio depois de ter sido pintada, a suscitar novas teses. A última é do presidente do comité nacional italiano do património cultural Silvano Vinceti que diz que nas pupilas da sorridente Mona Lisa existem letras miniaturais que poderão fazer novas revelações. Mas já há quem conteste a sua proposta.
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Imagens de alta resolução da pintura mostram segundo Vinceti que há letras inscritas no interior das pupilas da Gioconda: LV na pupila direita e outras pouco claras na esquerda.
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Segundo aquele especialista italiano, LV serão as iniciais do nome do próprio mestre: Leonardo da Vinci. Quanto às letras na pupila esquerda, Vinceti não adianta muito. Tanto poderá ser CE, como simplesmente um B, afirmou. E o seu significado não é claro. Se a ideia do grande pintor renascentista era esconder ali o nome da sua modelo, as letras não condizem com a identidade da senhora hoje tida por mais consensual entre os especialistas: Lisa Gherardini del Giocondo, a mulher do abastado comerciante de sedas de Florença, Francesco del Giocondo.
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Vários especialistas na pintura de Leonardo já contestaram a tese de Vinceti. O argumento de especialistas como Alessandro Vezzosi, director do museu da cidade natal de Leonardo, ou de Carlo Pedretti, um dos peritos mais reputados na obra do mestre, é que a pintura não revelou nada disso sob as lentes do microscópio electrónico, como disseram à Discovery News.
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A nova teoria acaba, pois, por ter o mesmo destino que todas as outras, juntando-se ao lote de muitas outras, mais ou menos especulativas, mas apaixonadamente debatidas ao longo dos anos sobre este quadro.
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Vale a pena referir que o mesmo Vinceti já defendeu que a pessoa pintada no quadro era o próprio autor, vestido de mulher. A sua nova tese também revela um pouco sobre a validade da sua anterior opinião.
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Mas não ficam por aqui as propostas que já existiram para dar nome à misteriosa mulher. Já se aventou que seria Caterina Sforza, a filha ilegítima do então duque de Milão, Isabella de Aragão, a mulher desse mesmo duque, ou Constanza d'Avalos, duquesa de Francavilla e a amante de Giuliano de Medici. Quanto ao sorriso, há teorias para todos os gostos: a senhora estava grávida, tinha asma, paralisia facial ou, simplesmente, os dentes estragados.
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Mistério. Catarina Sforza, filha ilegítima do duque de Milão, Isabella de Aragão, mulher desse duque, ou Constanza d'Avalos, amante de Giuliano de Medici? São várias a propostas. A mais consensual: era Lisa Gherardini del Giocondo
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Enigma. Nenhum sorriso foi tão dissecado. Há quem garanta que a senhora não está a sorrir, mas o consenso é ao contrário. Para os especialistas em pintura, o efeito de sorriso deve--se à técnica do sfumato usada pelo mestre, que permitia tornar tudo vago, incluindo o sorriso. A neurologista Margaret Livingstone, de Harvard, diz que a visão humana central percebe o sorriso, mas a periférica não. E há quem diga que a senhora tinha paralisia facial.
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In Diário de Notícias Online de 15 de Dezembro de 2010

Outro exemplo de Barbárie contemplada pelas Leis religiosas Islâmicas- Lapidação de Mulheres acusadas de adultério. Deus Nunca estará Nisto

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Pouco recomendada a visualização por qualquer ser humano...

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Deus nunca estará nisto

Um impressionante vídeo amador de uma mulher, no Sudão, a ser chicoteada pela polícia em nome da lei da moral Sharia, por estar a usar calças debaixo das vestes muçulmanas, foi parar à Internet e está a gerar polémica. No vídeo, não aconselhável a pessoas impressionáveis, vê-se a mulher rodeada de homens, aos gritos, pedindo clemência, enquanto pelo menos dois deles, supostamente agentes policiais, a chicoteiam sem piedade. Segundo o editor internacional do canal britânico SkyNews, que também divulgou o vídeo, estas são imagens raras de um acontecimento que é mais frequente do que se pensa.
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In Diário de Notícias Online de 14 de Dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Amor, a Marca Distintiva do Cristão

Jesus, o Filho de Deus, e supremo intérprete das Escrituras, ordenou: "Novo mandamento vos dou - que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. E nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros" (Jo 13.34,35). Obviamente Jesus está falando de um certo tipo de amor. Trata-se do mesmo amor com que Ele nos amou: amor perseverante, sacrificial e santificador. Não é amor apenas de palavras nem amor regido pelos interesses do egoísmo, mas amor de facto e de verdade, amor que se sacrifica pela pessoa amada. Por essa razão, Jesus fala de um novo mandamento, ou seja, de um nível de amor que não era conhecido até então.
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Esse amor puro, santo e superlativo não contradiz a verdade. Não podemos sacrificar a verdade em nome do amor. Não devemos abrigar sob o guarda-chuva da tolerância todas as crenças, com a frágil desculpa de que o amor nos une e a verdade nos separa. A família de Deus não é composta daqueles que creem na verdade e daqueles que a rejeitam. A família de Deus está estribada sobre a rocha eterna da verdade e fora da verdade não existe família de Deus. Essa verdade é a própria Escritura (Jo 17.17), essa verdade é o próprio Jesus (Jo 14.6). Fora da Palavra e fora de Jesus não há comunhão verdadeira, uma vez que sem a verdade das Escrituras e sem o Salvador Jesus não há igreja, não há família de Deus, não há verdadeira comunhão. A proposta ecuménica, na qual todos os credos religiosos, mesmos os mais heterodoxos, se unem é, portanto, uma falácia.
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Mas, se não podemos sacrificar a verdade em nome do amor, também não podemos sacrificar o amor para sustentar a verdade. Aqueles que se escondem atrás de suas fortalezas doutrinárias para atacar impiedosamente os irmãos que discordam deles em pontos secundários estão em desacordo com a Palavra de Deus. Os fariseus atacaram o próprio Jesus pelo facto deste não viver de acordo com as suas estreitas regras. Para os fariseus, quebrar os preceitos que eles mesmos estabeleceram era a mesma coisa que violar a própria Palavra de Deus. Na verdade, os fariseus tornaram-se mais zelosos de suas tradições do que da própria verdade. Consequentemente, tornaram-se os mais radicais inimigos de Cristo e se mancomunaram com os herodianos para levá-lo à morte.
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O amor cristão não é complacente com o erro nem conivente com o pecado. O amor, entretanto, não se assenta no tribunal, arrogando a posição de juiz, para condenar impiedosamente os fracos. O amor não esmaga a cana quebrada nem apaga a torcida que fumega. O amor não labora para condenar, mas para restaurar. O amor não se alegra em ver os que tropeçam sendo arrastados para a vala do ostracismo, mas luta para levantá-los e com alegria conduzi-los de volta ao aprisco seguro.
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Jesus disse que o critério para sermos conhecidos como seus discípulos é o amor. Jesus lidou com grande severidade com os críticos fariseus e foi amável sem deixar de ser firme com os publicanos e pecadores. Jesus acolheu em seus braços hospitaleiros todos aqueles que eram condenados pela intolerância dos fariseus, não para que seguissem a sinuosa estrada do pecado, mas para guiá-los pelas veredas da justiça.
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O mundo está olhando para a Igreja. É impossível deixar de vê-la uma vez que ela é como uma cidade no alto de um monte. Se o amor for a marca distintiva que nos caracteriza, isso produzirá impacto nas pessoas. Se o amor for apenas um discurso vazio, uma caricatura desta suprema virtude, então, seremos causa de tropeço para aqueles que olham para nós. É tempo de sondarmos o nosso próprio coração e examinarmos a nossa própria vida, a fim de saber, se de facto, estamos sendo conhecidos pelo critério do amor verdadeiro, como discípulos daquele que nos amou e a si mesmo se entregou por nós.
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Por Hernandes Dias Lopes in Revista Comunhão

sábado, 11 de dezembro de 2010

Eis que aqueles que enfeitam a cabeça

Eis que aqueles que enfeitam a cabeça
+ com louros
+ trazem consigo o Menorah sagrado
+ dos judeus
+ os que regressam ao Lácio cantam vitória
+ arrancada a alma e o coração
+ dos vencidos
+ exibem um troféu de lágrimas e sangue
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o sol do meio-dia reflecte no ouro maciço
+ do candelabro do Templo
+ o olhar de Iavé
+ torna pesado o despojo
+ e cega os olhos
+ dos que não conseguem ver.
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+ Brissos Lino 4/12/10

"O Grito da Semente" - Novo livro do Poeta e escritor Brissos Lino lançado Hoje às 16h em Lisboa

Hoje, pelas 16h-00, o poeta e escritor cristão, Brissos Lino, vai lançar mais um livro que junta assim ao seu portfólio. Trata-se do título " O Grito da Semente".
Brissos Lino, para além de poeta e homem de cultura é pastor da igreja Jubileu, em Setúbal, e reitor da UNISETI, Universidade Sénior de Setúbal . Possuidor de uma personalidade multifacetada e de uma reconhecida "inquietação" intelectual que o leva a assumir-se como um homem eminentemente "inconformado" com tudo o que possa empalidecer a dignidade humana nas suas mais variadas vertentes, intervém recorrentemente em diversos foruns académicos, sociais e cristãos, emprestando-lhes, com o seu saber e olhar largo, um valor de matriz sublinhadamente cristã, que representa, afinal, a sua causa de vida desde sempre.
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JL
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+ "O Grito da Semente"
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" Prefácio de Fabiano Fernandes +
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Hotel Real Palácio, Rua Tomás Ribeiro, 115, Lisboa +
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11 de Dezembro, 16h00
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Com a presença de João Tomás Parreira e João Pedro Martins
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Edium Editores
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Pode até tratar-se de um "frete" de A.P.M. a Sócrates, mesmo assim não deixa de ser uma Boa Notícia para um país pouco Seguro de Si próprio..

Abençoada Ciência
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A estrutura produtiva do País tem vindo a mudar qualitativamente de forma marcante nos últimos 15 anos. Começam agora a definir-se os contornos de um outro Portugal, diferente da imagem corrente de um tecido empresarial que insistia em apostar no trabalho desqualificado e mal pago. A pouco e pouco foram-se criando as condições de investimento no capital humano e nos meios para fazer emergir a ciência como factor produtivo, indutor de vantagens na competição global. Se em 1995 havia somente 240 empresas que investiam em I&D (investigação e desenvolvimento), hoje já são mais de 2500. O pessoal de investigação nessas empresas, bem como os quadros com formação superior, multiplicaram-se por 8; o investimento em I&D por 13. Hoje, Portugal tem 8 trabalhadores científicos em cada 1000 activos, para uma média de 6 nos 33 países mais avançados (os da OCDE).
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Mas será que este investimento valeu a pena? Medindo resultados, verificamos que entre as mil grandes empresas do País mais as cerca de 5200 PME líderes - responsáveis por mais de 90% das exportações nacionais -, 740 com I&D, empregando quase 300 mil trabalhadores, atingiam 42% do volume de negócios daquele universo e 52% das suas exportações. Estamos, já, num país dual, em vez do uniformemente atrasado. A aposta no ensino, sobretudo para os mais novos, está também ela a criar realidades diferenciadas quanto à qualificação de vários estratos da população activa: há 30 anos, no grupo etário entre os 25 e os 34 anos, só 9% completaram o ensino secundário e 5% o ensino superior em Portugal. Hoje, nesse mesmo escalão etário, há 32% dos jovens com o secundário completo e 14% com um curso superior. Chega? É claro que não! Estes valores representam somente 43% e 52% dos valores médios prevalecentes na OCDE. Mas a sua presença já deixou de ser irrelevante para a produtividade das empresas. Os valores impressionam: nas novas empresas, criadas desde 2005, para uma produtividade de cem nas que empregam licenciados, cai-se para 29 nas que os não empregam e salta-se para 239 nas empresas com I&D! Alguém duvida de que esta é uma aposta que deve intensificar-se nos próximos anos?
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Texto de António Perez Metelo no Diário de Notícias de 10 de Dezembro de 2010

De uma Cruz a outra cruz: a palavra do Perdão

A crucificação de Cristo apresenta-se aos olhos da história como um crime da religião, por isso pode ser integrada numa história universal da infâmia. A infâmia é, para a cultura filosófica e literária, uma relação entre o mal e os homens, desde o filósofo Michel Foucault ao poeta Jorge Luis Borges, que assim o asseveraram e escreveram sobre ela. Nesta perspectiva , podemos afirmar sob dado ponto de vista, que certos sectores religiosos judeus foram infames, mais do que os romanos, ao levarem Cristo a julgamento irregular, à condenação e à execução na Cruz, no Monte do Golgota. Contudo, a frase de Jesus Cristo crucificado, uma das chamadas 7 palavras da cruz, “Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem”, parece redimir os judeus e os romanos da infâmia (a menos que o Senhor a estivesse a usar apenas para os romanos, que parece ser o caso histórica e hermeneuticamente), é que a inocência não pressupõe infâmia. O referido poeta JLB, numa entrevista sobre a sua História Universal da Infâmia, disse, citando a frase de Jesus: «Eu julgo que Jesus sentiu isso. Sentiu que os seus carrascos, aqueles que o pregavam na cruz, não eram forçosamente uns canalhas. Eram soldados que deviam obedecer às ordens que recebiam.»[...]
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Texto de João Tomaz Parreira. Ler AQUI no Papéis na Gaveta

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"Nada onde Pousar o Sonho"

Desafio Miqueias ++++ edita primeiro livro de antologia poética sobre a pobreza. Poemas de Fernando Pessoa, J.T.Parreira, Clélia Mendes, Brissos Lino, Lurdes Saramago Chappell, João de Mancelos, Júlia Lemos, Rui Almeida, Rui Miguel Duarte, Florbela Ribeiro, Helena Branco e João Pedro Martins.
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Custo do livro: 5 EUROS em oferta exclusiva no FACEBOOK (até 31 de Dezembro)
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Portes GRÁTIS! Na promoção de lançamento do livro de poesia Nada Onde Pousar o Sonho e do CD Natal com Significado na loja online do Desafio Miqueias é oferecido o custo de envio da encomenda. A promoção é temporária e para os fãs do Desafio Miqueias.
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O livro pode ser adquirido através de pedido para: desafio.miqueias@gmail.com com indicação do nome e morada para envio.

Redescobrir Tutankhamon Online

( Foto D.N.)
Todo o trabalho do arqueólogo Howard Carter está disponível na Internet
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Quando se pensa em faraós egípcios, o primeiro nome que vem à cabeça é sempre o de Tutankhamon. Não tanto pela importância histórica do faraó, que morreu bastante jovem, mas antes pela mediatização em torno da descoberta, em 1922, do seu túmulo, pelo inglês Howard Carter.
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E 88 anos após a empolgante revelação, o Instituto Griffith, de Oxford, decidiu colocar online todo o material que documenta os dez anos de investigação arqueológica desenvolvida por Carter. Objectivo: fomentar a sua investigação científica.
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Agora, à distância de um clique, estão disponíveis todas as fotografias originais de Harry Burton, o fotógrafo que acompanhou Carter nas escavações, e ainda fichas, notas e diagramas do próprio arqueólogo e egiptólogo inglês, com uma transcrição a facilitar a leitura. O site chama-se Tutankhamun: anatomy of an excavation. A responsabilidade científica é do egiptólogo checo Jaromir Malek, conservador dos arquivos do Instituto de Griffith, onde estão guardados todos os documentos relativos ao trabalho desenvolvido por Howard Carter.
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Desde a célebre máscara de ouro ao minúsculo pedaço de vidro, todos os 5398 objectos estão documentados e disponíveis para todos, desde a comunidade científica aos simples curiosos.
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Em Madrid, por ocasião da exposição "Tutankhamon, o Túmulo e os seus Tesouros", em exibição na Casa de Campo (ver caixa), o responsável explicou o objectivo deste projecto. "Os objectos do túmulo foram fotografados, mostrados em inúmeras exposições e catálogos, livros e revistas, mas têm sido muito pouco estudados cientificamente", afirmou ao El País. "Até peças icónicas, como a máscara de ouro, carecem de análises aprofundadas", destacou. Jaromir Malek quantifica mesmo o estado da investigação em torno do túmulo de Tutankhamon: "Oitenta e oito anos depois da sua descoberta , apenas 30% do conteúdo foram estudados cientificamente." Com a disponibilização dos documentos, o egiptólogo espera alterar esta situação. E se Howard Carter levou dez anos a inventariar todos os tesouro do túmulo de Tutankhamon, o Instituto demorou 15 anos para fazer renascer o jovem faraó na Internet.
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Entrar AQUI para Redescobrir Tutankhamon
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In Diário de Notícias de 05 de Dezembro de 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Salário Mínimo, patrões, trabalhadores, governo e Dignidade

1. O primeiro-ministro e a ministra André deram sinais de que iriam voltar atrás no compromisso de subir o salário mínimo. Vieram assim dar razão a algumas associações patronais que argumentavam não conseguir fazer face a esse aumento.
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Só se consegue entender a postura dos patrões em função duma qualquer negociação. Talvez relacionada com possíveis alterações na legislação laboral ou outras.
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Não tenho qualquer dúvida de que os representantes das empresas sabem que o custo associado a este aumento no salário mínimo é praticamente irrelevante para as suas companhias. Mau era se assim não fosse: uma empresa que não consegue suportar um aumento de 25 euros mensais com um trabalhador que apenas ganha 475 não se manterá por muito tempo no mercado, mesmo uma pequena ou média empresa. Mais, mostrem-me uma boa empresa com muita gente paga a 475 euros por mês e eu estou disposto a dançar todo nu no Rossio. [...]
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Texto de Pedro Lopes Marques para ler integralmente AQUI no Diário de Notícias de 05 de Dezembro de 2010

Descoberto Manuscrito de Leonardo da Vinci

( Foto El País )
Um fragmento de um manuscrito acerca do voo dos pássaros foi encontrado numa biblioteca de Nantes, França, onde estava esquecido desde há quase século e meio. Segundo um especialista, este manuscrito pertence a Leonardo da Vinci (1452-1519). Carlo Pedreti, especialista no génio italiano, explicou ao diário local La Presse Océan "que se trata de notas sobre o ar e o vento relacionadas com um estudo sobre o voo dos pássaros que da Vinci terá sido escrito por volta de 1504."[...]
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Ler texto integral, em Castelhano, AQUI no jornal El País

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Que somos Nós hoje ?

Que somos nós hoje? Uma nação que tende a regenerar-se: diremos mais: que se regenera. Regenera-se, porque se repreende a si própria; porque se revolve no lodaçal onde dormia tranquila; porque se irrita da sua decadência, e já não sorri sem vergonha ao insultar de estranhos; porque principia, enfim, a reconhecer que o trabalho não desonra, e vai esquecendo as visagens senhoris de fidalga. Deixai passar essas paixões pequenas e más que combatem na arena política, deixai flutuar à luz do sol na superfície da sociedade esses corações cancerosos que aí vedes; deixai erguerem-se, tombar, despedaçarem-se essas vagas encontradas e confusas das opiniões! Tudo isto acontece quando se agita o oceano; e o mar do povo agita-se debaixo da sua superfície. O sargaço imundo, a escuma fétida e turva hão-de desaparecer. Um dia o oceano popular será grandioso, puro e sereno como saiu das mãos de Deus. A tempestade é a precursora da bonança. O lago asfaltite, o Mar Morto, esse é que não tem procelas. O nosso estrebuchar, muitas veze colérico, muito mais mentecapto e ridículo, prova que a Europa se enganava quando cria que esta nobre terra do último ocidente era o cemitério de uma nação cadáver. Vivemos: e ainda que semelhante viver seja o delírio febril de moribundo, esta situação violenta, aos olhos dos que sabem ver, é uma crise de salvação, posto que dolorosa, e lenta. Confiemos e esperemos: o nome português não foi riscado do livro dos eternos destinos.
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Alexandre Herculano, in "Duas Épocas e Dois Monumentos (Questões Públicas - 1843)" *** via Citador

Acerca das Falsificações...

...O sucesso de um falsificador de dinheiro depende de quão parecida for a falsificação com o original levando-nos a tomar o falso pelo genuíno. A heresia não é uma negação completa da verdade. É uma perversão da verdade e essa é a razão porque uma mentira incompleta é mais perigosa do que uma mentira completa. Por isso quando o pai da mentira sobe ao púlpito ele não costuma negar abertamente as verdades fundamentais do evangelho. Pelo contrário: apresenta-as e dá-lhes uma interpretação errada que possa parecer verdadeira.[...]
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Do livro: "Uma igreja sem Propósitos" de Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Uma Carta para Pérgamo

( Altar de Zeus em Pérgamo - Museu de Pérgamo, Berlim )
À semelhança de outras igrejas primitivas, não temos também nenhuma indicação da data de fundação para a igreja localizada em Pérgamo, embora saibamos, com toda a certeza, que isso ocorreu durante o primeiro século da nossa era. Também não conseguimos apurar nada de relevante sobre a sua composição social. Podemos acreditar que não derivará muito daquilo que acontecia com outras igrejas cristãs na Ásia Menor, uma vez que falamos dum contexto cultural, social e económico marcadamente Greco-Romano e que, portanto, a igreja seria povoada por pessoas convertidas do paganismo reinante, gentios e também judeus foragidos das perseguições romanas nos seus territórios de origem. De igual forma, não nos chega nenhuma informação a partir da qual possamos concluir algo sobre a liderança da igreja. Sabemos aquilo que a carta contida no livro de Apocalipse nos informa acerca de Antipas, que era seu pastor antes do martírio. Sobre a sua sucessão, a história não nos deixou réstea de informação que faculte a mínima hipótese de formulação teórica para a realidade desta igreja. Mas sabemos que a dificuldade para os que professavam a fé cristã em Pérgamo é extrema, num ambiente de paganismo, misticismo e ocultismo.
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As terras de Pérgamo eram férteis. Disso falaram Plínio o velho e Estrabão. Trigo, azeite, vinho, cavalos e ovelhas, mármore, madeira, minas de prata e ouro. Unguentos e perfumes de Sardes. Tecidos bordados a fio de ouro, sapatos e arreios. Enfim toda uma panóplia de materiais e produções que estão reflectidas no pórtico do altar de Zeus. A riqueza de Pérgamo era tão fabulosa que Horácio, o grande poeta latino, utiliza nos seus poemas o termo «Atálico» quando se quer referir a algo que é imensurável.
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Monumentais obras arquitectónicas dispostas em «socalco» e em quatro plataformas da Acrópole da cidade de Pérgamo, dominavam aquela. Destacam-se o palácio dos reis, o templo de Athena, a biblioteca (a segunda maior do mundo, por essa altura, a seguir a Alexandria com a qual rivalizava), o teatro (com capacidade para cerca de 20.000 espectadores), o templo de Dioniso, o templo de Asclépio, a Ágora superior e o grande altar de Zeus. Descendo da Acrópole, o complexo do «Gimnasium», o maior e mais completo da antiguidade.
Os fundadores do reino e da cidade de Pérgamo, tinham a ilusão de que estes se pudessem tornar numa réplica, em importância e relevo, de Atenas no oriente. Isso emprestou a Pérgamo um conjunto de características que não se verificavam noutras cidades da Ásia Menor. Nomeadamente o facto de aí estar instalado um dos maiores templos a Zeus , a oriente da Grécia, erigido por Eumenes II para consagrar a Zeus a sua gratidão pela vitória alcançada por seu pai na guerra contra os gálatas, para além, é claro, de existirem outros templos e cultos de importância relativa, como a Athena, Asclépio, Dioniso, Cibele, etc. Mais tarde, no ano 29 d.C., foi ainda erigido um outro templo, a Augusto, imperador Romano.
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Pérgamo era um importante centro de paganismo. “Aqui travava-se uma intensa batalha, em que os combatentes não eram pessoas, mas ideias. O aspecto mais importante realçado na carta escrita à igreja de Pérgamo e que consta em Apocalipse, não era o do bem e do mal, mas sim o da verdade e do erro. Face a toda este ambiente de superstição religiosa, mística e ocultista (que radicava em boa parte nas influências babilónicas), fica a ideia de que a presença do Anticristo era mais evidente em Pérgamo do que noutras cidades da Ásia Menor”.
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Aqui estava centralizada a principal referência pagã a Asclépio ( o deus serpente) por aí se situar uma importante escola de medicina, ciência que, por essa altura, andava um pouco de braço dado com o ocultismo e misticismo (um género do culto a Sousa Martins do nosso tempo). O nosso bem conhecido Galeno exerceu na escola de Pérgamo. Segundo historiadores da antiguidade, como Tácito e Xenofonte, a adoração ao deus Asclépio assumiu grande relevo no contexto do pequeno império de Pérgamo e, mais tarde, na Província Romana da Ásia Menor e outras vizinhas. É como se Pérgamo e Asclépio fossem “Fátima” daquele tempo.
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Pérgamo tem portanto, como vimos, particularidades que afectaram decididamente a vida da igreja e dos cristãos aí residentes. +
A razão pela qual Jesus conhece as igrejas, é porque anda no meio delas, e por isso pode particularizar a mensagem que dirige a cada uma. Relativamente à igreja de Pérgamo, Jesus está fundamentalmente preocupado com a verdade e que esta seja, para além de preservada, difundida.
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Jesus revela-se, no início da carta que dirige à igreja de Pérgamo pela pena de João, de uma forma dura aos cristãos a ela pertencentes. Ele descreve-Se como aquele que tem uma espada de dois gumes porque o poder sobre a morte e a vida é dele. Ele não apenas aplica a Justiça e o Amor como também destrói os inimigos do seu reino. Dois gumes da espada, portanto. A espada é claramente uma analogia com aquilo que ela representava no Império de Roma. Mas Cristo queria informar os crentes de que não deviam vergar-se ao poder déspota de Roma e à adoração do erro proveniente desse poder. Roma, por seu lado, não se interessava muito que os autóctones praticassem as suas próprias religiões, mas se alguém dizia “ Zeus é Senhor” ou “Jesus é Senhor” tinha imediatamente que dizer de seguida que “César é Senhor”.
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Também, pelo menos uma vez no ano, todas as pessoas deveriam prestar culto a César e queimar-lhe incenso, sob pena de serem acusados de traição e consequentemente mortos.
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O Senhor Jesus Cristo informa na carta que não toleraria falsos ensinos e ensinadores. Os crentes de Pérgamo não podiam esquecer que existe um padrão imutável na igreja de Deus: a Sua Palavra, e que Cristo zela por a fazer cumprir.
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Qualidades importantes foram realçadas e apontadas à igreja de Pérgamo : reteve o Nome de Cristo e não negou a fé. Qualidades estas que se tornam ainda mais importantes se atendermos ao período difícil pelo qual a igreja de Pérgamo passara "no tempo de Antipas - fiel testemunha". A coragem de Antipas em manter a fé, não se arrastando a deuses estranhos nem à religião do estado levou-o a ser condenado à morte. De acordo com a tradição, no interior do templo de Asclépio, deitado vivo numa grande bacia de bronze que foi levada à incandescência através de fogo.
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Jacinto Lourenço

sábado, 4 de dezembro de 2010

Antigo Espólio Hebraico descoberto em Sinagoga nos Açores

( Foto D.N. )
Historiador descobre património sobre comunidade judaica que se estabeleceu no País. Entre o material encontrado há documentos impressos e manuscritos
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O historiador José de Almeida Mello descobriu um conjunto de objectos e documentos hebraicos na Sinagoga de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, Açores, que podem estabelecer o património judaico deste templo como um dos mais antigos e ricos de Portugal. Ao despejar o conteúdo de uma velha arca guardada naquela sinagoga, José Mello encontrou uma vasta panóplia de objectos. Entre os achados estão documentos impressos e manuscritos, pergaminhos cuidadosamente enrolados, pequenos livros de bolso, uma mão em madeira, saquetas tendo no seu interior fitas de cabedal e tábuas da lei, pequenos documentos colocados no interior de tubos de vidro selados e ainda tecidos utilizados no culto religioso. "Estaremos perante um legado com peças que podem ser anteriores ao século XIX e que remontam aos primeiros tempos dos judeus nos Açores", explicou, informando que o verdadeiro significado do achado será estudado por técnicos oriundos da comunidade israelita de Lisboa. O que encontrou foi como entrar na "máquina do tempo e recuar" alguns séculos, conta o historiador guardião da Sinagoga de Ponta Delgada, fundada em 1836. A primeira comunidade judaica em Ponta Delgada surgiu após o regresso a Portugal dos judeus, expulsos pelo rei D. Manuel em 1497 - os que não saíram do País foram convertidos à força ao catolicismo. Os que regressaram trouxeram consigo textos sagrados e documentos manuscritos que terão ficado como legado dos judeus entretanto radicados em São Miguel, de 1819 por diante. [...]
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Ler texto integral AQUI no Diário de Notícias Online de 29 de Novembro de 2010