
quarta-feira, 31 de março de 2010
A Compaixão Segundo Nietzsche

terça-feira, 30 de março de 2010
"Jesus, Transgressor de Fronteiras "

" O Chavão da Sã Doutrina"

“Viajar ao redor do mundo e conhecer o clero de todas as denominações ajudou a moldar-me num ser ecuménico. Estamos separados pela teologia e, em alguns casos, pela cultura e pela raça, mas essas coisas não significam mais nada para mim.” (Billy Graham, U.S. News & World Report, 19 de Dezembro de 1988)
Jesus Cristo não veio a este mundo para ensinar uma doutrina em particular mas sim para reconciliar os homens com o Pai. Não vemos o Mestre de Israel alimentar discussões teológicas com os teólogos da época. A única vez que terá discutido doutrina e teologia com os doutores da Lei terá sido aos doze anos, aquando da visita a Jerusalém e mesmo aí as Escrituras não registam o teor da argumentação, pelo que a mesma será irrelevante para nós (Lc 2:41-47). Sejamos claros, a doutrina não é uma vaca sagrada. Desmistifiquemos esse mito.
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A doutrina é sobretudo uma questão de identidade Todo o ser humano dispõe de uma identidade. Ela implica características distintivas, que não só o distinguem de outros cidadãos como lhe conferem um sentido próprio e muito pessoal. A arquitectura estética e conceptual do indivíduo, as suas origens, a sua história de vida, o seu self, fazem dele uma pessoa única e irrepetível. É claro que alguns gostos, vocações e características pessoais não são exclusivas daquele dado indivíduo, o que lhe permite a identificação de grupo ou comunitária com outros seus semelhantes. Mas até estes aspectos, digamos, mais sociais, ajudam a definir a sua singularidade. Por exemplo, um jogador de futebol não é igual, apesar de tudo aos seus colegas, embora possa ter a mesma nacionalidade, idade, naturalidade, clube ou posição de jogo. Será sempre um jogador diferente de todos os outros, e nesse sentido, único. [...]
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Por Brissos Lino *** Continuar a ler AQUI no blogue A Ovelha Perdida
segunda-feira, 29 de março de 2010
Tristeza Feita Mármore

"A Pedofilia na Igreja Católica"

Na semana passada, fui abordado por vários jornalistas sobre a calamidade dos padres pedófilos. Que achava? A resposta saía espontânea: "Uma vergonha." Aliás, no sábado, apareceu, finalmente, a Carta do Papa, na qual manifestava isso mesmo: "vergonha", "remorso", partilha no "pavor e sensação de traição".
O pior, no meio deste imenso escândalo, foi a muralha de silêncio, erguida por quem tinha a obrigação primeira de defender as vítimas. Afinal, apenas deslocavam os abusadores, que, noutros lugares, continuavam a tragédia.
Há na Igreja uma pecha: o importante é que se não saiba, para evitar o escândalo. Ela tem, aliás, raízes estruturais: o sistema eclesiástico, clerical e hierárquico, acabou por criar a imagem de que os hierarcas teriam maior proximidade de Deus e do sagrado, de tal modo que ficavam acima de toda a suspeita. Mas, deste modo, aconteceu o pior: esqueceu-se as vítimas - no caso, crianças e adolescentes, remetidos para o silêncio e sem defesa.
Neste sentido, o Papa dirige-se criticamente aos bispos: "Foram cometidos sérios erros no tratamento das acusações", que minaram "seriamente a vossa credibilidade e eficiência". Por isso, "só uma acção decidida levada em frente com honestidade e transparência poderá restabelecer o respeito em relação à Igreja". Mas, aqui, há quem pergunte se não foram ignoradas as responsabilidades do Vaticano nestes erros e silêncios.
É sabido que infelizmente a Igreja Católica não tem o monopólio da pedofilia, que passa por muitas outras instituições: religiosas, civis e militares - há dados que mostram que a maior parte dos casos acontece nos ambientes familiares -, e é decisivo que todos assumam as suas responsabilidades, pois não é bom bater a culpa própria no peito dos outros. Mas é natural que o que se passou no seio da Igreja seja mais chocante, já que se confiava mais nela.
Até há pouco tempo, a Igreja pensou que era a guardiã da moral e queria impor os seus preceitos a todos, servindo-se inclusivamente do braço secular, ao mesmo tempo que se julgava imune à crítica. Recentemente, a opinião pública começou a pronunciar-se também sobre o que se passa na Igreja, pois todos têm o direito de debater o que pertence à humanidade comum. Há quem diga que, no caso, se trata de revanchismo. A Igreja tem dificuldade em lidar com a nova situação, mas, de qualquer modo, tendo sido tão moralista no domínio sexual, tem agora de confrontar-se com este tsunami, que exige uma verdadeira conversão e até refundação, no sentido de voltar ao fundamento, que é o Evangelho.
As vítimas precisam de apoio e de reparação, na medida do possível. Esse apoio não pode ser só financeiro. Note-se que já se gastaram em indemnizações milhares de milhões de euros, sendo certo que os fiéis não pensariam que todo esse dinheiro havia de ter, infelizmente, este destino. Assim, até por isso, a Igreja precisa de reparar os males feitos e de uma nova atenção para que esta situação desgraçada nunca mais se repita, o que implica, por exemplo, uma atenção renovada no recrutamento de novos padres.
Os abusadores precisam igualmente de apoio, também psicológico, e de compreensão. Deve, no entanto, vedar-se-lhes o exercício do ministério e, uma vez que se está ao mesmo tempo em presença de um pecado e de um crime, deverão pedir perdão, reconciliar-se com Deus e colaborar com a Justiça dos Estados.
Não se pode estabelecer uma relação inequívoca de causalidade entre celibato e pedofilia, até porque há também muitos casados, até pais, que abusam sexualmente de menores. Mas também não se poderá desvincular totalmente celibato obrigatório e pedofilia, sobretudo quando, para chegar a padre, se foi educado desde criança ou adolescente num internato, aumentando o risco de uma sexualidade imatura.
Em todo o caso, será necessário pensar na rápida revogação da lei do celibato. Aliás, a Igreja não pode impor como lei o que Jesus entregou à liberdade. Enquanto se mantiver o celibato como lei, a Igreja continuará debaixo do fogo da suspeita.
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Fonte: Prof. Anselmo Borges in Diário de Notícias de 27 de Março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
A Nuvem por Juno

quarta-feira, 24 de março de 2010
Ode To Joy
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Ode To Joy é um trecho da 9ª Sinfonia de Beethoven que foi terminada quando o compositor já se encontrava em adiantado estado de surdez. No dia da apresentação pública, Beethoven já não teve nenhuma possibilidade de ouvir tocar o que tinha composto. Se alguém compõe desta maneira, sendo surdo, valerá perguntar o que ainda poderia ter composto se não lhe acontecesse esse percalço.
Tocou-me a "fortuna", ontem à noite, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, de ouvir em concerto a Orquestra Sinfónica e Coro de Rostov, dirigidos pelo maestro Voronini, não só este trecho que aqui reproduzo, a título de exemplo e tocado por outra orquestra, mas toda a Sinfonia. Na segunda parte do Concerto ouviu-se no Coliseu Carmina Burana, de Carl Orff, cujo trecho mais conhecido é Fortuna Imperatrix Mundi. Empolgante, e sem dúvida um privilégio que não nos acontece todos os dias. Um muito obrigado ao "mecenato" do meu filho e sua esposa, no meu aniversário.
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Jacinto Lourenço
"A Irremediável Burguesia Religiosa" ( ou um Atlântico que já não Separa )

terça-feira, 23 de março de 2010
" Ulisses e Abraão "

Pode discutir-se, mas é sugestiva, a comparação feita pelo célebre filósofo E. Levinas entre Ulisses e Abraão como figuras paradigmáticas da relação com o outro.
Ulisses, depois da Guerra de Tróia, de volta a casa, vive a aventura de encontros múltiplos com outros, experiências variadas. Travou combates, enfrentou obstáculos sem fim, conheceu o diferente. Coberto de vitórias e glória, regressa. Mas, chegado a casa, mesmo disfarçado, "diferente" do Ulisses que partira, é ainda o "mesmo", que o seu cão, pelo faro, e Penélope, pelo amor, reconhecem. Ulisses representa o herói do regresso, que contactou com o diferente apenas para, num mundo domesticado e assimilado, o reduzir ao mesmo.
Abraão ouviu uma voz que o chamava, e partiu da sua terra, para nunca mais voltar. A sua viagem vai na direcção do novo, do não familiar, do diferente, do Outro. Ninguém o espera num regresso ao ponto de partida. Há só uma palavra de promessa que o chama para um futuro sempre mais adiante. Abraão ouve, caminha, transcende. A sua identidade transfigura-se a cada passo, é processual, histórica. Rompe com o passado, e o seu êxodo vai no sentido de um futuro imprevisível e novo.
A identidade não é estática, fixa, determinada de uma vez para sempre. Claro que cada um, cada uma é ele, ela, de modo único e intransferível - a experiência suma desse viver-se cada um como único e irrepetível dá-se frente à morte, na angústia do confronto com a possibilidade do nada e da aniquilação do eu: "ai que me roubam o meu eu!", clamava Unamuno -, mas fazemo-nos uns aos outros, de tal modo que ser e ser em relação coincidem. Por isso, a identidade faz-se, desfaz-se, refaz-se e, em sociedades complexas e abertas, ela será cada vez mais compósita e planetária, com tudo o que isso significa de enriquecimento e ao mesmo tempo de complexidades e possíveis rupturas.
É, portanto, preciso pensar a unidade na diferença e a diferença na unidade. A unidade sem diferença é a mesmidade morta, mas a diferença sem unidade é o caos sem sentido. O mesmo se deve dizer da identidade: ser si mesmo na relação, mas sem se deixar absorver pelo outro.
Descartes acentuou o primado da subjectividade, do eu, contrapondo-lhe Levinas, em antítese, o primado da alteridade, do tu. Mas, afinal, se não se pode prescindir da alteridade, caindo no perigo do solipsismo, também é necessário evitar a tentação daquela afirmação do outro que parece prescindir do eu, caindo numa espécie de alterismo. Como escreveu M. Moreno Villa, a verdade não se encontra nem no solipsismo nem no alterismo, mas na subjectividade e na alteridade, "afirmadas ambas simultaneamente no círculo ontológico interpessoal".
Há várias imagens para esta afirmação simultânea da identidade e da diferença. Por exemplo, na música - o famoso compositor e dirigente de orquestra Daniel Barenboim apresenta precisamente a música como a grande imagem do que deve ser o diálogo intercultural -, há múltiplos instrumentos (de corda, de percussão, de sopro, podendo a orquestra ser ainda acompanhada por um coro de vozes) - e, de todos juntos, até em contraponto, resulta uma sinfonia: a unidade de diferentes. Num tecido, há múltiplos fios, que se entretecem de diferentes modos, configurando uma unidade. Numa rede - e cada vez mais é preciso pensar em rede -, há múltiplos nós. Ora, os nós, que significam a identidade própria, só existem precisamente na rede, de tal modo que não há rede sem os nós nem os nós sem a rede.
Num mundo global cada vez mais multicultural e multirreligioso, é urgente repensar a identidade sempre a caminho, no quadro de múltiplas pertenças, e, para lá do multiculturalismo e do multirreligioso, que sublinham o "multi", avançar para o diálogo intercultural e inter-religioso, sublinhando o prefixo "inter", que implica um caminho de interacções múltiplas, sendo a identidade mais uma meta do que um ponto de partida, num horizonte que sempre se desloca na medida em que se marcha para ele. O seu símbolo é mais Abraão do que Ulisses.
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Prof. Anselmo Borges *** In Diário de Notícias de 20 de Março de 2010
Uma Semana em Paris

quinta-feira, 18 de março de 2010
Verdade e Preconceito

O preconceito mata a verdade na medida em que acenta em tradições, obediências inflexíveis e cegas, convenções que impedem que olhemos apenas através de Jesus. E através de Jesus, podemos descansar, pois aí, só a verdade subsistirá. Cairão todas as mentiras que a nossa “arqueologia mental” sustenta, porque o Salvador as destrói pelo seu poder. Um homem ou mulher que nasce de novo, que aceita Jesus como seu Salvador, não pode ser preconceituoso em relação a nada que se lhe apresente pela frente. Jesus nunca utilizou o preconceito para julgar pessoas ou situações. Ele via pelo crivo da verdade e da misericórdia de Deus que assentavam na Glória do Pai. E a verdade é que todos nós somos falhos, mesmo quando julgamos não ser. ”…Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro a atirar a pedra sobre ela (…) quando ouviram isso, saíram um a um , a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficaram só Jesus e a mulher, que estava no meio. (…) e Jesus, não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? (…) ninguém Senhor.(…). Nem eu também te condeno; vai e não peques mais.” Como vimos, nesta passagem de João 8:7-10, os judeus levaram a Cristo uma mulher adúltera. De acordo com a sua linha de preconceito, baseada em velhas tradições e convenções judaicas, tinham que a apedrejar até à morte. Jesus olha de outra forma. Uma forma que não está contaminada por qualquer raiz de conceito prévio sem fundamento de verdade, esta sim, única forma de julgar. Nos bolsos e mãos, levavam os judeus as pedras que iriam atirar sobre a mulher que se deitara com um dos da sua nação. Aquilo que o Senhor Jesus lhes disse é que as pedras do preconceito não libertam; matam, assassinam a verdade, e a verdade ali , naquele momento, é que nenhum dos que se preparavam para matar poderia atirar uma única pedra, porque as suas próprias vidas eram construídas sobre a mentira do preconceito. “Não peques mais”, foi o que Jesus disse à mulher. A Verdade liberta-nos. A mentira oprime-nos e condena-nos. O Senhor não relativizou a verdade, não pactuou com o pecado. Perdoou a mulher pecadora, deixando-lhe, ao mesmo tempo, a mensagem da necessidade da pureza de vida. Decerto que ela não esqueceu aquilo que o pecado da relativização moral em conjunto com o da arrogância religiosa institucionalizada podia trazer de nefasto para si própria e para os seus semelhantes.
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Jacinto Lourenço
terça-feira, 16 de março de 2010
O Que é a Verdade ?

segunda-feira, 15 de março de 2010
À Margem do Preconceito

“ …Tu és o Rei dos Judeus? Respondeu-lhe Jesus : Tu dizes isso de ti mesmo ou disseram-to outros de mim? ” ( João 18:32,33 ).
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O texto acima reproduz uma pergunta de Pilatos a Jesus, e a resposta que lhe deu o Senhor. Pilatos, mais do que provavelmente, nunca tinha estado frente a frente com Cristo. Para ele , Jesus era apenas mais um Judeu que os sacerdotes lhe entregavam para ser julgado. E isso acontecia sempre que, na opinião dos responsáveis do Templo, a penalidade a aplicar aos “criminosos” excedia os limites da autoridade sacerdotal, como era o caso com o Senhor Jesus, na opinião dos sacerdotes, um “blasfemo” digno de morte, sendo que tal pena só podia ser aplicada pelos Romanos. No conceito dos responsáveis Judeus, que encaminharam Cristo até Pilatos, a sua consciência ficava “limpinha”. Descartavam-se do Mestre antes de celebrarem a Páscoa, que ocorria nessa altura, e a cuja celebração não pretendiam comparecer “contaminados”, e “desresponsabilizavam-se” da autoria material da morte do Senhor que recairia assim sobre César.
Apetece-me citar o texto “A Prisão Judaica”, noutro contexto, é certo, que o meu amigo João Tomaz Parreira publicou já há algum tempo numa revista cristã ( “Novas de Alegria” ) , e que a determinado passo diz: “Politicamente verificamos que muitos Judeus, na Palestina, querem o território bíblico, mas rejeitam o Deus que lhes deu ancestralmente a sua terra. Escavam nas raízes, julgam-se para todas as coisas o único testemunho da humanidade e o exclusivo instrumento da divindade, mas colocam Jeová fora dos seus planos”. Foram assim sempre, ao longo da sua história, os Judeus. Alimentando o preconceito de que “um escolhido” tem sempre a razão e a verdade do seu lado independentemente da forma como julga e avalia, e como vive. Citando de Novo J.T.Parreira, no mesmo texto, e que por sua vez cita outros pensadores, e aplicando agora aos cristãos nossos contemporâneos que possam viver um pouco à imagem do judaísmo um cristianismo impregnado de preconceitos, faço minhas as suas palavras: “o que vale não é tanto um credo cristão, mas muito mais os actos concretos dos cristãos”. Razão teria João Batista ( porque conhecia bem a intimidade do coração e do pensamento dos judeus), quando atirou aos Saduceus e Fariseus a frase: “raça de víboras (…) produzi frutos dignos de arrependimento e não presumais de vós mesmos, dizendo: temos por pai a Abraão…”. Por essa e outras razões, que tinham a ver com uma fé liberta e à margem da “linha do preconceito”, foi João Batista martirizado.
O preconceito fere, contamina, destrói e, como vimos pela Palavra de Deus, pode matar!
“Preconceito: Ideia, conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério. Obrigação de obediência inflexível a certas normas de procedimento convencional ou tradicionalmente estabelecidas. Estado de superstição de cegueira moral. Abusão, erro, prejuízo, que muitas vezes obriga a certos actos ou impede que eles se pratiquem”. É o que diz o Grande Dicionário da Língua Portuguesa – edição Círculo de Leitores.
Quando olhamos para o julgamento a que Jesus foi sujeito, é o que vemos. Um julgamento eivado de preconceitos; ideias formadas sem fundamento sério e obedecendo a procedimentos convencionais e tradicionalmente estabelecidos. Mas mais: vemos também um grande desconhecimento bíblico daqueles que diziam julgar pela bíblia, exceptuando, como é óbvio, Pilatos, que não tendo nenhum conhecimento de matérias bíblicas ou das realidades sociológicas mais profundas da nação que governava em nome de César, foi por isso confrontado por Jesus: “é isso que tu pensas mesmo, ou ouviste dizer por outros que eu era o Rei dos Judeus?” . Claro que Jesus sabia que Pilatos não podia imaginar o que traduziria, na realidade judaica, e no contexto bíblico e espiritual, essa frase: “Rei dos Judeus”. Claro que o Filho de Deus também sabia muito bem o que é que o preconceito estava a fazer em todo o processo do seu julgamento. Claro que Deus sabe que aqueles que são Filhos do Rei têm que apagar da sua vida os preconceitos para viverem perto da Glória de Deus.
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Jacinto Lourenço