segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cristianismo versus Evolução

[ Titulo original do autor : Religião e Evolução podem viver lado a lado ]
***
Na [...] terça-feira (24/11) foi o aniversário de 150 anos da publicação de “A origem das espécies”, de Charles Darwin, ocorrida em 24 de novembro de 1859. Todas as 1250 cópias da primeira impressão foram procuradas, por leitores ávidos por ver se o naturalista inglês estava sendo desonesto com sua teoria radical de evolução, “por meio da seleção natural, ou a preservação das raças mais favorecidas na luta pela vida” no título completo do livro.

Quão importante é esse livro? Thomas Huxley (“o buldogue de Darwin”), proclamou que “A origem das espécies” é “o instrumento mais potente para estender o domínio do conhecimento que chegou às mãos dos homens desde “Principia” de Newton”, e lamentou consigo mesmo: “Como fui idiota em não ter pensado nisso.”

O biólogo de Harvard Ernst Mayr, indiscutivelmente o maior teórico da evolução desde Darwin, afirmou: ” Seria difícil refutar a afirmação de que a evolução proposta por Darwin foi a maior revolução intelectual na história da humanidade.” O paleontólogo e historiador da ciência, de Harvard, Stephen Jay Gould chamou a teoria da evolução de uma das doze idéias mais importantes em toda a história do conhecimento ocidental.

Por que, então, tantos norte-americanos não aceitam a teoria da evolução? Uma pesquisa feita pelo Gallup em 2001 encontrou que 45% dos norte-americanos concordam com a afirmação “Deus criou os seres humanos em sua forma atual ao mesmo tempo, aproximadamente 10 mil anos atrás”, enquanto 37% preferiu uma crença mista que “O ser humano se desenvolveu durante milhões de anos a partir de formas de vida menos avançadas, mas Deus guiou o processo”, e apenas 12% aceita a teoria científica padrão que “Os seres humanos se desenvolveram durante milhões de anos a partir de formas de vida menos avançadas e Deus não teve participação no processo.”

Estas porcentagens mudaram muito pouco nos anos subsequentes, apesar da maioria dos cientistas preferirem que as perguntas fossem feitas sem referência a Deus, já que a ciência da biologia evolucionária permanece tenha Deus governado o processo ou não, ou mesmo que haja ou não haja Deus.

Há pelo menos seis razões que levam as pessoas a resistirem em aceitar a teoria da evolução. [...]

.

Por: Michael Shermer

Tradução: Andrea Fernandes

.

Continuar a Ler AQUI no Blogue Solomon

sábado, 28 de novembro de 2009

Alienação Espiritualizada

[ Título original do autor: Espiritualidade alienante ]
Milhões de pessoas vivem uma espiritualidade alienante, ocupando-se exclusivamente com questões espirituais e sobrenaturais, enquanto fazem vista grossa às questões ordinárias da vida. Vivem à beira de uma espiritualidade esquizofrênica, ignorando que a vontade do Pai deve ser feita “assim na terra, como no céu”, conforme a oração ensinada por Jesus. Perdemos o contacto com a realidade que nos circunda. Há irmãos sinceros que demonstram tamanha sensibilidade para as coisas espirituais, que freqüentemente dão testemunho de visões angelicais. Alguns testemunham acerca de supostos arrebatamentos, e relatam entusiasticamente suas excursões ao paraíso. A impressão que se dá é que tais pessoas buscam uma espécie de fuga da realidade. Geralmente, são pessoas muito simples, que vivem em comunidades carentes, desprovidas de qualquer infra-estrutura. Suas experiências espirituais são a maneira de responderem à mensagem escapista que ouvem nos púlpitos de suas igrejas. [...]
. Continuar a ler AQUI no Blogue de Hermes Fernandes

Breve Fábula da Culpa Alheia

.. Ler Texto Aqui no Púlpito Cristão

Sem Sonhos, Nem Visões...

“Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir."

***

Martinho Lutero

.

Via Púlpito Cristão

Este Fim de Semana Ouça a Transmundial e Descanse...

( Clique na imagem para Ouvir )

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

"Conversas da Alma" - Se puder não Perca

Detalhes do Mundo - Petra

( Clique na imagem para AUMENTAR )

Supervulcão Aniquilou Florestas da Índia

( Foto Diário de Notícias )
A caldeira resultante da erupção é hoje um lago com cem quilómetros de comprimento e 35 de largura. Há 73 mil anos, a explosão do Toba destruiu as florestas da Índia, a 5 mil quilómetros de distância. Um antropólogo americano tem reunido provas de que a humanidade esteve à beira da extinção durante o arrefecimento de mil anos que se seguiu [...] . Continuar a Ler Aqui no jornal Diário de Notícias de 26 de Novembro de 2009

A Indiferença Nossa de Cada Dia

Na Colômbia, Congo e Uganda, aumenta o número de guerrilheiros que sequestram crianças para lavar-lhes o cérebro e fazê-los soldados da guerrilha e agentes da violência. Cada dia mais e mais meninas se entregam a prostituição, meninos viram dependentes de drogas, crianças violentas e assíduas ao roubo. E nós insistimos em fechar os olhos para este mundo. Quando ouvimos uma história extremamente violenta, pedimos justiça, mas ninguém pensa em pregar Cristo ao violento. Cristo? Sim, Cristo! Nós ficamos revoltados com o todo enfiado na escola, mas quantos de nós gastamos tempo com crianças para mostrar-lhes Cristo? Não digo que as professoras estejam certas, porém, nossa indignação com falta de ação não traz a solução pra alma destas crianças. Quantas crianças evangelizamos? Quantos amiguinhos de nossos filhos conhecem Jesus através de nós? Os filhos dos crentes conhecem muito mais Davi, Samuel, as pragas do Egito, Paulo, Pedro e Judas, do que Jesus. A maioria aprende que Jesus é um "Deus tirano" que vive lá no céu - e há quem diga que no coração dela também - e nunca sentiram a paz que dEle vem. Nunca aprenderam que Ele é um amigo. Precisamos urgentemente tratar as crianças como "almas". Como pessoas que precisam ser resgatadas tanto quanto um adulto. Precisamos rever o mundo onde elas estão se estruturando, e ensinar um caminho de verdade, ao invés de ficarmos enfadados com o avanço da violencia, prostituição e coisas do tipo. Eu e você, somos responsáveis por estas almas. Se formos negligentes com elas, Deus cobrará isso de nós. Despertemos para o clamor destas crianças. Abramos os nossos olhos e busquemos os nosso pequenos vizinhos e amiguinhos, e falemos de Jesus!
*** Por Jonara Gonçalves . Via Púlpito Cristão

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Detalhes do Mundo - Cidade no Yemen

( Clique na imagem para AUMENTAR )

Medos e Dragões

Para quem não se lembra, ‘ dragões ou dragos (do grego drákon, i.e., ‘grande serpente’) são criaturas presentes na mitologia de diversos povos e civilizações, representados como animais de grandes dimensões, semelhantes a imensos lagartos ou serpentes com asas, plumas, poderes mágicos ou hálito de fogo.

A variedade de dragões existentes em histórias é enorme e presente no folclore de povos tão distantes como chineses ou europeus. Assim, em cada cultura os dragões assumem função e simbologia diferentes, podendo ser fontes sobrenaturais de sabedoria e força, ou simplesmente feras destruidoras. ‘

Sofia, ainda muito pequena, talvez em torno de 3 ou 4 anos de idade, adorava desenhar dragões.Eram vermelhos, cinzentos, amarelos ou coloridos. Às vezes sorridentes, às vezes sérios, assustadores. Em paisagens com sóis e luas, nuvens e montanhas, ou apenas sobrevoando cidades, ou ainda escondidos atrás dos castelos. Papéis cheios de figuras reptilianas se multiplicavam espalhados pela casa e encaminhados para os tios, avós e amiguinhos.

Vovó não se conformava. Por que a netinha de bochechas rosadas e cabelos encaracolados simplesmente não desenhava bonecas e florzinhas como qualquer garota de 4 anos? Teria sofrido alguma espécie de influência subliminar? Deveria ser encaminhada a psicóloga de crianças? Vovó achava tudo isso muito estranho e um dia não resistiu: perguntou diretamente a desenhista o ‘porquê de tantos dragões’.

Com o sorriso mais tranquilizador do mundo,Sofia respondeu:

“- Vovó, eu desenho dragões para não precisar sonhar com eles. Assim eles não conseguem entrar nos meus sonhos!

Pensei e ainda penso naquela resposta. Sofia decidiu enfrentar seus medos desenhando-os, pintando-os, levando-os para as mais diferentes paisagens e situações. Mudava as expressões dos monstros da forma que imaginasse. Colocava e tirava asas, soltava-os e também os prendia, aumentava e diminuía seus tamanhos.

Assim, aprendeu a domá-los, monstros e répteis, até transformá-los em figuras inofensivas . Tornou-os tão familiares e caricaturescos que haviam perdido seu poder de amedrontar . Agora não podiam mais entrar em seus sonhos.

Não se trata de receita ou fórmula mágica. Angústias e apreensões fazem parte da nossa existência e humanidade. Assim como os velhos receios se dissolvem, novos aparecerão na juventude, na maturidade e na velhice.

A questão é o que vamos fazer com nossos medos e dragões.Vamos encará-los ou permanecer submersos em pesadelos. Talvez precisemos brincar mais com nossos receios e monstros. Talvez gastemos muito papel, canetas, conversas e tempo para redesenhá-los.Vamos renomeá-los, tirar suas asas e seus hálitos de fogo.

Nem se trata de coragem. Precisamos deixar o orgulho de lado, feito criança pequena, e começar a partilhar alguns segredos e receios aos amigos e pessoas que nos amam de verdade. Porque o amor – o amor genuíno - embora não seja varinha de condão, tem o poder sobrenatural de dissolver o medo.

Experimente.

.

Helena Beatriz Pacitti, 18/11/2009

.

Via Timilique

Evangelho Integral

Soteria não é apenas salvação metafísica, mas cura das doenças, da fome, do abandono. "O evangelho todo, para o homem todo" foi o brado de Lausanne, e a este grito eu também faço coro. Dói dentro de mim ver o quanto a igreja de Cristo, que deveria ser sal e luz, influenciando o mundo por meio das boas obras (palavras de Jesus), as quais foram preparadas por Deus de antemão para a observância dos santos (Ef 2.10), têm cedido a essa doença chamada consumismo, comercializando benesses divinas numa relação custo/benefício, enquanto milhares de pessoas vão dormir com o estômago vazio todos os dias. "Dai-lhes vós de comer!", disse Jesus. Por isso, muito mais que criticar o comunismo ou o capitalismo, convém que eu, enquanto igreja, alimente estes miseráveis. É disso que o profeta fala em Deuteronômio 15.5, e foi essa a recomendação que Paulo recebeu no primeiro concílio eclesiástico (Gl 2.10). Dicotomizar a missão da igreja (missão espiritual x missão social) só vai contribuir para o agravamento da miséria no mundo. O evangelho é integral! Falar da missão social da igreja a uma sociedade "cristã" que reza todos os dias pela cartilha do capitalismo é uma missão difícil e árdua. A consciência evangélica, de um modo geral, está embotada para esta realidade, e só Deus pode despertá-la. Há vários perigos que cercam a igreja. As heresias são um deles. O outro, muito mais sutil, é a ortodoxia em detrimento da ortopraxia, a crença politicamente correta que nada produz. Precisamos manter nosso coração livre de ambas, se quisermos ser relevantes em nossa missão. . .
Por Leonardo Gonçalves . Via Púlpito Cristão

O Êxodo de Israel

A emigração em massa do povo de Israel do Egipto, depois de muitos anos de residência e revoltante opressão, é um acontecimento tão importante na história do povo e na história da soberania de Deus que ocupa quatro livros inteiros da Bíblia (os 137 capítulos de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), além de muitas outras referências no Antigo Testamento e no Novo. O êxodo israelita é fartamente lembrado nos Salmos 105, 106, 114 e 115 e no discurso de Estêvão pouco antes de ser apedrejado (At 7.1-53). Nas palavras introdutórias dos Dez Mandamentos, Deus rememora a saída de Israel do Egito e se apresenta com as seguintes palavras: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito” (Êx 20.2; Sl 81.10). O famoso êxodo, de acordo com o registro bíblico (1Rs 6.1), aconteceu 480 anos antes da construção do templo de Jerusalém no início do reinado de Salomão. Não há unanimidade quanto à data: pode ter sido em 1450 antes de Cristo ou 160 anos mais tarde, em 1290 antes de Cristo. [...] .
.
Ler artigo AQUI na revista Ultimato

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Detalhes do Mundo - Aldeia Tunisina

( Clique na imagem para AUMENTAR )

CÂNTICOS NA PRISÃO

«E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam». Actos 16,25 * ***

Nesta narrativa interativa , porque designa apenas numa frase uma pluralidade de acontecimentos, sobretudo uma prática comum aos cristãos - o Louvor- , Lucas dá-nos algo mais que uma fórmula litúrgica, no que concerne aos hinos que os apóstolos entoavam. Estudiosos afirmam até que tais hinos não pertenciam aos salmos do Hallel. Assim, ocorre-nos perguntar que cânticos seriam? No nosso trecho bíblico, o apóstolo Paulo assumiu como praxis pessoal, nos calabouços sombrios e húmidos de uma prisão macedónia, o que recomendava à Igreja de Éfeso, designadamente o uso de salmos e hinos e cânticos espirituais. Alguns desses hinos estão no Novo Testamento, encaixados e preservados no Texto Sagrado, sendo que por vezes a linguagem da hinódia cristã tenda a ser difícil de interpretar. Outros, porém, de uma clareza absoluta, pelo seu carácter de catequese, o que era para os cristãos do I Século imprescindível. Os musicólogos dos vários períodos bíblicos, designaram assim a herança musical do Velho para o Novo Testamento: -a Era Bíblica, cerca de 2000 a.C até 100 d.C; - a Era do Cristianismo Primitivo, que foi do ano 100 até à Reforma. Em qualquer dos casos, os cânticos espirituais tiveram influência no ensino bíblico, no modo de louvar e glorificar Deus, foram pedagógicos e não poucas vezes tiveram um valor psicológico como amparo da Fé no meio das perseguições ou tribulações dos crentes e da Igreja. Depois dos Salmos e da sua incontornávl utilização litúrgica, a Igreja dos Actos dos Apóstolos terá usado o Magnificat, o chamado Cântico de Zacarias, o Nunc Dimitis de Simeão, porque representavam uma primeira hinódia conhecida, sem dúvida numa perspectiva do Velho Testamento, mas sempre apontando a Salvação levantada em Israel para a Humanidade. Há quem mantenha a afirmação de que o Prólogo Joanino( «En arche en o logos...» ), na totalidade dos 18 versículos ou em parte, foi cântico espiritual na Igreja pelo seu conteúdo básico de teologia e cristologia. Era uma resposta inicial às grandes questões cristológicas que então o gnosticismo colocava. «Os primeiros versos são obviamente um poema à maneira dos Estóicos»- refere a Encyclopedia Americana. Diz esta ainda que «o Prólogo apresentou-se sob a forma de um hino, cantado na comunidade joanina antes de estar no início do Evangelho de João». Mas os grandes(pequenos) hinos das várias igrejas fundadas pelo Apóstolo Paulo, em particular, e da Igreja Primitiva de um modo geral, estão nas Cartas paulinas. É curioso até verificarmos que no Novo Testamento grego, que procura até aos nossos dias trazer-nos os manuscritos originais, cada uma das passagens que são esses hinos cristológicos exibe os mesmos em forma de poesia. Assim tais hinos aparecem, na tradição cristã, desde as epístolas à tradição oral da Igreja do primeiro Século: Filipenses 2, 6-11 Colossenses 1, 15-20 I Timóteo 3, 16 até o próprio trecho da Carta aos Romanos 11, 33- 36. Estes são considerados os principais. Existem, porém, mais, no interior de outras Epístolas paulinas e na I de Pedro. A própria História Universal, ainda que ligada a aspectos particulares do modo como os primitivos Cristãos eram vistos pelo Império Romano, não deixa de vir testemunhar sobre o uso dos hinos. Sabe-se que Plínio, o Moço (61-114 d.C), nas Epístolas X, 96, dirigidas a Trajano, elabora um pedido de « instrução a respeito dos cristãos, que se reuniam de manhã para cantar louvores a Cristo». O historiador romano referia que tais louvores em forma de hino eram dirigidos a «Christo quase deo». Todos os hinos cristãos primitivos, seguindo primeiro o Novo Testamento e só depois alguma tradição histórica, apontavam sempre para a Cristologia. Era e é o senhorio universal de Cristo Jesus, a sua essência e origem divinas que neles são cantados. Os hinos eram por assim dizer pedagogia, tinham plasmada parte da doutrina dos apóstolos.

-Filipenses 2, 6-11

. «Cristo Jesus,

. que, sendo em forma de Deus,

. não teve por usurpação ser igual a Deus.

. Mas aniquiliou-se a si mesmo (...)

. sendo obediente até à morte,

. e morte de cruz.»

. Considerado paradigma do hino cristológico, segundo argumentos de tradição oral antigos que saem do Novo Testamento, contém duas estrofes que ensinam ao crente a doutrina do esvasiamento de Cristo e a Sua exaltação. Ao ser entoado, o cristão primitivo comunicava a si próprio e à comunidade o percurso do Filho de Deus desde a eternidade (ser em forma de Deus) até à Cruz (obediente como servo sofredor), depois culminando com a glorificação. Na verdade, é já um clássico que consagra na bibliografia das doutrinas teológicas do NT a quenótica - do grego kenós e kenósis.

.

-Colossenses 1, 15-20

. «O Filho do seu amor

. O qual é a imagem do Deus invisível,

. o primogénito de toda a criação»

. Este hino celebra essencialmente o senhorio univesal de Cristo. Com este argumento, o cristão pimitivo era convidado ao louvor e, em seguida, a considerar o senhorio do Filho de Deus, Senhor da Criação e Mediador da reconciliação.

.

-I Timóteo 3,16

. «Aquele que se manifestou em carne,

. foi justificado em espírito,

. visto dos anjos,

. pregado aos gentios,

. crido no mundo,

. e recebido acima na glória»

.

Declaração cristã do Século I, também considerada pelos estudiosos como um cântico do Mistério Cristológico. O seu preâmbulo «Grande é o mistério da piedade» foi uma maneira de se opor à expressão contemporânea « grande é a Diana dos efésios». Num nivel histórico, é legítimo que nos perguntemos que hinos cantavam Paulo e Silas, na prisão. Seria um desses, referenciado acima? Ou outros como os que o próprio apóstolo Paulo transcreve na carta aos Efésios, 5,14, ou o apóstolo Pedro escreve na sua Iª, 2, 22-24. Expondo ambos o que o profeta/poeta Isaías escreveu séculos antes. Contudo, os comentaristas põem mais empenho no facto dos apóstolos estarem a «gloriar-se no meio da tribulação », mais do que uma preocupação sobre que cânticos seriam esses. Tratava-se de uma lição de vida e do ideal cristão, a alegria por ser achado digno de sofrer por Cristo. J.N.Darby afirma, no seu comentário ao Livro dos Actos, que «Paulo e Silas cantam, em vez de dormirem, na prisão.» Se cantavam, entovam hinos, tais cânticos tinham uma mensagem, sem dúvida a poesia vertida em teologia. .

*

***
João Tomaz Parreira *
***
- Colaborador -

Antárctida a Derreter...

Leste da Antárctida está a "perder gelo"

Cientistas da missão Grace, da NASA, dizem-se surpreendidos com os resultados.

A camada de gelo da zona leste da Antárctida está a perder gelo há três anos, segundo uma análise de dados de um satélite medidor de gravidade.

Os cientistas envolvidos nesta missão dizem que estão "surpreendidos" pela descoberta, porque a camada gigante do leste da Antárctida, ao contrário da zona oeste, pensava-se que estava estável. Outros cientistas dizem não ter a certeza de que a perda de gelo possa ser ligada ao aquecimento global. Além disso, as incertezas sobre os dados do satélite também são grandes. Os satélites da Experiência Climática de Recolha por Gravidade da NASA (Grace) mostraram que a zona oeste da Antárctica e a Gronelândia estavam a perder massa. Os dois corpos têm água suficiente para subir o nível do mar em sete metros se derreterem totalmente.

.

In Diário de Notícias de 24 de Novembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Detalhes do Mundo - Deserto na Líbia

( Clique na imagem para AUMENTAR )

O Amor é o Próprio Deus

"Deus é um ser pessoal, Deus é amor. O amor não é um atributo de Deus. Podemos dizer, de facto, que Deus é grande, que Deus é todo-poderoso, que Deus é infinito; mas o amor não se situa nesse plano, não é um atributo de Deus: é o próprio ser de Deus...

Este Deus pessoal não é cioso da nossa liberdade: respeita-a. Foi ele quem a criou, foi ele quem a quis".

.

René Rémond no prefácio do livro A Alegria de Crer e Viver de François Varillon, S.J. - Editorial A. O. Braga - p.14

.

Via Ricardo Gondim

A Matemática da Graça

Quando Jesus contou a parábola dos trabalhadores da vinha, os ouvintes presentes sabiam que estavam diante de um ensino revolucionário, uma verdadeira subversão de valores. O raboni de Nazaré, sem dar qualquer explicação aos doutores da lei, alterou completamente a mesma parábola dos trabalhadores que era contada pelos mestres judaicos de seu tempo. O jovem galileu estava na verdade, diante do olhar dos grandes rabinos e também de seus discípulos criados no judaísmo palestino, fazendo algo inimaginável para os padrões religiosos vigentes, escandaloso para ser mais exato. A parábola dos trabalhadores contada pelos contemporâneos de Jesus, registrado no Talmude, falava de um trabalhador que foi contratado no fim do último turno (17:00), e durante apenas uma hora de serviço, trabalhou mais do que todos os outros, e por isso, tornou-se digno de receber o salário integral que foi acordado com aqueles que trabalharam o dia todo debaixo do sol escaldante. Os rabinos estavam querendo dizer que “o balanço final de Deus não se realiza na forma de liberalidade generosa, mas através da exata correspondência entre trabalho e salário”. Jesus não concordava com este pensamento matemático espiritual que tornava Deus um rígido contabilista, um deus que pesa em sua balança os atos bons e maus e retribui conforme o merecimento de cada um. E foi por isso que contrapôs esta idéia de causa e efeito em sua parábola, não enfatizando o esforço dos últimos trabalhadores. Ao contrário disso, Jesus coloca na boca dos que aguentaram o sol intenso e a fadiga do dia inteiro, a insatisfação com o salário recebido, pois pensavam que mereciam mais que os preguiçosos que pouco trabalharam - "quando os primeiros vieram, pensaram que receberiam mais" (Mt 20 : 10). Jesus afirmou categoricamente que o Deus de toda a graça, deu a todos exatamente a mesma quantia. Philip Yancey, no ensaio intitulado "A nova matemática da graça" comenta este ensinamento revolucionário dizendo: "Nós recebemos a graça como um dom de Deus, e não por alguma coisas que tenhamos dado duro para ganhar. No reino da não-graça, alguns trabalhadores merecem mais do que outros; no reino da graça a palavra merecer nem mesmo se utiliza". Nós recebemos a graça como uma dádiva, e não por alguma coisa que tenhamos dado duro para ganhar, e este foi o ponto que Jesus deixou claro na parábola do trabalhador. Sim, esta matemática da graça é escandalosa, fere nosso orgulho e senso de justiça própria, mas quando entendemos que absolutamente ninguém é capaz de satisfazer as exigências de Deus para uma vida perfeita, então podemos nos prostar e agradecer o dom imerecido que recebemos sem qualquer esforço de nossa parte.
. Por Daniel Grubba . Via Soli Deo Gloria

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Imagens Reveladoras - 20

( Clique na imagem para AUMENTAR )

De Volta para Casa

Me preocupo um pouco com certos pensamentos que me ocorrem em determinados momentos. O que de fato estamos aprendendo sobre quem somos, e o que estamos fazendo neste mundo? As respostas assustam ainda mais. É claro que, cada um de nós possui uma vida social, econômica e afetiva, mas, estamos priorizando as necessidades corretas? Estamos mantendo os olhos fixos no alvo? Sempre penso nisso, e acabo chegando a uma conclusão: Me imagino aqui na terra, como que me preparando para uma viagem fantástica, voltando para meu verdadeiro lar, depois de muito tempo distante. Para essa viagem, faço uma mala. O que estou carregando nessa mala pra apresentar diante de meu anfitrião são as obras, ações e decisões que tomei ao longo de minha vida nessa terra. E o que preparei? O que fiz com os anos que recebi? Não consigo deixar de pensar naquela famosa passagem em Lucas 12.13-21, sobre o rico insensato. O que estamos juntando neste mundo? Alguns, assim como o rico da parábola, acumulam riquezas; outros, sentimentos ruins. Cada um de nós possui em algum lugar, um depósito para guardar coisas a nosso respeito: sentimentos, traumas, dores e amores. É hora de reavaliar nossos depósitos. Reavaliar o que somos, o que estamos fazendo, e principalmente, para onde estamos indo. Para nós, que fomos resgatados, remidos pelo sangue de Cristo, a morte é apenas, a volta para casa. . Por J. Karen . Fonte: A verdade à qualquer preço . . Via Púlpito Cristão

1995 : o Boom dos Planetas Extra-Solares

( Foto jornal El Mundo )
Em 1955 os astrónomos Michel Mayor e Didier Queloz anunciaram a descoberta de 51 Pegasi b, um planeta que orbita à volta de uma estrela de tipo solar a 50 anos-luz da terra. Confirmado imediatamente pelos norte-americanos Geoffrey Marcy e Paul Butler, esta descoberta inaugurou um intenso percurso que conduziu à detecção de um total de mais de 400 planetas extrasolares contidos em cerca de 300 sistemas planetários.[...] . Continuar a ler AQUI , em Castelhano, no jornal El Mundo Online

A Sobrevivência da Civilização

"... A mais perigosa ilusão da nossa civilização consiste em o Homem pretender libertar-se totalmente da tradição e de todo o sentido preexistente, para abrir a perspectiva de uma autocriação divina. Esta "confiança utópica" e esta "quimera moderna" de inventar-se a si mesmo numa perfeição ilimitada "poderiam ser o mais impressionante instrumento do suicídio criado pela cultura humana". É que, "quando a cultura perde o sentido do sagrado, perde todo o sentido".

A religião não deve entrar no lugar que pertence à ciência e à técnica. Ela surge de outra dimensão, que "nos capacita para conviver com o fracasso, o sofrimento e a morte". Ela é o caminho que nos leva a "aceitar a derrota inexorável". Para a Humanidade, não há a última vitória, já que, "no fim, morremos".[...]

.

Prof. Anselmo Borges

.

Ler AQUI no Diário de Notícias de 21 de Novembro de 2009

domingo, 22 de novembro de 2009

Celebrar as Diferenças

A terrível doença dos que não suportam as diferenças
Procusto, segundo a mitologia grega, era um famoso salteador que agia entre Mégara e Atenas. Atacava os viajantes, despojava-os de seus bens e submetia-os a cruel suplício. Forçava-os a se deitarem em um leito que nunca se ajustava ao seu tamanho. Cortava as pernas dos que excediam a medida e, por meio de cordas, esticava os que não a atingiam. Ficou conhecido como "aquele que estende". Essa faceta trágica por trás de uma "hospitalidade" ilusória ainda é encontrada em muita gente na conturbada atualidade. O mal de Procusto é encontrado nos esforços para anular todas as diferenças. É preciso entender que existem diferenças que podem e precisam ser, equilibradamente, celebradas. Infelizmente, grande parte da igreja hodierna carrega neuroses em relação ao diferente. É comum encontrarmos pessoas estigmatizadas por suas diferenças: mães solteiras, viúvas, pobres, ou até mesmo, as diferenças geradas pelas guerras das denominações, o conflito imposto pelos adeptos de "novas" visões, das teologias asfixiantes do legalismo. Diferenças que geraram traumas, marcas profundas, feridas na alma. A base para a celebração das diferenças está no respeito, na ética que eleva o outro e o recebe como amigo na alma. Existem diferenças fundamentais que precisam ser combatidas por causa do mal que trazem, como por exemplo, a mentalidade racista, preconceituosa, os desvios de caráter que podem comprometer a saúde da alma. Diferenças letais. Não são essas diferenças doentias que quero abordar, mas as sadias, aquelas que nos conferem singularidade, e por isso mesmo estão sendo novamente roubadas pelo mal de Procusto. Procusto hoje é o radicalismo do "é assim que é, e pronto!" É a tendência de "esticar e cortar" o que destoa do meu modo de ver a vida até que o indivíduo tenha a cara que eu quero. Quando a igreja age assim, adultera o sentido bíblico do Cristo - ele celebrava as diferenças! Basta olhar o grupo de discípulos que ele escolhe: de trabalhadores a cobrador de impostos, gente das diferenças. Gente escolhida não por ser uma eterna igualdade da massa informe, mas por ter a capacidade de ser-quem-é. Na atualidade, há uma gama enorme de pessoas marcadas, gente com uma história de dor pra contar. Essas pessoas foram à igreja em busca de abrigo e descanso para a alma, mas encontraram a terrível cama de ferro do legalismo e o Procusto das teologias ditatoriais. Deus não instituiu uma máfia eclesiástica, Ele instituiu uma igreja - gente simples celebrando as diferenças em amor. A igreja é feita das diferenças. Famílias diferentes, de lugares diferentes, com problemas diferentes - ninguém é igual. O que precisamos aprender com Cristo - o Mestre da sociabilidade - é a virtude de enxergar o outro como irmão e ajudá-lo a crescer independentemente de sua formação, posição social (o lixo das diferenças de classe) ou a cor da pele. A igreja pode celebrar as diferenças porque Cristo as celebra. Procusto, segundo a mitologia, foi morto por Teseu, que infligiu-lhe o mesmo martírio que ele infligia às pessoas. O que aprendemos aqui é que a "Lei da Semeadura" (o que plantarmos, colheremos) também se aplica a esse comportamento. Aqueles que atropelam as diferenças serão atropelados por elas mais tarde. Que Deus nos ajude a celebrar diferenças, a "suportar uns aos outros em amor" (Ef.4.2), e crescer em unidade, intimidade e carisma. Somente assim poderemos ganhar as nações para o abraço de Cristo. Até mais...
. Por Alan Brizotti . Via Hermes Fernandes

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Fotos Reveladoras - 19

( Clique na imagem para AUMENTAR )

Amar o Mundo...

[ Título original : E você, quanto ama o mundo? ]
.. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito...” João 3:16
Imagino que haja muitas objecções a este raciocínio. A primeira baseia-se em 1 João 2.15: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele”. A solução é fácil. Apesar de os dois textos usarem a mesma palavra, “kosmos” (mundo), em João 3.16 ela se refere ao mundo físico ou humano, enquanto em 1 João 2.15 se refere aos valores negativos de um “mundo” pecaminoso. Voltando à pergunta do título, se Deus amou o mundo a ponto de dar seu único Filho, qual é a medida do nosso amor pelo mundo? Surge então a segunda objeção: Será que João não está se referindo ao mundo de pessoas em vez de se referir ao mundo físico? Ele está falando do mundo de pessoas sim. Aqui, “mundo” claramente se refere aos dois aspectos do mundo criado por Deus: humano e não-humano. Basta ler João 1.9-10. Talvez a conexão entre os dois fique mais clara se considerarmos Romanos 8.18-25, em que a salvação da humanidade e do mundo não-humanos é interligada. Toda a criação um dia será “salva”, isto é, renovada e recuperada. Porém, de acordo com Romanos 8, esta redenção da criação só acontece depois da salvação dos seguidores de Cristo. E o motivo é que, embora a redenção venha sempre e unicamente de Deus, ele próprio incumbe o seu povo de ser instrumento para anunciar tal redenção. Por isso, o povo de Deus, a igreja, tem um papel importantíssimo na redenção da criação. Certamente, entre outras coisas, isso implica num compromisso ativo que os ecologistas chamam de “conservação”. A palavra preferida das Escrituras parece ser “redenção” ou “renovação”. Basicamente, o que Paulo descreve em Romanos 8 é o que o visionário João fala em Apocalipse quando descreve o novo céu e a nova terra. Agora talvez já tenha surgido uma terceira objeção à ideia de “amarmos este mundo como Deus amou”. Afinal, a Bíblia não afirma que este mundo físico, antes do fim dos tempos, se desfará? Então, por que tanto esforço para conservá-lo? Será que a Bíblia ensina que o mundo físico que conhecemos um dia não mais existirá? Vejamos 1 Pedro 3.7 e 12. Ambos os versículos falam da “destruição” por meio do “fogo”, tanto na maioria das nossas traduções quanto no original. Lendo esses versículos isoladamente e fora do seu contexto, só podemos concluir que o mundo físico aguarda, de fato, uma destruição futura total, uma aniquilação e o desaparecimento, assim como o fogo transforma a madeira em cinzas. Porém, o versículo 6 muda esta leitura. Os céus e a terra, isto é, o mundo físico, serão destruídos, consumidos pelo fogo, “da mesma forma” que o mundo físico anteriormente foi destruído pelas águas. Que tipo de “destruição” é essa? Por um lado, tal destruição certamente não é aniquilação, obliteração, e extinção total. Pois, depois do dilúvio, o mundo continuou a existir. Porém, tal destruição não ocorreu sem dor e sem estrago substancial. Portanto, a destruição do dilúvio e do mundo futuro “envolve grande dano, mas não a inexistência”. Outros usos desta linguagem nas escrituras apontam para a ideia de purificação e transformação, um processo doloroso e abrangente (Ml 3.1-4; 1Co 3.12-15). Isto significa que “novos céus” e “nova terra” não são “outros céus” e “outra terra”, mas céus e terra renovados, da mesma forma que Cristo nos transforma em novos homens e novas mulheres, isto é, não fisicamente em outras pessoas, mas em pessoas renovadas, e assim, em outras pessoas interiormente. Voltamos à pergunta inicial: Quanto nós amamos este mundo? Quanto amamos a criação de Deus, que ele próprio pretende renovar? Qual é a nossa ação atual de manifestação deste amor? . Timóteo Carriker . in revista Ultimato

Planet Earth Lisbon 2009

Lisboa foi escolhida para receber o evento de encerramento do Ano Internacional do Planeta Terra devido ao sucesso da participação portuguesa. São esperados representantes de vários países e milhares de participantes que vão conhecer formas de proteger os recursos naturais. [...] . LER AQUI

Aquecimento Global Continua Imparável

( Foto D.N. )
Nas vésperas da Cimeira de Copenhaga continuam a ser produzidos estudos que mostram uma aceleração da produção de gases com efeito de estufa. Mas neste caso há uma conclusão mais grave: os sistemas naturais de absorção de dióxido de carbono (oceanos, florestas) estão a ficar menos eficientes [...] . Ler AQUI

Código da Vinci : Pior Livro do Ano para o "The Times"

( Foto jornal Diário de Notícias )

Foi o grande 'best-seller' dos últimos anos, mas o suplemento de literatura do 'The Times' não fez concessões aos sucessos de vendas: 'O Código da Vinci', de Dan Brown, foi considerado o pior livro da década. O melhor é 'A Estrada', de Cormac McCarthy.

.

Em todo o mundo, 'O Código da Vinci' vendeu mais de 70 milhões de exemplares e catapultou para a ribalta o seu autor, o americano Dan Brown, cujos 'thrillers' se debruçam sobre temas que têm tanto de polémico como de esotérico. Há quem o considere brilhante, para outros não passa de um escritor banal. Para os críticos do The Times, 'O Código da Vinci', publicado em 2003, tropeça logo na introdução, que se assemelha a uma notícia de tablóide. [...]

.

Continuar a ler AQUI no jornal Diário de Notícias de 19 de Novembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O Futuro está no Passado

Vivemos uma encruzilhada de perplexidade e de pasmo nesse momento da história do Ocidente, ou de nosso ocidentalizado planeta. Chegamos mais uma vez, dessa vez de modo mais intenso que nas demais, ao momento de seguir em frente e decidir por uma direção. Isso não é novo na história humana, muitas vezes já estivemos aí.
Várias dessas vezes, civilizações, povos e nações tomaram o rumo errado que acabou em auto-destruição, tragédia, morte e extinção. Culturas se perderam e hoje seus vestígios são motivo de visitas a museus e sítios arqueológicos. Outras, infelizmente em menor número, tomaram direções por vezes menos glamourosas, menos evidentes, mas que lhes permitiu continuar. E mesmo dentro de histórias onde uma segunda chance foi desperdiçada, vemos momentos em que anteriormente se soube mudar a maneira de pensar e mudar a rota de colisão.
Seja em que campo for: economia, meio ambiente, família, mobilidade, artes, pobreza e riqueza, ensino e aprendizagem, política, em qualquer campo, os sinais de degradação e o cheiro putrefato de decomposição se fazem notar. Diante desse quadro alguns se perguntam e projetam como pode vir a ser o futuro, como superar o momento presente e criar um novo, como administrar de modo a perpetuar e permitir a continuidade de nosso estilo de vida moderno e ocidental. [...] . Continuar a ler AQUI no blogue de Hermes Fernandes

19 de Novembro - Dia Internacional da Filosofia

( Foto jornal I )

Elogio da educação filosófica
.
Sei que há pouca gente a dar por isso, mas hoje é o Dia Internacional da Filosofia. A data em si, determinada pela UNESCO para a terceira quinta-feira de cada Novembro, é irrelevante. Mas o dia serve para recordar a importância da educação filosófica na formação dos jovens e dos cidadãos. Aprender a filosofar significa, antes de mais, ser capaz de levantar as grandes interrogações da humanidade: o mistério da existência, o alcance do nosso conhecimento, a possibilidade da transcendência, a estrutura da realidade sensível, a destrinça entre o bem e o mal, a definição de uma sociedade justa, a justificação dos direitos do homem, etc. Mas significa também - e sobretudo - ser capaz de tratar estes e outros quesitos de um modo informado, em diálogo com as ciências e as humanidades, com espírito analítico, rigor argumentativo e abertura de espírito. Temos de reconhecer que, muitas vezes, este ideal não tem sido alcançado no ensino da filosofia. Na nossa tradição, a filosofia confundiu-se demasiadas vezes com uma retórica vazia, ou com a mera arqueologia das ideias do passado. Mas Platão, Tomás de Aquino, Kant ou Rawls não têm culpa nenhuma disso. Ainda que não estando sempre à altura das suas responsabilidades, o exercício filosófico, quando honesto e exigente, desempenha um papel fundamental no esforço colectivo para pensar com a maior clareza possível as questões que mais importam. Na semana passada, o filósofo inglês Anthony Kenny realizou uma palestra no Instituto de Estudos Políticos da UCP, sobre "A Ideia de Universidade". Na sua prelecção, Kenny enfatizou a importância da educação filosófica, muitas vezes associada àquilo que se chama nos Estados Unidos os "Liberal Arts Colleges". Nestas instituições, os alunos fazem licenciaturas plurais, com um pouco de ciências formais e naturais, um pouco de humanidades e história, e travam conhecimento com as grandes questões filosóficas e as teorias que as abordam. Só depois seguem percursos mais específicos e profissionalizantes, na gestão ou na economia, na medicina, no direito, etc. Infelizmente, a estrutura curricular do ensino universitário em Portugal não permite acolher esta tradição das "Artes Liberais" e a inserção da filosofia numa formação geral dos jovens - numa "paideia", como diziam os gregos. No entanto, a filosofia no ensino secundário, quando leccionada por professores talentosos, pode propiciar o despertar intelectual dos adolescentes. Da mesma forma, a filosofia ao nível da licenciatura pode conferir uma capacidade de inquirição e análise conceptual que se costuma revelar especialmente útil a todos aqueles que, depois, fazem estudos noutras áreas ou se lançam no mercado de trabalho. Por fim, a filosofia tem um valor especial na construção da cidadania. Nos tempos que correm, precisamos mais do que nunca da radicalidade da filosofia, da sua capacidade para pôr tudo em causa e conferir novos fundamentos à esperança.
.
.
Por : João Cardoso Rosas
.
.
In Jornal I de 19 de Novembro de 2009

Fotos Reveladoras - 18

( Clique na imagem para AUMENTAR )

O Dante da Poesia Bíblica

Há uma observância das normas da poética no livro bíblico do profeta Isaías. Com efeito, existem provas incontáveis de como a melhor poesia pode prescindir do metro. No estudo de uma poética ocidental, não foi por mera referência editorial que se escreveu sobre a grande poesia que pode dispensar a metrificação, e que tal se estende até ao livro bíblico de Isaías. Uma referência do nosso tempo, o crítico literário Harold Bloom já havia escrito, que, face à realidade social em que se vive, o homem actual é exortado a encontrar “em Platão ou em Isaías a origem da nossa moralidade.” (O Canone Ocidental, pág.39) O estilo deste profeta integra uma unidade que a crítica não pôde desintegrar, embora desde o século XVIII o tentasse fazer. Como é do domínio dos estudiosos, essa crítica colocava em questão a identidade do autor, sugerindo a hipótese de várias identidades autorais do Livro bíblico profético. O prof. Adriano Moreira afirmou, a este propósito, que, contrariamente às hesitações da tal crítica, o Livro de Isaías mantém a continuidade da voz e da mensagem, da voz de Isaías e da sua Profecia, nas Escrituras Sagradas.(Isaías, Três Sinais Editores, Apresentação de AM) É, com certeza, no âmbito do Fundamentalismo evangélico, um estilo literário, assim considerado há muito, com estudos fundamentalistas desde o princípio do século passado. «O estilo de Isaías difere amplamente de qualquer outro profeta do Antigo Testamento»- escreve o prof.George Robinson na colectânea Fundamentos (Edição de R.A.Torrey, Hagnos, pág.93) O filho de Amós estabelece desde o início o paradigma do seu Livro ao declarar que o mesmo será resultado de uma Visão. E di-lo de uma forma linear, comparativamente ao princípio de Ezequiel, que o faz de um modo prosaico e muito histórico-literário, também. O termo hebraico châzôn (sonho, revelação, oráculo), compara-se ao grego orasis, o que equivale à coisa que se torna visível. E a poesia torna as ideias visíveis nas palavras. Gostaria também de usar aqui o termo «poesis», que significa «fazer», referindo-o como uma forma de arte, de criatividade visual. Com efeito, a poesia existente no Livro de Isaías permite-nos que «vejamos» o que o profeta escreve e vaticina, as suas imagens, as suas metáforas. Por exemplo, do entrecho poético: “Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa nova, que apregoa a vitória, que diz a Sião: “Já reina o teu Deus”( Is 52,7). Os “pés do mensageiro” com feridas, sujos da poeira da estrada, são “belos” na poética do profeta. A razão é a qualidade da mensagem, a sua totalidade mensageiro / mensagem, a boa nova que é ela própria um som de paz. Forma e conteúdo da mensagem são a mesma coisa: uma voz pacífica perante a visão dos atalaias que já distinguem o retorno do Senhor a Sião. [...] . . . João Tomaz Parreira . .

Continuar a ler AQUI no Blogue Papéis na Gaveta

A Paz só se Conquista com a Justiça!

Aqui vereis, senhores, o engano deste mundo. Todas as guerras deste mundo se fazem a fim de conseguir a paz. À guerra se aplica a sabedoria, na guerra se emprega a potência, com a guerra se despendem as riquezas, e com a guerra se pretende a paz; mas é engano.
A paz não se conquista com exércitos armados, conquista-se com uma só espada, e com dois escudos, que são os das suas balanças. Divida a espada igualmente pelo meio o que partir, e ponham-se as partes, ou ametades iguais, uma em uma balança e outra na outra: e debaixo desta igualdade se achará a justiça, e neste equilibrio a paz.
.
. Pe. António Vieira em Sermões, Lello & Irmão, Editores, Porto, Volume II, p. 736 . Fonte: Ricardo Gondim Via Hermes Fernandes