quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Perguntas de uma Criança, Espertíssima...

Apanhei o diálogo já a meio, mas mesmo assim foi suficiente para perceber que a criança, um rapaz de 8, 9 anos, espertíssimo, estava a fazer algumas perguntas medianamente incómodas para o pai. Este, como podia, lá ia respondendo. Com uma dose elevada de criatividade pessoal, é certo, mas não tanto que desse para o miudo ficar com ideias mal formadas acerca de Jesus e de Deus.
Depois de lhe falar sobre os apóstolos, que eram doze, das razões que levaram Jesus até à cruz, da sua morte e de como "Deus ficara zangado com os homens por terem morto o Senhor e mandara trovoadas a seguir", e também da ressurreição, lembro-me, após isso, da observação da criança, que ouvia atentamente o pai: " pois, Jesus foi-se embora e agora só aparece para os amigos dele..." . O pai, pacientemente, explicou que não, que não era só isso, mas que era também isso.
Percebi tratar-se de uma pessoa de formação de base católica romana e vi também que a criança não tinha recebido até então nenhum outro ensino cristão, para além do que aquele pai, naquele domingo, casualmente, passeando nas estreitas ruas de Monsaraz onde se houvem ainda os ecos da história, lhe conseguia fazer chegar, do que restava daquilo que ele próprio recebera faz anos atrás.
Lembrei-me então de Provérbios 22:6 e de como são importantes as bases da nossa fé para que a possamos transmitir a outros, e o que é que Jesus realmente representa para os homens em geral, e não apenas para aqueles que são amigos dele: "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer, não se desviará dele".
Jacinto Lourenço